FMT402: Introdução à Física do Estado SólidoFMT402: Introdução à Física do Estado Sólido
Ementa: Estrutura cristalina. Difração de Raios X e rede recíproca. Ligações
cristalinas. Vibrações da rede, fonons e propriedades térmicas. Gás de Fermi de
elétrons livres. Bandas de energia. Semicondutores. Metais e superfícies de Fermi.
Processos óticos. Magnetismo. Supercondutividade.
Bibliografia:
Introduction to Solid State Physics, Charles Kittel, 8a. edição, Wiley (2005)
Solid State Physics, N.W. Ashcroft e N.D. Mermin, Saunders College (1976)
Electronic Structure and the Properties of Solids, W.A. Harrison, Dover (1989)
ee--books: disponíveis para download na página do cursobooks: disponíveis para download na página do curso
Introduction to Modern Solid State Physics, Yuri M. Galperin (U. Oslo)
Solid State Physics, Chetan Nayak (UCLA)
Solid State Physics, Peter Mitchell (Manchester University)
FMT402: Introdução à Física do Estado SólidoFMT402: Introdução à Física do Estado Sólido
Calendário de Atividades:
Data Atividade Assunto
15/10/09 1ª. Prova Listas 1,2,3
03/12/09 2ª. Prova Listas 4,5,6
10/12/09 Sub Tudo
A combinar Rec Tudo
Horário de atendimento: a combinar com os alunos.
Página na web: http://plato.if.usp.br/~fmt0402n
FMT402: Introdução à Física do Estado SólidoFMT402: Introdução à Física do Estado Sólido
FMT402: Introdução à Física do Estado SólidoFMT402: Introdução à Física do Estado Sólido
Métodos experimentais:
• Espalhamento: luz visível, ultra-violeta, raios X, neutrons, elétrons
Partículas incidentes com energia e momento conhecidos: medimos
a energia e o momento da partícula espalhada
• NMR: Aplica-se um campo magnético estático B e medimos a
absorção/emissão de radiação
• Termodinâmica: mede-se a resposta de variáveis macroscópicas
(energia, volume, etc) a variações de temperatura, pressão, etc
• Transporte: mede-se a corrente elétrica ou de calor em resposta a
uma diferença de potencial elétrico ou gradiente de temperatura
aplicado
Métodos EspectroscópicosMétodos Espectroscópicos
Interação luzInteração luz--
matériamatéria
Resultados possíveis:Resultados possíveis:
Espalhamento da luzEspalhamento da luz
Absorção da luzAbsorção da luz
Emissão de elétronsEmissão de elétrons
etcetc
Espectroscopia Fotoeletrônica (PES): efeito fotoelétricoEspectroscopia Fotoeletrônica (PES): efeito fotoelétrico
Fonte de luz:Fonte de luz: UltraUltra--violeta (UPS)violeta (UPS)
Raios X (XPS)Raios X (XPS)
Resultados possíveis:Resultados possíveis:
Espalhamento da luzEspalhamento da luz
Absorção da luzAbsorção da luz
Emissão de elétronsEmissão de elétrons
etcetc
XPSXPS
O que é XPS?O que é XPS?
