Caso
Clínico
IC Descompensado
N.B.S., 70 anos, sexo feminino, viúva, 1º dia de internação, com diagnostico médico de
insuficiência cardíaca (IC) descompensada.
Segundo relato de familiares, há 1 semana evoluiu com cansaço aos mínimos esforços,
ganho de peso e redução do volume urinário. Queixava-se também de tosse persistente
associada ao uso dos medicamentos e desânimo importante, referindo não conseguir
mais se cuidar sozinha e estar cansada de viver desta forma, preferindo a morte.
Frequentava a igreja católica próxima de casa, porém não consegue mais participar das missas
devido a condição atual de saúde. Quando interrogada, referiu que não evacuava há 7 dias
e mantinha a sensação de plenitude gástrica, além de não conseguir a recomendação
de dieta hipossódica e restrição hídrica de 800 ml/dia.
Antecedentes pessoais: infarto agudo do miocárdio (IAM) há 2 anos, hipertensão e
dislipidemia. Vinha fazendo uso irregular das seguintes medicações: enalapril 20 ml/dia;
furosemida 40 mg cedo e 20 mg às 17 horas; AAS 100 mg no almoço, carvedilol 25 mg a cada
12 horas e sinvastatina 40 mg ao deitar.
Ao exame físico, encontra-se lentificada, com períodos de confusão mental,
estase jugular 2+/4+ e palidez cutânea. PA = 90/60 mmHg, FC = 140 bpm e
FR = 35 irpm, com respiração de Cheyne-Stokes. À ausculta, apresenta
crepitações finas em bases pulmonares e BCA hipofonéticas e em três
tempos. A palpação dos pulsos mostrou intensidade diminuída e pulso
alternante. Abdome ascítico, com RHA hipoativos. Apresenta edema em
MMII 3+/4+, com TEC lento discretamente diminuída.
Nos exames laboratoriais: ureia = 70 mg/dl; creatinina = 2,5 mg/dl; K+ = 3
mEq/l; Na++ = 145 mEq/l; Hb = 11 g/dl; Ht = 36%; colesterol total = 260 mg/dl;
HDL = 32 mg/dl; LDL = 180 mg/dl e triglicérides = 450 mg/dl.
Exames de imagem: Rx de tórax mostra cardiomegalia e congestão pulmonar (Fig.
16.1); ECG com ritmo irregular, ausência de ondas P, configurando fibrilação atrial (FA),
com FC = 140 bpm (Fig. 16.2).
Propedêutica Achados normais Achados na IC
Inspeção
Cardiovascular
Coloração da pele: a coloração
normal da pele deve-se à
concentração de hemoglobina (Hb) e
hemácias presentes no sangue
circulante e ao débito cardíaco
(volume sistólico x frequência
cardíaca). 
Na IC, ocorre o aumento na atividade
nervosa adrenérgica em decorrência do
baixo débito, provocando vasoconstrição
periférica, manifestada por palidez
cutânea, cianose e diminuição da
temperatura. A palidez cutânea reflete a
vasoconstrição. É necessário, contudo,
descartar o diagnóstico de anemia, que
pode ser fator associado à IC (dosagem
de Ht e Hb), piorando sua manifestação.
Propedêutica Achados normais Achados na IC
Inspeção
Pulmonar
Padrão respiratório e frequência
respiratória (FR): FR normal em
adultos varia entre 14 e 20 rpm. O
padrão é rítmico, sem utilização de
musculatura acessória.
A dispneia é a manifestação mais importante
da IC e deve-se principalmente à congestão
e ao edema pulmonar. Além da dispneia, o
paciente com IC pode apresentar taquipneia,
uso de musculatura acessória, ortopneia,
tosse noturna, respiração de Cheyne-
Stokes (períodos alternados de respiração
profunda e rápida, seguidos de períodos de
apneia), dispneia paroxística noturna (o
paciente acorda cerca de 30 min a 4 horas
após deitar-se com sensação de dispneia
devido ao retorno do líquido extravasado
para o meio intravascular).
Propedêutica Achados normais Achados na IC
Palpação
Cardiovascular
TEC: representa o grau de
oxigenação periférica, sendo o valor
normal ≤2 segundos.
Pressão arterial (PA): a PA
considerada normal é aquela com PA
sistólica (PAS) < 120 mmHg e PA
diastólica (PAD) < a 80 mmHg. A
pressão de pulso refere-se à
diferença entre o valor da PAS e da
PAD. Essa diferencia deve estar entre
20 a 30 mmHg.
O TEC pode estar elevado na IC devido
à má oxigenação periférica decorrente
do baixo débito e da vasoconstrição
periférica.
A medida que o quadro de IC evolui, há
diminuição na pressão sanguínea
arterial sempre com tendência à
convergência (queda na PAS refletindo o
déficit sistólico, associado à elevada PAD,
reflexo da elevada resistência periférica).
Propedêutica Achados normais Achados na IC
Palpação
Pulso jugular: colocar o paciente
deitado a um ângulo entre 30 e 45º;
normalmente, as veias jugulares não
são visíveis em pessoas sadias.
