UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (UNIRIO)
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS (CCH)
DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA (DEPB)
Formação e Desenvolvimento de Coleções
(Slides baseados na literatura do Programa da Disciplina)
25ª revisão e atualização
Simone R. Weitzel
2020/1
1 Introdução ao tema
Sumário
3.1 Conceitos e considerações gerais
2 Formação e Desenvolvimento de
coleções
2.1 Conceitos de Administração e de
Formação e Desenvolvimento de
coleções
2.1.1 Funções da Administração
2.1.2 Planejamento estratégico
2.1.3 Conceitos, características e
funções de FDC
2.2 Estudos teóricos internacionais
2.3 Estudos teóricos nacionais
2.4 DC como processo e política
2.5 Modelos de Políticas de
desenvolvimento de coleções
2.6 Estrutura para formação de coleções
e Diagnóstico
2.7 Estudo da comunidade
3 Seleção de materiais
3.2 Organização do processo de seleção
3.2.1 Responsáveis pela seleção:
comissão de seleção, bibliotecários e
usuários
3.2.2 Mecanismos de identificação e
registro
3.2.3 Política de seleção
3.2.3.1 Critérios de seleção
3.2.3.2 Instrumentos e fontes de seleção
3.3 Seleção e censura
4 Aquisição: considerações gerais
4.1 Conceitos e tipos de aquisição
4.2 Impacto do paradigma digital
4.3 O bibliotecário e a ética
4.4 Organização do processo de
aquisição
Sumário (continuação)
4.4.1 Compra
4.4.1.1 Previsão orçamentária
4.4.1.2 Procedimentos para compra
4.4.1.3 Legislação
4.4.2 Permuta
4.4.3 Doação
4. 5 Instrumentos e fontes de
aquisição
4.6 Políticas
4.7 Cooperação
5 Avaliação de coleções
5.1 Conceitos e objetivos
5.1.1 Conceitos
5.1.2 Objetivos
5.2 Técnicas e Metodologias
6 Desbastamento
6.1 Conceitos e objetivos
6.2 Critérios, Métodos e Técnicas
7 Tópicos especiais
7.1 Conservação e Preservação
7.2 Direitos autorais
O QUE É FDC?
É um processo que envolve as seguintes atividades:
• Estudo ou análise da comunidade (perfil da
comunidade)
• Política e processo de seleção
• Política e processo de aquisição
• Política e processo de Avaliação de Coleções
• Política e processo de desbastamento (incluindo o
descarte)
(VERGUEIRO, 1989, p. 17)
(MACIEL; MENDONÇA, 2000, p. 16)
UNIDADE 1: Introdução ao tema
Definições de Evans
• “Definimos desenvolvimento de coleções como um processo
de identificação das fortalezas e fraquezas das coleções de
uma biblioteca em termos das necessidades dos usuários e
dos recursos da comunidade, na tentativa de corrigir as
fraquezas existentes, se houver” (2000, p. 15).
• “é um processo que vai de encontro às necessidades dos
usuários de uma comunidade de forma rápida e econômica
utilizando recursos informacionais locais, assim como de
outras instituições” (2000, p.15-16).
• Comentários sobre as definições: o ponto de partida é a
análise da comunidade – não apenas os usuários reais mas,
principalmente, os usuários potenciais. 5
Importância de FDC
• Antiguidade e Idade Média
• Invenção de Gutenberg
– laicização do conhecimento
– aumento do alcance das invenções
• Explosão da Informação
Modelo baseado na
armazenagem
– investimentos governamentais em pesquisa de P&D
– Multiplicação de textos publicados
– Limitação para absorver o conhecimento
Advento da internet
– Legitimação do modelo baseado no acesso
WEITZEL, S. R. O Desenvolvimento de coleções e a organização do conhecimento: suas origens e
desafios. Perspect.Cienc. Inf., Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p. 61-67, jan./jun. 2002. 6
acesso
baseado
no
Modelo
7
e controle
Importância de FDC
• “biblioteca como Interface entre os
recursos de informações disponíveis e a
comunidade de usuários a ser servida”
(LANCASTER, 1996, p. 2) .
Recursos
informacionais
Comunidades de
usuários
Fonte: Adaptado de Lancaster (1996, p. 2)
Seleção, aquisição e
tratamento da serviços
Informação
registrada
8
A IMPORTÂNCIA DAS COLEÇÕES
• Coleções de uma biblioteca = fontes de informação
• Orientadas para indivíduos, grupos sociais, sociedade.
• A biblioteca não pode ser um aglomerado de livros e
revistas amontoados pelo mero acaso (apud
FONSECA, 2007).
• A biblioteca é produto da criação de pessoas,
projetada para um determinado objetivo ou fim social
(apud FONSECA, 2007).
• Exemplo: A biblioteca universitária deve estar
orientada para apoiar o ensino, pesquisa e extensão.
9
TIPOS DE COLEÇÕES E BIBLIOTECAS
• Se a biblioteca é projetada para um
determinado fim, então as coleções também
refletem essa orientação;
• Logo, dificilmente uma biblioteca terá
coleções totalmente iguais à outra.
• Então as bibliotecas podem ser congêneres,
mas não iguais.
10
Fatores que influenciam FDC
• O processo de FDC “está presente por inteiro em
todas as bibliotecas” mas não da mesma forma.
(VERGUEIRO, 1989, p. 19)
– Dependem do tipo de biblioteca
– A ênfase do processo de DC em cada tipo de
biblioteca é determinada especialmente pelos
objetivos institucionais e tipo de usuários
–As influências das indústrias produtoras
determinam o que está disponível para
aquisição.
TIPOS DE COLEÇÕES E BIBLIOTECAS
Tipo de Biblioteca Objetivos Tipo de coleções Ênfase no processo
de DC
Pública Democratização da
informação para a
comunidade local
Obras de referência,
ficção, não-ficção,
biografias, jornais e
revistas
 Análise da
comunidade
 Avaliação
 Desbastamento
Infantil Estimular a
leitura/formar o
leitor
Livros infanto-
juvenis, de pano,
HQs, brinquedos, etc.
 Seleção
 Debastamento
Escolar Apoiar os programas
de ensino oficiais
Obras de referência,
livros para-didáticos,
literatura e não-
ficção
 Seleção
 Desbastamento
Universitária Apoiar os programas
de ensino, pesquisa e
extensão
Livros e periódicos
técnico-científicos
 Avaliação
 Desbastamento
Especializada Objetivos e metas da
instituição
mantenedorara
Normalmente
material especial
 Seleção
 Aquisição
 Debastamento
Os tipos de documentos
De acordo com Guinchat e Menou (1994, p. 41-96)
• Características
• Físicas
• Intelectuais
• Estrutura
13
Os tipos de documentos (Guinchat e Menou)
• Características físicas
– Natureza: textuais (texto escrito) e não textuais (documentos
iconográficos, sonoros, audiovisuais, materiais tais como
maquetes, documentos em braille, jogos, documentos
compostos, magnéticos e eletrônicos).
– Materiais: suporte físico (A fotografia é um documento de
natureza iconográfica que se apresenta em papel e negativo)
– Forma de produção: brutos (minerais etc.) e manufaturados
(obras literárias etc.)
– Modalidades de utilização: diretamente ou por meio de
equipamentos
– Periodicidade: uma vez ou em série (documentos textuais)
– Coleções: forma de agrupar documentos (mesma forma, tema,
objetivo)
– Forma de Publicação: publicados (editoras e comerciais) e
não-publicados (literatura cinzenta)
14
Os tipos de documentos (Guinchat e Menou)
• Características intelectuais
– Objetivo: razão pela qual foi produzido
– Grau de elaboração: distingue os documentos primários,
secundários e terciários
– Conteúdo: assunto, forma de apresentação, exaustividade,
acessibilidade, nível científico, grau de originalidade e de
novidade, idade das informações, data de publicação, dados
numéricos
– Origem, fonte e autor: a fonte pode ser pública, privada,
anônima, conhecida. O autor pode ser uma pessoa, grupo de
pessoas, organização ou várias. Forma de obtenção , tratamento
e difusão
– Tipos de documentos:
• Nível formal: monografias, publicações periódicas, patentes, normas,
documentos não-textuais, secundários e os não convencionais.
• Nível intelectual: documentos essenciais e marginais a) contém certa
proporção de interesse; b) raramente contém algo de interesse
15
Estrutura dos documentos
• Monografias (capa, página de rosto, texto dividido em
partes e sumário entre outros elementos)
• Publicações seriadas (fascículos ou volumes sucessivos:
periódicos, anuários, relatórios, atas de sociedades,
coleções de monografias)
• Documentos não publicados (estrutura variável: não
trazem autoria, título, data, etc.)
• Documentos não textuais (decorre de sua natureza,
objetivo e conteúdo – fotografia, filme sonoro)
• Partes (para identificação: capa, página de rosto, sumário)
• Unidade documental (identificável fisicamente)
• Condições (autêntico, confiável, acessível)
(GUINCHAT; MENOU, 1994, p. 41-56)
16
• 2.1 Conceitos de Administração e de
Formação e Desenvolvimento de coleções
–2.1.1 Funções da Administração
–2.1.2 Planejamento estratégico
UNIDADE 2: Formação e
Desenvolvimento de coleções
17
• Maciel e Mendonça (2000, p. 7) observaram que o
bibliotecário em geral está mais preocupado com o
trabalho cotidiano do que com a reflexão sobre o seu
fazer e sobre as estruturas sob as quais está
inserido.
• Consequência – o bibliotecário interfere pouco nas
estruturas e nos sistemas organizacionais pois sua
visão se restringe à ótica da microestrutura sem
considerar a macroestrutura.
• A gestão interna de organizações, dentre as quais se
incluem a biblioteca, é uma tarefa muito complexa
que determina o sucesso de uma organização ou sua
falência, o seu estilo e sua cultura organizacional.
2.1.1 Funções da Administração e
o Desenvolvimento de Coleções
18
Conseqüências da pouca reflexão
• “Atualmente vivemos realidades paralelas. Enquanto
muitas bibliotecas se movem no contexto virtual [...],
outras, por uma série de fatores [...], permanecem estoques
de documentos cujo objetivo é sua localização para
empréstimo e consulta”. (MACIEL; MENDONÇA, 2000,
p. 8).
• A alternativa: enxergar a biblioteca como organização para
que seja possível a compreensão da:
“estrutura administrativa implícita à biblioteca, como
também dos mecanismos de integração formal dessa
estrutura com a instituição que a sustenta” (MACIEL;
MENDONÇA, 2000, p. 8).
19
Funções da Administração
segundo Oliveira (1996)
PLANEJAMENTO (PREVISÃO): Estabelece metas e métodos bem
como recursos necessários para sua implementação.
• a)ESTRATÉGICO: estabelece o rumo a ser seguido pela empresa.
• b)TÁTICO: atua em uma área específica da empresa para otimizá-la.
• c)FUNCIONAL: formalização através de documentos escritos das
metodologias empregadas.
ORGANIZAÇÃO: Reúne fatores e recursos essenciais para a execução
dos planos estabelecendo estruturas organizacionais, definindo
hierarquias e desempenho do pessoal.
DIREÇÃO (COMANDO E COORDENAÇÃO): gestão da organização
procurando converter os planos em resultados.
CONTROLE: verifica se tudo o que foi planejado corre de acordo com o
programa adotado.
TOMADA DE DECISÃO: “designa o momento de opção, de escolha,
de seleção de uma alternativa” (MACIEL;MENDONÇA, 2000, P. 14))
20
ETAPAS DO PLANEJAMENTO DE UM SISTEMA DE
INFORMAÇÃO (WEISMANN)
• Qual a missão da organização, grupo ou atividade?
• Quais são as metas?
• O que as pessoas fazem para alcançar as metas (campo de
atividade, abrangência, cobertura)?
• Que informação usam ou necessitam para executar o seu
trabalho?
• Onde obtêm essa informação?
• As fontes disponíveis atendem bem às suas necessidades de
informação?
• A informação disponível é prestada a tempo, completa,
relevante, compreensível? Qual o custo?
2.1.2 Planejamento estratégico
21
ETAPAS DO PLANEJAMENTO DE UM SISTEMA DE
INFORMAÇÃO (WEISMANN)
• Existe interesse, por parte da comunidade de usuários e outros
grupos de usuários em potencial, nos serviços de informação?
• O quanto o centro/sistema de informação proposto contribui para
os objetivos e metas da organização?
• O sistema é necessário?
• O que podem ser as metas, missão e escopo do sistema? Em
bases restritas e em bases amplas?
• Que atitudes, convenções, abordagens, restrições e características
individuais a organização têm e que podem influenciar a política
e a operação do sistema?
• Quais são os fatores de restrição que existem sob o ponto de
vista de: administração, custo, “estado da arte” do campo de
cobertura, abrangência, instalações e equipamentos, pessoal e
duplicação ou justa posição com outros serviços dentro da
organização e fora dela?
22
Missão
(OLIVEIRA, 1996, p. 96)
• “É a razão de ser da empresa”. Procura determinar qual é
o negócio da empresa, por que ela existe, ou ainda em
que tipos de atividades a empresa deverá concentrar seus
esforços no futuro. (p. 96)
• “Procura-se responder à pergunta básica onde se quer
chegar com a empresa?”
• “É uma forma de se traduzir determinado sistema de
valores em termos de crenças ou áreas básicas de atuação
considerando as tradições e filosofia da empresa”.
• Exerce uma função orientadora e delimitadora da ação
empresarial dentro de um período longo com reflexos
nas crenças, expectativas, conceitos e recursos.
23
Dicas para formulação da Missão
• Não explicitar o que se faz pois isso não provoca
mudanças;
• Não relacionar produtos e serviços oferecidos pois
isso reduz a amplitude da empresa;
• Não procurar definições nem tão curtas que
prejudiquem o entendimento, nem tão longas que
prejudiquem a assimilação;
• Frases definitivas não são recomendáveis pois
nada está isento de mudanças
24
Missão
* Qual a razão de ser da nossa empresa?
* Qual a natureza dos negócios da empresa?
* Quais são os tipos de atividades que a empresa
deve concentrar?
Definição dos negócios da empresa = propósitos
* Definição das áreas prioritárias de atuação
* Consenso de que os esforços e recursos
dirigidos para o alvo estabelecido serão bem
sucedidos
Propósitos
Resultados
25
Exemplos de Missão
(BARBALHO; BERAQUET, 1995, p. 34)
• Biblioteca Pública AlziraBrandão:
– Suprir as necessidades de conhecimento da população do
município, através da implantação de projetos de educação,
lazer e cultura, de maneira a contribuir, diretamente, para o
aumento do bem-estar do indivíduo e, indiretamente, para
melhoria da qualidade de vida da comunidade.
• Biblioteca do Colégio Paula Fracinetti
– Contribuir para a formação intelectual dos alunos do Colégio
Paula Fracinetti de forma a torná-los sujeitos críticos e
capazes de transformações sociais no ambiente onde estão
inseridos.
26
Postura estratégica da empresa
• “É estabelecida por uma escolha consciente
de uma das alternativas de caminho e ação
para cumprir a sua missão. Objetiva orientar
o estabelecimento de todas as estratégias e
políticas” da empresa (p. 102-103).
– Missão da empresa
– Relação positiva ou negativa entre as
oportunidades e ameaças
– Relação positiva ou negativa entre os pontos
fortes e fracos que ela possui para fazer frente às
oportunidades e ameaças
Aspectos
27
Posturas estratégicas
(OLIVEIRA, 1986)
Método de Bryson
(BARBALHO; BERAQUET, 1995, p. 43)
Missão
Análise da
comunidade
Análise do acervo/
ocorrências dos
assuntos
Desenvolvimento
de coleções
Alinhamento
Triangulação
Desenvolvimento de coleções
Análise da comunidade Análise do acervo
Missão institucional
31
Conceitos e funções de FDC (FIGUEIREDO, 1998, p. 84-85)
• DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES (Collection
development)
Função de planejamento global da coleção
• POLÍTICA DE SELEÇÃO
Conjunto de diretrizes e normas que visa estabelecer ações,
delinear estratégias gerais, determinar instrumentos e delimitar
critérios para facilitar a tomada de decisão na composição e
desenvolvimento de coleções em consonância com os objetivos
da instituição e os usuários do sistema.
• SELEÇÃO (Selection/Positive selection)
Função do desenvolvimento da coleção; processo de tomada de
decisão para títulos individuais.
2.1.3 CONCEITOS, CARACTERÍSTICAS E FUNÇÕES DE FDC
33
FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES
conceitos e funções (continuação)
• REMANEJAMENTO (relegation/retirement)
Processo de retirar títulos ou partes da coleção para outros
locais menos acessíveis.
• DESCARTE/SELEÇÃO NEGATIVA
(Discard/purging/negative selection)
Processo de retirada de títulos ou partes da coleção para
fins de doação, permuta ou eliminação.
• CONSERVAÇÃO/PRESERVAÇÃO
Conservação: retirada temporária da obra para
recomposição física;
Preservação: Recomposição de obras raras para
armazenamento especial.
Desenvolvimento de coleções
Estudo da
comunidade
Política de seleção seleção aquisição
avaliação
Desbastamento e descarte
35
Modelos Teóricos
• Hendrix Edelman: hierarquia entre os termos
– Desenvolvimento de coleções:
• Função de planejamento
• Plano que descreve objetivos da biblioteca correlacionando-as
com aspectos do meio ambiente (usuários, verbas, história das
coleções)
– Seleção: implementação dos objetivos estabelecidos
– Aquisição: implementação das decisões da seleção
(VERGUEIRO, 1993, p. 15)
2.2 Estudos teóricos internacionais
36
Modelos teóricos
G. Edward Evans: pontos fortes e fracos:
abordagem sistêmica
• É um processo de identificação dos pontos fortes e
fracos de uma coleção em termos de necessidades
dos usuários e recursos existentes.
• Procura corrigir as fraquezas existentes através da
avaliação dos recursos da biblioteca e do estudo
das necessidades dos usuário.
• Ver ilustração do processo de DC.
(VERGUEIRO, 1993, p. 17)
37
(VERGUEIRO, 1993, p. 17)
38
Modelos Teóricos
• Charles B. Osborn: abordagem sistêmica
Desenvolvimento de coleções é:
“ Um sistema de serviço ao público, efetuado
mediante um processo de tomada de
decisões que leva a uma determinação da
aquisição e retenção dos materiais.”
(VERGUEIRO, 1993, p. 17)
39
Modelos Teóricos
Bonita Bryant: estrutura organizacional: as três
posturas para desempenho das atividades
• Postura de aquisição – confiança na seleção que
deve direcionar para um objetivo.
• Postura de seleção – responsabilidade pelo
desenvolvimento da coleção e interação entre
usuários.
• Postura de administração e DC – distribuição de
tarefas e responsabilidades, articulação entre
política e desbastamento sistemático, análise do
orçamento, alocação e controle dos recursos
informacionais. (VERGUEIRO, 1993, p. 17)
40
Modelos Teóricos
• James C. Baughman: abordagem estruturalista – padrão de
relacionamento
– Uso: grupo de demandas
– Conhecimento: grupo de disciplinas
– Biblioteconomia: grupo de relações entre as literaturas das diversas áreas
Planejamento + implementação + avaliação = DC
• Planejamento: projeto de acumulação (objetivos +
propósitos + prioridades + necessidades)
• Implementação: processamento da documentação +
acessibilidade
• Avaliação: exame em relação aos objetivos e propósitos
estabelecidos
• Ver ilustração: Abordagem estruturalista (VERGUEIRO, 1993, 15-16)
41
(VERGUEIRO, 1993, p. 17
42
Modelos Teóricos
• Cogswell: Oito funções da Administração de
coleções
DEFINIÇÃO: “É a administração sistemática do
planejamento, composição, orçamentação, avaliação e
uso das coleções de bibliotecas durante grandes
períodos de tempo, a fim de atingir objetivos
institucionais específicos” (VERGUEIRO, 1993, p. 18).
43
Modelos Teóricos
1) Planejamento e elaboração de políticas –
identificação e implementação de planos de ação
em relação à coleção e estabelecimento de uma
política formal como instrumento de
comunicação;
2) Análise das coleções – avaliação dos pontos
fortes e fracos da coleção;
3) Seleção de materiais – expansão das coleções
4) Manutenção da coleção – re-seleção (o que será
mantido, preservado ou descartado);
44
Modelos Teóricos
5) Administração fiscal – controle de orçamento e
alocação de recursos para aquisição;
6) Contato com o usuário – ligação entre usuários e
bibliotecário de FDC;
7) Compartilhamento de recursos;
8) Avaliação do programa – avaliação periódica
tendo em vista os objetivos institucionais e
adequação à comunidade.
(VERGUEIRO, 1993, p. 18)
45
• Autores (décadas de 1970 a 1990)
–Nice Figueiredo (IBICT/DEP)
–Waldomiro Vergueiro (USP)
–Marília Mendonça (UFF)
• Contexto
–incluído no currículo em 1982
–alguma produção científica de lá para cá
–Existência do cargo de bibliotecário de FDC
(década de 1990)
2.3 Estudos teóricos nacionais
Precursores europeus - séc. XIX
CIM, Albert. Le livre. .. Paris: E. Flammarion,
1905-1908.
GRÄESEL, Arnim. Manual de
Bibliothéconomie.Paris: H. Welter, 1897
MAIRE, Albert. Manuel partique du
bibliothécaire: bibliothéques publiques,
bibliothéques universitaires, bibliothéques
privées. Paris: J. Pieard, 1896.
ROUVEYRE, Edouard. Connaissances
nécessaires a un bibliophile. 2. ed. Paris:
Librairie Aneienne et Moderne, 1878.
CONSTANTIN, L. A. Bibliothéconomie; ou,
Nouveau manuel complet pour
I'arrangement,Ia conservatión et
I'administration des bibliotheques. Paris:
A La Librarie Encyclopédique de Roret,
1841.
PEIGNOT, Gabriel. Manuel du bibliophile;
ou, Traité du choix des livres. Dijon:
Chez Victor Lagier, 1823.
MOREL, Eugene. Bibliotheques: essai sur le
dévelopmement des bibliotheques
publiques et de la librairie dans les deux
mondes. Paris: Mereure de Franee, 1908-
1909.
NAMUR, P. Manuel du bibliothécaire. . .
Bruxelles:Chez J. B. Tircher, 1834.
PETZHOLDT, Giulius. Manuale del
bibliotecario.Milano:UlrieoHoepli,1894.
RICHARD, Jules. L'Arte de former une
bibliotheque.Paris:Librairie Aneienne et
Moderne,1883.
Teóricos anglófonos
segundo Evans (2000)
MCCOLVIN, L. R. Theory of book selection for
public libraries. London: Grafton, 1925.
DRURY, F. K. W. Book selection. Chicago:
American Library Association, 1930.
HAINES, Helen E. Living with books. New
York: Columbia University Press, 1935.
RANGANATHAN, S. R. Librarybook
selection. Delhi: Indian Library
Association, 1952.
BROADUS, Robert. Selecting materials for
libraries. New York: H. W. Wilson, 1973.
CURLEY, Arthur; BRODERICK,
Dorothy. Building library collection.
Metuchen, NJ: Scarecrow Press,
1985. Original de Mary Duncan
Carter e Wallace John Bonk em
1959.
EVANS, G. Edward. Developing library
and information center collection. 4.
ed. Englewood: Libraries Unlimited,
2000.
48
Definição de DC como processo
• “Uma atividade de planejamento, onde o
reconhecimento da comunidade a ser servida e
suas características culturais e informacionais,
oferecerá a base necessária e coerente para o
estabelecimento de políticas de seleção, para as
decisões relativas ao processamento técnico dos
documentos e ao seu adequado armazenamento”.
(MACIEL; MENDONÇA, p. 16, 2000)
2.4 DC como processo e como política
49
Características
• “Operações relacionadas com a formação,
desenvolvimento e organização das coleções para
fins de acesso e utilização” (MACIEL; MENDONÇA, 2000, p. 16)
• Caráter cíclico (todas as etapas são importantes)
• Ininterrupto (sem começo ou fim. Deve se tornar
uma rotina),
• Heterogêneo (tipo de biblioteca e de comunidade
tem influência) (VERGUEIRO, 1989, p. 16)
SANTOS, Raimunda Fernanda dos; VITULLO, Nadia Aurora Vanti. A importância dos estudos métricos da
informação na construção de indicadores para a formação e desenvolvimento de coleções. Revista Informação
na Sociedade Contemporânea, v. 1, n. 2, 2017.
52
Características e argumentos contra a política
• Gasta-se tanto tempo para elaborar uma
política que daria para fazer outras coisas
mais necessárias...
• É preciso coletar um volume muito grande
de dados de vários tipos...
• Quando a política está finalmente pronta, a
situação mudou tanto que a política está
sumariamente desatualizada!!!
53
Características e argumentos a favor da política
• A política não resolverá todos osproblemas
• Oferece uma estrutura comum que orientará
decisões por diferentes pessoas (selecionadores)
• Sem a política as diferentes visões que emergem
sobre o que a biblioteca realmente é podem causar
confusões assim como as divergências de opiniões.
• Com a política as diferentes opiniões que emergem
podem enriquecer o trabalho pois todos refletem a
partir de um documento comum.
• Atualizar a política anualmente consome menos
tempo (adaptado de EVANS, 2000, p. 71-72)
54
O documento de Políticas de DC
• “Deixar clara a filosofia a nortear o trabalho
bibliotecário no que diz respeito à coleção”;
• “tornar público relacionamento entre o DC e os
objetivos da instituição a que esta coleção deve
servir”;
• “Guia prático na seleção diária de itens”;
• “Peça-chave para o planejamento em larga escala”;
• Diretriz para as decisões dos bibliotecários em
relação à seleção [...] e à própria administração dos
recursos informacionais”. (VERGUEIRO, 1989, p. 25)
2.5 Modelos Políticas de desenvolvimento de coleções
55
Política de DC por Nice Figueiredo
1) Análise dos objetivos gerais da instituição
a) Clientela a ser servida;
b) Fronteiras gerais de assuntos da coleção;
c) Tipos de programas ou necessidades dos usuários;
d) Prioridades gerais e limitações orientadas da seleção;
- grau de suporte continuado para coleções fortes,
- formas de materiais que deverão ser colecionados ou excluídos,
- idioma e área geográfica que deverão ser colecionados ou
excluídos,
- períodos cronológicos,
- outras exclusões,
- duplicações.
e) Acordos cooperativos de coleções em nível local, regional,
nacional e internacional. (FIGUEIREDO, 1998, p. 42-44)
56
Política de DC por Nice Figueiredo
2) Análise detalhada da política de desenvolvimento da coleção
para áreas de assunto
Segundo Nice Figueiredo esta análise pode ser feita a partir da
áreas de assuntos por arranjo de classificação em no mínimo 500
subdivisões indicando o seguinte:
a) Nível (pontos fortes e nível desejado);
b) Idiomas;
c) Período;
d) Áreas geográficas;
e) Formas de material incluído e excluído;
f) Unidade da biblioteca ou selecionador responsável pela seleção
básica naquela área.
(FIGUEIREDO, 1998, p. 42-44)
57
Política de DC por Nice Figueiredo
3) Análise detalhada da política de desenvolvimento da
coleção para formar tipos de coleções
O objetivo desta análise é formar tipos de coleções por forma.
a) Jornais;
b) Microformas;
c) Manuscritos;
d) Publicações governamentais;
e) Mapas;
f) Materiais audiovisuais;
g) Fitas de dados;
h) Etc. (FIGUEIREDO, 1998, p. 42-44)
58
Política de DC por Evans:
Elementos da PDC
• Elemento n.º 1: Resumo ou Panorama ou
introdução
– Descrição da comunidade
– Identificação de quais serviços atendem qual clientela
(Ex. serviços gratuitos, serviços para crianças)
– Parâmetros das coleções (assuntos, tipos de formatos)
– Descrição detalhada dos tipos de programas ou
necessidades dos usuários que a coleção deve atender
(programas educacionais, culturais, mudanças sociais,
etnia, herança de valores culturais)
59
Elementos da PDC
• Elemento n.º 2: Detalhamento dos assuntos e
formatos colecionados
– Tipos de clientes/usuários: adultos, jovens adultos,
crianças em idade escolar, pessoas em desvantagens
sociais e físicas, professores, pesquisadores,
funcionários e administradores, estudantes da graduação
e pós-gradução.
– Formatos: livros, jornais, periódicos, microformas,
slides, filmes e vídeos, fotografias, gravações de áudio,
recursos online, música, folhetos, manuscritos e
materiais arquivísticos, mapas, publicações
governamentais, CD-ROMs e laser discs, realia, jogos e
brinquedos, amostras, softwares, bases de dados e
outros formatos.
60
Elementos da PDC (continuação)
• Elemento n.º 3: miscelâneas
– Doações: receba doações somente do que a biblioteca
iria comprar, pois há custos de processamento
– Desbastamento e descarte: quantos exemplares manter?
– Avaliação: para objetivos internos, comparações ou
avaliar a seleção?
– Reclamações e censura
– Recursos eletrônicos: é recomendado uma política em
separado
(EVANS, 2000, p. 82-84)
Elementos da PDC da IFLA
Modelo Conspectus (2001)
https://www.ifla.org/files/assets/acquisition-collection-development/publications/gcdp-es.pdf
Proposta de um
Manual de Serviço para DC
• Introdução
• Caracterização institucional
incluindo a biblioteca
• Caracterização do público
• Panorama e estrutura das
coleções (quantidade, tipos
de coleções,predominâncias
dos idiomas, assuntos e idade
do acervo)
• Determinação dos assuntos e
critérios gerais
• Seleção (processo e política)
• Aquisição (processo e
política)
• Desbastamento (processo e
política)
• Outros temas incluindo
direitos autorais, censura,
cooperação e
compartilhamento de
recursos
• Avaliação do programa de
DC
62
O melhor modelo segundo Evans
– Wellesley College –
General Policies
Guiding Principles | Archiving | Audiovisual media | Binding | Books/monographs |
Databases | Dissertations | Faculty publications | Festschriften | Gifts | Journals |
Languages collected | Maps | Multiple formats | Newspapers | Number of copies
acquired | Off-campus storage | Out-of-print materials and retrospective collection
development | Readership level | Recreational reading | Replacements | Standing
orders | Weeding/removing items from the collection | Workbooks | Not Acquired
http://www.wellesley.edu/lts/collections/collectiondevelopment/cdpolicies/cdmain#notacq
Wellesley College
Introduction
The general collections of the Wellesley College Library have been built through the
effort of generations of librarians, faculty, students, alumnae and donors who have
shared the vision of building a premier collection, one that provides the range of
resources needed to support teaching and learning at Wellesley. With over 1.5 million
print volumes, 200,000 electronic books, 55,000 electronic journals, and access to
digital images, online music, and electronic databases, Wellesley enjoys one of the
finest undergraduate library collections in thecountry.
