Prof. Juliana
• As civilizações egípcia e núbia floresceram nas margens
do Rio Nilo.
• Por volta de 5000 a.C, os habitantes das margens do Rio
Nilo aprenderam a canalizar a água e deram início as
atividades de agricultura e pastoreio em volta de suas
aldeias.
• Com base na observação da natureza criaram um
calendário com três estações de 4 meses: o período das
cheias, da semeadura e da colheita.
• No mês de julho, as cheias inundavam as terras nas
margens do Rio Nilo, e quando as águas retornavam ao
leito, deixavam a terra coberta de húmus (matéria
orgânica), funcionando como adubo natural para o
• Por meio de disputas e/ou alianças para conseguir terra
e poder, as aldeias às margens do Rio Nilo foram se
agrupando em nomos, unidades administrativas
chefiadas por nomarcas.
• A divisão do território por nomos permanece por toda a
história do Egito Antigo.
• Com o tempo , lutas e alianças entre os nomarcas
acabaram gerando dois grandes reinos: O Alto Egito
(localizado no sul) e o Baixo Egito (localizado no Norte).
• Esses reinos permaneceram separados até por volta
3100 a.C, quando segundo a tradição, um personagem
chamado Menés, Rei do Alto Egito, conquistou o Baixo
Egito e fundou o Império Egípcio.
• Menés se tornou o primeiro imperador faraó (modo como
os antigos egípcios chamavam o Rei) e o fundador da
Primeira Dinastia (sucessão de reis da mesma família).
• A história política do Império Egípcio é dividida em três
períodos, entremeados por períodos de enfraquecimento
do poder dos faraós.
• Esse enfraquecimento geralmente decorria de
desorganização do Estado, de revoltas contra impostos
abusivos e de lutas internas entre os nomarcas
• Durante esse período o Império Egípcio esteve dividido
em 42 nomos, administrados por nomarcas que deviam
obediência aos faraós reinantes.
• Inicialmente a capital era Tinis. A partir da terceira
dinastia passou a ser Mênfis, cidade construída no delta
do Rio Nilo, especialmente para este fim.
• O Antigo Império foi um período de relativa estabilidade
econômica e política, parte da riqueza proveniente dos
impostos recolhidos foi usada para construir as colossais
pirâmides na cidade de Gizé: Quéops, Quéfren e
Miquerinos (nome de poderosos faraós do Antigo
Império).
• Por volta de 2040 a.C, os governantes da cidade de
Tebas tomaram o poder e reunificaram o Egito, dando
início ao Médio Império, um período de grande brilho da
civilização egípcia.
• Os faraós desse período incentivaram a atividade
econômica, intensificando seu comércio com a Núbia,
região situada ao sul, rica em minerais e habitadas por
povos negros.
• Durante o Médio Império, o governo egípcio ordenou a
construção de um palácio – o Labirinto – e o Lago Méris,
um enorme reservatório.
• Depois, disputas pelo poder entre os próprios egípcios
enfraqueceram o Estado, facilitando a penetração dos
hicsos, um povo da Ásia Central, que invadiu o Egito por
volta de 1570 a.C e o dominou por cerca de 170 anos.
• O Novo Império se iniciou com a vitória sobre os hicsos e
a reunificação do Egito.
• Após construir um poderoso exército formado de
infantaria e cavalaria e apoiado por carros de guerra, os
egípcios conquistaram o Reino de Kush, na Núbia, ao
sul, a Fenícia, a Palestina e a Síria, a nordeste e
estenderam seus domínios até o Rio Eufrates, na
Mesopotâmia, a leste.
• A partir daí, o Egito estabeleceu um grande comércio
com todas essas regiões e com a Ilha de Creta.
• O controle sobre rotas comerciais e povos rendeu aos
egípcios riquezas enormes, como testemunham os
templos de Luxor e Karnac, erguidos na cidade de
Tebas, capital do Egito na época.
• As revoltas da maioria da população egípcia contra os
impostos abusivos e o trabalho forçado, bem como as
disputas internas e a reação dos povos dominados,
levaram ao enfraquecimento do Estado que, em 525 a.C
foi conquistado pelos persas.
