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“Descobrimento do Brasil”

PROFESSORA SONIA AMARAL – TURMA 1.501
Cristiano Ronaldo e Xavi
O Descobrimento do Brasil deve ser entendido dentro do contexto das Grandes
Navegações e Descobrimentos Marítimos (séculos XV e XVI). Portugal e Espanha eram as
nações mais poderosas do mundo e se lançaram ao mar em busca de novas terras para
explorar. Usavam também o mar como rota para chegar as Índias, grande centro comercial
da época, onde compravam especiarias (temperos, tecidos, joias) para revender na
Europa com alta lucratividade.
Na época das grandes navegações, os europeus acreditavam que os povos não cristãos e
não civilizados poderiam ser dominados e por esta razão achavam que podiam ocupar
todas as terras que iam descobrindo mesmo se essas terras já tivessem dono.
Começou assim uma verdadeira disputa entre Portugal e Espanha pela ocupação de terras.
Para evitar que Portugal e Espanha brigassem pela disputa de terras, os governos desses
dois países resolveram pedir ao Papa que fizesse uma divisão das terras descobertas e das
terras ainda por descobrir.
Foi criado, então, o Tratado de Tordesilhas, as terras situadas até 370 léguas a leste de Cabo
Verde pertenciam a Portugal, e as terras a oeste dessa linha pertenciam a Espanha.
O Brasil ainda não havia sido descoberto e Portugal não tinha ideia das terras que possuía. Hoje
sabemos onde passava a linha de Tordesilhas: de Belém (Pará) à cidade de Laguna (Santa
Catarina).
Portugueses e brasileiros não respeitaram o tratado e ocuparam as terras que seriam dos
espanhóis. Foi assim que o nosso território ganhou a forma atual.
O Descobrimento do Brasil ocorreu no dia 22 de abril de 1500. Nesta data as caravelas da
esquadra portuguesa, comandada por Pedro Álvares Cabral, chegou ao litoral sul do atual
estado da Bahia. Era um local que havia um monte, que foi batizado de Monte Pascoal.
No dia 24 de abril, dois dias após a chegada, ocorreu o primeiro contato entre os
indígenas brasileiros que habitavam a região e os portugueses. De acordo com os relatos
da Carta de Pero Vaz de Caminha foi um encontro pacífico e de estranhamento, em
função da grande diferença cultural entre estes dois povos.
No dia 26 de abril de 1500, num banco de coral na praia da Coroa Vermelha no litoral sul
da Bahia, foi rezada uma missa de Páscoa, a primeira de tantas que desde então foram
celebradas naquele que veio a tornar-se o maior país católico do mundo.
Aqui encontraram o PAU-BRASIL, uma árvore possuidora de uma madeira de tom
avermelhado muito comercializada no velho continente.
Em Portugal, qualquer português que estivesse ligado ao comércio de pau-brasil era
chamado de BRASILEIROS. No Brasil, os índios foram chamados de BRASILINOS e, mais
tarde, quem nascia no Brasil foi chamado de BRASILIENSE.
Hoje, somos todos BRASILEIROS .
Inicialmente, para a exploração do pau-brasil, os portugueses usavam o trabalho indígena
por meio da política do escambo: os colonizadores davam insignificantes presentes
(espelhos, apitos, etc.) em troca do trabalho indígena.
Mas tarde, tentaram escravizá-los
Porém, não conseguiram. As mortes causadas pelo trabalho forçado, as mortais epidemias
contraídas no contato com o homem branco e ruptura com a economia de subsistência dos
indígenas impedia a viabilidade desse tipo de escravidão. Ao mesmo tempo, devemos levar
em conta que o controle sobre os índios escravizados era bem mais difícil tendo em vista o
conhecimento que tinham do território. Dessa forma, a vigilância se tornava algo bastante
complicado.
Em 1530 chega ao Brasil a expedição de Martim Afonso de Souza com objetivo de dar início
a colonização do Brasil e iniciar o cultivo da cana-de-açúcar.
A região Nordeste é escolhida para o cultivo da cana-de-açúcar em função do solo e clima
favoráveis
Em 1534 a Coroa portuguesa cria um
sistema para facilitar a administração
e evitar a invasão de estrangeiros . Este
sistema consistia em dividir o território
brasileiro em grandes faixas e entregar
a administração para particulares
(principalmente nobres com relações
com a Coroa Portuguesa).
Este sistema foi criado pelo rei de Portugal , D. João III, e ganhou o nome de Capitanias
Hereditárias, pois estas eram transmitidas de pai para filho (de forma hereditária).
Estas pessoas que recebiam a concessão de uma capitania eram conhecidas como donatários.
Tinham como missão colonizar, proteger e administrar o território. Por outro lado, tinham o
direito de explorar os recursos naturais (madeira, animais, minérios).
O sistema não funcionou muito bem. Apenas as capitanias de São Vicente e Pernambuco deram
certo. Podemos citar como motivos do fracasso: a grande extensão territorial para administrar
(e suas obrigações), falta de recursos econômicos e os constantes ataques indígenas.