A presença de estase jugular é um dado
muito sugestivo de IC direita e/ou
global. Na sua ausência, pode-se
pesquisar o refluxo hepatojugular
(comprimir o hipocôndrio direito do
paciente durante 30 segundos). Isso
aumentará o retorno venoso ao coração
direito que, estando insuficiente, não
bombeará sangue para os pulmões. O
sangue, então, reflui para as jugulares,
que se enchem nesse momento.
Propedêutica Achados normais Achados na IC
Palpação
Palpação do precórdio (ictus cordis):
a posição normal corresponde ao 5º
espaço intercostal esquerdo na linha
hemiclavicular. Palpável em um
pequeno raio de não mais de 1 cm. As
pulsações não devem ser vistas,
apenas sentidas, em pacientes com o
diâmetro anteroposterior do tórax
reduzido.
Na IC, pode haver desvio e extensão do
ictus. Quando o ictus cordis está
deslocado para baixo (no 6º ou 7º
espaço intercostal esquerdo) e para fora
em relação à linha hemiclavicular,
denomina-se impulsivo e indica
hipertrofia miocárdica. Quando o ictus
cordis está deslocado para baixo e para
fora e abrange muitas polpas digitais,
denomina-se não impulsivo, e o
diagnostico clínico é de miocardiopatia
dilatada, indicando
hipocontratibilidade cardíaca.
Propedêutica Achados normais Achados na IC
Palpação
Sinal de Homans: esse sinal avalia a
presença de trombo venoso.
Ausência de dor durante a flexão da
panturrilha.
Sinal de Godet: esse sinal avalia a
presença e a intensidade do edema
periférico.
Pode haver dor na panturrilha durante a
flexão, indicando presença de trombose
venosa. O paciente com IC descompensada
tem tendencia a esse quadro em razão da
diminuição da mobilidade física e do fluxo
sanguíneo lentificado.
Edema de membros inferiores (MMII) que
reflete a hipertensão venocapilar da IC direita.
Havendo presença de edema, este pode ser
classificada em cruzes, de acordo com a sua
intensidade.
Propedêutica Achados normais Achados na IC
Palpação
Pulmonar
Expansibilidade torácica: o tórax
expande-se de forma simétrica na
inspiração.
Na IC, devido a congestão pulmonar, a
paciente pode apresentar diminuição da
expansibilidade do toráx.
Propedêutica Achados normais Achados na IC
Percussão
Pulmonar
A percussão dos pulmões revela um
som normal denominada ressonância
- som claro pulmonar.
Na IC, pode ocorrer um abafamento do som
ressonante causando presença de líquido nos
pulmões. Algumas vezes, o paciente com IC
grave pode apresentar derrame pleural.
Propedêutica Achados normais Achados na IC
Ausculta
Cardíaca
Frequência apical (FA): a FA é
verificada na posição do ictus cordis
com o estetoscópio durante 1 min.
Ouvem-se as bulhas B1 e B2 de forma
rítmica. A FA normal varia de 60 a 100
bpm.
Primeira bulha (B1): a B1 corresponde
ao fechamento das valvas
atrioventriculares. É mais audível nos
focos do ápice e é ouvida como “lub”.
Na IC, pode haver aumento da FC em
resposta à descarga adrenérgica, e as bulhas
podem ser arrítmicas e hipofonéticas.
A B1 tende a ser diminuída (hipofonética) na
IC à hipocontratilidade miocárdica. A variação
de. Intensidade sugere fibrilação atrial,
sobretudo quando associada a pulso radial
que varia de intensidade (ora cheio, ora
filiforme).
Propedêutica Achados normais Achados na IC
Ausculta
Segunda bulha (B2): a B2
corresponde ao
fechamento das valvas
semilunares. É mais audível
nos focos da base é ouvida
como “dub”. Pode estar
desdobrada, e tal
desdobramento pode ser
fisiológico ou patológico.
Quando fisiológico, aparece
na inspiração e desaparece
na expiração.
O desdobramento patológico da B2 pode assumir três
formas: amplo, fixo ou paradoxal.
O desdobramento amplo é aquele em que a inspiração
aumenta sua intensidade, mas não desaparece com a
expiração; ocorre na IC leve.
O desdobramento fixo é audível tanto na inspiração
quanto na expiração, mas difere do desdobramento
amplo de B2 porque não aumenta com a inspiração;
sugere IC grave.
O desdobramento paradoxal de B2 sugere bloqueio do
ramo esquerdo (frequente na cardiomiopatia dilatada
idiopática e cardiopatia hipertensiva), e caracteriza-se
por desaparecer na inspiração e aparecer na expiração
(comportamento oposto ao desdobramento
fisiológico).
Propedêutica Achados normais Achados na IC
Ausculta
Terceira bulha (B3): é fisiológica em
crianças e adultos até 25 anos. Na IC,
pode aparecer quando há sobrecarga
volumétrica.
