Professor: Alexandre Cani
Terapeuta Pastoral
Especialista em DQ
Conceito Geral de Drogas
 Droga é qualquer substância natural ou sintética que,
ao ser administrada por qualquer via no organismo,
afeta sua estrutura e suas funções (OMS).
 Na Grécia antiga o termo PHARMAKON (Remédio
/ Veneno) servia, também, para designar as drogas.
 O uso indevido de drogas é feito por usuários habituais
ou dependentes de substâncias, licitas ou ilícitas,
trazendo prejuízos pessoais, afetivos, sociais e
profissionais
CATEGORIZAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS
 Substância Psicoativa:
Atua no SNC alterando o estado de vigília e
senso de percepção do indivíduo.
 Substância Psicotrópica:
Além do efeito psicoativo tem o potencial
de causar dependência no usuário.
Porque as pessoas usam drogas
• Busca de prazer;
• Cultura do ter mais;
• Alívio temporário de estresse, tensão ou ansiedade;
• Esquecer temporariamente um problema;
• Evitar/ postergar preocupações;
• Para relaxar após um dia estressante;
• Sentir-se parte de um grupo ou até entrar nele;
• Para vivenciar experiências místicas e religiosas;
• Aliviar dores ou sintomas de doença.
Classificação das drogas
® Quanto a legalidade = Lícitas ou Ilícitas
® Quanto a origem Naturais (Chás, cogumelos, outros)
Semi-sintéticas (Álcool, maconha, outras)
Sintéticas (LSD, ecstasy, outras)
® Quanto aos mecanismos Depressoras- álcool, etc.
de ação Estimulantes- Cocaína, etc.
Perturbadoras- Maconha, etc.
Tipos de Usuário
• Experimentador, bebedor social ou usuário ocasional
• Usuário habitual ou Abusador
• Usuário dependente
• Dependente reestruturado
Experimentador ou
Bebedor Social
Abusador/
Bebedor
Problema
Dependente
Multifatores Genéticos 40%
Fatores Comportamentais 60%
Maior Tolerância
Síndrome de abstinência
Dependente
reestruturado
(continuo tratamento)
Problemas - Familiares
- Físicos
- Sociais
- Profissionais
- Espirituais
- Psíquicos
- Éticos
Psíquicos
- Negação
- Projeção
- Racionalização
Conceitos Gerais de
Dependência
Química
Conceito de Dependência Química
• Doença crônica bio, psico, social e espiritual
resultante da interação com substâncias
psicoativas que inclui a compulsão repetitiva e
intensa de consumo com a finalidade de
experimentar efeitos psíquicos e físicos ou
evitar o desconforto que sua falta ocasiona.
• Agrupamento de respostas comportamentais,
cognitivas e fisiológicas apesar da presença de
problemas significativos relacionados ao abuso.
Tolerância
• Necessidade do usuário de consumir quantidades
cada vez maiores da droga ou recorrer a
substâncias cada vez mais fortes para obter o efeito
desejado.
Síndrome de abstinência
• Conjunto de sintomas físicos e psicológicos
desagradáveis que se manifestam quando o usuário
suspende, total ou parcialmente, o uso da
substância consumida.
Dependência de Substância segundo o
DSM-IV
• Padrão mal-adaptativo de uso de substância,
levando a prejuízo ou sofrimento clinicamente
significativo, manifestado por três (ou mais) dos
seguintes critérios, ocorrendo a qualquer momento
num período de 12 meses:
• Tolerância aumentada e Síndrome de Abstinência;
• Uso de substância com mais freqüência;
• Tentativa de interromper o uso sem sucesso;
• Abandono de atividades nas quais a substância não
possa ser consumida;
• Manutenção do uso mesmo ciente dos prejuízos
sociais e à saúde.
Gráfico do uso/ abuso de Álcool. Maior Tolerância
Busca do prazer
Dependência
Abuso
Uso experimental
Linha da
normalidade
Problemas com
o abuso / desprazer
Síndrome de Abstinência
Fonte: CEAD Fundo do
poço
Tratamento e modalidades
Classificação de pacientes
dependentes químicos com a
finalidade de encaminhamento
Pouco
motivados
Motivados
Muito
motivados
-Sem apoio familiar;
-Não reconhecem a relação de seus problemas
pessoais com o uso de drogas;
-São encaminhados para tratamento por terceiros;
- Reconhecem a necessidade de ajuda;
- Fazem varias tentativas de abstinência;
- Têm apoio familiar e social;
- Buscam por um fato iminente;
- Têm apoio familiar e social;
- Têm preservadas as condições Físicas e mentais;
- Reconhecem os prejuízos do uso de drogas;
- Encontram-se trabalhando e/ou estudando.
