Papel da avaliação nas políticas educacionais e na gestão da escola por Márcio Cristiano da Silva
A avaliação externa é uma ferramenta de gestão escolar. Serve para apontar falhas nos sistemas de ensino, para caracterização do conjunto do sistema. Não é o indivíduo que é avaliado.
Metodologia e objetivo O SAEB – Sistema de Avaliação da Educação Básica, aplica provas em períodos conclusivos da educação básica: 4ª e 8ª série do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio, nas disciplinas de Português e Matemática. Leitura e interpretação de textos. Números, operações, espaço e forma. Diferente do ENEM, as provas não são divulgadas.
Permite um diagnóstico do sistema de ensino e estabelecer prioridades, correções .
Excelente para o MEC, que vê de longe. Insuficiente para as  escolas e professores. O resultado é por rede, por município.A escola recebe boletim com resultado.
Indicadores não apenas medem a realidade, mas eles a modificam. Pode não estar adequada quanto ao conteúdo e quanto à forma em que o conteúdo foi trabalhado nas diferentes salas de aula do Brasil. Define pauta do que ser ensinado, currículo oficial, ignora diferenças regionais/locais.   Dificulta a democratização do currículo,  pois valoriza ainda mais a  carga horária de duas  disciplinas.
Individualidade, criatividade e profundidade são perdidas, tudo o que resta é a uniformidade.
Levantar dados para comparação linear. Permite a concorrência, solidificar a política de competição, criar-se programas de incentivo financeiro para quem vai melhor nestas avaliações. Centrar testes nos alunos pode incentivar a exclusão na escola: problemas de comportamento e dificuldade de aprendizagem, fora, pois podem sobrecarregar os recursos humanos e materiais disponíveis, criar escolas seletivas e reforçar as que já existem.
Pode ser danoso, a interpretação superficial de dados, ignorar diferenças regionais/locais, não perceber a realidade pedagógica como ela acontece.
A avaliação deve ser um instrumento de tomada de decisão para intervenção no processo e não motivo de competição.  Rearticulação entre sociedade civil e Estado na perspectiva do controle social.  Articular exigências do Estado e necessidades da comunidade.
Precisamos analisar o SAEB: Existem pontos positivos... (Até porque a avaliação está sendo feita e dados estão sendo produzidos, deve-se então achar uma forma de aproveita-los, sem confundir com aceitação do sistema)
Alguns cuidados são tomados: somente escola ou aluno podem receber informações sobre o seu desempenho., não são externados aleatoriamente., evitando comentários da imprensa, temos uma pequena cultura de avaliação.  Deve ser com intuito de identificar problemas e educacionais e reorientar rumo do trabalho pedagógico, o que não faz parte da cultura do país.
Estimativas confiáveis e questionários para professores, alunos e diretores, possíveis tendências do desempenho escolar medido nas provas. Esta idéia de avaliar, prestar contas é muito nova, o SAEB foi criado em 1995. A rede Estadual inicia este ano com o SAERS.
A avaliação externa deve: Servir a qualificação da educação; Ser discutida pela sociedade, como, quando e por que deve ser feita; Os professores são muito importantes; A comunidade local é muito importante. Fazer parte de um proces-so. Não é uma prova iso-lada. É um momento de reflexão, do que está sendo feito. Um pensar, o que mudar. Na escola pública isto tem de vislumbrar...acesso, permanência e qualidade. Não competição e mais exclusão.
Deve-se democratizar a decisão de como fazer a avaliação, e como usar os dados produzidos. Tal processo tem, nos professores, sujeitos fundamentais, e implica outra postura dos dirigentes dos sistemas de ensino e da sociedade em geral.
Deve visar mudança na condição dos sujeitos.  Considerar o contexto em que este sujeito interage.  Visar a qualidade da escola, redirecionar o processo e para intervir nas condições e qualidade oferecidas a professores e alunos na construção do trabalho pedagógico.  Definir conceito de qualidade de ensino, construir indicadores desta qualidade, para padronizar as condições de ensino ofertadas, garantindo igualdade de condições de acesso ao conhecimento.

