Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO

O Antigo Egito
Didática – Profª. Rachel Colacique
Aluna: Júlia Moutinho da Costa Montanheiro

Aula elaborada para o 6º ano do Ensino Fundamental
Solucionando os desafios
A civilização egípcia surgiu no norte da África,
em uma estreita região do deserto do Saara,
percorrida pelo rio Nilo.
Supõe-se que o vale do rio Nilo tenha sido
ocupado por grupos nômades e seminômades de caçadores e coletores há cerca
de 10 mil anos. Com o passar do tempo,
esses grupos se tornaram agricultores, o que
possibilitou o surgimento de inúmeras aldeias
neolíticas junto ao rio.

Mapa do Egito: observe a área verde. É banhada
pelo rio Nilo, por isso é muito fértil e própria para a
agricultura.

Aos poucos, esses habitantes do vale foram
aprendendo a conviver com o rio,
aproveitando seus períodos de cheia e
desenvolvendo obras hidráulicas, irrigando
uma área cada vez maior de terra.

Por volta de 4.000 a.C., as aldeias começaram a se unir em territórios chamados
nomos, chefiados por nomarcas. Esse foi o primeiro passo para o surgimento do Estado
egípcio. Os nomos foram se agrupando e acabaram formando dois reinos: o Alto Egito,
ao sul, e o Baixo Egito, ao norte.
A periodização da História do Egito
Até o século XIX, a história do Egito era um enígma
para os historiadores, pois foi apenas em 1822 que o
francês Champollion consegui decifrar hieróglifos, os
símbolos da escrita egípcia.
Atualmente, sabemos que, aproximadamente em 3.200
a.C., o Alto e o Baixo Egito entraram em guerra, que foi
vencida pelo rei Menés, do Alto Egito. Os dois territórios
foram unificados e o poder foi centralizado na mão de
Menés, que se tornou o primeiro rei do Egito, recebendo
o título de faraó, nome que significa “casa grande”,
provavelmente em reverência ao palácio real.
Começava, então, uma longa história, que foi dividida
pelos historiadores mos seguintes períodos:
• Antigo Império: de 3.200 a.C. a 2.300 a.C..
• Período Intermediário: de 2.300 a.C. a 2060 a.C.
• Médio Império: de 2060 a.C. a 1580 a.C.
• Novo Império: de 1580 a.C. a 525 a.C.

Exemplo de hieróglifos, escritos
na parede de um túmulo.
A dura vida dos camponeses
O trabalho dos camponeses egípcios era
muito árduo. Além do plantio, tinham que
realizar uma série de tarefas. Tinham que
construir diques para proteger as aldeias
de inundações na época das cheias, por
exemplo. As atividades nos campos
cessavam durante as cheias, e o faraó
convocava os camponeses para o
trabalho obriga-tório nas construções dos
palácios, dos templos e dos túmulos,
dando como pagamento apenas o
alimento e o vestuário. Quando as águas
abaixavam, eles voltavam para suas
aldeias e faziam o plantio. Também
abriam canais, cavavam poços e
construíam lagos.
Eram os próprios camponeses que
produziam seus utensílios domésticos,
tecidos, roupas e ferramentas; entretanto,
tinham que entregar grande parte do que
produziam ao governante, em forma de
impostos.

Pinturas
encontradas
em
túmulos
egípcios
representando algumas das etapas da produção do
trigo.
Uma longa “estrada” de água

Detalhe de pintura encontrada em túmulo, mostrando
artesãos em atividade.

Os artesãos eram trabalhadores livres e
geralmente contratados para trabalhar para o
Estado, que lhes fornecia as matérias-primas
utilizadas no trabalho e, como pagamento,
lhes dava alimentos e roupas.
Colar Wesekh (amplo), feito de ouro e
miçangas, usado para proteção de reis e
nobres. Foi encontrado no sarcófago de
uma princesa da 12ª Dinastia.

