CONVERSA AFIADA
www.franqueando.wordpress.com
CONEXÕES DE CONHECIMENTO
Caro Leitor,

Escrevo esta apresentação com a contagem regressiva para o final do ano e
parando para pensar quando comecei a fazer a primeira entrevista para o
blog, eu idealizava trocar no mínimo algumas experiências de quem
entende para quem quer entender cada vez mais sobre o mundo do
franchising.

Acompanhando a evolução do setor e o crescimento dos números muito
acima do crescimento do PIB nos últimos anos , não tem como não brilhar
os olhos, e ler atentamente a cada entrevista com o pensamento de posso
fazer mais.

Agradeço a todos os entrevistados que investiu o seu tempo em
compartilhar seus conhecimentos para que você agora possa enriquecer
ainda mais o seu conhecimento com todas as entrevistas em um único
material.

Aproveite a leitura e que venha 2013!

Rafael Rocha
Idealizador do blog: franqueando.wordpress.com
A SUSTENTABILIDADE COMO MODELO DE GESTÃO
                                             Para falar sobre o tema, conversamos com Claudio Tieghi, diretor presidente
                                             da AFRAS e também colunista da revista Pequenas Empresas Grandes
                                             Negócios que fala na entrevista abaixo um pouco sobre as dificuldades das
                                             marcas e também sobre a atenção que cada empresa deve manter no
                                             desenvolvimento dos projetos sustentáveis:


                                             A responsabilidade social no franchising é algo que deve estar
                                             no planejamento estratégico das franqueadora?

                                             Sim! A responsabilidade social das empresas deve ser totalmente
                                             inserida no modelo de gestão. Há alguns anos era comum as empresas
                                             desenvolverem ações sociais ou ambientais de forma esporádica, muitas
                                             delas por iniciativa de seus proprietários ou acionistas, baseadas em seus
                                             anseios os valores pessoais. Com o advento do filme “ Uma verdade
                                             Inconveniente”, produzido em 2006 pelo então ex-presidente dos EUA
                                             que trouxe à tona a problemática do aquecimento global, temos visto o
                                             tema evoluir de forma mais expressiva mas empresas através do
O franchising brasileiro vem se              entendimento que uma gestão sustentável envolve toda a cadeia de
fortalecendo nos últimos anos com um         relacionamento das empresas. Além dos clientes e a comunidade, as
                                             empresas devem adotar práticas junto a seus colaboradores, meio
crescimento na casa dos dois dígitos e       ambiente, governo, fornecedores, acionistas entre outros. O nascimento
essa realidade deve ser percebida            da AFRAS – Associação Franquia Sustentável, braço de responsabilidade
também em novas áreas de atuações que        social da ABF, ocorrido em 2005 foi um marco para o segmento. Desde
vem desenvolvidas no setor, como por         então temos visto a evolução das franqueadoras brasileiras nesse
exemplo a AFRAS (Associação Franquias        quesito. Para se ter uma noção mais exata, em 2008 em parceria com o
Solidárias) que trabalha em conjunto com     Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social criamos os
a ABF (Associação Brasileira de Franquias)   Indicadores Ethos-ABF-AFRAS que contribuem para a realização de
com o desafio de vencer a cada dia os        um auto diagnóstico para as empresas e ainda oferecem pistas para
                                             tomadas de decisões que equilibrem os aspectos econômicos, sociais e
desafios de atuar com responsabilidade       ambientais no negócios.
social no franchising.
Empresas que nunca tiveram trabalhos envolvidos no franchising, como podem começar a desenvolver
um projeto?

Como falamos de um modelo de gestão para a sustentabilidade, considero fundamental o uso dos indicadores
citados na questão anterior. Eles estão disponíveis no site da AFRAS e do Instituto Ethos. Possuem uma
linguagem própria para o franchising e trazem questões pertinentes a todos os ramos de atuação, produtos ou
serviços. Foram desenvolvidos em parceria com mais de 13 franqueadoras, fornecedores, parceiros,
representantes da sociedade civil e consultores especializados. O uso dos indicadores é 100% gratuito e aberto
para todas as empresas associadas à ABF.

Franqueadoras que pensam em sustentabilidade e/ou responsabilidade social simplesmente como
marketing e publicidade estão desperdiçando tempo e recursos sem construir nada?

Acredito que projetos bem feitos sempre trazem resultados. De toda forma, fico muito preocupado quando vejo
empresários e executivos reduzindo essa esse tema tão importante à práticas assistencialistas muitas vezes
desconectadas do negócio e, portanto, distantes da missão e valores das empresas. Não há nada de errado em
divulgar as ações que as empresas realizam, porém, elas devem estar conectadas ao negócio e inseridas no
modelo de gestão. Resumindo: devem apresentar resultados efetivos para as partes interessadas. Quando isso
acontece, a comunicação fica mais fácil e transparente. Temos que agregar valor às marcas e as práticas
sustentáveis contribuem muito. Claro que não estou dizendo que precisamos ser perfeitos em tudo, mas temos
que ser éticos e transparentes – quesitos básicos do conceito de responsabilidade social empresarial.
Para marcas que já tem áreas especificas pensando na responsabilidade social, o que elas
devem pensar para os próximos 10 anos?