Avaliacao Institucional

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    Papel da avaliaçãonas políticas educacionais e na gestão da escola por Márcio Cristiano da Silva
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    A avaliação externaé uma ferramenta de gestão escolar. Serve para apontar falhas nos sistemas de ensino, para caracterização do conjunto do sistema. Não é o indivíduo que é avaliado.
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    Metodologia e objetivoO SAEB – Sistema de Avaliação da Educação Básica, aplica provas em períodos conclusivos da educação básica: 4ª e 8ª série do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio, nas disciplinas de Português e Matemática. Leitura e interpretação de textos. Números, operações, espaço e forma. Diferente do ENEM, as provas não são divulgadas.
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    Permite um diagnósticodo sistema de ensino e estabelecer prioridades, correções .
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    Excelente para oMEC, que vê de longe. Insuficiente para as escolas e professores. O resultado é por rede, por município.A escola recebe boletim com resultado.
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    Indicadores não apenasmedem a realidade, mas eles a modificam. Pode não estar adequada quanto ao conteúdo e quanto à forma em que o conteúdo foi trabalhado nas diferentes salas de aula do Brasil. Define pauta do que ser ensinado, currículo oficial, ignora diferenças regionais/locais. Dificulta a democratização do currículo, pois valoriza ainda mais a carga horária de duas disciplinas.
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    Individualidade, criatividade eprofundidade são perdidas, tudo o que resta é a uniformidade.
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    Levantar dados paracomparação linear. Permite a concorrência, solidificar a política de competição, criar-se programas de incentivo financeiro para quem vai melhor nestas avaliações. Centrar testes nos alunos pode incentivar a exclusão na escola: problemas de comportamento e dificuldade de aprendizagem, fora, pois podem sobrecarregar os recursos humanos e materiais disponíveis, criar escolas seletivas e reforçar as que já existem.
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    Pode ser danoso,a interpretação superficial de dados, ignorar diferenças regionais/locais, não perceber a realidade pedagógica como ela acontece.
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    A avaliação deveser um instrumento de tomada de decisão para intervenção no processo e não motivo de competição. Rearticulação entre sociedade civil e Estado na perspectiva do controle social. Articular exigências do Estado e necessidades da comunidade.
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    Precisamos analisar oSAEB: Existem pontos positivos... (Até porque a avaliação está sendo feita e dados estão sendo produzidos, deve-se então achar uma forma de aproveita-los, sem confundir com aceitação do sistema)
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    Alguns cuidados sãotomados: somente escola ou aluno podem receber informações sobre o seu desempenho., não são externados aleatoriamente., evitando comentários da imprensa, temos uma pequena cultura de avaliação. Deve ser com intuito de identificar problemas e educacionais e reorientar rumo do trabalho pedagógico, o que não faz parte da cultura do país.
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    Estimativas confiáveis equestionários para professores, alunos e diretores, possíveis tendências do desempenho escolar medido nas provas. Esta idéia de avaliar, prestar contas é muito nova, o SAEB foi criado em 1995. A rede Estadual inicia este ano com o SAERS.
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    A avaliação externadeve: Servir a qualificação da educação; Ser discutida pela sociedade, como, quando e por que deve ser feita; Os professores são muito importantes; A comunidade local é muito importante. Fazer parte de um proces-so. Não é uma prova iso-lada. É um momento de reflexão, do que está sendo feito. Um pensar, o que mudar. Na escola pública isto tem de vislumbrar...acesso, permanência e qualidade. Não competição e mais exclusão.
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    Deve-se democratizar adecisão de como fazer a avaliação, e como usar os dados produzidos. Tal processo tem, nos professores, sujeitos fundamentais, e implica outra postura dos dirigentes dos sistemas de ensino e da sociedade em geral.
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    Deve visar mudançana condição dos sujeitos. Considerar o contexto em que este sujeito interage. Visar a qualidade da escola, redirecionar o processo e para intervir nas condições e qualidade oferecidas a professores e alunos na construção do trabalho pedagógico. Definir conceito de qualidade de ensino, construir indicadores desta qualidade, para padronizar as condições de ensino ofertadas, garantindo igualdade de condições de acesso ao conhecimento.