As inúmeras aldeias antigas que se
estabeleceram a margem do Nilo deram
origem a cidades movimentadas, com
construções grandes e luxuosas. Dentre
elas se destacavam os templos aos
deuses, os palácios dos faraós e dos
ricos funcionários. Nas ruas havia
oficinas
onde
hábeis
artesãos
fabricavam tecidos, móveis, peças de
vidro, jóias de ouro e pedras preciosas.
O rio Nilo era o caminho natural que ligava todas essas cidades. Velozes
embarcações a vela percorriam constantemente suas águas, carregando alimentos,
tecidos, objetos de arte, metais, papiro (tipo de papel usado pelos antigos egípcios),
peles de boi, etc.
Algumas dessas embarcações chegavam até o mar Mediterrâneo e se dirigiam à
Fenícia, de onde traziam madeiras. Outras embarcações navegavam pelo mar
Vermelho e alcançavam a Arábia. De lá traziam pedras preciosas e perfumes,
vindos da Índia e da China.

Ilustração de um barco comercial egípcio
Grandeza e glória dos faraós
Os faraós eram considerados deuses encarnados, sendo intermediários entre o povo e os outros
deuses. Isso justificava o seu poder absoluto, que era ainda reforçado pelos exércitos. Os
soldados garantiam a obediência do povo, defendiam as fronteiras do Império e lutavam pela
conquista de outros territórios.
De acordo com as leis egípcias, o faraó era o senhor e proprietário de todas as terras. Tinha a
seu serviço um grande número de funcionários com diferentes ocupações: os nomarcas, que
governavam os nomos; o vizir, principal auxiliar do faraó, que controlava os impostos, dirigia as
obras públicas e cuidava de todos os assuntos importantes do Império; os escribas, funcionários
encarregados da cobrança dos impostos e dos registros escritos administrativos; e os
sacerdotes, que administravam os templos e eram os responsáveis pelos cultos dos inúmeros
deuses egípcios. Todos esses funcionários viviam em luxuosas mansões e formavam a nobreza
egípcia, o grupo social mais rico e privilegiado.
Pintura achada em uma
tumba ilustra um grupo de
escribas registrando uma
colheita de grãos.
Os
escribas
eram
treinados
desde
de
pequenos para aprender a
escrita hieroglífica. Você
pode saber mais sobre
eles nesses dois sites:
infoescola.com/civilizacaoegipcia/escribas/
antigoegito.org/escribas-e-ospapiros/
Imagem representando parte de
um ritual de mumificação de um
escriba.
Os três homens à esquerda são
os sacerdotes que preparam o
corpo para o enterro. Os
sacerdotes
eram
muito
importantes para a manutenção da
vida religiosa no Egito. Você pode
saber mais sobre eles aqui:
infoescola.com/civilizacao-

Na casa desses ricos servidores do faraó
trabalhavam
inúmeros
escravos,
geralmente
aprisionados nas guerras. Como em outras
civilizações orientais, os escravos, além de fazerem
os serviços domésticos, executavam também os
pesados trabalhos nas minas e nas pedreiras, nos
transportes e nas obras públicas.
Com essa organização, o faraó podia dirigir e controlar a economia, arrecadar
impostos e convocar a população para trabalhos públicos.
A grandeza e a glória dos faraós ficaram registradas em alguns importantes
monumentos egípcios, como as pirâmides, que eram construídas para servir de
túmulo aos faraós.
Nas proximidades de Mênfis, em Gizé,
existem
três
pirâmides
(a
direita),
construídas no Antigo Império, que revelam
a prosperidade do Egito nesse período. A
maior delas foi construída aproximadamente
em 2.600 a.C., pelo faraó Quéops. Milhares
de homens trabalharam nessa obra, que
levou 23 anos para ficar pronta.
Junto à pirâmide de Quéops, há uma
menor, construída pelo faraó Quéfren, e
outra, ainda menor, do faraó Miquerinos.
Se você quiser saber mais sobre as
pirâmides do Egito, pode ver esse site
(infoescola.com/historia/piramides-do-egito/) ou ver esse
documentário (youtube.com/watch?v=d8jrT7ciPtU)
Quéfren, desejando que seu nome fosse lembrado para sempre, ordenou também a
construção de uma esfinge, estátua com corpo de leão, deitado, e cabeça humana,
representando provavelmente o rosto do faraó. Para saber mais sobre a esfinge de
Quéfren, você pode ver esse site: infoescola.com/civilizacao-egipcia/esfinge-de-gize/
Abaixo dos faraós, os poderosos sacerdotes
Nomeados pelos faraós, os sacerdotes ocupavam uma posição muito importante e
tinham grande poder na sociedade egípcia. O cargo era geralmente hereditário
(passava de pai para filho) e o preparo do futuro sacerdote começavam aos 5 anos de
idade, quando ele entrava para a escola do templo.
Somente o sacerdote e o faraó
podiam entrar na câmara do
templo onde ficava a estátua de
um deus. Diariamente, o
sacerdote perfumava a estátua
e pintava-lhe as faces. Depois
oferecia a esse deus um
banquete, com alimentos e
bebidas. Ao longo do dia,
outras cerimônias podiam ser
realizadas. À noite, o sacerdote
fechava a câmara sagrada.

