Andréa Noeremberg Guimarães
Marta Kolhs
Simone Vizini
A FAMÍLIA E O USUÁRIO DE
DROGAS
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
ESCOLA DE ENFERMAGEM
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
DISCIPLINA “ENFERMAGEM EM SAÚDE MENTAL E
CUIDADO À FAMÍLIA”
Marco teórico-político
e
Panorama nacional do uso de álcool e
outras drogas
A Política do Ministério da Saúde
para a Atenção Integral a usuários
de álcool e outras drogas
Redução de
danos
Drogas
injetáveis
Aids e rota
do tráfico
Redução de danos
Tratamento
Não exigência da abstinência Não exclui
Objetivo, metas intermediárias e
procedimentos discutidos com o
usuário
Motivação e engajamento
Evolução flutuante
Com vínculo e engajamento
mudanças se tornam mais
consistentes
Avanços: evitar colocar-se em risco,
melhorar relação familiar e
recuperar a atividade profissional.
Avaliação do resultado
Sucesso não é avaliado só por parar
ou não o uso.
Relacionamento familiar e no
trabalho/escola, condições clínicas
e psíquicas, relações com a lei.
(CRUZ, 2014)
Estratégias de redução de danos
AIDS entre maiores de 13 anos, com
categoria de exposição o uso de drogas
injetáveis
1993: 4.092 (29,5%)
2013: 225 (5%)
Danos e riscos de
contágio com os vírus
da hepatite B e C
Frequência do uso
injetável e o
compartilhamento de
seringas
Uso de
preservativos
(CRUZ, 2014)
Alcoolismo:
o maior
problema de
saúde
pública
(BASTOS; REIS; 2014, p. 111)
(GALDURÓZ; 2011, p. 61)
(GALDURÓZ; 2011, p. 61)
(GALDURÓZ; 2011, p. 62)
(BASTOS; REIS; 2014, p. 112)
(BASTOS; REIS; 2014, p. 113)
(BASTOS; REIS; 2014, p. 77)
Relatório Brasileiro sobre drogas (2009)
Substâncias psicoativas - 1,2% de
internações pelo SUS
Em 2007 - 138.585 internações por
transtorno mental e
comportamental causado pelo uso
de drogas - 69% pelo álcool.
(BASTOS; REIS, 2014)
• Acidentes
• Violência
• Homicídios, assaltos, violência
doméstica
Causas externas de morbidade
e mortalidade
Gastos
(BRASIL, 2003)
Uso drogas
e início da
vida sexual
Estudos apontam...
Redução da
idade de
início da vida
sexual (13
anos)
Aumento da
gravidez na
adolescência
Coincide com
início precoce
do uso de
bebidas
alcoólicas
(BRASIL, 2003)
Meninos e
meninas de
rua e o
consumo de
drogas
27 capitais
1/3 - uso diário do tabaco
16% - consumo diário de solventes
11% - consumo diário de maconha
76% - experimentaram álcool
3% - consumo diário de álcool
Maior parte iniciou o consumo de álcool antes de se encontrar em
situação de rua
40% - não frequentavam a escola
Pesquisa sobre o consumo de drogas entre a
população jovem em situação de rua (2003)
(BASTOS; REIS; 2014; BRASIL, 2003)
(BRASIL, 2003)
20% dos pacientes tratados na rede primária bebem em um nível considerado de
alto risco
Foco da atenção voltado para as doenças clínicas decorrentes da dependência -
que ocorrem tardiamente
Período médio entre o primeiro problema decorrente do uso de álcool e a primeira
intervenção voltada para este problema é de 05 anos; a demora para iniciar o
tratamento e a sua inadequação pioram o prognóstico
Crença errônea de que os pacientes raramente se recuperam
Não-compreensão da resistência apresentada pelos pacientes provoca nos
profissionais respostas pouco acolhedoras
Profissionais de saúde que não possuem qualquer responsabilidade sobre o
diagnostico e tratamento da dependência, em uma evidente demonstração de
estigma, exclusão e preconceito.