Sopro: murmúrio auscultado entre as
bulhas que pode indicar estenose ou
insuficiência valvar (regurgitação).
A B3 surge logo após a B2 (fase de
enchimento rápido ventricular), associada à
disfunção ventricular diastólica. É o sinal de
maior sensibilidade. Quando associada à
taquicardia, deve ser sempre considerada
patológica. Nas bradicardias com B3,
suspeita-se de miocardiopatia grave.
Quando presente, pode indicar um
valvulopatia como causa da IC. A regurgitação
mitral e tricúspide pode ser secundária à
cardiomegalia/dilatação ventricular.
Propedêutica Achados normais Achados na IC
Ausculta
Pulmonar
Murmúrios vesiculares em ápice e
bases pulmonares e ausência de
ruídos adventícios.
Crepitações em bases e até ápices
pulmonares decorrentes da transudação de
fluídos para os alvéolos e para as vias aéreas –
congestão pulmonar.
Exames
Valores de
referência
Correlação com a IC
Ureia 8 a 20 mg/dl
A ureia é o produto final do metabolismo das proteínas e tem
excreção renal. Na IC, a ureia pode estar elevada em razão da
hipoperfusão renal (pelo baixo débito cardíaco). Isto leva à redução na
filtração glomerular, causando aumento do seu nível sérico.
Creatinina
0,8 a 1,2
mg/dl
A creatinina é produto final do metabolismo da creatina muscular
também tem excreção renal. Na IC, a creatinina pode estar elevada
em razão da hipoperfusão renal (pelo baixo débito cardíaco). Isto leva
à redução na filtração glomerular, causando aumento do seu nível
sérico. Ureia e creatinina aumentadas são marcadores de disfunção
renal.
Exame laboratorial e correlação com a patologia
Exames
Valores de
referência
Correlação com a IC
Potássio 3,5 a 5 mEq/l
A paciente deste caso faz uso de furosemida (diurético de alça) que
pode causar hipocalemia; portanto, é necessário dosar o nível sérico
desse eletrólito. Além disso, o K+  também é excretado pelos rins e
pode estar aumentado nos casos de disfunção renal.
Sódio
135 a 145
mEq/l
Na IC, pode haver retenção de sódio devido ao estímulo do sistema
renina-angiotensina-aldosterona, fisiologicamente ativado para tentar
compensar o baixo débito cardíaco. A aldosterona estimula a retenção
de sódio e água.
Exame laboratorial e correlação com a patologia
Colesterol
total
< 150 mg/dl
O aumento do nível de colesterol total aumenta o risco de formação
de placas de ateroma, aumento o risco de coronariopatia.
HDL-
colesterol
> 60 mg/dl
A redução do nível de HDL-colesterol aumento o risco de formação de
placas de ateroma, aumento o risco de coronariopatia.
LDL-
colesterol
< 100mg/dl
O aumento do nível de triglicérides aumenta o risco de formação de
placas de ateroma, aumento o risco de coronariopatia.
Triglicérid
es
< 150 mg/dl
O aumento do nível de colesterol total aumenta o risco de formação
de placas de ateroma, aumento o risco de coronariopatia.
Exames
Valores de
referência
Correlação com a IC
Exames
Valores de
referência
Correlação com a IC
Hemoglobina
12 a 16 g/dl
em
mulheres
A redução do nível de hemoglobina ocorre comumente em casos de
doença crônica e causa piora do quadro de IC, uma vez que
hemoglobina é responsável por oxigenar os tecidos.
Hematócrito
37 a 47%
em
mulheres
A Hematócrito é a porcentagem de hemácias para o volume de
sangue total (todos os componentes do sangue). A redução do nível
de hematócrito, em consequência do quadro de doença crônica,
também piora o quadro de IC, uma vez que as hemácias contêm a
hemoglobina, responsável por oxigenar os tecidos.
Sinais e
Sintomas
Necessidade
Humana Básica
Domínio da
taxonomia da
NANDA-I
Classe da
taxonomia da
NANDA-I
Enunciado
diagnóstico da
taxonomia da
NANDA-I
Causas dos
sinais e
sintomas
 Ganho de peso,
congestão
pulmonar e
crepitações finais
em base à
ausculta,
diminuição de Hb
(11g/dl) e Ht
(36%), estase de
jugular, oligúria,
ascite, sensação
de plenitude
gástrica e edema
de MMII.
Psicobiológica -
Eliminação
Domínio 2 -
Nutrição
Classe 5 -
Hidratação
 Volume de
líquidos excessivo
Redução da taxa
de filtração
glomerular,
aumento da
produção de ADH
e retenção de
sódio e água 
Sinais e Sintomas de Necessidades de Saúde e Fatores de risco, conforme as NHB e a Taxonomia
da NANDA-I, e as Causas dos Sinais e Sintomas
Sinais e
Sintomas
Necessidade
Humana Básica
Domínio da
taxonomia da
NANDA-I
Classe da
taxonomia da
NANDA-I
Enunciado
diagnóstico da
taxonomia da
NANDA-I
Causas dos
sinais e
sintomas
Ganho de peso,
confusão, palidez
cutânea, ritmo
respiratório:
Cheyne-Stokes,
bulhas
hipofonéticas, B3,
FA ao ECG,
hipotensão,
taquicardia, pulso
arternante,
reperfusão
periférica capilar
lenta.