In building the collections, the library seeks to achieve a rich mix of print and online
resources, drawing on the strengths of each format to meet the needs of Wellesley
scholars. As scholarship and publishing change, we adapt our strategies to ensure
that we are providing resources in the forms and formats that are the most accessible
and useful to our users. For some disciplines, print continues to define the record of
scholarship; in other disciplines a rapid shift from print to digital is underway, while for
others the shift to electronic is coming soon. We acquire collections resources which
reflect this range of needs, seeking to provide both a core set of reliable resources
and a selection of more specialized ones that expose our students to the most [...]
Wellesley College
Collection Development Policy
The overall collection development policy of the Wellesley College Library comprises
those of the Archives, Special Collections, Government Documents, and the General
Collections.
The General Collections policies described below are supplemented by individual
statements regarding collecting priorities for the various subject disciplines included
in the curriculum of the College.
General Policies
While the increasing availability of electronic resources in all disciplines has called for
continual reassessment of our format preferences, the overriding policies guiding
acquisitions have not changed:
We acquire materials based on demonstrated need, anticipated use and available
funding.
We support intellectual freedom by representing a diversity of opinions and viewpoints;
we seek to represent scholarship from both mainstream and alternative domestic and
foreign presses [...].
Wellesley College
Guiding principles :
A number of principles guide the selection of material added to the collection, primary
among them are equity, diversity, scope, balance and freedom of intellectual pursuit.
These are outlined in the following statements, devised by the library community, which
the Wellesley College Library endorses;
American Library Association’s Code of Ethics
Intellectual Freedom Principles for Academic Libraries
The Library Bill of Rights
The Freedom to Read Statement
The Freedom to View Statement
http://www.wellesley.edu/lts/collections/collectiondevelopment/cdpolicies/cdmain#notacq
Collection Development Policies
Orientações para fazer um diagnóstico de
coleções
Panorama das
coleções de uma
biblioteca
especializada que
atende a propósitos
também de
formação.
Dados coletados por Ana
Carolina Lyra, Henrique
Pereira da Costa, Rayssa
Tavares da Silva e Victor
César Rafael Martins
Felício.
Nesta biblioteca que
soma 12.773 itens a
classe 200
representa apenas
1% do total.
A classe 260 se
destaca com 68
itens mas com
certeza é um
assunto de menor
relevância
A classe 300
concentra o maior
volume de itens da
biblioteca com
percentual maior
que 63%
Com bom senso
agrupamos as cadeias
para dar um peso às
subclasses conforme o
número de ocorrências
até compor uma
listagem final com as
concentrações.
a) 320.98 poderia agrupar até
320.982 somando 391 itens
b) 321 poderia agrupar todos
os itens totalizando 59 itens
2.6 Estrutura para FDC
• Níveis de coleção da ALA (FIGUEIREDO, 1998, p.41-42)
• Quatro dimensões de MIRANDA (1980, p. .68-72)
• Modelos para níveis de assunto da Pacific
Northwest (EVANS, 2000, p. 78)
• Valores numéricos para assuntos da RLG
• Método Conspectus (IFLA)
74
Níveis de coleção da ALA
• Nível de:
• Completeza
• Pesquisa
• Estudo
• Mínimo
• Básico
76
Níveis de coleção da ALA
1) Nível de completeza (comprehensive)
Uma coleção na qual a biblioteca se empenha, tanto quanto
possível, em incluir todos os trabalhos significativos de
conhecimento registrado (publicações, manuscritos e outros
formatos) em todas as línguas aplicáveis, para um campo
necessariamente definido e limitado.
2) Nível de pesquisa
Uma coleção que inclui as melhores fontes de materiais requeridos
para dissertações e pesquisas independentes, incluindo materiais
contendo relatórios de pesquisa novas descobertas, resultados de
experimentos científicos e qualquer outra informação útil a
pesquisadores. Pode também incluir obras de referência
importantes e uma ampla seção de monografias especializadas,
como também uma extensa coleção de periódicos e os melhores
serviços de indexação e resumos na área.
77
Níveis de coleção da ALA
3) Nível de estudo
Uma coleção adequada para apoiar trabalho de curso de graduação
e pós-graduação, ou estudo individual; isto é, adequada para manter
o conhecimento de um assunto requerido para propósitos limitados
ou generalizados, ou menos do que a coleção de pesquisa. Inclui
uma ampla gama de monografias básicas, coleções completas de
trabalhos dos autores mais importantes, seleções de trabalhos de
autores secundários, uma seleção dos periódicos representativos, os
instrumentos de referência e o aparato bibliográfico fundamental
pertencente ao assunto.
Níveis de coleção da ALA
4) Nível básico
Uma coleção altamente seletiva que serve para introduzir e
definir o assunto e indicar as variedades de informações
disponíveis em outro lugar. Inclui os melhores dicionários e
enciclopédias, seleção de edições de trabalhos importantes,
levantamentos históricos, importantes bibliografias e uns poucos
periódicos mais importantes na área.
5) Nível mínimo
Uma área de assunto que é fora do escopo para as coleções da
biblioteca e para a qual poucas seleções são feitas além dos
instrumentos de referência básicos.
Extraído integralmente do livro :
FIGUEIREDO, N. M. Desenvolvimento & avaliação de coleções.
Rio de Janeiro : Rabiskus, 1993. p.3. 78
As quatro dimensões de Miranda
• Coleção de Referência
• Coleção de Lastro (ou básica)
• Coleção Didática
• Literatura Corrente
80
As quatro dimensões de Miranda
(MIRANDA, 1980, p. 68-72)
– Coleção de referência: “A biblioteca universitária é
antes de tudo uma biblioteca de referência [...] o elo de
ligação entre redes e sistemas de informação e com o
universo de conhecimentos contidos neles [...]
possibilitam ao leitor o seu treinamento na pesquisa
bibliográfica [... de forma que] promova uma mudança
qualitativa na sua formação profissional, na sua
habilidade de obtenção de informações”. Obras de
referência e serviços, catálogos coletivos, bases de
dados, etc.
– Coleção de “lastro” ou básica: coleção fundamental
para propiciar as atividades de pesquisa. Contem títulos
básicos em cada área ou disciplina contidas nos cursos
oferecidos pela universidade. Contém os clássicos de
cada área, traduções, e obras citadas em listas básicas.
81
As quatro dimensões de Miranda
(MIRANDA, 1980, p. .68-72)
–Coleção didática: “obras recomendadas para
leitura obrigatória pelas bibliografias elaboradas
pelos professores para diferentes disciplinas”.
Contém revisões de literatura, introduções,
manuais, etc.
–Literatura corrente: Contém livros,
periódicos, etc., que atualizam a coleção básica
e os mesmos critérios devem ser adotados. São
os clássicos do amanhã e devido a dificuldade
de identificá-los é necessário parceria com
especialistas.
82
Modelo para níveis de assuntos
da Pacific Northwest
• 20 divisões principais da LC (adequado para
pequenas e médias bibliotecas não
especializadas)
• 200 assuntos (ideal para bibliotecas de
faculdades)
• 500 áreas (ideal para bibliotecas acadêmicas
médias e grandes bibliotecas públicas)
• 5000 tópicos (para bibliotecas de pesquisa)
(EVANS, 2000, p. 78)
83
Exemplos equivalentes na CDD
• A, B, C, etc
• BC, BE, BF, etc
• BC1-199
• BC11-39
• BC171-199
• 100, 200, 300, etc
• 110, 120, 130, etc
• 111, 112, 113, etc
• 111.5
• 111.51
Valores numéricos para assuntos da
Research Library Group (RLG)
• adotados pela RLG: níveis desejáveis (1º elemento do método
Conspectus)
– 0=fora do escopo – não há obras sobre o assunto em análise;
– 1=nível mínimo – obras elementares;
– 2=nível de informação básica – obras que definem a temática;
– 3=nível instrucional/de ensino – obras para estudos independentes;
– 4=nível de pesquisa – permitem a realização de teses e pesquisas;
– 5= nível de completeza – acervo com exaustividade temática.
• adotados pela Pacific Northwest
– básico: 1a, 1b, 2a, 2b, 3a - intermediário: 3b – avançado: 3c
– Cobertura monográfica em uma divisão da LC
• 1a= fora de escopo
• 1b= (ou menos) menos que 2.500 títulos
• 2a= 2.500-5.000 títulos
• 2b= 5.000-8.000 títulos
• 3a=8.000-12.000 títulos
• 3b= (ou mais) mais de 12.000 títulos (EVANS, 2000,p. 78)
84
Valores numéricos para assuntos da Pacific
Northwest
– básico: 1a, 1b, 2a, 2b, 3ª
– intermediário: 3b
– avançado: 3c
– Cobertura monográfica em uma divisão da LC
• 1a= fora de escopo
• 1b= (ou menos) menos que 2.500 títulos
• 2a= 2.500-5.000 títulos
• 2b= 5.000-8.000 títulos
• 3a=8.000-12.000 títulos
• 3b= (ou mais) mais de 12.000 títulos
(EVANS, 2000, p. 78)
Continuação
– Percentagem de exemplares para cobertura monográfica
• 1b (ou menos) = 5% ou menos
• 2a = menos que 10%
• 2b = menos que 15%
• 3a = 15-20%
• 3b = 30-40%
• 3c = 50-70%
• 4 (ou mais) = 75-80%
– Cobertura de Periódicos
• 1b = periódicos gerais
• 2a = alguns periódicos gerais
• 2b = 2a + seleção mais ampla de periódicos gerais + 30% ou mais de
títulos indexados em base de dados de referência e no índice deassunto
• 3a 50% de títulos indexados conforme acima
• 75% de títulos indexados conforme acima
• 3c = 3b + 90% de títulos indexados conforme acima
(EVANS, 2000, p. 78-79)
86
Níveis de indicadores de profundidade
Nível 0 Fora de escopo
Nível 1 Nível Mínimo
Nível 1a Mínimo, cobertura desigual, poucas
seleções e uma representação pouco
metódica e não sistemática
Nível 1b Mínimo, cobertura focada, poucas
seleções e uma representação
sistemática dos assuntos
Nível 2 Nível básico de informação
Nível 2a Nível básico de informação
introdutório
Nível 2b Nível básico de informação avançado
Níveis de indicadores de profundidade
Nível 3 Nível de apoio instrucional ou estudo
Nível 3a Nível de apoio instrucional ou estudo
básico
Nível 3b Nível de apoio instrucional ou estudo
intermediário
Nível 3c Nível de apoio instrucional ou estudo
avançado
Nível 4 Nível de Pesquisa
Nível 5 Nível de Completeza
89
Método Conspectus (IFLA, 2001)
• De acordo com as diretrizes da IFLA
“Conspectus quer dizer uma visão geral
ou um resumo da profundidade da coleção
e da organização das coleções por
assunto, por sistema de classificação ou
pela combinação de ambos; o Conspectus
também inclui os códigos padronizados
para os níveis de coleções e os idiomas
dos materiais adquiridos”.
90
Método Conspectus
(CUNHA; CAVALCANTI, 2008, p.103)
• Método de avaliação de
acervos bibliotecários,
desenvolvido em 1980 pelo
Research Libraries Group,
que consiste na análise do
acervo comparando-o com a
tabela da classificação
utilizada na biblioteca. A
análise está centrada em dois
elementos.
• O primeiro é o nível da coleção
no qual se estabelecem níveis
distintos de zero a cinco (ver slide
67 – Valores numéricos - RLG)
• O segundo elemento é a
língua dos documentos, onde
são utilizados os símbolos:
 E: os documentos estão
praticamente escritos na língua
inglesa
 F: além do inglês existe uma
seleção de documentos em outras
línguas, principalmente europeias
 W: existe uma completa seleção de
todas as línguas
 Y: todos os documentos estão
escritos na língua inglesa
91
Exemplo da aplicação do Método
– estrutura ou diagnóstico –
• 000 = 420 itens
• 100 = 600 itens
• 200 = 13 itens
• 300 = 1500 itens
• 400 = 25 itens
• 500 = 94 itens
• 600 = 300 itens
• 700 = 12 itens
• 800 = 30 itens
• 900 = 500 itens
• Total = 3494 itens
92
Exemplo do detalhamento
• 600 = 0 itens
• 610 = 0 itens
• 620 = 0 itens
• 630 = 0 itens
• 640 = 0 itens
• 650 = 256 itens
• 660 = 4 itens
• 670 = 30 itens
• 680 = 10 itens
• 690 = 0 itens
• Total = 300 itens
93
Detalhamento (continuação)
Quantificação
• 650 = 35 itens
• 658.5 = 71 itens
• 658.8 = 150 itens
• Total = 256 itens
=>Identificar a quantidade de
itens por idiomas
2º Elemento
• 650 = 4W
• 658.5 = 3P
• 658.8 = 5P =
>5%
P= predomina o idioma
principal do país
W= Há uma ampla seleção de
idiomas representados
Nesta biblioteca que
soma 12.773 itens a
classe 200
representa apenas
1% do total.
A classe 260 se
destaca com 68
itens mas com
certeza é um
assunto de menor
relevância
A classe 300
concentra o maior
volume de itens da
biblioteca com
percentual maior
que 63%
Com bom senso
agrupamos as cadeias
para dar um peso às
subclasses conforme o
número de ocorrências
até compor uma
listagem final com as
concentrações.
a) 320.98 poderia agrupar até
320.982 somando 391 itens
b) 321 poderia agrupar todos
os itens totalizando 59 itens
Determinação dos assuntos
• As coleções da empresa x consistem de monografias, periódicos,
relatórios técnicos e catálogos comerciais nos assuntos a, b, c e d
com particular ênfase em material moderno em língua inglesa e em
português. Assuntos correlatos, como m e n, também estão
representados. Material de referência proverá outros itens e o
serviço interbibliotecário alargará as possibilidades de consulta.
– Assunto a: pesquisa com ênfase nos aspectos w e z
– Assunto b: nível exaustivo, dos últimos cinco anos
– Assunto c: nível de trabalho do setor y
– Assunto d: nível exaustivo, dos últimos dez anos
– Assunto m: ocasionalmente nos aspectos f, g, h e j
– Assunto n: ocasionalmente sob a forma de manuais, textos básicos e
periódicos básicos (alguns)
(FIGUEIREDO, 1998, p. 75)
97
Método Conspectus
• Como recurso para
• Avaliar coleções
• Estruturar coleções tal como os níveis de
coleção da ALA, 4 dimensões de Miranda e
tantos outros
• A estrutura de coleções deve espelhar o que foi
estabelecido na política de desenvolvimento de
coleções
99
OUTROS MODELOS
para gêneros de literatura
Exemplo: Mistério
• Nível
– Recreacional =>
– Informacional =>
– Instrucional =>
– Referência =>
• Autor
– Lillian Jackson Braun
– Mary Higgins Clark
– Elmore Leonard
– Dorothy Sayes
(EVANS, 2000, p. 79)
100
Taxonomia de Recursos na Internet
Demas, Mcdonald e Lawrence (1995, p. 288-289)
1.0 Referência - Nível
1.1 Diretórios 2
1.2 Dicionários 2
1.3 Bibliografias 1
1.4 OPACs
1.5 Índices e resumos W
1.6 Serviços de sumários
correntes 1
1.7 Enciclopédias 2
2.0 Monografias – Nível
2.1 Monografias 3
2.2 Anais de eventos 2
3.0 Seriados eletrônicos
3.1 Newsletter
3.2 Serviços de notícias
3.3 Revisto por pares
3.4 Sem revisão de pares
4.0 Grupos de discussão – Nível
4.1 Listas (List-Serv lists) S
4.2 Bulletin Board D
4.3 Usenet Newsgroups
5.0 Arquivos numéricos
D
3
6.0 Informação genética 2
7.0 Gophers, Gateways e redes
7.1 Servidores Gophers S
7.2 Outros servidores e
gateway/redes S
8.0 Catálgos de museus (Coleção de
espécimes) W
9.0 Arquivos de Softwares D
10.0 Literatura e Resenhas W
11.0 Arquivos de imagem
gráfica W
12.0 Som – Nível W
13.0 Videoconferência W
14.0 Publicações de agências
governamentais dos EUA 3
15.0 Recursos usados pela
equipe
15.1 Instrumentos de seleção
15.1.1 Newsletter
15.1.2 Servidores Gopher e Web,
gateways e redes
15.1.3 Listas de discussão
15.1.4 Catálogos de editoras
15.1.5 Livrarias online
15.2 Recursos relacionados à
Biblioteconomia
101
Código dos níveis de coleções
para a biblioteca da Cornell University
• 0 – fora de escopo
• 1 – nível básico – alguns títulos representativos; altamente seletivo
• 2 – nível intermediário – uma boa representação do que há de
melhor entre os recursos são seletivamente colecionados
• 3 – nível intensivo – uma amplo e profunda representação de
recursos relevantes é intensivamente colecionada
• W – Wait (Espere) – Monitorar e avaliar recursos nesta categoria;
desenvolver política de coleções quando publicações mais
substantivas aparecerem
• D – Discutir – ainda não está claro qual como deveria ser nossa
política
• S – Instrumento de seleção – Usado na seleção mas não para ser
incluído no acervo. 102
103
Estudo da comunidade
• Monroe identificou três formas para que a
biblioteca pública se torne parte integral da
população a qual ela serve:
• a) estudo contínuo ou periódico da comunidade;
• b) participação dos bibliotecários na vida da
comunidade;
• c) correlação dos programas com outras pessoas e
instituições da comunidade.
(FIGUEIREDO, 1998)
104
Estudo da comunidade
• o conhecimento da comunidade local e as
mudanças da sociedade nela refletidas podem
afetar as metas e objetivos da biblioteca a ponto de
criar até mesmo um novo papel para a biblioteca.
• para levantar o perfil da comunidade considerando
as diferenças na composição da população entre as
comunidades precisamos de indicadores para o
planejamento de programas para bibliotecas
105
Estudo da comunidade:
indicadores de Nice Figueiredo
a) Idade: crianças se tornam adultos influenciando os
serviços oferecidos nas bibliotecas.
b) Nível educacional: número de estudantes
matriculados em nível superior, médio e básico.
c) Ocupação e fontes geradores de emprego: dados
sobre a concentração de indústrias, escritórios, etc pois
podem apresentar alguma forma de demanda.
d) Informação étnica e/ou racial: valorização de
uma coleção especial com a história ou condições
através de um grupo étnico ou raciais.
106
Estudo da comunidade
e) Previsão de mobilidade da população: para
planejar a expansão de bibliotecas
f) Tipo de área geográfica: A biblioteca deve estar
integrada no planejamento urbano ou rural das
cidades, bairros ou regiões.
g) Restrições ao meio ambiente: evitar que suas
instalações estejam em áreas sujeitas à inundações,
desabamentos, etc. ou traçar ações de prevenção
107
Estudo da comunidade: Vergueiro
a) Históricas: Informações sobre os antecedentes históricos,
evolução e crescimento da comunidade.
b) Demográficas: Informações sobre o número de habitantes,
idade, sexo, nacionalidade, taxa de natalidade e mortalidade,
caráter urbano ou rural, etnias, etc.
c) Geográficas: Informações sobre o crescimento físico da
comunidade em relação à ocupação e distribuição da
população na área atendida pela biblioteca.
d) Educativas: grau de analfabetismo, nível de
instrução, cursos de férias, levantamento das escolas
existentes e de locais que oferecem cursos livres,
profissionalizantes, etc.
108
Estudo da comunidade: Vergueiro
e) Sócio-econômicas: atividades econômicas mais
importantes, taxa de desemprego, nível econômico, serviço público
para a saúde e assistência, associações de moradores, etc.
f) Transporte: verificar o acesso à biblioteca, horários de ônibus,
preço, etc.
g) Culturais e informacionais: Levantamento das expressões
culturais da comunidade, se possuem TV, internet, telefone,
assinatura de jornais e revistas, etc.
h) Políticas e legais: subordinação da biblioteca, existência de
partidos políticos na região, correntes políticas dominantes, etc.
109
Exemplo: Censo 2007/IBGE
Brasil 183.987.291
Sudeste 77.873.120
Rio de Janeiro 15.420.375
Noroeste Fluminense - RJ 307.032
Norte Fluminense - RJ 766.246
Centro Fluminense - RJ 464.746
Baixadas - RJ 591.262
Sul Fluminense - RJ 1.026.143
Metropolitana do RJ 12.264.946
Parte do Grande Rio
Nilópolis 153.581
Niterói 474.002
Nova Iguaçu 830.672
Queimados 130.275
Rio de Janeiro 6.093.472
São Gonçalo 960.631
São João de Meriti 464.282
Tanguá 28.322
Dados de 2010 – Rio de Janeiro - capital
Cerca de 7% da
população da
cidade do Rio de
Janeiro nunca
frequentou a
escola.
Fonte: IBGE (2017)
Capital Rio de Janeiro
População estimada
2016(2)
16.635.996
População 2010 15.989.929
Área 2015 (km²) 43.781,566
Densidade
demográfica 2010
(hab/km²)
365,23
112
Diferença em relação ao estudo de usuário – exemplo de planejamento
Hipótese Objetivo Parâmetros Perguntas
SE a missão da
biblioteca contribui
para o
desenvolvimento do
ensino, pesquisa e
extensão de sua
comunidade, ENTÃO
os alunos
desempenham parte
de suas atividades
em bibliotecas da
universidade
Identificar quais são as
atividades que os alunos
desenvolvem na
biblioteca e quais são os
problemas que afetam
seu desempenho
Perfil do aluno Curso, turno, período,
etc.
Detectar quais são as
atividades que os
usuários
desempenham nas
bibliotecas
a última vez que você
foi a uma biblioteca da
universidade o que você
foi fazer lá?
Detectar quais dessas
atividades se
relacionam com ensino,
pesquisa e extensão
Essa atividade que você
desenvolveu na
biblioteca você se
enquadraria em Ensino,
Pesquisa ou Extensão
Universitária?
Detectar os problemas Quais foram os
que afetam as problemas que você
atividades dos usuários enfrentou para realizar
esta atividade?
Como você se sentiu
após sua saída?
113
• Momento de decisão
• Negociador
• Conhecimentos sobre o mercado editorial
• Conhecimentos sobre o acervo
• Conhecimentos sobre a comunidade
(VERGUEIRO, 2010, p. 5-10)
3 Seleção de materiais
114
• Definição
Implementa o que está formalizado na carta
ou política de seleção em relação a todos os
documentos a serem incluídos no acervo
tanto quanto à forma quanto ao conteúdo.
(MACIEL; MENDONÇA,2000)
3.1 Conceitos e considerações gerais
1) Responsáveis
pela tomada de
decisão
Comissão de
seleção
Bibliotecário
Deliberativo
Consultivo
2) Mecanismos
para identificação
e Registro
Catálogo de demandas reprimida;
Catálogo de sugestões dos Clientes;
Catálogo Desiderata;
Catálogo de itens reprovados,
esgotados, não atendidos.
3.2 ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE
SELEÇÃO
116
ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE SELEÇÃO
3) Política de
Identificação de quem seleciona
Critérios utilizados no processo
Catálogos de editoras
Seleção Instrumentos Auxiliares
Bibliografias
Resenhas
Outras fontes
Políticas Específicas Coleções Especiais
Doações
(VERGUEIRO, 2010, p. 57-67)
117
• Comissão deliberativa:
– Representantes da comunidade atuam na comissão para tomada de
decisão COLEGIADA e coletiva.
– Ex.: 1 Representante discente da graduação, 1 da pós-graduação e 4
docentes (área A, B, C e D) de uma universidade.
– 1 representante da associação de moradores, 1 da Igreja, 1 do comércio
local, 1 da escola local, etc. para uma biblioteca pública
• Comissão consultiva:
– Consultores/especialistas apoiam a atividade de seleção para que o
bibliotecário possa tomar a decisão.
– Ex: 3 Especialistas da área X, Y,Z da EmpresaK.
– 2 bibliotecários de referência da área F e G da Biblioteca de uma ONG
3.2.1 Responsáveis pela seleção: comissão de
seleção, bibliotecários e usuários
(VERGUEIRO, 2010, p. 58-63)
118
Comissão de caráter deliberativo
– Grupo de pessoas hierarquicamente acima do
bibliotecário
– O bibliotecário garante que as necessidades da coleções
estarão acima de interesses de grupos de indivíduos
– Outros bibliotecários podem participar
– Periodicidade fixada para reuniões
– Analisam sugestões dos usuários e da própria biblioteca
– O bibliotecário deve auxiliar na elaboração de
formulários, etc. para agilizar o trabalho da comissão
– As comissões permitem contato maior com os usuários
abrindo canal de debate e reflexão sobre a biblioteca; é
um veículo de relações públicas, dão apoio político por
mais recursos.
(VERGUEIRO, 2010, p. 59-60)
119
Comissões deliberativas em...
• Bibliotecas públicas: indicadas pelo prefeito ou
pela câmara municipal, as diretrizes já estão
estabelecidas em leis ou decretos com atribuições e
o período do mandato dos membros.
• Bibliotecas especializadas: compostas por
pesquisadores da instituição representados por
departamentos
• Bibliotecas escolares e universitárias: indicados
entre membros dos corpos docentes e discente.
Podem incluir ex-alunos ou corpo técnico. O
bibliotecário deve cuidar para que representantes
mais ativos desenvolvam determinadas partes em
detrimento de outras. (VERGUEIRO, 2010, p. 60)
120
Comissão de caráter consultivo
• “Visa proporcionar ao bibliotecário suporte às
decisões de seleção”
• Instituída formalmente indica reconhecimento pois
o bibliotecário toma a decisão final
• Necessidade de assessoria especializada
• Estratégia para aproximar usuários e otimizar as
decisões de seleção
• Bibliotecários de referência podem exercer o papel
da assessoria
(VERGUEIRO, 2010, p. 61)
121
O bibliotecário faz a seleção
• O bibliotecário é o único responsável pela seleção
• Pode ser um reconhecimento institucional ou
desinteresse
• É mais fácil deixar o bibliotecário fazer tudo, e
negar-lhe as ferramentas para tomar decisões mais
eficientes
• É necessário constituir um ambiente de tomada de
decisões e encarar suas responsabilidades de
forma comprometida
(VERGUEIRO, 2010, p. 61-63)
• Controlar o fluxo de informações
• Elaborar e controlar listas de títulos a partir de
diversas fontes
• Elaborar formulários simples e adequados para
cada tipo de bibliotecas e usuário a fim de
identificar a procedência da indicação (tipo de
usuário) e do material (autor, títulos, etc). Evitar
burocracias.
• Definir instrumentos auxiliares para a seleção
• Importância da coleta de dados
(VERGUEIRO, 2010, p.63-67)
122
3.2.2 Mecanismos de identificação e registro
(transcrição) e instrumentos e fontes de seleção
123
Registro (transcrição) e acompanhamento
das sugestões
• Catálogo ou base de dados para controlar as demandas reprimidas
– para identificar interesses (muitas vezes não expressos) de
usuários por material que não existe na biblioteca.
• Catálogo ou base de dados para controlar sugestões dos usuários
– identificam interesses expressos dos usuários por material.
• Catálogo ou lista Desiderata – são os itens analisados e aprovados
para aquisição
• Catálogos ou bases de dados dos itens reprovados – evita re-
trabalho das comissões, ou auxiliar na reconsideração do item
apresentando as razões da reprovação
• Catálogo ou bases de dados dos itens esgotados ou não atendidos
– devido a sua relevância é fundamental controlar o que ainda pode
ser adquirido (mais adequado para o setor de aquisição)
124
• Razões para elaborar a política
– “garantir a manutenção dos critérios além da permanência física
dos profissionais responsáveis pelas decisões”;
– “Conseguir apoio dos usuários”;
– A coleção não é sempre um elemento de pacífica “concordância
na comunidade”.
– “Dar conhecimento a comunidade que a coleção não está sendo
desenvolvida de maneira aleatória”;
– “Comunicar a todos os interessados, de modo claro, quais são
os critérios que guiam a seleção do acervo”
(VERGUEIRO, 2010, p. 69-70)
3.2.3 Política de seleção
125
(VERGUEIRO, 2010, p. 71).
3.2.3 Política de seleção (continuação)
• O documento formal possui caráter...
– Administrativo – garantir a continuidade dos
critérios;
– De relações públicas – comunica as decisões
à comunidade tornando a biblioteca mais
próxima;
– Político – instrumento para resistência ou
gerenciamento de conflitos e pressões
(MACIEL; MENDONÇA,2000)
126
O que é política de seleção e para que serve?
a) Estabelecimento de prioridades para aquisição
para as diferentes coleções
b) Escolha dos critérios para cobertura de assuntos
de maior demanda, incluindo o nível de cobertura ou
verticalização necessária a cada um deles, em
particular
c) Prioridades em relação ao idioma e atualização do
material a ser adquirido
d) Indicação do número de exemplares necessários
e) Incorporação de documentos doados
128
• quanto ao conteúdo dos documentos
– Autoridade, precisão, imparcialidade, atualidade
e cobertura/tratamento.
• quanto à adequação ao usuário
– Conveniência, idioma, relevância/interesse e
estilo.
• aspectos adicionais do documento
– Características físicas, aspectos especiais,
contribuição potencial e custos
(VERGUEIRO, 2010, p. 17-25)
3.2.3.1 Critérios de seleção
Critérios que abordam o conteúdo
(VERGUEIRO, 2010, p. 19-21)
• Autoridade: Busca-se definir a qualidade do material a partir da
reputação de seu autor, editor ou patrocinador
• Precisão: Visa evidenciar o quanto a informação veiculada pelo
documento é exata, rigorosa, correta.
• Imparcialidade: Procura verificar se todos os lados do assunto são
apresentados de maneira justa, sem favoritismos, deixando clara ou
não, a existência de preconceitos.
• Atualidade: uma informação desatualizada perde muito de seu valor.
Para bibliotecas onde a atualidade dos dados têm muita importância,
este critério é decisivo.
• Cobertura/Tratamento: Diz respeito à forma como o assunto é
abordado. Na aplicação deste critério, o bibliotecário procurará
distinguir:
a) se o texto entra em detalhes suficientes sobre o assunto ou se a
abordagem é apenas superficial;
b) se todos os aspectos importantes foram cobertos ou alguns foram
apenas ligeiramente tratados ou deixados de fora. 129
Critérios que abordam o usuário
• Conveniência: Procura verificar se o trabalho é apresentado em um
nível, tanto de vocabulário como visual, que possa ser compreendido
pelo usuário. São levantados aspectos relativos à idade dos usuários,
desenvolvimento intelectual, etc.
