E Deus viu que era muito bom (Gn1,1)
Construindo uma ecologia integral
Afonso Murad
ecologiaefe.blogspot.com
Nossa referência teológico-pastoral
•A Palavra de Deus na
Tradição Eclesial
•A encíclica Laudato Si, do
Papa Francisco
•Os apelos de Deus na
realidade local
Introdução
1. O que acontece na casa
comum
2. O Evangelho da Criação
3. A raiz humana da crise
ecológica
4. Ecologia integral
5. Linhas de orientação 6. Educação e
espiritualidade ecológicas
Esquema da Laudato Si
Reconheçamos
a grandeza,
a urgência e
a beleza
de cuidar da Terra (LS 15).
Um novo olhar
que muda muito…
A Terra é para nós
A casa onde habitamos com as outras
criaturas,
a irmã com que partilhamos a existência,
a boa mãe que nos acolhe nos seus
braços (LS 1)
E
não....
Nós mesmos somos parte da Terra.
Se não temos consciência disso,
pensamos que somos donos,
dominadores e saqueadores (LS 1-2, 139).
As vias para a ecologia integral
ENCANTAMENTO INDIGNAÇÃO
Encantamento
O mundo é algo mais
do que um problema a resolver.
É um mistério gozoso
que contemplamos
na alegria e no louvor (LS 12).
Indignação
Vamos deixar ecoar o que acontece no
mundo
como uma dor
que nos toca por dentro,
e assim dar nossa contribuição (LS 19)
Tudo está interligado
cuidado da própria vida,
relações com a natureza,
fraternidade
e justiça (LS 70).
Tudo está interligado
Como se fôssemos um.
Tudo está interligado
Nesta Casa Comum.
Superar o antropocentrismo desequilibrado,
que considera as outras criaturas como coisas.
(LS 68).
Uma nova postura
Base bíblica e teológica
da Ecologia Integral
Capítulo 2 da Laudato Si : O Evangelho da Criação
De dominar a cuidar
•Não somos Deus. A terra existe antes de nós e
foi-nos dada (LS 67).
•Gen 1: Deus nos dá a missão de administrar a
criação. “Dominar” não é devastar (LS 67).
•Gn 2, 15: «Cultivar» quer dizer trabalhar um
terreno, «guardar» significa proteger, cuidar,
preservar, velar (LS 66).
Cada comunidade toma da terra o que
necessita e deve garantir a continuidade da
sua fertilidade para as gerações futuras (LS 67).
-> Reciprocidade responsável
A criação ainda não acabou.
Deus está presente no mais íntimo de cada
ser e nos processos da história.
O Espírito de Deus encheu o universo de
potencialidades que permitem brotar algo
novo (LS 80).
Envia teu Espírito Senhor,
e renova a face da Terra!
O evangelho da criação
Cada criatura possui valor em si
mesma. Tem uma função,
independente de sua utilidade para
nós.
O mesmo se diz do conjunto das
criaturas (ecossistema) (LS 69).
Os Salmos e os profetas
•O mesmo Deus que liberta e salva é o
Criador. (LS 73-74)
•Salmos: Louvam a Deus com a criação e
celebram sua ação em favor de seu povo.
•Profetas: a fé tem uma dimensão ética e o
social. Deus clama na realidade
Ver: Sl 136, Jer 32,17.21
Todo o universo material é uma
linguagem do amor de Deus,
do seu carinho sem medida por nós.
Tudo é carícia de Deus!
(LS 84,140).
Quando nos damos conta do reflexo
de Deus em tudo o que existe,
o coração deseja adora-Lo
por todas as suas criaturas e
juntamente com elas (LS 87)
Onipotente e bom Senhor, a ti a honra, glória e louvor
Todas as bênçãos de Ti nos vem. E todo o povo te diz Amém
Nós e todos os seres do universo
estamos unidos
por laços invisíveis
e formamos uma espécie
de família universal,
comunhão que nos impele
a um respeito sagrado,
amoroso e humilde (LS 89).