Imagem do templo de Karnak.
Para saber mais sobre os deuses egípcios, você pode ver esses sites:
brasilescola.com/historiag/os-deuses-egipcios.htm

A religião egípcia era politeísta (acreditava na
existência de muitos deuses). Suas crenças
vinham de tempos remotos, quando os
egípcios ainda eram caçadores e adoravam
animais, como o gato a cobra, o boi, o falcão,
cada um considerado o protetor de uma
localidade. Com o passar do tempo e o
desenvolvimento da agricultura, surgiram os
deuses com forma humana, relacionados a
fertilidade da terra, como Ísis, por exemplo
(ao lado).

seuhistory.com/deuses/panteao/egipcio.html
Templo construído pelo faraó Ramsés II em sua própria honra. É considerado um dos templo mais
conservados do Egito. Para saber mais sobre Ramsés II, provavelmente o faraó mais famoso da
história egípcia, você pode ler essa entrevista (guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/ramses-ii-grande-farao434353.shtml) ou assistir a esse documentário (youtube.com/watch?v=0jDWeF89viY)
A vida após a morte
Os egípcios acreditavam em vida depois da morte:
pensavam, entretanto, que ela dependia da
conservação do corpo dos mortos, que, por isso,
devia ser mumificado nas casas dos mortos.
Para os pobres, a mumificação consistia apenas
na secagem e no banho de betume, substancia
escura usada para ajudar na preservação do
corpo.
Já o corpo dos ricos recebia um tratamento
especial: era preparado com sais, especiarias e
resinas, posto para secar e, finalmente, enrolado
em faixas de linho. Então, devolvia-se a múmia à
família para o sepultamento.
Você também pode saber mais sobre o
processo de mumificação veja esses
sites: (infoescola.com/sem-categoria/mumificacao/),
(brasilescola.com/historiag/morte-mumificacao-no-egito-antigo.htm)
ou assistir esse vídeo:
(youtube.com/watch?v=QwazciVTClI)

Múmia de uma sacerdotisa, enrolada em faixas
de linho, dentro de um sarcófago de madeira.
Nas paredes dos túmulos pintavam-se cenas representando momentos da vida do
morto. Para lá se levavam objetos e alimentos, pois os egípcios acreditavam que os
mortos precisariam desse conforto em sua nova vida.
Abaixo podemos ver o interior de uma tumba egípcia.
Segundo as crenças egípcias, os mortos seriam julgados na presença do deus
Osíris, em que pesariam o seu coração numa balança. Os que não
merecessem a vida eterna seriam engolidos pelo Devorador de Almas, um
animal feroz que ficava na porta do mundo dos mortos. Os que passassem pela
prova viveriam enquanto seu corpo se conservasse.
Está preocupação com a conservação dos corpos também nos ajuda a
compreender a construção das pirâmides, túmulos invioláveis, para que as
múmias dos faraós ficassem bem protegidas. Embora as maiores e mais
famosas sejam as de Gizé, existem no Egito 140 pirâmides e uma infinidade de
túmulos cuja riqueza reflete a posição social de seus ocupantes.
________

