Uso de tecnologia na sala de aula ajuda a prender a 
atenção dos alunos7 
O ser humano vive em uma constante evolução. Isso é um fato. É inerente a qualquer 
indivíduo identificar e assimilar mudanças que estão ao seu redor. É dessa forma que 
fomentamos a criatividade e criamos inovações para as dificuldades do dia a dia. 
Devido à nossa constante sede de evoluir, ao longo do tempo a humanidade foi 
mudando conceitos, adaptando comportamentos e convergindo conhecimentos. Sendo 
assim, o ser humano foi criando formas de se aproximar cada vez mais de seus 
semelhantes e aperfeiçoou suas comunicações a ponto de não existirem mais distâncias 
que não pudessem ser vencidas. 
Hoje em dia as crianças já nascem conectadas. Bebês que mal aprenderam a andar já 
sabem destravar smartphones. Meninos e meninas que ontem descobriram o bê-a-bá 
hoje já estão postando no Facebook e compartilhando fotos no Instagram. 
Diante desse cenário, no qual cada dia uma distração diferente é criada, é inevitável o 
surgimento de um embate com o modelo de educação básica no Brasil, que há mais de 
meio século se mantém dentro das mesmas diretrizes, sem nenhuma evolução 
concreta. 
Jorge Araujo/Folhapress 
Se já era um desafio manter a atenção de alunos que 
não tinham em mãos ferramentas que os 
dispersassem, hoje essa tarefa é impossível 
Carlos Wizard Martins, fundador da rede de ensino Wizard, defende a adoção de
tecnologia em sala de aula 
Se há 60 anos já era um desafio manter a atenção e o interesse de alunos que não 
tinham em mãos ferramentas que os dispersassem, hoje em dia essa tarefa se tornou 
impossível, uma vez que a lousa e o giz competem com iPhones e Androids recheados 
de aplicativos e jogos extremamente atrativos. 
O que é preciso entender é que a educação, hoje, precisa adquirir um novo formato, no 
qual a comunicação não seja mais unilateral, e sim uma conversa de mão dupla. O aluno 
precisa se engajar não somente com o professor, como também com seus colegas de 
classe. 
A tecnologia pode e deve facilitar este trabalho, instigando a troca de informações e 
conhecimento, além de fornecer uma análise mais completa e precisa de cada 
estudante. 
A educação deveria trazer para as salas de aulas 
sistemas de ensino que se baseiam nos jogos e nas 
redes sociais 
Carlos Wizard Martins, fundador da rede de ensino Wizard, sobre a necessidade de 
novos métodos de ensino na educação básica 
Dessa forma, o professor pode direcionar o conteúdo pedagógico de forma 
personalizada, acompanhando o aprendizado de cada aluno individualmente. É o 
conceito da cauda longa aplicada à docência. Ferramentas incríveis como a Khan 
Academy já aplicam esta ideia e seus usuários alcançam resultados expressivos e 
valiosos. 
Acredito que a educação deveria iniciar um trabalho analítico e criativo para se adaptar 
a esses novos tempos, trazendo para as salas de aulas sistemas de ensino que se
baseiam nas mesmas premissas dos jogos e das redes sociais, estimulando os alunos a 
interagirem entre si e buscar o aprendizado de forma natural, lúdica e intuitiva. 
Conceitos simples como destravar badges a cada lição concluida e apostilas baseadas 
em gamificação podem colocar a criança e o adolescente dentro de um meio ao qual ele 
já está acostumado e criar um interesse maior, além de uma vontade de evoluir, 
subindo níveis de um jogo que favorece o aprendizado. 
Obviamente, para que isso aconteça, esbarramos em barreiras burocráticas e 
estruturais. Para mudar o sistema atual, precisamos de um empenho político forte e da 
consciência de que um trabalho como esse merece uma atenção a longo prazo. São 
atitudes que trarão uma mudança profunda no sistema de ensino do país, mas que, a 
meu ver, serão muito benéficas. 
Outro entrave é a desigualdade social e o escoamento de recursos públicos em nosso 
país que, infelizmente, proporciona cenas tristes como a de salas de aula que sequer 
possuem lousas e carteiras para seus alunos. Fica difícil acreditar que aparatos 
tecnológicos conseguirão chegar a locais como esses. 
Diante de tantos desafios, é desanimador imaginar que tais mudanças um dia irão 
ocorrer. Entretanto, por mais difícil que isso possa parecer, um primeiro passo precisa 
ser dado. Não podemos postergar a evolução de ensino no Brasil. 
Com o perdão do lugar comum, mas o futuro do nosso país depende de uma educação 
forte, eficiente e democrática, onde o aprendizado possa chegar tanto para o aluno de 
grandes cidades, com recursos como, também, para o ribeirinho que tem nessa 
ferramenta uma esperança para melhorar de condição. A educação é o maior agente de 
transformação de uma nação e, assim como o ser humano, ela tem de estar em 
constante evolução.