Desafios
DIRETRIZES PARA UMA POLÍTICA DE
ATENÇÃO INTEGRAL AOS USUARIOS DE
ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS
A Política do Ministério da Saúde para a
Atenção Integral a usuários de álcool e outras
drogas
.
As diretrizes para atenção pautam-se em estratégias que
visam ao fortalecimento da rede de atenção aos usuários,
com ênfase na reabilitação e reinserção social,
centrada na atenção comunitária e na perspectiva de
redução de danos
Busca-se ampliação dos olhares acerca do uso abusivo
de álcool e outras drogas, com vistas à superação da
maneira reducionista de ver os usuários, muitas vezes,
restringidos ao campo da marginalização e
criminalidade.
INTERSETORIALIDADES
Articulações entre a sociedade civil, movimentos
sindicais, associações/organizações comunitárias
e universidades
Necessita-se fortalecer políticas públicas com ações ampliadas e
intersetoriais, que produzam diálogos sobre os desejos e projetos de vida
dessas pessoas, a fim de produzir uma lógica nova na gestão do cuidado e
proporcionar mecanismos de interlocução éticos, resolutivos,
responsabilizando-se pelas demandas do território.
( SILVA, SANTOS 2012)
ATENÇÃO INTEGRAL
Prevenção - Fatores de risco e de proteção podem ser
identificados em todos os domínios da vida:
- nos próprios indivíduos;
- em suas famílias, em seus pares;
- em suas escolas e nas comunidades;
- em qualquer outro nível de convivência sócio-ambiental.
Prom. e Prot. à saúde de cons. de álcool e outras drogas -
A atenção integral compreende o desenvolvimento contínuo de
fatores de proteção, individuais e coletivos na trajetória de vida das
pessoas, prevendo a maximização da saúde nos 3 níveis de atenção.
Uma visão de saúde que a conceba de forma integral, equânime e
justa - mudanças do paradigma de “doentes” para novos cidadãos
merecedores de direitos e exercício da cidadania
Redução de Danos
Atenção Integral a Usuários de Álcool e outras Drogas traz
recomendações básicas para ações na área de saúde
mental:
1. Promover assistência em nível de cuidados primários;
2. Disponibilizar medicamentos de uso essencial em saúde mental;
3. Promover cuidados comunitários;
4. Educar a população;
5. Envolver comunidades, famílias e usuários;
6. Estabelecer políticas, programas e legislação específicos;
7. Desenvolver recursos humanos;
8. Atuar de forma integrada com outros setores;
9. Monitorar a saúde mental da comunidade;
10. Apoiar pesquisas científicas.
Relatorio OMS - Saude Mental (OMS 2001)
Modelos de Atenção - CAPS e Redes Assistenciais
-
- ANVISA - órgão federal de regulação no SUS, instituído para ser conseqüente com a
missão do poder público a ele atribuído, - “de proteger e promover a saúde do conjunto
da população brasileira, garantindo a segurança sanitária de produtos e de serviços”,
conforme está explicitado na Lei 8080/90.
- Resolução Nº 101/2001, estabeleceu o Regulamento Técnico para o Funcionamento de
Serviços de Atenção a Pessoas com Problemas Decorrentes do Uso ou Abuso de
Substâncias Psicoativas, Segundo Modelo Psicossocial, exemplo as “ Comunidades
Terapêuticas”;
- Controle das drogas lícitas utilizadas em medicina, compreendendo a sua fabricação,
distribuição, prescrição e venda.