Entre todos os impérios que já se formaram na história, o Egito antigo foi o de
mais longa duração. Porém, muitas vezes seu poderia esteve ameaçado pelos
ataques dos impérios vizinhos.
Em 671 a.C., o Egito foi conquistado pelos assírios. Vinte anos depois, os
persas expulsaram os assírios do Egito e, em 525 a.C., ocuparam o vale do
Nilo.
Bibliografia
CARMO, Sonia Irene Silva do. Da pré-história à sociedade feudal, 5ª série. 2ª ed. São Paulo:
Atual, 2002, pp.72-79.
Imagens utilizadas
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/77/EgyptTombOarboat.jpg
http://www.touregypt.net/egyptmuseum/egyptian_museumr6.htm
http://www.ancient-egypt.info/2012/02/crafts-in-ancient-egypt-for-kids-craft.html
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Maler_der_Grabkammer_des_Menna_013.jpg
http://www.infoescola.com/civilizacao-egipcia/hieroglifos/
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Egyptian_harvest.jpg
http://www.egito-turismo.com/mapas.htm
http://mubi.com/lists/kenjis-2nd-gallery-of-great-paintings
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Egypt.Giza.Sphinx.02.jpg
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Abu_Simbel,_Ramesses_Temple,_front,_Egypt,_Oct_2004.jpg
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Sarcofago_aberto.jpg
http://www.mitchellteachers.org/WorldHistory/AncientEgyptNearEastUnit/IllustratedJournalsAncientEgyptDailyLife.html
http://www.novaera-alvorecer.net/piramides_egipto.htm
http://historiosidades.blogspot.com.br/2013/04/os-misterios-da-grande-esfinge-de-gize.html
http://www.costumesupercenter.com/csc_inc/html/static/btarticles/ultimateresourceofegyptiangods.html
http://profeciasoapiceem2036.blogspot.com.br/2012/03/comentarios-palestra-parte-iii-de-v.html
http://famouswonders.com/karnak-temple-near-luxor/