Documento

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    Uso de tecnologiana sala de aula ajuda a prender a atenção dos alunos7 O ser humano vive em uma constante evolução. Isso é um fato. É inerente a qualquer indivíduo identificar e assimilar mudanças que estão ao seu redor. É dessa forma que fomentamos a criatividade e criamos inovações para as dificuldades do dia a dia. Devido à nossa constante sede de evoluir, ao longo do tempo a humanidade foi mudando conceitos, adaptando comportamentos e convergindo conhecimentos. Sendo assim, o ser humano foi criando formas de se aproximar cada vez mais de seus semelhantes e aperfeiçoou suas comunicações a ponto de não existirem mais distâncias que não pudessem ser vencidas. Hoje em dia as crianças já nascem conectadas. Bebês que mal aprenderam a andar já sabem destravar smartphones. Meninos e meninas que ontem descobriram o bê-a-bá hoje já estão postando no Facebook e compartilhando fotos no Instagram. Diante desse cenário, no qual cada dia uma distração diferente é criada, é inevitável o surgimento de um embate com o modelo de educação básica no Brasil, que há mais de meio século se mantém dentro das mesmas diretrizes, sem nenhuma evolução concreta. Jorge Araujo/Folhapress Se já era um desafio manter a atenção de alunos que não tinham em mãos ferramentas que os dispersassem, hoje essa tarefa é impossível Carlos Wizard Martins, fundador da rede de ensino Wizard, defende a adoção de
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    tecnologia em salade aula Se há 60 anos já era um desafio manter a atenção e o interesse de alunos que não tinham em mãos ferramentas que os dispersassem, hoje em dia essa tarefa se tornou impossível, uma vez que a lousa e o giz competem com iPhones e Androids recheados de aplicativos e jogos extremamente atrativos. O que é preciso entender é que a educação, hoje, precisa adquirir um novo formato, no qual a comunicação não seja mais unilateral, e sim uma conversa de mão dupla. O aluno precisa se engajar não somente com o professor, como também com seus colegas de classe. A tecnologia pode e deve facilitar este trabalho, instigando a troca de informações e conhecimento, além de fornecer uma análise mais completa e precisa de cada estudante. A educação deveria trazer para as salas de aulas sistemas de ensino que se baseiam nos jogos e nas redes sociais Carlos Wizard Martins, fundador da rede de ensino Wizard, sobre a necessidade de novos métodos de ensino na educação básica Dessa forma, o professor pode direcionar o conteúdo pedagógico de forma personalizada, acompanhando o aprendizado de cada aluno individualmente. É o conceito da cauda longa aplicada à docência. Ferramentas incríveis como a Khan Academy já aplicam esta ideia e seus usuários alcançam resultados expressivos e valiosos. Acredito que a educação deveria iniciar um trabalho analítico e criativo para se adaptar a esses novos tempos, trazendo para as salas de aulas sistemas de ensino que se
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    baseiam nas mesmaspremissas dos jogos e das redes sociais, estimulando os alunos a interagirem entre si e buscar o aprendizado de forma natural, lúdica e intuitiva. Conceitos simples como destravar badges a cada lição concluida e apostilas baseadas em gamificação podem colocar a criança e o adolescente dentro de um meio ao qual ele já está acostumado e criar um interesse maior, além de uma vontade de evoluir, subindo níveis de um jogo que favorece o aprendizado. Obviamente, para que isso aconteça, esbarramos em barreiras burocráticas e estruturais. Para mudar o sistema atual, precisamos de um empenho político forte e da consciência de que um trabalho como esse merece uma atenção a longo prazo. São atitudes que trarão uma mudança profunda no sistema de ensino do país, mas que, a meu ver, serão muito benéficas. Outro entrave é a desigualdade social e o escoamento de recursos públicos em nosso país que, infelizmente, proporciona cenas tristes como a de salas de aula que sequer possuem lousas e carteiras para seus alunos. Fica difícil acreditar que aparatos tecnológicos conseguirão chegar a locais como esses. Diante de tantos desafios, é desanimador imaginar que tais mudanças um dia irão ocorrer. Entretanto, por mais difícil que isso possa parecer, um primeiro passo precisa ser dado. Não podemos postergar a evolução de ensino no Brasil. Com o perdão do lugar comum, mas o futuro do nosso país depende de uma educação forte, eficiente e democrática, onde o aprendizado possa chegar tanto para o aluno de grandes cidades, com recursos como, também, para o ribeirinho que tem nessa ferramenta uma esperança para melhorar de condição. A educação é o maior agente de transformação de uma nação e, assim como o ser humano, ela tem de estar em constante evolução.