EBOOK
MARCOS MENDES
2017
2
O PROFESSOR
O1.“ENSINAR NÃO É TRANSFERIR
CONHECIMENTO, MAS CRIAR AS
POSSIBILIDADES PARA SUA
PRÓPRIA PRODUÇÃO OU A SUA
CONSTRUÇÃO”.
PAULO FREIRE
O ADVENTO DA ERA DA INFORMAÇÃO DESENCADEOU A CRIAÇÃO DE NOVAS
TECNOLOGIAS NO ÂMBITO DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO.
De acordo com Morgado (2001), estas tecnologias permitem que mais pessoas acessem mais
informações, e, a partir das mudanças que ocorrem dentro de si, formulem conteúdos que
representam o seu conhecimento.
Esta profusão do conhecimento interfere também nos processos de ensino e aprendizagem,
ao considerar que, aquele que aprende, não aprende somente em sala de aula, mas em todos
os processos de comunicação que participa.
Esta autonomia em obter conhecimentos é um fator facilitador quando o foco é o estudo em
cursos à distância, em que, segundo a mesma autora, “a ação do professor ocorre num
contexto de ausência física, e adquire especial relevância para a criação de um sentimento de
comunidade”.
Uma tal educação, que integre o computador na sua estrutura de ensino ou em

cenários virtuais, vê o seu sucesso depender não só da inovação no campo

tecnológico, mas sobretudo dos factores de natureza pedagógica e organizacional
(MORGADO, 2001)
Esta integração assinalada pela Professora Lina Morgado (2001), faz parte do contexto da
Educação à Distância, que atualmente possui metodologias próprias para que se realize o
fazer pedagógico, mesmo com professor e alunos separados fisicamente.
Na maior parte do curso, a atuação do professor é através de Ambientes Virtuais de
Aprendizagem, local em que ocorrem os processos pedagógicos.
De acordo com Moore e Kearsley (2008), “alunos de um determinado país podem aprender
com professores e colegas de outras nações”, uma vez que, para Morgado (2001) “para
trabalharem em colaboração, os indivíduos não têm de estar todos no mesmo lugar ao mesmo
tempo”.
2
Estamos habituados a ter no professor
a “fonte da informação”, mas esse
quadro, hoje, tende a se modificar
enormemente.
Marcos Mendes
Com a mesma opinião, Peters (2009), explica que
Os alunos a distância estão em condição de trocar opiniões, discutir
problemas e participar de discussões científicas, tutoriais e sessões
de aconselhamento. Da mesma forma, podem até fazer provas orais
e bater papo com colegas ou com pessoas interessadas nas
matérias a serem aprendidas em outros países.
Outro ponto a ser destacado através de Moore e Kearsley (2008), é
a não-possibilidade de visualizar as reações dos alunos diante dos
diversos momentos do curso.
Neste aspecto, os autores apontam que uma das diferenças mais
latentes no fazer docente em cursos à distância é o fato de que os
professores
Não sabem como os alunos reagem ao que foi redigido, gravado ou
transmitido, a menos que optem por informar por meio de algum
mecanismo de feedback. Somente por este motivo, a educação à
distância permanece um desafio para os instrutores inexperientes
até que aprendam como prever as reações dos alunos aos
diferentes eventos e como lidar com elas.

(MOORE & KEARSLEY, 2008).
3
Em contextos educacionais, o
professor é (e sempre será) a
mola mestra na construção/
reconstrução do processo
educacional escolar.
Cox, 2003
No contexto da Educação à Distância, a
atuação do professor ainda é um
desafio, como citado anteriormente, e
isso acontece porque nesta modalidade
de ensino, o fazer docente é conduzido
por meio da tecnologia, e não há,
necessariamente, a ministração de
aulas no período todo do curso, e sim
um cronograma de estudos, pesquisas e
leituras a serem feitas, sob a orientação
do professor-tutor, que pode ainda fazer
uso de vídeos-aula e diversas
especificidades pedagógicas da
Educação à Distância, tais como Web
2.0. (MORGADO, 2001).
Em contextos educacionais, o professor
é (e sempre será) a mola mestra na
construção/reconstrução do processo
educacional escolar, “pois é fomentador
natural da mudança na prática
educacional, em virtude de seu papel
como mediador” na formação do homem
(Cox, 2003).
Em tempos de uso crescente da
Educação à Distância, este professor
precisa reorganizar sua postura frente às
novas possibilidades pedagógicas
inauguradas pela Educação à Distância.
O professor que atua em cursos à
distância atua de forma diferenciada,
pois seu aluno é diferente, e assim, a
intervenção do professor sai da esfera
de provedor da informação e passa a
ser a de mediador da informação.
E l e d e v e s e r :

a) estimulador da descoberta;

b) orientador dos passos a serem
s e g u i d o s ;

c) colaborador na dinâmica da
a p r e n d i z a g e m ;

d) avaliador da aprendizagem.