• Desde então, foi dominado por vários outros povos:
gregos e romanos, na Antiguidade, árabes muçulmanos,
na Idade Média, e britânicos, no século XIX. Somente
em 1922, o Egito voltou a ser independente.
• Na sociedade egípcia, o indivíduo geralmente nascia e
morria dentro do mesmo grupo social.
• Era uma sociedade rigidamente estratificada e com
pouca mobilidade social.
• O faraó era considerado por todos um Deus vivo. Era a
maior autoridade administrativa, religiosa e militar do
império.
• Era também dono de quase todas as terras, possuía
muitos funcionários, e recebia enormes quantidades de
impostos.
• Sua figura era tão respeitada que os súditos não
poderiam se referir a ele pelo nome, chamando-o de
Faraó, que quer dizer “casa-real”.
Estátua do faraó
Ramsés
• Abaixo dos faraós estavam os altos funcionários e os
sacerdotes. Entre os altos funcionários estavam o vizir e
os escribas.
• O vizir supervisionava a polícia, a justiça e a cobrança de
impostos.
• Já os escribas registravam os impostos arrecadados, as
áreas cultivadas, o volume da colheita, os rebanhos.
• Os sacerdotes por sua vez, constituíam um grupo
poderoso e rico, sua riqueza vinha das terras que
possuíam, e das oferendas feitas aos deuses nos
templos sob sua responsabilidade, tinham além disso,
milhares de trabalhadores a seu serviço.
• Artesãos, comerciantes e militares: Os artesãos
egípcios faziam e colocariam o vidro (acredita-se que os
egípcios foram inventores do vidro); Além disso
trabalhavam com couro, bronze, papiro, etc.
• Com as conquistas e expansão do Império aumentaram
muito o número de clientes.
• Camponeses e Escravos: Os camponeses – chamados
de felás – constituíam a maior parte da população e
viviam pobremente. Trabalhavam nas propriedades
dos sacerdotes, dos altos funcionários, e a qualquer
momento poderiam ser convocados para trabalhar na
construção de obras públicas. Lhes sobrava muito pouco
por que tinham que entregar impostos altíssimos para o
Estado.
• Os escravos eram obtidos nas guerras de conquistas e
utilizados em serviços pesados como trabalho nas
pedreiras, nas minas e na construção de grandes obras,
como as pirâmides.
• Os antigos egípcios eram politeístas – acreditavam em
vários deuses que tinham forma humana (Osíris),
humana e animal (Hórus, homem com cabeça de falcão),
ou somente forma animal (Anúbis, que tinha a feição de
um chacal).
• Desde muito tempo, os antigos egípcios cultuavam o sol
como o nome de Rá.
• Quando a capital do império foi transferida para Tebas,
Rá foi identificado como deus tebano Amon, surgindo
então Amom-Rá, que os egípcios passaram a ver como
o “rei dos deuses” e criador do Universo.
• Enquanto Amon-Rá era o mais cultuado oficialmente,
Osíris era o mais popular dos deuses egípcios.
• Os egípcios acreditavam que ao morrer, todo indivíduo
deveria comparecer ao Tribunal de Osíris, para ser
julgado. Lá, em um dos pratos da balança devia ser
posto o coração do morto, e no outro, uma pena.
• Se o coração tivesse peso igual ou menor que o da
pena, o indivíduo seria salvo por Osíris, e iria para os
Campos da Paz, onde conviveria com outras almas
iluminadas.
• Caso contrário, iria para uma espécie de purgatório, ou
tornar-se-ia uma alma perdida.
• A transformação do corpo de um morto em múmia
dependia das posses; os mais pobres geralmente
enterravam seus mortos na areia do deserto.
• Já os ricos, eram mumificados por técnicos
especializados nesse ofício.
• Depois disso a múmia era colocada dentro de vários
sarcófagos, um maior do que o outro, e conduzida ao
túmulo, junto dele os egípcios deixavam uma variedade
de objetos: alimentos, cadeiras, armas, estátuas e joias –
considerados necessários ao morto.