Controle de Entorpecentes e Substâncias que Produzem Dependência
Física ou Psíquica, e de Precursores – Padronização de Serviços de
Atenção à Dependência Química
A política do MS Atenção Integral à Saúde de Usuários de Álcool e Outras Drogas
- As linhas gerais do modelo de atenção à saúde estão pautadas :
1) acolhimento: ações cotidianas na chegada à unidade de saúde,
encaminhamentos e estabelecimento de vínculos;
2) intersetorialidade: ações capilarizadas, articuladas com a sociedade civil e a
comunidade;
3) diminuição do preconceito: ações que visem à diminuição do preconceito
relacionado ao uso de álcool e outras drogas;
4) mudança de percepção sobre os usuários: percepções sobre a necessidade
de passagem da concepção do usuário de drogas como doente para cidadão,
merecedor de direitos;
5) reintegração social: ações de reinserção social, utilizando recursos
intersetoriais como esporte cultura e lazer;
6) cuidados aos familiares: atenção prestada aos familiares e outros
acompanhantes de usuários em atendimento ou não;
7) objetivo do tratamento: projetos terapêuticos, finalidades do tratamento,
expectativas sobre altas.
BRASIL 2003
... a política de atenção a álcool e outras drogas prevê a constituição
de uma rede que articule os CAPSad e os leitos para internação em
hospitais gerais (para desintoxicação e outros tratamentos).
Estes serviços devem trabalhar com a lógica da redução de danos
como eixo central ao atendimento aos usuários/dependentes de
álcool e outras drogas, pautado na realidade de cada caso, o que
não quer dizer abstinência para todos os casos.
( BRASIL 2013)
A implicação da família no uso
abusivo de drogas
• Instituição privada, passível de vários
tipos de arranjo, tendo a função de
socialização primaria das crianças e
adolescentes.
Família
• Período do ciclo vital em que a
curiosidade por experiências novas a troca
e influência do grupo de amigos são
fundamentais.
Adolescência
(SCHENKER; MINAYO, 2003)
A implicação da família no uso abusivo de drogas
Uso de drogas: fonte de socialização,
linguagem do adolescer.
Para compreender o adolescente é necessário
inseri-lo no contexto familiar e sociocultural.
A família integrada a cultura é que fornece as
bases para o seu desenvolvimento.
(SCHENKER; MINAYO, 2003)
Família
A implicação da família no uso abusivo de drogas
Lugar privilegiado da socialização primaria;
Asseguramento de comportamentos normalizados pelo afeto e
cultura.
Fundamental no tratamento do uso abusivo de drogas.
É um dos elos mais fortes, as abordagens terapêuticas são
baseadas na família.
É o canal através do qual influências fundamentais se fazem
notar pelo adolescente.
(SCHENKER; MINAYO, 2003)
Dependentes
Dependência uma
patologia crônica
 Comportamentos dos
drogadictos movidos pelo
desejo compulsivo de
utilizar uma substancia
psicoativa, procura que
invade toda sua
existência.
 Nega a importância de sua
dependência,
 Recusa-se a admitir a
gravidade da situação,
 Recorre tardiamente aos
cuidados especializados.
A implicação da família no uso abusivo de drogas
(SCHENKER; MINAYO, 2003)
A implicação da família no uso abusivo de drogas
Uso de drogas psicoativas pelos adolescentes estão
associadas a: baixa auto estima, sintomas depressivos, eventos
estressantes, baixa coesão familiar, ligação com amigos que
consomem drogas.
Ameaça a saúde publica: perda de emprego, rupturas
familiares, instabilidade financeira, abuso físico e psicológico.
Comunidade: vítimas de crimes e acidentes, altos custos de
encarceramento (substancias ilegais) e tratamento.
(SCHENKER; MINAYO, 2003)
A implicação da família no uso abusivo de drogas
Vínculos e ajustes saudáveis com a família e com a
escola previnem a associação do jovem com as “más
companhias”.
Para sair dessa situação deve-se atingir a família e
trabalhar os vínculos entre seus membros.
Problemas de vinculação familiar advêm de lares
onde faltam habilidade para criação dos filhos
(autoritarismo, com autoridade e permissivo).
(SCHENKER; MINAYO, 2003)
A implicação da família no uso abusivo de drogas
Autoritarismo: autocráticos, exigentes, pouco
responsivos, o adolescente mostra-se obediente as
regras, porém com baixa auto-confiança.
Com autoridade: cordialidade e vigilância,
reciprocidade, correlacionando-se de forma positiva.
Permissivo: indulgentes ou negligentes.