• Idioma:Trata-se de definir se o idioma no qual o documento foi
produzido é acessível aos usuários da coleção.
• Relevância/Interesse: Busca definir se o documento é relevanteà
experiência do usuário, sendo de alguma utilidade para ele.
• Estilo: Muitas vezes o estilo utilizado não é apropriado ao assunto ou
ao objetivo do texto. Este critério procura verificar este fato, bem
como constatar se ele é adequado ao usuário pretendido.
(VERGUEIRO, 2010, p. 22-23)
130
Critérios que abordam aspectos adicionais
(VERGUEIRO, 2010, p. 23-25)
• Características físicas: Abrangem os aspectos materiais dos itens
a serem selecionados considerando o uso pretendido para o material e
as características dos usuários. Por exemplo: tipo dos caracteres
tipográficos (tamanho, legibilidade, etc), se a encadernação é resistente,
qualidade do papel, etc.
• Aspectos especiais: Análise da inclusão e a qualidade de
bibliografias, apêndices, notas, índices, etc. Enfim todos aqueles
elementos que costumam contribuir para uma melhor utilização do
documento.
• Contribuição potencial: Este critério leva em consideração a
coleção já existente, no qual o documento a ser selecionado deverá
ocupar um lugar específico na coleção.
• Custo: Considerar sobre a possibilidade da biblioteca arcar com o
custo do material. Se positiva, identificar alternativas financeiras mais
compensadoras para a biblioteca. Ex. Edições mais baratas, fatores
indiretos (armazenamento, etc). 131
Critérios de seleção para documentos eletrônicos
• Conteúdo (VERGUEIRO, 2010, p. 43-45)
– Os mesmos critérios anteriores
• Acesso
– Compatibilidade com o sistema de automação da
biblioteca
– Autorização do fornecedor para o acesso e se implica
no custo
– Impacto na demanda a partir do acesso às obras de
referência (demanda de obras que não existem no
acervo)
• Suporte
– Treinamento e documentação (manuais)
• Custo
– Assinatura, atualização, manutenção e uso 132
Testes para não ficção (FIGUEIREDO, 1998, p. 59)
• Assunto
– Qual é o assunto/tema?
– Qua é o escopo? Parcial?
Completo? Histórico?
Discussões de alguns pontos?
– Assuntos adicionais?
– É suscinto? Exaustivo?
Seletivo? Equilibrado?
– Tratamento to tema é concreto
ou abstrato?
– É popular? Erudito? Técnico?
Leitor comum? Especializado?
– Data?
• Autoridade
– Quais são as especificações do
autor? Formação, experiência,
preparo para tratar do tema
– Utilizou fontes de referência
sobre o tema?
– É trabalho de pesquisa ou de
observação pessoal?
– É correto? Inexato?
– O autor entende o período,
fatos ou teorias as quais ele
lida?
– Qual o ponto de vista do autor?
Parcial? Moderado?
Conservador? Radical?
133
Testes para não ficção (FIGUEIREDO, 1998, p. 59)
• Qualidades
– Mostra algum grau de poder
criativo?
– É a forma apropriada de
pensamento?
– Existe originalidade de
concepção?
– Estilo gráfico é claro? Graus
de legibilidade? Atrativo?
Profundo? Poder
imaginativo?
– Tem vitalidade? Interesse?
Tem probabilidade de
perdurar como uma
contribuição permanente à
literatura?
– É popular? Erudito?
Técnico? Leitor comum?
Especializado?
– Data?
• Características
– Existe um índice adequado?
– Existem ilustrações?
Bibliografias, apêndices?
Outros aspectos de
referência?
• Valores para o autor
– Informação?
– Contribuição para a cultura?
– Estímulo para os interesses?
– Recreação ou
entretenimento?
– Que leituras relacionadas
oferece?
– A que tipo de leitura atrai?
134
Critérios: Elaboração de formulário
Critério e pergunta Indicadores
Contribuição potencial
Qual é a contribuição potencial
do item?
Originalidade
Complementaridade
Redundância
Disponibilidade do item (na cidade,
estado, país, mundo)
Outros: _
Estilo
O item apresenta estilo
apropriado ao (s) usuário (s)?
Linguagem clara e concisa (sim ou
não)
Adequação da estrutura do texto ou de
sua apresentação (boa ou ruim)
Estilo adequado para o público-alvo
(sim ou não)
Outros: _
137
Em busca de padrões nacionais
• Biblioteca universitária: INEP
• Biblioteca Pública: Fundação Biblioteca Nacional
(UNESCO)
• Biblioteca escolar – Lei 12.244 de 24/04/2010 (no
mínimo um título para cada aluno matriculado)
138
• Não é possível se limitar somente às sugestões dos
usuários
• O bibliotecário deve acompanhar o universo editorial
por meio de instrumentos auxiliares da seleção ou fontes
de seleção
– É preciso tomar decisões baseado no que existe
– Nem sempre se pode contar com ajuda dos especialistas
• Cada biblioteca deve definir os instrumentos auxiliares
que serão adotados
– Catálogos de editoras, diretórios, obras de referência, etc
– Critérios de seleção: exaustividade, corrente/retrospectiva,
idiomas incluídos, inclusão de diferentes tipos de suportes e
materiais. (VERGUEIRO, 2010, p.65-67)
3.2.3.2 Instrumentos auxiliares
Instrumentos auxiliares de seleção
Título da
fonte
Tipos de
coleções
Idioma Áreas
Cobertas
1 Ulrich's
Periodicals
Directory
Periódicos Todos Todos
2 Catálogo da
Editora X
Obras de
Referência
Português Língua
portuguesa
3 Publisher's
Weekly
Livros e e-
books
Inglês Literatura
em língua
inglesa
Doação
espontânea
Política de
Seleção
Sugestões
de usuários
Prospecção
Seleção Etapas do Processo de
Seleção (WEITZEL, 2006)
Desiderata
Aprovação/repro
vação dos itens
pela Comissão
Análise da
comissão
Encaminhamento
dos formulários
à comissão
Envio para a
aquisição
Verificação em
Instrumentos
auxiliares
Checagem nos
controles
internos
Checagem no
acervo
Validação dos
Critérios de
seleção
Transcrição dos
dados do item em
formulário
Fluxo de trabalho
Identificação de itens
Transcrição dos dados bibliográficos dos itens
Validação dos critérios de seleção
Encaminhamento das fichas, formulários ou relatórios contendo
dados bibliográficos e respectivas análises dos itens selecionados
para uma comissão ou pessoa responsável
Tomada de decisão sobre cada item
Retorno ao usuário da decisão tomada
Encaminhamento da Lista Desiderata
3.3 Seleção e Censura
• De acordo com Vergueiro (2010, p. 84) os bibliotecários norte-
americanos elaboraram cartas em defesa da liberdade intelectual
“em defesa do direito de o usuário ter acesso a totalidade de
opiniões sobre todos os assuntos”, de forma que as bibliotecas
possam desenvolver seu acervo com base nesta premissa.
Exemplo:
http://www.ala.org/ala/issuesadvocacy/intfreedom/librarybill/ind
ex.cfm
• A carta é útil mas não oferece assistência para lidar com a
censura. Requer um plano de ação para lidar com as queixas,
equipe com excelente formação e relações interpessoais,
ausência de acordos com grupos de pressão ou interesse ou de
sentimentos em relação a quem se queixa.
• Causas ou motivos para ações de censura: psicológicos, políticos
ou sociais
• Formas: legal ou governamental, individual ou grupo e
autocensur 142
(EVANS, 2000, p. 544-564)
143
Library Bill of Rights
The American Library Association affirms that all libraries are forums for information
and ideas, and that the following basic policies should guide theirservices.
Adopted June 19, 1939.
Amended October 14, 1944; June 18, 1948; February 2, 1961; June 27, 1967; and January 23, 1980;
inclusion of “age” reaffirmed January 23, 1996, by the ALA Council.
I. Books and other library resources should be provided for the
interest, information, and enlightenment of all people of the
community the library serves. Materials should not be
excluded because of the origin, background, or views of those
contributing to their creation.
II. Libraries should provide materials and information
presenting all points of view on current and historical issues.
Materials should not be proscribed or removed because of
partisan or doctrinal disapproval.
144
III. Libraries should challenge censorship in the fulfillment of
their responsibility to provide information and
enlightenment.
IV. Libraries should cooperate with all persons and groups
concerned with resisting abridgment of free expression and
free access to ideas.
V.A person’s right to use a library should not be denied or abridged
because of origin, age, background, or views.
VI. Libraries which make exhibit spaces and meeting rooms
available to the public they serve should make such facilities
available on an equitable basis, regardless of the beliefs or
affiliations of individuals or groups requesting their use.
4.1 Conceitos e Tipos de aquisição
• Processo que implementa as decisões da seleção, esta
função inclui todas as atividades inerentes aos processos de
compra, doação e permuta de documentos. O controle
patrimonial do acervo – o registro das coleções – também é
de sua alçada”. (MACIEL; MENDONÇA, 2000, p. 21)
• À aquisição caberá o trabalho minucioso de identificação,
localização dos itens e sua posterior obtenção para o
acervo. (MACIEL; MENDONÇA, 2000)
• Envolve a localização e aquisição de itens identificados
como apropriados para a coleção. Conforme o tamanho da
biblioteca vai aumentando eleva-se a complexidade do
trabalho de seleção e aquisição exigindo unidades
separadas mas inter-relacionadas (EVANS, 2000, p. 293). 145
UNIDADE 4 AQUISIÇÃO
146
Atividades principais
(MACIEL; MENDONÇA, 2000)
• Conhecimento dos trâmites burocráticos
institucional
• Acompanhamento direto e constante dos processos
• Conhecimento das dotações orçamentárias e outras
fontes de investimentos
• Cumprimento de prazos
• Supervisão e controle de gastos para futura
prestação de contas
• Gerenciamento do serviço de permuta e doações
147
Requisitos segundo Evans (2000)
• Desenvolvimento de coleções e aquisição devem
SEMPRE ser coordenados em conjunto.
• Exige habilidades e atividades especializadas:
Determinação
Previsão – enfrentar riscos e exequibilidade
Controle – de sistemas e métodos
Escolha
Validação – das fontes, serviços e recursos
Quantificação – recursos, trabalho e custos
148
Objetivos Gerais segundo Evans (2000)
o setor deve acompanhar...
• o desenvolvimento do comércio livreiro e dos
recursos eletrônicos;
• a seleção e o desenvolvimento de coleções;
• o processo de requisição de itens a ser incorporado
às coleções;
• o monitoramento das despesas e uso das verbas
para desenvolver coleções;
• a manutenção de todos os registros solicitados e
elaboração de relatórios referentes às despesas.
149
Alcançando os objetivos
• Manter catálogos de editoras, distribuidores
e livrarias e anúncios de lançamentos;
• Controlar informações sobre o cronograma
de publicações, novas editoras e serviços;
• Manter um DSI para os selecionadores
• Garantir que a biblioteca adquira os itens
necessários em tempo e custo viáveis
150
Desempenho segundo Evans (2000)
• Os maiores problemas na aquisição são:
imprecisão da informação, duplicação de pedidos,
indisponibilidade do material, entre outros...
• O processo básico para evitar problemas:
– Fazer a busca do pré-pedido
– Fazer o pedido
– Receber o material
– Fazer o controle fiscal
– Atualizar os registros
151
Objetivos específicos
• Adquirir material o mais rápido possível
• Manter alto nível de precisão em todos os
procedimentos do trabalho
• Manter o processo de trabalho simples de forma a
não onerar a operação
• Desenvolver um relacionamento de trabalho
próximo e amigável com outras bibliotecas e
fornecedores
(EVANS, 2000).
152
Alcançando os objetivos segundo Evans (2000)
• Objetivos gerais e específicos produzem
impactos em outros setores e na biblioteca;
• Velocidade é um fator significativo pois se
refere à demanda dos usuários e satisfação;
• Um sistema muito rápido, mas com alto índice
de erros aumenta custos operacionais
• Os custos para adquirir e processar é igual ou
maior que o preço do item
• Velocidade, precisão eeconomia/parcimônia
são as palavras-chave do processo de aquisição
153
Outras considerações
• Em geral o processo de aquisição por compra
exige maior atenção pois temos que observar
prazos e prestar contas.
• É sempre bom lembrar que somos responsáveis
legais pela utilização dos recursos financeiros
colocados à nossa disposição pela instituição.
• Cometer erros, significa ter que arcar com as
despesas ou, na pior das hipóteses, responder à um
processo administrativo por má fé ou má
administração.
154
Outras considerações
• Existe muito risco de corrupção nestes procedimentos de
compra, tanto no setor público quanto privado. Por isso, é
necessário além do profissionalismo, a responsabilidade
ética para não favorecer terceiros.
• Por exemplo, comprar sempre de um mesmo fornecedor.
Dependendo da instituição que você esteja, pode significar
algum tipo de favorecimento.
• Por isso, convém documentar cada etapa do processo de
aquisição com orçamentos diferentes para comprovar
menor preço ou melhor prazo de entrega.
Passo a passo da aquisição
• Receber a lista desiderata com prioridades
• Escolher a modalidade de aquisição (compra, doação ou permuta)
para cada item
• Escolher os fornecedores potenciais conforme o seu perfil (área,
instituição, etc)
• Solicitar cotação para os fornecedores potenciais encaminhando
lista dos itens que deseja adquirir para levantar preços, condições
de pagamento e entrega ou para verificar a disponibilidade do item
em caso de doação ou permuta
– Se for documento eletrônico será necessário negociar preço, nº de
usuários simultâneos, acesso remoto, cláusulas da licença, acesso
ou posse, instalação de tecnologia necessária, etc
• Após levantar preços tomar a decisão sobre qual item será
adquirido com quem e de que forma e encomendar os itens
• Controlar as solicitações, recebimento epagamento 155
156
Mudanças em aquisição
• As Bibliotecas são organismos dinâmicos!
• Década de 90 - época de grandes mudanças
especialmente na natureza e as características
das coleções...
• Implicações quanto ao papel do bibliotecário
na aquisição. Trata-se de uma profissão?
• Apesar das mudanças sua função básica
permanece!
4.2 Impacto do paradigma digital
157
Função da Aquisição
• “O trabalho de aquisição envolve localização e aquisição de
itens identificados como apropriados para as coleções”
(EVANS, 2000, p. 313).
O QUE MUDOU?
Produtos eletrônicos envolvem procedimentos específicos: tais
como análise do contrato, número de acessos permitidos
simultâneamente, garantia de acesso após o término da
assinatura, etc.
Importância do envolvimento da comunidade/usuários para
tomada de decisão: tais como o que deve ser preservado, o que
deve ser oferecido em meio impresso também, qualidade, etc.
158
Exemplo
• Na Universidade Estadual de Ohio uma
bibliotecária de aquisição de periódicos
ocupa 50% de seu tempo com licenças e
negociações para produtos eletrônicos!!!
• Processo de aquisição envolve períodos de
testes (trials) e leasing (procedimento
oposto ao do material permanente).
DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS E PADRÕES PARA A PRÁTICA DA AQUISIÇÃO
EM TODAS as transações de aquisição, o bibliotecário...
• Considera primordialmente os objetivos e políticas de sua instituição
• Empenha-se e obter o máximo de valor para cada dólar gasto
• Garante a todos os fornecedores em uma licitação o mesmo tratamento...
• Defende e trabalha pela honestidade, verdade e justiça na compra e venda, e
denuncia todas as formas e manifestações de suborno
• Recusa presentes e gentilezas pessoais
• Utiliza somente com licença as idéias originais e planos desenvolvidos por um
fornecedor para objetivos de venda competitiva
• Garante recepção imediata e cortês, na medida em que as condições lhe permitam,
a todos que o visitam no cumprimento de missões comerciais...
• Empenha-se (...) por conhecer a indústria editorial e o comércio de livros
• Empenha-se por estabelecer métodos práticos e eficientes...
• Aconselha e auxilia seus colegas bibliotecários no desempenho de seus deveres....
• ..... (são 12 mandamentos) 159
4.3 O bibliotecário e a ética
a) O bibliotecário deve ser o responsável?
b) Manual de serviço – um instrumento
administrativo
- Função: registrar experiências, orientação e
integração dos funcionários com a atividade,
padronização e qualidade
- políticas para aquisição:
• Identificar Fontes para a atividade de aquisição
• Determinar a Responsabilidade pela aquisição e pelo processo
na instituição (a quem prestar contas, a quem solicitar liberação
de verba, etc.)
• Determinar as áreas prioritárias para aquisição
• Etc 160
4.4 ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE
AQUISIÇÃO
161
ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE AQUISIÇÃO
c) Previsão orçamentária e alocação de recursos
MITO: orçamento é apenas uma atividade meramente burocrática.
VERDADE:
• é uma atividade de planejamento estratégico.
• Temos que saber de antemão quais serão as áreas prioritárias para aplicar os
nossos recursos. (item que deve estar explicitado na política de
desenvolvimento de coleções) Portanto esta provisão orçamentária se baseará
nisto.
• É, portanto, um investimento.
• Quanto melhor fundamentado o planejamento melhores serão os resultados
obtidos
• Aumenta a credibilidade dos clientes internos e externos
• Amplia as possibilidades de negociação dentro da instituição
162
• Previsão orçamentária
• Alocação de recursos
• Procedimentos para aquisição por compra
• Legislação: compra na Administração
Pública
4.4.1 Aquisição por compra
• Altos preços dos materiais e inflação interferem no
declínio das aquisições.
• As verbas estão cada vez mais curtas para as
aquisições.
• Nos anos 70 e 80 foi dada maior ênfase na
manutenção de periódicos que em materiais
monográficos. Hoje isto está mudando e o
orçamento deve ser cuidadosamente preparado
para refletir as necessidades atuais.
• Estimativa dos custos é necessário para identificar
a média de preço ao longo dos anos dos diversos
tipos de materiais (EVANS, 2000, p. 378) 163
4.4.1.1 Previsão orçamentária
Para estimar custos
• Library Journal – publica periodicamente os
gastos de diversos tipos de bibliotecas, o que é útil
para estimativas.
• Library Materials Price Index Committee
(Divisão da ALA) produz indice de preços para
itens americanos e algumas publicações
internacionais.
• The Bowker Annual e Publishers Weekly trazem
preços correntes. Mas como são publicados
normalmente em fevereiro e março, dificultam sua
utilização para fechar o ano. (EVANS, 2000, p. 378)
• No Brasil, dados editoriais do SNEL e CBL
podem ajudar a cobrir a produção nacional de
livros.
164
165
Exemplo de orçamento no Brasil
Atividades Sistêmicas - Orçamento 2009
Dotação orçamentária destinada às atividades integradas do SIBi/USP:
orçamento aprovado e valores destinados (Aprovada pela COP)
Orçamento aprovado: R$ 29.893.600,00
Item - Valor destinado em R$
1. Periódicos – Renovação de assinaturas - 22.800.000,00
2. Acesso on-line à Informação - 1.920.000,00
3. Aquisição de livros e outros materiais não periódicos - 1.600.000,00
4. Programa de Preservação e Conservação de Mat. Bibliográficos - 1.500.000,00
5. Apoio às Publicações Científicas da USP- 650.000,00
6. Capacitação de Recursos Humanos nas Bibliotecas - 28.400,00
7. Renovação do Parque Computacional das Bibliotecas - 1.145.200,00
8. Programa de Expansão - 250.000,00
TOTAL - 29.893.600,00
© 2001-2009 - SIBi/USP - Departamento Técnico – SIBi/DT
http://www.usp.br/sibi/
166
• Fatores
Alocação de recursos
– Considerar as práticas passadas
– Diferencial de preços das publicações
– Custo médio de cada item
– Taxas da inflação
– Nível da demanda
– Uso atual
• Em busca de um modelo
– Consome tempo e é difícil de desenvolver
– Pode ser alocado por selecionadores ou por áreas
– Considerar ano fiscal e prioridades
Alocação de Recursos – Método da ALA
* Seis métodos do ALA's Guide to Budget
Allocation for Information Resources:
a) Histórico (considera as práticas passadas)
b) Baseado em Zero (“zerado”)
c) Formulas
d) Ranking
e) Percentagens
f) Outros métodos
168
• Organização dos pedidos em listas
• Complementação dos dados bibliográficos
(identificação do item, do solicitante, data e
finalidade do pedido)
• Verificação do item solicitado no acervo
• Seleção de fornecedores
• Cotação
• Controle dos registros
• Pagamento e controle do recebimento
• Controle da documentação fiscal e patrimônio
(ANDRADE;VERGUEIRO, 1996)
4.4.1.2 Procedimentos para compra
169
Compra na Administração Pública
• Com licitação
– Convite (de R$8.000,00 até R$80.000,00)
– Tomada de preços (de R$80.000,00 até 650.000,00)
– Concorrência (acima de R$650.000,00)
– Concursos e Leilão não são aplicáveis
• Sem licitação
– Dispensa (até 8.000,00)
– Quando não surge candidatos
– Quando o material é produzido pela administração
pública.
• Por adiantamento (suprimento de fundos, verba de
pronto pagamento) (ANDRADE; VERGUEIRO, 1996)
4.4.1.3 Legislação
170
Compra na Administração Pública
• Lei de Licitações e Contratos n.º 8.666 de 21/06/93
– Leitura Art. 6, 14, 15, 17, 22, 23, 24 e60
– Licitação por compra: todo o Capítulo II da Lei
8.666 do Art. 20 ao Art.47
Alienação de bens
Art. 6
III - Compra: toda aquisição remunerada de bens para fornecimento de uma só vezou
parceladamente;
IV – Alienação: toda transferência de domínio de bens a terceiros (BRASIL, 1993).
Art. 17. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de
interesse público devidamente justificado, será precedida de avaliação e obedecer às
seguintes normas:
[...] II - quando móveis, depender de avaliação prévia e de licitação, dispensada esta nos
seguintes casos:
a) doação, permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social, após avaliação de
sua oportunidade e conveniência sócio-econômica, relativamente à escolha de outra forma
de alienação;
b) permuta, permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da AdministraçãoPública
Modalidades de licitação – Art. 22
§ 1o
Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer
interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar,comprovem
possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para
execução de seu objeto.
§ 2o
Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados
devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições
exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do
recebimento das propostas, observada a necessária qualificação.
§ 3o
Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo
pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados
em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual
afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o
estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade
que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e
quatro) horas da apresentação das propostas (BRASIL, 1993, grifo
nosso).
Valores - Licitação
Art. 23. As modalidades de licitação a que se referem os incisos
I a III do artigo anterior serão determinadas em função dos
seguintes limites, tendo em vista o valor estimado da
contratação:
[...]
II - para compras e serviços não referidos no inciso anterior [bens
móveis inclusive]:
a) convite - até R$ 80.000,00 (oitenta mil reais);
b) tomada de preços - até R$ 650.000,00 (seiscentos e
cinquenta mil reais);
c) concorrência - acima de R$ 650.000,00 (seiscentos e
cinquenta mil reais) (BRASIL, 1993, grifo nosso).
Modalidade
Quem pode concorrer Exigência Valor
Convite
Interessados do ramo pertinente ao
objeto – cadastrados ou não
(Interessados cadastrados que não
foram convidados poderão manifestar
interesse em participar da licitação até
24h antes da apresentação das
propostas)
Até 80 mil
Tomada de
preços
Interessados cadastrados ou aqueles
que atenderem às exigências para
cadastramento no prazo determinado
Comprovar
qualificação
Até 650 mil
Concorrência
Qualquer interessado
Comprovar
qualificação mínima
no prazo determinado
Acima de 650 mil
Art. 24 – dispensa de licitação
II – [valores até R$8.000,00 (10% de R$80.000,00)];
III – nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem;
V – quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta, justificadamente,
não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração, mantidas, neste
caso, todas as condições preestabelecidas;
VII – quando as propostas apresentadas consignarem preços manifestamente
superiores aos praticados no mercado nacional, ou forem incompatíveis com os
fixados pelos órgãos oficiais competentes
VIII– para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens
produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integre a
Administração Pública
Art. 24 – dispensa de licitação
XV – para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos,
de autenticidade certificada, desde que compatíveis ou inerentes às
finalidades do órgão ou entidade.
XXI – para a aquisição de bens e insumos destinados exclusivamente à
pesquisa científica e tecnológica com recursos concedidos pela Capes,
pela Finep, pelo CNPq ou por outras instituições de fomento a pesquisa
credenciadas pelo CNPq para esse fim específico (BRASIL, 1993).
Art. 60 – pequenas compras
- pronto de pagamento: O valor não pode ser superior a
5% do limite estabelecido para a modalidade de convite –
atualmente no valor de R$4.000,00 (quatro mil reais).
- suprimento de fundos também está previsto em lei e não
pode exceder à 10% do valor da modalidade de convite,
atualmente em oito mil reais. As compras realizadas com o
suprimento de fundos pode ser realizada por meio de cartão
de pagamento.
Leituras recomendadas
BRASIL. Controladoria Geral da União. Suprimento de fundos e cartão de
pagamento: perguntas & respostas. Brasília, DF, [2009?]. 47 p. Disponível em:
< http://www.cgu.gov.br/Publicacoes/orientacoes-aos-gestores/orientacoes-aos-
gestores>. Acesso em: 20 fev. 2015.
BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. SIASGnet: Sistema Integrado
de Administração de Serviços Gerais: manual da unidade cadastradora pessoa física e
pessoa jurídica, versão 1. Brasília, DF, 2011. 119 p. Disponível:
<http://www.comprasgovernamentais.gov.br/arquivos/manuais/manual_sicafweb_unida
de_cadastradora.pdf>. Acesso em: 20 fev. 2015.
BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Sistema do cartão de
pagamento: SCP: detalhamento da aplicação: manual do usuário, versão 1.0. Brasília,
DF, [2009?]. 56 p. Disponível em: <http://www.comprasgovernamentais.gov.br/acesso-
aos-sistemas/scp>. Acesso em: 20 fev. 2015.
BRASIL. Tribunal de Contas da União. Licitações & contratos: orientações e
jurisprudência do TCU. 4. ed. rev., atual. e ampl. Brasília, DF: Senado Federal, 2010.
914 p.
179
Compra da Administração Pública
• Lei nº 10.520
–modalidade de licitação denominada pregão,
para aquisição de bens e serviços comuns
–Poderá ser realizado o pregão por meio da
utilização de recursos de tecnologia da
informação, nos termos de regulamentação
específica.
189
• Política associada à política de seleção
• Doações solicitadas e espontâneas
• Contrato de confiança entre o doador e biblioteca
• Formalizar o ato de doação
• Fontes de recursos: Lei de incentivo à cultura,
sociedade de amigos da biblioteca, parcerias.
• Evans recomenda que adicione uma pequena
percentagem de doações ao acervo.
4.4.2 Doações
181
• Tipos
–Listas de duplicatas (inclui descartes)
–Publicações próprias
• Critérios
–Equilíbrio de conteúdo
–Qualidade material
• Formalização de contratos
–Garante maior controle de qualidade
4.4.3 Permuta
Permuta ou Intercâmbio
• Histórico com algumas datas importantes:
– 1694: iniciou-se a prática da permuta entre Bibliotecas com a
Biblioteca Nacional de Paris trocando suas duplicatas por livros
ingleses e alemães;
– 1851: foi fundado o 1º Centro de Permutas – International
Exchange Service (Smithsoniam Institution) e depois na Bélgica
(1871), Dinamarca (1945), Reino Unido (1948), Alemanha (1949) e
Hungria (1952);
– 1886: Convenção de Bruxelas para permuta de documentos oficiais
e publicações científicas e literárias (Bélgica, Brasil, Espanha,
EUA, Itália, Portugal, Sérvia e Suíça;
– 1954: 1º CBBD definiu participação de bibliotecas especializadas
no programa de permuta da UNESCO e redução de tarifas postais
(SUAIDEN, 1978, p.28-35) 182
Intercâmbio
nacional internacional
• BIREME
• GT de Bibliotecários
Biomédicos da APB
• GT em Tecnologia da APB
• Sistema Nacional de
Informação Agrícola
(SNIDA) – BC do
Ministério da Agricultura
• Intercâmbio de
Publicações Oficiais (BN e
Ministério das Relações
Exteriores
• Duplicate Exchange Union
(ALA)
• Instituto Interamericano de
Ciências Agrícolas da
OEA
• International Exchange of
Duplicate Medical
Literature (OMS)
• Library of Congress (LC)
• Medical Library
Association (MLA)
• United States Book
Exchange (USBE)
(SUAIDEN, 1978, p.28-35) (SUAIDEN, 1978, p.36-50)
183
Vantagens e desvantagens da doação e permuta
• Vantagens
–Aquisição de material esgotado, raro ou antigo;
–Oportunidade de completar falhas na coleção;
–Substituir o valor de um item comprado por um
item doado/permutado;
–Meio de aquisição de publicações institucionais;
–Estabelecer intercâmbio cultural e difusão do
conhecimento mesmo entre países com restrições
comerciais;
• Desvantagens
–Atraso na entrega do material permutado.
(ANDRADE;VERGUEIRO, 1996; SUAIDEN, 1978; EVANS, 1995, p. 303) 184
• Para complementação de dados
bibliográficos, preços, etc. e/ou validação
– Catálogo da Biblioteca Nacional e de outras
– Publicações da Câmara Brasileira do Livro
– Books in Print, Libros españoles en venta, Les livres
disponibles, German Books in print, Catalogo dei libri
in commercio etc
– Ulrich‟s International Periodicals Directory
– DOAJ- Directory of Open Access Journal
– ACQNET
– ACQWEB
185
4.5 Instrumentos e fontes de aquisição
Exemplo – sistematização dos
instrumentos auxiliares de aquisição
Assuntos Catálogo de
editoras
estrangeiros
Catálogo de
editoras
nacionais
Periódicos Etc.
FDC Libraries
Unlimited,
ALA, etc.
Briquet de
Lemos,
Intertexto, etc.
DOAJ
ULRICH'S
OAB Libraries
Unlimited,
ALA, etc.
Briquet de
Lemos etc.
Etc.
