POLÍTICAS
PÚBLICAS
SOBRE DROGAS
Plano Integrado de Enfrentamento ao
Crack e outras Drogas
DEC 7.179, de 20mai10
Política Nacional sobre
Drogas - PNAD
com vistas à prevenção do uso, ao tratamento e à
reinserção social de usuários e ao enfrentamento
do tráfico de crack e outras drogas ilícitas.
Política Nacional sobre Drogas - PNAD
As ações deverão ser executadas de forma descentralizada e
integrada, por meio da conjugação de esforços entre a
União, os Estados, o DF e os Municípios, observadas a
intersetorialidade, a interdisciplinaridade, a
integralidade, a participação da sociedade civil e o
controle social
Fundamento
integração e articulação permanente entre
as políticas e ações:
de saúde e assistência social,
segurança pública e educação,
Desporto e cultura,
direitos humanos,
juventude.
• Emenda Parlamentar
• são recursos orçamentários inseridos na
LOA por parlamentares destinados a
determinada (s) instituições.
• Subvenção Social
• é uma modalidade de transferência de
recursos financeiros públicos para
instituições privadas e públicas, de caráter
assistencial, sem fins lucrativos, com o
objetivo de cobrir despesas de custeio.
FONTES DE RECURSOS
Amy Winehouse
Fabio Assunção
Tão diferentes....
e ao mesmo tempo
com tanto em comum
Diferentes por que ...?
 Nível sócio-econômico, uns famosos outros não
 Contexto familiar
 Tipo de substância utilizada
 Sintomas de abstinência
 Gravidade da dependência
 Comorbidades clínicas e psiquiátricas associadas
 Processo de recuperação
Com tanto em comum...
São todos dependentes químicos.... pessoas que
além e apesar das drogas... Têm famílias que
adoecem juntos.... projetos perdidos ou
esquecidos.... dor e sofrimento , com
exposições diversas... vivenciam o
preconceito... e a complexidade de vidas
devastadas pela "guerra química"....
O que é droga?
Toda substância natural ou sintética capaz
de provocar modificações ao serem
introduzidas no organismo humano, seja no
comportamento, na estrutura e/ou no
funcionamento.
DEPENDÊNCIA QUÍMICA:
Consumo incontrolável, geralmente associado a
prejuízos sérios para o indivíduo.
sentimento de perda de controle
(comportamento obssessivo-compulsivo)
síndrome de abstinência
tolerância
Solidão, inabilidade em relacionar-se.
(# de isolamento =busca ativa de ficar só)
Não suportar frustrações.
Insatisfação constante
Imediatista do prazer
Gosto pela novidade e pelo proibido
Autodestrutividade (ativa e passiva)
Influenciabilidade
Onipotência
Necessidade de aceitação
Busca de completar-se (dependência de outrem)
OS PAIS NECESSITAM AVALIAR SUAS CONDUTAS
>ELAS PODEM SER VISTAS COMO EXEMPLOS
Processo de planejamento, implantação e
implementação de
múltiplas estratégias
voltadas para redução de
fatores de risco e
fortalecimento dos
fatores de proteção.
FATORES DE RISCO
Condições que aumentam a probabilidade de
ocorrência de comportamentos com potencial
para afetar a saúde em seus componentes
biológicos, psicológicos e sociais.
EXEMPLOS DE
FATORES DE RISCO
Baixo custo e disponibilidade da droga;
Baixa auto-estima;
Necessidade de novas experiências;
Intolerância a frustrações;
Ausência de regras ou limites;
Carência de vínculo familiar;
Dificuldade no acesso à educação e serviços
de saúde;
Violência..
FATORES DE PROTEÇÃO
Condições que amenizam ou neutralizam o
impacto dos fatores de risco contribuindo para
o desenvolvimento biopsicossocial do indivíduo.