Psicobiológica -
Regulação
Vascular
Domínio 4 -
Atividade/repouso
Classe 4 -
Respostas
cardiovasculares/
pulmonares
Débito cardíaco
diminuído
Aumento da pré-
carga, diminuição
da pós-carga,
fibrilação atrial,
diminuição da
contratilidade
Sinais e Sintomas de Necessidades de Saúde e Fatores de risco, conforme as NHB e a Taxonomia
da NANDA-I, e as Causas dos Sinais e Sintomas
Sinais e
Sintomas
Necessidade
Humana Básica
Domínio da
taxonomia da
NANDA-I
Classe da
taxonomia da
NANDA-I
Enunciado
diagnóstico da
taxonomia da
NANDA-I
Causas dos
sinais e
sintomas
Falta de
envolvimento no
cuidado,
indicação verbal
“não consigo me
cuidar, estou
cansada de viver
desta forma e, se
for assim, prefiro
morrer”.
Psicossocial -
Aceitação
Domínio 6 -
Autopercepção
Classe 1 -
Autoconceito Desesperança
Deterioração da
condição
fisiológica
Sinais e Sintomas de Necessidades de Saúde e Fatores de risco, conforme as NHB e a Taxonomia
da NANDA-I, e as Causas dos Sinais e Sintomas
Sinais e
Sintomas
Necessidade
Humana Básica
Domínio da
taxonomia da
NANDA-I
Classe da
taxonomia da
NANDA-I
Enunciado
diagnóstico da
taxonomia da
NANDA-I
Causas dos
sinais e
sintomas
Evacuação
ausente há 7 dias,
sensação de
plenitude gástrica
e ruídos
hidroaéreos
hipoativos
Psicobiológica -
Eliminação
Domínio 3 -
Eliminação e troca
Classe 2 - Função
gastrointestinal Constipação
Congestão do
trato
gastrointestinal,
motilidade
intestinal
diminuída
Sinais e Sintomas de Necessidades de Saúde e Fatores de risco, conforme as NHB e a Taxonomia
da NANDA-I, e as Causas dos Sinais e Sintomas
Diagnóstico
de
enfermagem
Domínio da
taxonomia
NOC
Classe da
taxonomia
NOC
Resultado
NOC
Domínios
taxonomia
NIC
Classes
taxonomia
NIC
Intervenção
da NIC
 Volume
excessivo de
líquidos  
 Domínio II -
Saúde
fisiológica
Regulação
metabólica 
Sinais Vitais
Fisiológico
complexo
Controle da
perfusão
tissular
 Controle
hídrico
 Débito
cardíaco
diminuído 
 Domínio II -
Saúde
fisiológica
Cardiopulmonar
Eficácia da
bomba
cardíaca
Fisiológico
complexo
Controle da
perfusão
tissular
Controle do
choque:
cardiogênico
Diagnóstico, Resultados e Intervenções de Enfermagem segundo as taxonomias da NANDA-I, NOC
e NIC.
Diagnósticos e Prescrições de Enfermagem
DIAGNÓSTICOS PRESCRIÇÃO
Volume excessivo de líquidos
relacionando a redução da taxa de
filtração glomerular, aumento da
produção de ADH e retenção de sódio
e água caracterizado por ganho de
peso, congestão pulmonar e
crepitações finais em base à ausculta,
diminuição de Hb (11g/dl) e Ht (36%),
estase de jugular, oligúria, ascite,
sensação de plenitude gástrica e
edema de MMII.
1.     Monitorar cor e densidade específica da urina; M T N
2.     Pesar a paciente diariamente e monitorar as tendências;
M
3.     Manter um registro preciso da ingestão e da eliminação,
realizando o balanço hídrico; M T N
4.     Orientar, monitorar e registrar a restrição hídrica de 800
ml/dia; M T N
5.     Avaliar a extensão do edema por meio da circunferência
maleolar; M
6.     Avaliar a extensão da ascite por meio da circunferência
abdominal medida em decúbito dorsal horizontal; M
7.     Manter o decúbito elevado a 30 a 45º; M T N
8.     Administrar e monitorar o efeito terapêutico dos
diuréticos; M T N
Diagnósticos e Prescrições de Enfermagem
DIAGNÓSTICOS PRESCRIÇÃO
Débito cardíaco diminuído relacionado
ao aumento da pré-carga, diminuição
da pós-carga, fibrilação atrial,
diminuição da contratilidade
caracterizado por ganho de peso,
confusão, palidez cutânea, ritmo
respiratório: Cheyne-Stokes, bulhas
hipofonéticas, B3, FA ao ECG,
hipotensão, taquicardia, pulso
arternante, reperfusão periférica capilar
lenta.