A transição positiva para a adolescência se faz através
da negociação de mudanças nas relações entre pais e
filhos, em busca da autonomia.
(SCHENKER; MINAYO, 2003)
Terapia de família
Intervenções que
envolvem a família
 Conexão entre as
relações familiares e a
formação, uso continuo
do abuso as drogas.
 Envolvem a família em
diferentes formas de
auxilio ou de provisão
de informação.
A implicação da família no uso abusivo de drogas
(SCHENKER; MINAYO, 2003)
A família é co-
responsável pela
formação dos
indivíduos e está
diretamente
implicada no
desenvolvimento
saudável ou
adoecimento de
seus membros.
(SCHENKER; MINAYO, 2003)
Referências
 BASTOS, F. I.; REIS, N. B. Epidemiologia do uso de drogas no Brasil. Brasil.
Ministério da Justiça. Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas. Prevenção dos
problemas relacionados ao uso de drogas : capacitação para conselheiros e
lideranças comunitárias. 6a ed. Brasília: SENAD-MJ/NUTE-UFSC, 2014, p. 107-121.
 BRASIL. Ministério da Saúde. A Política do Ministério da Saúde para atenção
integral a usuários de álcool e outras drogas. Brasília: Ministério da Saúde, 2003.
 CRUZ, M. S. O cuidado ao usuário de drogas na perspectiva da atenção psicossocial.
Brasil. Ministério da Justiça. Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas.
Prevenção dos problemas relacionados ao uso de drogas : capacitação para
conselheiros e lideranças comunitárias. 6a ed. Brasília: SENAD-MJ/NUTE-UFSC,
2014, p. 171-193.
 GALDURÓZ, J.C.F. Epidemiologia do uso de substâncias psicotrópicas no Brasil:
dados recentes. In: BRASIL. Ministério da Justiça. Secretaria Nacional de Políticas
sobre Drogas. Prevenção ao uso indevido de drogas: Capacitação para Conselheiros
e Lideranças Comunitárias. 4. ed. Brasília: SENAD-MJ, 2011, p. 55-72.
 SCHENKER, M.; MINAYO, M. C. S. A implicação da família no uso abusivo de
drogas: uma revisão crítica. Ciênc. saúde coletiva vol.8 no.1 Rio de Janeiro 2003.

A fam -lia e o usu--rio de drogas2 (2)

  • 1.
    Andréa Noeremberg Guimarães MartaKolhs Simone Vizini A FAMÍLIA E O USUÁRIO DE DROGAS UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENFERMAGEM PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM DISCIPLINA “ENFERMAGEM EM SAÚDE MENTAL E CUIDADO À FAMÍLIA”
  • 2.
    Marco teórico-político e Panorama nacionaldo uso de álcool e outras drogas A Política do Ministério da Saúde para a Atenção Integral a usuários de álcool e outras drogas
  • 3.
  • 4.
    Redução de danos Tratamento Nãoexigência da abstinência Não exclui Objetivo, metas intermediárias e procedimentos discutidos com o usuário Motivação e engajamento Evolução flutuante Com vínculo e engajamento mudanças se tornam mais consistentes Avanços: evitar colocar-se em risco, melhorar relação familiar e recuperar a atividade profissional. Avaliação do resultado Sucesso não é avaliado só por parar ou não o uso. Relacionamento familiar e no trabalho/escola, condições clínicas e psíquicas, relações com a lei. (CRUZ, 2014)
  • 5.
    Estratégias de reduçãode danos AIDS entre maiores de 13 anos, com categoria de exposição o uso de drogas injetáveis 1993: 4.092 (29,5%) 2013: 225 (5%) Danos e riscos de contágio com os vírus da hepatite B e C Frequência do uso injetável e o compartilhamento de seringas Uso de preservativos (CRUZ, 2014)
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
  • 11.
  • 12.
  • 13.
  • 14.
    Relatório Brasileiro sobredrogas (2009) Substâncias psicoativas - 1,2% de internações pelo SUS Em 2007 - 138.585 internações por transtorno mental e comportamental causado pelo uso de drogas - 69% pelo álcool. (BASTOS; REIS, 2014)
  • 15.
