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Reflexão de Nuno Maria



“Em questões de cultura e saber, só se perde aquilo que se guarda, só se
             ganha aquilo que se dá” (António Machado)

Que passos poderiam dar as nossas bibliotecas para se aproximarem de um modelo
de biblioteca (BE) 2.0?

Para que se possam dar passos sólidos e de uma forma consolidada, as nossas
bibliotecas devem estar em pé de igualdade, permitindo-lhes desenvolver
instrumentos e trocar informações/conteúdos entre elas. No entanto, a realidade das
nossas escolas continua a ser muito diferente, nem todas as bibliotecas das escolas
estão devidamente apetrechadas de equipamentos informáticos que permitam aos
alunos usufruírem das tecnologias de informação e comunicação, na sua plenitude.
Outro facto actual e que condiciona o desenvolvimento das nossas BE 2.0, é a
conjectura económica do país, que não permite aos pais dos alunos manterem muitas
vezes a internet em casa, limitando por isso o seu acesso e inibindo o desenvolvimento
da BE 2.0.

As bibliotecas estão em constantes mudanças, a tradicional biblioteca estática/cara a
cara está tomando novas formas de interacção virtual, permitindo às bibliotecas
construírem relações mais próximas com os frequentadores existentes e criando novas
relações virtuais com aqueles que por norma não utilizavam os recursos/serviços da
biblioteca. A biblioteca tem obrigatoriamente que evoluir e adaptar-se aos seus reais
usuários. Os actuais usuários mudaram “os estudantes de hoje representam a primeira
geração que cresceu com toda esta nova tecnologia. Os videojogos, o e-mail, a
internet, os telemóveis e onde as mensagens instantâneas são parte integral das suas
vidas”(Marc Prensky). A biblioteca deve ser um espaço social que oferece serviços para
todos e entre todos. A BE 2.0 baseia-se na participação e interacção entre os usuários
e os bibliotecários, onde os usuários colaboram na criação dos serviços físicos e
virtuais. Segundo Sarah Houghton “A BE 2.0 consiste simplesmente em fazer do espaço
da biblioteca (físico e virtual) em algo mais interactivo, mais colaborativo e virado para
as necessidades da comunidade… o objectivo básico é dar às pessoas aquilo que elas
querem e que necessitam para a sua vida”.

Neste sentido esta BE 2.0, deve segundo Maness (2006):

1-Centrar-se no usuário, onde este cria conteúdos e serviços, tornando a biblioteca
dinâmica.

2- Oferecer uma experiência multimédia, onde as colecções e os serviços contêm
componentes áudio e vídeo.

                                                                                        1
Reflexão de Nuno Maria

3- Ser socialmente rica, pois inclui a presença de usuários que comunicam entre si e
com os bibliotecários, através de formas síncronas e assíncronas.

4- Ser comunitariamente inovadora, onde a biblioteca assume um papel de serviço
comunitário, com comunidades em constantes mudanças, onde as principais
alterações da biblioteca são provenientes dos usuários, de forma a que estes
procurem, achem e utilizem informações. Nunca podemos esquecer que esta é uma
comunidade virtual centrada nos usuários, onde estes interagem e criam recursos.

As ferramentas colocadas ao nosso dispor pela Web 2.0 por si só não são suficientes
para que hajam transformações nas nossas bibliotecas, estas mudanças têm de partir
primeiramente dos bibliotecários. Estas alterações só serão possíveis se estes forem
alfabetizados e consciencializados sobre a importância da implementação da Web 2.0.
Deste modo, os professores bibliotecários devem ser capazes de se adequar/adaptar à
realidade dos seus usuários e de evoluírem acompanhando as sistemáticas alterações
a que a sociedade é sujeita. Nestas novas características destes novos bibliotecários
realço que estes devem ser aventureiros, sem receio de correr riscos, de
experimentarem para verem se funciona e que tenham a capacidade para voltar atrás
caso não se adeqúe ao seu contexto. Necessitam também de ter gosto pela
investigação e de testar esta multiplicidade de ferramentas colocadas à sua disposição,
pois só utilizando são capazes de avaliar continuamente o seu potencial para a sua
biblioteca.