Com a encarnação
do Filho de Deus,
todo o mundo
material recebe
um selo divino.
Jesus vive em harmonia
com toda a criação.
Não é um inimigo
das coisas boas da vida.
Ele nos convida a estar atentos
à beleza do mundo (LS 97-98).
Com a ressurreição,
As flores do campo e as aves
que Jesus admirou
com os seus olhos humanos,
agora estão cheias
da sua presença luminosa (LS 100)!
É urgente avançar em uma corajosa
revolução cultural.
Não para voltar à idade da pedra.
E sim, olhar a realidade doutra forma,
recolher os avanços positivos
e recuperar os valores
arrasados pela tecnocracia (LS 114)
Uma ecologia integral
Capítulo 4 da Laudato Si
Há uma única e complexa crise
socioambiental.
A abordagem integral visa:
-combater a pobreza,
-devolver a dignidade aos excluídos
- cuidar da natureza (LS 139)
Ecologia ambiental e social
Ecologia cultural
Ecologia urbana e do cotidiano
O bem comum
A justiça intergeracional
(1)Ecologia ambiental,
econômica e social
• Tudo está interligado. A ecologia exige avaliar os modelos de
desenvolvimento, produção e consumo (LS 138).
• Única e complexa crise socioambiental. A abordagem integral devolve a
dignidade aos excluídos e cuida da natureza (LS 139).
• Consideramos não somente cada ser em particular, e sim o ecossistema, o
conjunto de organismos que convivem em determinado espaço (LS 140).
• O crescimento econômico deve incluir a proteção do meio ambiente, pois
há uma interação entre os ecossistemas e as comunidades humanas. O
todo é maior que a soma das partes (LS 141).
• Ecologia social: a atuação das instituições, pequenas ou grandes, tem
consequências no ambiente e na qualidade de vida humana (LS 142).
(2) Ecologia cultural
- Ecologia inclui o cuidado das riquezas culturais da humanidade, atenção
às realidades locais e valorização da linguagem popular. A cultura vai além
dos monumentos do passado. Tem sentido vivo, dinâmico e participativo
(LS 143).
- A visão consumista tende a nivelar por baixo as culturas e desvalorizar
sua variedade. Devemos lutar pelos direitos dos povos e das culturas locais,
contra a imposição da cultura única, gerada pela economia globalizada
(LS 144). O desaparecimento de uma cultura é tão grave quanto a de uma
espécie.
- A Igreja assume a defesa das culturas indígenas, que em várias partes do
mundo estão ameaçadas por grandes projetos agropecuários e de
mineração (LS 146).
(3) Ecologia Urbana (da vida cotidiana)
- Autêntico progresso produz melhoria global na
qualidade de vida humana (LS 147).
- Os pobres desenvolvem uma ecologia humana, em meio
a muitas limitações ambientais, como as péssimas
condições de moradia. Criam uma rede de comunhão e
pertença (LS 148).
- A pobreza extrema facilita: perda das raízes,
proliferação de organizações criminosas e violência. As
pessoas são capazes de superar estas situações e fazer uma
experiência comunitária (LS 149).
Ecologia Urbana (da vida cotidiana)
- A boa planificação urbana integra vários saberes. Busca
qualidade de vida, harmonia com o ambiente, encontro e
ajuda mútua das pessoas. Considera o ponto de vista da
população (LS150).
- Cuide-se dos espaços comuns e das estruturas urbanas,
visando melhorar o sentimento de “estar em casa” dentro
da cidade, que nos envolve e une (LS 151).
- Ter uma moradia é questão central da ecologia urbana
(LS 152).
Ecologia Urbana (da vida cotidiana)
- São encantadoras as cidades que estão cheias de espaços que
unem, relacionam, e favorecem o reconhecimento do outro (LS
152).
- A qualidade de vida nas cidades está largamente relacionada
com o transporte público. Deve-se reverter o tratamento indigno
aos usuários, devido a superlotação, desconforto, reduzida
frequência dos serviços e insegurança (LS 153).