187
a) Aplicação e distribuição equitativa dos recursos
financeiros
b) Escolha dos fornecedores: livrarias, editoras,
agências
c) Decisão sobre o processo de aquisição, se direto
ou indireto
d) Decisão sobre suas modalidades, se no serviço
público, convite, licitação, etc.
e) Alteração de critérios face a fatores imprevistos
(MACIEL; MENDONÇA, 2000)
4.6 Políticas de aquisição
188
Políticas de aquisição
f) Adoção de recursos para o controle de aquisição
face as diferentes fontes de captação
g) Implantação de rotinas para permuta e doações
h) Adoção de critérios para o registro das diferentes
coleções
i) Participação em planos ou programas de aquisição
cooperativa
j) Adoção de programas para o controle e
acompanhamento automatizado dos processos de
aquisição
(MACIEL; MENDONÇA, 2000)
189
• Desenvolvimento de coleções cooperativa: um
mecanismo onde duas ou mais bibliotecas
concordam que cada uma terá certas áreas de
responsabilidade para colecionar e que elas farão
intercâmbio destes materiais gratuitamente
• Aquisição coordenada: duas ou mais bibliotecas
concordam em comprar certos materiais, e/ou
compartilhar os custos, e um ou mais ficam com os
materiais
• Consórcios: os membros compram um produto ou
serviço e cada membro recebe o produto/serviço
(EVANS, 2000, p. 455)
4.7 Cooperação
190
Aquisição planificada e cooperativa
• Compartilhar recursos informacionais para
equacionar problemas de escassez financeira em
relação ao desenvolvimento de coleções,
especialmente otimizar o aproveitamento de
recursos
• Planificada: “a instituição faz um programa onde
planeja formar ou ampliar sua coleção conforme
princípios definidos dentro da filosofia e das
diretrizes institucionais. O programa estabelece
prioridades e procedimentos para adquirir o
material informacional” (FIGUEIREDO, 1998, p. 88-89)
Aquisição planificada e cooperativa (cont.)
• Aquisição cooperativa: as instituições, mediante acordos e
convênios, estabelecem programas envolvendo bibliotecas
de uma mesma região, com os mesmos interesses e com
especializações de assuntos, com a finalidade de assegurar
acesso a informações relevantes ao maior número possível
de usuários
• Objetivo: garantir cobertura exaustiva da literatura
especializada relevante a todos os usuários de todas as
bibliotecas cooperantes.
• Pressupostos: seleção planificada, catálogos coletivos
completos e atualizados, acesso aos materiais (“lei do
menor esforço”)
– Intensifica o uso e otimiza a relação custo/benefício com menor
investimento
– Elimina duplicações desnecessárias dentre de uma área geográfica
– Decisão sobre coleções de alto preço ou baixa demanda
(FIGUEIREDO, 1998, p. 89-93)
191
Implicações no processo de seleção
• Impossibilidade de atingir auto-suficiência em
termos de acervo devido à explosão informacional,
mesmo com o refinamento do processo de seleção
haverá restrições orçamentárias, físicas, espaciais,
humanas, etc.
• Organização de redes e sistemas
• Empréstimo-entre-bibliotecas
– Garantia de acesso (acesso ao documento pela outra
instituição
– Possibilidades práticas de acesso (quem vai buscar o
material?)
– Ônus para o usuário
– Custo para a biblioteca (VERGUEIRO, 1995, p. 90-93)
192
• É um ramo da pesquisa – a aplicação do „método
científico‟ para determinar, por exemplo, a
qualidade do desempenho de um programa;
• Reúne dados necessários para determinar quais
dentre várias estratégias alternativas parecem ter
mais probabilidade de obter um resultado
almejado;
• Componente essencial da administração (cujos
resultados) pode ajudar o administrador a alocar
recursos de modo mais eficiente;
• Reunir dados úteis para atividades destinadas a
solucionar problemas ou tomar decisões.
5 Avaliação 5.1.1
194
Para quê avaliar?
a) Identificar possíveis causas de ineficiência do
serviço ou fracassos, visando aumentar o
desempenho da biblioteca. Lancaster considera este
o tipo de avaliação mais importante pois, se não for
para melhorar o desempenho não há porque fazer
avaliação em bibliotecas. Este tipo de avaliação é
também denominado de avaliação terapêutica ou
diagnóstico.
(LANCASTER, 1996, p. 8)
5.1.2 Objetivos
195
Avaliação de coleções
• b) Estabelecer uma espécie de “escala” para
mostrar em que nível de desempenho o serviço
está funcionando no momento;
• c) Comparar desempenho de várias bibliotecas e
serviços (Benchmarking). Ex.: Comparação da
cobertura de diferentes bases de dados ou
capacidade de fornecimento de documentos da
biblioteca X e Y.
• d) Justificar a existência da biblioteca. Ex.:
Análise dos benefícios do serviço.
196
Como avaliar coleções?
Partindo-se do princípio de que a biblioteca
pode ser entendida enquanto interface entre os
recursos informacionais disponíveis e a
comunidade de usuários a ser servida, então, a
avaliação em bibliotecas deverá determinar
em que medida ela desempenha com êxito
essa função de interface.
(LANCASTER, 1996, p. 2)
197
n.º de doc.
fornecido p/ BD
O que avaliar?
• insumos: É um bem tangível facilmente quantificável e deve ser
avaliado em função do papel que representa na obtenção dos
produtos desejados.
• Produtos: São menos tangíveis que o anterior e devem ser avaliados
em termos quantitativos levantando-se os critérios de sucesso para cada
serviço.
• Resultados: Tendem a se relacionar com objetivos sociais,
econômicos, etc, de longo prazo. Por se tratar de um bem intangível
não é fácil convertê-los em critérios concretos de avaliação.
(LANCASTER, 1996, p. 2-4)
Ex.: acervo: número de
itens adquiridos, espaço
ocupado, quantidade de
livros por usuário.
198
Avaliação por Nice Figueiredo
• incorporar as atividades necessárias para promover
a avaliação como um processo contínuo, de modo
que este processo faça parte de nossa rotina de
trabalho.
• não é uma tarefa fácil pois requer os seguintes
requisitos:
a)visão crítica e analítica em relação aos trabalhos
desenvolvidos na biblioteca;
b) pessoal capacitado com habilidades em estatística,
técnicas de mensuração, etc.
c)aceitação dos resultados da avaliação pela
biblioteca.
Avaliação por Nice Figueiredo
• baseada no quanto ela serve bem as necessidades dos
usuários pois “a biblioteca existe para servir às
necessidades de sua própria comunidade de
usuários”.
• a avaliação da coleção para Nice Figueiredo está
relacionada com a avaliação dos métodos de seleção
embora não seja totalmente possível, determinar com
precisão, suas causas e efeitos.
• Em geral a qualidade e quantidade de uma coleção
depende inteiramente dos seguintes aspectos:
a) Programa de aquisição;
b) Política e procedimentos da aquisição;
c) Métodos de seleção.
199
tipos de abordagens aplicadas em avaliação
• Nice Figueiredo
• George S. Bonn
Padrões externos
Quantidade
Completeza
Compilação de estatísticas
Verificação de listas, catálogos e bibliografias
Obtenção de opinião de usuários
Observação direta
Aplicação de padrões
Teste de adequação dos recursos totais
• F. W. Lancaster
Quantitativas
Qualitativas
Fatores de uso 200
5.2 Técnicas e Metodologias
202
Metodologias de avaliação: Nice
a) Padrões externos
Avalia a coleção em relação a algum tipo de padrão
externo. Exemplo: Listas de livros elaboradas por
um grupo de especialistas de uma área.
b) Quantidade
Levantamento da quantidade e do tipo de uso feito
da coleção em um periódico determinado através do
exame das papeletas de empréstimo, ou de
estatísticas de algum sistema on-line de empréstimo
ou do estudo de todos os tipos de itens emprestados.
203
Metodologias para avaliação: Nice
C) Completeza
Para avaliar a completeza da coleção seleciona-se
vários livros recentes ou artigos de revisão de
literatura sobre um determinado assunto e agrupa-
se as bibliografias citadas nestas fontes.
Com este material verifica-se se a biblioteca possui
os títulos citados nas bibliografias das fontes
selecionadas.
204
Metodologias para avaliação:
Bonn
Compilação de estatísticas
• Tamanho bruto
• Volumes acrescentados por ano
• Fórmulas
• Comparações
• Equilíbrio dos assuntos
• Pedidos não atendidos
• Empréstimo-entre-bibliotecas
• Tamanho de excelência
• Circulação
• Gastos
(FIGUEIREDO, 1998).
Metodologias para avaliação: Bonn
b) Verificação de listas, catálogos e bibliografias
– Catálogos padrão e listas gerais básicas
– Catálogos de bibliotecas importantes
– Bibliografias especializadas e listas básicas de assuntos
– Listas correntes
– Obras de referência
– Periódicos
– Listas autorizadas
– Listas para casos específicos
– Citações
c) Obtenção de opinião dos usuários
– Corpo docente e pesquisadores
– Estudantes
– Público em geral
– Bibliotecários 205
206
Metodologias para avaliação: Bonn
d) Observação direta
e) Aplicação de padrões
f) Teste de adequação dos recursos totais (internos e
externos)
– Capacidade de fornecer um documento
– Uso relativo de várias bibliotecas
(FIGUEIREDO, 1998).
207
Metodologias de avaliação: Lancaster
Quantitativas
– Tamanho absoluto da coleção
– Tamanho da coleção por categorias:
• Tipo de material
• Área de assunto
• Data, língua
– Média do crescimento corrente
– Tamanho com relação a outras variáveis, inclusive número de
volumes per capita e por item circulado
– Gastos com a coleção, inclusive per capita com relação ao
orçamento total
(FIGUEIREDO, 1998).
208
Metodologias de avaliação: Lancaster
Qualitativas
– Métodos “impressionistas” (subjetivos) – (especialistas de assuntos,
eruditos, bibliotecários)
– Avaliação baseada em listas padrões ou coleções de outras
instituições
c) Fatores de uso
– Quantidade do uso da coleção como refletido nas estatísticas de
circulação e uso interno
(FIGUEIREDO, 1998)
209
Compilação de estatísticas
Vantagens:
fáceis de compilar;
fáceis de comparar;
fáceis de entender.
Desvantagens:
falta de definição de padrões;
falta de distinção entre títulos e volumes;
dificuldade de contar material não-impresso;
maior possibilidade de inconsistência;
não mede qualidade;
não se relacionam diretamente à comunidade e às metas.
210
Compilações estatísticas
a) Tamanho bruto: contagem direta do total de volumes
da biblioteca ou por tipo de material ou ainda, por
assunto. Segundo Nice Figueiredo, o objetivo desta
contagem é de justificar o consenso geral de que existe
uma relação entre tamanho da coleção e a sua capacidade
de responder às necessidade de sua clientela em termos
de probabilidade.
b) Volumes incorporados ao acervo por ano: Também
é baseado na contagem direta por classes ou unidades.
Através desta estatística é possível estimar a capacidade
de armazenamento, previsão orçamentária para futuras
aquisições ou estimativas para encadernações, etc.
211
Compilações estatísticas: c) Fórmulas
Clapp-Jordan (para bibliotecas universitárias): baseado num número ideal de
acervo somado aos volumes por estudantes e corpo docente mais volumes por
áreas de bacharelado e pós-graduação
V=50.750 + 100F + 12E + 12H + 335U + 3.050M + 24.500D
V= Vol F= n.º de prof. E= n.º de estudantes H= n.º de honors students
U= n.º de áreas de concentração na graduação M= áreas dos cursos de Mestrado
D= áreas dos cursos de doutorado
Fórmula de McClellan: alocação do orçamento para compra
2(AxB) – C x E
D
A= n.º de leitores nessa temática B= n.º de vol. Ideal C= n.º de vol. existentes
D= depreciação E= preço médio p/ vol.
Compilações estatísticas: c) Fórmulas
Baesley (para bibliotecas públicas):
baseado nos recursos mais população, circulação e capacidade de pesquisa
B
=
P
B= recursos bibliográficos
C= circulação
P= população servida
S= fator de pesquisa
C
P
Compilações estatísticas
d) Comparações: Qualquer tipo de estudos feitos na mesma
biblioteca em períodos diferentes ou entre bibliotecas
comparáveis durante um mesmo período.
e) Equilíbrio dos assuntos: Levantamento dos dados
estatísticos proporcionalmente por classes, duplicatas,
autores, datas, etc. com o intuito de levantar os assuntos mais
fortes ou falhas em relação às necessidade locais ou com as
políticas estabelecidas.
f) Pedidos não atendidos: Embora seja de menor número
deve-se criar mecanismos para controlar este tipo de dados
(por classe ou assunto, autor, título, etc.) para possibilitar a
identificação das lacunas e falhas da coleção.
213
Compilações estatísticas
g) Empréstimo-entre-bibliotecas: pode-se desenvolver
padrões de desempenho a partir da relação entre uso do
acervo x empréstimo-entre-bibliotecas.
h) Tamanho de excelência: método que é voltado para o
padrão de desempenho e qualidade. Utiliza-se as leis
bibliométricas (Bradford, Zipf, etc) para levantar por exemplo
quantos volumes seriam necessários par atender 95% da
demanda da biblioteca.
i) Circulação: Cálculos da circulação por categorias de
usuários, por classes de assuntos, por data de aquisição, data
de último uso, por número de empréstimos, etc. são alguns
exemplos de tipo de dados que podem ser utilizados em
relatórios de fim de ano para provar o quanto a biblioteca é
importante para a instituição ou de seu desempenho anual ou
ainda de sua qualidade. 214
215
Compilações estatísticas
j) Gastos: Os dados relativos aos investimentos em
recursos e treinamentos profissionais podem servir de
parâmetros anuais para avaliação da importância da
própria biblioteca dentro da instituição mantenedora.
De acordo com os padrões internacionais, as obras
recém-adquiridas em bibliotecas especializadas devem
ser consultadas pelo menos uma vez por ano.
216
Aplicação de padrões:
Agências e associações especializadas publicam padrões e/ou
critérios para credenciamento de programas educacionais. No
Brasil o MEC credencia instituições educacionais e através do
Conselho Federal de Educação (CFE) e faz exigências em
relação às bibliotecas para que uma universidade funcione
(Resoluções 18/1977 e 7/1978 do CFE). As bibliotecas têm que
possuir no mínimo 30.000 títulos de livros. O acervo de
periódicos tem que ter qualidade e quantidade de acordo com
cada área. Além disso, é exigido que as coleções estejam tratadas
e disponíveis para consulta e/ou empréstimo.
• a) Vantagens: pode ser relacionado às metas/objetivos da
biblioteca/instituição mantenedora.
b) Desvantagens:
 metas/objetivos não são passíveis de avaliação objetiva
 metas/objetivos não são fáceis de interpretar
 requer alto nível de conhecimento
217
Verificação de listas, catálogos e
bibliografias
a) Vantagens:
 são completas e especializadas
 são compiladas por especialistas no assunto
 são eficientes na produção de respostas
 são fáceis de usar
b) Desvantagens:
 não produz resultados se o instrumento também é usado como
fonte de aquisição
 desatualiza-se rapidamente,
 não funciona se quem produz a lista não promove sua atualização
permanente
 não possui qualquer relação direta com a comunidade específica
da cada biblioteca
218
Tipos de listas
 Listas básicas ou lista padrão: elaboradas por instituições
especializadas ou por especialistas do assunto;
 Listas correntes: relaciona os livros mais vendidos,
vencedores de prêmios, melhores do ano, etc.;
 Listas autorizadas: preparadas por autoridades
governamentais ou por associações para credenciamento de
instituições da área escolar. Ex. lista de livros didáticos
* Listas para casos específicos: elaboradas tendo em vista as
necessidades de uma biblioteca ou grupo de bibliotecas.
(FIGUEIREDO, 1998)
Obtenção da opinião dos usuários
a) Vantagens:
 levantamento dos pontos fracos e fortes da coleção e dosníveis e tipos
de necessidade dos usuários;
 podem relacionar esses dados aos objetivos e metas da biblioteca e da
instituição mantenedora;
 podem levantar mudanças de interesse, diretrizes das pesquisas, etc.;
 em se tratando de usuários que também são peritos na área eles se
tornam importantes fontes de informação.
b) Desvantagens:
 Em geral os usuários são passivos diante da coleção. Por isso os
questionários funcionam menos que a entrevista exigindo mais tempo.
 o “calibre” dos usuários atuais pode ser muito alto ou muito baixo para o
nível esperado.
 as baixas demandas detectadas podem ser na verdade falta de interesse
momentâneo dos usuários. 220
221
Observação direta
a) Vantagens:
 prática
* de resultados imediatos
b) Desvantagens:
 requer um perito na área de especialização do
assunto
* é pouco eficiente se não estiver associado à
outras metodologias
(FIGUEIREDO, 1998)
222
Verificação de adequação dos
recursos totais (internos e externos)
É um método utilizado para medir os recursos disponíveis
para satisfazer os usuários de maneira eficiente e eficaz.
Este método diz respeito tanto à coleção da biblioteca quanto
dos recursos e infraestrutura disponível.
a) vantagens: é um método realístico e encoraja a cooperação
bibliotecária;
b) desvantagens:
 não é muito fácil de operacionalizar induzindo ao erro por
amostragens;
 depende de quais recursos estão disponíveis e onde.
223
• Parte do princípio de que nenhuma biblioteca
é auto-suficiente, logo, é preciso considerar
outros recursos informacionais para
complementar a qualidade das coleções
daquela biblioteca
• Deve responder à pergunta: Qual é a
totalidade dos recursos disponíveis para
satisfazer as necessidades dos usuários de
uma biblioteca?
• Teste do uso relativo de várias bibliotecas
– Mede a disponibilidade do item nabiblioteca
224
As cinco leis e a avaliação de coleções
• 1ª LEI: os livros são para ler/usar
–A primeira lei diz respeito àorganização
• acessibilidade
–Custo: Um livro que custa R$30,00 com pouco
uso poderia ser gasto com outro com mais uso.
–Benefício: podemos fornecer itens na hora em que
o usuário solicita?
(LANCASTER 1996, p. 11-14)
225
As cinco leis e a avaliação de coleções
• 2.ª LEI: a cada leitor o seu livro
–A Segunda lei diz respeito ao usuário
(atendimento)
• disponibilidade dos itens.
–as estatísticas mostram sempre o sucesso de
uma solicitação. Mas e o que não deu certo está
registrado onde? Foi solucionado o problema?
O usuário encontrou o item disponível na hora?
Tudo o que é procurado é encontrado?
(LANCASTER, 1996, p. 11-14)
226
As cinco leis e a avaliação de coleções
• 3.ª LEI: a cada livro seu leitor
–O foco desta lei é o livro
• diz respeito a capacidade de tornar as pessoas
cientes de novas publicações que lhes possam
interessar.
–Em geral as bibliotecas são muito passivas
aguardando a chegada de seus usuários
(LANCASTER, 1996, p. 11-14)
227
As cinco leis e a avaliação de coleções
• 4.ª LEI: poupe o tempo do leitor
–A Quarta lei diz respeito a questões de custo-
eficácia.
–Em geral o tempo do usuário é considerado sem
custo. Mas está comprovado que o custo de uso
de informações em bibliotecas excede seu custo
de produção e distribuição.
(LANCASTER, 1996, p. 11-14 )
228
As cinco leis e a avaliação de coleções
• 5.ª LEI: a biblioteca é um organismo em
crescimento
–Esta lei está relacionada com a questão da
adaptabilidade.
–As bibliotecas podem ser avaliadas em função
da sua capacidade de aproveitar as
possibilidades oferecidas pela tecnologia ou em
função das mudanças das necessidades de sua
clientela.
(LANCASTER, 1996, p. 11-14)
229
Atenção para as interpretações:
a) Maciel e Mendonça (2000)
•Descarte: consiste em selecionar aqueles documentos que,
através da função avaliação, foram considerados
desnecessários ou defasados em relação às expectativas dos
usuários. Retirada definitiva do material do acervo.
•Desbastamento: consiste na retirada de documentos pouco
utilizados pelos usuários, de uma coleção de uso frequente
para outros locais – o depósito.
(MACIEL, MENDONÇA, 2000)
b) Figueiredo (1998, p. 84) e Evans (2000, p. 407:
Processo de extrair títulos ou partes da coleção, quer para
remanejamento, quer para descarte.
6. Desbastamento
6.1 Conceitos e Objetivos
230
Políticas para desbastamento e descarte
a) Indicação de uma comissão que se responsabilize
pela aprovação dos documentos indicados para
serem colocados em depósitos ou descartados
b) Definição do tempo máximo que uma publicação
não utilizada deve permanecer na coleção corrente
c) Indicação do prazo médio para desatualização e
desativação de determinados tipos de materiais, tais
como: livros-didáticos, livros-texto, catálogos,
folhetos, publicações periódicas, obras de referência,
etc. (MACIEL; MENDONÇA, 2000).
Políticas para desbastamento e descarte
d) Necessidade de se manter um exemplar nas estante
de uso frequente de alguma publicação transferida.
e) Definição sobre a não-pertinência de determinado
documento ou coleção ao acervo da biblioteca
f) Determinação de um prazo médio para a
permanência dos documentos localizados nos
depósitos
g) Definição de normas e procedimentos para
utilização dos documentos armazenados nos depósitos
(MACIEL; MENDONÇA, 2000). 231
232
uma problemática em
desbastamento
“A criação de acervos paralelos, não diríamos
inativos, mas de frequência de uso baixa,
chamados semiativos, está a exigir dos
bibliotecários estudos urgentes e acurados,
como medida indispensável para o
cumprimento dos novos paradigmas da
gerencia dos acervos”.
(MACIEL; MENDONÇA, 2000, p. 26).
233
DESBASTAMENTO
- RAZÕES -
• Economia de espaço
• Melhoria da
acessibilidade
• Economia de verba
(FIGUEIREDO, 1998, p. 159-161)
- BARREIRAS -
• Psicológica
• Política
• Tempo
• Legal
• Status
• Medo de cometer erros
– FATORES –
• Espaço físico
Descarte
– CRITÉRIOS –
• para livros: assunto,
• Mudanças de campo de
interesse
• material obsoleto
• Condições físicas
–OPÇÕES DE
DESCARTE –
• eliminação (efêmero)
• venda
• permuta
idade, cobertura,
recursos alternativos,
condições físicas, nível
de profundidade no
tratamento do assunto,
autoridade do autor,
língua
• Para periódicos: editor,
cobertura de
indexação, versões
alternativas, idade,
(FIGUEIREDO, 1998, p. 76-79)
língua 234
6.2 Critérios, Métodos e Técnicas
Diretrizes da ALA para remanejamento, desbastamentoe
preservação
• Critérios de uso (circulação, consultas, etc)
• Valor e qualidade (critérios de seleção)
• Método de leitura nas estantes e papeleta do livro
(notificar ao usuário a decisão de descarte com a
papeleta)
• Critérios de duplicação indesejável
• Critério de remanejamento para periódicos
• Critérios de material em deterioração
(FIGUEIREDO, 1998, p. 166-167)
235
Critérios para remanejamento
• Pela data
– da publicação: operação mais econômica e pode ser feita no catálogo ou
estantes
– Da aquisição: operação mais cara pois requer exame de outros registros e
alteração no catálogo
– Circulação: operação mais onerosa de todas pois requer o exame da
circulação e alteração no catálogo
• Como os livros serão selecionados para remanejamento?
– Estudo dos livros nas estantes, valor do título dentro do assunto,
importância histórica da área, disponibilidade de outros materiais sobre o
assunto, uso do volume e condições físicas
• Como serão armazenados?
– Uso infrequente, moderado e pesado (acesso livre ou restrito ou em outro
local)
– Benefícios (possibilidade de leitura casual ou não)
– custos
(FIGUEIREDO, 1998, p. 168-171) 236
Técnicas para revisão e desbastamento
segundo Mosher
• Medidas do uso passado: contagem da circulação,
tempo na estante, uso interno, registro de EEB,
análise de citações (avaliação)
• Revisão das estantes: identificação dos títulos para
armazenamento, descarte ou para
preservação/conservação com aplicação da
papeleta informando ao usuário
• Consulta ao usuário: após identificação dos títulos
para desbastamento aplicar outros métodos (análise
de citação, importância do título para a área, etc)
mais subjetivos incluindo os usuários especialistas
(FIGUEIREDO, 1998, p. 167)
237
Fluxo de trabalho
* Questões a serem consideradas antes da tomada de
decisão em relação ao desbastamento
- Qual é o nível de coleção desse item?
- É prioritário ou não?
- Os critérios de seleção que levaram à escolha desse
item ainda são válidos? Esse item é exemplar único no
país, no Estado, no município?
- Qual é a demanda potencial? (relacionar com a missão
e não apenas com o uso)
Estrutura de Atkinson para
preservação
• Classe 1 – uso muito pesado
• Classe 2 – valor econômico
• Classe 3 – valor intelectual
(HAZEN, 2001)
239
Critérios gerais para desbastamento
* Valor
* Uso
* Duplicação indesejável
* Deterioração
Critérios para remanejamento
* data de publicação
* data de aquisição
* data de circulação (diagnóstico x uso)
* taxa de obsolescência (idade média de uso)
Taxa de obsolescência Cálculo da idade média de uso
Uso da Área X no dia 2 de janeiro de 2016
2013-
2015
Soma 312
itens
Ano de Publicação Número de itens
2015 25
2014 115
2013 172
2012 81
2011 53
2010 29
2009 17
2008
Anterior a 2008 85
Total 585
Explicação do quadro
- No quadro 25 itens emprestados foram publicados em
2015 enquanto 114 itens emprestados foram
publicados em 2014 e assim sucessivamente.
- Comparando com o total de 585, os três primeiros anos
concentram mais da metade dos itens (312).
- Logo, é certo dizer que a idade média de uso da área W
é de três anos
- uma estimativa muito útil para medir a obsolescência
de uma forma bastante simples e rápida – Mas é
preciso implementar o controle!
Métodos para planejamento e
implementação do desbastamento
• CREW
– Continuos Review Evaluation and Weeding
• Sistema de Slote (Stanley J. Slote)
– Baseado na data de circulação e tempo na estante para
identificar candidatos ao desbastamento
• Sistema de Segal (Joseph P.Segal)
– MUSTY: Misleading; Ugly; Superseded; Trivial; Your
colletion no longer needs the item
– Baseado na data de publicação e circulação e vários
elementos subjetivos
243
CREW: método de desbastamento
* é um acrônimo do termo em inglês
ContinuousReviewEvaluationWeeding
* tradução: Avaliação e Revisão contínua para
desbastamento.
* Livro clássico sobre desbastamento é de autoria de
Slote – leitura obrigatória
Método CREW para desbastamento
* o método CREW está baseado em duas partes:
a) fórmulas para classes e subclasses da CDD onde os
itens estão agrupados. As fórmulas consideram a
idade do item e o número de anos passados desde a
última vez que foi emprestado.
b) sistema MUSTIE – outro acrônimo o qual apresenta os
seis fatores negativos que torna um item candidato ao
desbastamento (derivado do Sistema de Joseph Segal
– Musty = mofado)
Sistema MUSTIE
M =Misleading (itens que apresentam inexatidão conforme o
critério de seleção precisão)
U = Ugly (itens que apresentam problemas em suaconstituição
física);
S =Superseded (itens desatualizados ou que foram superados
por edições posteriores);
T =Trivial (itens de interesse efêmero ou superficiais sem mérito
técnico-científico ou cultural)
I = Irrelevant (irrelevante para as necessidades e interesses da
comunidade)
E = Elsewhereavaiable (são itens “disponíveis em outro lugar”
sem custo, tais como os itens disponíveis online em
projetos como Gutenberg).
Aplicação do Método CREW segundo Larson
* usar o módulo de circulação do software que gerencia o sistemada
biblioteca para aplicar o método CREW.
* mapear os itens por classes e subclasses da CDD sob duas grandes
categorias: itens que não circularam nos últimos três anos e itensque
circularam nos últimos três anos e fazer duas listas para cada
situação.
* Dicas:
a) usar planilhas eletrônicas pois em geral os softwares parabibliotecas
exportam esses tipos de dados.
b) Se o sistema permitir, incluir no relatório dados sobre: título, autor,
data de publicação, última data de circulação, números de cópias, e
código de barras.
c) dimensionar o trabalho para cada seis semanas até contemplar todoo
acervo.
ATENÇÃO:
Aplicação do Método CREW
segundo Larson
Em 80% dos casos os itens que não circularam nos últimostrês
anos são descartados imediatamente.
No entanto, é preciso verificar o item (revisão das coleções) e
analisar outros fatores uma vez que o desbastamento não é um
processo automático.
Aplicação do Método CREW segundo Larson
* De posse das duas listas o próximo passo é aplicar a
fórmula que consiste de três partes:
a) anos que se passaram desde a última data de
publicação = idade do item (de preferência a data de
copyright).
b) tempo máximo permitido sem uso.
c) presença dos fatores negativos identificados no
MUSTIE o qual influenciará a tomada de decisão pelo
desbastamento.
Aplicação do Método CREW segundo Larson
* Exemplo: a fórmula "8/3/MUSTIE" quer dizer:
- Considere o descarte desse livro nessa classe quando a
última data de copyright for maior que oito (8) anos
atrás;
- e/ou, quando sua última data de circulação ou uso
interno for maior que três (3) anos atrás;
- e /ou quando o item possuir um ou mais fatores do
MUSTIE.
Aplicação do Método CREW
segundo Larson
Um programa de desbastamento orientado pelo método
CREW deverá ser descrito segundo o exemplo:
010 (Bibliografia) 10/3/MUSTIE – Bibliografias e fontes de informação para o
leitor mantém sua utilidade enquanto os itens indexados nessas fontes
permanecerem relevantes. Muitos desses itens farão parte da coleção de
referência […]. Considere o descarte de itens da coleção corrente sem uso
nos últimos três anos. Descarte a maioria das bibliografias com dez anos de
publicação (data de copyright) ou quando sair uma nova edição – a menos
que a bibliografia tenha uma boa média de uso interno ou de circulação.
020 (Biblioteconomia) 10/3/MUSTIE – Descarte tudo que não estiver de acordo
com a prática atual e aceitável. Também descarte edições anteriores de
livros-textos de Biblioteconomia e títulos que lidam com serviços e tipos de
materiais obsoletos ou tecnologias para bibliotecas já superadas.
Fonte: Larson (2012, p. 105)
Demonstração do modelo
O “X” quer
dizer que o
elemento não
se aplica em
função de
algum
aspecto.
Classes da CDD Fórmula CREW
004 3/X/MUSTIE
010 10/3/MUSTIE
020 10/3/MUSTIE
030 5/X/MUSTIE
Outros 000 5/X/MUSTIE
Fluxo de trabalho: Avaliação,
Revisão e Desbastamento
* avaliar coleções: abordagem qualitativa ouquantitativa
(baseada no uso de itens, por exemplo) para levantar
obras que nunca foram consultadas.
* Elaborar uma lista de obras- no caso do exemplo combaixo
uso.