Para terminar quero focar algumas ferramentas da Web 2.0 que existem na minha
biblioteca (ESFMP) e a forma como estas estão aplicadas. Seguidamente que
ferramentas devem ser implementadas para ir ao encontro de uma BE 2.0:

Actualmente a informação da biblioteca é divulgada online através de uma página
situada no site da escola, esta é muito estanque e nada interactiva, existe
principalmente para divulgação de actividades. Neste sentido penso claramente que
fazia mais sentido voltar ao blogue que foi anteriormente criado e que está inactivo,
blogue esse que pode estar localizado numa rede social. O blogue devia-se basear na
construção colectiva do conhecimento, utilizando todo o seu potencial de
interactividade. Por isso vejo mais o blogue ao serviço das próprias actividades que são
desenvolvidas na biblioteca, como orientadores, como ferramentas indispensáveis
para o processo de desenvolvimento da actividade, do que como montra de
resultados. No entanto é necessário manter a qualidade da literacia num blogue,
competindo ao professor bibliotecário actualizar, autenticar e tornar o mesmo
fidedigno, sendo para isso necessário tempo e dedicação. Embora seja frequente os
nossos alunos pensarem que lhes basta fazer uma pesquisa no google para acederem a
informação, esta ferramenta não lhes dá qualquer validação de qualidade e é aí que a
biblioteca pode ter um papel fundamental: através do uso de marcadores sociais, a

                                                                                      2
Reflexão de Nuno Maria

biblioteca pode validar a Web e ajudar assim os alunos e professores nessa tarefa, da
mesma maneira que os bibliotecários já fazem.

 Outra forma de divulgação que utilizamos na nossa escola é a rede social, onde
utilizamos o Facebook para apresentarmos aquilo que fazemos. Neste sentido o uso
desta ferramenta ainda é muito rudimentar, pois podemos utilizar esta rede social
para implementar mais ferramentas da Web 2.0, que permitirão uma aproximação à
BE 2.0. Uma das ferramentas que se podem utilizar com o Facebook são as mensagens
síncronas, através do chat, que cada vez mais permitem não só escrever mas também
ver e ouvir, permitindo aos usuários falarem em directo com os bibliotecários, como se
estivessem na biblioteca (espaço físico).

Parece que a Wiki é igualmente uma ferramenta a poder aplicar, ferramenta essa, que
pode fazer aproximar alunos com interesses comuns da biblioteca e que pode ser
usada, por exemplo para discussão de obras lidas, para construção colectiva de
trabalhos de turmas diferentes mas sobre a mesma temática, etc...

Estas são algumas das alterações, que podem ser feitas e as quais foram baseadas na
leitura e análise à bibliografia sugerida. No entanto muitas mais opções podem ser
equacionadas, no entanto espero obter mais conhecimentos ao nível da BE 2.0, para
que possa sugerir outras ferramentas, pois só as irei propor depois de as conhecer e
dominar.




                                                                                    3

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Reflexão nuno tarefa 2 sessao 3