EXEMPLOS DE FATORES DE PROTEÇÃO
Prática de esportes; Lazer;
Vínculo familiar satisfatório;
Boa auto-estima;
Acesso à educação e serviços de saúde;
Alimentação adequada;
Regras sociais e familiares claras ;
Presença de redes sociais de apoio.
negar
subestimar
conversar somente quando surge o problema
supervalorizar
buscar um “culpado”
julgar “normal” – “próprio da juventude”
esperar “curas mágicas”
avaliar o poder de persuasão dos amigos
linhas punitivas não substituem educativas
esperar que jovem largue as drogas por gratidão
jogar com o poder econômico
dar aos jovens a liberdade de usar as drogas
dar respostas inadequadas às perguntas sobre drogas
queixar-se das próprias dores em vez de ouvir o
usuário
propor metas difíceis (ou impossíveis) de serem
realizadas
considerar o usuário “um caso perdido”
“soltar” os jovens pode complicar - num momento em
que mesmo que seja para brigar precisam dos pais
buscar como e/ou com quem adquiriu a droga
Fonte: Içami Tiba – “Saiba mais sobre maconha e jovens” Editora Agora,
3ªedição
“O ÁLCOOL NÃO É UMA DROGA, É UM ALIMENTO”
CONCENTRAÇÃO DE ÁLCOOL :
cerveja : 5% = 150 calorias
vinhos (maioria) : 12% = 100 calorias
uísque e cachaça : 40 a 50% = 60 calorias
- o álcool impede a absorção das vitaminas B e C,
comprometendo a saúde em geral
- algumas pessoas que bebem excessivamente
engordam, outras emagrecem = metabolismo
- a cerveja não sofre grandes alterações na
alimentação - os que engordam > alimentação
inadequada
= quem bebe e emagrece está, comumente, bebendo
destilados e suando a bebida como fonte calórica.
“QUALQUER CONSUMO DE ÁLCOOL DEVE SER
CONSIDERADO ALCOOLISMO”
80% da população seria alcoólatra, somente 20%
abstêmias.
Metabolismo diferente homens / mulheres > +gordura pelo
corpo= + concentração
“O ALCOOLISMO É UMA DOENÇA” –
doença é a síndrome da dependência do álcool -
gradativa
“A PESSOA JÁ NASCE DEPENDENTE DO ÁLCOOL” –
pode ocorrer pré disposição para a dependência
“É SEMPRE FÁCIL IDENTIFICAR UM ALCOOLISTA”
nem sempre será possível, principalmente no início.
Somente na fase crônica
“O ÁLCOOL AJUDA A RELAXAR E ESQUECER OS
PROBLEMAS”
produz euforia, seguida de depressão do SNC
“O ÁLCOOL AFETA PRINCIPALMENTE O FÍGADO”
30% fígado / 50 A 70% - SNC : memória, raciocínio,
julgamento .
10% - irreversíveis – podendo chegar à demência
*ABSTINÊNCIA SEMPRE MELHORA O QUADRO GERAL
“QUANDO O DEPENDENTE DE ÁLCOOL PÁRA DE
BEBER, NÃO SENTE FALTA DA BEBIDA”
Não é mágica. Sente falta por muito tempo – formas de
tratamento, condições de adaptação a nova condição.
Continua alcoólatra, está em abstinência.
Vigilância permanente
“QUANDO A PESSOA É ALCOOLISTA, NEM A FAMÍLIA PODE AJUDAR”
“ A INTERNAÇÃO É O ÚNICO TRATAMENTO EFICAZ PARA O ALCOOLISMO”
“A MELHOR REAÇÃO DA FAMÍLIA É O CONFRONTO COM O ALCOOLISTA”
“A RECAÍDA SIGNIFICA QUE O TRATAMENTO NÃO SEU CERTO”
** “ ALCOOLISMO” Ronaldo Laranjeira e Ilana Pinsky, Editora Contexto
A recaída é falha no tratamento
A recaída ocorre somente no momento
que o paciente usa álcool ou drogas.
A recaída do dependente só ocorre
quando ele usa a própria droga.
A recaída é sinal de pouca motivação
A recaída anula o que o paciente havia
conquistado.
A ausência de recaídas garante a
recuperação do paciente.
A recaída é um acidente.
A recaída é um erro evitável, podendo ser utilizada para
detecção de estímulos antes desconhecidos.
A recaída começa dias antes do consumo. Mudanças de
comportamento e atitudes, exposições inadvertidas a
situações de risco precedem o consumo da droga.
A recaída ocorre quando qualquer droga que altera o
psiquismo (incluindo o álcool) é consumida pelo paciente
(exceto medicações prescritas por médico).