(Cox, 2003; Maia, 2007; Moran, 2000)
Estamos habituados a ter no professor a
“fonte da informação”, mas esse quadro,
hoje, tende a se modificar enormemente.
4
Isso não significa que o professor perdeu
seu lugar, ao contrário, está deixando de ser
o “detentor” do conhecimento para ser o
“ m e d i a d o r ” d e u m c o n h e c i m e n t o
culturalmente construído e compartilhado.
É ele quem orienta as investigações dos
alunos, incentiva o prazer pelo saber,
observa e aproveita o modo como cada
aluno constrói seu próprio conhecimento.
(FREIRE, Paulo. 1998)
Como se estivesse descrevendo o
professor que atua em cursos à
distância, esta mudança citada por Freire
(1998) representa uma evolução natural
face à evolução da sociedade humana,
que, em virtude do volume de informações e
a facilidade de acessá-la, o indivíduo passa
a ter uma opinião mais sólida, baseada nos
muitos conhecimentos que acaba por
construir no seu cotidiano.
A variedade de jornais e revistas criadas
para atender nichos específicos, a redução
dos preços e o aumento dos títulos lançados
em livros, a fácil disseminação de vídeos on-
line, representam parte deste universo de
informações que supre os saberes do aluno
habituado à internet.
Este é um dos motivos que levam o
professor a entrar no cenário do aluno.
Na condição de professor, sensibiliza o
aluno, esclarece a importância do aprender
a conhecer.
Na condição de parceiro, caminha junto
com aluno em direção à descoberta,
incentiva o aluno a aprender a fazer,
interpreta, compreende. (Cox, 2003).
De acordo com Moore e Kearsley (2008),
Maia (2007) e Corrêa (2007), alunos virtuais
ensejam uma conduta autônoma, e
precisam ser acompanhados por um
professor diferenciado, que entenda esta
nova concepção no seu fazer pedagógico.
Uma das descrições deste professor é
encontrada em Paulo Freire (1996), como
um sujeito orientador, consciente de que
“ensinar não é transferir conhecimento, mas
criar as possibilidades para sua própria
produção ou a sua construção”.
O perfil do professor de alunos à distância
deve estar em constantes (re) aprendizados
e (re) descobertas, de forma que o docente
possa ratificar o que ainda está em voga, e
retificar o que lhe impede de levar seu aluno
ao aprendizado.
5
“o professor:
. orienta as investigações dos alunos;
. incentiva o prazer pelo saber;
. observa e aproveita o modo como cada
aluno constrói seu próprio conhecimento”.
PAULO FREIRE
6
Freire (1996), faz uso de uma metáfora para ilustrar este pensamento:
A prática de velejar coloca a necessidade de saberes fundantes
como o domínio do barco, das partes que o compõem e da
função de cada uma delas, como o conhecimento dos vento, sua
força, de sua direção, os ventos e as velas,
a posição das velas, o papel do motor e da
combinação entre motor e velas. Na pratica,
de se velejar se confirmam, se modificam e
se ampliam esses saberes.
Nesta metáfora, o barco é o aluno, e o motor é
representado pela motivação e saberes já
adquiridos, que movem o barco na ausência
do vento.
As velas, infladas por ventos vindos de várias
direções, são os novos saberes, inflados por
conhecimentos advindos de várias fontes
(aulas, livros, gráficos, vídeos, jornais, sítios,
emails, etc.).
Os ventos, sempre em diferentes intensidades,
são os professores, que orientam o aluno a
pesquisar, a descobrir e a compartilhar.
Tal qual o barco, se o vento for fraco, e não soprar novos ventos, o
motor terá que ser utilizado.
Da mesma forma, por ser uma analogia, se o professor parar de
incentivar o aluno a conhecer, a fazer e a descobrir, o aluno terá que
utilizar seus próprios conhecimentos, reduzindo o universo de saberes
a serem construídos.
7
AÇÃO DOCENTE EM EAD
Para sua plena atuação, o professor
que atua em Educação à Distância
deve ter competências específicas
para tal ofício, e ser conhecedor das
funções inerentes ao seu cargo.

(MOORE & KEARSLEY, 2008).
Estas funções, desencadeiam
aspectos próprios da Educação

à Distância, que devem

ser observados e realizados

pelo professor.

(MORGADO, 2001).
É neste sentido que o Profissional
que atua em EaD tem uma gama de
opcões de atuação profissional, e
deverá observar suas habilidades e
decidir em que área da EaD gostaria
de atuar:
. Tutor

. Conteudista

. Designer Instrucional

. Coordenador

. Diagramador

. Editor de Aulas

e mais outras nomenclaturas que as
instituições vão criando para atender
aos seus programas de EaD.
E neste contexto de um curso de
Tutor, você deverá compreender
os 3 cenários que um Tutor estará
atuando durante sua missão
c o m o T U T O R :

a ) F u n ç õ e s d o T u t o r

b ) A s p e c t o s P e d a g ó g i c o s

c) Etapas de Atuação
8
o professor que atua
em Educação à
Distância deve ter
competências
específicas para tal
ofício.

MOORE & KEARSLEY, 2008
AÇÃO DOCENTE EM EAD
A ação do professor em Educação à Distância é alvo de muitas
pesquisas e estudos, encontrados em livros e artigos publicados
tanto em meio impresso quanto on-line. 