XX--ray photoelectron spectroscopy (XPS), ou Electron Spectroscopy forray photoelectron spectroscopy (XPS), ou Electron Spectroscopy for
Chemical Analysis (ESCA), é uma técnica de uso geral para investigar aChemical Analysis (ESCA), é uma técnica de uso geral para investigar a
composição química de materiais (camada de ~ 50composição química de materiais (camada de ~ 50 Å, ou seja, próximo àÅ, ou seja, próximo à
superfície)superfície)
A técnica XPS, baseada no efeito fotoelétrico, foi desenvolvida emA técnica XPS, baseada no efeito fotoelétrico, foi desenvolvida em
meados da década de 1960 por Kai Siegbahn e seu grupo na Universidademeados da década de 1960 por Kai Siegbahn e seu grupo na Universidade
de Uppsala, Suéciade Uppsala, Suécia
K. Siegbahn, Et. Al.,Nova Acta Regiae Soc.Sci., Ser. IV, Vol. 20 (1967). Prêmio Nobel
de Física em 1981
Detalhes experimentaisDetalhes experimentais
5 4 . 7
XX--rayray
SourceSource
ElectronElectron
OpticsOptics
Hemispherical Energy AnalyzerHemispherical Energy Analyzer
Position SensitivePosition Sensitive
Detector (PSD)Detector (PSD)
Magnetic ShieldShieldOuter SphereOuter Sphere
Inner SphereInner Sphere
SampleSample
ComputerComputer
SystemSystem
AnalyzerAnalyzer
ControlControl
MultiMulti--ChannelChannel
Plate ElectronPlate Electron
MultiplierMultiplierResistiveResistive
Anode EncoderAnode Encoder
Lenses forLenses for
EnergyEnergy
AdjustmentAdjustment
(Retardation)(Retardation)
Lenses forLenses for
Analysis AreaAnalysis Area
DefinitionDefinition
Position ComputerPosition Computer
PositionPosition
AddressAddress
ConverterConverter
F. Alvarez (IFGW-UNICAMP)
www.if.unicamp.br/~alvarez/Plasma-LIITS
Detalhes experimentaisDetalhes experimentais
Fontes de luz
UV:
radiação He I : Transição 21P1(1s12p1)-11S0(1s2) do He em 58.4 nm (21.22 eV)
radiação He II: Transição 2p – 1s do íon He+ em 30.4 nm (40.81 eV)
Raios X:Raios X:
MgKα 1253.7 eV e 1253.4 eV
AlKα 1486.7 eV e 1486.3 eV
Radiação síncrotron
Processo de fotoemissãoProcesso de fotoemissão
Conservação da energia:
hh = EEBB + KK
1s
2s
2p
Banda de valência
Banda de condução
EEFF
Elétron livreElétron livre
Radiação
incident
e
Fotoelétron ejetado
O instrumento XPS (UPS)
mede as energias cinéticas
de todos os elétrons
coletados
Difração de raios XDifração de raios X
1895 Raios X descobertos por Roentgen
1914 Primeiro padrão de difração de um cristal obtido
por Knipping e von Laue
1915 Teoria para determinar a estrutura cristalina a
partir do padrão de difração desenvolvido por
Bragg.
1953 Estrutura do DNA resolvida por Watson and Crick
nl=2dsin(Q)
Difração de raios XDifração de raios X
Sólidos cristalinosSólidos cristalinos
Sólidos cristalinosSólidos cristalinos
Sólidos cristalinosSólidos cristalinos
Sólidos cristalinosSólidos cristalinos
Cristais cúbicos
Ag, Au, Al, Ni
Cúbico de face centrada Cúbico de corpo centrado
Nb, Ta, Ba, Mo
Cúbico simples
CsCl,CuZn, CsBr, LiAg
Sólidos cristalinosSólidos cristalinos
Sólidos cristalinosSólidos cristalinos
Uma coleção de pontos em que a vizinhança em torno de cada ponto é
igual à vizinhança em qualquer outro ponto sob uma translação é
chamada de uma rede de Bravais
Célula primitiva é o volume definido pelos três vetores primitivos (em
3D), definidos como vetores da rede que produzem a célula unitária de
volume mínimo V = a . (b x c)
Há várias maneiras de definir a célula primitiva, mas todas as células
primitivas tem o mesmo volume
Sólidos cristalinosSólidos cristalinos
Cristal = rede de Bravais + base
Sólidos cristalinosSólidos cristalinos
Sólidos cristalinos: defeitos pontuaisSólidos cristalinos: defeitos pontuais
(c)2003Brooks/ColePublishing/ThomsonLearning
Sólidos cristalinos: outros defeitosSólidos cristalinos: outros defeitos
Discordâncias
Contornos de grãos
(c)2003Brooks/ColePublishing/Thomson
Learning

Aula1

  • 1.