1. Monitorar o ritmo e a frequência cardíaca; M T N
2. Monitorar e documentar as tendencias da pressão
arterial e padrão respiratório; M T N
3. Monitorar o estado neurológico: tontura, vertigem
e confusão mental; M T N
4. Monitorar e documentar a distensão da veia
jugular; M T N
5. Estimular mudança de decúbito (prevenção de
formação de trombos periféricos); M T N
6. Monitorar perfusão periférica: enchimento capilar,
temperatura, coloração e pulso; M T N
caso clinico

caso clinico

  • 1.
  • 2.
    N.B.S., 70 anos,sexo feminino, viúva, 1º dia de internação, com diagnostico médico de insuficiência cardíaca (IC) descompensada. Segundo relato de familiares, há 1 semana evoluiu com cansaço aos mínimos esforços, ganho de peso e redução do volume urinário. Queixava-se também de tosse persistente associada ao uso dos medicamentos e desânimo importante, referindo não conseguir mais se cuidar sozinha e estar cansada de viver desta forma, preferindo a morte. Frequentava a igreja católica próxima de casa, porém não consegue mais participar das missas devido a condição atual de saúde. Quando interrogada, referiu que não evacuava há 7 dias e mantinha a sensação de plenitude gástrica, além de não conseguir a recomendação de dieta hipossódica e restrição hídrica de 800 ml/dia. Antecedentes pessoais: infarto agudo do miocárdio (IAM) há 2 anos, hipertensão e dislipidemia. Vinha fazendo uso irregular das seguintes medicações: enalapril 20 ml/dia; furosemida 40 mg cedo e 20 mg às 17 horas; AAS 100 mg no almoço, carvedilol 25 mg a cada 12 horas e sinvastatina 40 mg ao deitar.
  • 3.
    Ao exame físico,encontra-se lentificada, com períodos de confusão mental, estase jugular 2+/4+ e palidez cutânea. PA = 90/60 mmHg, FC = 140 bpm e FR = 35 irpm, com respiração de Cheyne-Stokes. À ausculta, apresenta crepitações finas em bases pulmonares e BCA hipofonéticas e em três tempos. A palpação dos pulsos mostrou intensidade diminuída e pulso alternante. Abdome ascítico, com RHA hipoativos. Apresenta edema em MMII 3+/4+, com TEC lento discretamente diminuída. Nos exames laboratoriais: ureia = 70 mg/dl; creatinina = 2,5 mg/dl; K+ = 3 mEq/l; Na++ = 145 mEq/l; Hb = 11 g/dl; Ht = 36%; colesterol total = 260 mg/dl; HDL = 32 mg/dl; LDL = 180 mg/dl e triglicérides = 450 mg/dl.
  • 4.
    Exames de imagem:Rx de tórax mostra cardiomegalia e congestão pulmonar (Fig. 16.1); ECG com ritmo irregular, ausência de ondas P, configurando fibrilação atrial (FA), com FC = 140 bpm (Fig. 16.2).
  • 5.
    Propedêutica Achados normaisAchados na IC Inspeção Cardiovascular Coloração da pele: a coloração normal da pele deve-se à concentração de hemoglobina (Hb) e hemácias presentes no sangue circulante e ao débito cardíaco (volume sistólico x frequência cardíaca).  Na IC, ocorre o aumento na atividade nervosa adrenérgica em decorrência do baixo débito, provocando vasoconstrição periférica, manifestada por palidez cutânea, cianose e diminuição da temperatura. A palidez cutânea reflete a vasoconstrição. É necessário, contudo, descartar o diagnóstico de anemia, que pode ser fator associado à IC (dosagem de Ht e Hb), piorando sua manifestação.
  • 6.
    Propedêutica Achados normaisAchados na IC Inspeção Pulmonar Padrão respiratório e frequência respiratória (FR): FR normal em adultos varia entre 14 e 20 rpm. O padrão é rítmico, sem utilização de musculatura acessória. A dispneia é a manifestação mais importante da IC e deve-se principalmente à congestão e ao edema pulmonar. Além da dispneia, o paciente com IC pode apresentar taquipneia, uso de musculatura acessória, ortopneia, tosse noturna, respiração de Cheyne- Stokes (períodos alternados de respiração profunda e rápida, seguidos de períodos de apneia), dispneia paroxística noturna (o paciente acorda cerca de 30 min a 4 horas após deitar-se com sensação de dispneia devido ao retorno do líquido extravasado para o meio intravascular).
  • 7.
    Propedêutica Achados normaisAchados na IC Palpação Cardiovascular TEC: representa o grau de oxigenação periférica, sendo o valor normal ≤2 segundos. Pressão arterial (PA): a PA considerada normal é aquela com PA sistólica (PAS) < 120 mmHg e PA diastólica (PAD) < a 80 mmHg. A pressão de pulso refere-se à diferença entre o valor da PAS e da PAD. Essa diferencia deve estar entre 20 a 30 mmHg. O TEC pode estar elevado na IC devido à má oxigenação periférica decorrente do baixo débito e da vasoconstrição periférica. A medida que o quadro de IC evolui, há diminuição na pressão sanguínea arterial sempre com tendência à convergência (queda na PAS refletindo o déficit sistólico, associado à elevada PAD, reflexo da elevada resistência periférica).
