Oficina de formação “Biblioteca Escolar 2.0”                                   Sessão 2
                                 A WEB 2.0 e a Biblioteca 2.0

                                       Tarefa 2 – Fórum 1
           Comentário à reflexão da formanda Maria José Domingues

 Que passos poderiam dar as nossas bibliotecas para se aproximarem de um modelo de biblioteca
 2.0?
       A autora inicia a sua reflexão fazendo uma breve alusão à biblioteca escolar 2.0 na atualidade
 descrevendo-a como “uma interface de rede social que o usuário desenha. Isto é realidade virtual da
 biblioteca, um lugar onde alguém pode não apenas procurar por livros e revistas, mas interagir com
 uma comunidade, com um bibliotecário e compartilhar conhecimento e entendimento com eles”,
 referindo ainda que a biblioteca 1.0, através de software de compra disponibilizou “coleções e serviços
 dispersos” e ambiente online.

       Continua a reflexão fazendo referencia à postura da biblioteca 2.0, a qual, segundo a autora “irá
 levar o pacote completo de serviços de biblioteca para um meio eletrónico, possibilitando o acesso à
 informação para a sociedade, o compartilhamento dessa informação e a sua utilização para o progresso
 da sociedade”. Nesta fase da reflexão conviria mencionar o que considera por “pacote completo” e
 mencionar, além do “compartilhamento de informação, o acesso a ela e a sua utilização”, também a
 partilha, o aproveitamento de comentários, conteúdos e aspetos críticos dos utilizadores, bem como da
 triagem destes para a interação usuário biblioteca e vice-versa.

       Alude ainda a importância e a facilidade que os jovens têm tido na apropriação das ferramentas
 da Web2.0 e no trabalho que a Biblioteca poderá desenvolver aproveitando este fenómeno,
 desenvolvendo, assim, o objetivo da postura 2.0 nas bibliotecas e no processo ensino/aprendizagem.
 Subentendendo-se neste discurso a capacidade dos bibliotecários em orientar os alunos na gestão e no
 uso equilibrado destas ferramentas.

       Considerei igualmente importante a chamada de atenção que ela faz para a “ necessidade de
 mudança e adaptação a esta nova realidade e processo dinâmico e evolutivo”, e à humildade que
 mostra ao referir que “…encontramos ainda numa primeira fase de exploração dos recursos e
 ferramentas que a web 2.0… ” e que a aproximação à biblioteca 2.0 só será possível, deduzindo-se no
 discurso, através da aproximação a todos os parceiros, quer internos quer externos ao contexto onde a


 Adosinda Pires                                                                           Página 1
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 biblioteca está inserida, para que com eles possa haver trabalho de partilha, iteração, colaboração e
 participação na construção de conteúdos e conhecimentos.

      Coloca ainda a questão relevante sobre a relação da biblioteca/utilizadores e a tarefa árdua de
 participar na preparação dos “seus públicos para as literacias necessárias ao acesso e uso da
 informação em ambientes digitais. Literacias de natureza operacional, mas também e acima de tudo de
 natureza crítica”, subentendendo-se aqui a necessidade que a biblioteca tem em participar na oferta de
 formação de qualidade aos seus utilizadores.

      Relativamente à questão fulcral,” Que passos poderiam dar as nossas bibliotecas para se
 aproximarem de um modelo de biblioteca 2.0?” considero não ser de resposta fácil, motivo pelo qual
 muitos de nós tentámos rodeá-la com intervenções de autores “pró” nesta matéria. No entanto, o
 simples facto de haver a preocupação em investigar a temática, tentar aceitar que estas ferramentas
 tecnológicas de software livre e ou social são cruciais para que, em conjunto, possamos desenvolver e
 participar duma inteligência coletiva, conscientes das vantagens e dos perigos que daí advêm, estamos
 a participar dum compromisso de como poderemos ajudar toda a comunidade educativa,
 especialmente os nossos alunos, a usá-las e geri-las com bom senso.