Não haverá futuro para os negócios insustentáveis. Por outro lado, não há empresas 100% sustentáveis. O estilo de vida
contemporâneo e a produção de produtos e serviços deixam pegadas ecológicas que exigem processos compensatórios.
O desenvolvimento de uma gestão baseada em valores mais perenes será cada vez mais a chave do sucesso. As
empresas precisam refletir constantemente sobre qual o real motivo de existirem. Se a resposta for somente: gerar
lucro… atenção! A sustentabilidade é dinâmica, exige renovação e inovação. Com uma boa dose de tecnologia, formação
e valorização do capital humano teremos empresas preparadas para o futuro. Tive a oportunidade de conceituar uma
novo momento no franchising brasileiro, o qual denominei, Franchising de Sexta Geração que, entre diversos aspectos,
destaca a necessidade de revisarmos a missão, visão e valores das empresas à luz de uma nova realidade social,
econômica e ambiental. Nunca tivemos 7 bilhões de pessoas no mundo, além disso esbarramos constantemente em
limites naturais. Precisamos contar com empreendimentos que reduzam seus impactos ambientais e incluam cada vez
mais aqueles que estão à margem da sociedade. O desafio é grande, mas o resultado é e sempre será compensador.
FINANÇAS PARA FRANQUEADOS
                                                   Victor, a área de FINANÇAS é uma das mais
Continuando com a                                  importantes na hora de investir em um negócio
projeto de entrevistas
com profissionais do                               sendo ou não uma franquia. Por isso, o que os
franchising, o blog                                investidores devem se atentar na análise do
Franqueando                                        PLANO DE NEGÓCIO?
aproveitou           o
momento de euforia
do setor de franquias                              Oi Rafael, primeiramente, agradeço o convite e o parabenizo pelo
para falar sobre um                                trabalho que desenvolve no Blog. Gosto muito e sou um leitor
assunto que costuma                                frequente!
tirar o sono de
muitos franqueados:                                Bom, o empreendedor, antes mesmo de decidir investir em
Finanças.                                          qualquer negócio, necessariamente precisa elaborar o seu próprio
                                                   plano de negócios. Uma franquia, que é uma operação formatada,
Continuando com a projeto de entrevistas com       não dispensa esse planejamento, ao contrário. Além da questão
profissionais do franchising, o blog Franqueando   financeira, que envolve estimar custos, preço, margem, lucro,
aproveitou o momento de euforia do setor de        rentabilidade, prazo de retorno e etc, existe a questão estratégica,
franquias para falar sobre um assunto que          a pesquisa de mercado, do publico em potencial, da concorrência,
costuma tirar o sono de muitos franqueados:        dados de desempenho do segmento e assim por diante. Um
Finanças. Finanças é algo que muitos               grande – e importante – fator é ter afinado ao que se propõe a
                                                   fazer. Tente imaginar uma pessoa que não goste de animais
franqueados se preocupam na hora de investir e     gerindo um pet shop, ou ainda, alguém ligado ao mundo da moda
construir o plano de negócio, mas com o tempo é    investindo no ramo automotivo. Ambos os exemplos podem ter
quase que esquecido na operação de um              cases de sucesso, talvez pela habilidade de gestão desse
negócio.                                           empreendedor, mas certamente a chance de êxito quando há
Para falarmos sobre esse assunto conversamos       afinidade é muito maior.
com Victor
Pois bem, com o plano de negócios de uma franqueadora em mãos, é fundamental atentar para a coerência das
informações, principalmente no que tange ao valor investido x prazo de retorno, assim como, para as projeções de
evolução dessa loja, para o capital de giro exigido para manter a operação durante os primeiros meses, quais os
pagamentos periódicos para a franqueadora e, naturalmente, qual a capacidade que essa empresa terá de gerar lucro.
Ainda assim, para a obtenção de mais lastro para a escolha de uma franquia, solicite a indicação de alguns franqueados
de unidades em operação que tenham alcançado o desempenho traçado no plano de negócios. Avaliar quais foram os
méritos e dificuldades de outros franqueados será um interessante norteador para o investidor.

É muito comum qualquer administrador enxergar a área de finanças resumidamente como contas a
pagar/receber, sendo que muito do próprio planejamento estratégico está ligado a saúde financeira da
unidade, quais outros pontos a se atentar?

Rafael, infelizmente, é muito comum. Temos hoje um enorme “analfabetismo financeiro” nas pessoas físicas, que são os
empreendedores de micro e pequenas empresas; se é difícil organizar e planejar a vida de uma pessoa, da mesma
maneira é em uma empresa.
No cotidiano os administradores acabam apenas registrando pagamento e recebimento, quando o fazem. É um desafio
para as franqueadoras conscientizar e capacitar seus franqueados em áreas em que ele não tenha habilidades, entre
elas, a área financeira. Essa capacitação pode ser através de treinamentos, convenções, whokshops e do suporte da
consultoria de campo, que deve levar know how e competência profissional para auxiliar e orientar esses franqueados.
Desta forma, o franqueado compreende que ter segurança financeira – capital de giro – para “bancar” o negócio
enquanto ele estiver engatinhando, contribui para um crescimento sustentável. Ter capacidade de pagamento oferece a
ele mais poder de negociação e subsídios para tomadas de decisões mais fundamentadas, principalmente diante de
situações adversas.
Todo empresário, independente do tamanho, precisa ter um fluxo de caixa, com previsões confiáveis para no mínimo
dois meses, bem como, com os registros das movimentações diárias/realizadas. Essencial medir e acompanhar um
conjunto mínimo de indicadores de desempenho (faturamento, volume de itens vendidos, ticket médio, lucratividade,
gastos/faturamento, taxa de conversão, por exemplo) e ter um DRE, que mostrará o resultado operacional em um
determinado período. Resumindo, empresários que utilizam essas ferramentas e sabem administrar suas finanças terão
negócios mais lucrativos.
Quais as principais erros que podem levar o caos financeiro de uma unidade franqueada?

O mandamento sagrado em finanças é: Não gastar mais do que gera de receitas. Além disso, é importante que em
hipótese alguma o franqueado misture as contas pessoais com as contas da empresa. Isso é muito comum e distorce
totalmente a análise do desempenho da franquia. Para evitar isso o franqueado deve estabelecer um pró-labore e essa
retirada deve ser adequada à realidade financeira da empresa, inclusive, eis outro erro muito comum, que é o
franqueado ter uma retirada muito além do que a empresa pode pagar, onerando o caixa da unidade.
Dividas que acarretam juros, inadimplência alta, descontos frequentes nas vendas, gastos descontrolados, saber
distinguir o que se “quer” do que se “pode”, falta de gerenciamento de estoques, de capital de giro e de planejamento
são erros determinantes que podem levar ao caos.

Um                         dica                        para                        evitar                        isso?
Rafael, eu costumo brincar que a “Gestão Estratégica DEIXO A VIDA ME LEVAR” só deu certo uma vez: Com o Zeca
Pagodinho, que gravou a música e fez muito sucesso (e dinheiro) com ela. Brincadeiras a parte, é possível resumir a dica
em três passos:

Conhecimento – Como falamos anteriormente, nem todo empresário possuí conhecimento para lidar com dinheiro.
Sugiro, portanto, buscar capacitação em cursos e escolas de negócios, contratar profissionais que possuam esse
conhecimento, assim como, contar com auxilio dos consultores de campo e/ou de consultorias do mercado.
Planejamento – Planejar as finanças permite construir uma estrada que será seguida nos próximos meses. Inicia-se na
previsão das vendas em período, dos custos variáveis que elas resultam, das despesas administrativas, financeiras de
marketing e outras, das provisões necessárias para reformas, treinamentos, expansão, 13º salário e, claro, do ponto de
equilíbrio ou lucro desejado. Trata-se do planejamento orçamentário, que resultará em um fluxo de caixa e em um DRE
previsto e com isso, o empresário terá condições de “ver o futuro”.
Disciplina – Ter conhecimento, desenvolver o planejamento e não ter disciplina para colocar em prática, não será
suficiente. Isto demandará envolvimento e dedicação por parte do Gestor para fazer acontecer o que foi planejado,
utilizando adequadamente as ferramentas citadas nas questões anteriores.
AS   OPORTUNIDADES                    DO                SETOR
IMOBILIÁRIO  A série de entrevistas CONVERSA AFIADA tem sido um projeto
             muito interessante para o blog e temos recebidos diversos
             contatos solicitando cada vez mais temas específicos que
             envolvam o universo do franchising.