O sistema de Capitanias Hereditárias vigorou até o ano de 1759, quando foi extinto pelo
Marquês de Pombal
Em 1549 foi criado pela coroa portuguesa o Governo-Geral, que era uma representação
do rei português no Brasil, com a função de administrar a colônia.
A capital do Brasil é estabelecida em Salvador. A região nordeste torna-se a mais
próspera do Brasil em função da economia impulsionada pela produção e comércio do
açúcar.
Nos engenhos de açúcar do Nordeste é usada a mão-de-obra escrava de origem africana.
Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como
mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar do Nordeste. Os comerciantes de escravos
portugueses vendiam os africanos como se fossem mercadorias aqui no Brasil. Os mais
saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou velhos.
O transporte era feito da África para o Brasil nos porões do navios negreiros. Amontoados,
em condições desumanas, muitos morriam antes de chegar ao Brasil, sendo que os corpos
eram lançados ao mar
Nas fazendas de açúcar ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII), os escravos eram
tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito (de sol a sol), recebendo apenas trapos
de roupa e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites nas senzalas
(galpões escuros, úmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram
constantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais comum no
Brasil Colônia.
Eram proibidos de praticar sua religião de origem africana ou de realizar suas festas e rituais
africanos. Tinham que seguir a religião católica, imposta pelos senhores de engenho, adotar
a língua portuguesa na comunicação. Mesmo com todas as imposições e restrições, não
deixaram a cultura africana se apagar. Escondidos, realizavam seus rituais, praticavam suas
festas, mantiveram suas representações artísticas e até desenvolveram uma forma de luta: a
capoeira.
As mulheres negras também sofreram muito com a escravidão, embora os senhores de
engenho utilizassem esta mão-de-obra, principalmente, para trabalhos domésticos.
Cozinheiras, arrumadeiras e até mesmo amas de leite foram comuns naqueles tempos da
colônia.
O negro também reagiu à escravidão, buscando uma vida digna. Foram comuns as revoltas nas
fazendas em que grupos de escravos fugiam, formando nas florestas os famosos quilombos.
Estes, eram comunidades bem organizadas, onde os integrantes viviam em liberdade, através
de uma organização comunitária aos moldes do que existia na África. Nos quilombos, podiam
praticar sua cultura, falar sua língua e exercer seus rituais religiosos. O mais famoso foi o
Quilombo de Palmares, comandado por Zumbi
Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e
luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana
no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em
todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.
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  • 2. Cristiano Ronaldo e Xavi O Descobrimento do Brasil deve ser entendido dentro do contexto das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos (séculos XV e XVI). Portugal e Espanha eram as nações mais poderosas do mundo e se lançaram ao mar em busca de novas terras para explorar. Usavam também o mar como rota para chegar as Índias, grande centro comercial da época, onde compravam especiarias (temperos, tecidos, joias) para revender na Europa com alta lucratividade.
  • 3.
  • 4. Na época das grandes navegações, os europeus acreditavam que os povos não cristãos e não civilizados poderiam ser dominados e por esta razão achavam que podiam ocupar todas as terras que iam descobrindo mesmo se essas terras já tivessem dono. Começou assim uma verdadeira disputa entre Portugal e Espanha pela ocupação de terras. Para evitar que Portugal e Espanha brigassem pela disputa de terras, os governos desses dois países resolveram pedir ao Papa que fizesse uma divisão das terras descobertas e das terras ainda por descobrir.
  • 5. Foi criado, então, o Tratado de Tordesilhas, as terras situadas até 370 léguas a leste de Cabo Verde pertenciam a Portugal, e as terras a oeste dessa linha pertenciam a Espanha. O Brasil ainda não havia sido descoberto e Portugal não tinha ideia das terras que possuía. Hoje sabemos onde passava a linha de Tordesilhas: de Belém (Pará) à cidade de Laguna (Santa Catarina).
  • 6. Portugueses e brasileiros não respeitaram o tratado e ocuparam as terras que seriam dos espanhóis. Foi assim que o nosso território ganhou a forma atual.
  • 7. O Descobrimento do Brasil ocorreu no dia 22 de abril de 1500. Nesta data as caravelas da esquadra portuguesa, comandada por Pedro Álvares Cabral, chegou ao litoral sul do atual estado da Bahia. Era um local que havia um monte, que foi batizado de Monte Pascoal.
  • 8. No dia 24 de abril, dois dias após a chegada, ocorreu o primeiro contato entre os indígenas brasileiros que habitavam a região e os portugueses. De acordo com os relatos da Carta de Pero Vaz de Caminha foi um encontro pacífico e de estranhamento, em função da grande diferença cultural entre estes dois povos.
  • 9. No dia 26 de abril de 1500, num banco de coral na praia da Coroa Vermelha no litoral sul da Bahia, foi rezada uma missa de Páscoa, a primeira de tantas que desde então foram celebradas naquele que veio a tornar-se o maior país católico do mundo.