 Adosinda Pires                                                                          Página 2

Biblioteca 2.0 comentário à reflexão de Maria Domingues

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    Oficina de formação“Biblioteca Escolar 2.0” Sessão 2 A WEB 2.0 e a Biblioteca 2.0 Tarefa 2 – Fórum 1 Comentário à reflexão da formanda Maria José Domingues Que passos poderiam dar as nossas bibliotecas para se aproximarem de um modelo de biblioteca 2.0? A autora inicia a sua reflexão fazendo uma breve alusão à biblioteca escolar 2.0 na atualidade descrevendo-a como “uma interface de rede social que o usuário desenha. Isto é realidade virtual da biblioteca, um lugar onde alguém pode não apenas procurar por livros e revistas, mas interagir com uma comunidade, com um bibliotecário e compartilhar conhecimento e entendimento com eles”, referindo ainda que a biblioteca 1.0, através de software de compra disponibilizou “coleções e serviços dispersos” e ambiente online. Continua a reflexão fazendo referencia à postura da biblioteca 2.0, a qual, segundo a autora “irá levar o pacote completo de serviços de biblioteca para um meio eletrónico, possibilitando o acesso à informação para a sociedade, o compartilhamento dessa informação e a sua utilização para o progresso da sociedade”. Nesta fase da reflexão conviria mencionar o que considera por “pacote completo” e mencionar, além do “compartilhamento de informação, o acesso a ela e a sua utilização”, também a partilha, o aproveitamento de comentários, conteúdos e aspetos críticos dos utilizadores, bem como da triagem destes para a interação usuário biblioteca e vice-versa. Alude ainda a importância e a facilidade que os jovens têm tido na apropriação das ferramentas da Web2.0 e no trabalho que a Biblioteca poderá desenvolver aproveitando este fenómeno, desenvolvendo, assim, o objetivo da postura 2.0 nas bibliotecas e no processo ensino/aprendizagem. Subentendendo-se neste discurso a capacidade dos bibliotecários em orientar os alunos na gestão e no uso equilibrado destas ferramentas. Considerei igualmente importante a chamada de atenção que ela faz para a “ necessidade de mudança e adaptação a esta nova realidade e processo dinâmico e evolutivo”, e à humildade que mostra ao referir que “…encontramos ainda numa primeira fase de exploração dos recursos e ferramentas que a web 2.0… ” e que a aproximação à biblioteca 2.0 só será possível, deduzindo-se no discurso, através da aproximação a todos os parceiros, quer internos quer externos ao contexto onde a Adosinda Pires Página 1
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    Oficina de formação“Biblioteca Escolar 2.0” Sessão 2 biblioteca está inserida, para que com eles possa haver trabalho de partilha, iteração, colaboração e participação na construção de conteúdos e conhecimentos. Coloca ainda a questão relevante sobre a relação da biblioteca/utilizadores e a tarefa árdua de participar na preparação dos “seus públicos para as literacias necessárias ao acesso e uso da informação em ambientes digitais. Literacias de natureza operacional, mas também e acima de tudo de natureza crítica”, subentendendo-se aqui a necessidade que a biblioteca tem em participar na oferta de formação de qualidade aos seus utilizadores. Relativamente à questão fulcral,” Que passos poderiam dar as nossas bibliotecas para se aproximarem de um modelo de biblioteca 2.0?” considero não ser de resposta fácil, motivo pelo qual muitos de nós tentámos rodeá-la com intervenções de autores “pró” nesta matéria. No entanto, o simples facto de haver a preocupação em investigar a temática, tentar aceitar que estas ferramentas tecnológicas de software livre e ou social são cruciais para que, em conjunto, possamos desenvolver e participar duma inteligência coletiva, conscientes das vantagens e dos perigos que daí advêm, estamos a participar dum compromisso de como poderemos ajudar toda a comunidade educativa, especialmente os nossos alunos, a usá-las e geri-las com bom senso. Adosinda Pires Página 2