- A vida caótica das cidades e a falta de serviços essenciais no
campo contrasta com a dignidade do ser humano (LS 154).
* Aprender a aceitar o próprio corpo, a cuidar dele e a respeitar os
seus significados é essencial para a ecologia humana (LS 155).
(4) O princípio do Bem Comum
- A ecologia integral é inseparável da noção de bem
comum, princípio central e unificador na ética social
cristã (LS 156).
- O bem comum exige respeito aos direitos humanos
fundamentais e a promoção da paz social (LS 157).
- Num contexto mundial de tantas desigualdades
sociais e pessoas descartadas, a opção preferencial
pelos pobres é fundamental para a efetiva
realização do bem comum (LS 158).
(5) Justiça intergeracional
- O bem comum inclui as gerações futuras. A terra pertence
também àqueles que hão de vir (LS 159).
- Que tipo de mundo deixaremos às crianças que estão crescendo?
A nossa própria dignidade está em jogo (LS 160).
- O ritmo de consumo, desperdício e alteração do meio ambiente
superou as possibilidades do planeta. O estilo de vida atual
desembocará em catástrofes no presente e no futuro. Temos que
fazer algo! (LS 161).
- Vamos alargar o horizonte de nossas preocupações. Sejamos
atentos às gerações futuras e também aos pobres de hoje, que
poucos anos têm para viver nesta terra e não podem continuar a
esperar (LS 162).
Algumas linhas de orientação e ação
Capítulo 5 da Laudato Si
LS 182-188: Diálogo e transparência nos
processos decisórios
LS 189-198: Política e economia em
diálogo para a plenitude humana
LS 199-201: As religiões no diálogo com
as ciências
Critérios para implantação
de empreendimentos de impacto ambiental
(ver texto anexo)
Educação
e espiritualidade ecológicas
Capítulo 6 da Laudato Si
Conversão ecológica: deixar
emergir, nas relações com o mundo
que nos rodeia, todas as
consequências do encontro com
Jesus (LS 217).
Atitudes
individuais
Ações
coletivas e
cidadãs
Ética simultânea: o pessoal e o comunitário ao mesmo tempo,
em relação
Conversão pessoal
- Sintonia com a mãe Terra
-Adotar atitudes cotidianas
-Consumo consciente
-Cultivo da simplicidade e da alegria
A sobriedade feliz
A espiritualidade cristã nos leva a viver com o
necessário e se alegrar com pouco. Regressa à
simplicidade que nos permite parar e saborear
as pequenas coisas, agradecer as possibilidades
que a vida oferece.
Sem nos apegarmos ao que temos nem ficar
tristes por aquilo que não possuímos. Isto exige
evitar a dinâmica do domínio e da mera
acumulação de prazeres (LS 222).
Os problemas sociais se resolvem
com a soma de atitudes individuais
e com redes comunitárias (LS 219).
A ética em vista da sustentabilidade vai
além dos gestos individuais
Juntamente com os pequenos gestos diários,
o amor social impele-nos a grandes
estratégias que detenham a degradação
ambiental e incentivem uma cultura do
cuidado, que permeie toda a sociedade.
Intervir, com os outros, nas dinâmicas sociais,
faz parte da espiritualidade; é exercício da
caridade, que amadurece o cristão (LS 231).
Caminhemos cantando!
Que as nossas lutas e a preocupação por
este planeta não nos tirem a alegria da
esperança! Deus nos dá as forças e a luz de
que necessitamos para prosseguir (LS 244).
No coração deste mundo, permanece
presente o Senhor da vida que tanto nos
ama.
Ele não nos abandona, não nos deixa
sozinhos, porque se uniu definitivamente à
nossa terra
e o seu amor sempre nos leva a encontrar
novos caminhos.
Que Ele seja louvado! (LS 245)
Disponível em: ecologiaefe.blogspot.com

Construindo uma ecologia integral

  • 1.