Álcool freqüentemente inicia o processo de recaída do
dependente de cocaína.
Mesmo o paciente mais motivado apresenta recaídas. O
processo de prevenção de recaídas é árduo e longo.
O paciente vai estruturando sua rotina paulatinamente, e
quando ocorre a recaída, muitas das modificações são
mantidas, devendo ser reforçadas as "pistas" que esta
recaída forneceu.
Existem pacientes que não recaem, mas que nunca se
recuperam dos prejuízos que a dependência proporcionou
(ausência de mudança do estilo de vida).
A recaída é previsível e evitável.
CAUSAS DA BUSCA POR TRATAMENTO:
Dificilmente está convencido de que está usando álcool ou
outras drogas demasiadamente.
PRINCIPAIS RAZÕES:
problemas e prejuízos ao longo da vida
 complicações médicas (p.ex. convulsões),
ocupacionais (p.ex. perda de emprego),
interpessoais (separação conjugal, imposição familiar),
 legais (delitos e/ou sentença judicial),
financeiras (dívidas ou atrasos nos compromissos)
 psíquicas (depressão ou alucinações decorrentes do
consumo).
INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA:
FALÁCIA OU EFICÁCIA ?
 INTERNAÇÃO # INTERNAMENTO
 FALÁCIA = SÓ FALA
 EFICÁCIA = EFICAZ = RESOLVE A QUESTÃO
 > COMO RESOLVER A ADICÇÃO ?
= INCURÁVEL
REDUÇÃO DE DANOS
Estratégia (iniciada pela Saúde Pública) que busca
controlar possíveis conseqüências adversas ao consumo de SPAs
– lícitas ou ilícitas – sem, necessariamente, interromper esse
uso, e buscando inclusão social e cidadania para usuários de
drogas.
O princípio fundamental que orienta é o respeito à liberdade de
escolha, à medida que os estudos e a experiência dos serviços
demonstram que muitos usuários, por vezes, não conseguem ou
não querem deixar de usar drogas e, mesmo esses, precisam ter
o risco de infecção pelo HIV e hepatites minimizados.
“- Redução de danos é muito mais que minimizar riscos de
infecção, é despertar o censo critico; é viver para usar e
não usar para viver. Não estou aqui fazendo nenhuma
apologia ao uso de drogas. O melhor é não usar. O que
estou propondo aqui é uma estratégia para minimização das
resistências, possibilitando ao usuário de drogas a reflexão
de que “Se eu quero viver eu preciso deixar de usar
drogas”, ou seja, refletindo sua existência no período em
que está a fazer uso. Ai ele não vai sair fugindo por ai em
busca da emancipação de tão dolorosa situação.”
(Depoimento de adicto em recuperação )
Trabalhar com a realidade que se apresenta,
Buscar ao máximo penetrar nesta
procurando identificar-se com a problemática, de forma calorosa,
empática e significativa,
objetivar uma relação de qualidade acreditando na “arte do encontro”.
Possibilitar o cuidado e a atenção psicossocial,
“...aprendendo a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma,
estabelecemos um vinculo não com vista à institucionalizá-los, e sim na
perspectiva da redução de danos que nos é própria, a que visa
empoderar para a possível emancipação da condição de vulnerabilidade e
dependência psicossocial em decorrência ou não do uso problemático de
álcool e outras drogas.”
“Somente uma sociedade que aprende a tratar com respeito e
dignidade aqueles que consideram os piores, poderá um dia
respeitar integralmente a todos os seus cidadãos
Antonio Carlos Gomes da Costa
(Pedagogia da Presença)
A INFLUÊNCIA DA ESPIRITUALIDADE NA RECUPERAÇÃO
DE DEPENDENTES QUÍMICOS
*Formas de
como a
espiritualidade
ajuda no
processo de
recuperação
- Mudanças positivas
durante a recuperação
(tratamento)
- Alívio
- Mudança na visão
pessoal
- Proporciona insight
- Sentimento de perdoar-se
- Mudanças positivas
após recuperação
- Melhora nos
relacionamentos
- Sentimento de alívio
- Autocontrole e
Limites
- Cuidado com corpo físico
- Falar dos problemas
A INFLUÊNCIA DA ESPIRITUALIDADE NA RECUPERAÇÃO DE DEPENDENTES QUÍMICOS
Giselle Caroline Fuchs *e Martha Caroline Henning **
- Formas como a
espiritualidade
atrapalha no
processo de
recuperação
- Dificuldades durante
recuperação
- Vergonha de lembrar-se do passado
- Sentimento de culpa
- Confiar nos outros adictos
- Dificuldade na manifestação de afeto
- Dificuldades após
recuperação
- Perda da naturalidade devido à
preocupação em não errar
- Pressão em ter que ajudar os outros
- Existência de um Deus “punitivo”
* Psicóloga. Terapeuta Cognitivo Comportamental. Atuante na Associação Terapêutica Novo Amanhecer – ATENA.