    FMT402: Introdução àFísica do Estado SólidoFMT402: Introdução à Física do Estado Sólido Ementa: Estrutura cristalina. Difração de Raios X e rede recíproca. Ligações cristalinas. Vibrações da rede, fonons e propriedades térmicas. Gás de Fermi de elétrons livres. Bandas de energia. Semicondutores. Metais e superfícies de Fermi. Processos óticos. Magnetismo. Supercondutividade. Bibliografia: Introduction to Solid State Physics, Charles Kittel, 8a. edição, Wiley (2005) Solid State Physics, N.W. Ashcroft e N.D. Mermin, Saunders College (1976) Electronic Structure and the Properties of Solids, W.A. Harrison, Dover (1989) ee--books: disponíveis para download na página do cursobooks: disponíveis para download na página do curso Introduction to Modern Solid State Physics, Yuri M. Galperin (U. Oslo) Solid State Physics, Chetan Nayak (UCLA) Solid State Physics, Peter Mitchell (Manchester University)
  • 2.
    FMT402: Introdução àFísica do Estado SólidoFMT402: Introdução à Física do Estado Sólido Calendário de Atividades: Data Atividade Assunto 15/10/09 1ª. Prova Listas 1,2,3 03/12/09 2ª. Prova Listas 4,5,6 10/12/09 Sub Tudo A combinar Rec Tudo Horário de atendimento: a combinar com os alunos. Página na web: http://plato.if.usp.br/~fmt0402n
  • 3.
    FMT402: Introdução àFísica do Estado SólidoFMT402: Introdução à Física do Estado Sólido
  • 4.
    FMT402: Introdução àFísica do Estado SólidoFMT402: Introdução à Física do Estado Sólido Métodos experimentais: • Espalhamento: luz visível, ultra-violeta, raios X, neutrons, elétrons Partículas incidentes com energia e momento conhecidos: medimos a energia e o momento da partícula espalhada • NMR: Aplica-se um campo magnético estático B e medimos a absorção/emissão de radiação • Termodinâmica: mede-se a resposta de variáveis macroscópicas (energia, volume, etc) a variações de temperatura, pressão, etc • Transporte: mede-se a corrente elétrica ou de calor em resposta a uma diferença de potencial elétrico ou gradiente de temperatura aplicado
  • 5.
    Métodos EspectroscópicosMétodos Espectroscópicos InteraçãoluzInteração luz-- matériamatéria Resultados possíveis:Resultados possíveis: Espalhamento da luzEspalhamento da luz Absorção da luzAbsorção da luz Emissão de elétronsEmissão de elétrons etcetc Espectroscopia Fotoeletrônica (PES): efeito fotoelétricoEspectroscopia Fotoeletrônica (PES): efeito fotoelétrico Fonte de luz:Fonte de luz: UltraUltra--violeta (UPS)violeta (UPS) Raios X (XPS)Raios X (XPS) Resultados possíveis:Resultados possíveis: Espalhamento da luzEspalhamento da luz Absorção da luzAbsorção da luz Emissão de elétronsEmissão de elétrons etcetc
  • 6.
    XPSXPS O que éXPS?O que é XPS? XX--ray photoelectron spectroscopy (XPS), ou Electron Spectroscopy forray photoelectron spectroscopy (XPS), ou Electron Spectroscopy for Chemical Analysis (ESCA), é uma técnica de uso geral para investigar aChemical Analysis (ESCA), é uma técnica de uso geral para investigar a composição química de materiais (camada de ~ 50composição química de materiais (camada de ~ 50 Å, ou seja, próximo àÅ, ou seja, próximo à superfície)superfície) A técnica XPS, baseada no efeito fotoelétrico, foi desenvolvida emA técnica XPS, baseada no efeito fotoelétrico, foi desenvolvida em meados da década de 1960 por Kai Siegbahn e seu grupo na Universidademeados da década de 1960 por Kai Siegbahn e seu grupo na Universidade de Uppsala, Suéciade Uppsala, Suécia K. Siegbahn, Et. Al.,Nova Acta Regiae Soc.Sci., Ser. IV, Vol. 20 (1967). Prêmio Nobel de Física em 1981
  • 7.