    E Deus viuque era muito bom (Gn1,1) Construindo uma ecologia integral Afonso Murad ecologiaefe.blogspot.com
  • 2.
    Nossa referência teológico-pastoral •APalavra de Deus na Tradição Eclesial •A encíclica Laudato Si, do Papa Francisco •Os apelos de Deus na realidade local
  • 3.
    Introdução 1. O queacontece na casa comum 2. O Evangelho da Criação 3. A raiz humana da crise ecológica 4. Ecologia integral 5. Linhas de orientação 6. Educação e espiritualidade ecológicas Esquema da Laudato Si
  • 4.
    Reconheçamos a grandeza, a urgênciae a beleza de cuidar da Terra (LS 15).
  • 5.
    Um novo olhar quemuda muito…
  • 6.
    A Terra épara nós A casa onde habitamos com as outras criaturas, a irmã com que partilhamos a existência, a boa mãe que nos acolhe nos seus braços (LS 1)
  • 7.
  • 8.
    Nós mesmos somosparte da Terra. Se não temos consciência disso, pensamos que somos donos, dominadores e saqueadores (LS 1-2, 139).
  • 9.
    As vias paraa ecologia integral ENCANTAMENTO INDIGNAÇÃO
  • 10.
    Encantamento O mundo éalgo mais do que um problema a resolver. É um mistério gozoso que contemplamos na alegria e no louvor (LS 12).
  • 11.
    Indignação Vamos deixar ecoaro que acontece no mundo como uma dor que nos toca por dentro, e assim dar nossa contribuição (LS 19)
  • 12.
    Tudo está interligado cuidadoda própria vida, relações com a natureza, fraternidade e justiça (LS 70).
  • 13.
    Tudo está interligado Comose fôssemos um. Tudo está interligado Nesta Casa Comum.
  • 14.
    Superar o antropocentrismodesequilibrado, que considera as outras criaturas como coisas. (LS 68). Uma nova postura
  • 15.
    Base bíblica eteológica da Ecologia Integral Capítulo 2 da Laudato Si : O Evangelho da Criação
  • 16.
    De dominar acuidar •Não somos Deus. A terra existe antes de nós e foi-nos dada (LS 67). •Gen 1: Deus nos dá a missão de administrar a criação. “Dominar” não é devastar (LS 67). •Gn 2, 15: «Cultivar» quer dizer trabalhar um terreno, «guardar» significa proteger, cuidar, preservar, velar (LS 66).
  • 17.
    Cada comunidade tomada terra o que necessita e deve garantir a continuidade da sua fertilidade para as gerações futuras (LS 67). -> Reciprocidade responsável
  • 18.
    A criação aindanão acabou. Deus está presente no mais íntimo de cada ser e nos processos da história. O Espírito de Deus encheu o universo de potencialidades que permitem brotar algo novo (LS 80). Envia teu Espírito Senhor, e renova a face da Terra!
  • 19.
    O evangelho dacriação Cada criatura possui valor em si mesma. Tem uma função, independente de sua utilidade para nós. O mesmo se diz do conjunto das criaturas (ecossistema) (LS 69).
  • 20.
    Os Salmos eos profetas •O mesmo Deus que liberta e salva é o Criador. (LS 73-74) •Salmos: Louvam a Deus com a criação e celebram sua ação em favor de seu povo. •Profetas: a fé tem uma dimensão ética e o social. Deus clama na realidade Ver: Sl 136, Jer 32,17.21
  • 21.
    Todo o universomaterial é uma linguagem do amor de Deus, do seu carinho sem medida por nós. Tudo é carícia de Deus! (LS 84,140).
  • 22.
    Quando nos damosconta do reflexo de Deus em tudo o que existe, o coração deseja adora-Lo por todas as suas criaturas e juntamente com elas (LS 87) Onipotente e bom Senhor, a ti a honra, glória e louvor Todas as bênçãos de Ti nos vem. E todo o povo te diz Amém
  • 23.