  • 1. Reflexão de Nuno Maria “Em questões de cultura e saber, só se perde aquilo que se guarda, só se ganha aquilo que se dá” (António Machado) Que passos poderiam dar as nossas bibliotecas para se aproximarem de um modelo de biblioteca (BE) 2.0? Para que se possam dar passos sólidos e de uma forma consolidada, as nossas bibliotecas devem estar em pé de igualdade, permitindo-lhes desenvolver instrumentos e trocar informações/conteúdos entre elas. No entanto, a realidade das nossas escolas continua a ser muito diferente, nem todas as bibliotecas das escolas estão devidamente apetrechadas de equipamentos informáticos que permitam aos alunos usufruírem das tecnologias de informação e comunicação, na sua plenitude. Outro facto actual e que condiciona o desenvolvimento das nossas BE 2.0, é a conjectura económica do país, que não permite aos pais dos alunos manterem muitas vezes a internet em casa, limitando por isso o seu acesso e inibindo o desenvolvimento da BE 2.0. As bibliotecas estão em constantes mudanças, a tradicional biblioteca estática/cara a cara está tomando novas formas de interacção virtual, permitindo às bibliotecas construírem relações mais próximas com os frequentadores existentes e criando novas relações virtuais com aqueles que por norma não utilizavam os recursos/serviços da biblioteca. A biblioteca tem obrigatoriamente que evoluir e adaptar-se aos seus reais usuários. Os actuais usuários mudaram “os estudantes de hoje representam a primeira geração que cresceu com toda esta nova tecnologia. Os videojogos, o e-mail, a internet, os telemóveis e onde as mensagens instantâneas são parte integral das suas vidas”(Marc Prensky). A biblioteca deve ser um espaço social que oferece serviços para todos e entre todos. A BE 2.0 baseia-se na participação e interacção entre os usuários e os bibliotecários, onde os usuários colaboram na criação dos serviços físicos e virtuais. Segundo Sarah Houghton “A BE 2.0 consiste simplesmente em fazer do espaço da biblioteca (físico e virtual) em algo mais interactivo, mais colaborativo e virado para as necessidades da comunidade… o objectivo básico é dar às pessoas aquilo que elas querem e que necessitam para a sua vida”. Neste sentido esta BE 2.0, deve segundo Maness (2006): 1-Centrar-se no usuário, onde este cria conteúdos e serviços, tornando a biblioteca dinâmica. 2- Oferecer uma experiência multimédia, onde as colecções e os serviços contêm componentes áudio e vídeo. 1
  • 2. Reflexão de Nuno Maria 3- Ser socialmente rica, pois inclui a presença de usuários que comunicam entre si e com os bibliotecários, através de formas síncronas e assíncronas. 4- Ser comunitariamente inovadora, onde a biblioteca assume um papel de serviço comunitário, com comunidades em constantes mudanças, onde as principais alterações da biblioteca são provenientes dos usuários, de forma a que estes procurem, achem e utilizem informações. Nunca podemos esquecer que esta é uma comunidade virtual centrada nos usuários, onde estes interagem e criam recursos. As ferramentas colocadas ao nosso dispor pela Web 2.0 por si só não são suficientes para que hajam transformações nas nossas bibliotecas, estas mudanças têm de partir primeiramente dos bibliotecários. Estas alterações só serão possíveis se estes forem alfabetizados e consciencializados sobre a importância da implementação da Web 2.0. Deste modo, os professores bibliotecários devem ser capazes de se adequar/adaptar à realidade dos seus usuários e de evoluírem acompanhando as sistemáticas alterações a que a sociedade é sujeita. Nestas novas características destes novos bibliotecários realço que estes devem ser aventureiros, sem receio de correr riscos, de experimentarem para verem se funciona e que tenham a capacidade para voltar atrás caso não se adeqúe ao seu contexto. Necessitam também de ter gosto pela investigação e de testar esta multiplicidade de ferramentas colocadas à sua disposição, pois só utilizando são capazes de avaliar continuamente o seu potencial para a sua biblioteca. Para terminar quero focar algumas ferramentas da Web 2.0 que existem na minha biblioteca (ESFMP) e a forma como estas estão aplicadas. Seguidamente que ferramentas devem ser implementadas para ir ao encontro de uma BE 2.0: Actualmente a informação da biblioteca é divulgada online através de uma página situada no site da escola, esta é muito estanque e nada interactiva, existe principalmente para divulgação de actividades. Neste sentido penso claramente que fazia mais sentido voltar ao blogue que foi anteriormente criado e que está inactivo, blogue esse que pode estar localizado numa rede social. O blogue devia-se basear na construção colectiva do conhecimento, utilizando todo o seu potencial de interactividade. Por isso vejo mais o blogue ao serviço das próprias actividades que são desenvolvidas na biblioteca, como orientadores, como ferramentas indispensáveis para o processo de desenvolvimento da actividade, do que como montra de resultados. No entanto é necessário manter a qualidade da literacia num blogue, competindo ao professor bibliotecário actualizar, autenticar e tornar o mesmo fidedigno, sendo para isso necessário tempo e dedicação. Embora seja frequente os nossos alunos pensarem que lhes basta fazer uma pesquisa no google para acederem a informação, esta ferramenta não lhes dá qualquer validação de qualidade e é aí que a biblioteca pode ter um papel fundamental: através do uso de marcadores sociais, a 2
  • 3. Reflexão de Nuno Maria biblioteca pode validar a Web e ajudar assim os alunos e professores nessa tarefa, da mesma maneira que os bibliotecários já fazem. Outra forma de divulgação que utilizamos na nossa escola é a rede social, onde utilizamos o Facebook para apresentarmos aquilo que fazemos. Neste sentido o uso desta ferramenta ainda é muito rudimentar, pois podemos utilizar esta rede social para implementar mais ferramentas da Web 2.0, que permitirão uma aproximação à BE 2.0. Uma das ferramentas que se podem utilizar com o Facebook são as mensagens síncronas, através do chat, que cada vez mais permitem não só escrever mas também ver e ouvir, permitindo aos usuários falarem em directo com os bibliotecários, como se estivessem na biblioteca (espaço físico). Parece que a Wiki é igualmente uma ferramenta a poder aplicar, ferramenta essa, que pode fazer aproximar alunos com interesses comuns da biblioteca e que pode ser usada, por exemplo para discussão de obras lidas, para construção colectiva de trabalhos de turmas diferentes mas sobre a mesma temática, etc... Estas são algumas das alterações, que podem ser feitas e as quais foram baseadas na leitura e análise à bibliografia sugerida. No entanto muitas mais opções podem ser equacionadas, no entanto espero obter mais conhecimentos ao nível da BE 2.0, para que possa sugerir outras ferramentas, pois só as irei propor depois de as conhecer e dominar. 3