  • 8.
    Propedêutica Achados normaisAchados na IC Palpação Pulso jugular: colocar o paciente deitado a um ângulo entre 30 e 45º; normalmente, as veias jugulares não são visíveis em pessoas sadias. A presença de estase jugular é um dado muito sugestivo de IC direita e/ou global. Na sua ausência, pode-se pesquisar o refluxo hepatojugular (comprimir o hipocôndrio direito do paciente durante 30 segundos). Isso aumentará o retorno venoso ao coração direito que, estando insuficiente, não bombeará sangue para os pulmões. O sangue, então, reflui para as jugulares, que se enchem nesse momento.
  • 9.
    Propedêutica Achados normaisAchados na IC Palpação Palpação do precórdio (ictus cordis): a posição normal corresponde ao 5º espaço intercostal esquerdo na linha hemiclavicular. Palpável em um pequeno raio de não mais de 1 cm. As pulsações não devem ser vistas, apenas sentidas, em pacientes com o diâmetro anteroposterior do tórax reduzido. Na IC, pode haver desvio e extensão do ictus. Quando o ictus cordis está deslocado para baixo (no 6º ou 7º espaço intercostal esquerdo) e para fora em relação à linha hemiclavicular, denomina-se impulsivo e indica hipertrofia miocárdica. Quando o ictus cordis está deslocado para baixo e para fora e abrange muitas polpas digitais, denomina-se não impulsivo, e o diagnostico clínico é de miocardiopatia dilatada, indicando hipocontratibilidade cardíaca.
  • 10.
    Propedêutica Achados normaisAchados na IC Palpação Sinal de Homans: esse sinal avalia a presença de trombo venoso. Ausência de dor durante a flexão da panturrilha. Sinal de Godet: esse sinal avalia a presença e a intensidade do edema periférico. Pode haver dor na panturrilha durante a flexão, indicando presença de trombose venosa. O paciente com IC descompensada tem tendencia a esse quadro em razão da diminuição da mobilidade física e do fluxo sanguíneo lentificado. Edema de membros inferiores (MMII) que reflete a hipertensão venocapilar da IC direita. Havendo presença de edema, este pode ser classificada em cruzes, de acordo com a sua intensidade.
  • 11.
    Propedêutica Achados normaisAchados na IC Palpação Pulmonar Expansibilidade torácica: o tórax expande-se de forma simétrica na inspiração. Na IC, devido a congestão pulmonar, a paciente pode apresentar diminuição da expansibilidade do toráx.
  • 12.
    Propedêutica Achados normaisAchados na IC Percussão Pulmonar A percussão dos pulmões revela um som normal denominada ressonância - som claro pulmonar. Na IC, pode ocorrer um abafamento do som ressonante causando presença de líquido nos pulmões. Algumas vezes, o paciente com IC grave pode apresentar derrame pleural.
  • 13.
    Propedêutica Achados normaisAchados na IC Ausculta Cardíaca Frequência apical (FA): a FA é verificada na posição do ictus cordis com o estetoscópio durante 1 min. Ouvem-se as bulhas B1 e B2 de forma rítmica. A FA normal varia de 60 a 100 bpm. Primeira bulha (B1): a B1 corresponde ao fechamento das valvas atrioventriculares. É mais audível nos focos do ápice e é ouvida como “lub”. Na IC, pode haver aumento da FC em resposta à descarga adrenérgica, e as bulhas podem ser arrítmicas e hipofonéticas. A B1 tende a ser diminuída (hipofonética) na IC à hipocontratilidade miocárdica. A variação de. Intensidade sugere fibrilação atrial, sobretudo quando associada a pulso radial que varia de intensidade (ora cheio, ora filiforme).
  • 14.
    Propedêutica Achados normaisAchados na IC Ausculta Segunda bulha (B2): a B2 corresponde ao fechamento das valvas semilunares. É mais audível nos focos da base é ouvida como “dub”. Pode estar desdobrada, e tal desdobramento pode ser fisiológico ou patológico. Quando fisiológico, aparece na inspiração e desaparece na expiração. O desdobramento patológico da B2 pode assumir três formas: amplo, fixo ou paradoxal. O desdobramento amplo é aquele em que a inspiração aumenta sua intensidade, mas não desaparece com a expiração; ocorre na IC leve. O desdobramento fixo é audível tanto na inspiração quanto na expiração, mas difere do desdobramento amplo de B2 porque não aumenta com a inspiração; sugere IC grave. O desdobramento paradoxal de B2 sugere bloqueio do ramo esquerdo (frequente na cardiomiopatia dilatada idiopática e cardiopatia hipertensiva), e caracteriza-se por desaparecer na inspiração e aparecer na expiração (comportamento oposto ao desdobramento fisiológico).
  • 15.