∗∗Psicóloga. Terapeuta Relacional Sistêmica. Professora de Psicologia da Universidade do Contestado – Campus Mafra – SC. Mestre
em Psicologia pela UFSC. - [gise_fuchs@yahoo.com.br]* e - [martha@mfa.unc.br]**
PARA OS QUE VIRÃO
Como sei pouco, e sou pouco,
faço o pouco que me cabe
me dando inteiro.
Sabendo que não vou ver
o homem que quero ser.
Já sofri o suficiente
para não enganar a ninguém:
principalmente aos que sofrem
na própria vida, a garra
da opressão, e nem sabem.
Não tenho o sol escondido
no meu bolso de palavras.
Sou simplesmente um homem
para quem já a primeira
e desolada pessoa
do singular - foi deixando,
devagar, sofridamente
de ser, para transformar-se
- muito mais sofridamente -
na primeira e profunda pessoa
do plural.
Não importa que doa: é tempo
de avançar de mão dada
com quem vai no mesmo rumo,
mesmo que longe ainda esteja
de aprender a conjugar
o verbo amar.
É tempo sobretudo
de deixar de ser apenas
a solitária vanguarda
de nós mesmos.
Se trata de ir ao encontro.
( Dura no peito, arde a límpida
verdade dos nossos erros. )
Se trata de abrir o rumo.
Os que virão, serão povo,
e saber serão, lutando
Thiago de Mello
fav@ - FAVARON,
Luiz Carlos
favaronce@hotmail.com

Dep.quím. p iv cips

  • 1.
  • 2.
    Plano Integrado deEnfrentamento ao Crack e outras Drogas DEC 7.179, de 20mai10 Política Nacional sobre Drogas - PNAD com vistas à prevenção do uso, ao tratamento e à reinserção social de usuários e ao enfrentamento do tráfico de crack e outras drogas ilícitas.
  • 3.
    Política Nacional sobreDrogas - PNAD As ações deverão ser executadas de forma descentralizada e integrada, por meio da conjugação de esforços entre a União, os Estados, o DF e os Municípios, observadas a intersetorialidade, a interdisciplinaridade, a integralidade, a participação da sociedade civil e o controle social
  • 4.
    Fundamento integração e articulaçãopermanente entre as políticas e ações: de saúde e assistência social, segurança pública e educação, Desporto e cultura, direitos humanos, juventude.
  • 5.
    • Emenda Parlamentar •são recursos orçamentários inseridos na LOA por parlamentares destinados a determinada (s) instituições. • Subvenção Social • é uma modalidade de transferência de recursos financeiros públicos para instituições privadas e públicas, de caráter assistencial, sem fins lucrativos, com o objetivo de cobrir despesas de custeio. FONTES DE RECURSOS
  • 7.
  • 9.
    Fabio Assunção Tão diferentes.... eao mesmo tempo com tanto em comum
  • 10.
    Diferentes por que...?  Nível sócio-econômico, uns famosos outros não  Contexto familiar  Tipo de substância utilizada  Sintomas de abstinência  Gravidade da dependência  Comorbidades clínicas e psiquiátricas associadas  Processo de recuperação
  • 11.
    Com tanto emcomum... São todos dependentes químicos.... pessoas que além e apesar das drogas... Têm famílias que adoecem juntos.... projetos perdidos ou esquecidos.... dor e sofrimento , com exposições diversas... vivenciam o preconceito... e a complexidade de vidas devastadas pela "guerra química"....
  • 14.