(MORGADO, 2001).
FUNCÕES DO PROFESSOR EM EAD
Moore e Kearsley (2008) delinearam as
funções específicas do professor que atua
em cursos à distância.
Através do gráfico, se pode visualizar os
desdobramentos da atuação docente
idealizados por Moore e Kearsley (2008).
P R I M E I R A F U N Ç Ã O

O Ensino abrange tanto a construção dos
conteúdos didáticos de acordo com os
objetivos instituídos para o curso, quanto o
acompanhamento do aprendizado do aluno.
O professor deve estar atento em todo o
processo, para interferir quando necessário,
mediar discussões, orientar na execução
das atividades e esclarecer o escopo de
cada avaliação. 
S E G U N D A F U N Ç Ã O

Abrange o progresso do aluno, em que o
professor avalia e aplica a nota às
atividades apresentadas, e registra
comentários aos alunos sobre seu
desempenho nas avaliações.
Os comentários devem ser elaborados de
forma que, mesmo com notas baixas, o
aluno se sinta motivado a continuar, a
superar os obstáculos e permanecer
participando das aulas.
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4. AVALIAÇÃO
3. APOIO AO ALUNO
1. ENSINO
2. PROGRESSO DO ALUNO
T E R C E I R A F U N Ç Ã O

Esta função abrange o apoio ao aluno, com orientações claras e
objetivas sobre o curso e sobre o ambiente virtual.
Também fazem parte deste grupo as intervenções concernentes à
conduta do aluno no curso, explicando sobre prazos, maior
participação no curso, e o que se espera dele.
Q U A R T A F U N Ç Ã O

A quarta função é quando o professor faz a validação do curso como
um todo, aferindo se os objetivos educacionais propostos foram
alcançados, e se as competências planejadas foram desenvolvidas.
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ASPECTOS DOCENTES
“ O C O N H E C I M E N T O É
DINÂMICO, POSSIBILITANDO SE
SUPERAR E SE RECONSTRUIR
CONTINUAMENTE”.
CORRÊA, 2007.
11
4. ASPECTOS TÉCNICOS
3. ASPECTOS SOCIAIS
1. ASPECTOS PEDAGÓGICOS
2. ASPECTOS DE GESTÃO
Na seção anterior você aprendeu que Moore & Kearsley (2008) definiram as funções a serem
exercidas pelo professor que atua em cursos on-line.
Nesta seção, você vai aprender com Morgado (2001) os 04 aspectos de ação docente em
Educação à Distância.
A diferença fundamental entre os autores, é que as funções são mais relacionadas a questões
administrativas, enquanto que os aspectos, tendem mais às questões pedagógicas.
Os aspectos enunciados por Morgado (2001) foram estes: 

a) Aspectos Pedagógicos; 

b) Aspectos de Gestão; 

c) Aspectos Sociais;