Aula de Antigo Egito

  • 1.
    Universidade Federal doEstado do Rio de Janeiro – UNIRIO O Antigo Egito Didática – Profª. Rachel Colacique Aluna: Júlia Moutinho da Costa Montanheiro Aula elaborada para o 6º ano do Ensino Fundamental
  • 2.
    Solucionando os desafios Acivilização egípcia surgiu no norte da África, em uma estreita região do deserto do Saara, percorrida pelo rio Nilo. Supõe-se que o vale do rio Nilo tenha sido ocupado por grupos nômades e seminômades de caçadores e coletores há cerca de 10 mil anos. Com o passar do tempo, esses grupos se tornaram agricultores, o que possibilitou o surgimento de inúmeras aldeias neolíticas junto ao rio. Mapa do Egito: observe a área verde. É banhada pelo rio Nilo, por isso é muito fértil e própria para a agricultura. Aos poucos, esses habitantes do vale foram aprendendo a conviver com o rio, aproveitando seus períodos de cheia e desenvolvendo obras hidráulicas, irrigando uma área cada vez maior de terra. Por volta de 4.000 a.C., as aldeias começaram a se unir em territórios chamados nomos, chefiados por nomarcas. Esse foi o primeiro passo para o surgimento do Estado egípcio. Os nomos foram se agrupando e acabaram formando dois reinos: o Alto Egito, ao sul, e o Baixo Egito, ao norte.
  • 3.
    A periodização daHistória do Egito Até o século XIX, a história do Egito era um enígma para os historiadores, pois foi apenas em 1822 que o francês Champollion consegui decifrar hieróglifos, os símbolos da escrita egípcia. Atualmente, sabemos que, aproximadamente em 3.200 a.C., o Alto e o Baixo Egito entraram em guerra, que foi vencida pelo rei Menés, do Alto Egito. Os dois territórios foram unificados e o poder foi centralizado na mão de Menés, que se tornou o primeiro rei do Egito, recebendo o título de faraó, nome que significa “casa grande”, provavelmente em reverência ao palácio real. Começava, então, uma longa história, que foi dividida pelos historiadores mos seguintes períodos: • Antigo Império: de 3.200 a.C. a 2.300 a.C.. • Período Intermediário: de 2.300 a.C. a 2060 a.C. • Médio Império: de 2060 a.C. a 1580 a.C. • Novo Império: de 1580 a.C. a 525 a.C. Exemplo de hieróglifos, escritos na parede de um túmulo.
  • 4.
    A dura vidados camponeses O trabalho dos camponeses egípcios era muito árduo. Além do plantio, tinham que realizar uma série de tarefas. Tinham que construir diques para proteger as aldeias de inundações na época das cheias, por exemplo. As atividades nos campos cessavam durante as cheias, e o faraó convocava os camponeses para o trabalho obriga-tório nas construções dos palácios, dos templos e dos túmulos, dando como pagamento apenas o alimento e o vestuário. Quando as águas abaixavam, eles voltavam para suas aldeias e faziam o plantio. Também abriam canais, cavavam poços e construíam lagos. Eram os próprios camponeses que produziam seus utensílios domésticos, tecidos, roupas e ferramentas; entretanto, tinham que entregar grande parte do que produziam ao governante, em forma de impostos. Pinturas encontradas em túmulos egípcios representando algumas das etapas da produção do trigo.
  • 5.
    Uma longa “estrada”de água Detalhe de pintura encontrada em túmulo, mostrando artesãos em atividade. Os artesãos eram trabalhadores livres e geralmente contratados para trabalhar para o Estado, que lhes fornecia as matérias-primas utilizadas no trabalho e, como pagamento, lhes dava alimentos e roupas. Colar Wesekh (amplo), feito de ouro e miçangas, usado para proteção de reis e nobres. Foi encontrado no sarcófago de uma princesa da 12ª Dinastia. As inúmeras aldeias antigas que se estabeleceram a margem do Nilo deram origem a cidades movimentadas, com construções grandes e luxuosas. Dentre elas se destacavam os templos aos deuses, os palácios dos faraós e dos ricos funcionários. Nas ruas havia oficinas onde hábeis artesãos fabricavam tecidos, móveis, peças de vidro, jóias de ouro e pedras preciosas.
  • 6.
    O rio Niloera o caminho natural que ligava todas essas cidades. Velozes embarcações a vela percorriam constantemente suas águas, carregando alimentos, tecidos, objetos de arte, metais, papiro (tipo de papel usado pelos antigos egípcios), peles de boi, etc. Algumas dessas embarcações chegavam até o mar Mediterrâneo e se dirigiam à Fenícia, de onde traziam madeiras. Outras embarcações navegavam pelo mar Vermelho e alcançavam a Arábia. De lá traziam pedras preciosas e perfumes, vindos da Índia e da China. Ilustração de um barco comercial egípcio