Pouco
Dependente
Muito
Dependente
- Uso habitual com prejuízos na área afetiva,
social e profissional;
- Sintomas leves de abstinência e aumento de
tolerância.
- Prejuízos psíquicos com outras doenças
mentais associadas;
- Prejuízo físico com comportamento orgânico;
- Perdas sociais, de laços familiares e de
trabalho;
- Uso freqüente e abusivo com síndrome de
abstinência e aumento de tolerância.
Tratamento em regime aberto
(Muito motivados e Pouco dependentes)
 Ambulatório de saúde mental;
 Consultórios médicos e privados;
 Consultórios Psicológicos;
 Consultórios Psiquiátricos;
 Grupos de Mútua Ajuda.
Tratamento em Regime Semi-Aberto
(Motivados e muito dependentes)
 CAPS (Centros de atenção psicossocial)
 Hospitais - dia
Tratamento em regime fechado
(Pouco motivados e muito dependentes)
 Hospitais gerais;
 Hospitais psiquiátricos;
 Clínicas de tratamento;
 Comunidades terapêuticas.
Conceito Geral de Prevenção
 Vir antes;
 Lidar com princípios de cidadania, ética
educação de pessoas.
NÍVEIS DE PREVENÇÃO
PRIMÁRIO:
Þ Objetiva evitar a experimentação de drogas.
Þ Processo informativo para pessoas que não
fizeram uso de drogas - educação voltada
para a vida saudável.
Þ Escolher o foco para atingir o objetivo.
NÍVEIS DE PREVENÇÃO
SECUNDÁRIO:
Þ Voltado para indivíduos usuários de drogas de
forma eventual ou recreativa.
Þ Voltado a chamada população de risco.
Þ Estar em parceria com outros programas de
prevenção em saúde.
NÍVEIS DE PREVENÇÃO
TERCIÁRIO:
Þ Destinado às pessoas dependentes de drogas.
a) Conscientizar e orientar pessoas para se
manterem em tratamento, para que assim possam
reduzir as conseqüências adversas da dependência.
b) Promover a reinserção social do dependente.
IMPLANTAÇÃO DO
PROGRAMA DE
PREVENÇÃO.
Sinopse dos principais resultados no Brasil
População
49%
51%
1. População com idades entre 12 e 65 anos das 107
cidades pesquisadas (com mais de 200 mil habitantes):
47.045.907 habitantes (27,7% do total do Brasil).
Amostra: 8.589 entrevistas
2. Comparação da população e da amostra por sexo:
43%
57%
homem
mulher Amostra
Sinopse dos principais resultados no Brasil
- Comparação da população e da amostra por faixa etária:
População
18%
22%
19%
41%
12%
21%
18%
49%
12 a 17
18 a 24
25 a 34
> 35 anos
Amostra
Uso na Vida – Sexo – Idade / Diferentes Drogas Individualmente.
Sexo % Idade (anos) %
Drogas: Masc. Fem. 10- 12 13- 15 16- 18 > 18
1) Maconha 9,4 6,3 0,0 5,2 18,7 36,3
2) Cocaína 2,3 1,4 0,2 0,6 2,0 8,9
3) Crack 2,0 0,5 0,0 0,3 2,0 8,6
4) Anfetamínicos 3,4 6,6 1,5 5,4 7,9 4,6
5) Solventes 13,8 13,4 7,9 16,1 18,6 12,5
6) Ansiolíticos 2,0 6,2 0,6 4,6 6,5 5,6
7) Anticolinérgicos 0,9 1,1 0,6 0,6 2,3 1,0
8) Barbitúricos 0,6 1,0 0,0 0,8 1,8 1,0
9) Opiáceos 0,1 0,1 0,0 0,0 0,3 1,0
10) Xaropes 0,2 0,5 0,2 0,5 0,6 0,0
11) Alucinógenos 0,7 1,2 0,1 0,8 1,5 3,2
12) Orexígenos 0,1 0,5 0,0 0,5 1,0 0,0
13) Energéticos 19,9 12,3 5,3 16,3 29,9 71,8
14) Anabolizantes 0,7 0,1 0,1 0,3 1,1 0,0
15) Tabaco 23,6 27,8 4,2 29,5 46,4 64,1
16) Álcool 67,7 71,3 47,8 77,4 85,7 80,3
Dados epidemiológicos do CEBRID 2016 (Curitiba)
Comparação de características familiares entre não –
usuários e os que fizeram uso pesado de Álcool,dados
coletados na região Sul do Brasil
I) Não usuário de bebida
alcóolica :
II) Bebedores Pesados (com abuso e/ou
dependentes de bebida alcóolica):
1) 70,4 % - tem um bom
relacionamento com o pai.