             A conversa de hoje tem o setor imobiliário como foco e
             aconteceu com Guilherme Carnicelli, que é formado em
             publicidade e propaganda pela Fundação Armando Álvares
             Penteado (FAAP) com especialização em Marqueting e vendas
             pela ESPM/SP e Gestão Estratégica na Universidade de São
             Paulo (USP). Trabalhou como consultor para diversas empresas
             nacionais e internacionais do setor de franchising e hoje é
             responsável pela expansão no Brasil da franquia imobiliária
             Coldwell Banker.

             Guilherme, alguns anos o Brasil encontra-se com um mercado
             imobiliário aquecido, fruto de uma economia que vem
             crescendo e a visibilidade do país como um grande player
             mundial já é realidade. E isso se reflete como oportunidades
             para franquias do setor imobiliário.

             Com eventos como Copa do Mundo e as Olimpíadas, é normal
             que tenhamos um crescimento na demanda por negócios e
             também no valor dos imóveis. O jornal Valor Econômico
             apresentou que somente a região de Itaquera em São Paulo
             tem hoje mais de 52 favelas e o valor do imóvel cresceu 40%
             nos últimos tempos. Quais os desafios e os cuidados para
             quem busca investir em regiões com esse cenário?
Você acredita que grandes construtoras podem enxergar o setor de franchising como um
caminho a ser explorado para expansão dos seus negócios assim como empresas do porte de
Ambev e Havaianas fizeram nos últimos anos?

Eu acredito que o setor de franchising pode ser um importante aliado para as grandes construtoras no futuro. O
segmento de franquia imobiliária é algo recente no Brasil, as grandes marcas internacionais aportaram por aqui há
pouco tempo e ainda são pouco representativas no setor. Por outro lado é uma tendência de mercado, em países como
os EUA, 25% das imobiliárias pertencem a uma rede de franquia e mais da metade dos corretores trabalham para
alguma unidade franqueada, ou seja, as redes de franquia concentram a mão de obra e se tornam relevantes no
mercado. O produto de uma construtora é o imóvel e quem faz a venda desse produto é a imobiliária, por isso acredito
que o crescimento das redes de franquia imobiliária possam ajudar as construtoras a oferecer seus produtos através de
uma mão de obra mais qualificada, treinada e dentro de um padrão onde exista controle de operação.


 Nós na Coldwell Banker, por exemplo,
 acreditamos muito na capilaridade que uma
 rede de franquia possui como forma de
 represar possíveis interessados para um
 determinado tipo de imóvel e essa sinergia
 é fundamental para o sucesso de um
 empreendimento.
Quais dicas você daria para quem vai investir no setor imobiliário e também uma para quem
busca um novo imóvel / ponto comercial?

Essa pergunta é interessante, quando falamos em investir no mercado imobiliário posso dizer que
existem duas maneiras hoje, você pode ser um simples espectador ou se tornar um ator e vou te explicar
por que. A primeira delas, e mais usual, é comprar um imóvel e aproveitar hoje o bom momento que o
mercado vive apostando na valorização desse patrimônio, minha principal e única dica pra isso é que
você procure um profissional especializado, um bom corretor de imóveis, porque só ele, com o
conhecimento profissional, pode indicar as boas oportunidades, um investimento feito na base do
achismo pode ser a ruína do seu capital, nesse caso você investe como um espectador. A segunda delas,
e muito lucrativa também, é que com a chegada das redes de franquia imobiliárias é possível investir no
mercado imobiliário fazendo parte dele, ou seja, um ator. O que isso quer dizer? Através de uma
franquia, alguém com um capital na maioria das vezes menor do que o valor do imóvel pode se tornar
um franqueado e participar do boom que estamos vivendo trabalhando e fazendo parte desse mercado.
A expectativa de crescimento desse mercado é muito grande, isso dito por grandes especialistas e
economistas de nome em nosso País, então poder entrar nesse negócio contando com um suporte de
uma empresa de franquia é uma grande oportunidade.

Sobre os pontos comerciais, esse hoje é um gargalo no crescimento do varejo e do franchising brasileiro,
por conta da valorização dos imóveis os preços se tornaram inviáveis e muitas vezes impedem a
instalação de determinado tipo de produtos ou serviços. Para isso, é preciso uma busca com inteligência
imobiliária, nem sempre os locais mais óbvios são as melhores opções para a viabilidade comercial de
um novo negócio. Dentro da Coldwell Banker nós possuímos uma divisão de negócios, chamada
Coldwell Banker Commercial, que trabalha através de dados estatísticos e pesquisa a busca de pontos
comerciais em diversas regiões do País, nossa ideia com essa divisão de negócios é poder, a partir do
próximo ano, oferecer esse serviço inclusive para outras redes de franquia dos mais diferentes setores.
OPERAÇÃO - A DISCIPLINA PARA ATINGIR
                                                 Para falar conosco hoje sobre operação, o blog FRANQUEANDO
RESULTADOS                                       foi buscar algumas respostas com Arlan Roque, gestor em
                                                 franquias, escritor de alguns principais canais especializados e
                                                 que escreve quinzenalmente para esse blog:

                                                 Os melhores investimentos estão em shoppings ou em lojas
                                                 de rua? E o que você destacaria como principal ponto forte e
                                                 ponto fraco de cada operação?
                                                 Esta questão inclusive, foi tema de uma pergunta de uma pessoa
                                                 em um workshop sobre franquias que estive recentemente. A
                                                 resposta é clássica: depende. Temos em centros comerciais de rua
                                                 atualmente, uma atividade econômica fortemente desenvolvida,
                                                 seja em capitais e cidades pólo ou mesmo em cidades menores.
                                                 Nos últimos anos, os shopping tem investido em cidades de médio
                                                 porte e até cidades com população orbitando em aproximadamente
                                                 100 mil habitantes, então não considero adequado classificar que o
                                                 investimento seja melhor em shopping ou rua, pois dependerá do
                                                 segmento, das características do ponto comercial almejado, e
                                                 considero principalmente, do perfil de quem irá operar o negócio.
O mercado de franquias veem amadurecendo         Os shoppings oferecem mídia institucional, segurança aos clientes e
nos últimos anos e prova disso é o crescimento   lojistas e o potencial dos finais de semana, no entanto, em novos
das redes franqueadoras e os números             empreendimentos o lojista precisa de fôlego financeiro até o
                                                 amadurecimento do shopping. Os custos de ocupação muitas vezes
apresentados em cada setor. Mas tão              são maiores. Em lojas de rua, o lojista tem maior independência,
importante quanto à expansão dos negócios é      pois deixa de estar sujeito as normas dos shoppings e pode ter
a solidez que cada marca trará para os seus      maior visibilidade de sua marca, no entanto, não conta com as
franqueados. Solidez nesse caso é sinônimo de    vantagens oferecidas pelo shopping, mencionadas anteriormente.
uma boa operação e para falar sobre operação,    Reitero que é fundamental o operador identificar-se com a
                                                 operação de rua ou shopping pela carga horária e regulamentação.
temos que prestar a atenção na junção da
dedicação do franqueado e do franqueador
para um trabalho saudável na operação.
É importante o candidato fazer perguntas chaves antes de investir, como por exemplo: sobre o plano de
negócio, se há sazonalidade no mercado a investir, investimento inicial e treinamentos. Mas e depois da
inauguração? Quais os principais pontos que todo investidor deve ficar atento antes de assinar o contrato?

