Como a mudança na economia
  favorece o microsseguro?
      Francisco Galiza, Abril/2012
      www.ratingdeseguros.com.br
Previsões Macroeconômicas
Projeções do PIB (em 2006) (antes da crise)
            (Fonte: Goldman Sachs)
Previsões 2011 (em
novembro/2010) (Fonte: GS)
Projeções do PIB (janeiro/2011)
  (Fonte: PwC, citado no The Guardian)
Previsões 2012 (em
  outubro/2011)
Matéria Daily Mail (Tablóide Britânico)
         (dezembro/2011)
Previsões (em março/2012)

 (1) Fim de Ano. Critérios: Mediana 2012 e 2013 (fonte Boletim Focus, BACEN, 30/3/2012)




     Indicadores                         2011                2012e                2013e


      Variação PIB
                                          2,7%                3,3%                 4,2%
Valor US$ comercial (1)
                                           1,88                1,79                1,81
          IGP-M
                                         5,10%               4,79%                5,02%
           IPCA
                                         6,50%               5,29%                5,41%
     Taxa Selic (1)
                                        11,00%               9,00%                9,95%
Expectativas das Empresas (março/2012)
(Pesquisa McKinsey, com 2 mil executivos)
Evolução do Seguro no Brasil
Posição do Brasil no Mercado Mundial
         (Fonte: Swiss Re)

  Premium volume - US$ mi   2001     2010
       Life Insurance       1,822    33,246
     Non-Life Insurance     8,953    30,847
            Total           10,775   64,093
   Ranking Position World    2001     2010
       Life Insurance         36       16
     Non-Life Insurance       14       14
            Total             24       15
Faturamento Seguros – 2010 e
      2011 - R$ milhões

  R$ milhões          2011      2010     Var. %
   Automóvel         21.361    20.052    6,5%
   Patrimonial        9.267     7.789    19,0%
     Pessoas         19.107    15.716    21,6%
     Saúde           16.858    13.902    21,3%
Riscos Financeiros    1.289      898     43,5%
   Transportes        2.403     1.969    22,0%
     Demais           4.789     4.049    18,3%
     Total 1         75.075    64.375    16,6%
     DPVAT            6.707     5.797    15,7%
     Total 2         81.781    70.172    16,5%
      VGBL           43.390    36.704    18,2%
   Previdência       10.019     9.052    10,7%
     Total 3         135.190   115.928   16,6%
Previsões Seguros 2012


Anos       Seguros        PIB    Inflação

2008        6,2%         5,2%     5,9%

2009        19,8%        -0,3%    5,9%

2010        13,8%        7,5%     6,0%

2011        16,6%        2,7%     6,5%

2012e   No mínimo, 15%   3,3%     5,5%
Curva “S” Mercado Mundial de Seguros
Desafio Importante: Queda da Indústria

                                Produção e Licenciamento de Veículos - Brasil - Acumulado Móvel 12
                                                             meses

                          4,0


                          3,5


                          3,0
Milhões de Unidades/ano




                                                                                              Produção Veículos
                          2,5
                                                                                              Licenciamento Veículos

                          2,0


                          1,5


                          1,0
                           se 7




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                                  1
                           ju n 7


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                          de 8




                          de 9




                          de 0




                          de 1
                          ma 6




                          ma 7




                                  1
                          ma 8




                          ma 9




                          ma 0
                                /0




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                                /1




                                /1
                              r/0




                              r/0




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                              r/0


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                              t/0




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                          de




                                                        Meses
Mercado de Microsseguro, o
      que esperar?
Histórico:
• Desde 2004, o microsseguro tem sido motivo de crescente interesse
  do governo federal e do Conselho Nacional de Seguros Privados
  (CNSP).
• Em 2006, o Consultative Group to Assist the Poor (CGAP), da
  Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS, em
  inglês), formou o Joint Working Group on Microinsurance, do qual a
  Susep fez parte como membro e colaborador.
• Em 2008, o CNSP criou a Comissão Consultiva de Microsseguro,
  presidida pelo superintendente da Susep e com representantes do
  mercado, inclusive da Escola Nacional de Seguros.
• Em 2009, essa entidade ficou responsável pela coordenação do sub-
  grupo de pesquisas, destinado a fundamentar as medidas políticas e
  fornecer sugestões para a efetiva implantação do microsseguro no
  Brasil.
• Em 2009 e 2010, muitos estudos são concluídos (recomendo!!).
• Em 2011, sancionada a Resolução 244 do CNSP que regulamenta o
  microsseguro.
• Em dezembro de 2011, a Susep cria um grupo técnico, com
  representantes da autarquia e do setor privado, para discutir normas
  de funcionamento.
• Em 2012, essas normas devem ficar prontas.
• Microsseguro não é assistência
 social, nem é apenas um seguro
              barato!
    • Tem que haver regras e
    características específicas!
O que se discute hoje no país
     (algumas perguntas):
• Como distribuir (correspondentes bancários,
  corretores, internet)?
• Como liquidar e quando liquidar?
• Valor da Importância Segurada para que seja
  microsseguro?
• Formação de empresa própria ou
  segmentação?
• Documentação necessária e regras de
  “compliance”?
• etc
O que caracterizaria o microsseguro?
    (Fonte: “The Potential of Microinsurance”, AMBest, 2012