1) 29,6 % - tem relacionamento com
o pai ruim, regular ou não tem
contato com o pai.
2) 87,5 % - tem um bom
relacionamento com a mãe.
2) 12,5 % - tem relacionamento com
a mãe ruim, regular ou não tem mãe.
3) 63,7 % - os pais tem um
bom relacionamento entre si.
3) 36,3 % - os pais tem problemas de
relacionamento entre si.
4) 44 % - acham seu pai
moderado.
4) 56 % - acha o pai autoritário (rígido)
ou liberal (permissivo).
5) 51,7 % - acham sua mãe
moderada (equilibrada).
5) 48,3 % - acha sua mãe permissiva
ou mandona (rígida) demais.
Fatores de proteção
 Valorização da qualidade de vida no ambiente de
trabalho;
 Ter programa de prevenção;
 Engajamento motivacional das pessoas no trabalho;
 Não presença de álcool ou outra substância no
trabalho;
 Comemorações, sem álcool, em datas festivas;
 Envolvimento da família em atividades sociais (pais
na escola) etc.
Fatores de Risco
¨ Chefias, professores, amigos ou pais com problemas
de abuso de substâncias psicoativas;
¨ Presença de substâncias psicoativas no local de
trabalho;
¨ Ausência de atenção a questões de presença de
substâncias psicoativas no ambiente de trabalho;
¨ Permissividade em relação a indisciplina;
¨ Falta de treinamento para o controle do consumo de
substância em Agremiações/Associações,festas,clubes.
¨ Falta de monitoramento das chefias e dos pais.
Metodologia
 Apresentação de conceitos atuais em Dependência
Química para os Diretores da empresa;
 Encontros mensais na empresa e monitoramento das
pessoas que desenvolvem ações nas escolas ;
 Capacitação de “agentes modificadores”;
 Orientação para divulgar o Programa de Prevenção
dentro da empresa, escola, ou família;
 Criação de política normativa (Regimento Interno)
para prevenção/atendimento ao funcionário
dependente químico ou alunos com problemas;
 Supervisão Técnica semanal com as equipes de
divulgação e atendimento ao dependente químico.
Ferramentas / Recursos Utilizados
 Seminários;
 Dinâmicas de Grupo;
 Teatro;
 Vivências;
 Aplicação de Inventários.
PREVENÇÃO EM ESCOLAS
E COMUNIDADES QUE
TRABALHAM COM AS
FAMÍLIAS
“O aumento das habilidades interpessoais
dos alunos e o compromisso com valores
positivos – com segurança, respeito e
solidariedade – , não só no âmbito da sala
de aula, mas em toda a escola e, por
extensão, em toda a comunidade”
CULTURA DA ESCOLA
Principais fatores de risco
 Pessoais – primeira infância:
 Histórico familiar de consumo de drogas ou
doenças mentais;
 Carência de vínculo com os pais;
 Carência no monitoramento familiar;
 Graves conflitos familiares;
 Predisposição fisiológica (genética ou bioquímica);
 Rejeição pelos colegas.
Principais fatores de risco
2) Pessoais – segunda infância:
· Manifestações precoces de comportamento anti –
social e agressivo;
· Insucesso na escola;
· Fraca ligação com a escola;
· Atitudes positivas em relação ao uso de drogas;
· Alienação ou rebeldia;
· Associação com colegas usuários de drogas;
· Uso precoce de drogas.
Principais fatores de risco
3) Ambientais:
· Privação econômica e social;
· Disponibilidade de drogas;
· Escasso vínculo com a vizinhança / comunidade
desorganizada;
· Difíceis transições ( de vida);
· Normas comunitárias favoráveis ao consumo de
drogas.
· Limitação nas possibilidades de acesso ao álcool,
cigarro e drogas.
Principais fatores de proteção
1) Pessoais – primeira infância:
· Relação calorosa com os pais;
· Estabilidade psicológica dos pais;
· Bom gerenciamento familiar;
· Bom temperamento / estabilidade emocional;
· Evitar situações de perigo;
· Bons modelos parentais.