Creio que o público que analisa franquias tem amadurecido no sentido de pesquisar o negócio que irá tornar-se
parceiro, mas é verdade que precisa também tentar entender como será pós assinatura do contrato e neste
aspecto, considero relevante compreender o suporte que a franqueadora oferecer através de sua consultoria de
campo e qual o foco de trabalho desta consultoria; a existência de programa de excelência na rede; como
funciona o abastecimento da rede; quais suas responsabilidades em uma eventual rescisão contratual ou
repasse do negócio; planos de marketing da franqueadora; existência de conselho de franqueados e
principalmente conversar com no mínimo seis franqueados e pelo menos um ex franqueado que estejam em
momentos diferentes do negócio ou seja, alguns que estejam no negócio há menos de dois anos, outros com
tempo entre dois e quatro anos e por último que está no negócio por mais de quatro anos. Nesta conversa,
também é importante o candidato ter filtro no que ouvir em relação a acontecimentos pontuais e também em
relação a receio de concorrência com a própria rede.

 O franqueado deve ser encantado pelo tamanho da verba de
marketing da rede ou pelo plano de trabalho proposto para no
investimento?

Um volume de recursos mal gerido, torna-se sem efeito, assim, o
ideal é que haja um plano bem estruturado e também,
constância de investimentos, que creio devam ser tanto do
franqueado como do franqueador.
Em porcentagem, qual seria a classificação das responsabilidades divididas entre a marca
franqueadora e o investidor / franqueado?

Esta pergunta é bastante capciosa, pois a tendência é o franqueador creditar maior percentual ao franqueado e
vice-versa, mas prefiro atribuir nesta relação pelo menos 60% ao franqueado na busca de transmitir o conceito
que o negócio na ponta, junto ao consumidor final do produto ou serviço está na mão dele. O franqueador tem
a responsabilidade de pensar estratégias a longo prazo, produzir um produto ou serviço competitivo e capacitar
a rede, mas não consegue fazer o sorriso acontecer para o consumidor final.
O SENHOR DOS ANÉIS
                                              Nas oportunidades que já tive de conversarmos,
                                              ele declarou que depois de 2 anos de preparação
                                              em 2007 ele largou a vida corporativa com todos
                                              os benefícios e o status de executivo para se
                                              dedicar no desenvolvimento de pessoas.

                                              Hoje ele desenvolve e executa workshops,
                                              palestras e programas de capacitação de pessoas
                                              com o objetivo de alinhar indivíduos através de
                                              suas motivações internas e fortalecer o seu
                                              contato com as marcas.


Foi com o título acima que a revista VOCÊ     É assim que ele desenvolveu e desenvolve
S/A chamou Nélio Bilate para falar sobre      trabalhos para empresas como O Boticário,
desenvolvimento de carreiras em 2009. Esse    Mcdonalds, Natura, Vale entre outras.
carioca trabalhou por mais de 20 anos em      O objetivo dessa entrevista é tentar descobrir se
empresas como Chocolates Garoto, Coca-        as redes de franquias podem contribuir com o
                                              desenvolvimento das pessoas através do seu
Cola e Nissan-Renault, essa última chegando
                                              alinhamento de marca muito mais do só com a
ao posto de vice-presidente de marketing e
                                              construção de processos e manuais.
vendas no Brasil.
Nélio, uma característica do franchising são os padrões   Dentro ou não do franchising as empresas tem
por meio da comunicação da marca, da arquitetura,         dificuldades em desenvolver pessoas, reter talentos
pelo atendimento entre outros aspectos. Mas como as       e passar aos seus colaboradores sua real essência.
empresas franqueadoras devem buscam traduzir sua          Em sua opinião, qual o principal erro dentro das
essência organizacional para sua rede de franquias? Só    empresas para isso e qual seria o melhor caminho?
colocar       no        manual         isso      basta?
                                                          O principal erro é não saber da sua essência. Tudo
                                                          começa a partir da abertura para conhecimento,
Claro que não. Os manuais e os padrões ajudam muito,      entendimento e propagação da essência, da missão,
mas não são suficientes. Para uma aderência maior é       da visão e dos valores da empresa. Isso não deve ficar
preciso contar com o treinamento constante da equipe e    apenas num quadro pendurado na parede. Deve
com a presença da equipe de campo do franqueador          permear toda a organização através, principalmente
lado a lado com a equipe do front. Deve-se contar         do comportamento e das atitudes de seus líderes. O
também a comunicação eficaz e simples através de          melhor caminho está no diálogo e no interesse pela
                                                          descoberta e prática da essência.
vídeos e da internet.
                                                          Você acredita que os erros e acertos do mundo
                                                          corporativo hoje são mais reflexos da inercia das
As empresas são feitas por gente e como as franquias      empresas com o despreparo com os novos
hoje no Brasil podem começar a pensar em desenvolver      profissionais ou a um avanço, uma expectativa talvez
as pessoas nos mais diferentes níveis, pensando em        maior dos novos profissionais com relação às
toda a sua extensão geográfica (abrangência e             empresas?

dimensão       do     território     brasileiro)?         As duas coisas se encontraram. De um lado
                                                          profissionais mais interessados e mais preparados. De
                                                          outro lado, empresas se preparando e aprendendo
                                                          com os próprios erros, tendo que mudar seu modelo
Isso é possível através do treinamento à distância e      de gestão, de negócio e de liderança.
também da presença de gente capacitada no campo.
Nada substitui o corpo a corpo, tendo como foco
principal a motivação e o engajamento através das
características e essência da marca/empresa, bem como
através das boas práticas do mercado.
CONHEÇA MAIS
    Para conhecer mais sobre Victor
    Marques     acesse   o    seu  blog:
    http://vmfinancas.blogspot.com


                                              Para conhecer melhor Arlan Roque
                                              acesse       seus      artigos      em
                                              http://guiadofranchising.flegoo.com/au
     Acesse             o              site   tor/arlan-roque/
     http://www.nbheart.com.br            e
     conheça melhor os seus trabalhos.