• 4 fatores caracterizariam o
  microsseguro
  –Menores custos de transação
  –Coberturas simplificadas
  –Baixa renda dos clientes
  –Envolvimento da comunidade
• Uma estimativa do potencial do
    mercado (no curto prazo)
Tabela 1 – Renda População
       Fonte: IBGE, 2009
Gráfico 1 – Despesas Médias com Seguros – Por SM
              Fonte: POF/IBGE, dados de 2008
Estimativa
• Em preços de 2008, temos:
  – O gasto médio da população com seguro acima
    de 15 anos era de R$ 23,96/mês.
  – Para quem ganha até 1 SM, o gasto médio era
    de R$ 2,74/mês.
  – Para quem ganha até 2 SM, o gasto médio era
    de R$ 5,51/mês.
  – Para quem ganha entre 1 e 2 SM, o gasto médio
    era de R$ 8,75/mês.
Consideramos
• Em nosso modo de ver, somente a partir de
  quem ganha 1 SM/mês teria condições de
  comprar diretamente um produto de
  microsseguro. Para quem ganha menos, o
  consumo, mesmo de um microsseguro, seria
  difícil. Nesse caso, a única opção seria um
  seguro do tipo não contributário.
• Isso representaria um público alvo consumidor
  de seguros de 70 milhões (pessoas acima de 10
  anos). Desse total, aproximadamente a metade
  teria de 1 a 2 SM, teoricamente o maior público
  do microsseguro.
• Nesse caso, consideramos também que a pessoa
  que quem ganha acima de 2 SM já consome
  para si o seguro tradicional.
Potencial somente do Microsseguro
(considerando somente um prêmio médio de R$ 5/mês)


• Até 1 SM/mês (não contributário, pago por
  empresas, entidades, etc). 41 milhões x R$
  5/mês x 12 = R$ 2,5 bilhões.
• De 1 a 2 SM/mês. 36 milhões x R$ 5/mês x
  12 = R$ 2,2 bilhões.
• Nesse caso, teríamos um mercado de quase
  R$ 5 bilhões/ano.
Obrigado!!