    Propedêutica Achados normaisAchados na IC Ausculta Terceira bulha (B3): é fisiológica em crianças e adultos até 25 anos. Na IC, pode aparecer quando há sobrecarga volumétrica. Sopro: murmúrio auscultado entre as bulhas que pode indicar estenose ou insuficiência valvar (regurgitação). A B3 surge logo após a B2 (fase de enchimento rápido ventricular), associada à disfunção ventricular diastólica. É o sinal de maior sensibilidade. Quando associada à taquicardia, deve ser sempre considerada patológica. Nas bradicardias com B3, suspeita-se de miocardiopatia grave. Quando presente, pode indicar um valvulopatia como causa da IC. A regurgitação mitral e tricúspide pode ser secundária à cardiomegalia/dilatação ventricular.
  • 16.
    Propedêutica Achados normaisAchados na IC Ausculta Pulmonar Murmúrios vesiculares em ápice e bases pulmonares e ausência de ruídos adventícios. Crepitações em bases e até ápices pulmonares decorrentes da transudação de fluídos para os alvéolos e para as vias aéreas – congestão pulmonar.
  • 17.
    Exames Valores de referência Correlação coma IC Ureia 8 a 20 mg/dl A ureia é o produto final do metabolismo das proteínas e tem excreção renal. Na IC, a ureia pode estar elevada em razão da hipoperfusão renal (pelo baixo débito cardíaco). Isto leva à redução na filtração glomerular, causando aumento do seu nível sérico. Creatinina 0,8 a 1,2 mg/dl A creatinina é produto final do metabolismo da creatina muscular também tem excreção renal. Na IC, a creatinina pode estar elevada em razão da hipoperfusão renal (pelo baixo débito cardíaco). Isto leva à redução na filtração glomerular, causando aumento do seu nível sérico. Ureia e creatinina aumentadas são marcadores de disfunção renal. Exame laboratorial e correlação com a patologia
  • 18.
    Exames Valores de referência Correlação coma IC Potássio 3,5 a 5 mEq/l A paciente deste caso faz uso de furosemida (diurético de alça) que pode causar hipocalemia; portanto, é necessário dosar o nível sérico desse eletrólito. Além disso, o K+  também é excretado pelos rins e pode estar aumentado nos casos de disfunção renal. Sódio 135 a 145 mEq/l Na IC, pode haver retenção de sódio devido ao estímulo do sistema renina-angiotensina-aldosterona, fisiologicamente ativado para tentar compensar o baixo débito cardíaco. A aldosterona estimula a retenção de sódio e água. Exame laboratorial e correlação com a patologia
  • 19.
    Colesterol total < 150 mg/dl Oaumento do nível de colesterol total aumenta o risco de formação de placas de ateroma, aumento o risco de coronariopatia. HDL- colesterol > 60 mg/dl A redução do nível de HDL-colesterol aumento o risco de formação de placas de ateroma, aumento o risco de coronariopatia. LDL- colesterol < 100mg/dl O aumento do nível de triglicérides aumenta o risco de formação de placas de ateroma, aumento o risco de coronariopatia. Triglicérid es < 150 mg/dl O aumento do nível de colesterol total aumenta o risco de formação de placas de ateroma, aumento o risco de coronariopatia. Exames Valores de referência Correlação com a IC
  • 20.
    Exames Valores de referência Correlação coma IC Hemoglobina 12 a 16 g/dl em mulheres A redução do nível de hemoglobina ocorre comumente em casos de doença crônica e causa piora do quadro de IC, uma vez que hemoglobina é responsável por oxigenar os tecidos. Hematócrito 37 a 47% em mulheres A Hematócrito é a porcentagem de hemácias para o volume de sangue total (todos os componentes do sangue). A redução do nível de hematócrito, em consequência do quadro de doença crônica, também piora o quadro de IC, uma vez que as hemácias contêm a hemoglobina, responsável por oxigenar os tecidos.
  • 21.
    Sinais e Sintomas Necessidade Humana Básica Domínioda taxonomia da NANDA-I Classe da taxonomia da NANDA-I Enunciado diagnóstico da taxonomia da NANDA-I Causas dos sinais e sintomas  Ganho de peso, congestão pulmonar e crepitações finais em base à ausculta, diminuição de Hb (11g/dl) e Ht (36%), estase de jugular, oligúria, ascite, sensação de plenitude gástrica e edema de MMII. Psicobiológica - Eliminação Domínio 2 - Nutrição Classe 5 - Hidratação  Volume de líquidos excessivo Redução da taxa de filtração glomerular, aumento da produção de ADH e retenção de sódio e água  Sinais e Sintomas de Necessidades de Saúde e Fatores de risco, conforme as NHB e a Taxonomia da NANDA-I, e as Causas dos Sinais e Sintomas
  • 22.
