Estratégias
psicológicas
utilizadas junto ao
dependente
químico e a família
Nara Lima – Psicóloga, sexóloga e terapeuta de casais
(Psicóloga CAPSAd)
@naragnl
O que é Redução
de Danos? (RD)
• Podemos dizer que: “Redução de danos é
uma politica de saúde que se propõe a
reduzir os prejuízos de natureza
biológica social e econômica do uso de
drogas, pautada no respeito ao individuo
e no seu direito de consumir drogas”
Andrade et al, 2001
O foco é o indivíduo e não as drogas
• O s i m p a c t o s q u e a
dependência de drogas gera
na vida dos familiares podem
originar a quebra da rotina,
além de sentimentos de
vulnerabilidade, desamparo e
frustração, quanto a conviver
com a doença e tratamento.
D e s t a q u e , p a r a o
agravamento de conflitos já
existentes, ameaçando a
relação familiar.
• A família, vivenciando essa
situação, muitas vezes se
depara com uma realidade com
que não está preparada para
lidar, e todos seus integrantes
são afetados por ela. Logo,
trata-se de um fenômeno
circunscrito ao desenvolvimento
familiar e que acontece em
qualquer classe social
Mas... Porque isso
acontece?
• A violência intrafamiliar, o uso de
substâncias psicoativas por um dos
p r o g e n i t o r e s , a s p r e s s õ e s
s o c i o e c o n ô m i c a s , o s p a d r õ e s
educacionais rígidos e punitivos com os
filhos, a comunicação conflituosa e
triangulada, a presença de conflitos
conjugais, geracionais ou existência de
alianças intergeracionais, os modelos
culturais repetitivos de perpetuação do
uso de drogas e o ambiente familiar
desfavorável ao afeto são alguns dos
aspectos que podem predizer o uso de
substâncias psicoativas
A importância da família
• Possibilitar a cada membro do grupo
ver os demais em interação, isto é,
passar da compreensão particular à
compreensão do outro, ampliando a
percepção tanto das dificuldades
quanto das formas de solucioná-las. O
atendimento familiar oportuniza às
famílias repensarem os seus conceitos
e incluírem-se no projeto de mudança.
• Resulta em um
ambiente fértil para
explorar
comportamentos
individuais no contexto
dos relacionamentos
interpessoais.
Desencadeia a
ampliação da
consciência de grupo e
de comunidade e,
assim, do suporte social
necessário para que
sejam feitas as
mudanças de
comportamento
desejadas (Ravazzola,
Barilari & Mazieres, 1997).
• A maioria dos familiares espera
aprender a lidar com o dependente
e receber orientação profissional. E
há evidências da eficácia da terapia
breve e grupal no sentido de
adequar condutas, contribuindo para
a melhora das relações e
organizações do contexto familiar
em dependência química (Figlie &
Pillion, 2001).
• A abordagem familiar é utilizada
como uma intervenção breve na
dependência química não entende
os problemas das famílias como uma
doença e sim como padrões
relacionais disfuncionais e é focada
nos recursos e habilidades que as
famílias possuem para resolver os
seus problemas.
Quais
estratégias
podemos utilizar
nessa relação?
• Esquiva de lugares ou pessoas que faziam uso de
drogas: “Evito sair com pessoas que bebem”, “Evito ir
ao barzinho”, “Evito ir para a clínica sozinho no final
da tarde”, “Evito lugares que costumam me irritar”,
“Evito coisas que me façam lembrar a bebida”, “Evito
contato com pessoas da minha família que me
aborreçam”, “Quando evito beber, não gasto dinheiro”.
• Apoio familiar: maior
aproximação dos familiares em
decorrência da melhora da
comunicação, da divisão de
tarefas e papéis na família, e
resolução dos problemas na
família: “Procuro ficar mais
tempo com minha família”,
“Quando saio com minha
família, bebemos
refrigerantes”, “Preciso me
aproximar mais da minha
família, meus filhos e minha
esposa”.
• Autocontrole: “Buscar outras
formas de prazer que não estejam
associadas ao uso do álcool e da
cocaína”, ”Quando estou com
amigos mais antigos, não me sinto
mais pressionado a beber”,
“Contei para alguns amigos que
estou fazendo tratamento”, ”Estou
tentando adquirir novos hábitos”,
“Procuro me ocupar o tempo todo
para não lembrar e ter vontade de
usar drogas”, “Estou dando mais
atenção para meu trabalho”,
“Busco fazer coisas positivas e que
me agradem”, “Quero praticar
esportes“, ”Estou fazendo novas
amizades com pessoas que não
bebem”, “Quando me sinto
deprimido, leio ou faço algo que
gosto”.
• No Brasil, a participação dos familiares
no tratamento de dependentes ainda é
uma prática recente, uma vez que muitos
deles estão mais voltados aos indivíduos
do que aos familiares (Schenker &
Minayo, 2004). Entretanto, vários estudos
sugerem que a participação da família é
um fator importante na adesão e no
tratamento de pacientes e possibilita
uma melhora das relações familiares,
além de auxiliar na interrupção do
consumo de substâncias (da Silva et al.,
2003; De Micheli & Formigoni, 2004;
Pinheiro et al., 2006). Dessa forma,
elaborar estratégias de intervenção com
os familiares é essencial para melhorar a
aderência e a eficácia do tratamento.
• . Comumente os
familiares não
conhecem seu próprio
potencial
transformador e
depositam no
paciente todas as
responsabilidades no
sucesso do
tratamento.