    • Acidentes • Violência •Homicídios, assaltos, violência doméstica Causas externas de morbidade e mortalidade Gastos (BRASIL, 2003)
  • 16.
    Uso drogas e inícioda vida sexual
  • 17.
    Estudos apontam... Redução da idadede início da vida sexual (13 anos) Aumento da gravidez na adolescência Coincide com início precoce do uso de bebidas alcoólicas (BRASIL, 2003)
  • 18.
    Meninos e meninas de ruae o consumo de drogas
  • 19.
    27 capitais 1/3 -uso diário do tabaco 16% - consumo diário de solventes 11% - consumo diário de maconha 76% - experimentaram álcool 3% - consumo diário de álcool Maior parte iniciou o consumo de álcool antes de se encontrar em situação de rua 40% - não frequentavam a escola Pesquisa sobre o consumo de drogas entre a população jovem em situação de rua (2003) (BASTOS; REIS; 2014; BRASIL, 2003)
  • 20.
    (BRASIL, 2003) 20% dospacientes tratados na rede primária bebem em um nível considerado de alto risco Foco da atenção voltado para as doenças clínicas decorrentes da dependência - que ocorrem tardiamente Período médio entre o primeiro problema decorrente do uso de álcool e a primeira intervenção voltada para este problema é de 05 anos; a demora para iniciar o tratamento e a sua inadequação pioram o prognóstico Crença errônea de que os pacientes raramente se recuperam Não-compreensão da resistência apresentada pelos pacientes provoca nos profissionais respostas pouco acolhedoras Profissionais de saúde que não possuem qualquer responsabilidade sobre o diagnostico e tratamento da dependência, em uma evidente demonstração de estigma, exclusão e preconceito. Desafios
  • 21.
    DIRETRIZES PARA UMAPOLÍTICA DE ATENÇÃO INTEGRAL AOS USUARIOS DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS A Política do Ministério da Saúde para a Atenção Integral a usuários de álcool e outras drogas
  • 22.
    . As diretrizes paraatenção pautam-se em estratégias que visam ao fortalecimento da rede de atenção aos usuários, com ênfase na reabilitação e reinserção social, centrada na atenção comunitária e na perspectiva de redução de danos Busca-se ampliação dos olhares acerca do uso abusivo de álcool e outras drogas, com vistas à superação da maneira reducionista de ver os usuários, muitas vezes, restringidos ao campo da marginalização e criminalidade.
  • 23.
    INTERSETORIALIDADES Articulações entre asociedade civil, movimentos sindicais, associações/organizações comunitárias e universidades
  • 24.
    Necessita-se fortalecer políticaspúblicas com ações ampliadas e intersetoriais, que produzam diálogos sobre os desejos e projetos de vida dessas pessoas, a fim de produzir uma lógica nova na gestão do cuidado e proporcionar mecanismos de interlocução éticos, resolutivos, responsabilizando-se pelas demandas do território. ( SILVA, SANTOS 2012)
  • 25.
    ATENÇÃO INTEGRAL Prevenção -Fatores de risco e de proteção podem ser identificados em todos os domínios da vida: - nos próprios indivíduos; - em suas famílias, em seus pares; - em suas escolas e nas comunidades; - em qualquer outro nível de convivência sócio-ambiental. Prom. e Prot. à saúde de cons. de álcool e outras drogas - A atenção integral compreende o desenvolvimento contínuo de fatores de proteção, individuais e coletivos na trajetória de vida das pessoas, prevendo a maximização da saúde nos 3 níveis de atenção. Uma visão de saúde que a conceba de forma integral, equânime e justa - mudanças do paradigma de “doentes” para novos cidadãos merecedores de direitos e exercício da cidadania Redução de Danos
  • 26.