    Nós e todosos seres do universo estamos unidos por laços invisíveis e formamos uma espécie de família universal, comunhão que nos impele a um respeito sagrado, amoroso e humilde (LS 89).
  • 24.
    Com a encarnação doFilho de Deus, todo o mundo material recebe um selo divino.
  • 25.
    Jesus vive emharmonia com toda a criação. Não é um inimigo das coisas boas da vida. Ele nos convida a estar atentos à beleza do mundo (LS 97-98).
  • 27.
    Com a ressurreição, Asflores do campo e as aves que Jesus admirou com os seus olhos humanos, agora estão cheias da sua presença luminosa (LS 100)!
  • 28.
    É urgente avançarem uma corajosa revolução cultural. Não para voltar à idade da pedra. E sim, olhar a realidade doutra forma, recolher os avanços positivos e recuperar os valores arrasados pela tecnocracia (LS 114)
  • 29.
  • 30.
    Há uma únicae complexa crise socioambiental. A abordagem integral visa: -combater a pobreza, -devolver a dignidade aos excluídos - cuidar da natureza (LS 139)
  • 31.
    Ecologia ambiental esocial Ecologia cultural Ecologia urbana e do cotidiano O bem comum A justiça intergeracional
  • 32.
    (1)Ecologia ambiental, econômica esocial • Tudo está interligado. A ecologia exige avaliar os modelos de desenvolvimento, produção e consumo (LS 138). • Única e complexa crise socioambiental. A abordagem integral devolve a dignidade aos excluídos e cuida da natureza (LS 139). • Consideramos não somente cada ser em particular, e sim o ecossistema, o conjunto de organismos que convivem em determinado espaço (LS 140). • O crescimento econômico deve incluir a proteção do meio ambiente, pois há uma interação entre os ecossistemas e as comunidades humanas. O todo é maior que a soma das partes (LS 141). • Ecologia social: a atuação das instituições, pequenas ou grandes, tem consequências no ambiente e na qualidade de vida humana (LS 142).
  • 33.
    (2) Ecologia cultural -Ecologia inclui o cuidado das riquezas culturais da humanidade, atenção às realidades locais e valorização da linguagem popular. A cultura vai além dos monumentos do passado. Tem sentido vivo, dinâmico e participativo (LS 143). - A visão consumista tende a nivelar por baixo as culturas e desvalorizar sua variedade. Devemos lutar pelos direitos dos povos e das culturas locais, contra a imposição da cultura única, gerada pela economia globalizada (LS 144). O desaparecimento de uma cultura é tão grave quanto a de uma espécie. - A Igreja assume a defesa das culturas indígenas, que em várias partes do mundo estão ameaçadas por grandes projetos agropecuários e de mineração (LS 146).
  • 34.
    (3) Ecologia Urbana(da vida cotidiana) - Autêntico progresso produz melhoria global na qualidade de vida humana (LS 147). - Os pobres desenvolvem uma ecologia humana, em meio a muitas limitações ambientais, como as péssimas condições de moradia. Criam uma rede de comunhão e pertença (LS 148). - A pobreza extrema facilita: perda das raízes, proliferação de organizações criminosas e violência. As pessoas são capazes de superar estas situações e fazer uma experiência comunitária (LS 149).
  • 35.
    Ecologia Urbana (davida cotidiana) - A boa planificação urbana integra vários saberes. Busca qualidade de vida, harmonia com o ambiente, encontro e ajuda mútua das pessoas. Considera o ponto de vista da população (LS150). - Cuide-se dos espaços comuns e das estruturas urbanas, visando melhorar o sentimento de “estar em casa” dentro da cidade, que nos envolve e une (LS 151). - Ter uma moradia é questão central da ecologia urbana (LS 152).
  • 36.