    Sinais e Sintomas Necessidade Humana Básica Domínioda taxonomia da NANDA-I Classe da taxonomia da NANDA-I Enunciado diagnóstico da taxonomia da NANDA-I Causas dos sinais e sintomas Ganho de peso, confusão, palidez cutânea, ritmo respiratório: Cheyne-Stokes, bulhas hipofonéticas, B3, FA ao ECG, hipotensão, taquicardia, pulso arternante, reperfusão periférica capilar lenta. Psicobiológica - Regulação Vascular Domínio 4 - Atividade/repouso Classe 4 - Respostas cardiovasculares/ pulmonares Débito cardíaco diminuído Aumento da pré- carga, diminuição da pós-carga, fibrilação atrial, diminuição da contratilidade Sinais e Sintomas de Necessidades de Saúde e Fatores de risco, conforme as NHB e a Taxonomia da NANDA-I, e as Causas dos Sinais e Sintomas
  • 23.
    Sinais e Sintomas Necessidade Humana Básica Domínioda taxonomia da NANDA-I Classe da taxonomia da NANDA-I Enunciado diagnóstico da taxonomia da NANDA-I Causas dos sinais e sintomas Falta de envolvimento no cuidado, indicação verbal “não consigo me cuidar, estou cansada de viver desta forma e, se for assim, prefiro morrer”. Psicossocial - Aceitação Domínio 6 - Autopercepção Classe 1 - Autoconceito Desesperança Deterioração da condição fisiológica Sinais e Sintomas de Necessidades de Saúde e Fatores de risco, conforme as NHB e a Taxonomia da NANDA-I, e as Causas dos Sinais e Sintomas
  • 24.
    Sinais e Sintomas Necessidade Humana Básica Domínioda taxonomia da NANDA-I Classe da taxonomia da NANDA-I Enunciado diagnóstico da taxonomia da NANDA-I Causas dos sinais e sintomas Evacuação ausente há 7 dias, sensação de plenitude gástrica e ruídos hidroaéreos hipoativos Psicobiológica - Eliminação Domínio 3 - Eliminação e troca Classe 2 - Função gastrointestinal Constipação Congestão do trato gastrointestinal, motilidade intestinal diminuída Sinais e Sintomas de Necessidades de Saúde e Fatores de risco, conforme as NHB e a Taxonomia da NANDA-I, e as Causas dos Sinais e Sintomas
  • 25.
    Diagnóstico de enfermagem Domínio da taxonomia NOC Classe da taxonomia NOC Resultado NOC Domínios taxonomia NIC Classes taxonomia NIC Intervenção daNIC  Volume excessivo de líquidos    Domínio II - Saúde fisiológica Regulação metabólica  Sinais Vitais Fisiológico complexo Controle da perfusão tissular  Controle hídrico  Débito cardíaco diminuído   Domínio II - Saúde fisiológica Cardiopulmonar Eficácia da bomba cardíaca Fisiológico complexo Controle da perfusão tissular Controle do choque: cardiogênico Diagnóstico, Resultados e Intervenções de Enfermagem segundo as taxonomias da NANDA-I, NOC e NIC.
  • 26.
    Diagnósticos e Prescriçõesde Enfermagem DIAGNÓSTICOS PRESCRIÇÃO Volume excessivo de líquidos relacionando a redução da taxa de filtração glomerular, aumento da produção de ADH e retenção de sódio e água caracterizado por ganho de peso, congestão pulmonar e crepitações finais em base à ausculta, diminuição de Hb (11g/dl) e Ht (36%), estase de jugular, oligúria, ascite, sensação de plenitude gástrica e edema de MMII. 1.     Monitorar cor e densidade específica da urina; M T N 2.     Pesar a paciente diariamente e monitorar as tendências; M 3.     Manter um registro preciso da ingestão e da eliminação, realizando o balanço hídrico; M T N 4.     Orientar, monitorar e registrar a restrição hídrica de 800 ml/dia; M T N 5.     Avaliar a extensão do edema por meio da circunferência maleolar; M 6.     Avaliar a extensão da ascite por meio da circunferência abdominal medida em decúbito dorsal horizontal; M 7.     Manter o decúbito elevado a 30 a 45º; M T N 8.     Administrar e monitorar o efeito terapêutico dos diuréticos; M T N
  • 27.
    Diagnósticos e Prescriçõesde Enfermagem DIAGNÓSTICOS PRESCRIÇÃO Débito cardíaco diminuído relacionado ao aumento da pré-carga, diminuição da pós-carga, fibrilação atrial, diminuição da contratilidade caracterizado por ganho de peso, confusão, palidez cutânea, ritmo respiratório: Cheyne-Stokes, bulhas hipofonéticas, B3, FA ao ECG, hipotensão, taquicardia, pulso arternante, reperfusão periférica capilar lenta. 1. Monitorar o ritmo e a frequência cardíaca; M T N 2. Monitorar e documentar as tendencias da pressão arterial e padrão respiratório; M T N 3. Monitorar o estado neurológico: tontura, vertigem e confusão mental; M T N 4. Monitorar e documentar a distensão da veia jugular; M T N 5. Estimular mudança de decúbito (prevenção de formação de trombos periféricos); M T N 6. Monitorar perfusão periférica: enchimento capilar, temperatura, coloração e pulso; M T N