• Além disso deixavam textos que o morto deveria usar
para pedir sua absolvição a Osíris. Posteriormente,
esses textos foram reunidos em um conjunto único: O
livro dos mortos.
Múmia do faraó Ramsés
• Os antigos egípcios praticaram uma arte monumental,
solene e marcada pela religiosidade.
• Destacam-se na arquitetura as pirâmides de Gizé, os
tempos religiosos como os de Abu-Simbel.
• No campo da escultura, predominavam as estátuas
rígidas, solene e de rosto sereno e braços cruzados
sobre o peito ou estendidos.
• Os escultores egípcios acreditavam que além de
conservar o corpo do morto, ainda deveriam imortalizá-lo
através da escultura fiel a suas características físicas.
• Já os pintores egípcios retratavam em suas pinturas
diversos aspectos da vida social.
• Suas pinturas obedeciam a regras rígidas, entre as quais
a regra da frontalidade.
• Pela regra de frontalidade, os olhos e tronco são
mostrados sempre de frente para o observador,
enquanto a cabeça, as pernas e os pés aparecem de
perfil.
• As ciências egípcias buscaram resolver problemas
práticos, como calcular uma área de construção, prever
a periodicidade das cheias do Nilo, e encontrar a cura
para uma doença.
• Na Matemática, os egípcios aprenderam a operar com
as três das quatro operações fundamentais: Soma,
subtração e divisão, embora não tivessem símbolo para
o zero, foram os inventores do sistema decimal.
• Na Medicina, dominaram conhecimentos de anatomia
humana, reconheceram a importância do coração e seu
relacionamento com outros órgãos, desenvolveram
técnicas de como tratar fraturas, anestesiar o paciente,
realizar pequenas cirurgias, por exemplo, de catarata.
• No campo da Astronomia, a principal realização foi a
criação de um calendário solar de 365 dias, divididos em
12 meses de 30 dias, mais cinco dias de festa.
• A África também foi berço de civilizações antigas, entre
as quais estão a Egípcia, e a Núbia
• A Núbia floresceu ao sul do Egito, entre a primeira e a
sexta catarata do Rio Nilo.
• A Núbia foi um importante elo entre os povos da África
Central e os do mar mediterrâneo.
• No interior do território da Núbia, formou-se o Reino de
Kush.
Conforme provas arqueológicas, a história de Kush está
estreitamente ligada a do Egito.
• Um grande número de produtos egípcios encontrados
em terras núbias, e vice-versa.
• Por volta de 1530 a. C o Reino de Kush fo conquistado
pelos egipcios.
• Mais tarde, ocorreu o contrário, os cuxitas conquistaram
o Egito, dando início a XXV Dinastia, conhecida também
como Dinastia dos Faraós Negros, que reinou de 730
a.C até 657 a. C
• Os cuxitas também construíam diques para represar
água do Nilo e canais para levar água a lugares mais
distantes.
• O desenvolvimento da agricultura, da pecuária e a
formação de aldeias desencadearam um processo de
formação do Reino de Kush.
• Apesar de ter grande contato com o Egito, o Reino de
Kush preservou a sua originalidade:
• O Sistema de Escolha do Rei
• O papel das Rainhas-Mães
• A Estabilidade e a longa duração de suas dinastias.
• Enquanto no Egito, o filho sucedia o pai no direito ao
trono, em Kush, o rei era escolhido de modo peculiar.
• Inicialmente, os lideres das comunidades elegiam aquele
que consideravam mais preparado para exercer a
liderança.
• Depois, lançando sementes ao chão, perguntavam aos
deuses da cidade se concordavam com a escolha, e pelo
desenho que se formava ficavam sabendo da resposta.
• Essa consulta ao deus legitimava a escolha
• O escolhido era homenageado com uma procissão que
terminava com a festa de coroação do novo rei.
• O rei tinha uma guarda permanente para protegê-lo, e
era auxiliado por um grupo de altos funcionários, como o
chefe do tesourou, o escriba-mor e o comandante militar.
• No Reino de Kush os militares eram valorizados, o que
era de se esperar tendo o poderoso Egito como vizinho.