    Para conhecer melhor os trabalhos e a
    atuação     da    AFRAS     (Associação
    Franquias Solidárias) www.afras.com.br
    e para ler as colunas sobre
    responsabilidade social de Claudio        Para conhecer melhor Guilherme
    Tieghi acesse o site da revista Grandes   Carnicelli                       acesse
    Empresas        Grandes        Negócios   http://gdcarnicelli.wordpress.com/
    revistapegn.globo.com.
ATUALIZE-SE
Abaixo alguns dos principais sites e portais com noticias e informações no Brasil:


• http://www.suafranquia.com/

• http://guiadofranchising.flegoo.com/

• http://www.portaldofranchising.com.br

• http://empreendedor.com.br/

• http://exame.abril.com.br/topicos/franquias
www.franqueando.wordpress.com

Conversa afiada

  • 1.
  • 2.
    CONEXÕES DE CONHECIMENTO CaroLeitor, Escrevo esta apresentação com a contagem regressiva para o final do ano e parando para pensar quando comecei a fazer a primeira entrevista para o blog, eu idealizava trocar no mínimo algumas experiências de quem entende para quem quer entender cada vez mais sobre o mundo do franchising. Acompanhando a evolução do setor e o crescimento dos números muito acima do crescimento do PIB nos últimos anos , não tem como não brilhar os olhos, e ler atentamente a cada entrevista com o pensamento de posso fazer mais. Agradeço a todos os entrevistados que investiu o seu tempo em compartilhar seus conhecimentos para que você agora possa enriquecer ainda mais o seu conhecimento com todas as entrevistas em um único material. Aproveite a leitura e que venha 2013! Rafael Rocha Idealizador do blog: franqueando.wordpress.com
  • 3.
    A SUSTENTABILIDADE COMOMODELO DE GESTÃO Para falar sobre o tema, conversamos com Claudio Tieghi, diretor presidente da AFRAS e também colunista da revista Pequenas Empresas Grandes Negócios que fala na entrevista abaixo um pouco sobre as dificuldades das marcas e também sobre a atenção que cada empresa deve manter no desenvolvimento dos projetos sustentáveis: A responsabilidade social no franchising é algo que deve estar no planejamento estratégico das franqueadora? Sim! A responsabilidade social das empresas deve ser totalmente inserida no modelo de gestão. Há alguns anos era comum as empresas desenvolverem ações sociais ou ambientais de forma esporádica, muitas delas por iniciativa de seus proprietários ou acionistas, baseadas em seus anseios os valores pessoais. Com o advento do filme “ Uma verdade Inconveniente”, produzido em 2006 pelo então ex-presidente dos EUA que trouxe à tona a problemática do aquecimento global, temos visto o tema evoluir de forma mais expressiva mas empresas através do O franchising brasileiro vem se entendimento que uma gestão sustentável envolve toda a cadeia de fortalecendo nos últimos anos com um relacionamento das empresas. Além dos clientes e a comunidade, as empresas devem adotar práticas junto a seus colaboradores, meio crescimento na casa dos dois dígitos e ambiente, governo, fornecedores, acionistas entre outros. O nascimento essa realidade deve ser percebida da AFRAS – Associação Franquia Sustentável, braço de responsabilidade também em novas áreas de atuações que social da ABF, ocorrido em 2005 foi um marco para o segmento. Desde vem desenvolvidas no setor, como por então temos visto a evolução das franqueadoras brasileiras nesse exemplo a AFRAS (Associação Franquias quesito. Para se ter uma noção mais exata, em 2008 em parceria com o Solidárias) que trabalha em conjunto com Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social criamos os a ABF (Associação Brasileira de Franquias) Indicadores Ethos-ABF-AFRAS que contribuem para a realização de com o desafio de vencer a cada dia os um auto diagnóstico para as empresas e ainda oferecem pistas para tomadas de decisões que equilibrem os aspectos econômicos, sociais e desafios de atuar com responsabilidade ambientais no negócios. social no franchising.
  • 4.
    Empresas que nuncativeram trabalhos envolvidos no franchising, como podem começar a desenvolver um projeto? Como falamos de um modelo de gestão para a sustentabilidade, considero fundamental o uso dos indicadores citados na questão anterior. Eles estão disponíveis no site da AFRAS e do Instituto Ethos. Possuem uma linguagem própria para o franchising e trazem questões pertinentes a todos os ramos de atuação, produtos ou serviços. Foram desenvolvidos em parceria com mais de 13 franqueadoras, fornecedores, parceiros, representantes da sociedade civil e consultores especializados. O uso dos indicadores é 100% gratuito e aberto para todas as empresas associadas à ABF. Franqueadoras que pensam em sustentabilidade e/ou responsabilidade social simplesmente como marketing e publicidade estão desperdiçando tempo e recursos sem construir nada? Acredito que projetos bem feitos sempre trazem resultados. De toda forma, fico muito preocupado quando vejo empresários e executivos reduzindo essa esse tema tão importante à práticas assistencialistas muitas vezes desconectadas do negócio e, portanto, distantes da missão e valores das empresas. Não há nada de errado em divulgar as ações que as empresas realizam, porém, elas devem estar conectadas ao negócio e inseridas no modelo de gestão. Resumindo: devem apresentar resultados efetivos para as partes interessadas. Quando isso acontece, a comunicação fica mais fácil e transparente. Temos que agregar valor às marcas e as práticas sustentáveis contribuem muito. Claro que não estou dizendo que precisamos ser perfeitos em tudo, mas temos que ser éticos e transparentes – quesitos básicos do conceito de responsabilidade social empresarial.
  • 5.
    Para marcas quejá tem áreas especificas pensando na responsabilidade social, o que elas devem pensar para os próximos 10 anos? Não haverá futuro para os negócios insustentáveis. Por outro lado, não há empresas 100% sustentáveis. O estilo de vida contemporâneo e a produção de produtos e serviços deixam pegadas ecológicas que exigem processos compensatórios. O desenvolvimento de uma gestão baseada em valores mais perenes será cada vez mais a chave do sucesso. As empresas precisam refletir constantemente sobre qual o real motivo de existirem. Se a resposta for somente: gerar lucro… atenção! A sustentabilidade é dinâmica, exige renovação e inovação. Com uma boa dose de tecnologia, formação e valorização do capital humano teremos empresas preparadas para o futuro. Tive a oportunidade de conceituar uma novo momento no franchising brasileiro, o qual denominei, Franchising de Sexta Geração que, entre diversos aspectos, destaca a necessidade de revisarmos a missão, visão e valores das empresas à luz de uma nova realidade social, econômica e ambiental. Nunca tivemos 7 bilhões de pessoas no mundo, além disso esbarramos constantemente em limites naturais. Precisamos contar com empreendimentos que reduzam seus impactos ambientais e incluam cada vez mais aqueles que estão à margem da sociedade. O desafio é grande, mas o resultado é e sempre será compensador.
  • 6.