    O que édroga? Toda substância natural ou sintética capaz de provocar modificações ao serem introduzidas no organismo humano, seja no comportamento, na estrutura e/ou no funcionamento.
  • 15.
    DEPENDÊNCIA QUÍMICA: Consumo incontrolável,geralmente associado a prejuízos sérios para o indivíduo. sentimento de perda de controle (comportamento obssessivo-compulsivo) síndrome de abstinência tolerância
  • 16.
    Solidão, inabilidade emrelacionar-se. (# de isolamento =busca ativa de ficar só) Não suportar frustrações. Insatisfação constante Imediatista do prazer Gosto pela novidade e pelo proibido Autodestrutividade (ativa e passiva) Influenciabilidade Onipotência Necessidade de aceitação Busca de completar-se (dependência de outrem) OS PAIS NECESSITAM AVALIAR SUAS CONDUTAS >ELAS PODEM SER VISTAS COMO EXEMPLOS
  • 17.
    Processo de planejamento,implantação e implementação de múltiplas estratégias voltadas para redução de fatores de risco e fortalecimento dos fatores de proteção.
  • 18.
    FATORES DE RISCO Condiçõesque aumentam a probabilidade de ocorrência de comportamentos com potencial para afetar a saúde em seus componentes biológicos, psicológicos e sociais.
  • 19.
    EXEMPLOS DE FATORES DERISCO Baixo custo e disponibilidade da droga; Baixa auto-estima; Necessidade de novas experiências; Intolerância a frustrações; Ausência de regras ou limites; Carência de vínculo familiar; Dificuldade no acesso à educação e serviços de saúde; Violência..
  • 20.
    FATORES DE PROTEÇÃO Condiçõesque amenizam ou neutralizam o impacto dos fatores de risco contribuindo para o desenvolvimento biopsicossocial do indivíduo.
  • 21.
    EXEMPLOS DE FATORESDE PROTEÇÃO Prática de esportes; Lazer; Vínculo familiar satisfatório; Boa auto-estima; Acesso à educação e serviços de saúde; Alimentação adequada; Regras sociais e familiares claras ; Presença de redes sociais de apoio.
  • 22.
    negar subestimar conversar somente quandosurge o problema supervalorizar buscar um “culpado” julgar “normal” – “próprio da juventude” esperar “curas mágicas” avaliar o poder de persuasão dos amigos linhas punitivas não substituem educativas esperar que jovem largue as drogas por gratidão jogar com o poder econômico
  • 23.
    dar aos jovensa liberdade de usar as drogas dar respostas inadequadas às perguntas sobre drogas queixar-se das próprias dores em vez de ouvir o usuário propor metas difíceis (ou impossíveis) de serem realizadas considerar o usuário “um caso perdido” “soltar” os jovens pode complicar - num momento em que mesmo que seja para brigar precisam dos pais buscar como e/ou com quem adquiriu a droga Fonte: Içami Tiba – “Saiba mais sobre maconha e jovens” Editora Agora, 3ªedição
  • 24.
    “O ÁLCOOL NÃOÉ UMA DROGA, É UM ALIMENTO” CONCENTRAÇÃO DE ÁLCOOL : cerveja : 5% = 150 calorias vinhos (maioria) : 12% = 100 calorias uísque e cachaça : 40 a 50% = 60 calorias - o álcool impede a absorção das vitaminas B e C, comprometendo a saúde em geral - algumas pessoas que bebem excessivamente engordam, outras emagrecem = metabolismo - a cerveja não sofre grandes alterações na alimentação - os que engordam > alimentação inadequada = quem bebe e emagrece está, comumente, bebendo destilados e suando a bebida como fonte calórica.
  • 25.
    “QUALQUER CONSUMO DEÁLCOOL DEVE SER CONSIDERADO ALCOOLISMO” 80% da população seria alcoólatra, somente 20% abstêmias. Metabolismo diferente homens / mulheres > +gordura pelo corpo= + concentração “O ALCOOLISMO É UMA DOENÇA” – doença é a síndrome da dependência do álcool - gradativa “A PESSOA JÁ NASCE DEPENDENTE DO ÁLCOOL” – pode ocorrer pré disposição para a dependência “É SEMPRE FÁCIL IDENTIFICAR UM ALCOOLISTA” nem sempre será possível, principalmente no início. Somente na fase crônica
  • 26.