• Em caso de necessidade, todos os homens eram
convocados para a Guerra, e eram frequentemente
convocados, seja para defender fronteiras ou para
conquistar riquezas.
• No império Cuxita, as mulheres ocupavam posições
políticas de destaque, tendo ascendência inclusive sobre
o clero.
• Denominada Senhora de Kush, a mãe do Rei adotava a
nora, tendo assim grande poder e influência sobre o
governo do filho.
• Algumas delas chegaram a assumir o governo do Estado
com o título de Candace, Kandake, ou rainhas-mães
reinantes.
• Duas delas, Amanirenas e Amanishaketo destacaram-se
no enfrentamento ao Império Romano.
• Amanishaketo conseguiu um acordo com o imperador
Romano Otávio Augusto, que isentava os cuxitas de
Representação de
uma candace no
carnaval Brasileiro.
• Segundo o historiador africano Joseph Ki-Zerbo, os
fatores que contribuíram para a estabilidade política e
longevidade desse Reino foram: o sistema de escolha do
rei; o controle da monarquia cuxita sobre as riquezas
minerais existentes no subsolo; e a marcante
participação da mulher na política.
• Por volta do século III d.C o Reino de Kush foi
empobrecendo, as pirâmides de seus Reis tornando-se
mais rústicas e menores, e ocorreu um enfraquecimento
do comércio exterior.
• No ano de 330, o Reino de Kush foi conquistado por
outro reino africano, denominado Axum, localizado ao
Norte da Etiópia.
• A civilização axumita da época já havia se convertido ao
cristianismo, por influência dos romanos quando estes
ocuparam o Nordeste da África.
• Isso explica por que a Etiópia é considerada o país
cristão mais antigo da África Subsaariana.
A história da África é tão
importante quanto a história
dos demais continentes. No
entanto, arqueólogos e
historiadores se dedicaram
somente ao Egito
esquecendo centenas de
outras possibilidades.
Por isso, a história da Àfrica
ainda é um cenário a ser
pesquisado.
Infelizmente, fanatismos
religiosos, guerras,
depredações e falta de
interesse das autoridades
mundiais, estão fazendo com
que a maioria do patrimônio

áFrica antiga

  • 1.
  • 2.
    • As civilizaçõesegípcia e núbia floresceram nas margens do Rio Nilo. • Por volta de 5000 a.C, os habitantes das margens do Rio Nilo aprenderam a canalizar a água e deram início as atividades de agricultura e pastoreio em volta de suas aldeias. • Com base na observação da natureza criaram um calendário com três estações de 4 meses: o período das cheias, da semeadura e da colheita. • No mês de julho, as cheias inundavam as terras nas margens do Rio Nilo, e quando as águas retornavam ao leito, deixavam a terra coberta de húmus (matéria orgânica), funcionando como adubo natural para o
  • 4.
    • Por meiode disputas e/ou alianças para conseguir terra e poder, as aldeias às margens do Rio Nilo foram se agrupando em nomos, unidades administrativas chefiadas por nomarcas. • A divisão do território por nomos permanece por toda a história do Egito Antigo. • Com o tempo , lutas e alianças entre os nomarcas acabaram gerando dois grandes reinos: O Alto Egito (localizado no sul) e o Baixo Egito (localizado no Norte). • Esses reinos permaneceram separados até por volta 3100 a.C, quando segundo a tradição, um personagem chamado Menés, Rei do Alto Egito, conquistou o Baixo Egito e fundou o Império Egípcio.
  • 6.
    • Menés setornou o primeiro imperador faraó (modo como os antigos egípcios chamavam o Rei) e o fundador da Primeira Dinastia (sucessão de reis da mesma família). • A história política do Império Egípcio é dividida em três períodos, entremeados por períodos de enfraquecimento do poder dos faraós. • Esse enfraquecimento geralmente decorria de desorganização do Estado, de revoltas contra impostos abusivos e de lutas internas entre os nomarcas
  • 8.