d) Aspectos Técnicos.
Em sua obra, a autora explica-os da seguinte forma:
Aspectos Pedagógicos: engloba todos aqueles aspectos que suportam o processo de
aprendizagem, desde as técnicas de ensino directo às técnicas que se centram na facilitação
da aprendizagem: fazer perguntas, dar exemplos e modelos; orientar e sugerir; promover a
reflexão; orientar os estudantes na exploração de outras formas de informação;
Aspectos de Gestão: prende-se com as tarefas de organização e planificação do curso e das
actividades de ensino;
Aspectos Sociais: é relativa à criação dum contexto social de aprendizagem, onde seja
possível o desenvolvimento de relações interpessoais, da coesão de grupo, manutenção do
grupo como unidade e contribuindo para ajudar os membros a trabalhar colaborativamente.
Aspectos Técnicos: refere-se à contribuição do professor para tomar a tecnologia
transparente, permitindo assim ao estudante concentrar-se nas tarefas acadêmicas. Em uma
tentativa de ultrapassar este problema, muitos cursos estão estruturados de modo a que a
primeira seqüência ou módulo se centre na familiarização com a plataforma e com o
desenvolvimento das competências de comunicação on-line. A importância deste papel é
12
“o conhecimento é dinâmico,
possibilitando se superar e se
reconstruir continuamente”.
Corrêa, 2007
revelada nas avaliações feitas tanto por
estudantes como professores como
s e n d o u m a s p e c t o c r í t i c o e a
salvaguardar.
iSSO QUER DIZER QUE...
Nos Aspectos Pedagógicos, Morgado
(2001) agrupa as ações docentes
referentes ao processo tanto de ensino
quanto da aprendizagem, e alarga as
possibilidades do professor como
protagonista da descoberta de novos
saberes por parte do aluno, ao incentivá-
lo a “explorar novas fontes de
informação”.
Para Corrêa (2007), este “é o aspecto
mais enfatizado nos cursos de formação
à distância (...) é essencial selecionar os
m e i o s m a i s a p r o p r i a d o s p a r a
determinada situação”.
Nos Aspectos de Gestão, Morgado
(2001) leva o docente a implantar
estratégias eficientes ao curso, tais como
desenvolver e seguir o cronograma,
verificar documentação, lançar notas,
“considerando os objetivos pedagógicos
e didáticos previamente definidos, e as
características da clientela” .
No que se refere aos Aspectos Sociais,
o docente deve a todo tempo,
desenvolver ações pedagógicas que
mantenham os alunos em constantes
interações no decorrer de todo o curso.
Neste sentido, Corrêa (2007) explica que
“o conhecimento é dinâmico,
possibilitando se superar e se
reconstruir continuamente”.
Os Aspectos Técnicos são atinentes ao
uso do ambiente virtual por parte dos
alunos. O Tutor deve ter conhecimentos
especializados em todas as instâncias da
sala de aula virtual, para que oriente o
aluno na utilização dos recursos
pedagógicos do ambiente virtual,
principalmente no início do curso.
Corrêa (2007) verifica que estes
aspectos representam “um dos principais
desafios a ser enfrentado pela equipe”,
devendo observar não somente se
determinada tecnologia é a melhor, mas
levar em consideração se o público-alvo
tem os requisitos tecnológicos para
acessar o curso.
13Lina Morgado
ETAPAS DE ATUAÇÃO
Você iniciou este módulo aprendendo com Moore & Kearsley
(2008) sobre as funções do professor, que estavam mais
relacionadas à administração do curso,
Depois, com Morgado (2001), você aprendeu os aspectos a
serem observados na função docente em cursos à distância, que
estavam mais relacionados à pedagogia desenvolvida no curso.
Completando esta trilogia, Salmon (2000) demonstra um terceiro
campo de atuação do professor, a cronologia, que está
relacionada ao momento de cada tipo de ação do professor.
14
4. CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
3. PARTILHA DA INFORMAÇÃO
1. ACESSO E MOTIVAÇÃO
2. SOCIALIZACÃO ON-LINE
5. DESENVOLVIMENTO
A diferença da abordagem de Salmon (2000) em relação à "Função" e aos "Aspectos", é
porque enquanto estes 02 acontecem durante todo o curso, em instâncias diferentes, as
"Etapas" ocorrem de forma concatenada, uma após a outra, de acordo com o andamento do
curso.
Ao desenvolver uma pesquisa específica na esfera da atuação docente, o foco de Salmon
(2000) era descobrir a dinâmica de cursos on-line, onde foram observadas as ações e as
reações no decorrer do curso.
No intuito de organizar os resultados, a autora tabulou os resultados em 05 Etapas: 

a) Acesso e Motivação;

b) Socialização On-Line;

c) Partilha da Informação;

d)Construção do Conhecimento;

e) Desenvolvimento Pessoal.
ISSO QUER DIZER QUE...
O professor que atua em Educação à Distância inicia o curso na etapa “Acesso e
Motivação”.
Este passo representa um dos momentos mais importantes para alunos e professor, quando
são estabelecidos os pontos de contato entre os participantes da turma.
Mesmo separados fisicamente, as atividades pedagógicas ocorridas nesta primeira etapa
criam a ambiência social, quando o professor se apresenta e informa sua titulação, e ainda,
esclarece como o curso irá se desenvolver.
Neste momento de início do curso, o professor deve priorizar as dúvidas referentes ao uso do
ambiente virtual, já que as atividades pedagógicas ocorrem ali, e se o aluno tiver dificuldade,
tenderá a abandonar o curso ainda no início.
15
... permitem aos alunos experimentar
a sensação de turma, pois cada
cursista não é apenas um clique do
mouse...
Salmon (2000)
A 2a etapa, “Socialização Online” inicia quando os alunos já
conhecem o professor, e já têm alguma competência no uso das
funções do ambiente virtual.
Nesta etapa os alunos se apresentam em um local de acesso
comum, e registram seu nome, cidade, formação, hobbies, etc.
Segundo Maia (2007), estas ações permitem aos alunos
experimentar a sensação de turma, pois cada cursista não é
apenas um clique do mouse.
Morgado (2001) ao comentar sobre esta etapa, ensina que a
“empatia desenvolvida neste estádio funciona como um pré-
requisito para o curso”.
A 3a Etapa, “Partilha da Informação”, é o período em que os
estudos são iniciados, e os cursistas estão se adaptando tanto ao
ambiente virtual quanto ao acesso dos materiais didáticos.
Segundo Morgado (2001), é nesta etapa que “há mais pedidos de
ajuda ao professor e uma maior necessidade de encorajamento e
orientação”.
O professor deve estar atento às participações dos alunos, e
perceber quais estão ausentes das atividades, para que
estabeleça contato com estes alunos convidando-os ao curso.
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A 4 a e t a p a “ C o n s t r u ç ã o d o
Conhecimento” se desenvolve quando
as atividades são em grupo, através de
Fóruns ou seminários virtuais.
Esta etapa o professor não “ensina”,
especificamente, mas é o mediador, e
acompanha as atividades para que os
objetivos de aprendizagem sejam
alcançados.
Se for necessário, faz intervenções
pedagógicas.
A 5a etapa,“Desenvolvimento
Pessoal”, é o ápice do curso.
O aluno provavelmente já tem domínio
sobre o Ambiente Virtual, e já se adaptou
à prática disciplina de estudar on-line, e
a atuação do professor se restringe a
gerenciar a freqüência da turma,
administrar prazos de postagens de
trabalhos, avaliar e lançar notas.
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18