  • 7.
    Grandeza e glóriados faraós Os faraós eram considerados deuses encarnados, sendo intermediários entre o povo e os outros deuses. Isso justificava o seu poder absoluto, que era ainda reforçado pelos exércitos. Os soldados garantiam a obediência do povo, defendiam as fronteiras do Império e lutavam pela conquista de outros territórios. De acordo com as leis egípcias, o faraó era o senhor e proprietário de todas as terras. Tinha a seu serviço um grande número de funcionários com diferentes ocupações: os nomarcas, que governavam os nomos; o vizir, principal auxiliar do faraó, que controlava os impostos, dirigia as obras públicas e cuidava de todos os assuntos importantes do Império; os escribas, funcionários encarregados da cobrança dos impostos e dos registros escritos administrativos; e os sacerdotes, que administravam os templos e eram os responsáveis pelos cultos dos inúmeros deuses egípcios. Todos esses funcionários viviam em luxuosas mansões e formavam a nobreza egípcia, o grupo social mais rico e privilegiado. Pintura achada em uma tumba ilustra um grupo de escribas registrando uma colheita de grãos. Os escribas eram treinados desde de pequenos para aprender a escrita hieroglífica. Você pode saber mais sobre eles nesses dois sites: infoescola.com/civilizacaoegipcia/escribas/ antigoegito.org/escribas-e-ospapiros/
  • 8.
    Imagem representando partede um ritual de mumificação de um escriba. Os três homens à esquerda são os sacerdotes que preparam o corpo para o enterro. Os sacerdotes eram muito importantes para a manutenção da vida religiosa no Egito. Você pode saber mais sobre eles aqui: infoescola.com/civilizacao- Na casa desses ricos servidores do faraó trabalhavam inúmeros escravos, geralmente aprisionados nas guerras. Como em outras civilizações orientais, os escravos, além de fazerem os serviços domésticos, executavam também os pesados trabalhos nas minas e nas pedreiras, nos transportes e nas obras públicas.
  • 9.
    Com essa organização,o faraó podia dirigir e controlar a economia, arrecadar impostos e convocar a população para trabalhos públicos. A grandeza e a glória dos faraós ficaram registradas em alguns importantes monumentos egípcios, como as pirâmides, que eram construídas para servir de túmulo aos faraós. Nas proximidades de Mênfis, em Gizé, existem três pirâmides (a direita), construídas no Antigo Império, que revelam a prosperidade do Egito nesse período. A maior delas foi construída aproximadamente em 2.600 a.C., pelo faraó Quéops. Milhares de homens trabalharam nessa obra, que levou 23 anos para ficar pronta. Junto à pirâmide de Quéops, há uma menor, construída pelo faraó Quéfren, e outra, ainda menor, do faraó Miquerinos. Se você quiser saber mais sobre as pirâmides do Egito, pode ver esse site (infoescola.com/historia/piramides-do-egito/) ou ver esse documentário (youtube.com/watch?v=d8jrT7ciPtU)
  • 10.
    Quéfren, desejando queseu nome fosse lembrado para sempre, ordenou também a construção de uma esfinge, estátua com corpo de leão, deitado, e cabeça humana, representando provavelmente o rosto do faraó. Para saber mais sobre a esfinge de Quéfren, você pode ver esse site: infoescola.com/civilizacao-egipcia/esfinge-de-gize/
  • 11.
    Abaixo dos faraós,os poderosos sacerdotes Nomeados pelos faraós, os sacerdotes ocupavam uma posição muito importante e tinham grande poder na sociedade egípcia. O cargo era geralmente hereditário (passava de pai para filho) e o preparo do futuro sacerdote começavam aos 5 anos de idade, quando ele entrava para a escola do templo. Somente o sacerdote e o faraó podiam entrar na câmara do templo onde ficava a estátua de um deus. Diariamente, o sacerdote perfumava a estátua e pintava-lhe as faces. Depois oferecia a esse deus um banquete, com alimentos e bebidas. Ao longo do dia, outras cerimônias podiam ser realizadas. À noite, o sacerdote fechava a câmara sagrada. Imagem do templo de Karnak.
  • 12.