    • Durante esseperíodo o Império Egípcio esteve dividido em 42 nomos, administrados por nomarcas que deviam obediência aos faraós reinantes. • Inicialmente a capital era Tinis. A partir da terceira dinastia passou a ser Mênfis, cidade construída no delta do Rio Nilo, especialmente para este fim. • O Antigo Império foi um período de relativa estabilidade econômica e política, parte da riqueza proveniente dos impostos recolhidos foi usada para construir as colossais pirâmides na cidade de Gizé: Quéops, Quéfren e Miquerinos (nome de poderosos faraós do Antigo Império).
  • 9.
    • Por voltade 2040 a.C, os governantes da cidade de Tebas tomaram o poder e reunificaram o Egito, dando início ao Médio Império, um período de grande brilho da civilização egípcia. • Os faraós desse período incentivaram a atividade econômica, intensificando seu comércio com a Núbia, região situada ao sul, rica em minerais e habitadas por povos negros. • Durante o Médio Império, o governo egípcio ordenou a construção de um palácio – o Labirinto – e o Lago Méris, um enorme reservatório.
  • 11.
    • Depois, disputaspelo poder entre os próprios egípcios enfraqueceram o Estado, facilitando a penetração dos hicsos, um povo da Ásia Central, que invadiu o Egito por volta de 1570 a.C e o dominou por cerca de 170 anos.
  • 12.
    • O NovoImpério se iniciou com a vitória sobre os hicsos e a reunificação do Egito. • Após construir um poderoso exército formado de infantaria e cavalaria e apoiado por carros de guerra, os egípcios conquistaram o Reino de Kush, na Núbia, ao sul, a Fenícia, a Palestina e a Síria, a nordeste e estenderam seus domínios até o Rio Eufrates, na Mesopotâmia, a leste. • A partir daí, o Egito estabeleceu um grande comércio com todas essas regiões e com a Ilha de Creta.
  • 13.
    • O controlesobre rotas comerciais e povos rendeu aos egípcios riquezas enormes, como testemunham os templos de Luxor e Karnac, erguidos na cidade de Tebas, capital do Egito na época. • As revoltas da maioria da população egípcia contra os impostos abusivos e o trabalho forçado, bem como as disputas internas e a reação dos povos dominados, levaram ao enfraquecimento do Estado que, em 525 a.C foi conquistado pelos persas. • Desde então, foi dominado por vários outros povos: gregos e romanos, na Antiguidade, árabes muçulmanos, na Idade Média, e britânicos, no século XIX. Somente em 1922, o Egito voltou a ser independente.
  • 16.
    • Na sociedadeegípcia, o indivíduo geralmente nascia e morria dentro do mesmo grupo social. • Era uma sociedade rigidamente estratificada e com pouca mobilidade social. • O faraó era considerado por todos um Deus vivo. Era a maior autoridade administrativa, religiosa e militar do império. • Era também dono de quase todas as terras, possuía muitos funcionários, e recebia enormes quantidades de impostos. • Sua figura era tão respeitada que os súditos não poderiam se referir a ele pelo nome, chamando-o de Faraó, que quer dizer “casa-real”.
  • 17.
  • 18.
    • Abaixo dosfaraós estavam os altos funcionários e os sacerdotes. Entre os altos funcionários estavam o vizir e os escribas. • O vizir supervisionava a polícia, a justiça e a cobrança de impostos. • Já os escribas registravam os impostos arrecadados, as áreas cultivadas, o volume da colheita, os rebanhos. • Os sacerdotes por sua vez, constituíam um grupo poderoso e rico, sua riqueza vinha das terras que possuíam, e das oferendas feitas aos deuses nos templos sob sua responsabilidade, tinham além disso, milhares de trabalhadores a seu serviço.
  • 20.
    • Artesãos, comerciantese militares: Os artesãos egípcios faziam e colocariam o vidro (acredita-se que os egípcios foram inventores do vidro); Além disso trabalhavam com couro, bronze, papiro, etc. • Com as conquistas e expansão do Império aumentaram muito o número de clientes. • Camponeses e Escravos: Os camponeses – chamados de felás – constituíam a maior parte da população e viviam pobremente. Trabalhavam nas propriedades dos sacerdotes, dos altos funcionários, e a qualquer momento poderiam ser convocados para trabalhar na construção de obras públicas. Lhes sobrava muito pouco por que tinham que entregar impostos altíssimos para o Estado.