DOCÊNCIA ONLINE

  • 1.
  • 2.
    O PROFESSOR O1.“ENSINAR NÃOÉ TRANSFERIR CONHECIMENTO, MAS CRIAR AS POSSIBILIDADES PARA SUA PRÓPRIA PRODUÇÃO OU A SUA CONSTRUÇÃO”. PAULO FREIRE
  • 3.
    O ADVENTO DAERA DA INFORMAÇÃO DESENCADEOU A CRIAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS NO ÂMBITO DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO. De acordo com Morgado (2001), estas tecnologias permitem que mais pessoas acessem mais informações, e, a partir das mudanças que ocorrem dentro de si, formulem conteúdos que representam o seu conhecimento. Esta profusão do conhecimento interfere também nos processos de ensino e aprendizagem, ao considerar que, aquele que aprende, não aprende somente em sala de aula, mas em todos os processos de comunicação que participa. Esta autonomia em obter conhecimentos é um fator facilitador quando o foco é o estudo em cursos à distância, em que, segundo a mesma autora, “a ação do professor ocorre num contexto de ausência física, e adquire especial relevância para a criação de um sentimento de comunidade”. Uma tal educação, que integre o computador na sua estrutura de ensino ou em
 cenários virtuais, vê o seu sucesso depender não só da inovação no campo
 tecnológico, mas sobretudo dos factores de natureza pedagógica e organizacional (MORGADO, 2001) Esta integração assinalada pela Professora Lina Morgado (2001), faz parte do contexto da Educação à Distância, que atualmente possui metodologias próprias para que se realize o fazer pedagógico, mesmo com professor e alunos separados fisicamente. Na maior parte do curso, a atuação do professor é através de Ambientes Virtuais de Aprendizagem, local em que ocorrem os processos pedagógicos. De acordo com Moore e Kearsley (2008), “alunos de um determinado país podem aprender com professores e colegas de outras nações”, uma vez que, para Morgado (2001) “para trabalharem em colaboração, os indivíduos não têm de estar todos no mesmo lugar ao mesmo tempo”. 2 Estamos habituados a ter no professor a “fonte da informação”, mas esse quadro, hoje, tende a se modificar enormemente. Marcos Mendes
  • 4.
    Com a mesmaopinião, Peters (2009), explica que Os alunos a distância estão em condição de trocar opiniões, discutir problemas e participar de discussões científicas, tutoriais e sessões de aconselhamento. Da mesma forma, podem até fazer provas orais e bater papo com colegas ou com pessoas interessadas nas matérias a serem aprendidas em outros países. Outro ponto a ser destacado através de Moore e Kearsley (2008), é a não-possibilidade de visualizar as reações dos alunos diante dos diversos momentos do curso. Neste aspecto, os autores apontam que uma das diferenças mais latentes no fazer docente em cursos à distância é o fato de que os professores Não sabem como os alunos reagem ao que foi redigido, gravado ou transmitido, a menos que optem por informar por meio de algum mecanismo de feedback. Somente por este motivo, a educação à distância permanece um desafio para os instrutores inexperientes até que aprendam como prever as reações dos alunos aos diferentes eventos e como lidar com elas.
 (MOORE & KEARSLEY, 2008). 3 Em contextos educacionais, o professor é (e sempre será) a mola mestra na construção/ reconstrução do processo educacional escolar. Cox, 2003
  • 5.
    No contexto daEducação à Distância, a atuação do professor ainda é um desafio, como citado anteriormente, e isso acontece porque nesta modalidade de ensino, o fazer docente é conduzido por meio da tecnologia, e não há, necessariamente, a ministração de aulas no período todo do curso, e sim um cronograma de estudos, pesquisas e leituras a serem feitas, sob a orientação do professor-tutor, que pode ainda fazer uso de vídeos-aula e diversas especificidades pedagógicas da Educação à Distância, tais como Web 2.0. (MORGADO, 2001). Em contextos educacionais, o professor é (e sempre será) a mola mestra na construção/reconstrução do processo educacional escolar, “pois é fomentador natural da mudança na prática educacional, em virtude de seu papel como mediador” na formação do homem (Cox, 2003). Em tempos de uso crescente da Educação à Distância, este professor precisa reorganizar sua postura frente às novas possibilidades pedagógicas inauguradas pela Educação à Distância. O professor que atua em cursos à distância atua de forma diferenciada, pois seu aluno é diferente, e assim, a intervenção do professor sai da esfera de provedor da informação e passa a ser a de mediador da informação. E l e d e v e s e r :
 a) estimulador da descoberta;
 b) orientador dos passos a serem s e g u i d o s ;
 c) colaborador na dinâmica da a p r e n d i z a g e m ;
 d) avaliador da aprendizagem.
 (Cox, 2003; Maia, 2007; Moran, 2000) Estamos habituados a ter no professor a “fonte da informação”, mas esse quadro, hoje, tende a se modificar enormemente. 4
  • 6.