* verificar cada item in loco para analisar o que está
interferindo no problema identificado – no casodo
exemplo – o baixo uso (revisão de coleções)
* Verificar o formulário de seleção dos itens envolvidos
* tomar a decisão: esse item será ou não objeto do
desbastamento?
Termos e definições importantes
Core collection (núcleo)
Os locais mais “nobres” da biblioteca devem ser
ocupados por uma coleção principal (core
collection ou núcleo da coleção de livros bem
como de outros materiais) que provavelmente serão
utilizados pelos usuários
Esse conceito está associado ao acesso livre às
estantes e material prontamente disponível
Slote (1997, p 29-30)
Non-core collection
Os demais materiais, isto é, aqueles itens que
terão menos chances de serem utilizados
pelos usuários constituem a non-core
collection.
Os materiais devem ser alocados em locais secundários,
transferidos para outras bibliotecas ou descartadas conforme o
caso.
Por locais secundários entende-se armazenamento compacto, área
de depósito ou alocação dos materiais em áreas menos acessíveis
o que representa despesa menor com armazenamento
Slote (1997, p 29-30)
Core collection
A core collection deve reter x% do provável
uso futuro das coleções atuais.
a) X% é dependente de cada biblioteca (seus objetivos bem
como da obsolescência dos materiais ao longo do tempo)
b) Se as condições permitirem é possível subdividir coleções
em subcoleções por tipo de materiais, localização,
departamento, entre outros mais convenientes para cada
caso.
c) Uso futuro é calculado por meio de dados de circulação do
passado Slote (1997, p 29-30) e Lancaster (2004, p. 51)
Uso futuro: Uso futuro é calculado por meio de dados de
circulação do uso passado (LANCASTER, 2004, p.
51)
Taxa de retorno: relação inventário/uso ou
circulação/inventário ou taxa de retorno
Fator de uso: proporção de circulação que é devida a
uma classe dividida pela proporção do acervo
ocupado por esta classe (LANCARTER, 2004, p. 61)
ou percentagem de uso esperado.
Viés da estante: vide ilustração a seguir
Viés das estantes
SOUSA, Hugo Nunes de. Avaliação em bibliotecas especializadas. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso
(Graduação em Biblioteconomia)-Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2017.
taxa de retorno ou uso futuro
SOUSA, Hugo Nunes de. Avaliação em bibliotecas especializadas. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso
(Graduação em Biblioteconomia)-Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2017.
Análise do uso relativo
Média 2013-2015 / % atual de exemplares * 100 = % de uso esperado
SOUSA, Hugo Nunes de. Avaliação em bibliotecas especializadas. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso
(Graduação em Biblioteconomia)-Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2017.
Análise do uso relativo
7 Tópicos especiais
• 7.1 Conservação e Preservação
7.2 Direitos autorais
263
• Conservação
– Armazenamento e manuseio adequado
• Más práticas: em armários fechados, em estantes abarrotadas,itens
mal acondicionados nas estantes
• Boas práticas: programa de reparo e encadernações, de conservação e
preservação e administração de emergências
– Controle do ambiente
• Temperatura, umidade, luz natural e artificial, filtros para reduzir
gases, composição dos itens impressos (aspergillas furnigatus)que
podem ser tóxicos, insetos
• Atenção para rastros dos insetos nas estanterias, para exames
periódicos em materiais não convencionais e usar quarentena para
materiais recebidos como doação
Ver site: http://www.arqsp.org.br/cpba/ e também:
http://palimpsest.stanford.edu/byorg/chicora/chicpest.html 264
7.1 Conservação e preservação
265
• Conservação (continuação)
– Segurança
• Inclui segurança física, mutilação, roubo, acidentes com líquidos e
fumaça, equipamentos e desastres
• Projeto de segurança deve incluir roubo e mau uso com sistema de
segurança, guardas
• Preservação
– Opções para manuseio de material quebradiços
• Microfilmar, copiar em papel alcalino, descartar, transferir para
outro local controlado, providenciar a umidificação do material ou
restaurar, enfim decidir o que deve ser feito corretamente
considerando as consequências
• Isolar jornais pois são muito ácidos
– Questões de preservação para material não convencional
• Fotografias são preocupantes pelo tipo de armazenamento e por
causa da química utilizada e um CD-ROM tem um ciclo de vida
útil de até 30 anos
266
• Preservação (continuação)
• Estabelecer padrões e métodos buscando participar
dos debates e projetos cooperativos para preservação
de material não convencional e digital
• LOCKSS: Lot of Copies Keeps Stuff Safe
–Cooperação
–Seguro
• O bibliotecário deve ter habilidades para
administrar as coleções para garantir sua
constituição física e saber quando recorrer
ao especialista para ajudá-lo nesta tarefa.
267
• Direito do autor (Lei 9.610, 19/02/1998)
• Direito de cópia versus copyright
• Copyleft (deixamos copiar) -
http://www.gnu.org/copyleft/copyleft.pt.html
• DRM (Digital Restriction Management) –
sistema de gestão digital de restrições (restrições
de acesso e de cópia de obras publicadas em
formatos digitais)
7.2 Direitos autorais
Breves definições
• Moral
• Propriedade
Autor
Direito de reprodução
Dois sistemas vigentes
– sistema inglês ou anglo-saxão. Exemplo: Nos
Estados Unidos o Copyright privilegia os
aspectos patrimoniais
– sistema francês (Droit d'auteur ) – valoriza a
tutela do autor. Exemplo: Brasil.
(BRANCO; BRITO, 201
26
38
)
Copyleft
• Refere-se ao desenvolvimento de softwares livres
da restrição dos direitos autorais e, portanto, aberto
para estudo e aperfeiçoamento contínuo.
• Surgiu no final da década de 1980 para recuperar
as liberdades perdidas com a mercantilização da
informática – Richard Stallman
• Seu princípio filosófico passou a ser aplicado a
qualquer tipo de obra.
baseado em: SOARES, Susana Montenegro. A aquisição na era digital. 2007. Trabalho de Conclusão de Curso
(Graduação em Biblioteconomia)– Escola de Biblioteconomia, Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro, Rio de Janeiro, 2007 e em OLIVEIRA, Flasleandro Vieira de A licença creative commons e a
comunicação científica: a questão dos periódicos eletrônicos de acesso aberto. 2010. Dissertação (Mestrado
em Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação)-Universidade Federal Fluminense.
269
270
Licenças específicas para obras
intelectuais
• Creative commons
• General Public Licence (GLP)
• Open Source Journalism
• Entre outras
( OLIVEIRA, 2010)
271
Creative Commons
• Disponibiliza opções flexíveis de licenças
que garantem proteção e liberdade para
artistas e autores. A idéia de “todos os
direitos reservados” do direito autoral
tradicional foi recriada para transformá-la
em “alguns direitos reservados”.
• Iniciativa de Lawrence Lessig
www.creativecommons.org.br
(OLIVEIRA, 2010)
272
Condições das licenças
• Obra protegida por direitos autorais mas você permite que outras
pessoas copiem, distribuam, exibam e executem a obra e as obras
derivadas criadas a partir dela desde que se dê o crédito na formaque
você estabeleceu
• Compartilhamento pela mesma licença. Você pode permitir que outras
pessoas distribuam obras derivadas somente sob licença idêntica a que
rege a sua obra.
• Uso não comercial. Permite que outras pessoas copiem, distribuam,
exibam e executem, bem como permite obras derivas criadas a partir
dela, mas somente para fins não comerciais.
• Não às obras derivadas. Você permite que outras pessoas copiem,
distribuam, exibam e executem somente as cópias exatas da sua obra,
mas não obras derivadas.
273
Licenças no Creative Commons
Você pode:
* copiar, distribuir, exibire executar
a obra
* criar obras derivadas
* Sob as seguintes condições:
– Atribuição. Você deve dar crédito ao autor original, da forma especificada pelo autor
ou licenciante.
– Uso Não-Comercial. Você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais.
– Para cada novo uso ou distribuição, você deve deixar claro para outros os termos da
licença desta obra. Qualquer uma destas condições podem ser renunciadas, desde que
Você obtenha permissão do autor. Nada nesta licença impairs ou restringe os direitos
morais do autor.
274
FIM

AULA 4 DE _apostila_fdc_2020_1_revisto.pdf

  • 1.
    UNIVERSIDADE FEDERAL DOESTADO DO RIO DE JANEIRO (UNIRIO) CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS (CCH) DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA (DEPB) Formação e Desenvolvimento de Coleções (Slides baseados na literatura do Programa da Disciplina) 25ª revisão e atualização Simone R. Weitzel 2020/1
  • 2.
    1 Introdução aotema Sumário 3.1 Conceitos e considerações gerais 2 Formação e Desenvolvimento de coleções 2.1 Conceitos de Administração e de Formação e Desenvolvimento de coleções 2.1.1 Funções da Administração 2.1.2 Planejamento estratégico 2.1.3 Conceitos, características e funções de FDC 2.2 Estudos teóricos internacionais 2.3 Estudos teóricos nacionais 2.4 DC como processo e política 2.5 Modelos de Políticas de desenvolvimento de coleções 2.6 Estrutura para formação de coleções e Diagnóstico 2.7 Estudo da comunidade 3 Seleção de materiais 3.2 Organização do processo de seleção 3.2.1 Responsáveis pela seleção: comissão de seleção, bibliotecários e usuários 3.2.2 Mecanismos de identificação e registro 3.2.3 Política de seleção 3.2.3.1 Critérios de seleção 3.2.3.2 Instrumentos e fontes de seleção 3.3 Seleção e censura 4 Aquisição: considerações gerais 4.1 Conceitos e tipos de aquisição 4.2 Impacto do paradigma digital 4.3 O bibliotecário e a ética 4.4 Organização do processo de aquisição
  • 3.
    Sumário (continuação) 4.4.1 Compra 4.4.1.1Previsão orçamentária 4.4.1.2 Procedimentos para compra 4.4.1.3 Legislação 4.4.2 Permuta 4.4.3 Doação 4. 5 Instrumentos e fontes de aquisição 4.6 Políticas 4.7 Cooperação 5 Avaliação de coleções 5.1 Conceitos e objetivos 5.1.1 Conceitos 5.1.2 Objetivos 5.2 Técnicas e Metodologias 6 Desbastamento 6.1 Conceitos e objetivos 6.2 Critérios, Métodos e Técnicas 7 Tópicos especiais 7.1 Conservação e Preservação 7.2 Direitos autorais
  • 4.
    O QUE ÉFDC? É um processo que envolve as seguintes atividades: • Estudo ou análise da comunidade (perfil da comunidade) • Política e processo de seleção • Política e processo de aquisição • Política e processo de Avaliação de Coleções • Política e processo de desbastamento (incluindo o descarte) (VERGUEIRO, 1989, p. 17) (MACIEL; MENDONÇA, 2000, p. 16) UNIDADE 1: Introdução ao tema
  • 5.
    Definições de Evans •“Definimos desenvolvimento de coleções como um processo de identificação das fortalezas e fraquezas das coleções de uma biblioteca em termos das necessidades dos usuários e dos recursos da comunidade, na tentativa de corrigir as fraquezas existentes, se houver” (2000, p. 15). • “é um processo que vai de encontro às necessidades dos usuários de uma comunidade de forma rápida e econômica utilizando recursos informacionais locais, assim como de outras instituições” (2000, p.15-16). • Comentários sobre as definições: o ponto de partida é a análise da comunidade – não apenas os usuários reais mas, principalmente, os usuários potenciais. 5
  • 6.
    Importância de FDC •Antiguidade e Idade Média • Invenção de Gutenberg – laicização do conhecimento – aumento do alcance das invenções • Explosão da Informação Modelo baseado na armazenagem – investimentos governamentais em pesquisa de P&D – Multiplicação de textos publicados – Limitação para absorver o conhecimento Advento da internet – Legitimação do modelo baseado no acesso WEITZEL, S. R. O Desenvolvimento de coleções e a organização do conhecimento: suas origens e desafios. Perspect.Cienc. Inf., Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p. 61-67, jan./jun. 2002. 6 acesso baseado no Modelo
  • 7.
    7 e controle Importância deFDC • “biblioteca como Interface entre os recursos de informações disponíveis e a comunidade de usuários a ser servida” (LANCASTER, 1996, p. 2) . Recursos informacionais Comunidades de usuários Fonte: Adaptado de Lancaster (1996, p. 2) Seleção, aquisição e tratamento da serviços Informação registrada
  • 8.
    8 A IMPORTÂNCIA DASCOLEÇÕES • Coleções de uma biblioteca = fontes de informação • Orientadas para indivíduos, grupos sociais, sociedade. • A biblioteca não pode ser um aglomerado de livros e revistas amontoados pelo mero acaso (apud FONSECA, 2007). • A biblioteca é produto da criação de pessoas, projetada para um determinado objetivo ou fim social (apud FONSECA, 2007). • Exemplo: A biblioteca universitária deve estar orientada para apoiar o ensino, pesquisa e extensão.
  • 9.
    9 TIPOS DE COLEÇÕESE BIBLIOTECAS • Se a biblioteca é projetada para um determinado fim, então as coleções também refletem essa orientação; • Logo, dificilmente uma biblioteca terá coleções totalmente iguais à outra. • Então as bibliotecas podem ser congêneres, mas não iguais.
  • 10.
    10 Fatores que influenciamFDC • O processo de FDC “está presente por inteiro em todas as bibliotecas” mas não da mesma forma. (VERGUEIRO, 1989, p. 19) – Dependem do tipo de biblioteca – A ênfase do processo de DC em cada tipo de biblioteca é determinada especialmente pelos objetivos institucionais e tipo de usuários –As influências das indústrias produtoras determinam o que está disponível para aquisição.
  • 11.
    TIPOS DE COLEÇÕESE BIBLIOTECAS Tipo de Biblioteca Objetivos Tipo de coleções Ênfase no processo de DC Pública Democratização da informação para a comunidade local Obras de referência, ficção, não-ficção, biografias, jornais e revistas  Análise da comunidade  Avaliação  Desbastamento Infantil Estimular a leitura/formar o leitor Livros infanto- juvenis, de pano, HQs, brinquedos, etc.  Seleção  Debastamento Escolar Apoiar os programas de ensino oficiais Obras de referência, livros para-didáticos, literatura e não- ficção  Seleção  Desbastamento Universitária Apoiar os programas de ensino, pesquisa e extensão Livros e periódicos técnico-científicos  Avaliação  Desbastamento Especializada Objetivos e metas da instituição mantenedorara Normalmente material especial  Seleção  Aquisição  Debastamento
  • 12.
    Os tipos dedocumentos De acordo com Guinchat e Menou (1994, p. 41-96) • Características • Físicas • Intelectuais • Estrutura
  • 13.
    13 Os tipos dedocumentos (Guinchat e Menou) • Características físicas – Natureza: textuais (texto escrito) e não textuais (documentos iconográficos, sonoros, audiovisuais, materiais tais como maquetes, documentos em braille, jogos, documentos compostos, magnéticos e eletrônicos). – Materiais: suporte físico (A fotografia é um documento de natureza iconográfica que se apresenta em papel e negativo) – Forma de produção: brutos (minerais etc.) e manufaturados (obras literárias etc.) – Modalidades de utilização: diretamente ou por meio de equipamentos – Periodicidade: uma vez ou em série (documentos textuais) – Coleções: forma de agrupar documentos (mesma forma, tema, objetivo) – Forma de Publicação: publicados (editoras e comerciais) e não-publicados (literatura cinzenta)
  • 14.
    14 Os tipos dedocumentos (Guinchat e Menou) • Características intelectuais – Objetivo: razão pela qual foi produzido – Grau de elaboração: distingue os documentos primários, secundários e terciários – Conteúdo: assunto, forma de apresentação, exaustividade, acessibilidade, nível científico, grau de originalidade e de novidade, idade das informações, data de publicação, dados numéricos – Origem, fonte e autor: a fonte pode ser pública, privada, anônima, conhecida. O autor pode ser uma pessoa, grupo de pessoas, organização ou várias. Forma de obtenção , tratamento e difusão – Tipos de documentos: • Nível formal: monografias, publicações periódicas, patentes, normas, documentos não-textuais, secundários e os não convencionais. • Nível intelectual: documentos essenciais e marginais a) contém certa proporção de interesse; b) raramente contém algo de interesse
  • 15.
    15 Estrutura dos documentos •Monografias (capa, página de rosto, texto dividido em partes e sumário entre outros elementos) • Publicações seriadas (fascículos ou volumes sucessivos: periódicos, anuários, relatórios, atas de sociedades, coleções de monografias) • Documentos não publicados (estrutura variável: não trazem autoria, título, data, etc.) • Documentos não textuais (decorre de sua natureza, objetivo e conteúdo – fotografia, filme sonoro) • Partes (para identificação: capa, página de rosto, sumário) • Unidade documental (identificável fisicamente) • Condições (autêntico, confiável, acessível) (GUINCHAT; MENOU, 1994, p. 41-56)
  • 16.
    16 • 2.1 Conceitosde Administração e de Formação e Desenvolvimento de coleções –2.1.1 Funções da Administração –2.1.2 Planejamento estratégico UNIDADE 2: Formação e Desenvolvimento de coleções
  • 17.
    17 • Maciel eMendonça (2000, p. 7) observaram que o bibliotecário em geral está mais preocupado com o trabalho cotidiano do que com a reflexão sobre o seu fazer e sobre as estruturas sob as quais está inserido. • Consequência – o bibliotecário interfere pouco nas estruturas e nos sistemas organizacionais pois sua visão se restringe à ótica da microestrutura sem considerar a macroestrutura. • A gestão interna de organizações, dentre as quais se incluem a biblioteca, é uma tarefa muito complexa que determina o sucesso de uma organização ou sua falência, o seu estilo e sua cultura organizacional. 2.1.1 Funções da Administração e o Desenvolvimento de Coleções
  • 18.
    18 Conseqüências da poucareflexão • “Atualmente vivemos realidades paralelas. Enquanto muitas bibliotecas se movem no contexto virtual [...], outras, por uma série de fatores [...], permanecem estoques de documentos cujo objetivo é sua localização para empréstimo e consulta”. (MACIEL; MENDONÇA, 2000, p. 8). • A alternativa: enxergar a biblioteca como organização para que seja possível a compreensão da: “estrutura administrativa implícita à biblioteca, como também dos mecanismos de integração formal dessa estrutura com a instituição que a sustenta” (MACIEL; MENDONÇA, 2000, p. 8).
  • 19.
    19 Funções da Administração segundoOliveira (1996) PLANEJAMENTO (PREVISÃO): Estabelece metas e métodos bem como recursos necessários para sua implementação. • a)ESTRATÉGICO: estabelece o rumo a ser seguido pela empresa. • b)TÁTICO: atua em uma área específica da empresa para otimizá-la. • c)FUNCIONAL: formalização através de documentos escritos das metodologias empregadas. ORGANIZAÇÃO: Reúne fatores e recursos essenciais para a execução dos planos estabelecendo estruturas organizacionais, definindo hierarquias e desempenho do pessoal. DIREÇÃO (COMANDO E COORDENAÇÃO): gestão da organização procurando converter os planos em resultados. CONTROLE: verifica se tudo o que foi planejado corre de acordo com o programa adotado. TOMADA DE DECISÃO: “designa o momento de opção, de escolha, de seleção de uma alternativa” (MACIEL;MENDONÇA, 2000, P. 14))
  • 20.
    20 ETAPAS DO PLANEJAMENTODE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO (WEISMANN) • Qual a missão da organização, grupo ou atividade? • Quais são as metas? • O que as pessoas fazem para alcançar as metas (campo de atividade, abrangência, cobertura)? • Que informação usam ou necessitam para executar o seu trabalho? • Onde obtêm essa informação? • As fontes disponíveis atendem bem às suas necessidades de informação? • A informação disponível é prestada a tempo, completa, relevante, compreensível? Qual o custo? 2.1.2 Planejamento estratégico
  • 21.
    21 ETAPAS DO PLANEJAMENTODE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO (WEISMANN) • Existe interesse, por parte da comunidade de usuários e outros grupos de usuários em potencial, nos serviços de informação? • O quanto o centro/sistema de informação proposto contribui para os objetivos e metas da organização? • O sistema é necessário? • O que podem ser as metas, missão e escopo do sistema? Em bases restritas e em bases amplas? • Que atitudes, convenções, abordagens, restrições e características individuais a organização têm e que podem influenciar a política e a operação do sistema? • Quais são os fatores de restrição que existem sob o ponto de vista de: administração, custo, “estado da arte” do campo de cobertura, abrangência, instalações e equipamentos, pessoal e duplicação ou justa posição com outros serviços dentro da organização e fora dela?
  • 22.
    22 Missão (OLIVEIRA, 1996, p.96) • “É a razão de ser da empresa”. Procura determinar qual é o negócio da empresa, por que ela existe, ou ainda em que tipos de atividades a empresa deverá concentrar seus esforços no futuro. (p. 96) • “Procura-se responder à pergunta básica onde se quer chegar com a empresa?” • “É uma forma de se traduzir determinado sistema de valores em termos de crenças ou áreas básicas de atuação considerando as tradições e filosofia da empresa”. • Exerce uma função orientadora e delimitadora da ação empresarial dentro de um período longo com reflexos nas crenças, expectativas, conceitos e recursos.
  • 23.
    23 Dicas para formulaçãoda Missão • Não explicitar o que se faz pois isso não provoca mudanças; • Não relacionar produtos e serviços oferecidos pois isso reduz a amplitude da empresa; • Não procurar definições nem tão curtas que prejudiquem o entendimento, nem tão longas que prejudiquem a assimilação; • Frases definitivas não são recomendáveis pois nada está isento de mudanças
  • 24.
    24 Missão * Qual arazão de ser da nossa empresa? * Qual a natureza dos negócios da empresa? * Quais são os tipos de atividades que a empresa deve concentrar? Definição dos negócios da empresa = propósitos * Definição das áreas prioritárias de atuação * Consenso de que os esforços e recursos dirigidos para o alvo estabelecido serão bem sucedidos Propósitos Resultados
  • 25.
    25 Exemplos de Missão (BARBALHO;BERAQUET, 1995, p. 34) • Biblioteca Pública AlziraBrandão: – Suprir as necessidades de conhecimento da população do município, através da implantação de projetos de educação, lazer e cultura, de maneira a contribuir, diretamente, para o aumento do bem-estar do indivíduo e, indiretamente, para melhoria da qualidade de vida da comunidade. • Biblioteca do Colégio Paula Fracinetti – Contribuir para a formação intelectual dos alunos do Colégio Paula Fracinetti de forma a torná-los sujeitos críticos e capazes de transformações sociais no ambiente onde estão inseridos.
  • 26.
    26 Postura estratégica daempresa • “É estabelecida por uma escolha consciente de uma das alternativas de caminho e ação para cumprir a sua missão. Objetiva orientar o estabelecimento de todas as estratégias e políticas” da empresa (p. 102-103). – Missão da empresa – Relação positiva ou negativa entre as oportunidades e ameaças – Relação positiva ou negativa entre os pontos fortes e fracos que ela possui para fazer frente às oportunidades e ameaças Aspectos
  • 27.
  • 28.
    Método de Bryson (BARBALHO;BERAQUET, 1995, p. 43)
  • 29.
    Missão Análise da comunidade Análise doacervo/ ocorrências dos assuntos Desenvolvimento de coleções Alinhamento
  • 30.
    Triangulação Desenvolvimento de coleções Análiseda comunidade Análise do acervo Missão institucional
  • 31.
    31 Conceitos e funçõesde FDC (FIGUEIREDO, 1998, p. 84-85) • DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES (Collection development) Função de planejamento global da coleção • POLÍTICA DE SELEÇÃO Conjunto de diretrizes e normas que visa estabelecer ações, delinear estratégias gerais, determinar instrumentos e delimitar critérios para facilitar a tomada de decisão na composição e desenvolvimento de coleções em consonância com os objetivos da instituição e os usuários do sistema. • SELEÇÃO (Selection/Positive selection) Função do desenvolvimento da coleção; processo de tomada de decisão para títulos individuais. 2.1.3 CONCEITOS, CARACTERÍSTICAS E FUNÇÕES DE FDC
  • 32.
    33 FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTODE COLEÇÕES conceitos e funções (continuação) • REMANEJAMENTO (relegation/retirement) Processo de retirar títulos ou partes da coleção para outros locais menos acessíveis. • DESCARTE/SELEÇÃO NEGATIVA (Discard/purging/negative selection) Processo de retirada de títulos ou partes da coleção para fins de doação, permuta ou eliminação. • CONSERVAÇÃO/PRESERVAÇÃO Conservação: retirada temporária da obra para recomposição física; Preservação: Recomposição de obras raras para armazenamento especial.
  • 33.
    Desenvolvimento de coleções Estudoda comunidade Política de seleção seleção aquisição avaliação Desbastamento e descarte
  • 34.
    35 Modelos Teóricos • HendrixEdelman: hierarquia entre os termos – Desenvolvimento de coleções: • Função de planejamento • Plano que descreve objetivos da biblioteca correlacionando-as com aspectos do meio ambiente (usuários, verbas, história das coleções) – Seleção: implementação dos objetivos estabelecidos – Aquisição: implementação das decisões da seleção (VERGUEIRO, 1993, p. 15) 2.2 Estudos teóricos internacionais
  • 35.
    36 Modelos teóricos G. EdwardEvans: pontos fortes e fracos: abordagem sistêmica • É um processo de identificação dos pontos fortes e fracos de uma coleção em termos de necessidades dos usuários e recursos existentes. • Procura corrigir as fraquezas existentes através da avaliação dos recursos da biblioteca e do estudo das necessidades dos usuário. • Ver ilustração do processo de DC. (VERGUEIRO, 1993, p. 17)
  • 36.
  • 37.
    38 Modelos Teóricos • CharlesB. Osborn: abordagem sistêmica Desenvolvimento de coleções é: “ Um sistema de serviço ao público, efetuado mediante um processo de tomada de decisões que leva a uma determinação da aquisição e retenção dos materiais.” (VERGUEIRO, 1993, p. 17)
  • 38.
    39 Modelos Teóricos Bonita Bryant:estrutura organizacional: as três posturas para desempenho das atividades • Postura de aquisição – confiança na seleção que deve direcionar para um objetivo. • Postura de seleção – responsabilidade pelo desenvolvimento da coleção e interação entre usuários. • Postura de administração e DC – distribuição de tarefas e responsabilidades, articulação entre política e desbastamento sistemático, análise do orçamento, alocação e controle dos recursos informacionais. (VERGUEIRO, 1993, p. 17)
  • 39.
    40 Modelos Teóricos • JamesC. Baughman: abordagem estruturalista – padrão de relacionamento – Uso: grupo de demandas – Conhecimento: grupo de disciplinas – Biblioteconomia: grupo de relações entre as literaturas das diversas áreas Planejamento + implementação + avaliação = DC • Planejamento: projeto de acumulação (objetivos + propósitos + prioridades + necessidades) • Implementação: processamento da documentação + acessibilidade • Avaliação: exame em relação aos objetivos e propósitos estabelecidos • Ver ilustração: Abordagem estruturalista (VERGUEIRO, 1993, 15-16)
  • 40.
  • 41.
    42 Modelos Teóricos • Cogswell:Oito funções da Administração de coleções DEFINIÇÃO: “É a administração sistemática do planejamento, composição, orçamentação, avaliação e uso das coleções de bibliotecas durante grandes períodos de tempo, a fim de atingir objetivos institucionais específicos” (VERGUEIRO, 1993, p. 18).
  • 42.
    43 Modelos Teóricos 1) Planejamentoe elaboração de políticas – identificação e implementação de planos de ação em relação à coleção e estabelecimento de uma política formal como instrumento de comunicação; 2) Análise das coleções – avaliação dos pontos fortes e fracos da coleção; 3) Seleção de materiais – expansão das coleções 4) Manutenção da coleção – re-seleção (o que será mantido, preservado ou descartado);
  • 43.
    44 Modelos Teóricos 5) Administraçãofiscal – controle de orçamento e alocação de recursos para aquisição; 6) Contato com o usuário – ligação entre usuários e bibliotecário de FDC; 7) Compartilhamento de recursos; 8) Avaliação do programa – avaliação periódica tendo em vista os objetivos institucionais e adequação à comunidade. (VERGUEIRO, 1993, p. 18)
  • 44.
    45 • Autores (décadasde 1970 a 1990) –Nice Figueiredo (IBICT/DEP) –Waldomiro Vergueiro (USP) –Marília Mendonça (UFF) • Contexto –incluído no currículo em 1982 –alguma produção científica de lá para cá –Existência do cargo de bibliotecário de FDC (década de 1990) 2.3 Estudos teóricos nacionais
  • 45.
    Precursores europeus -séc. XIX CIM, Albert. Le livre. .. Paris: E. Flammarion, 1905-1908. GRÄESEL, Arnim. Manual de Bibliothéconomie.Paris: H. Welter, 1897 MAIRE, Albert. Manuel partique du bibliothécaire: bibliothéques publiques, bibliothéques universitaires, bibliothéques privées. Paris: J. Pieard, 1896. ROUVEYRE, Edouard. Connaissances nécessaires a un bibliophile. 2. ed. Paris: Librairie Aneienne et Moderne, 1878. CONSTANTIN, L. A. Bibliothéconomie; ou, Nouveau manuel complet pour I'arrangement,Ia conservatión et I'administration des bibliotheques. Paris: A La Librarie Encyclopédique de Roret, 1841. PEIGNOT, Gabriel. Manuel du bibliophile; ou, Traité du choix des livres. Dijon: Chez Victor Lagier, 1823. MOREL, Eugene. Bibliotheques: essai sur le dévelopmement des bibliotheques publiques et de la librairie dans les deux mondes. Paris: Mereure de Franee, 1908- 1909. NAMUR, P. Manuel du bibliothécaire. . . Bruxelles:Chez J. B. Tircher, 1834. PETZHOLDT, Giulius. Manuale del bibliotecario.Milano:UlrieoHoepli,1894. RICHARD, Jules. L'Arte de former une bibliotheque.Paris:Librairie Aneienne et Moderne,1883.
  • 46.
    Teóricos anglófonos segundo Evans(2000) MCCOLVIN, L. R. Theory of book selection for public libraries. London: Grafton, 1925. DRURY, F. K. W. Book selection. Chicago: American Library Association, 1930. HAINES, Helen E. Living with books. New York: Columbia University Press, 1935. RANGANATHAN, S. R. Librarybook selection. Delhi: Indian Library Association, 1952. BROADUS, Robert. Selecting materials for libraries. New York: H. W. Wilson, 1973. CURLEY, Arthur; BRODERICK, Dorothy. Building library collection. Metuchen, NJ: Scarecrow Press, 1985. Original de Mary Duncan Carter e Wallace John Bonk em 1959. EVANS, G. Edward. Developing library and information center collection. 4. ed. Englewood: Libraries Unlimited, 2000.