  • 21.
    • Os escravoseram obtidos nas guerras de conquistas e utilizados em serviços pesados como trabalho nas pedreiras, nas minas e na construção de grandes obras, como as pirâmides.
  • 22.
    • Os antigosegípcios eram politeístas – acreditavam em vários deuses que tinham forma humana (Osíris), humana e animal (Hórus, homem com cabeça de falcão), ou somente forma animal (Anúbis, que tinha a feição de um chacal). • Desde muito tempo, os antigos egípcios cultuavam o sol como o nome de Rá. • Quando a capital do império foi transferida para Tebas, Rá foi identificado como deus tebano Amon, surgindo então Amom-Rá, que os egípcios passaram a ver como o “rei dos deuses” e criador do Universo.
  • 24.
    • Enquanto Amon-Ráera o mais cultuado oficialmente, Osíris era o mais popular dos deuses egípcios. • Os egípcios acreditavam que ao morrer, todo indivíduo deveria comparecer ao Tribunal de Osíris, para ser julgado. Lá, em um dos pratos da balança devia ser posto o coração do morto, e no outro, uma pena. • Se o coração tivesse peso igual ou menor que o da pena, o indivíduo seria salvo por Osíris, e iria para os Campos da Paz, onde conviveria com outras almas iluminadas. • Caso contrário, iria para uma espécie de purgatório, ou tornar-se-ia uma alma perdida.
  • 25.
    • A transformaçãodo corpo de um morto em múmia dependia das posses; os mais pobres geralmente enterravam seus mortos na areia do deserto. • Já os ricos, eram mumificados por técnicos especializados nesse ofício. • Depois disso a múmia era colocada dentro de vários sarcófagos, um maior do que o outro, e conduzida ao túmulo, junto dele os egípcios deixavam uma variedade de objetos: alimentos, cadeiras, armas, estátuas e joias – considerados necessários ao morto. • Além disso deixavam textos que o morto deveria usar para pedir sua absolvição a Osíris. Posteriormente, esses textos foram reunidos em um conjunto único: O livro dos mortos.
  • 26.
  • 27.
    • Os antigosegípcios praticaram uma arte monumental, solene e marcada pela religiosidade. • Destacam-se na arquitetura as pirâmides de Gizé, os tempos religiosos como os de Abu-Simbel. • No campo da escultura, predominavam as estátuas rígidas, solene e de rosto sereno e braços cruzados sobre o peito ou estendidos. • Os escultores egípcios acreditavam que além de conservar o corpo do morto, ainda deveriam imortalizá-lo através da escultura fiel a suas características físicas.
  • 29.
    • Já ospintores egípcios retratavam em suas pinturas diversos aspectos da vida social. • Suas pinturas obedeciam a regras rígidas, entre as quais a regra da frontalidade. • Pela regra de frontalidade, os olhos e tronco são mostrados sempre de frente para o observador, enquanto a cabeça, as pernas e os pés aparecem de perfil.
  • 31.
    • As ciênciasegípcias buscaram resolver problemas práticos, como calcular uma área de construção, prever a periodicidade das cheias do Nilo, e encontrar a cura para uma doença. • Na Matemática, os egípcios aprenderam a operar com as três das quatro operações fundamentais: Soma, subtração e divisão, embora não tivessem símbolo para o zero, foram os inventores do sistema decimal. • Na Medicina, dominaram conhecimentos de anatomia humana, reconheceram a importância do coração e seu relacionamento com outros órgãos, desenvolveram técnicas de como tratar fraturas, anestesiar o paciente, realizar pequenas cirurgias, por exemplo, de catarata.
  • 32.
    • No campoda Astronomia, a principal realização foi a criação de um calendário solar de 365 dias, divididos em 12 meses de 30 dias, mais cinco dias de festa.
  • 33.
    • A Áfricatambém foi berço de civilizações antigas, entre as quais estão a Egípcia, e a Núbia • A Núbia floresceu ao sul do Egito, entre a primeira e a sexta catarata do Rio Nilo. • A Núbia foi um importante elo entre os povos da África Central e os do mar mediterrâneo.