    Atenção Integral aUsuários de Álcool e outras Drogas traz recomendações básicas para ações na área de saúde mental: 1. Promover assistência em nível de cuidados primários; 2. Disponibilizar medicamentos de uso essencial em saúde mental; 3. Promover cuidados comunitários; 4. Educar a população; 5. Envolver comunidades, famílias e usuários; 6. Estabelecer políticas, programas e legislação específicos; 7. Desenvolver recursos humanos; 8. Atuar de forma integrada com outros setores; 9. Monitorar a saúde mental da comunidade; 10. Apoiar pesquisas científicas. Relatorio OMS - Saude Mental (OMS 2001)
  • 27.
    Modelos de Atenção- CAPS e Redes Assistenciais
  • 28.
    - - ANVISA -órgão federal de regulação no SUS, instituído para ser conseqüente com a missão do poder público a ele atribuído, - “de proteger e promover a saúde do conjunto da população brasileira, garantindo a segurança sanitária de produtos e de serviços”, conforme está explicitado na Lei 8080/90. - Resolução Nº 101/2001, estabeleceu o Regulamento Técnico para o Funcionamento de Serviços de Atenção a Pessoas com Problemas Decorrentes do Uso ou Abuso de Substâncias Psicoativas, Segundo Modelo Psicossocial, exemplo as “ Comunidades Terapêuticas”; - Controle das drogas lícitas utilizadas em medicina, compreendendo a sua fabricação, distribuição, prescrição e venda. Controle de Entorpecentes e Substâncias que Produzem Dependência Física ou Psíquica, e de Precursores – Padronização de Serviços de Atenção à Dependência Química
  • 29.
    A política doMS Atenção Integral à Saúde de Usuários de Álcool e Outras Drogas - As linhas gerais do modelo de atenção à saúde estão pautadas : 1) acolhimento: ações cotidianas na chegada à unidade de saúde, encaminhamentos e estabelecimento de vínculos; 2) intersetorialidade: ações capilarizadas, articuladas com a sociedade civil e a comunidade; 3) diminuição do preconceito: ações que visem à diminuição do preconceito relacionado ao uso de álcool e outras drogas; 4) mudança de percepção sobre os usuários: percepções sobre a necessidade de passagem da concepção do usuário de drogas como doente para cidadão, merecedor de direitos; 5) reintegração social: ações de reinserção social, utilizando recursos intersetoriais como esporte cultura e lazer; 6) cuidados aos familiares: atenção prestada aos familiares e outros acompanhantes de usuários em atendimento ou não; 7) objetivo do tratamento: projetos terapêuticos, finalidades do tratamento, expectativas sobre altas. BRASIL 2003
  • 30.
    ... a políticade atenção a álcool e outras drogas prevê a constituição de uma rede que articule os CAPSad e os leitos para internação em hospitais gerais (para desintoxicação e outros tratamentos). Estes serviços devem trabalhar com a lógica da redução de danos como eixo central ao atendimento aos usuários/dependentes de álcool e outras drogas, pautado na realidade de cada caso, o que não quer dizer abstinência para todos os casos. ( BRASIL 2013)
  • 31.
    A implicação dafamília no uso abusivo de drogas • Instituição privada, passível de vários tipos de arranjo, tendo a função de socialização primaria das crianças e adolescentes. Família • Período do ciclo vital em que a curiosidade por experiências novas a troca e influência do grupo de amigos são fundamentais. Adolescência (SCHENKER; MINAYO, 2003)
  • 32.
    A implicação dafamília no uso abusivo de drogas Uso de drogas: fonte de socialização, linguagem do adolescer. Para compreender o adolescente é necessário inseri-lo no contexto familiar e sociocultural. A família integrada a cultura é que fornece as bases para o seu desenvolvimento. (SCHENKER; MINAYO, 2003)
  • 33.
  • 34.
    A implicação dafamília no uso abusivo de drogas Lugar privilegiado da socialização primaria; Asseguramento de comportamentos normalizados pelo afeto e cultura. Fundamental no tratamento do uso abusivo de drogas. É um dos elos mais fortes, as abordagens terapêuticas são baseadas na família. É o canal através do qual influências fundamentais se fazem notar pelo adolescente. (SCHENKER; MINAYO, 2003)
  • 35.