  • 47.
    48 Definição de DCcomo processo • “Uma atividade de planejamento, onde o reconhecimento da comunidade a ser servida e suas características culturais e informacionais, oferecerá a base necessária e coerente para o estabelecimento de políticas de seleção, para as decisões relativas ao processamento técnico dos documentos e ao seu adequado armazenamento”. (MACIEL; MENDONÇA, p. 16, 2000) 2.4 DC como processo e como política
  • 48.
    49 Características • “Operações relacionadascom a formação, desenvolvimento e organização das coleções para fins de acesso e utilização” (MACIEL; MENDONÇA, 2000, p. 16) • Caráter cíclico (todas as etapas são importantes) • Ininterrupto (sem começo ou fim. Deve se tornar uma rotina), • Heterogêneo (tipo de biblioteca e de comunidade tem influência) (VERGUEIRO, 1989, p. 16)
  • 49.
    SANTOS, Raimunda Fernandados; VITULLO, Nadia Aurora Vanti. A importância dos estudos métricos da informação na construção de indicadores para a formação e desenvolvimento de coleções. Revista Informação na Sociedade Contemporânea, v. 1, n. 2, 2017.
  • 50.
    52 Características e argumentoscontra a política • Gasta-se tanto tempo para elaborar uma política que daria para fazer outras coisas mais necessárias... • É preciso coletar um volume muito grande de dados de vários tipos... • Quando a política está finalmente pronta, a situação mudou tanto que a política está sumariamente desatualizada!!!
  • 51.
    53 Características e argumentosa favor da política • A política não resolverá todos osproblemas • Oferece uma estrutura comum que orientará decisões por diferentes pessoas (selecionadores) • Sem a política as diferentes visões que emergem sobre o que a biblioteca realmente é podem causar confusões assim como as divergências de opiniões. • Com a política as diferentes opiniões que emergem podem enriquecer o trabalho pois todos refletem a partir de um documento comum. • Atualizar a política anualmente consome menos tempo (adaptado de EVANS, 2000, p. 71-72)
  • 52.
    54 O documento dePolíticas de DC • “Deixar clara a filosofia a nortear o trabalho bibliotecário no que diz respeito à coleção”; • “tornar público relacionamento entre o DC e os objetivos da instituição a que esta coleção deve servir”; • “Guia prático na seleção diária de itens”; • “Peça-chave para o planejamento em larga escala”; • Diretriz para as decisões dos bibliotecários em relação à seleção [...] e à própria administração dos recursos informacionais”. (VERGUEIRO, 1989, p. 25) 2.5 Modelos Políticas de desenvolvimento de coleções
  • 53.
    55 Política de DCpor Nice Figueiredo 1) Análise dos objetivos gerais da instituição a) Clientela a ser servida; b) Fronteiras gerais de assuntos da coleção; c) Tipos de programas ou necessidades dos usuários; d) Prioridades gerais e limitações orientadas da seleção; - grau de suporte continuado para coleções fortes, - formas de materiais que deverão ser colecionados ou excluídos, - idioma e área geográfica que deverão ser colecionados ou excluídos, - períodos cronológicos, - outras exclusões, - duplicações. e) Acordos cooperativos de coleções em nível local, regional, nacional e internacional. (FIGUEIREDO, 1998, p. 42-44)
  • 54.
    56 Política de DCpor Nice Figueiredo 2) Análise detalhada da política de desenvolvimento da coleção para áreas de assunto Segundo Nice Figueiredo esta análise pode ser feita a partir da áreas de assuntos por arranjo de classificação em no mínimo 500 subdivisões indicando o seguinte: a) Nível (pontos fortes e nível desejado); b) Idiomas; c) Período; d) Áreas geográficas; e) Formas de material incluído e excluído; f) Unidade da biblioteca ou selecionador responsável pela seleção básica naquela área. (FIGUEIREDO, 1998, p. 42-44)
  • 55.
    57 Política de DCpor Nice Figueiredo 3) Análise detalhada da política de desenvolvimento da coleção para formar tipos de coleções O objetivo desta análise é formar tipos de coleções por forma. a) Jornais; b) Microformas; c) Manuscritos; d) Publicações governamentais; e) Mapas; f) Materiais audiovisuais; g) Fitas de dados; h) Etc. (FIGUEIREDO, 1998, p. 42-44)
  • 56.
    58 Política de DCpor Evans: Elementos da PDC • Elemento n.º 1: Resumo ou Panorama ou introdução – Descrição da comunidade – Identificação de quais serviços atendem qual clientela (Ex. serviços gratuitos, serviços para crianças) – Parâmetros das coleções (assuntos, tipos de formatos) – Descrição detalhada dos tipos de programas ou necessidades dos usuários que a coleção deve atender (programas educacionais, culturais, mudanças sociais, etnia, herança de valores culturais)
  • 57.
    59 Elementos da PDC •Elemento n.º 2: Detalhamento dos assuntos e formatos colecionados – Tipos de clientes/usuários: adultos, jovens adultos, crianças em idade escolar, pessoas em desvantagens sociais e físicas, professores, pesquisadores, funcionários e administradores, estudantes da graduação e pós-gradução. – Formatos: livros, jornais, periódicos, microformas, slides, filmes e vídeos, fotografias, gravações de áudio, recursos online, música, folhetos, manuscritos e materiais arquivísticos, mapas, publicações governamentais, CD-ROMs e laser discs, realia, jogos e brinquedos, amostras, softwares, bases de dados e outros formatos.
  • 58.
    60 Elementos da PDC(continuação) • Elemento n.º 3: miscelâneas – Doações: receba doações somente do que a biblioteca iria comprar, pois há custos de processamento – Desbastamento e descarte: quantos exemplares manter? – Avaliação: para objetivos internos, comparações ou avaliar a seleção? – Reclamações e censura – Recursos eletrônicos: é recomendado uma política em separado (EVANS, 2000, p. 82-84)
  • 59.
    Elementos da PDCda IFLA Modelo Conspectus (2001) https://www.ifla.org/files/assets/acquisition-collection-development/publications/gcdp-es.pdf
  • 60.
    Proposta de um Manualde Serviço para DC • Introdução • Caracterização institucional incluindo a biblioteca • Caracterização do público • Panorama e estrutura das coleções (quantidade, tipos de coleções,predominâncias dos idiomas, assuntos e idade do acervo) • Determinação dos assuntos e critérios gerais • Seleção (processo e política) • Aquisição (processo e política) • Desbastamento (processo e política) • Outros temas incluindo direitos autorais, censura, cooperação e compartilhamento de recursos • Avaliação do programa de DC 62
  • 61.
    O melhor modelosegundo Evans – Wellesley College – General Policies Guiding Principles | Archiving | Audiovisual media | Binding | Books/monographs | Databases | Dissertations | Faculty publications | Festschriften | Gifts | Journals | Languages collected | Maps | Multiple formats | Newspapers | Number of copies acquired | Off-campus storage | Out-of-print materials and retrospective collection development | Readership level | Recreational reading | Replacements | Standing orders | Weeding/removing items from the collection | Workbooks | Not Acquired http://www.wellesley.edu/lts/collections/collectiondevelopment/cdpolicies/cdmain#notacq
  • 62.
    Wellesley College Introduction The generalcollections of the Wellesley College Library have been built through the effort of generations of librarians, faculty, students, alumnae and donors who have shared the vision of building a premier collection, one that provides the range of resources needed to support teaching and learning at Wellesley. With over 1.5 million print volumes, 200,000 electronic books, 55,000 electronic journals, and access to digital images, online music, and electronic databases, Wellesley enjoys one of the finest undergraduate library collections in thecountry. In building the collections, the library seeks to achieve a rich mix of print and online resources, drawing on the strengths of each format to meet the needs of Wellesley scholars. As scholarship and publishing change, we adapt our strategies to ensure that we are providing resources in the forms and formats that are the most accessible and useful to our users. For some disciplines, print continues to define the record of scholarship; in other disciplines a rapid shift from print to digital is underway, while for others the shift to electronic is coming soon. We acquire collections resources which reflect this range of needs, seeking to provide both a core set of reliable resources and a selection of more specialized ones that expose our students to the most [...]
  • 63.
    Wellesley College Collection DevelopmentPolicy The overall collection development policy of the Wellesley College Library comprises those of the Archives, Special Collections, Government Documents, and the General Collections. The General Collections policies described below are supplemented by individual statements regarding collecting priorities for the various subject disciplines included in the curriculum of the College. General Policies While the increasing availability of electronic resources in all disciplines has called for continual reassessment of our format preferences, the overriding policies guiding acquisitions have not changed: We acquire materials based on demonstrated need, anticipated use and available funding. We support intellectual freedom by representing a diversity of opinions and viewpoints; we seek to represent scholarship from both mainstream and alternative domestic and foreign presses [...].
  • 64.
    Wellesley College Guiding principles: A number of principles guide the selection of material added to the collection, primary among them are equity, diversity, scope, balance and freedom of intellectual pursuit. These are outlined in the following statements, devised by the library community, which the Wellesley College Library endorses; American Library Association’s Code of Ethics Intellectual Freedom Principles for Academic Libraries The Library Bill of Rights The Freedom to Read Statement The Freedom to View Statement http://www.wellesley.edu/lts/collections/collectiondevelopment/cdpolicies/cdmain#notacq
  • 66.
  • 67.
    Orientações para fazerum diagnóstico de coleções
  • 68.
    Panorama das coleções deuma biblioteca especializada que atende a propósitos também de formação. Dados coletados por Ana Carolina Lyra, Henrique Pereira da Costa, Rayssa Tavares da Silva e Victor César Rafael Martins Felício.
  • 69.
    Nesta biblioteca que soma12.773 itens a classe 200 representa apenas 1% do total. A classe 260 se destaca com 68 itens mas com certeza é um assunto de menor relevância
  • 70.
    A classe 300 concentrao maior volume de itens da biblioteca com percentual maior que 63%
  • 71.
    Com bom senso agrupamosas cadeias para dar um peso às subclasses conforme o número de ocorrências até compor uma listagem final com as concentrações. a) 320.98 poderia agrupar até 320.982 somando 391 itens b) 321 poderia agrupar todos os itens totalizando 59 itens
  • 72.
    2.6 Estrutura paraFDC • Níveis de coleção da ALA (FIGUEIREDO, 1998, p.41-42) • Quatro dimensões de MIRANDA (1980, p. .68-72) • Modelos para níveis de assunto da Pacific Northwest (EVANS, 2000, p. 78) • Valores numéricos para assuntos da RLG • Método Conspectus (IFLA) 74
  • 73.
    Níveis de coleçãoda ALA • Nível de: • Completeza • Pesquisa • Estudo • Mínimo • Básico
  • 74.
    76 Níveis de coleçãoda ALA 1) Nível de completeza (comprehensive) Uma coleção na qual a biblioteca se empenha, tanto quanto possível, em incluir todos os trabalhos significativos de conhecimento registrado (publicações, manuscritos e outros formatos) em todas as línguas aplicáveis, para um campo necessariamente definido e limitado. 2) Nível de pesquisa Uma coleção que inclui as melhores fontes de materiais requeridos para dissertações e pesquisas independentes, incluindo materiais contendo relatórios de pesquisa novas descobertas, resultados de experimentos científicos e qualquer outra informação útil a pesquisadores. Pode também incluir obras de referência importantes e uma ampla seção de monografias especializadas, como também uma extensa coleção de periódicos e os melhores serviços de indexação e resumos na área.
  • 75.
    77 Níveis de coleçãoda ALA 3) Nível de estudo Uma coleção adequada para apoiar trabalho de curso de graduação e pós-graduação, ou estudo individual; isto é, adequada para manter o conhecimento de um assunto requerido para propósitos limitados ou generalizados, ou menos do que a coleção de pesquisa. Inclui uma ampla gama de monografias básicas, coleções completas de trabalhos dos autores mais importantes, seleções de trabalhos de autores secundários, uma seleção dos periódicos representativos, os instrumentos de referência e o aparato bibliográfico fundamental pertencente ao assunto.
  • 76.
    Níveis de coleçãoda ALA 4) Nível básico Uma coleção altamente seletiva que serve para introduzir e definir o assunto e indicar as variedades de informações disponíveis em outro lugar. Inclui os melhores dicionários e enciclopédias, seleção de edições de trabalhos importantes, levantamentos históricos, importantes bibliografias e uns poucos periódicos mais importantes na área. 5) Nível mínimo Uma área de assunto que é fora do escopo para as coleções da biblioteca e para a qual poucas seleções são feitas além dos instrumentos de referência básicos. Extraído integralmente do livro : FIGUEIREDO, N. M. Desenvolvimento & avaliação de coleções. Rio de Janeiro : Rabiskus, 1993. p.3. 78
  • 77.
    As quatro dimensõesde Miranda • Coleção de Referência • Coleção de Lastro (ou básica) • Coleção Didática • Literatura Corrente
  • 78.
    80 As quatro dimensõesde Miranda (MIRANDA, 1980, p. 68-72) – Coleção de referência: “A biblioteca universitária é antes de tudo uma biblioteca de referência [...] o elo de ligação entre redes e sistemas de informação e com o universo de conhecimentos contidos neles [...] possibilitam ao leitor o seu treinamento na pesquisa bibliográfica [... de forma que] promova uma mudança qualitativa na sua formação profissional, na sua habilidade de obtenção de informações”. Obras de referência e serviços, catálogos coletivos, bases de dados, etc. – Coleção de “lastro” ou básica: coleção fundamental para propiciar as atividades de pesquisa. Contem títulos básicos em cada área ou disciplina contidas nos cursos oferecidos pela universidade. Contém os clássicos de cada área, traduções, e obras citadas em listas básicas.
  • 79.
    81 As quatro dimensõesde Miranda (MIRANDA, 1980, p. .68-72) –Coleção didática: “obras recomendadas para leitura obrigatória pelas bibliografias elaboradas pelos professores para diferentes disciplinas”. Contém revisões de literatura, introduções, manuais, etc. –Literatura corrente: Contém livros, periódicos, etc., que atualizam a coleção básica e os mesmos critérios devem ser adotados. São os clássicos do amanhã e devido a dificuldade de identificá-los é necessário parceria com especialistas.
  • 80.
    82 Modelo para níveisde assuntos da Pacific Northwest • 20 divisões principais da LC (adequado para pequenas e médias bibliotecas não especializadas) • 200 assuntos (ideal para bibliotecas de faculdades) • 500 áreas (ideal para bibliotecas acadêmicas médias e grandes bibliotecas públicas) • 5000 tópicos (para bibliotecas de pesquisa) (EVANS, 2000, p. 78)
  • 81.
    83 Exemplos equivalentes naCDD • A, B, C, etc • BC, BE, BF, etc • BC1-199 • BC11-39 • BC171-199 • 100, 200, 300, etc • 110, 120, 130, etc • 111, 112, 113, etc • 111.5 • 111.51
  • 82.
    Valores numéricos paraassuntos da Research Library Group (RLG) • adotados pela RLG: níveis desejáveis (1º elemento do método Conspectus) – 0=fora do escopo – não há obras sobre o assunto em análise; – 1=nível mínimo – obras elementares; – 2=nível de informação básica – obras que definem a temática; – 3=nível instrucional/de ensino – obras para estudos independentes; – 4=nível de pesquisa – permitem a realização de teses e pesquisas; – 5= nível de completeza – acervo com exaustividade temática. • adotados pela Pacific Northwest – básico: 1a, 1b, 2a, 2b, 3a - intermediário: 3b – avançado: 3c – Cobertura monográfica em uma divisão da LC • 1a= fora de escopo • 1b= (ou menos) menos que 2.500 títulos • 2a= 2.500-5.000 títulos • 2b= 5.000-8.000 títulos • 3a=8.000-12.000 títulos • 3b= (ou mais) mais de 12.000 títulos (EVANS, 2000,p. 78) 84
  • 83.
    Valores numéricos paraassuntos da Pacific Northwest – básico: 1a, 1b, 2a, 2b, 3ª – intermediário: 3b – avançado: 3c – Cobertura monográfica em uma divisão da LC • 1a= fora de escopo • 1b= (ou menos) menos que 2.500 títulos • 2a= 2.500-5.000 títulos • 2b= 5.000-8.000 títulos • 3a=8.000-12.000 títulos • 3b= (ou mais) mais de 12.000 títulos (EVANS, 2000, p. 78)
  • 84.
    Continuação – Percentagem deexemplares para cobertura monográfica • 1b (ou menos) = 5% ou menos • 2a = menos que 10% • 2b = menos que 15% • 3a = 15-20% • 3b = 30-40% • 3c = 50-70% • 4 (ou mais) = 75-80% – Cobertura de Periódicos • 1b = periódicos gerais • 2a = alguns periódicos gerais • 2b = 2a + seleção mais ampla de periódicos gerais + 30% ou mais de títulos indexados em base de dados de referência e no índice deassunto • 3a 50% de títulos indexados conforme acima • 75% de títulos indexados conforme acima • 3c = 3b + 90% de títulos indexados conforme acima (EVANS, 2000, p. 78-79) 86
  • 85.
    Níveis de indicadoresde profundidade Nível 0 Fora de escopo Nível 1 Nível Mínimo Nível 1a Mínimo, cobertura desigual, poucas seleções e uma representação pouco metódica e não sistemática Nível 1b Mínimo, cobertura focada, poucas seleções e uma representação sistemática dos assuntos Nível 2 Nível básico de informação Nível 2a Nível básico de informação introdutório Nível 2b Nível básico de informação avançado
  • 86.
    Níveis de indicadoresde profundidade Nível 3 Nível de apoio instrucional ou estudo Nível 3a Nível de apoio instrucional ou estudo básico Nível 3b Nível de apoio instrucional ou estudo intermediário Nível 3c Nível de apoio instrucional ou estudo avançado Nível 4 Nível de Pesquisa Nível 5 Nível de Completeza
  • 87.
    89 Método Conspectus (IFLA,2001) • De acordo com as diretrizes da IFLA “Conspectus quer dizer uma visão geral ou um resumo da profundidade da coleção e da organização das coleções por assunto, por sistema de classificação ou pela combinação de ambos; o Conspectus também inclui os códigos padronizados para os níveis de coleções e os idiomas dos materiais adquiridos”.
  • 88.
    90 Método Conspectus (CUNHA; CAVALCANTI,2008, p.103) • Método de avaliação de acervos bibliotecários, desenvolvido em 1980 pelo Research Libraries Group, que consiste na análise do acervo comparando-o com a tabela da classificação utilizada na biblioteca. A análise está centrada em dois elementos. • O primeiro é o nível da coleção no qual se estabelecem níveis distintos de zero a cinco (ver slide 67 – Valores numéricos - RLG) • O segundo elemento é a língua dos documentos, onde são utilizados os símbolos:  E: os documentos estão praticamente escritos na língua inglesa  F: além do inglês existe uma seleção de documentos em outras línguas, principalmente europeias  W: existe uma completa seleção de todas as línguas  Y: todos os documentos estão escritos na língua inglesa
  • 89.
    91 Exemplo da aplicaçãodo Método – estrutura ou diagnóstico – • 000 = 420 itens • 100 = 600 itens • 200 = 13 itens • 300 = 1500 itens • 400 = 25 itens • 500 = 94 itens • 600 = 300 itens • 700 = 12 itens • 800 = 30 itens • 900 = 500 itens • Total = 3494 itens
  • 90.
    92 Exemplo do detalhamento •600 = 0 itens • 610 = 0 itens • 620 = 0 itens • 630 = 0 itens • 640 = 0 itens • 650 = 256 itens • 660 = 4 itens • 670 = 30 itens • 680 = 10 itens • 690 = 0 itens • Total = 300 itens
  • 91.
    93 Detalhamento (continuação) Quantificação • 650= 35 itens • 658.5 = 71 itens • 658.8 = 150 itens • Total = 256 itens =>Identificar a quantidade de itens por idiomas 2º Elemento • 650 = 4W • 658.5 = 3P • 658.8 = 5P = >5% P= predomina o idioma principal do país W= Há uma ampla seleção de idiomas representados
  • 92.
    Nesta biblioteca que soma12.773 itens a classe 200 representa apenas 1% do total. A classe 260 se destaca com 68 itens mas com certeza é um assunto de menor relevância
  • 93.
    A classe 300 concentrao maior volume de itens da biblioteca com percentual maior que 63%
  • 94.
    Com bom senso agrupamosas cadeias para dar um peso às subclasses conforme o número de ocorrências até compor uma listagem final com as concentrações. a) 320.98 poderia agrupar até 320.982 somando 391 itens b) 321 poderia agrupar todos os itens totalizando 59 itens
  • 95.
    Determinação dos assuntos •As coleções da empresa x consistem de monografias, periódicos, relatórios técnicos e catálogos comerciais nos assuntos a, b, c e d com particular ênfase em material moderno em língua inglesa e em português. Assuntos correlatos, como m e n, também estão representados. Material de referência proverá outros itens e o serviço interbibliotecário alargará as possibilidades de consulta. – Assunto a: pesquisa com ênfase nos aspectos w e z – Assunto b: nível exaustivo, dos últimos cinco anos – Assunto c: nível de trabalho do setor y – Assunto d: nível exaustivo, dos últimos dez anos – Assunto m: ocasionalmente nos aspectos f, g, h e j – Assunto n: ocasionalmente sob a forma de manuais, textos básicos e periódicos básicos (alguns) (FIGUEIREDO, 1998, p. 75) 97
  • 96.
    Método Conspectus • Comorecurso para • Avaliar coleções • Estruturar coleções tal como os níveis de coleção da ALA, 4 dimensões de Miranda e tantos outros • A estrutura de coleções deve espelhar o que foi estabelecido na política de desenvolvimento de coleções
  • 97.
    99 OUTROS MODELOS para gênerosde literatura Exemplo: Mistério • Nível – Recreacional => – Informacional => – Instrucional => – Referência => • Autor – Lillian Jackson Braun – Mary Higgins Clark – Elmore Leonard – Dorothy Sayes (EVANS, 2000, p. 79)
  • 98.
    100 Taxonomia de Recursosna Internet Demas, Mcdonald e Lawrence (1995, p. 288-289) 1.0 Referência - Nível 1.1 Diretórios 2 1.2 Dicionários 2 1.3 Bibliografias 1 1.4 OPACs 1.5 Índices e resumos W 1.6 Serviços de sumários correntes 1 1.7 Enciclopédias 2 2.0 Monografias – Nível 2.1 Monografias 3 2.2 Anais de eventos 2 3.0 Seriados eletrônicos 3.1 Newsletter 3.2 Serviços de notícias 3.3 Revisto por pares 3.4 Sem revisão de pares
  • 99.
    4.0 Grupos dediscussão – Nível 4.1 Listas (List-Serv lists) S 4.2 Bulletin Board D 4.3 Usenet Newsgroups 5.0 Arquivos numéricos D 3 6.0 Informação genética 2 7.0 Gophers, Gateways e redes 7.1 Servidores Gophers S 7.2 Outros servidores e gateway/redes S 8.0 Catálgos de museus (Coleção de espécimes) W 9.0 Arquivos de Softwares D 10.0 Literatura e Resenhas W 11.0 Arquivos de imagem gráfica W 12.0 Som – Nível W 13.0 Videoconferência W 14.0 Publicações de agências governamentais dos EUA 3 15.0 Recursos usados pela equipe 15.1 Instrumentos de seleção 15.1.1 Newsletter 15.1.2 Servidores Gopher e Web, gateways e redes 15.1.3 Listas de discussão 15.1.4 Catálogos de editoras 15.1.5 Livrarias online 15.2 Recursos relacionados à Biblioteconomia 101
  • 100.
    Código dos níveisde coleções para a biblioteca da Cornell University • 0 – fora de escopo • 1 – nível básico – alguns títulos representativos; altamente seletivo • 2 – nível intermediário – uma boa representação do que há de melhor entre os recursos são seletivamente colecionados • 3 – nível intensivo – uma amplo e profunda representação de recursos relevantes é intensivamente colecionada • W – Wait (Espere) – Monitorar e avaliar recursos nesta categoria; desenvolver política de coleções quando publicações mais substantivas aparecerem • D – Discutir – ainda não está claro qual como deveria ser nossa política • S – Instrumento de seleção – Usado na seleção mas não para ser incluído no acervo. 102
  • 101.
    103 Estudo da comunidade •Monroe identificou três formas para que a biblioteca pública se torne parte integral da população a qual ela serve: • a) estudo contínuo ou periódico da comunidade; • b) participação dos bibliotecários na vida da comunidade; • c) correlação dos programas com outras pessoas e instituições da comunidade. (FIGUEIREDO, 1998)
  • 102.
    104 Estudo da comunidade •o conhecimento da comunidade local e as mudanças da sociedade nela refletidas podem afetar as metas e objetivos da biblioteca a ponto de criar até mesmo um novo papel para a biblioteca. • para levantar o perfil da comunidade considerando as diferenças na composição da população entre as comunidades precisamos de indicadores para o planejamento de programas para bibliotecas
  • 103.
    105 Estudo da comunidade: indicadoresde Nice Figueiredo a) Idade: crianças se tornam adultos influenciando os serviços oferecidos nas bibliotecas. b) Nível educacional: número de estudantes matriculados em nível superior, médio e básico. c) Ocupação e fontes geradores de emprego: dados sobre a concentração de indústrias, escritórios, etc pois podem apresentar alguma forma de demanda. d) Informação étnica e/ou racial: valorização de uma coleção especial com a história ou condições através de um grupo étnico ou raciais.
  • 104.
    106 Estudo da comunidade e)Previsão de mobilidade da população: para planejar a expansão de bibliotecas f) Tipo de área geográfica: A biblioteca deve estar integrada no planejamento urbano ou rural das cidades, bairros ou regiões. g) Restrições ao meio ambiente: evitar que suas instalações estejam em áreas sujeitas à inundações, desabamentos, etc. ou traçar ações de prevenção
  • 105.
    107 Estudo da comunidade:Vergueiro a) Históricas: Informações sobre os antecedentes históricos, evolução e crescimento da comunidade. b) Demográficas: Informações sobre o número de habitantes, idade, sexo, nacionalidade, taxa de natalidade e mortalidade, caráter urbano ou rural, etnias, etc. c) Geográficas: Informações sobre o crescimento físico da comunidade em relação à ocupação e distribuição da população na área atendida pela biblioteca. d) Educativas: grau de analfabetismo, nível de instrução, cursos de férias, levantamento das escolas existentes e de locais que oferecem cursos livres, profissionalizantes, etc.
  • 106.
    108 Estudo da comunidade:Vergueiro e) Sócio-econômicas: atividades econômicas mais importantes, taxa de desemprego, nível econômico, serviço público para a saúde e assistência, associações de moradores, etc. f) Transporte: verificar o acesso à biblioteca, horários de ônibus, preço, etc. g) Culturais e informacionais: Levantamento das expressões culturais da comunidade, se possuem TV, internet, telefone, assinatura de jornais e revistas, etc. h) Políticas e legais: subordinação da biblioteca, existência de partidos políticos na região, correntes políticas dominantes, etc.
  • 107.
    109 Exemplo: Censo 2007/IBGE Brasil183.987.291 Sudeste 77.873.120 Rio de Janeiro 15.420.375 Noroeste Fluminense - RJ 307.032 Norte Fluminense - RJ 766.246 Centro Fluminense - RJ 464.746 Baixadas - RJ 591.262 Sul Fluminense - RJ 1.026.143 Metropolitana do RJ 12.264.946 Parte do Grande Rio Nilópolis 153.581 Niterói 474.002 Nova Iguaçu 830.672 Queimados 130.275 Rio de Janeiro 6.093.472 São Gonçalo 960.631 São João de Meriti 464.282 Tanguá 28.322
  • 108.
    Dados de 2010– Rio de Janeiro - capital Cerca de 7% da população da cidade do Rio de Janeiro nunca frequentou a escola. Fonte: IBGE (2017) Capital Rio de Janeiro População estimada 2016(2) 16.635.996 População 2010 15.989.929 Área 2015 (km²) 43.781,566 Densidade demográfica 2010 (hab/km²) 365,23
  • 109.
    112 Diferença em relaçãoao estudo de usuário – exemplo de planejamento Hipótese Objetivo Parâmetros Perguntas SE a missão da biblioteca contribui para o desenvolvimento do ensino, pesquisa e extensão de sua comunidade, ENTÃO os alunos desempenham parte de suas atividades em bibliotecas da universidade Identificar quais são as atividades que os alunos desenvolvem na biblioteca e quais são os problemas que afetam seu desempenho Perfil do aluno Curso, turno, período, etc. Detectar quais são as atividades que os usuários desempenham nas bibliotecas a última vez que você foi a uma biblioteca da universidade o que você foi fazer lá? Detectar quais dessas atividades se relacionam com ensino, pesquisa e extensão Essa atividade que você desenvolveu na biblioteca você se enquadraria em Ensino, Pesquisa ou Extensão Universitária? Detectar os problemas Quais foram os que afetam as problemas que você atividades dos usuários enfrentou para realizar esta atividade? Como você se sentiu após sua saída?
  • 110.
    113 • Momento dedecisão • Negociador • Conhecimentos sobre o mercado editorial • Conhecimentos sobre o acervo • Conhecimentos sobre a comunidade (VERGUEIRO, 2010, p. 5-10) 3 Seleção de materiais
  • 111.
    114 • Definição Implementa oque está formalizado na carta ou política de seleção em relação a todos os documentos a serem incluídos no acervo tanto quanto à forma quanto ao conteúdo. (MACIEL; MENDONÇA,2000) 3.1 Conceitos e considerações gerais
  • 112.
    1) Responsáveis pela tomadade decisão Comissão de seleção Bibliotecário Deliberativo Consultivo 2) Mecanismos para identificação e Registro Catálogo de demandas reprimida; Catálogo de sugestões dos Clientes; Catálogo Desiderata; Catálogo de itens reprovados, esgotados, não atendidos. 3.2 ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE SELEÇÃO
  • 113.
    116 ORGANIZAÇÃO DO PROCESSODE SELEÇÃO 3) Política de Identificação de quem seleciona Critérios utilizados no processo Catálogos de editoras Seleção Instrumentos Auxiliares Bibliografias Resenhas Outras fontes Políticas Específicas Coleções Especiais Doações (VERGUEIRO, 2010, p. 57-67)
  • 114.