Principais Fatores De Proteção
2) Pessoais – segunda infância:
· Realizações acadêmicas;
· Boas relações com os colegas;
· Envolvimento em atividades comunitárias e sociais;
· Estrutura familiar recompensadora;
· Monitoramento parental e envolvimento parental de
qualidade com as atividades da criança;
· Regras parentais claras quanto ao uso de cigarro,
álcool ou outras drogas;
· Fortes vínculos na escola.
J D Hawkins(1992)
MODELOS DE PREVENÇÃO
 Amedrontamento;
 Princípios morais;
 Controle Social,
 Conhecimento científico;
 Vida Saudável;
 Pressão do grupo;
 Educação afetiva.
Estratégias para implantação de
um Programa de Prevenção
1) Valorizar fatores de proteção e reduzir fatores de risco.
2) Devem se ocupar de todas as formas de uso de drogas.
3) Devem valorizar o vínculo familiar e relações
familiares, além de incluir habilidades parentais.
4) Devem visar uma melhoria no aprendizado acadêmico
e socio-emocional.
5) Prática de desenvolvimento, debates e cumprimento de
políticas familiares relacionadas ao consumo de drogas.
5) Treinamento em educação e informação sobre drogas.
Estratégias para implantação de
um Programa de Prevenção
5) Podem ser desenvolvidas já desde a pré-escola
 Se dão a longo prazo e com intervenções repetidas, com a
finalidade de reforçar os objetivos originais da prevenção.
Ex.: programas de incentivo.
· Os programas de prevenção na comunidade são mais
eficazes quando apresentam mensagens consistentes e
direcionadas a toda comunidade em cada um de seus
ambientes.
· Programas de prevenção comunitária que combinem dois
ou mais programas eficazes.
Ex.: programas focados na família ou no indivíduo.
Estratégias para implantação de um
programa de Prevenção
· Incluir treinamento de professores na condução de
classes, envolvendo recompensa aos comportamentos
apropriados do estudante.
· São mais eficazes quando fazem uso de técnicas
interativas, como discussões em grupo, permitindo um
envolvimento ativo no aprendizado sobre o uso nocivo
das drogas.
· A prevenção também é vantajosa economicamente.
Pesquisas recentes mostram que cada dólar investido em
prevenção pode levar a economia de até US$ 10 no
tratamento de abuso de álcool e outras drogas.
Marcos Bessa ( 2004)
Princípios Básicos para o Projeto
O que o trabalho não deve ser?
 Emergencial (realizado apenas frente a um problema).
 Pontual (centrado em uma única substância).
 Ocasional (feito em uma época especifica do ano)
 Rígido (baseada em princípios e ações “imutáveis”).
 Repetitivo (realizado sempre da mesma forma).
 Improvisado (baseado em opiniões, observações
ocasionais e palpites)
Princípios Básicos para o Projeto
O que o trabalho deve ser?
 Integrado (participação de diferentes áreas de ensino
e educação).
 Coletivo (participação pelo conjunto de educadores e
pessoal da escola).
 Planejado (integrantes do currículo da escola).
 Contínuo (deve acompanhar toda a escolaridade)
 Aberto (adequado às características dos alunos).
 Adequado a realidade (levar em conta os novos fatos
e novas descobertas).
 Fundamentado (base em estudos, pesquisas e teorias).
PROGRAMAS DE PREVENÇÃO
FUNCIONAM
® Engajamento da comunidade:
· sensibilização;
· informação.
® Enquanto houver demanda, existirá oferta:
· como viver num mundo com drogas?
· combinação de estratégias.
PREVENÇÃO
NAS
COMUNIDADES
Fatores de Proteção Comunidade
Rede Social
Pais Professores amigos diretores
da escola vizinhança colega de trabalho
outras instituições comércio
REDE SOCIAL
 Conjunto de relações interpessoais concretas que
vinculam indivíduos a outros indivíduos.
Conceito:
Objetivos:
 cooperação;
 respeito;
 tolerância;
 afeição;
 acolhimento (suporte social).
REDE SOCIAL
Grupos importantes para o desenvolvimento da prevenção:
 igrejas;
 grupos comunitários;
 clubes de serviços;
 escola;
 locais de trabalho;
 locais de recreação.
AGENTE MULTIPLICADOR
NA PREVENÇÃO
Papel:
 ser otimista;
 disponibilidade para ajudar;
 ter visão científica da doença;
 não ter visão moralista;
 estar comprometido com políticas públicas;
 ter visão critica de si próprio (modelo);
 estar altamente motivado.