  • 10. Aqui encontraram o PAU-BRASIL, uma árvore possuidora de uma madeira de tom avermelhado muito comercializada no velho continente.
  • 11. Em Portugal, qualquer português que estivesse ligado ao comércio de pau-brasil era chamado de BRASILEIROS. No Brasil, os índios foram chamados de BRASILINOS e, mais tarde, quem nascia no Brasil foi chamado de BRASILIENSE. Hoje, somos todos BRASILEIROS .
  • 12. Inicialmente, para a exploração do pau-brasil, os portugueses usavam o trabalho indígena por meio da política do escambo: os colonizadores davam insignificantes presentes (espelhos, apitos, etc.) em troca do trabalho indígena. Mas tarde, tentaram escravizá-los
  • 13. Porém, não conseguiram. As mortes causadas pelo trabalho forçado, as mortais epidemias contraídas no contato com o homem branco e ruptura com a economia de subsistência dos indígenas impedia a viabilidade desse tipo de escravidão. Ao mesmo tempo, devemos levar em conta que o controle sobre os índios escravizados era bem mais difícil tendo em vista o conhecimento que tinham do território. Dessa forma, a vigilância se tornava algo bastante complicado.
  • 14. Em 1530 chega ao Brasil a expedição de Martim Afonso de Souza com objetivo de dar início a colonização do Brasil e iniciar o cultivo da cana-de-açúcar. A região Nordeste é escolhida para o cultivo da cana-de-açúcar em função do solo e clima favoráveis
  • 15. Em 1534 a Coroa portuguesa cria um sistema para facilitar a administração e evitar a invasão de estrangeiros . Este sistema consistia em dividir o território brasileiro em grandes faixas e entregar a administração para particulares (principalmente nobres com relações com a Coroa Portuguesa).
  • 16. Este sistema foi criado pelo rei de Portugal , D. João III, e ganhou o nome de Capitanias Hereditárias, pois estas eram transmitidas de pai para filho (de forma hereditária).
  • 17. Estas pessoas que recebiam a concessão de uma capitania eram conhecidas como donatários. Tinham como missão colonizar, proteger e administrar o território. Por outro lado, tinham o direito de explorar os recursos naturais (madeira, animais, minérios). O sistema não funcionou muito bem. Apenas as capitanias de São Vicente e Pernambuco deram certo. Podemos citar como motivos do fracasso: a grande extensão territorial para administrar (e suas obrigações), falta de recursos econômicos e os constantes ataques indígenas. O sistema de Capitanias Hereditárias vigorou até o ano de 1759, quando foi extinto pelo Marquês de Pombal
  • 18. Em 1549 foi criado pela coroa portuguesa o Governo-Geral, que era uma representação do rei português no Brasil, com a função de administrar a colônia. A capital do Brasil é estabelecida em Salvador. A região nordeste torna-se a mais próspera do Brasil em função da economia impulsionada pela produção e comércio do açúcar. Nos engenhos de açúcar do Nordeste é usada a mão-de-obra escrava de origem africana.
  • 19. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar do Nordeste. Os comerciantes de escravos portugueses vendiam os africanos como se fossem mercadorias aqui no Brasil. Os mais saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou velhos. O transporte era feito da África para o Brasil nos porões do navios negreiros. Amontoados, em condições desumanas, muitos morriam antes de chegar ao Brasil, sendo que os corpos eram lançados ao mar
  • 20. Nas fazendas de açúcar ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII), os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito (de sol a sol), recebendo apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites nas senzalas (galpões escuros, úmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram constantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais comum no Brasil Colônia.
  • 21. Eram proibidos de praticar sua religião de origem africana ou de realizar suas festas e rituais africanos. Tinham que seguir a religião católica, imposta pelos senhores de engenho, adotar a língua portuguesa na comunicação. Mesmo com todas as imposições e restrições, não deixaram a cultura africana se apagar. Escondidos, realizavam seus rituais, praticavam suas festas, mantiveram suas representações artísticas e até desenvolveram uma forma de luta: a capoeira.
  • 22. As mulheres negras também sofreram muito com a escravidão, embora os senhores de engenho utilizassem esta mão-de-obra, principalmente, para trabalhos domésticos. Cozinheiras, arrumadeiras e até mesmo amas de leite foram comuns naqueles tempos da colônia.
  • 23. O negro também reagiu à escravidão, buscando uma vida digna. Foram comuns as revoltas nas fazendas em que grupos de escravos fugiam, formando nas florestas os famosos quilombos. Estes, eram comunidades bem organizadas, onde os integrantes viviam em liberdade, através de uma organização comunitária aos moldes do que existia na África. Nos quilombos, podiam praticar sua cultura, falar sua língua e exercer seus rituais religiosos. O mais famoso foi o Quilombo de Palmares, comandado por Zumbi
  • 24. Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.