    117 • Comissão deliberativa: –Representantes da comunidade atuam na comissão para tomada de decisão COLEGIADA e coletiva. – Ex.: 1 Representante discente da graduação, 1 da pós-graduação e 4 docentes (área A, B, C e D) de uma universidade. – 1 representante da associação de moradores, 1 da Igreja, 1 do comércio local, 1 da escola local, etc. para uma biblioteca pública • Comissão consultiva: – Consultores/especialistas apoiam a atividade de seleção para que o bibliotecário possa tomar a decisão. – Ex: 3 Especialistas da área X, Y,Z da EmpresaK. – 2 bibliotecários de referência da área F e G da Biblioteca de uma ONG 3.2.1 Responsáveis pela seleção: comissão de seleção, bibliotecários e usuários (VERGUEIRO, 2010, p. 58-63)
  • 115.
    118 Comissão de caráterdeliberativo – Grupo de pessoas hierarquicamente acima do bibliotecário – O bibliotecário garante que as necessidades da coleções estarão acima de interesses de grupos de indivíduos – Outros bibliotecários podem participar – Periodicidade fixada para reuniões – Analisam sugestões dos usuários e da própria biblioteca – O bibliotecário deve auxiliar na elaboração de formulários, etc. para agilizar o trabalho da comissão – As comissões permitem contato maior com os usuários abrindo canal de debate e reflexão sobre a biblioteca; é um veículo de relações públicas, dão apoio político por mais recursos. (VERGUEIRO, 2010, p. 59-60)
  • 116.
    119 Comissões deliberativas em... •Bibliotecas públicas: indicadas pelo prefeito ou pela câmara municipal, as diretrizes já estão estabelecidas em leis ou decretos com atribuições e o período do mandato dos membros. • Bibliotecas especializadas: compostas por pesquisadores da instituição representados por departamentos • Bibliotecas escolares e universitárias: indicados entre membros dos corpos docentes e discente. Podem incluir ex-alunos ou corpo técnico. O bibliotecário deve cuidar para que representantes mais ativos desenvolvam determinadas partes em detrimento de outras. (VERGUEIRO, 2010, p. 60)
  • 117.
    120 Comissão de caráterconsultivo • “Visa proporcionar ao bibliotecário suporte às decisões de seleção” • Instituída formalmente indica reconhecimento pois o bibliotecário toma a decisão final • Necessidade de assessoria especializada • Estratégia para aproximar usuários e otimizar as decisões de seleção • Bibliotecários de referência podem exercer o papel da assessoria (VERGUEIRO, 2010, p. 61)
  • 118.
    121 O bibliotecário faza seleção • O bibliotecário é o único responsável pela seleção • Pode ser um reconhecimento institucional ou desinteresse • É mais fácil deixar o bibliotecário fazer tudo, e negar-lhe as ferramentas para tomar decisões mais eficientes • É necessário constituir um ambiente de tomada de decisões e encarar suas responsabilidades de forma comprometida (VERGUEIRO, 2010, p. 61-63)
  • 119.
    • Controlar ofluxo de informações • Elaborar e controlar listas de títulos a partir de diversas fontes • Elaborar formulários simples e adequados para cada tipo de bibliotecas e usuário a fim de identificar a procedência da indicação (tipo de usuário) e do material (autor, títulos, etc). Evitar burocracias. • Definir instrumentos auxiliares para a seleção • Importância da coleta de dados (VERGUEIRO, 2010, p.63-67) 122 3.2.2 Mecanismos de identificação e registro (transcrição) e instrumentos e fontes de seleção
  • 120.
    123 Registro (transcrição) eacompanhamento das sugestões • Catálogo ou base de dados para controlar as demandas reprimidas – para identificar interesses (muitas vezes não expressos) de usuários por material que não existe na biblioteca. • Catálogo ou base de dados para controlar sugestões dos usuários – identificam interesses expressos dos usuários por material. • Catálogo ou lista Desiderata – são os itens analisados e aprovados para aquisição • Catálogos ou bases de dados dos itens reprovados – evita re- trabalho das comissões, ou auxiliar na reconsideração do item apresentando as razões da reprovação • Catálogo ou bases de dados dos itens esgotados ou não atendidos – devido a sua relevância é fundamental controlar o que ainda pode ser adquirido (mais adequado para o setor de aquisição)
  • 121.
    124 • Razões paraelaborar a política – “garantir a manutenção dos critérios além da permanência física dos profissionais responsáveis pelas decisões”; – “Conseguir apoio dos usuários”; – A coleção não é sempre um elemento de pacífica “concordância na comunidade”. – “Dar conhecimento a comunidade que a coleção não está sendo desenvolvida de maneira aleatória”; – “Comunicar a todos os interessados, de modo claro, quais são os critérios que guiam a seleção do acervo” (VERGUEIRO, 2010, p. 69-70) 3.2.3 Política de seleção
  • 122.
    125 (VERGUEIRO, 2010, p.71). 3.2.3 Política de seleção (continuação) • O documento formal possui caráter... – Administrativo – garantir a continuidade dos critérios; – De relações públicas – comunica as decisões à comunidade tornando a biblioteca mais próxima; – Político – instrumento para resistência ou gerenciamento de conflitos e pressões
  • 123.
    (MACIEL; MENDONÇA,2000) 126 O queé política de seleção e para que serve? a) Estabelecimento de prioridades para aquisição para as diferentes coleções b) Escolha dos critérios para cobertura de assuntos de maior demanda, incluindo o nível de cobertura ou verticalização necessária a cada um deles, em particular c) Prioridades em relação ao idioma e atualização do material a ser adquirido d) Indicação do número de exemplares necessários e) Incorporação de documentos doados
  • 124.
    128 • quanto aoconteúdo dos documentos – Autoridade, precisão, imparcialidade, atualidade e cobertura/tratamento. • quanto à adequação ao usuário – Conveniência, idioma, relevância/interesse e estilo. • aspectos adicionais do documento – Características físicas, aspectos especiais, contribuição potencial e custos (VERGUEIRO, 2010, p. 17-25) 3.2.3.1 Critérios de seleção
  • 125.
    Critérios que abordamo conteúdo (VERGUEIRO, 2010, p. 19-21) • Autoridade: Busca-se definir a qualidade do material a partir da reputação de seu autor, editor ou patrocinador • Precisão: Visa evidenciar o quanto a informação veiculada pelo documento é exata, rigorosa, correta. • Imparcialidade: Procura verificar se todos os lados do assunto são apresentados de maneira justa, sem favoritismos, deixando clara ou não, a existência de preconceitos. • Atualidade: uma informação desatualizada perde muito de seu valor. Para bibliotecas onde a atualidade dos dados têm muita importância, este critério é decisivo. • Cobertura/Tratamento: Diz respeito à forma como o assunto é abordado. Na aplicação deste critério, o bibliotecário procurará distinguir: a) se o texto entra em detalhes suficientes sobre o assunto ou se a abordagem é apenas superficial; b) se todos os aspectos importantes foram cobertos ou alguns foram apenas ligeiramente tratados ou deixados de fora. 129
  • 126.
    Critérios que abordamo usuário • Conveniência: Procura verificar se o trabalho é apresentado em um nível, tanto de vocabulário como visual, que possa ser compreendido pelo usuário. São levantados aspectos relativos à idade dos usuários, desenvolvimento intelectual, etc. • Idioma:Trata-se de definir se o idioma no qual o documento foi produzido é acessível aos usuários da coleção. • Relevância/Interesse: Busca definir se o documento é relevanteà experiência do usuário, sendo de alguma utilidade para ele. • Estilo: Muitas vezes o estilo utilizado não é apropriado ao assunto ou ao objetivo do texto. Este critério procura verificar este fato, bem como constatar se ele é adequado ao usuário pretendido. (VERGUEIRO, 2010, p. 22-23) 130
  • 127.
    Critérios que abordamaspectos adicionais (VERGUEIRO, 2010, p. 23-25) • Características físicas: Abrangem os aspectos materiais dos itens a serem selecionados considerando o uso pretendido para o material e as características dos usuários. Por exemplo: tipo dos caracteres tipográficos (tamanho, legibilidade, etc), se a encadernação é resistente, qualidade do papel, etc. • Aspectos especiais: Análise da inclusão e a qualidade de bibliografias, apêndices, notas, índices, etc. Enfim todos aqueles elementos que costumam contribuir para uma melhor utilização do documento. • Contribuição potencial: Este critério leva em consideração a coleção já existente, no qual o documento a ser selecionado deverá ocupar um lugar específico na coleção. • Custo: Considerar sobre a possibilidade da biblioteca arcar com o custo do material. Se positiva, identificar alternativas financeiras mais compensadoras para a biblioteca. Ex. Edições mais baratas, fatores indiretos (armazenamento, etc). 131
  • 128.
    Critérios de seleçãopara documentos eletrônicos • Conteúdo (VERGUEIRO, 2010, p. 43-45) – Os mesmos critérios anteriores • Acesso – Compatibilidade com o sistema de automação da biblioteca – Autorização do fornecedor para o acesso e se implica no custo – Impacto na demanda a partir do acesso às obras de referência (demanda de obras que não existem no acervo) • Suporte – Treinamento e documentação (manuais) • Custo – Assinatura, atualização, manutenção e uso 132
  • 129.
    Testes para nãoficção (FIGUEIREDO, 1998, p. 59) • Assunto – Qual é o assunto/tema? – Qua é o escopo? Parcial? Completo? Histórico? Discussões de alguns pontos? – Assuntos adicionais? – É suscinto? Exaustivo? Seletivo? Equilibrado? – Tratamento to tema é concreto ou abstrato? – É popular? Erudito? Técnico? Leitor comum? Especializado? – Data? • Autoridade – Quais são as especificações do autor? Formação, experiência, preparo para tratar do tema – Utilizou fontes de referência sobre o tema? – É trabalho de pesquisa ou de observação pessoal? – É correto? Inexato? – O autor entende o período, fatos ou teorias as quais ele lida? – Qual o ponto de vista do autor? Parcial? Moderado? Conservador? Radical? 133
  • 130.
    Testes para nãoficção (FIGUEIREDO, 1998, p. 59) • Qualidades – Mostra algum grau de poder criativo? – É a forma apropriada de pensamento? – Existe originalidade de concepção? – Estilo gráfico é claro? Graus de legibilidade? Atrativo? Profundo? Poder imaginativo? – Tem vitalidade? Interesse? Tem probabilidade de perdurar como uma contribuição permanente à literatura? – É popular? Erudito? Técnico? Leitor comum? Especializado? – Data? • Características – Existe um índice adequado? – Existem ilustrações? Bibliografias, apêndices? Outros aspectos de referência? • Valores para o autor – Informação? – Contribuição para a cultura? – Estímulo para os interesses? – Recreação ou entretenimento? – Que leituras relacionadas oferece? – A que tipo de leitura atrai? 134
  • 131.
    Critérios: Elaboração deformulário Critério e pergunta Indicadores Contribuição potencial Qual é a contribuição potencial do item? Originalidade Complementaridade Redundância Disponibilidade do item (na cidade, estado, país, mundo) Outros: _ Estilo O item apresenta estilo apropriado ao (s) usuário (s)? Linguagem clara e concisa (sim ou não) Adequação da estrutura do texto ou de sua apresentação (boa ou ruim) Estilo adequado para o público-alvo (sim ou não) Outros: _
  • 132.
    137 Em busca depadrões nacionais • Biblioteca universitária: INEP • Biblioteca Pública: Fundação Biblioteca Nacional (UNESCO) • Biblioteca escolar – Lei 12.244 de 24/04/2010 (no mínimo um título para cada aluno matriculado)
  • 133.
    138 • Não épossível se limitar somente às sugestões dos usuários • O bibliotecário deve acompanhar o universo editorial por meio de instrumentos auxiliares da seleção ou fontes de seleção – É preciso tomar decisões baseado no que existe – Nem sempre se pode contar com ajuda dos especialistas • Cada biblioteca deve definir os instrumentos auxiliares que serão adotados – Catálogos de editoras, diretórios, obras de referência, etc – Critérios de seleção: exaustividade, corrente/retrospectiva, idiomas incluídos, inclusão de diferentes tipos de suportes e materiais. (VERGUEIRO, 2010, p.65-67) 3.2.3.2 Instrumentos auxiliares
  • 134.
    Instrumentos auxiliares deseleção Título da fonte Tipos de coleções Idioma Áreas Cobertas 1 Ulrich's Periodicals Directory Periódicos Todos Todos 2 Catálogo da Editora X Obras de Referência Português Língua portuguesa 3 Publisher's Weekly Livros e e- books Inglês Literatura em língua inglesa
  • 135.
    Doação espontânea Política de Seleção Sugestões de usuários Prospecção SeleçãoEtapas do Processo de Seleção (WEITZEL, 2006) Desiderata Aprovação/repro vação dos itens pela Comissão Análise da comissão Encaminhamento dos formulários à comissão Envio para a aquisição Verificação em Instrumentos auxiliares Checagem nos controles internos Checagem no acervo Validação dos Critérios de seleção Transcrição dos dados do item em formulário
  • 136.
    Fluxo de trabalho Identificaçãode itens Transcrição dos dados bibliográficos dos itens Validação dos critérios de seleção Encaminhamento das fichas, formulários ou relatórios contendo dados bibliográficos e respectivas análises dos itens selecionados para uma comissão ou pessoa responsável Tomada de decisão sobre cada item Retorno ao usuário da decisão tomada Encaminhamento da Lista Desiderata
  • 137.
    3.3 Seleção eCensura • De acordo com Vergueiro (2010, p. 84) os bibliotecários norte- americanos elaboraram cartas em defesa da liberdade intelectual “em defesa do direito de o usuário ter acesso a totalidade de opiniões sobre todos os assuntos”, de forma que as bibliotecas possam desenvolver seu acervo com base nesta premissa. Exemplo: http://www.ala.org/ala/issuesadvocacy/intfreedom/librarybill/ind ex.cfm • A carta é útil mas não oferece assistência para lidar com a censura. Requer um plano de ação para lidar com as queixas, equipe com excelente formação e relações interpessoais, ausência de acordos com grupos de pressão ou interesse ou de sentimentos em relação a quem se queixa. • Causas ou motivos para ações de censura: psicológicos, políticos ou sociais • Formas: legal ou governamental, individual ou grupo e autocensur 142 (EVANS, 2000, p. 544-564)
  • 138.
    143 Library Bill ofRights The American Library Association affirms that all libraries are forums for information and ideas, and that the following basic policies should guide theirservices. Adopted June 19, 1939. Amended October 14, 1944; June 18, 1948; February 2, 1961; June 27, 1967; and January 23, 1980; inclusion of “age” reaffirmed January 23, 1996, by the ALA Council. I. Books and other library resources should be provided for the interest, information, and enlightenment of all people of the community the library serves. Materials should not be excluded because of the origin, background, or views of those contributing to their creation. II. Libraries should provide materials and information presenting all points of view on current and historical issues. Materials should not be proscribed or removed because of partisan or doctrinal disapproval.
  • 139.
    144 III. Libraries shouldchallenge censorship in the fulfillment of their responsibility to provide information and enlightenment. IV. Libraries should cooperate with all persons and groups concerned with resisting abridgment of free expression and free access to ideas. V.A person’s right to use a library should not be denied or abridged because of origin, age, background, or views. VI. Libraries which make exhibit spaces and meeting rooms available to the public they serve should make such facilities available on an equitable basis, regardless of the beliefs or affiliations of individuals or groups requesting their use.
  • 140.
    4.1 Conceitos eTipos de aquisição • Processo que implementa as decisões da seleção, esta função inclui todas as atividades inerentes aos processos de compra, doação e permuta de documentos. O controle patrimonial do acervo – o registro das coleções – também é de sua alçada”. (MACIEL; MENDONÇA, 2000, p. 21) • À aquisição caberá o trabalho minucioso de identificação, localização dos itens e sua posterior obtenção para o acervo. (MACIEL; MENDONÇA, 2000) • Envolve a localização e aquisição de itens identificados como apropriados para a coleção. Conforme o tamanho da biblioteca vai aumentando eleva-se a complexidade do trabalho de seleção e aquisição exigindo unidades separadas mas inter-relacionadas (EVANS, 2000, p. 293). 145 UNIDADE 4 AQUISIÇÃO
  • 141.
    146 Atividades principais (MACIEL; MENDONÇA,2000) • Conhecimento dos trâmites burocráticos institucional • Acompanhamento direto e constante dos processos • Conhecimento das dotações orçamentárias e outras fontes de investimentos • Cumprimento de prazos • Supervisão e controle de gastos para futura prestação de contas • Gerenciamento do serviço de permuta e doações
  • 142.
    147 Requisitos segundo Evans(2000) • Desenvolvimento de coleções e aquisição devem SEMPRE ser coordenados em conjunto. • Exige habilidades e atividades especializadas: Determinação Previsão – enfrentar riscos e exequibilidade Controle – de sistemas e métodos Escolha Validação – das fontes, serviços e recursos Quantificação – recursos, trabalho e custos
  • 143.
    148 Objetivos Gerais segundoEvans (2000) o setor deve acompanhar... • o desenvolvimento do comércio livreiro e dos recursos eletrônicos; • a seleção e o desenvolvimento de coleções; • o processo de requisição de itens a ser incorporado às coleções; • o monitoramento das despesas e uso das verbas para desenvolver coleções; • a manutenção de todos os registros solicitados e elaboração de relatórios referentes às despesas.
  • 144.
    149 Alcançando os objetivos •Manter catálogos de editoras, distribuidores e livrarias e anúncios de lançamentos; • Controlar informações sobre o cronograma de publicações, novas editoras e serviços; • Manter um DSI para os selecionadores • Garantir que a biblioteca adquira os itens necessários em tempo e custo viáveis
  • 145.
    150 Desempenho segundo Evans(2000) • Os maiores problemas na aquisição são: imprecisão da informação, duplicação de pedidos, indisponibilidade do material, entre outros... • O processo básico para evitar problemas: – Fazer a busca do pré-pedido – Fazer o pedido – Receber o material – Fazer o controle fiscal – Atualizar os registros
  • 146.
    151 Objetivos específicos • Adquirirmaterial o mais rápido possível • Manter alto nível de precisão em todos os procedimentos do trabalho • Manter o processo de trabalho simples de forma a não onerar a operação • Desenvolver um relacionamento de trabalho próximo e amigável com outras bibliotecas e fornecedores (EVANS, 2000).
  • 147.
    152 Alcançando os objetivossegundo Evans (2000) • Objetivos gerais e específicos produzem impactos em outros setores e na biblioteca; • Velocidade é um fator significativo pois se refere à demanda dos usuários e satisfação; • Um sistema muito rápido, mas com alto índice de erros aumenta custos operacionais • Os custos para adquirir e processar é igual ou maior que o preço do item • Velocidade, precisão eeconomia/parcimônia são as palavras-chave do processo de aquisição
  • 148.
    153 Outras considerações • Emgeral o processo de aquisição por compra exige maior atenção pois temos que observar prazos e prestar contas. • É sempre bom lembrar que somos responsáveis legais pela utilização dos recursos financeiros colocados à nossa disposição pela instituição. • Cometer erros, significa ter que arcar com as despesas ou, na pior das hipóteses, responder à um processo administrativo por má fé ou má administração.
  • 149.
    154 Outras considerações • Existemuito risco de corrupção nestes procedimentos de compra, tanto no setor público quanto privado. Por isso, é necessário além do profissionalismo, a responsabilidade ética para não favorecer terceiros. • Por exemplo, comprar sempre de um mesmo fornecedor. Dependendo da instituição que você esteja, pode significar algum tipo de favorecimento. • Por isso, convém documentar cada etapa do processo de aquisição com orçamentos diferentes para comprovar menor preço ou melhor prazo de entrega.
  • 150.
    Passo a passoda aquisição • Receber a lista desiderata com prioridades • Escolher a modalidade de aquisição (compra, doação ou permuta) para cada item • Escolher os fornecedores potenciais conforme o seu perfil (área, instituição, etc) • Solicitar cotação para os fornecedores potenciais encaminhando lista dos itens que deseja adquirir para levantar preços, condições de pagamento e entrega ou para verificar a disponibilidade do item em caso de doação ou permuta – Se for documento eletrônico será necessário negociar preço, nº de usuários simultâneos, acesso remoto, cláusulas da licença, acesso ou posse, instalação de tecnologia necessária, etc • Após levantar preços tomar a decisão sobre qual item será adquirido com quem e de que forma e encomendar os itens • Controlar as solicitações, recebimento epagamento 155
  • 151.
    156 Mudanças em aquisição •As Bibliotecas são organismos dinâmicos! • Década de 90 - época de grandes mudanças especialmente na natureza e as características das coleções... • Implicações quanto ao papel do bibliotecário na aquisição. Trata-se de uma profissão? • Apesar das mudanças sua função básica permanece! 4.2 Impacto do paradigma digital
  • 152.
    157 Função da Aquisição •“O trabalho de aquisição envolve localização e aquisição de itens identificados como apropriados para as coleções” (EVANS, 2000, p. 313). O QUE MUDOU? Produtos eletrônicos envolvem procedimentos específicos: tais como análise do contrato, número de acessos permitidos simultâneamente, garantia de acesso após o término da assinatura, etc. Importância do envolvimento da comunidade/usuários para tomada de decisão: tais como o que deve ser preservado, o que deve ser oferecido em meio impresso também, qualidade, etc.
  • 153.
    158 Exemplo • Na UniversidadeEstadual de Ohio uma bibliotecária de aquisição de periódicos ocupa 50% de seu tempo com licenças e negociações para produtos eletrônicos!!! • Processo de aquisição envolve períodos de testes (trials) e leasing (procedimento oposto ao do material permanente).
  • 154.
    DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOSE PADRÕES PARA A PRÁTICA DA AQUISIÇÃO EM TODAS as transações de aquisição, o bibliotecário... • Considera primordialmente os objetivos e políticas de sua instituição • Empenha-se e obter o máximo de valor para cada dólar gasto • Garante a todos os fornecedores em uma licitação o mesmo tratamento... • Defende e trabalha pela honestidade, verdade e justiça na compra e venda, e denuncia todas as formas e manifestações de suborno • Recusa presentes e gentilezas pessoais • Utiliza somente com licença as idéias originais e planos desenvolvidos por um fornecedor para objetivos de venda competitiva • Garante recepção imediata e cortês, na medida em que as condições lhe permitam, a todos que o visitam no cumprimento de missões comerciais... • Empenha-se (...) por conhecer a indústria editorial e o comércio de livros • Empenha-se por estabelecer métodos práticos e eficientes... • Aconselha e auxilia seus colegas bibliotecários no desempenho de seus deveres.... • ..... (são 12 mandamentos) 159 4.3 O bibliotecário e a ética
  • 155.
    a) O bibliotecáriodeve ser o responsável? b) Manual de serviço – um instrumento administrativo - Função: registrar experiências, orientação e integração dos funcionários com a atividade, padronização e qualidade - políticas para aquisição: • Identificar Fontes para a atividade de aquisição • Determinar a Responsabilidade pela aquisição e pelo processo na instituição (a quem prestar contas, a quem solicitar liberação de verba, etc.) • Determinar as áreas prioritárias para aquisição • Etc 160 4.4 ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE AQUISIÇÃO
  • 156.
    161 ORGANIZAÇÃO DO PROCESSODE AQUISIÇÃO c) Previsão orçamentária e alocação de recursos MITO: orçamento é apenas uma atividade meramente burocrática. VERDADE: • é uma atividade de planejamento estratégico. • Temos que saber de antemão quais serão as áreas prioritárias para aplicar os nossos recursos. (item que deve estar explicitado na política de desenvolvimento de coleções) Portanto esta provisão orçamentária se baseará nisto. • É, portanto, um investimento. • Quanto melhor fundamentado o planejamento melhores serão os resultados obtidos • Aumenta a credibilidade dos clientes internos e externos • Amplia as possibilidades de negociação dentro da instituição
  • 157.
    162 • Previsão orçamentária •Alocação de recursos • Procedimentos para aquisição por compra • Legislação: compra na Administração Pública 4.4.1 Aquisição por compra
  • 158.
    • Altos preçosdos materiais e inflação interferem no declínio das aquisições. • As verbas estão cada vez mais curtas para as aquisições. • Nos anos 70 e 80 foi dada maior ênfase na manutenção de periódicos que em materiais monográficos. Hoje isto está mudando e o orçamento deve ser cuidadosamente preparado para refletir as necessidades atuais. • Estimativa dos custos é necessário para identificar a média de preço ao longo dos anos dos diversos tipos de materiais (EVANS, 2000, p. 378) 163 4.4.1.1 Previsão orçamentária
  • 159.
    Para estimar custos •Library Journal – publica periodicamente os gastos de diversos tipos de bibliotecas, o que é útil para estimativas. • Library Materials Price Index Committee (Divisão da ALA) produz indice de preços para itens americanos e algumas publicações internacionais. • The Bowker Annual e Publishers Weekly trazem preços correntes. Mas como são publicados normalmente em fevereiro e março, dificultam sua utilização para fechar o ano. (EVANS, 2000, p. 378) • No Brasil, dados editoriais do SNEL e CBL podem ajudar a cobrir a produção nacional de livros. 164
  • 160.
    165 Exemplo de orçamentono Brasil Atividades Sistêmicas - Orçamento 2009 Dotação orçamentária destinada às atividades integradas do SIBi/USP: orçamento aprovado e valores destinados (Aprovada pela COP) Orçamento aprovado: R$ 29.893.600,00 Item - Valor destinado em R$ 1. Periódicos – Renovação de assinaturas - 22.800.000,00 2. Acesso on-line à Informação - 1.920.000,00 3. Aquisição de livros e outros materiais não periódicos - 1.600.000,00 4. Programa de Preservação e Conservação de Mat. Bibliográficos - 1.500.000,00 5. Apoio às Publicações Científicas da USP- 650.000,00 6. Capacitação de Recursos Humanos nas Bibliotecas - 28.400,00 7. Renovação do Parque Computacional das Bibliotecas - 1.145.200,00 8. Programa de Expansão - 250.000,00 TOTAL - 29.893.600,00 © 2001-2009 - SIBi/USP - Departamento Técnico – SIBi/DT http://www.usp.br/sibi/
  • 161.
    166 • Fatores Alocação derecursos – Considerar as práticas passadas – Diferencial de preços das publicações – Custo médio de cada item – Taxas da inflação – Nível da demanda – Uso atual • Em busca de um modelo – Consome tempo e é difícil de desenvolver – Pode ser alocado por selecionadores ou por áreas – Considerar ano fiscal e prioridades
  • 162.
    Alocação de Recursos– Método da ALA * Seis métodos do ALA's Guide to Budget Allocation for Information Resources: a) Histórico (considera as práticas passadas) b) Baseado em Zero (“zerado”) c) Formulas d) Ranking e) Percentagens f) Outros métodos
  • 163.
    168 • Organização dospedidos em listas • Complementação dos dados bibliográficos (identificação do item, do solicitante, data e finalidade do pedido) • Verificação do item solicitado no acervo • Seleção de fornecedores • Cotação • Controle dos registros • Pagamento e controle do recebimento • Controle da documentação fiscal e patrimônio (ANDRADE;VERGUEIRO, 1996) 4.4.1.2 Procedimentos para compra
  • 164.
    169 Compra na AdministraçãoPública • Com licitação – Convite (de R$8.000,00 até R$80.000,00) – Tomada de preços (de R$80.000,00 até 650.000,00) – Concorrência (acima de R$650.000,00) – Concursos e Leilão não são aplicáveis • Sem licitação – Dispensa (até 8.000,00) – Quando não surge candidatos – Quando o material é produzido pela administração pública. • Por adiantamento (suprimento de fundos, verba de pronto pagamento) (ANDRADE; VERGUEIRO, 1996) 4.4.1.3 Legislação
  • 165.
    170 Compra na AdministraçãoPública • Lei de Licitações e Contratos n.º 8.666 de 21/06/93 – Leitura Art. 6, 14, 15, 17, 22, 23, 24 e60 – Licitação por compra: todo o Capítulo II da Lei 8.666 do Art. 20 ao Art.47
  • 166.
    Alienação de bens Art.6 III - Compra: toda aquisição remunerada de bens para fornecimento de uma só vezou parceladamente; IV – Alienação: toda transferência de domínio de bens a terceiros (BRASIL, 1993). Art. 17. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de interesse público devidamente justificado, será precedida de avaliação e obedecer às seguintes normas: [...] II - quando móveis, depender de avaliação prévia e de licitação, dispensada esta nos seguintes casos: a) doação, permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social, após avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-econômica, relativamente à escolha de outra forma de alienação; b) permuta, permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da AdministraçãoPública
  • 167.
    Modalidades de licitação– Art. 22 § 1o Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar,comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. § 2o Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. § 3o Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas (BRASIL, 1993, grifo nosso).
  • 168.
    Valores - Licitação Art.23. As modalidades de licitação a que se referem os incisos I a III do artigo anterior serão determinadas em função dos seguintes limites, tendo em vista o valor estimado da contratação: [...] II - para compras e serviços não referidos no inciso anterior [bens móveis inclusive]: a) convite - até R$ 80.000,00 (oitenta mil reais); b) tomada de preços - até R$ 650.000,00 (seiscentos e cinquenta mil reais); c) concorrência - acima de R$ 650.000,00 (seiscentos e cinquenta mil reais) (BRASIL, 1993, grifo nosso).
  • 169.
    Modalidade Quem pode concorrerExigência Valor Convite Interessados do ramo pertinente ao objeto – cadastrados ou não (Interessados cadastrados que não foram convidados poderão manifestar interesse em participar da licitação até 24h antes da apresentação das propostas) Até 80 mil Tomada de preços Interessados cadastrados ou aqueles que atenderem às exigências para cadastramento no prazo determinado Comprovar qualificação Até 650 mil Concorrência Qualquer interessado Comprovar qualificação mínima no prazo determinado Acima de 650 mil
  • 170.
    Art. 24 –dispensa de licitação II – [valores até R$8.000,00 (10% de R$80.000,00)]; III – nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem; V – quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração, mantidas, neste caso, todas as condições preestabelecidas; VII – quando as propostas apresentadas consignarem preços manifestamente superiores aos praticados no mercado nacional, ou forem incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais competentes VIII– para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integre a Administração Pública
  • 171.
    Art. 24 –dispensa de licitação XV – para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certificada, desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade. XXI – para a aquisição de bens e insumos destinados exclusivamente à pesquisa científica e tecnológica com recursos concedidos pela Capes, pela Finep, pelo CNPq ou por outras instituições de fomento a pesquisa credenciadas pelo CNPq para esse fim específico (BRASIL, 1993).
  • 172.