Contatos: Alekanihistoria@hotmail.com
44 – 99802-7188
https://www.facebook.com/alexandre.cani

Cópia de Drogas e Preveção Alexandre Cani.ppt.pptx

  • 1.
    Professor: Alexandre Cani TerapeutaPastoral Especialista em DQ
  • 2.
    Conceito Geral deDrogas  Droga é qualquer substância natural ou sintética que, ao ser administrada por qualquer via no organismo, afeta sua estrutura e suas funções (OMS).  Na Grécia antiga o termo PHARMAKON (Remédio / Veneno) servia, também, para designar as drogas.  O uso indevido de drogas é feito por usuários habituais ou dependentes de substâncias, licitas ou ilícitas, trazendo prejuízos pessoais, afetivos, sociais e profissionais
  • 3.
    CATEGORIZAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS Substância Psicoativa: Atua no SNC alterando o estado de vigília e senso de percepção do indivíduo.  Substância Psicotrópica: Além do efeito psicoativo tem o potencial de causar dependência no usuário.
  • 4.
    Porque as pessoasusam drogas • Busca de prazer; • Cultura do ter mais; • Alívio temporário de estresse, tensão ou ansiedade; • Esquecer temporariamente um problema; • Evitar/ postergar preocupações; • Para relaxar após um dia estressante; • Sentir-se parte de um grupo ou até entrar nele; • Para vivenciar experiências místicas e religiosas; • Aliviar dores ou sintomas de doença.
  • 5.
    Classificação das drogas ®Quanto a legalidade = Lícitas ou Ilícitas ® Quanto a origem Naturais (Chás, cogumelos, outros) Semi-sintéticas (Álcool, maconha, outras) Sintéticas (LSD, ecstasy, outras) ® Quanto aos mecanismos Depressoras- álcool, etc. de ação Estimulantes- Cocaína, etc. Perturbadoras- Maconha, etc.
  • 6.
    Tipos de Usuário •Experimentador, bebedor social ou usuário ocasional • Usuário habitual ou Abusador • Usuário dependente • Dependente reestruturado
  • 7.
    Experimentador ou Bebedor Social Abusador/ Bebedor Problema Dependente MultifatoresGenéticos 40% Fatores Comportamentais 60% Maior Tolerância Síndrome de abstinência Dependente reestruturado (continuo tratamento) Problemas - Familiares - Físicos - Sociais - Profissionais - Espirituais - Psíquicos - Éticos Psíquicos - Negação - Projeção - Racionalização
  • 8.
  • 9.
    Conceito de DependênciaQuímica • Doença crônica bio, psico, social e espiritual resultante da interação com substâncias psicoativas que inclui a compulsão repetitiva e intensa de consumo com a finalidade de experimentar efeitos psíquicos e físicos ou evitar o desconforto que sua falta ocasiona. • Agrupamento de respostas comportamentais, cognitivas e fisiológicas apesar da presença de problemas significativos relacionados ao abuso.
  • 10.
    Tolerância • Necessidade dousuário de consumir quantidades cada vez maiores da droga ou recorrer a substâncias cada vez mais fortes para obter o efeito desejado. Síndrome de abstinência • Conjunto de sintomas físicos e psicológicos desagradáveis que se manifestam quando o usuário suspende, total ou parcialmente, o uso da substância consumida.
  • 11.
    Dependência de Substânciasegundo o DSM-IV • Padrão mal-adaptativo de uso de substância, levando a prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo, manifestado por três (ou mais) dos seguintes critérios, ocorrendo a qualquer momento num período de 12 meses:
  • 12.
    • Tolerância aumentadae Síndrome de Abstinência; • Uso de substância com mais freqüência; • Tentativa de interromper o uso sem sucesso; • Abandono de atividades nas quais a substância não possa ser consumida; • Manutenção do uso mesmo ciente dos prejuízos sociais e à saúde.
  • 13.
    Gráfico do uso/abuso de Álcool. Maior Tolerância Busca do prazer Dependência Abuso Uso experimental Linha da normalidade Problemas com o abuso / desprazer Síndrome de Abstinência Fonte: CEAD Fundo do poço
  • 14.
    Tratamento e modalidades Classificaçãode pacientes dependentes químicos com a finalidade de encaminhamento
  • 15.
    Pouco motivados Motivados Muito motivados -Sem apoio familiar; -Nãoreconhecem a relação de seus problemas pessoais com o uso de drogas; -São encaminhados para tratamento por terceiros; - Reconhecem a necessidade de ajuda; - Fazem varias tentativas de abstinência; - Têm apoio familiar e social; - Buscam por um fato iminente; - Têm apoio familiar e social; - Têm preservadas as condições Físicas e mentais; - Reconhecem os prejuízos do uso de drogas; - Encontram-se trabalhando e/ou estudando.