    “O ÁLCOOL AJUDAA RELAXAR E ESQUECER OS PROBLEMAS” produz euforia, seguida de depressão do SNC “O ÁLCOOL AFETA PRINCIPALMENTE O FÍGADO” 30% fígado / 50 A 70% - SNC : memória, raciocínio, julgamento . 10% - irreversíveis – podendo chegar à demência *ABSTINÊNCIA SEMPRE MELHORA O QUADRO GERAL “QUANDO O DEPENDENTE DE ÁLCOOL PÁRA DE BEBER, NÃO SENTE FALTA DA BEBIDA” Não é mágica. Sente falta por muito tempo – formas de tratamento, condições de adaptação a nova condição. Continua alcoólatra, está em abstinência. Vigilância permanente
  • 27.
    “QUANDO A PESSOAÉ ALCOOLISTA, NEM A FAMÍLIA PODE AJUDAR” “ A INTERNAÇÃO É O ÚNICO TRATAMENTO EFICAZ PARA O ALCOOLISMO” “A MELHOR REAÇÃO DA FAMÍLIA É O CONFRONTO COM O ALCOOLISTA” “A RECAÍDA SIGNIFICA QUE O TRATAMENTO NÃO SEU CERTO” ** “ ALCOOLISMO” Ronaldo Laranjeira e Ilana Pinsky, Editora Contexto
  • 28.
    A recaída éfalha no tratamento A recaída ocorre somente no momento que o paciente usa álcool ou drogas. A recaída do dependente só ocorre quando ele usa a própria droga. A recaída é sinal de pouca motivação A recaída anula o que o paciente havia conquistado. A ausência de recaídas garante a recuperação do paciente. A recaída é um acidente. A recaída é um erro evitável, podendo ser utilizada para detecção de estímulos antes desconhecidos. A recaída começa dias antes do consumo. Mudanças de comportamento e atitudes, exposições inadvertidas a situações de risco precedem o consumo da droga. A recaída ocorre quando qualquer droga que altera o psiquismo (incluindo o álcool) é consumida pelo paciente (exceto medicações prescritas por médico). Álcool freqüentemente inicia o processo de recaída do dependente de cocaína. Mesmo o paciente mais motivado apresenta recaídas. O processo de prevenção de recaídas é árduo e longo. O paciente vai estruturando sua rotina paulatinamente, e quando ocorre a recaída, muitas das modificações são mantidas, devendo ser reforçadas as "pistas" que esta recaída forneceu. Existem pacientes que não recaem, mas que nunca se recuperam dos prejuízos que a dependência proporcionou (ausência de mudança do estilo de vida). A recaída é previsível e evitável.
  • 29.
    CAUSAS DA BUSCAPOR TRATAMENTO: Dificilmente está convencido de que está usando álcool ou outras drogas demasiadamente. PRINCIPAIS RAZÕES: problemas e prejuízos ao longo da vida  complicações médicas (p.ex. convulsões), ocupacionais (p.ex. perda de emprego), interpessoais (separação conjugal, imposição familiar),  legais (delitos e/ou sentença judicial), financeiras (dívidas ou atrasos nos compromissos)  psíquicas (depressão ou alucinações decorrentes do consumo).
  • 30.
    INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA: FALÁCIA OUEFICÁCIA ?  INTERNAÇÃO # INTERNAMENTO  FALÁCIA = SÓ FALA  EFICÁCIA = EFICAZ = RESOLVE A QUESTÃO  > COMO RESOLVER A ADICÇÃO ? = INCURÁVEL
  • 31.
    REDUÇÃO DE DANOS Estratégia(iniciada pela Saúde Pública) que busca controlar possíveis conseqüências adversas ao consumo de SPAs – lícitas ou ilícitas – sem, necessariamente, interromper esse uso, e buscando inclusão social e cidadania para usuários de drogas. O princípio fundamental que orienta é o respeito à liberdade de escolha, à medida que os estudos e a experiência dos serviços demonstram que muitos usuários, por vezes, não conseguem ou não querem deixar de usar drogas e, mesmo esses, precisam ter o risco de infecção pelo HIV e hepatites minimizados.