    Isso não significaque o professor perdeu seu lugar, ao contrário, está deixando de ser o “detentor” do conhecimento para ser o “ m e d i a d o r ” d e u m c o n h e c i m e n t o culturalmente construído e compartilhado. É ele quem orienta as investigações dos alunos, incentiva o prazer pelo saber, observa e aproveita o modo como cada aluno constrói seu próprio conhecimento. (FREIRE, Paulo. 1998) Como se estivesse descrevendo o professor que atua em cursos à distância, esta mudança citada por Freire (1998) representa uma evolução natural face à evolução da sociedade humana, que, em virtude do volume de informações e a facilidade de acessá-la, o indivíduo passa a ter uma opinião mais sólida, baseada nos muitos conhecimentos que acaba por construir no seu cotidiano. A variedade de jornais e revistas criadas para atender nichos específicos, a redução dos preços e o aumento dos títulos lançados em livros, a fácil disseminação de vídeos on- line, representam parte deste universo de informações que supre os saberes do aluno habituado à internet. Este é um dos motivos que levam o professor a entrar no cenário do aluno. Na condição de professor, sensibiliza o aluno, esclarece a importância do aprender a conhecer. Na condição de parceiro, caminha junto com aluno em direção à descoberta, incentiva o aluno a aprender a fazer, interpreta, compreende. (Cox, 2003). De acordo com Moore e Kearsley (2008), Maia (2007) e Corrêa (2007), alunos virtuais ensejam uma conduta autônoma, e precisam ser acompanhados por um professor diferenciado, que entenda esta nova concepção no seu fazer pedagógico. Uma das descrições deste professor é encontrada em Paulo Freire (1996), como um sujeito orientador, consciente de que “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua própria produção ou a sua construção”. O perfil do professor de alunos à distância deve estar em constantes (re) aprendizados e (re) descobertas, de forma que o docente possa ratificar o que ainda está em voga, e retificar o que lhe impede de levar seu aluno ao aprendizado. 5
  • 7.
    “o professor: . orientaas investigações dos alunos; . incentiva o prazer pelo saber; . observa e aproveita o modo como cada aluno constrói seu próprio conhecimento”. PAULO FREIRE 6
  • 8.
    Freire (1996), fazuso de uma metáfora para ilustrar este pensamento: A prática de velejar coloca a necessidade de saberes fundantes como o domínio do barco, das partes que o compõem e da função de cada uma delas, como o conhecimento dos vento, sua força, de sua direção, os ventos e as velas, a posição das velas, o papel do motor e da combinação entre motor e velas. Na pratica, de se velejar se confirmam, se modificam e se ampliam esses saberes. Nesta metáfora, o barco é o aluno, e o motor é representado pela motivação e saberes já adquiridos, que movem o barco na ausência do vento. As velas, infladas por ventos vindos de várias direções, são os novos saberes, inflados por conhecimentos advindos de várias fontes (aulas, livros, gráficos, vídeos, jornais, sítios, emails, etc.). Os ventos, sempre em diferentes intensidades, são os professores, que orientam o aluno a pesquisar, a descobrir e a compartilhar. Tal qual o barco, se o vento for fraco, e não soprar novos ventos, o motor terá que ser utilizado. Da mesma forma, por ser uma analogia, se o professor parar de incentivar o aluno a conhecer, a fazer e a descobrir, o aluno terá que utilizar seus próprios conhecimentos, reduzindo o universo de saberes a serem construídos. 7
  • 9.
    AÇÃO DOCENTE EMEAD Para sua plena atuação, o professor que atua em Educação à Distância deve ter competências específicas para tal ofício, e ser conhecedor das funções inerentes ao seu cargo.
 (MOORE & KEARSLEY, 2008). Estas funções, desencadeiam aspectos próprios da Educação
 à Distância, que devem
 ser observados e realizados
 pelo professor.
 (MORGADO, 2001). É neste sentido que o Profissional que atua em EaD tem uma gama de opcões de atuação profissional, e deverá observar suas habilidades e decidir em que área da EaD gostaria de atuar: . Tutor
 . Conteudista
 . Designer Instrucional
 . Coordenador
 . Diagramador
 . Editor de Aulas
 e mais outras nomenclaturas que as instituições vão criando para atender aos seus programas de EaD. E neste contexto de um curso de Tutor, você deverá compreender os 3 cenários que um Tutor estará atuando durante sua missão c o m o T U T O R :
 a ) F u n ç õ e s d o T u t o r
 b ) A s p e c t o s P e d a g ó g i c o s
 c) Etapas de Atuação 8 o professor que atua em Educação à Distância deve ter competências específicas para tal ofício.
 MOORE & KEARSLEY, 2008 AÇÃO DOCENTE EM EAD A ação do professor em Educação à Distância é alvo de muitas pesquisas e estudos, encontrados em livros e artigos publicados tanto em meio impresso quanto on-line. 
 (MORGADO, 2001).
  • 10.