    FINANÇAS PARA FRANQUEADOS Victor, a área de FINANÇAS é uma das mais Continuando com a importantes na hora de investir em um negócio projeto de entrevistas com profissionais do sendo ou não uma franquia. Por isso, o que os franchising, o blog investidores devem se atentar na análise do Franqueando PLANO DE NEGÓCIO? aproveitou o momento de euforia do setor de franquias Oi Rafael, primeiramente, agradeço o convite e o parabenizo pelo para falar sobre um trabalho que desenvolve no Blog. Gosto muito e sou um leitor assunto que costuma frequente! tirar o sono de muitos franqueados: Bom, o empreendedor, antes mesmo de decidir investir em Finanças. qualquer negócio, necessariamente precisa elaborar o seu próprio plano de negócios. Uma franquia, que é uma operação formatada, Continuando com a projeto de entrevistas com não dispensa esse planejamento, ao contrário. Além da questão profissionais do franchising, o blog Franqueando financeira, que envolve estimar custos, preço, margem, lucro, aproveitou o momento de euforia do setor de rentabilidade, prazo de retorno e etc, existe a questão estratégica, franquias para falar sobre um assunto que a pesquisa de mercado, do publico em potencial, da concorrência, costuma tirar o sono de muitos franqueados: dados de desempenho do segmento e assim por diante. Um Finanças. Finanças é algo que muitos grande – e importante – fator é ter afinado ao que se propõe a fazer. Tente imaginar uma pessoa que não goste de animais franqueados se preocupam na hora de investir e gerindo um pet shop, ou ainda, alguém ligado ao mundo da moda construir o plano de negócio, mas com o tempo é investindo no ramo automotivo. Ambos os exemplos podem ter quase que esquecido na operação de um cases de sucesso, talvez pela habilidade de gestão desse negócio. empreendedor, mas certamente a chance de êxito quando há Para falarmos sobre esse assunto conversamos afinidade é muito maior. com Victor
  • 7.
    Pois bem, como plano de negócios de uma franqueadora em mãos, é fundamental atentar para a coerência das informações, principalmente no que tange ao valor investido x prazo de retorno, assim como, para as projeções de evolução dessa loja, para o capital de giro exigido para manter a operação durante os primeiros meses, quais os pagamentos periódicos para a franqueadora e, naturalmente, qual a capacidade que essa empresa terá de gerar lucro. Ainda assim, para a obtenção de mais lastro para a escolha de uma franquia, solicite a indicação de alguns franqueados de unidades em operação que tenham alcançado o desempenho traçado no plano de negócios. Avaliar quais foram os méritos e dificuldades de outros franqueados será um interessante norteador para o investidor. É muito comum qualquer administrador enxergar a área de finanças resumidamente como contas a pagar/receber, sendo que muito do próprio planejamento estratégico está ligado a saúde financeira da unidade, quais outros pontos a se atentar? Rafael, infelizmente, é muito comum. Temos hoje um enorme “analfabetismo financeiro” nas pessoas físicas, que são os empreendedores de micro e pequenas empresas; se é difícil organizar e planejar a vida de uma pessoa, da mesma maneira é em uma empresa. No cotidiano os administradores acabam apenas registrando pagamento e recebimento, quando o fazem. É um desafio para as franqueadoras conscientizar e capacitar seus franqueados em áreas em que ele não tenha habilidades, entre elas, a área financeira. Essa capacitação pode ser através de treinamentos, convenções, whokshops e do suporte da consultoria de campo, que deve levar know how e competência profissional para auxiliar e orientar esses franqueados. Desta forma, o franqueado compreende que ter segurança financeira – capital de giro – para “bancar” o negócio enquanto ele estiver engatinhando, contribui para um crescimento sustentável. Ter capacidade de pagamento oferece a ele mais poder de negociação e subsídios para tomadas de decisões mais fundamentadas, principalmente diante de situações adversas. Todo empresário, independente do tamanho, precisa ter um fluxo de caixa, com previsões confiáveis para no mínimo dois meses, bem como, com os registros das movimentações diárias/realizadas. Essencial medir e acompanhar um conjunto mínimo de indicadores de desempenho (faturamento, volume de itens vendidos, ticket médio, lucratividade, gastos/faturamento, taxa de conversão, por exemplo) e ter um DRE, que mostrará o resultado operacional em um determinado período. Resumindo, empresários que utilizam essas ferramentas e sabem administrar suas finanças terão negócios mais lucrativos.
  • 8.
    Quais as principaiserros que podem levar o caos financeiro de uma unidade franqueada? O mandamento sagrado em finanças é: Não gastar mais do que gera de receitas. Além disso, é importante que em hipótese alguma o franqueado misture as contas pessoais com as contas da empresa. Isso é muito comum e distorce totalmente a análise do desempenho da franquia. Para evitar isso o franqueado deve estabelecer um pró-labore e essa retirada deve ser adequada à realidade financeira da empresa, inclusive, eis outro erro muito comum, que é o franqueado ter uma retirada muito além do que a empresa pode pagar, onerando o caixa da unidade. Dividas que acarretam juros, inadimplência alta, descontos frequentes nas vendas, gastos descontrolados, saber distinguir o que se “quer” do que se “pode”, falta de gerenciamento de estoques, de capital de giro e de planejamento são erros determinantes que podem levar ao caos. Um dica para evitar isso? Rafael, eu costumo brincar que a “Gestão Estratégica DEIXO A VIDA ME LEVAR” só deu certo uma vez: Com o Zeca Pagodinho, que gravou a música e fez muito sucesso (e dinheiro) com ela. Brincadeiras a parte, é possível resumir a dica em três passos: Conhecimento – Como falamos anteriormente, nem todo empresário possuí conhecimento para lidar com dinheiro. Sugiro, portanto, buscar capacitação em cursos e escolas de negócios, contratar profissionais que possuam esse conhecimento, assim como, contar com auxilio dos consultores de campo e/ou de consultorias do mercado. Planejamento – Planejar as finanças permite construir uma estrada que será seguida nos próximos meses. Inicia-se na previsão das vendas em período, dos custos variáveis que elas resultam, das despesas administrativas, financeiras de marketing e outras, das provisões necessárias para reformas, treinamentos, expansão, 13º salário e, claro, do ponto de equilíbrio ou lucro desejado. Trata-se do planejamento orçamentário, que resultará em um fluxo de caixa e em um DRE previsto e com isso, o empresário terá condições de “ver o futuro”. Disciplina – Ter conhecimento, desenvolver o planejamento e não ter disciplina para colocar em prática, não será suficiente. Isto demandará envolvimento e dedicação por parte do Gestor para fazer acontecer o que foi planejado, utilizando adequadamente as ferramentas citadas nas questões anteriores.
  • 9.