  • 16.
    Pouco Dependente Muito Dependente - Uso habitualcom prejuízos na área afetiva, social e profissional; - Sintomas leves de abstinência e aumento de tolerância. - Prejuízos psíquicos com outras doenças mentais associadas; - Prejuízo físico com comportamento orgânico; - Perdas sociais, de laços familiares e de trabalho; - Uso freqüente e abusivo com síndrome de abstinência e aumento de tolerância.
  • 17.
    Tratamento em regimeaberto (Muito motivados e Pouco dependentes)  Ambulatório de saúde mental;  Consultórios médicos e privados;  Consultórios Psicológicos;  Consultórios Psiquiátricos;  Grupos de Mútua Ajuda.
  • 18.
    Tratamento em RegimeSemi-Aberto (Motivados e muito dependentes)  CAPS (Centros de atenção psicossocial)  Hospitais - dia
  • 19.
    Tratamento em regimefechado (Pouco motivados e muito dependentes)  Hospitais gerais;  Hospitais psiquiátricos;  Clínicas de tratamento;  Comunidades terapêuticas.
  • 20.
    Conceito Geral dePrevenção  Vir antes;  Lidar com princípios de cidadania, ética educação de pessoas.
  • 21.
    NÍVEIS DE PREVENÇÃO PRIMÁRIO: ÞObjetiva evitar a experimentação de drogas. Þ Processo informativo para pessoas que não fizeram uso de drogas - educação voltada para a vida saudável. Þ Escolher o foco para atingir o objetivo.
  • 22.
    NÍVEIS DE PREVENÇÃO SECUNDÁRIO: ÞVoltado para indivíduos usuários de drogas de forma eventual ou recreativa. Þ Voltado a chamada população de risco. Þ Estar em parceria com outros programas de prevenção em saúde.
  • 23.
    NÍVEIS DE PREVENÇÃO TERCIÁRIO: ÞDestinado às pessoas dependentes de drogas. a) Conscientizar e orientar pessoas para se manterem em tratamento, para que assim possam reduzir as conseqüências adversas da dependência. b) Promover a reinserção social do dependente.
  • 24.
  • 25.
    Sinopse dos principaisresultados no Brasil População 49% 51% 1. População com idades entre 12 e 65 anos das 107 cidades pesquisadas (com mais de 200 mil habitantes): 47.045.907 habitantes (27,7% do total do Brasil). Amostra: 8.589 entrevistas 2. Comparação da população e da amostra por sexo: 43% 57% homem mulher Amostra
  • 26.
    Sinopse dos principaisresultados no Brasil - Comparação da população e da amostra por faixa etária: População 18% 22% 19% 41% 12% 21% 18% 49% 12 a 17 18 a 24 25 a 34 > 35 anos Amostra
  • 27.
    Uso na Vida– Sexo – Idade / Diferentes Drogas Individualmente. Sexo % Idade (anos) % Drogas: Masc. Fem. 10- 12 13- 15 16- 18 > 18 1) Maconha 9,4 6,3 0,0 5,2 18,7 36,3 2) Cocaína 2,3 1,4 0,2 0,6 2,0 8,9 3) Crack 2,0 0,5 0,0 0,3 2,0 8,6 4) Anfetamínicos 3,4 6,6 1,5 5,4 7,9 4,6 5) Solventes 13,8 13,4 7,9 16,1 18,6 12,5 6) Ansiolíticos 2,0 6,2 0,6 4,6 6,5 5,6 7) Anticolinérgicos 0,9 1,1 0,6 0,6 2,3 1,0 8) Barbitúricos 0,6 1,0 0,0 0,8 1,8 1,0 9) Opiáceos 0,1 0,1 0,0 0,0 0,3 1,0 10) Xaropes 0,2 0,5 0,2 0,5 0,6 0,0 11) Alucinógenos 0,7 1,2 0,1 0,8 1,5 3,2 12) Orexígenos 0,1 0,5 0,0 0,5 1,0 0,0 13) Energéticos 19,9 12,3 5,3 16,3 29,9 71,8 14) Anabolizantes 0,7 0,1 0,1 0,3 1,1 0,0 15) Tabaco 23,6 27,8 4,2 29,5 46,4 64,1 16) Álcool 67,7 71,3 47,8 77,4 85,7 80,3 Dados epidemiológicos do CEBRID 2016 (Curitiba)
  • 28.