    FUNCÕES DO PROFESSOREM EAD Moore e Kearsley (2008) delinearam as funções específicas do professor que atua em cursos à distância. Através do gráfico, se pode visualizar os desdobramentos da atuação docente idealizados por Moore e Kearsley (2008). P R I M E I R A F U N Ç Ã O
 O Ensino abrange tanto a construção dos conteúdos didáticos de acordo com os objetivos instituídos para o curso, quanto o acompanhamento do aprendizado do aluno. O professor deve estar atento em todo o processo, para interferir quando necessário, mediar discussões, orientar na execução das atividades e esclarecer o escopo de cada avaliação.  S E G U N D A F U N Ç Ã O
 Abrange o progresso do aluno, em que o professor avalia e aplica a nota às atividades apresentadas, e registra comentários aos alunos sobre seu desempenho nas avaliações. Os comentários devem ser elaborados de forma que, mesmo com notas baixas, o aluno se sinta motivado a continuar, a superar os obstáculos e permanecer participando das aulas. 9 4. AVALIAÇÃO 3. APOIO AO ALUNO 1. ENSINO 2. PROGRESSO DO ALUNO
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    T E RC E I R A F U N Ç Ã O
 Esta função abrange o apoio ao aluno, com orientações claras e objetivas sobre o curso e sobre o ambiente virtual. Também fazem parte deste grupo as intervenções concernentes à conduta do aluno no curso, explicando sobre prazos, maior participação no curso, e o que se espera dele. Q U A R T A F U N Ç Ã O
 A quarta função é quando o professor faz a validação do curso como um todo, aferindo se os objetivos educacionais propostos foram alcançados, e se as competências planejadas foram desenvolvidas. 10
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    ASPECTOS DOCENTES “ OC O N H E C I M E N T O É DINÂMICO, POSSIBILITANDO SE SUPERAR E SE RECONSTRUIR CONTINUAMENTE”. CORRÊA, 2007. 11 4. ASPECTOS TÉCNICOS 3. ASPECTOS SOCIAIS 1. ASPECTOS PEDAGÓGICOS 2. ASPECTOS DE GESTÃO
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    Na seção anteriorvocê aprendeu que Moore & Kearsley (2008) definiram as funções a serem exercidas pelo professor que atua em cursos on-line. Nesta seção, você vai aprender com Morgado (2001) os 04 aspectos de ação docente em Educação à Distância. A diferença fundamental entre os autores, é que as funções são mais relacionadas a questões administrativas, enquanto que os aspectos, tendem mais às questões pedagógicas. Os aspectos enunciados por Morgado (2001) foram estes: 
 a) Aspectos Pedagógicos; 
 b) Aspectos de Gestão; 
 c) Aspectos Sociais;
 d) Aspectos Técnicos. Em sua obra, a autora explica-os da seguinte forma: Aspectos Pedagógicos: engloba todos aqueles aspectos que suportam o processo de aprendizagem, desde as técnicas de ensino directo às técnicas que se centram na facilitação da aprendizagem: fazer perguntas, dar exemplos e modelos; orientar e sugerir; promover a reflexão; orientar os estudantes na exploração de outras formas de informação; Aspectos de Gestão: prende-se com as tarefas de organização e planificação do curso e das actividades de ensino; Aspectos Sociais: é relativa à criação dum contexto social de aprendizagem, onde seja possível o desenvolvimento de relações interpessoais, da coesão de grupo, manutenção do grupo como unidade e contribuindo para ajudar os membros a trabalhar colaborativamente. Aspectos Técnicos: refere-se à contribuição do professor para tomar a tecnologia transparente, permitindo assim ao estudante concentrar-se nas tarefas acadêmicas. Em uma tentativa de ultrapassar este problema, muitos cursos estão estruturados de modo a que a primeira seqüência ou módulo se centre na familiarização com a plataforma e com o desenvolvimento das competências de comunicação on-line. A importância deste papel é 12 “o conhecimento é dinâmico, possibilitando se superar e se reconstruir continuamente”. Corrêa, 2007
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    revelada nas avaliaçõesfeitas tanto por estudantes como professores como s e n d o u m a s p e c t o c r í t i c o e a salvaguardar. iSSO QUER DIZER QUE... Nos Aspectos Pedagógicos, Morgado (2001) agrupa as ações docentes referentes ao processo tanto de ensino quanto da aprendizagem, e alarga as possibilidades do professor como protagonista da descoberta de novos saberes por parte do aluno, ao incentivá- lo a “explorar novas fontes de informação”. Para Corrêa (2007), este “é o aspecto mais enfatizado nos cursos de formação à distância (...) é essencial selecionar os m e i o s m a i s a p r o p r i a d o s p a r a determinada situação”. Nos Aspectos de Gestão, Morgado (2001) leva o docente a implantar estratégias eficientes ao curso, tais como desenvolver e seguir o cronograma, verificar documentação, lançar notas, “considerando os objetivos pedagógicos e didáticos previamente definidos, e as características da clientela” . No que se refere aos Aspectos Sociais, o docente deve a todo tempo, desenvolver ações pedagógicas que mantenham os alunos em constantes interações no decorrer de todo o curso. Neste sentido, Corrêa (2007) explica que “o conhecimento é dinâmico, possibilitando se superar e se reconstruir continuamente”. Os Aspectos Técnicos são atinentes ao uso do ambiente virtual por parte dos alunos. O Tutor deve ter conhecimentos especializados em todas as instâncias da sala de aula virtual, para que oriente o aluno na utilização dos recursos pedagógicos do ambiente virtual, principalmente no início do curso. Corrêa (2007) verifica que estes aspectos representam “um dos principais desafios a ser enfrentado pela equipe”, devendo observar não somente se determinada tecnologia é a melhor, mas levar em consideração se o público-alvo tem os requisitos tecnológicos para acessar o curso. 13Lina Morgado