  • 32.
    “- Redução dedanos é muito mais que minimizar riscos de infecção, é despertar o censo critico; é viver para usar e não usar para viver. Não estou aqui fazendo nenhuma apologia ao uso de drogas. O melhor é não usar. O que estou propondo aqui é uma estratégia para minimização das resistências, possibilitando ao usuário de drogas a reflexão de que “Se eu quero viver eu preciso deixar de usar drogas”, ou seja, refletindo sua existência no período em que está a fazer uso. Ai ele não vai sair fugindo por ai em busca da emancipação de tão dolorosa situação.” (Depoimento de adicto em recuperação )
  • 33.
    Trabalhar com arealidade que se apresenta, Buscar ao máximo penetrar nesta procurando identificar-se com a problemática, de forma calorosa, empática e significativa, objetivar uma relação de qualidade acreditando na “arte do encontro”. Possibilitar o cuidado e a atenção psicossocial, “...aprendendo a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma, estabelecemos um vinculo não com vista à institucionalizá-los, e sim na perspectiva da redução de danos que nos é própria, a que visa empoderar para a possível emancipação da condição de vulnerabilidade e dependência psicossocial em decorrência ou não do uso problemático de álcool e outras drogas.”
  • 34.
    “Somente uma sociedadeque aprende a tratar com respeito e dignidade aqueles que consideram os piores, poderá um dia respeitar integralmente a todos os seus cidadãos Antonio Carlos Gomes da Costa (Pedagogia da Presença)
  • 35.
    A INFLUÊNCIA DAESPIRITUALIDADE NA RECUPERAÇÃO DE DEPENDENTES QUÍMICOS *Formas de como a espiritualidade ajuda no processo de recuperação - Mudanças positivas durante a recuperação (tratamento) - Alívio - Mudança na visão pessoal - Proporciona insight - Sentimento de perdoar-se - Mudanças positivas após recuperação - Melhora nos relacionamentos - Sentimento de alívio - Autocontrole e Limites - Cuidado com corpo físico - Falar dos problemas
  • 36.
    A INFLUÊNCIA DAESPIRITUALIDADE NA RECUPERAÇÃO DE DEPENDENTES QUÍMICOS Giselle Caroline Fuchs *e Martha Caroline Henning ** - Formas como a espiritualidade atrapalha no processo de recuperação - Dificuldades durante recuperação - Vergonha de lembrar-se do passado - Sentimento de culpa - Confiar nos outros adictos - Dificuldade na manifestação de afeto - Dificuldades após recuperação - Perda da naturalidade devido à preocupação em não errar - Pressão em ter que ajudar os outros - Existência de um Deus “punitivo” * Psicóloga. Terapeuta Cognitivo Comportamental. Atuante na Associação Terapêutica Novo Amanhecer – ATENA. ∗∗Psicóloga. Terapeuta Relacional Sistêmica. Professora de Psicologia da Universidade do Contestado – Campus Mafra – SC. Mestre em Psicologia pela UFSC. - [gise_fuchs@yahoo.com.br]* e - [martha@mfa.unc.br]**
  • 37.
    PARA OS QUEVIRÃO Como sei pouco, e sou pouco, faço o pouco que me cabe me dando inteiro. Sabendo que não vou ver o homem que quero ser. Já sofri o suficiente para não enganar a ninguém: principalmente aos que sofrem na própria vida, a garra da opressão, e nem sabem.
  • 38.
    Não tenho osol escondido no meu bolso de palavras. Sou simplesmente um homem para quem já a primeira e desolada pessoa do singular - foi deixando, devagar, sofridamente de ser, para transformar-se - muito mais sofridamente - na primeira e profunda pessoa do plural. Não importa que doa: é tempo de avançar de mão dada com quem vai no mesmo rumo, mesmo que longe ainda esteja de aprender a conjugar o verbo amar.
  • 39.
    É tempo sobretudo dedeixar de ser apenas a solitária vanguarda de nós mesmos. Se trata de ir ao encontro. ( Dura no peito, arde a límpida verdade dos nossos erros. ) Se trata de abrir o rumo. Os que virão, serão povo, e saber serão, lutando Thiago de Mello fav@ - FAVARON, Luiz Carlos favaronce@hotmail.com