    AS OPORTUNIDADES DO SETOR IMOBILIÁRIO A série de entrevistas CONVERSA AFIADA tem sido um projeto muito interessante para o blog e temos recebidos diversos contatos solicitando cada vez mais temas específicos que envolvam o universo do franchising. A conversa de hoje tem o setor imobiliário como foco e aconteceu com Guilherme Carnicelli, que é formado em publicidade e propaganda pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) com especialização em Marqueting e vendas pela ESPM/SP e Gestão Estratégica na Universidade de São Paulo (USP). Trabalhou como consultor para diversas empresas nacionais e internacionais do setor de franchising e hoje é responsável pela expansão no Brasil da franquia imobiliária Coldwell Banker. Guilherme, alguns anos o Brasil encontra-se com um mercado imobiliário aquecido, fruto de uma economia que vem crescendo e a visibilidade do país como um grande player mundial já é realidade. E isso se reflete como oportunidades para franquias do setor imobiliário. Com eventos como Copa do Mundo e as Olimpíadas, é normal que tenhamos um crescimento na demanda por negócios e também no valor dos imóveis. O jornal Valor Econômico apresentou que somente a região de Itaquera em São Paulo tem hoje mais de 52 favelas e o valor do imóvel cresceu 40% nos últimos tempos. Quais os desafios e os cuidados para quem busca investir em regiões com esse cenário?
  • 10.
    Você acredita quegrandes construtoras podem enxergar o setor de franchising como um caminho a ser explorado para expansão dos seus negócios assim como empresas do porte de Ambev e Havaianas fizeram nos últimos anos? Eu acredito que o setor de franchising pode ser um importante aliado para as grandes construtoras no futuro. O segmento de franquia imobiliária é algo recente no Brasil, as grandes marcas internacionais aportaram por aqui há pouco tempo e ainda são pouco representativas no setor. Por outro lado é uma tendência de mercado, em países como os EUA, 25% das imobiliárias pertencem a uma rede de franquia e mais da metade dos corretores trabalham para alguma unidade franqueada, ou seja, as redes de franquia concentram a mão de obra e se tornam relevantes no mercado. O produto de uma construtora é o imóvel e quem faz a venda desse produto é a imobiliária, por isso acredito que o crescimento das redes de franquia imobiliária possam ajudar as construtoras a oferecer seus produtos através de uma mão de obra mais qualificada, treinada e dentro de um padrão onde exista controle de operação. Nós na Coldwell Banker, por exemplo, acreditamos muito na capilaridade que uma rede de franquia possui como forma de represar possíveis interessados para um determinado tipo de imóvel e essa sinergia é fundamental para o sucesso de um empreendimento.
  • 11.
    Quais dicas vocêdaria para quem vai investir no setor imobiliário e também uma para quem busca um novo imóvel / ponto comercial? Essa pergunta é interessante, quando falamos em investir no mercado imobiliário posso dizer que existem duas maneiras hoje, você pode ser um simples espectador ou se tornar um ator e vou te explicar por que. A primeira delas, e mais usual, é comprar um imóvel e aproveitar hoje o bom momento que o mercado vive apostando na valorização desse patrimônio, minha principal e única dica pra isso é que você procure um profissional especializado, um bom corretor de imóveis, porque só ele, com o conhecimento profissional, pode indicar as boas oportunidades, um investimento feito na base do achismo pode ser a ruína do seu capital, nesse caso você investe como um espectador. A segunda delas, e muito lucrativa também, é que com a chegada das redes de franquia imobiliárias é possível investir no mercado imobiliário fazendo parte dele, ou seja, um ator. O que isso quer dizer? Através de uma franquia, alguém com um capital na maioria das vezes menor do que o valor do imóvel pode se tornar um franqueado e participar do boom que estamos vivendo trabalhando e fazendo parte desse mercado. A expectativa de crescimento desse mercado é muito grande, isso dito por grandes especialistas e economistas de nome em nosso País, então poder entrar nesse negócio contando com um suporte de uma empresa de franquia é uma grande oportunidade. Sobre os pontos comerciais, esse hoje é um gargalo no crescimento do varejo e do franchising brasileiro, por conta da valorização dos imóveis os preços se tornaram inviáveis e muitas vezes impedem a instalação de determinado tipo de produtos ou serviços. Para isso, é preciso uma busca com inteligência imobiliária, nem sempre os locais mais óbvios são as melhores opções para a viabilidade comercial de um novo negócio. Dentro da Coldwell Banker nós possuímos uma divisão de negócios, chamada Coldwell Banker Commercial, que trabalha através de dados estatísticos e pesquisa a busca de pontos comerciais em diversas regiões do País, nossa ideia com essa divisão de negócios é poder, a partir do próximo ano, oferecer esse serviço inclusive para outras redes de franquia dos mais diferentes setores.
  • 12.
    OPERAÇÃO - ADISCIPLINA PARA ATINGIR Para falar conosco hoje sobre operação, o blog FRANQUEANDO RESULTADOS foi buscar algumas respostas com Arlan Roque, gestor em franquias, escritor de alguns principais canais especializados e que escreve quinzenalmente para esse blog: Os melhores investimentos estão em shoppings ou em lojas de rua? E o que você destacaria como principal ponto forte e ponto fraco de cada operação? Esta questão inclusive, foi tema de uma pergunta de uma pessoa em um workshop sobre franquias que estive recentemente. A resposta é clássica: depende. Temos em centros comerciais de rua atualmente, uma atividade econômica fortemente desenvolvida, seja em capitais e cidades pólo ou mesmo em cidades menores. Nos últimos anos, os shopping tem investido em cidades de médio porte e até cidades com população orbitando em aproximadamente 100 mil habitantes, então não considero adequado classificar que o investimento seja melhor em shopping ou rua, pois dependerá do segmento, das características do ponto comercial almejado, e considero principalmente, do perfil de quem irá operar o negócio. O mercado de franquias veem amadurecendo Os shoppings oferecem mídia institucional, segurança aos clientes e nos últimos anos e prova disso é o crescimento lojistas e o potencial dos finais de semana, no entanto, em novos das redes franqueadoras e os números empreendimentos o lojista precisa de fôlego financeiro até o amadurecimento do shopping. Os custos de ocupação muitas vezes apresentados em cada setor. Mas tão são maiores. Em lojas de rua, o lojista tem maior independência, importante quanto à expansão dos negócios é pois deixa de estar sujeito as normas dos shoppings e pode ter a solidez que cada marca trará para os seus maior visibilidade de sua marca, no entanto, não conta com as franqueados. Solidez nesse caso é sinônimo de vantagens oferecidas pelo shopping, mencionadas anteriormente. uma boa operação e para falar sobre operação, Reitero que é fundamental o operador identificar-se com a operação de rua ou shopping pela carga horária e regulamentação. temos que prestar a atenção na junção da dedicação do franqueado e do franqueador para um trabalho saudável na operação.