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    ETAPAS DE ATUAÇÃO Vocêiniciou este módulo aprendendo com Moore & Kearsley (2008) sobre as funções do professor, que estavam mais relacionadas à administração do curso, Depois, com Morgado (2001), você aprendeu os aspectos a serem observados na função docente em cursos à distância, que estavam mais relacionados à pedagogia desenvolvida no curso. Completando esta trilogia, Salmon (2000) demonstra um terceiro campo de atuação do professor, a cronologia, que está relacionada ao momento de cada tipo de ação do professor. 14 4. CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO 3. PARTILHA DA INFORMAÇÃO 1. ACESSO E MOTIVAÇÃO 2. SOCIALIZACÃO ON-LINE 5. DESENVOLVIMENTO
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    A diferença daabordagem de Salmon (2000) em relação à "Função" e aos "Aspectos", é porque enquanto estes 02 acontecem durante todo o curso, em instâncias diferentes, as "Etapas" ocorrem de forma concatenada, uma após a outra, de acordo com o andamento do curso. Ao desenvolver uma pesquisa específica na esfera da atuação docente, o foco de Salmon (2000) era descobrir a dinâmica de cursos on-line, onde foram observadas as ações e as reações no decorrer do curso. No intuito de organizar os resultados, a autora tabulou os resultados em 05 Etapas: 
 a) Acesso e Motivação;
 b) Socialização On-Line;
 c) Partilha da Informação;
 d)Construção do Conhecimento;
 e) Desenvolvimento Pessoal. ISSO QUER DIZER QUE... O professor que atua em Educação à Distância inicia o curso na etapa “Acesso e Motivação”. Este passo representa um dos momentos mais importantes para alunos e professor, quando são estabelecidos os pontos de contato entre os participantes da turma. Mesmo separados fisicamente, as atividades pedagógicas ocorridas nesta primeira etapa criam a ambiência social, quando o professor se apresenta e informa sua titulação, e ainda, esclarece como o curso irá se desenvolver. Neste momento de início do curso, o professor deve priorizar as dúvidas referentes ao uso do ambiente virtual, já que as atividades pedagógicas ocorrem ali, e se o aluno tiver dificuldade, tenderá a abandonar o curso ainda no início. 15 ... permitem aos alunos experimentar a sensação de turma, pois cada cursista não é apenas um clique do mouse... Salmon (2000)
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    A 2a etapa,“Socialização Online” inicia quando os alunos já conhecem o professor, e já têm alguma competência no uso das funções do ambiente virtual. Nesta etapa os alunos se apresentam em um local de acesso comum, e registram seu nome, cidade, formação, hobbies, etc. Segundo Maia (2007), estas ações permitem aos alunos experimentar a sensação de turma, pois cada cursista não é apenas um clique do mouse. Morgado (2001) ao comentar sobre esta etapa, ensina que a “empatia desenvolvida neste estádio funciona como um pré- requisito para o curso”. A 3a Etapa, “Partilha da Informação”, é o período em que os estudos são iniciados, e os cursistas estão se adaptando tanto ao ambiente virtual quanto ao acesso dos materiais didáticos. Segundo Morgado (2001), é nesta etapa que “há mais pedidos de ajuda ao professor e uma maior necessidade de encorajamento e orientação”. O professor deve estar atento às participações dos alunos, e perceber quais estão ausentes das atividades, para que estabeleça contato com estes alunos convidando-os ao curso. 16
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    A 4 ae t a p a “ C o n s t r u ç ã o d o Conhecimento” se desenvolve quando as atividades são em grupo, através de Fóruns ou seminários virtuais. Esta etapa o professor não “ensina”, especificamente, mas é o mediador, e acompanha as atividades para que os objetivos de aprendizagem sejam alcançados. Se for necessário, faz intervenções pedagógicas. A 5a etapa,“Desenvolvimento Pessoal”, é o ápice do curso. O aluno provavelmente já tem domínio sobre o Ambiente Virtual, e já se adaptou à prática disciplina de estudar on-line, e a atuação do professor se restringe a gerenciar a freqüência da turma, administrar prazos de postagens de trabalhos, avaliar e lançar notas. 17
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