    Ecologia Urbana (davida cotidiana) - São encantadoras as cidades que estão cheias de espaços que unem, relacionam, e favorecem o reconhecimento do outro (LS 152). - A qualidade de vida nas cidades está largamente relacionada com o transporte público. Deve-se reverter o tratamento indigno aos usuários, devido a superlotação, desconforto, reduzida frequência dos serviços e insegurança (LS 153). - A vida caótica das cidades e a falta de serviços essenciais no campo contrasta com a dignidade do ser humano (LS 154). * Aprender a aceitar o próprio corpo, a cuidar dele e a respeitar os seus significados é essencial para a ecologia humana (LS 155).
  • 37.
    (4) O princípiodo Bem Comum - A ecologia integral é inseparável da noção de bem comum, princípio central e unificador na ética social cristã (LS 156). - O bem comum exige respeito aos direitos humanos fundamentais e a promoção da paz social (LS 157). - Num contexto mundial de tantas desigualdades sociais e pessoas descartadas, a opção preferencial pelos pobres é fundamental para a efetiva realização do bem comum (LS 158).
  • 38.
    (5) Justiça intergeracional -O bem comum inclui as gerações futuras. A terra pertence também àqueles que hão de vir (LS 159). - Que tipo de mundo deixaremos às crianças que estão crescendo? A nossa própria dignidade está em jogo (LS 160). - O ritmo de consumo, desperdício e alteração do meio ambiente superou as possibilidades do planeta. O estilo de vida atual desembocará em catástrofes no presente e no futuro. Temos que fazer algo! (LS 161). - Vamos alargar o horizonte de nossas preocupações. Sejamos atentos às gerações futuras e também aos pobres de hoje, que poucos anos têm para viver nesta terra e não podem continuar a esperar (LS 162).
  • 39.
    Algumas linhas deorientação e ação Capítulo 5 da Laudato Si
  • 40.
    LS 182-188: Diálogoe transparência nos processos decisórios LS 189-198: Política e economia em diálogo para a plenitude humana LS 199-201: As religiões no diálogo com as ciências
  • 41.
    Critérios para implantação deempreendimentos de impacto ambiental (ver texto anexo)
  • 42.
  • 43.
    Conversão ecológica: deixar emergir,nas relações com o mundo que nos rodeia, todas as consequências do encontro com Jesus (LS 217).
  • 44.
    Atitudes individuais Ações coletivas e cidadãs Ética simultânea:o pessoal e o comunitário ao mesmo tempo, em relação
  • 45.
    Conversão pessoal - Sintoniacom a mãe Terra -Adotar atitudes cotidianas -Consumo consciente -Cultivo da simplicidade e da alegria
  • 46.
    A sobriedade feliz Aespiritualidade cristã nos leva a viver com o necessário e se alegrar com pouco. Regressa à simplicidade que nos permite parar e saborear as pequenas coisas, agradecer as possibilidades que a vida oferece. Sem nos apegarmos ao que temos nem ficar tristes por aquilo que não possuímos. Isto exige evitar a dinâmica do domínio e da mera acumulação de prazeres (LS 222).
  • 47.
    Os problemas sociaisse resolvem com a soma de atitudes individuais e com redes comunitárias (LS 219). A ética em vista da sustentabilidade vai além dos gestos individuais
  • 48.
    Juntamente com ospequenos gestos diários, o amor social impele-nos a grandes estratégias que detenham a degradação ambiental e incentivem uma cultura do cuidado, que permeie toda a sociedade. Intervir, com os outros, nas dinâmicas sociais, faz parte da espiritualidade; é exercício da caridade, que amadurece o cristão (LS 231).
  • 49.
    Caminhemos cantando! Que asnossas lutas e a preocupação por este planeta não nos tirem a alegria da esperança! Deus nos dá as forças e a luz de que necessitamos para prosseguir (LS 244).
  • 50.
    No coração destemundo, permanece presente o Senhor da vida que tanto nos ama. Ele não nos abandona, não nos deixa sozinhos, porque se uniu definitivamente à nossa terra e o seu amor sempre nos leva a encontrar novos caminhos. Que Ele seja louvado! (LS 245)
  • 51.