  • 13.
    É importante ocandidato fazer perguntas chaves antes de investir, como por exemplo: sobre o plano de negócio, se há sazonalidade no mercado a investir, investimento inicial e treinamentos. Mas e depois da inauguração? Quais os principais pontos que todo investidor deve ficar atento antes de assinar o contrato? Creio que o público que analisa franquias tem amadurecido no sentido de pesquisar o negócio que irá tornar-se parceiro, mas é verdade que precisa também tentar entender como será pós assinatura do contrato e neste aspecto, considero relevante compreender o suporte que a franqueadora oferecer através de sua consultoria de campo e qual o foco de trabalho desta consultoria; a existência de programa de excelência na rede; como funciona o abastecimento da rede; quais suas responsabilidades em uma eventual rescisão contratual ou repasse do negócio; planos de marketing da franqueadora; existência de conselho de franqueados e principalmente conversar com no mínimo seis franqueados e pelo menos um ex franqueado que estejam em momentos diferentes do negócio ou seja, alguns que estejam no negócio há menos de dois anos, outros com tempo entre dois e quatro anos e por último que está no negócio por mais de quatro anos. Nesta conversa, também é importante o candidato ter filtro no que ouvir em relação a acontecimentos pontuais e também em relação a receio de concorrência com a própria rede. O franqueado deve ser encantado pelo tamanho da verba de marketing da rede ou pelo plano de trabalho proposto para no investimento? Um volume de recursos mal gerido, torna-se sem efeito, assim, o ideal é que haja um plano bem estruturado e também, constância de investimentos, que creio devam ser tanto do franqueado como do franqueador.
  • 14.
    Em porcentagem, qualseria a classificação das responsabilidades divididas entre a marca franqueadora e o investidor / franqueado? Esta pergunta é bastante capciosa, pois a tendência é o franqueador creditar maior percentual ao franqueado e vice-versa, mas prefiro atribuir nesta relação pelo menos 60% ao franqueado na busca de transmitir o conceito que o negócio na ponta, junto ao consumidor final do produto ou serviço está na mão dele. O franqueador tem a responsabilidade de pensar estratégias a longo prazo, produzir um produto ou serviço competitivo e capacitar a rede, mas não consegue fazer o sorriso acontecer para o consumidor final.
  • 15.
    O SENHOR DOSANÉIS Nas oportunidades que já tive de conversarmos, ele declarou que depois de 2 anos de preparação em 2007 ele largou a vida corporativa com todos os benefícios e o status de executivo para se dedicar no desenvolvimento de pessoas. Hoje ele desenvolve e executa workshops, palestras e programas de capacitação de pessoas com o objetivo de alinhar indivíduos através de suas motivações internas e fortalecer o seu contato com as marcas. Foi com o título acima que a revista VOCÊ É assim que ele desenvolveu e desenvolve S/A chamou Nélio Bilate para falar sobre trabalhos para empresas como O Boticário, desenvolvimento de carreiras em 2009. Esse Mcdonalds, Natura, Vale entre outras. carioca trabalhou por mais de 20 anos em O objetivo dessa entrevista é tentar descobrir se empresas como Chocolates Garoto, Coca- as redes de franquias podem contribuir com o desenvolvimento das pessoas através do seu Cola e Nissan-Renault, essa última chegando alinhamento de marca muito mais do só com a ao posto de vice-presidente de marketing e construção de processos e manuais. vendas no Brasil.
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    Nélio, uma característicado franchising são os padrões Dentro ou não do franchising as empresas tem por meio da comunicação da marca, da arquitetura, dificuldades em desenvolver pessoas, reter talentos pelo atendimento entre outros aspectos. Mas como as e passar aos seus colaboradores sua real essência. empresas franqueadoras devem buscam traduzir sua Em sua opinião, qual o principal erro dentro das essência organizacional para sua rede de franquias? Só empresas para isso e qual seria o melhor caminho? colocar no manual isso basta? O principal erro é não saber da sua essência. Tudo começa a partir da abertura para conhecimento, Claro que não. Os manuais e os padrões ajudam muito, entendimento e propagação da essência, da missão, mas não são suficientes. Para uma aderência maior é da visão e dos valores da empresa. Isso não deve ficar preciso contar com o treinamento constante da equipe e apenas num quadro pendurado na parede. Deve com a presença da equipe de campo do franqueador permear toda a organização através, principalmente lado a lado com a equipe do front. Deve-se contar do comportamento e das atitudes de seus líderes. O também a comunicação eficaz e simples através de melhor caminho está no diálogo e no interesse pela descoberta e prática da essência. vídeos e da internet. Você acredita que os erros e acertos do mundo corporativo hoje são mais reflexos da inercia das As empresas são feitas por gente e como as franquias empresas com o despreparo com os novos hoje no Brasil podem começar a pensar em desenvolver profissionais ou a um avanço, uma expectativa talvez as pessoas nos mais diferentes níveis, pensando em maior dos novos profissionais com relação às toda a sua extensão geográfica (abrangência e empresas? dimensão do território brasileiro)? As duas coisas se encontraram. De um lado profissionais mais interessados e mais preparados. De outro lado, empresas se preparando e aprendendo com os próprios erros, tendo que mudar seu modelo Isso é possível através do treinamento à distância e de gestão, de negócio e de liderança. também da presença de gente capacitada no campo. Nada substitui o corpo a corpo, tendo como foco principal a motivação e o engajamento através das características e essência da marca/empresa, bem como através das boas práticas do mercado.
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    CONHEÇA MAIS Para conhecer mais sobre Victor Marques acesse o seu blog: http://vmfinancas.blogspot.com Para conhecer melhor Arlan Roque acesse seus artigos em http://guiadofranchising.flegoo.com/au Acesse o site tor/arlan-roque/ http://www.nbheart.com.br e conheça melhor os seus trabalhos. Para conhecer melhor os trabalhos e a atuação da AFRAS (Associação Franquias Solidárias) www.afras.com.br e para ler as colunas sobre responsabilidade social de Claudio Para conhecer melhor Guilherme Tieghi acesse o site da revista Grandes Carnicelli acesse Empresas Grandes Negócios http://gdcarnicelli.wordpress.com/ revistapegn.globo.com.
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    ATUALIZE-SE Abaixo alguns dosprincipais sites e portais com noticias e informações no Brasil: • http://www.suafranquia.com/ • http://guiadofranchising.flegoo.com/ • http://www.portaldofranchising.com.br • http://empreendedor.com.br/ • http://exame.abril.com.br/topicos/franquias
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