    Dependentes Dependência uma patologia crônica Comportamentos dos drogadictos movidos pelo desejo compulsivo de utilizar uma substancia psicoativa, procura que invade toda sua existência.  Nega a importância de sua dependência,  Recusa-se a admitir a gravidade da situação,  Recorre tardiamente aos cuidados especializados. A implicação da família no uso abusivo de drogas (SCHENKER; MINAYO, 2003)
  • 36.
    A implicação dafamília no uso abusivo de drogas Uso de drogas psicoativas pelos adolescentes estão associadas a: baixa auto estima, sintomas depressivos, eventos estressantes, baixa coesão familiar, ligação com amigos que consomem drogas. Ameaça a saúde publica: perda de emprego, rupturas familiares, instabilidade financeira, abuso físico e psicológico. Comunidade: vítimas de crimes e acidentes, altos custos de encarceramento (substancias ilegais) e tratamento. (SCHENKER; MINAYO, 2003)
  • 37.
    A implicação dafamília no uso abusivo de drogas Vínculos e ajustes saudáveis com a família e com a escola previnem a associação do jovem com as “más companhias”. Para sair dessa situação deve-se atingir a família e trabalhar os vínculos entre seus membros. Problemas de vinculação familiar advêm de lares onde faltam habilidade para criação dos filhos (autoritarismo, com autoridade e permissivo). (SCHENKER; MINAYO, 2003)
  • 38.
    A implicação dafamília no uso abusivo de drogas Autoritarismo: autocráticos, exigentes, pouco responsivos, o adolescente mostra-se obediente as regras, porém com baixa auto-confiança. Com autoridade: cordialidade e vigilância, reciprocidade, correlacionando-se de forma positiva. Permissivo: indulgentes ou negligentes. A transição positiva para a adolescência se faz através da negociação de mudanças nas relações entre pais e filhos, em busca da autonomia. (SCHENKER; MINAYO, 2003)
  • 39.
    Terapia de família Intervençõesque envolvem a família  Conexão entre as relações familiares e a formação, uso continuo do abuso as drogas.  Envolvem a família em diferentes formas de auxilio ou de provisão de informação. A implicação da família no uso abusivo de drogas (SCHENKER; MINAYO, 2003)
  • 40.
    A família éco- responsável pela formação dos indivíduos e está diretamente implicada no desenvolvimento saudável ou adoecimento de seus membros. (SCHENKER; MINAYO, 2003)
  • 42.
    Referências  BASTOS, F.I.; REIS, N. B. Epidemiologia do uso de drogas no Brasil. Brasil. Ministério da Justiça. Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas. Prevenção dos problemas relacionados ao uso de drogas : capacitação para conselheiros e lideranças comunitárias. 6a ed. Brasília: SENAD-MJ/NUTE-UFSC, 2014, p. 107-121.  BRASIL. Ministério da Saúde. A Política do Ministério da Saúde para atenção integral a usuários de álcool e outras drogas. Brasília: Ministério da Saúde, 2003.  CRUZ, M. S. O cuidado ao usuário de drogas na perspectiva da atenção psicossocial. Brasil. Ministério da Justiça. Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas. Prevenção dos problemas relacionados ao uso de drogas : capacitação para conselheiros e lideranças comunitárias. 6a ed. Brasília: SENAD-MJ/NUTE-UFSC, 2014, p. 171-193.  GALDURÓZ, J.C.F. Epidemiologia do uso de substâncias psicotrópicas no Brasil: dados recentes. In: BRASIL. Ministério da Justiça. Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas. Prevenção ao uso indevido de drogas: Capacitação para Conselheiros e Lideranças Comunitárias. 4. ed. Brasília: SENAD-MJ, 2011, p. 55-72.
  • 43.
     SCHENKER, M.;MINAYO, M. C. S. A implicação da família no uso abusivo de drogas: uma revisão crítica. Ciênc. saúde coletiva vol.8 no.1 Rio de Janeiro 2003.