    Comparação de característicasfamiliares entre não – usuários e os que fizeram uso pesado de Álcool,dados coletados na região Sul do Brasil I) Não usuário de bebida alcóolica : II) Bebedores Pesados (com abuso e/ou dependentes de bebida alcóolica): 1) 70,4 % - tem um bom relacionamento com o pai. 1) 29,6 % - tem relacionamento com o pai ruim, regular ou não tem contato com o pai. 2) 87,5 % - tem um bom relacionamento com a mãe. 2) 12,5 % - tem relacionamento com a mãe ruim, regular ou não tem mãe. 3) 63,7 % - os pais tem um bom relacionamento entre si. 3) 36,3 % - os pais tem problemas de relacionamento entre si. 4) 44 % - acham seu pai moderado. 4) 56 % - acha o pai autoritário (rígido) ou liberal (permissivo). 5) 51,7 % - acham sua mãe moderada (equilibrada). 5) 48,3 % - acha sua mãe permissiva ou mandona (rígida) demais.
  • 29.
    Fatores de proteção Valorização da qualidade de vida no ambiente de trabalho;  Ter programa de prevenção;  Engajamento motivacional das pessoas no trabalho;  Não presença de álcool ou outra substância no trabalho;  Comemorações, sem álcool, em datas festivas;  Envolvimento da família em atividades sociais (pais na escola) etc.
  • 30.
    Fatores de Risco ¨Chefias, professores, amigos ou pais com problemas de abuso de substâncias psicoativas; ¨ Presença de substâncias psicoativas no local de trabalho; ¨ Ausência de atenção a questões de presença de substâncias psicoativas no ambiente de trabalho; ¨ Permissividade em relação a indisciplina; ¨ Falta de treinamento para o controle do consumo de substância em Agremiações/Associações,festas,clubes. ¨ Falta de monitoramento das chefias e dos pais.
  • 31.
    Metodologia  Apresentação deconceitos atuais em Dependência Química para os Diretores da empresa;  Encontros mensais na empresa e monitoramento das pessoas que desenvolvem ações nas escolas ;  Capacitação de “agentes modificadores”;  Orientação para divulgar o Programa de Prevenção dentro da empresa, escola, ou família;  Criação de política normativa (Regimento Interno) para prevenção/atendimento ao funcionário dependente químico ou alunos com problemas;  Supervisão Técnica semanal com as equipes de divulgação e atendimento ao dependente químico.
  • 32.
    Ferramentas / RecursosUtilizados  Seminários;  Dinâmicas de Grupo;  Teatro;  Vivências;  Aplicação de Inventários.
  • 33.
    PREVENÇÃO EM ESCOLAS ECOMUNIDADES QUE TRABALHAM COM AS FAMÍLIAS
  • 34.
    “O aumento dashabilidades interpessoais dos alunos e o compromisso com valores positivos – com segurança, respeito e solidariedade – , não só no âmbito da sala de aula, mas em toda a escola e, por extensão, em toda a comunidade” CULTURA DA ESCOLA
  • 35.
    Principais fatores derisco  Pessoais – primeira infância:  Histórico familiar de consumo de drogas ou doenças mentais;  Carência de vínculo com os pais;  Carência no monitoramento familiar;  Graves conflitos familiares;  Predisposição fisiológica (genética ou bioquímica);  Rejeição pelos colegas.
  • 36.
    Principais fatores derisco 2) Pessoais – segunda infância: · Manifestações precoces de comportamento anti – social e agressivo; · Insucesso na escola; · Fraca ligação com a escola; · Atitudes positivas em relação ao uso de drogas; · Alienação ou rebeldia; · Associação com colegas usuários de drogas; · Uso precoce de drogas.
  • 37.
    Principais fatores derisco 3) Ambientais: · Privação econômica e social; · Disponibilidade de drogas; · Escasso vínculo com a vizinhança / comunidade desorganizada; · Difíceis transições ( de vida); · Normas comunitárias favoráveis ao consumo de drogas. · Limitação nas possibilidades de acesso ao álcool, cigarro e drogas.
  • 38.
    Principais fatores deproteção 1) Pessoais – primeira infância: · Relação calorosa com os pais; · Estabilidade psicológica dos pais; · Bom gerenciamento familiar; · Bom temperamento / estabilidade emocional; · Evitar situações de perigo; · Bons modelos parentais.
  • 39.