  • 34.
    • No interiordo território da Núbia, formou-se o Reino de Kush. Conforme provas arqueológicas, a história de Kush está estreitamente ligada a do Egito. • Um grande número de produtos egípcios encontrados em terras núbias, e vice-versa. • Por volta de 1530 a. C o Reino de Kush fo conquistado pelos egipcios. • Mais tarde, ocorreu o contrário, os cuxitas conquistaram o Egito, dando início a XXV Dinastia, conhecida também como Dinastia dos Faraós Negros, que reinou de 730 a.C até 657 a. C
  • 36.
    • Os cuxitastambém construíam diques para represar água do Nilo e canais para levar água a lugares mais distantes. • O desenvolvimento da agricultura, da pecuária e a formação de aldeias desencadearam um processo de formação do Reino de Kush. • Apesar de ter grande contato com o Egito, o Reino de Kush preservou a sua originalidade: • O Sistema de Escolha do Rei • O papel das Rainhas-Mães • A Estabilidade e a longa duração de suas dinastias.
  • 38.
    • Enquanto noEgito, o filho sucedia o pai no direito ao trono, em Kush, o rei era escolhido de modo peculiar. • Inicialmente, os lideres das comunidades elegiam aquele que consideravam mais preparado para exercer a liderança. • Depois, lançando sementes ao chão, perguntavam aos deuses da cidade se concordavam com a escolha, e pelo desenho que se formava ficavam sabendo da resposta. • Essa consulta ao deus legitimava a escolha • O escolhido era homenageado com uma procissão que terminava com a festa de coroação do novo rei.
  • 40.
    • O reitinha uma guarda permanente para protegê-lo, e era auxiliado por um grupo de altos funcionários, como o chefe do tesourou, o escriba-mor e o comandante militar. • No Reino de Kush os militares eram valorizados, o que era de se esperar tendo o poderoso Egito como vizinho. • Em caso de necessidade, todos os homens eram convocados para a Guerra, e eram frequentemente convocados, seja para defender fronteiras ou para conquistar riquezas.
  • 41.
    • No impérioCuxita, as mulheres ocupavam posições políticas de destaque, tendo ascendência inclusive sobre o clero. • Denominada Senhora de Kush, a mãe do Rei adotava a nora, tendo assim grande poder e influência sobre o governo do filho. • Algumas delas chegaram a assumir o governo do Estado com o título de Candace, Kandake, ou rainhas-mães reinantes. • Duas delas, Amanirenas e Amanishaketo destacaram-se no enfrentamento ao Império Romano. • Amanishaketo conseguiu um acordo com o imperador Romano Otávio Augusto, que isentava os cuxitas de
  • 42.
    Representação de uma candaceno carnaval Brasileiro.
  • 43.
    • Segundo ohistoriador africano Joseph Ki-Zerbo, os fatores que contribuíram para a estabilidade política e longevidade desse Reino foram: o sistema de escolha do rei; o controle da monarquia cuxita sobre as riquezas minerais existentes no subsolo; e a marcante participação da mulher na política.
  • 45.
    • Por voltado século III d.C o Reino de Kush foi empobrecendo, as pirâmides de seus Reis tornando-se mais rústicas e menores, e ocorreu um enfraquecimento do comércio exterior. • No ano de 330, o Reino de Kush foi conquistado por outro reino africano, denominado Axum, localizado ao Norte da Etiópia. • A civilização axumita da época já havia se convertido ao cristianismo, por influência dos romanos quando estes ocuparam o Nordeste da África. • Isso explica por que a Etiópia é considerada o país cristão mais antigo da África Subsaariana.
  • 46.
    A história daÁfrica é tão importante quanto a história dos demais continentes. No entanto, arqueólogos e historiadores se dedicaram somente ao Egito esquecendo centenas de outras possibilidades. Por isso, a história da Àfrica ainda é um cenário a ser pesquisado. Infelizmente, fanatismos religiosos, guerras, depredações e falta de interesse das autoridades mundiais, estão fazendo com que a maioria do patrimônio