Av. R. Barão José Miguel, 373 - Farol, Maceió
Tel. 3312.5517

Estrate_gias+psicolo_gicas+familiar+e+o+dependente+quimico.pdf

  • 1.
    Estratégias psicológicas utilizadas junto ao dependente químicoe a família Nara Lima – Psicóloga, sexóloga e terapeuta de casais (Psicóloga CAPSAd) @naragnl
  • 2.
    O que éRedução de Danos? (RD) • Podemos dizer que: “Redução de danos é uma politica de saúde que se propõe a reduzir os prejuízos de natureza biológica social e econômica do uso de drogas, pautada no respeito ao individuo e no seu direito de consumir drogas” Andrade et al, 2001 O foco é o indivíduo e não as drogas
  • 3.
    • O si m p a c t o s q u e a dependência de drogas gera na vida dos familiares podem originar a quebra da rotina, além de sentimentos de vulnerabilidade, desamparo e frustração, quanto a conviver com a doença e tratamento. D e s t a q u e , p a r a o agravamento de conflitos já existentes, ameaçando a relação familiar.
  • 4.
    • A família,vivenciando essa situação, muitas vezes se depara com uma realidade com que não está preparada para lidar, e todos seus integrantes são afetados por ela. Logo, trata-se de um fenômeno circunscrito ao desenvolvimento familiar e que acontece em qualquer classe social
  • 5.
    Mas... Porque isso acontece? •A violência intrafamiliar, o uso de substâncias psicoativas por um dos p r o g e n i t o r e s , a s p r e s s õ e s s o c i o e c o n ô m i c a s , o s p a d r õ e s educacionais rígidos e punitivos com os filhos, a comunicação conflituosa e triangulada, a presença de conflitos conjugais, geracionais ou existência de alianças intergeracionais, os modelos culturais repetitivos de perpetuação do uso de drogas e o ambiente familiar desfavorável ao afeto são alguns dos aspectos que podem predizer o uso de substâncias psicoativas
  • 6.
    A importância dafamília • Possibilitar a cada membro do grupo ver os demais em interação, isto é, passar da compreensão particular à compreensão do outro, ampliando a percepção tanto das dificuldades quanto das formas de solucioná-las. O atendimento familiar oportuniza às famílias repensarem os seus conceitos e incluírem-se no projeto de mudança.
  • 7.
    • Resulta emum ambiente fértil para explorar comportamentos individuais no contexto dos relacionamentos interpessoais. Desencadeia a ampliação da consciência de grupo e de comunidade e, assim, do suporte social necessário para que sejam feitas as mudanças de comportamento desejadas (Ravazzola, Barilari & Mazieres, 1997).
  • 8.
    • A maioriados familiares espera aprender a lidar com o dependente e receber orientação profissional. E há evidências da eficácia da terapia breve e grupal no sentido de adequar condutas, contribuindo para a melhora das relações e organizações do contexto familiar em dependência química (Figlie & Pillion, 2001). • A abordagem familiar é utilizada como uma intervenção breve na dependência química não entende os problemas das famílias como uma doença e sim como padrões relacionais disfuncionais e é focada nos recursos e habilidades que as famílias possuem para resolver os seus problemas.
  • 9.
    Quais estratégias podemos utilizar nessa relação? •Esquiva de lugares ou pessoas que faziam uso de drogas: “Evito sair com pessoas que bebem”, “Evito ir ao barzinho”, “Evito ir para a clínica sozinho no final da tarde”, “Evito lugares que costumam me irritar”, “Evito coisas que me façam lembrar a bebida”, “Evito contato com pessoas da minha família que me aborreçam”, “Quando evito beber, não gasto dinheiro”.
  • 10.
    • Apoio familiar:maior aproximação dos familiares em decorrência da melhora da comunicação, da divisão de tarefas e papéis na família, e resolução dos problemas na família: “Procuro ficar mais tempo com minha família”, “Quando saio com minha família, bebemos refrigerantes”, “Preciso me aproximar mais da minha família, meus filhos e minha esposa”.
  • 11.
    • Autocontrole: “Buscaroutras formas de prazer que não estejam associadas ao uso do álcool e da cocaína”, ”Quando estou com amigos mais antigos, não me sinto mais pressionado a beber”, “Contei para alguns amigos que estou fazendo tratamento”, ”Estou tentando adquirir novos hábitos”, “Procuro me ocupar o tempo todo para não lembrar e ter vontade de usar drogas”, “Estou dando mais atenção para meu trabalho”, “Busco fazer coisas positivas e que me agradem”, “Quero praticar esportes“, ”Estou fazendo novas amizades com pessoas que não bebem”, “Quando me sinto deprimido, leio ou faço algo que gosto”.
  • 12.
    • No Brasil,a participação dos familiares no tratamento de dependentes ainda é uma prática recente, uma vez que muitos deles estão mais voltados aos indivíduos do que aos familiares (Schenker & Minayo, 2004). Entretanto, vários estudos sugerem que a participação da família é um fator importante na adesão e no tratamento de pacientes e possibilita uma melhora das relações familiares, além de auxiliar na interrupção do consumo de substâncias (da Silva et al., 2003; De Micheli & Formigoni, 2004; Pinheiro et al., 2006). Dessa forma, elaborar estratégias de intervenção com os familiares é essencial para melhorar a aderência e a eficácia do tratamento.
  • 13.
    • . Comumenteos familiares não conhecem seu próprio potencial transformador e depositam no paciente todas as responsabilidades no sucesso do tratamento.
  • 14.
    Av. R. BarãoJosé Miguel, 373 - Farol, Maceió Tel. 3312.5517