    Principais Fatores DeProteção 2) Pessoais – segunda infância: · Realizações acadêmicas; · Boas relações com os colegas; · Envolvimento em atividades comunitárias e sociais; · Estrutura familiar recompensadora; · Monitoramento parental e envolvimento parental de qualidade com as atividades da criança; · Regras parentais claras quanto ao uso de cigarro, álcool ou outras drogas; · Fortes vínculos na escola. J D Hawkins(1992)
  • 40.
    MODELOS DE PREVENÇÃO Amedrontamento;  Princípios morais;  Controle Social,  Conhecimento científico;  Vida Saudável;  Pressão do grupo;  Educação afetiva.
  • 41.
    Estratégias para implantaçãode um Programa de Prevenção 1) Valorizar fatores de proteção e reduzir fatores de risco. 2) Devem se ocupar de todas as formas de uso de drogas. 3) Devem valorizar o vínculo familiar e relações familiares, além de incluir habilidades parentais. 4) Devem visar uma melhoria no aprendizado acadêmico e socio-emocional. 5) Prática de desenvolvimento, debates e cumprimento de políticas familiares relacionadas ao consumo de drogas. 5) Treinamento em educação e informação sobre drogas.
  • 42.
    Estratégias para implantaçãode um Programa de Prevenção 5) Podem ser desenvolvidas já desde a pré-escola  Se dão a longo prazo e com intervenções repetidas, com a finalidade de reforçar os objetivos originais da prevenção. Ex.: programas de incentivo. · Os programas de prevenção na comunidade são mais eficazes quando apresentam mensagens consistentes e direcionadas a toda comunidade em cada um de seus ambientes. · Programas de prevenção comunitária que combinem dois ou mais programas eficazes. Ex.: programas focados na família ou no indivíduo.
  • 43.
    Estratégias para implantaçãode um programa de Prevenção · Incluir treinamento de professores na condução de classes, envolvendo recompensa aos comportamentos apropriados do estudante. · São mais eficazes quando fazem uso de técnicas interativas, como discussões em grupo, permitindo um envolvimento ativo no aprendizado sobre o uso nocivo das drogas. · A prevenção também é vantajosa economicamente. Pesquisas recentes mostram que cada dólar investido em prevenção pode levar a economia de até US$ 10 no tratamento de abuso de álcool e outras drogas. Marcos Bessa ( 2004)
  • 44.
    Princípios Básicos parao Projeto O que o trabalho não deve ser?  Emergencial (realizado apenas frente a um problema).  Pontual (centrado em uma única substância).  Ocasional (feito em uma época especifica do ano)  Rígido (baseada em princípios e ações “imutáveis”).  Repetitivo (realizado sempre da mesma forma).  Improvisado (baseado em opiniões, observações ocasionais e palpites)
  • 45.
    Princípios Básicos parao Projeto O que o trabalho deve ser?  Integrado (participação de diferentes áreas de ensino e educação).  Coletivo (participação pelo conjunto de educadores e pessoal da escola).  Planejado (integrantes do currículo da escola).  Contínuo (deve acompanhar toda a escolaridade)  Aberto (adequado às características dos alunos).  Adequado a realidade (levar em conta os novos fatos e novas descobertas).  Fundamentado (base em estudos, pesquisas e teorias).
  • 46.
    PROGRAMAS DE PREVENÇÃO FUNCIONAM ®Engajamento da comunidade: · sensibilização; · informação. ® Enquanto houver demanda, existirá oferta: · como viver num mundo com drogas? · combinação de estratégias.
  • 47.
  • 48.
    Fatores de ProteçãoComunidade Rede Social Pais Professores amigos diretores da escola vizinhança colega de trabalho outras instituições comércio
  • 49.
    REDE SOCIAL  Conjuntode relações interpessoais concretas que vinculam indivíduos a outros indivíduos. Conceito: Objetivos:  cooperação;  respeito;  tolerância;  afeição;  acolhimento (suporte social).
  • 50.
    REDE SOCIAL Grupos importantespara o desenvolvimento da prevenção:  igrejas;  grupos comunitários;  clubes de serviços;  escola;  locais de trabalho;  locais de recreação.
  • 51.
    AGENTE MULTIPLICADOR NA PREVENÇÃO Papel: ser otimista;  disponibilidade para ajudar;  ter visão científica da doença;  não ter visão moralista;  estar comprometido com políticas públicas;  ter visão critica de si próprio (modelo);  estar altamente motivado.
  • 52.
    Contatos: Alekanihistoria@hotmail.com 44 –99802-7188 https://www.facebook.com/alexandre.cani