Como a mudança na economia favorece o microsseguro. Por Francisco Galiza

  • 1.
    Como a mudançana economia favorece o microsseguro? Francisco Galiza, Abril/2012 www.ratingdeseguros.com.br
  • 2.
  • 3.
    Projeções do PIB(em 2006) (antes da crise) (Fonte: Goldman Sachs)
  • 4.
  • 5.
    Projeções do PIB(janeiro/2011) (Fonte: PwC, citado no The Guardian)
  • 6.
    Previsões 2012 (em outubro/2011)
  • 7.
    Matéria Daily Mail(Tablóide Britânico) (dezembro/2011)
  • 8.
    Previsões (em março/2012) (1) Fim de Ano. Critérios: Mediana 2012 e 2013 (fonte Boletim Focus, BACEN, 30/3/2012) Indicadores 2011 2012e 2013e Variação PIB 2,7% 3,3% 4,2% Valor US$ comercial (1) 1,88 1,79 1,81 IGP-M 5,10% 4,79% 5,02% IPCA 6,50% 5,29% 5,41% Taxa Selic (1) 11,00% 9,00% 9,95%
  • 9.
    Expectativas das Empresas(março/2012) (Pesquisa McKinsey, com 2 mil executivos)
  • 10.
  • 11.
    Posição do Brasilno Mercado Mundial (Fonte: Swiss Re) Premium volume - US$ mi 2001 2010 Life Insurance 1,822 33,246 Non-Life Insurance 8,953 30,847 Total 10,775 64,093 Ranking Position World 2001 2010 Life Insurance 36 16 Non-Life Insurance 14 14 Total 24 15
  • 12.
    Faturamento Seguros –2010 e 2011 - R$ milhões R$ milhões 2011 2010 Var. % Automóvel 21.361 20.052 6,5% Patrimonial 9.267 7.789 19,0% Pessoas 19.107 15.716 21,6% Saúde 16.858 13.902 21,3% Riscos Financeiros 1.289 898 43,5% Transportes 2.403 1.969 22,0% Demais 4.789 4.049 18,3% Total 1 75.075 64.375 16,6% DPVAT 6.707 5.797 15,7% Total 2 81.781 70.172 16,5% VGBL 43.390 36.704 18,2% Previdência 10.019 9.052 10,7% Total 3 135.190 115.928 16,6%
  • 13.
    Previsões Seguros 2012 Anos Seguros PIB Inflação 2008 6,2% 5,2% 5,9% 2009 19,8% -0,3% 5,9% 2010 13,8% 7,5% 6,0% 2011 16,6% 2,7% 6,5% 2012e No mínimo, 15% 3,3% 5,5%
  • 14.
    Curva “S” MercadoMundial de Seguros
  • 15.
    Desafio Importante: Quedada Indústria Produção e Licenciamento de Veículos - Brasil - Acumulado Móvel 12 meses 4,0 3,5 3,0 Milhões de Unidades/ano Produção Veículos 2,5 Licenciamento Veículos 2,0 1,5 1,0 se 7 /08 se 9 se 0 se 1 8 9 ju n 0 1 ju n 7 de 7 de 8 de 9 de 0 de 1 ma 6 ma 7 1 ma 8 ma 9 ma 0 /0 /0 /1 /1 r/0 r/0 r/1 r/1 r/0 t/0 t/0 t/0 t/1 t/1 z/0 z/0 z/1 z/0 z/0 z/1 ju n ju n ju n se de Meses
  • 16.
  • 17.
    Histórico: • Desde 2004,o microsseguro tem sido motivo de crescente interesse do governo federal e do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). • Em 2006, o Consultative Group to Assist the Poor (CGAP), da Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS, em inglês), formou o Joint Working Group on Microinsurance, do qual a Susep fez parte como membro e colaborador. • Em 2008, o CNSP criou a Comissão Consultiva de Microsseguro, presidida pelo superintendente da Susep e com representantes do mercado, inclusive da Escola Nacional de Seguros. • Em 2009, essa entidade ficou responsável pela coordenação do sub- grupo de pesquisas, destinado a fundamentar as medidas políticas e fornecer sugestões para a efetiva implantação do microsseguro no Brasil. • Em 2009 e 2010, muitos estudos são concluídos (recomendo!!). • Em 2011, sancionada a Resolução 244 do CNSP que regulamenta o microsseguro. • Em dezembro de 2011, a Susep cria um grupo técnico, com representantes da autarquia e do setor privado, para discutir normas de funcionamento. • Em 2012, essas normas devem ficar prontas.
  • 18.
    • Microsseguro nãoé assistência social, nem é apenas um seguro barato! • Tem que haver regras e características específicas!
  • 19.
    O que sediscute hoje no país (algumas perguntas): • Como distribuir (correspondentes bancários, corretores, internet)? • Como liquidar e quando liquidar? • Valor da Importância Segurada para que seja microsseguro? • Formação de empresa própria ou segmentação? • Documentação necessária e regras de “compliance”? • etc
  • 20.
    O que caracterizariao microsseguro? (Fonte: “The Potential of Microinsurance”, AMBest, 2012 • 4 fatores caracterizariam o microsseguro –Menores custos de transação –Coberturas simplificadas –Baixa renda dos clientes –Envolvimento da comunidade
  • 21.
    • Uma estimativado potencial do mercado (no curto prazo)
  • 22.
    Tabela 1 –Renda População Fonte: IBGE, 2009
  • 23.
    Gráfico 1 –Despesas Médias com Seguros – Por SM Fonte: POF/IBGE, dados de 2008
  • 24.
    Estimativa • Em preçosde 2008, temos: – O gasto médio da população com seguro acima de 15 anos era de R$ 23,96/mês. – Para quem ganha até 1 SM, o gasto médio era de R$ 2,74/mês. – Para quem ganha até 2 SM, o gasto médio era de R$ 5,51/mês. – Para quem ganha entre 1 e 2 SM, o gasto médio era de R$ 8,75/mês.
  • 25.
    Consideramos • Em nossomodo de ver, somente a partir de quem ganha 1 SM/mês teria condições de comprar diretamente um produto de microsseguro. Para quem ganha menos, o consumo, mesmo de um microsseguro, seria difícil. Nesse caso, a única opção seria um seguro do tipo não contributário. • Isso representaria um público alvo consumidor de seguros de 70 milhões (pessoas acima de 10 anos). Desse total, aproximadamente a metade teria de 1 a 2 SM, teoricamente o maior público do microsseguro. • Nesse caso, consideramos também que a pessoa que quem ganha acima de 2 SM já consome para si o seguro tradicional.
  • 26.
    Potencial somente doMicrosseguro (considerando somente um prêmio médio de R$ 5/mês) • Até 1 SM/mês (não contributário, pago por empresas, entidades, etc). 41 milhões x R$ 5/mês x 12 = R$ 2,5 bilhões. • De 1 a 2 SM/mês. 36 milhões x R$ 5/mês x 12 = R$ 2,2 bilhões. • Nesse caso, teríamos um mercado de quase R$ 5 bilhões/ano.
  • 27.