    Para saber maissobre os deuses egípcios, você pode ver esses sites: brasilescola.com/historiag/os-deuses-egipcios.htm A religião egípcia era politeísta (acreditava na existência de muitos deuses). Suas crenças vinham de tempos remotos, quando os egípcios ainda eram caçadores e adoravam animais, como o gato a cobra, o boi, o falcão, cada um considerado o protetor de uma localidade. Com o passar do tempo e o desenvolvimento da agricultura, surgiram os deuses com forma humana, relacionados a fertilidade da terra, como Ísis, por exemplo (ao lado). seuhistory.com/deuses/panteao/egipcio.html
  • 13.
    Templo construído pelofaraó Ramsés II em sua própria honra. É considerado um dos templo mais conservados do Egito. Para saber mais sobre Ramsés II, provavelmente o faraó mais famoso da história egípcia, você pode ler essa entrevista (guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/ramses-ii-grande-farao434353.shtml) ou assistir a esse documentário (youtube.com/watch?v=0jDWeF89viY)
  • 14.
    A vida apósa morte Os egípcios acreditavam em vida depois da morte: pensavam, entretanto, que ela dependia da conservação do corpo dos mortos, que, por isso, devia ser mumificado nas casas dos mortos. Para os pobres, a mumificação consistia apenas na secagem e no banho de betume, substancia escura usada para ajudar na preservação do corpo. Já o corpo dos ricos recebia um tratamento especial: era preparado com sais, especiarias e resinas, posto para secar e, finalmente, enrolado em faixas de linho. Então, devolvia-se a múmia à família para o sepultamento. Você também pode saber mais sobre o processo de mumificação veja esses sites: (infoescola.com/sem-categoria/mumificacao/), (brasilescola.com/historiag/morte-mumificacao-no-egito-antigo.htm) ou assistir esse vídeo: (youtube.com/watch?v=QwazciVTClI) Múmia de uma sacerdotisa, enrolada em faixas de linho, dentro de um sarcófago de madeira.
  • 15.
    Nas paredes dostúmulos pintavam-se cenas representando momentos da vida do morto. Para lá se levavam objetos e alimentos, pois os egípcios acreditavam que os mortos precisariam desse conforto em sua nova vida. Abaixo podemos ver o interior de uma tumba egípcia.
  • 16.
    Segundo as crençasegípcias, os mortos seriam julgados na presença do deus Osíris, em que pesariam o seu coração numa balança. Os que não merecessem a vida eterna seriam engolidos pelo Devorador de Almas, um animal feroz que ficava na porta do mundo dos mortos. Os que passassem pela prova viveriam enquanto seu corpo se conservasse. Está preocupação com a conservação dos corpos também nos ajuda a compreender a construção das pirâmides, túmulos invioláveis, para que as múmias dos faraós ficassem bem protegidas. Embora as maiores e mais famosas sejam as de Gizé, existem no Egito 140 pirâmides e uma infinidade de túmulos cuja riqueza reflete a posição social de seus ocupantes. ________ Entre todos os impérios que já se formaram na história, o Egito antigo foi o de mais longa duração. Porém, muitas vezes seu poderia esteve ameaçado pelos ataques dos impérios vizinhos. Em 671 a.C., o Egito foi conquistado pelos assírios. Vinte anos depois, os persas expulsaram os assírios do Egito e, em 525 a.C., ocuparam o vale do Nilo.
  • 17.
    Bibliografia CARMO, Sonia IreneSilva do. Da pré-história à sociedade feudal, 5ª série. 2ª ed. São Paulo: Atual, 2002, pp.72-79. Imagens utilizadas http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/77/EgyptTombOarboat.jpg http://www.touregypt.net/egyptmuseum/egyptian_museumr6.htm http://www.ancient-egypt.info/2012/02/crafts-in-ancient-egypt-for-kids-craft.html http://en.wikipedia.org/wiki/File:Maler_der_Grabkammer_des_Menna_013.jpg http://www.infoescola.com/civilizacao-egipcia/hieroglifos/ http://en.wikipedia.org/wiki/File:Egyptian_harvest.jpg http://www.egito-turismo.com/mapas.htm http://mubi.com/lists/kenjis-2nd-gallery-of-great-paintings http://en.wikipedia.org/wiki/File:Egypt.Giza.Sphinx.02.jpg http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Abu_Simbel,_Ramesses_Temple,_front,_Egypt,_Oct_2004.jpg http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Sarcofago_aberto.jpg http://www.mitchellteachers.org/WorldHistory/AncientEgyptNearEastUnit/IllustratedJournalsAncientEgyptDailyLife.html http://www.novaera-alvorecer.net/piramides_egipto.htm http://historiosidades.blogspot.com.br/2013/04/os-misterios-da-grande-esfinge-de-gize.html http://www.costumesupercenter.com/csc_inc/html/static/btarticles/ultimateresourceofegyptiangods.html http://profeciasoapiceem2036.blogspot.com.br/2012/03/comentarios-palestra-parte-iii-de-v.html http://famouswonders.com/karnak-temple-near-luxor/