    Detalhes experimentaisDetalhes experimentais 54 . 7 XX--rayray SourceSource ElectronElectron OpticsOptics Hemispherical Energy AnalyzerHemispherical Energy Analyzer Position SensitivePosition Sensitive Detector (PSD)Detector (PSD) Magnetic ShieldShieldOuter SphereOuter Sphere Inner SphereInner Sphere SampleSample ComputerComputer SystemSystem AnalyzerAnalyzer ControlControl MultiMulti--ChannelChannel Plate ElectronPlate Electron MultiplierMultiplierResistiveResistive Anode EncoderAnode Encoder Lenses forLenses for EnergyEnergy AdjustmentAdjustment (Retardation)(Retardation) Lenses forLenses for Analysis AreaAnalysis Area DefinitionDefinition Position ComputerPosition Computer PositionPosition AddressAddress ConverterConverter F. Alvarez (IFGW-UNICAMP) www.if.unicamp.br/~alvarez/Plasma-LIITS
  • 8.
    Detalhes experimentaisDetalhes experimentais Fontesde luz UV: radiação He I : Transição 21P1(1s12p1)-11S0(1s2) do He em 58.4 nm (21.22 eV) radiação He II: Transição 2p – 1s do íon He+ em 30.4 nm (40.81 eV) Raios X:Raios X: MgKα 1253.7 eV e 1253.4 eV AlKα 1486.7 eV e 1486.3 eV Radiação síncrotron
  • 9.
    Processo de fotoemissãoProcessode fotoemissão Conservação da energia: hh = EEBB + KK 1s 2s 2p Banda de valência Banda de condução EEFF Elétron livreElétron livre Radiação incident e Fotoelétron ejetado O instrumento XPS (UPS) mede as energias cinéticas de todos os elétrons coletados
  • 10.
    Difração de raiosXDifração de raios X 1895 Raios X descobertos por Roentgen 1914 Primeiro padrão de difração de um cristal obtido por Knipping e von Laue 1915 Teoria para determinar a estrutura cristalina a partir do padrão de difração desenvolvido por Bragg. 1953 Estrutura do DNA resolvida por Watson and Crick nl=2dsin(Q)
  • 11.
    Difração de raiosXDifração de raios X
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 15.
    Sólidos cristalinosSólidos cristalinos Cristaiscúbicos Ag, Au, Al, Ni Cúbico de face centrada Cúbico de corpo centrado Nb, Ta, Ba, Mo Cúbico simples CsCl,CuZn, CsBr, LiAg
  • 16.
  • 17.
    Sólidos cristalinosSólidos cristalinos Umacoleção de pontos em que a vizinhança em torno de cada ponto é igual à vizinhança em qualquer outro ponto sob uma translação é chamada de uma rede de Bravais Célula primitiva é o volume definido pelos três vetores primitivos (em 3D), definidos como vetores da rede que produzem a célula unitária de volume mínimo V = a . (b x c) Há várias maneiras de definir a célula primitiva, mas todas as células primitivas tem o mesmo volume
  • 18.
  • 19.
  • 20.
    Sólidos cristalinos: defeitospontuaisSólidos cristalinos: defeitos pontuais (c)2003Brooks/ColePublishing/ThomsonLearning
  • 21.
    Sólidos cristalinos: outrosdefeitosSólidos cristalinos: outros defeitos Discordâncias Contornos de grãos (c)2003Brooks/ColePublishing/Thomson Learning