    Art. 60 –pequenas compras - pronto de pagamento: O valor não pode ser superior a 5% do limite estabelecido para a modalidade de convite – atualmente no valor de R$4.000,00 (quatro mil reais). - suprimento de fundos também está previsto em lei e não pode exceder à 10% do valor da modalidade de convite, atualmente em oito mil reais. As compras realizadas com o suprimento de fundos pode ser realizada por meio de cartão de pagamento.
  • 173.
    Leituras recomendadas BRASIL. ControladoriaGeral da União. Suprimento de fundos e cartão de pagamento: perguntas & respostas. Brasília, DF, [2009?]. 47 p. Disponível em: < http://www.cgu.gov.br/Publicacoes/orientacoes-aos-gestores/orientacoes-aos- gestores>. Acesso em: 20 fev. 2015. BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. SIASGnet: Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais: manual da unidade cadastradora pessoa física e pessoa jurídica, versão 1. Brasília, DF, 2011. 119 p. Disponível: <http://www.comprasgovernamentais.gov.br/arquivos/manuais/manual_sicafweb_unida de_cadastradora.pdf>. Acesso em: 20 fev. 2015. BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Sistema do cartão de pagamento: SCP: detalhamento da aplicação: manual do usuário, versão 1.0. Brasília, DF, [2009?]. 56 p. Disponível em: <http://www.comprasgovernamentais.gov.br/acesso- aos-sistemas/scp>. Acesso em: 20 fev. 2015. BRASIL. Tribunal de Contas da União. Licitações & contratos: orientações e jurisprudência do TCU. 4. ed. rev., atual. e ampl. Brasília, DF: Senado Federal, 2010. 914 p.
  • 174.
    179 Compra da AdministraçãoPública • Lei nº 10.520 –modalidade de licitação denominada pregão, para aquisição de bens e serviços comuns –Poderá ser realizado o pregão por meio da utilização de recursos de tecnologia da informação, nos termos de regulamentação específica.
  • 175.
    189 • Política associadaà política de seleção • Doações solicitadas e espontâneas • Contrato de confiança entre o doador e biblioteca • Formalizar o ato de doação • Fontes de recursos: Lei de incentivo à cultura, sociedade de amigos da biblioteca, parcerias. • Evans recomenda que adicione uma pequena percentagem de doações ao acervo. 4.4.2 Doações
  • 176.
    181 • Tipos –Listas deduplicatas (inclui descartes) –Publicações próprias • Critérios –Equilíbrio de conteúdo –Qualidade material • Formalização de contratos –Garante maior controle de qualidade 4.4.3 Permuta
  • 177.
    Permuta ou Intercâmbio •Histórico com algumas datas importantes: – 1694: iniciou-se a prática da permuta entre Bibliotecas com a Biblioteca Nacional de Paris trocando suas duplicatas por livros ingleses e alemães; – 1851: foi fundado o 1º Centro de Permutas – International Exchange Service (Smithsoniam Institution) e depois na Bélgica (1871), Dinamarca (1945), Reino Unido (1948), Alemanha (1949) e Hungria (1952); – 1886: Convenção de Bruxelas para permuta de documentos oficiais e publicações científicas e literárias (Bélgica, Brasil, Espanha, EUA, Itália, Portugal, Sérvia e Suíça; – 1954: 1º CBBD definiu participação de bibliotecas especializadas no programa de permuta da UNESCO e redução de tarifas postais (SUAIDEN, 1978, p.28-35) 182
  • 178.
    Intercâmbio nacional internacional • BIREME •GT de Bibliotecários Biomédicos da APB • GT em Tecnologia da APB • Sistema Nacional de Informação Agrícola (SNIDA) – BC do Ministério da Agricultura • Intercâmbio de Publicações Oficiais (BN e Ministério das Relações Exteriores • Duplicate Exchange Union (ALA) • Instituto Interamericano de Ciências Agrícolas da OEA • International Exchange of Duplicate Medical Literature (OMS) • Library of Congress (LC) • Medical Library Association (MLA) • United States Book Exchange (USBE) (SUAIDEN, 1978, p.28-35) (SUAIDEN, 1978, p.36-50) 183
  • 179.
    Vantagens e desvantagensda doação e permuta • Vantagens –Aquisição de material esgotado, raro ou antigo; –Oportunidade de completar falhas na coleção; –Substituir o valor de um item comprado por um item doado/permutado; –Meio de aquisição de publicações institucionais; –Estabelecer intercâmbio cultural e difusão do conhecimento mesmo entre países com restrições comerciais; • Desvantagens –Atraso na entrega do material permutado. (ANDRADE;VERGUEIRO, 1996; SUAIDEN, 1978; EVANS, 1995, p. 303) 184
  • 180.
    • Para complementaçãode dados bibliográficos, preços, etc. e/ou validação – Catálogo da Biblioteca Nacional e de outras – Publicações da Câmara Brasileira do Livro – Books in Print, Libros españoles en venta, Les livres disponibles, German Books in print, Catalogo dei libri in commercio etc – Ulrich‟s International Periodicals Directory – DOAJ- Directory of Open Access Journal – ACQNET – ACQWEB 185 4.5 Instrumentos e fontes de aquisição
  • 181.
    Exemplo – sistematizaçãodos instrumentos auxiliares de aquisição Assuntos Catálogo de editoras estrangeiros Catálogo de editoras nacionais Periódicos Etc. FDC Libraries Unlimited, ALA, etc. Briquet de Lemos, Intertexto, etc. DOAJ ULRICH'S OAB Libraries Unlimited, ALA, etc. Briquet de Lemos etc. Etc.
  • 182.
    187 a) Aplicação edistribuição equitativa dos recursos financeiros b) Escolha dos fornecedores: livrarias, editoras, agências c) Decisão sobre o processo de aquisição, se direto ou indireto d) Decisão sobre suas modalidades, se no serviço público, convite, licitação, etc. e) Alteração de critérios face a fatores imprevistos (MACIEL; MENDONÇA, 2000) 4.6 Políticas de aquisição
  • 183.
    188 Políticas de aquisição f)Adoção de recursos para o controle de aquisição face as diferentes fontes de captação g) Implantação de rotinas para permuta e doações h) Adoção de critérios para o registro das diferentes coleções i) Participação em planos ou programas de aquisição cooperativa j) Adoção de programas para o controle e acompanhamento automatizado dos processos de aquisição (MACIEL; MENDONÇA, 2000)
  • 184.
    189 • Desenvolvimento decoleções cooperativa: um mecanismo onde duas ou mais bibliotecas concordam que cada uma terá certas áreas de responsabilidade para colecionar e que elas farão intercâmbio destes materiais gratuitamente • Aquisição coordenada: duas ou mais bibliotecas concordam em comprar certos materiais, e/ou compartilhar os custos, e um ou mais ficam com os materiais • Consórcios: os membros compram um produto ou serviço e cada membro recebe o produto/serviço (EVANS, 2000, p. 455) 4.7 Cooperação
  • 185.
    190 Aquisição planificada ecooperativa • Compartilhar recursos informacionais para equacionar problemas de escassez financeira em relação ao desenvolvimento de coleções, especialmente otimizar o aproveitamento de recursos • Planificada: “a instituição faz um programa onde planeja formar ou ampliar sua coleção conforme princípios definidos dentro da filosofia e das diretrizes institucionais. O programa estabelece prioridades e procedimentos para adquirir o material informacional” (FIGUEIREDO, 1998, p. 88-89)
  • 186.
    Aquisição planificada ecooperativa (cont.) • Aquisição cooperativa: as instituições, mediante acordos e convênios, estabelecem programas envolvendo bibliotecas de uma mesma região, com os mesmos interesses e com especializações de assuntos, com a finalidade de assegurar acesso a informações relevantes ao maior número possível de usuários • Objetivo: garantir cobertura exaustiva da literatura especializada relevante a todos os usuários de todas as bibliotecas cooperantes. • Pressupostos: seleção planificada, catálogos coletivos completos e atualizados, acesso aos materiais (“lei do menor esforço”) – Intensifica o uso e otimiza a relação custo/benefício com menor investimento – Elimina duplicações desnecessárias dentre de uma área geográfica – Decisão sobre coleções de alto preço ou baixa demanda (FIGUEIREDO, 1998, p. 89-93) 191
  • 187.
    Implicações no processode seleção • Impossibilidade de atingir auto-suficiência em termos de acervo devido à explosão informacional, mesmo com o refinamento do processo de seleção haverá restrições orçamentárias, físicas, espaciais, humanas, etc. • Organização de redes e sistemas • Empréstimo-entre-bibliotecas – Garantia de acesso (acesso ao documento pela outra instituição – Possibilidades práticas de acesso (quem vai buscar o material?) – Ônus para o usuário – Custo para a biblioteca (VERGUEIRO, 1995, p. 90-93) 192
  • 188.
    • É umramo da pesquisa – a aplicação do „método científico‟ para determinar, por exemplo, a qualidade do desempenho de um programa; • Reúne dados necessários para determinar quais dentre várias estratégias alternativas parecem ter mais probabilidade de obter um resultado almejado; • Componente essencial da administração (cujos resultados) pode ajudar o administrador a alocar recursos de modo mais eficiente; • Reunir dados úteis para atividades destinadas a solucionar problemas ou tomar decisões. 5 Avaliação 5.1.1
  • 189.
    194 Para quê avaliar? a)Identificar possíveis causas de ineficiência do serviço ou fracassos, visando aumentar o desempenho da biblioteca. Lancaster considera este o tipo de avaliação mais importante pois, se não for para melhorar o desempenho não há porque fazer avaliação em bibliotecas. Este tipo de avaliação é também denominado de avaliação terapêutica ou diagnóstico. (LANCASTER, 1996, p. 8) 5.1.2 Objetivos
  • 190.
    195 Avaliação de coleções •b) Estabelecer uma espécie de “escala” para mostrar em que nível de desempenho o serviço está funcionando no momento; • c) Comparar desempenho de várias bibliotecas e serviços (Benchmarking). Ex.: Comparação da cobertura de diferentes bases de dados ou capacidade de fornecimento de documentos da biblioteca X e Y. • d) Justificar a existência da biblioteca. Ex.: Análise dos benefícios do serviço.
  • 191.
    196 Como avaliar coleções? Partindo-sedo princípio de que a biblioteca pode ser entendida enquanto interface entre os recursos informacionais disponíveis e a comunidade de usuários a ser servida, então, a avaliação em bibliotecas deverá determinar em que medida ela desempenha com êxito essa função de interface. (LANCASTER, 1996, p. 2)
  • 192.
    197 n.º de doc. fornecidop/ BD O que avaliar? • insumos: É um bem tangível facilmente quantificável e deve ser avaliado em função do papel que representa na obtenção dos produtos desejados. • Produtos: São menos tangíveis que o anterior e devem ser avaliados em termos quantitativos levantando-se os critérios de sucesso para cada serviço. • Resultados: Tendem a se relacionar com objetivos sociais, econômicos, etc, de longo prazo. Por se tratar de um bem intangível não é fácil convertê-los em critérios concretos de avaliação. (LANCASTER, 1996, p. 2-4) Ex.: acervo: número de itens adquiridos, espaço ocupado, quantidade de livros por usuário.
  • 193.
    198 Avaliação por NiceFigueiredo • incorporar as atividades necessárias para promover a avaliação como um processo contínuo, de modo que este processo faça parte de nossa rotina de trabalho. • não é uma tarefa fácil pois requer os seguintes requisitos: a)visão crítica e analítica em relação aos trabalhos desenvolvidos na biblioteca; b) pessoal capacitado com habilidades em estatística, técnicas de mensuração, etc. c)aceitação dos resultados da avaliação pela biblioteca.
  • 194.
    Avaliação por NiceFigueiredo • baseada no quanto ela serve bem as necessidades dos usuários pois “a biblioteca existe para servir às necessidades de sua própria comunidade de usuários”. • a avaliação da coleção para Nice Figueiredo está relacionada com a avaliação dos métodos de seleção embora não seja totalmente possível, determinar com precisão, suas causas e efeitos. • Em geral a qualidade e quantidade de uma coleção depende inteiramente dos seguintes aspectos: a) Programa de aquisição; b) Política e procedimentos da aquisição; c) Métodos de seleção. 199
  • 195.
    tipos de abordagensaplicadas em avaliação • Nice Figueiredo • George S. Bonn Padrões externos Quantidade Completeza Compilação de estatísticas Verificação de listas, catálogos e bibliografias Obtenção de opinião de usuários Observação direta Aplicação de padrões Teste de adequação dos recursos totais • F. W. Lancaster Quantitativas Qualitativas Fatores de uso 200 5.2 Técnicas e Metodologias
  • 196.
    202 Metodologias de avaliação:Nice a) Padrões externos Avalia a coleção em relação a algum tipo de padrão externo. Exemplo: Listas de livros elaboradas por um grupo de especialistas de uma área. b) Quantidade Levantamento da quantidade e do tipo de uso feito da coleção em um periódico determinado através do exame das papeletas de empréstimo, ou de estatísticas de algum sistema on-line de empréstimo ou do estudo de todos os tipos de itens emprestados.
  • 197.
    203 Metodologias para avaliação:Nice C) Completeza Para avaliar a completeza da coleção seleciona-se vários livros recentes ou artigos de revisão de literatura sobre um determinado assunto e agrupa- se as bibliografias citadas nestas fontes. Com este material verifica-se se a biblioteca possui os títulos citados nas bibliografias das fontes selecionadas.
  • 198.
    204 Metodologias para avaliação: Bonn Compilaçãode estatísticas • Tamanho bruto • Volumes acrescentados por ano • Fórmulas • Comparações • Equilíbrio dos assuntos • Pedidos não atendidos • Empréstimo-entre-bibliotecas • Tamanho de excelência • Circulação • Gastos (FIGUEIREDO, 1998).
  • 199.
    Metodologias para avaliação:Bonn b) Verificação de listas, catálogos e bibliografias – Catálogos padrão e listas gerais básicas – Catálogos de bibliotecas importantes – Bibliografias especializadas e listas básicas de assuntos – Listas correntes – Obras de referência – Periódicos – Listas autorizadas – Listas para casos específicos – Citações c) Obtenção de opinião dos usuários – Corpo docente e pesquisadores – Estudantes – Público em geral – Bibliotecários 205
  • 200.
    206 Metodologias para avaliação:Bonn d) Observação direta e) Aplicação de padrões f) Teste de adequação dos recursos totais (internos e externos) – Capacidade de fornecer um documento – Uso relativo de várias bibliotecas (FIGUEIREDO, 1998).
  • 201.
    207 Metodologias de avaliação:Lancaster Quantitativas – Tamanho absoluto da coleção – Tamanho da coleção por categorias: • Tipo de material • Área de assunto • Data, língua – Média do crescimento corrente – Tamanho com relação a outras variáveis, inclusive número de volumes per capita e por item circulado – Gastos com a coleção, inclusive per capita com relação ao orçamento total (FIGUEIREDO, 1998).
  • 202.
    208 Metodologias de avaliação:Lancaster Qualitativas – Métodos “impressionistas” (subjetivos) – (especialistas de assuntos, eruditos, bibliotecários) – Avaliação baseada em listas padrões ou coleções de outras instituições c) Fatores de uso – Quantidade do uso da coleção como refletido nas estatísticas de circulação e uso interno (FIGUEIREDO, 1998)
  • 203.
    209 Compilação de estatísticas Vantagens: fáceisde compilar; fáceis de comparar; fáceis de entender. Desvantagens: falta de definição de padrões; falta de distinção entre títulos e volumes; dificuldade de contar material não-impresso; maior possibilidade de inconsistência; não mede qualidade; não se relacionam diretamente à comunidade e às metas.
  • 204.
    210 Compilações estatísticas a) Tamanhobruto: contagem direta do total de volumes da biblioteca ou por tipo de material ou ainda, por assunto. Segundo Nice Figueiredo, o objetivo desta contagem é de justificar o consenso geral de que existe uma relação entre tamanho da coleção e a sua capacidade de responder às necessidade de sua clientela em termos de probabilidade. b) Volumes incorporados ao acervo por ano: Também é baseado na contagem direta por classes ou unidades. Através desta estatística é possível estimar a capacidade de armazenamento, previsão orçamentária para futuras aquisições ou estimativas para encadernações, etc.
  • 205.
    211 Compilações estatísticas: c)Fórmulas Clapp-Jordan (para bibliotecas universitárias): baseado num número ideal de acervo somado aos volumes por estudantes e corpo docente mais volumes por áreas de bacharelado e pós-graduação V=50.750 + 100F + 12E + 12H + 335U + 3.050M + 24.500D V= Vol F= n.º de prof. E= n.º de estudantes H= n.º de honors students U= n.º de áreas de concentração na graduação M= áreas dos cursos de Mestrado D= áreas dos cursos de doutorado Fórmula de McClellan: alocação do orçamento para compra 2(AxB) – C x E D A= n.º de leitores nessa temática B= n.º de vol. Ideal C= n.º de vol. existentes D= depreciação E= preço médio p/ vol.
  • 206.
    Compilações estatísticas: c)Fórmulas Baesley (para bibliotecas públicas): baseado nos recursos mais população, circulação e capacidade de pesquisa B = P B= recursos bibliográficos C= circulação P= população servida S= fator de pesquisa C P
  • 207.
    Compilações estatísticas d) Comparações:Qualquer tipo de estudos feitos na mesma biblioteca em períodos diferentes ou entre bibliotecas comparáveis durante um mesmo período. e) Equilíbrio dos assuntos: Levantamento dos dados estatísticos proporcionalmente por classes, duplicatas, autores, datas, etc. com o intuito de levantar os assuntos mais fortes ou falhas em relação às necessidade locais ou com as políticas estabelecidas. f) Pedidos não atendidos: Embora seja de menor número deve-se criar mecanismos para controlar este tipo de dados (por classe ou assunto, autor, título, etc.) para possibilitar a identificação das lacunas e falhas da coleção. 213
  • 208.
    Compilações estatísticas g) Empréstimo-entre-bibliotecas:pode-se desenvolver padrões de desempenho a partir da relação entre uso do acervo x empréstimo-entre-bibliotecas. h) Tamanho de excelência: método que é voltado para o padrão de desempenho e qualidade. Utiliza-se as leis bibliométricas (Bradford, Zipf, etc) para levantar por exemplo quantos volumes seriam necessários par atender 95% da demanda da biblioteca. i) Circulação: Cálculos da circulação por categorias de usuários, por classes de assuntos, por data de aquisição, data de último uso, por número de empréstimos, etc. são alguns exemplos de tipo de dados que podem ser utilizados em relatórios de fim de ano para provar o quanto a biblioteca é importante para a instituição ou de seu desempenho anual ou ainda de sua qualidade. 214
  • 209.
    215 Compilações estatísticas j) Gastos:Os dados relativos aos investimentos em recursos e treinamentos profissionais podem servir de parâmetros anuais para avaliação da importância da própria biblioteca dentro da instituição mantenedora. De acordo com os padrões internacionais, as obras recém-adquiridas em bibliotecas especializadas devem ser consultadas pelo menos uma vez por ano.
  • 210.
    216 Aplicação de padrões: Agênciase associações especializadas publicam padrões e/ou critérios para credenciamento de programas educacionais. No Brasil o MEC credencia instituições educacionais e através do Conselho Federal de Educação (CFE) e faz exigências em relação às bibliotecas para que uma universidade funcione (Resoluções 18/1977 e 7/1978 do CFE). As bibliotecas têm que possuir no mínimo 30.000 títulos de livros. O acervo de periódicos tem que ter qualidade e quantidade de acordo com cada área. Além disso, é exigido que as coleções estejam tratadas e disponíveis para consulta e/ou empréstimo. • a) Vantagens: pode ser relacionado às metas/objetivos da biblioteca/instituição mantenedora. b) Desvantagens:  metas/objetivos não são passíveis de avaliação objetiva  metas/objetivos não são fáceis de interpretar  requer alto nível de conhecimento
  • 211.
    217 Verificação de listas,catálogos e bibliografias a) Vantagens:  são completas e especializadas  são compiladas por especialistas no assunto  são eficientes na produção de respostas  são fáceis de usar b) Desvantagens:  não produz resultados se o instrumento também é usado como fonte de aquisição  desatualiza-se rapidamente,  não funciona se quem produz a lista não promove sua atualização permanente  não possui qualquer relação direta com a comunidade específica da cada biblioteca
  • 212.
    218 Tipos de listas Listas básicas ou lista padrão: elaboradas por instituições especializadas ou por especialistas do assunto;  Listas correntes: relaciona os livros mais vendidos, vencedores de prêmios, melhores do ano, etc.;  Listas autorizadas: preparadas por autoridades governamentais ou por associações para credenciamento de instituições da área escolar. Ex. lista de livros didáticos * Listas para casos específicos: elaboradas tendo em vista as necessidades de uma biblioteca ou grupo de bibliotecas. (FIGUEIREDO, 1998)
  • 214.
    Obtenção da opiniãodos usuários a) Vantagens:  levantamento dos pontos fracos e fortes da coleção e dosníveis e tipos de necessidade dos usuários;  podem relacionar esses dados aos objetivos e metas da biblioteca e da instituição mantenedora;  podem levantar mudanças de interesse, diretrizes das pesquisas, etc.;  em se tratando de usuários que também são peritos na área eles se tornam importantes fontes de informação. b) Desvantagens:  Em geral os usuários são passivos diante da coleção. Por isso os questionários funcionam menos que a entrevista exigindo mais tempo.  o “calibre” dos usuários atuais pode ser muito alto ou muito baixo para o nível esperado.  as baixas demandas detectadas podem ser na verdade falta de interesse momentâneo dos usuários. 220
  • 215.
    221 Observação direta a) Vantagens: prática * de resultados imediatos b) Desvantagens:  requer um perito na área de especialização do assunto * é pouco eficiente se não estiver associado à outras metodologias (FIGUEIREDO, 1998)
  • 216.
    222 Verificação de adequaçãodos recursos totais (internos e externos) É um método utilizado para medir os recursos disponíveis para satisfazer os usuários de maneira eficiente e eficaz. Este método diz respeito tanto à coleção da biblioteca quanto dos recursos e infraestrutura disponível. a) vantagens: é um método realístico e encoraja a cooperação bibliotecária; b) desvantagens:  não é muito fácil de operacionalizar induzindo ao erro por amostragens;  depende de quais recursos estão disponíveis e onde.
  • 217.
    223 • Parte doprincípio de que nenhuma biblioteca é auto-suficiente, logo, é preciso considerar outros recursos informacionais para complementar a qualidade das coleções daquela biblioteca • Deve responder à pergunta: Qual é a totalidade dos recursos disponíveis para satisfazer as necessidades dos usuários de uma biblioteca? • Teste do uso relativo de várias bibliotecas – Mede a disponibilidade do item nabiblioteca
  • 218.
    224 As cinco leise a avaliação de coleções • 1ª LEI: os livros são para ler/usar –A primeira lei diz respeito àorganização • acessibilidade –Custo: Um livro que custa R$30,00 com pouco uso poderia ser gasto com outro com mais uso. –Benefício: podemos fornecer itens na hora em que o usuário solicita? (LANCASTER 1996, p. 11-14)
  • 219.
    225 As cinco leise a avaliação de coleções • 2.ª LEI: a cada leitor o seu livro –A Segunda lei diz respeito ao usuário (atendimento) • disponibilidade dos itens. –as estatísticas mostram sempre o sucesso de uma solicitação. Mas e o que não deu certo está registrado onde? Foi solucionado o problema? O usuário encontrou o item disponível na hora? Tudo o que é procurado é encontrado? (LANCASTER, 1996, p. 11-14)
  • 220.
    226 As cinco leise a avaliação de coleções • 3.ª LEI: a cada livro seu leitor –O foco desta lei é o livro • diz respeito a capacidade de tornar as pessoas cientes de novas publicações que lhes possam interessar. –Em geral as bibliotecas são muito passivas aguardando a chegada de seus usuários (LANCASTER, 1996, p. 11-14)
  • 221.
    227 As cinco leise a avaliação de coleções • 4.ª LEI: poupe o tempo do leitor –A Quarta lei diz respeito a questões de custo- eficácia. –Em geral o tempo do usuário é considerado sem custo. Mas está comprovado que o custo de uso de informações em bibliotecas excede seu custo de produção e distribuição. (LANCASTER, 1996, p. 11-14 )
  • 222.
    228 As cinco leise a avaliação de coleções • 5.ª LEI: a biblioteca é um organismo em crescimento –Esta lei está relacionada com a questão da adaptabilidade. –As bibliotecas podem ser avaliadas em função da sua capacidade de aproveitar as possibilidades oferecidas pela tecnologia ou em função das mudanças das necessidades de sua clientela. (LANCASTER, 1996, p. 11-14)
  • 223.
    229 Atenção para asinterpretações: a) Maciel e Mendonça (2000) •Descarte: consiste em selecionar aqueles documentos que, através da função avaliação, foram considerados desnecessários ou defasados em relação às expectativas dos usuários. Retirada definitiva do material do acervo. •Desbastamento: consiste na retirada de documentos pouco utilizados pelos usuários, de uma coleção de uso frequente para outros locais – o depósito. (MACIEL, MENDONÇA, 2000) b) Figueiredo (1998, p. 84) e Evans (2000, p. 407: Processo de extrair títulos ou partes da coleção, quer para remanejamento, quer para descarte. 6. Desbastamento 6.1 Conceitos e Objetivos
  • 224.
    230 Políticas para desbastamentoe descarte a) Indicação de uma comissão que se responsabilize pela aprovação dos documentos indicados para serem colocados em depósitos ou descartados b) Definição do tempo máximo que uma publicação não utilizada deve permanecer na coleção corrente c) Indicação do prazo médio para desatualização e desativação de determinados tipos de materiais, tais como: livros-didáticos, livros-texto, catálogos, folhetos, publicações periódicas, obras de referência, etc. (MACIEL; MENDONÇA, 2000).
  • 225.
    Políticas para desbastamentoe descarte d) Necessidade de se manter um exemplar nas estante de uso frequente de alguma publicação transferida. e) Definição sobre a não-pertinência de determinado documento ou coleção ao acervo da biblioteca f) Determinação de um prazo médio para a permanência dos documentos localizados nos depósitos g) Definição de normas e procedimentos para utilização dos documentos armazenados nos depósitos (MACIEL; MENDONÇA, 2000). 231
  • 226.
    232 uma problemática em desbastamento “Acriação de acervos paralelos, não diríamos inativos, mas de frequência de uso baixa, chamados semiativos, está a exigir dos bibliotecários estudos urgentes e acurados, como medida indispensável para o cumprimento dos novos paradigmas da gerencia dos acervos”. (MACIEL; MENDONÇA, 2000, p. 26).
  • 227.
    233 DESBASTAMENTO - RAZÕES - •Economia de espaço • Melhoria da acessibilidade • Economia de verba (FIGUEIREDO, 1998, p. 159-161) - BARREIRAS - • Psicológica • Política • Tempo • Legal • Status • Medo de cometer erros
  • 228.
    – FATORES – •Espaço físico Descarte – CRITÉRIOS – • para livros: assunto, • Mudanças de campo de interesse • material obsoleto • Condições físicas –OPÇÕES DE DESCARTE – • eliminação (efêmero) • venda • permuta idade, cobertura, recursos alternativos, condições físicas, nível de profundidade no tratamento do assunto, autoridade do autor, língua • Para periódicos: editor, cobertura de indexação, versões alternativas, idade, (FIGUEIREDO, 1998, p. 76-79) língua 234
  • 229.
    6.2 Critérios, Métodose Técnicas Diretrizes da ALA para remanejamento, desbastamentoe preservação • Critérios de uso (circulação, consultas, etc) • Valor e qualidade (critérios de seleção) • Método de leitura nas estantes e papeleta do livro (notificar ao usuário a decisão de descarte com a papeleta) • Critérios de duplicação indesejável • Critério de remanejamento para periódicos • Critérios de material em deterioração (FIGUEIREDO, 1998, p. 166-167) 235
  • 230.
    Critérios para remanejamento •Pela data – da publicação: operação mais econômica e pode ser feita no catálogo ou estantes – Da aquisição: operação mais cara pois requer exame de outros registros e alteração no catálogo – Circulação: operação mais onerosa de todas pois requer o exame da circulação e alteração no catálogo • Como os livros serão selecionados para remanejamento? – Estudo dos livros nas estantes, valor do título dentro do assunto, importância histórica da área, disponibilidade de outros materiais sobre o assunto, uso do volume e condições físicas • Como serão armazenados? – Uso infrequente, moderado e pesado (acesso livre ou restrito ou em outro local) – Benefícios (possibilidade de leitura casual ou não) – custos (FIGUEIREDO, 1998, p. 168-171) 236
  • 231.
    Técnicas para revisãoe desbastamento segundo Mosher • Medidas do uso passado: contagem da circulação, tempo na estante, uso interno, registro de EEB, análise de citações (avaliação) • Revisão das estantes: identificação dos títulos para armazenamento, descarte ou para preservação/conservação com aplicação da papeleta informando ao usuário • Consulta ao usuário: após identificação dos títulos para desbastamento aplicar outros métodos (análise de citação, importância do título para a área, etc) mais subjetivos incluindo os usuários especialistas (FIGUEIREDO, 1998, p. 167) 237
  • 232.
    Fluxo de trabalho *Questões a serem consideradas antes da tomada de decisão em relação ao desbastamento - Qual é o nível de coleção desse item? - É prioritário ou não? - Os critérios de seleção que levaram à escolha desse item ainda são válidos? Esse item é exemplar único no país, no Estado, no município? - Qual é a demanda potencial? (relacionar com a missão e não apenas com o uso)
  • 233.
    Estrutura de Atkinsonpara preservação • Classe 1 – uso muito pesado • Classe 2 – valor econômico • Classe 3 – valor intelectual (HAZEN, 2001) 239
  • 234.
    Critérios gerais paradesbastamento * Valor * Uso * Duplicação indesejável * Deterioração Critérios para remanejamento * data de publicação * data de aquisição * data de circulação (diagnóstico x uso) * taxa de obsolescência (idade média de uso)
  • 235.
    Taxa de obsolescênciaCálculo da idade média de uso Uso da Área X no dia 2 de janeiro de 2016 2013- 2015 Soma 312 itens Ano de Publicação Número de itens 2015 25 2014 115 2013 172 2012 81 2011 53 2010 29 2009 17 2008 Anterior a 2008 85 Total 585
  • 236.
    Explicação do quadro -No quadro 25 itens emprestados foram publicados em 2015 enquanto 114 itens emprestados foram publicados em 2014 e assim sucessivamente. - Comparando com o total de 585, os três primeiros anos concentram mais da metade dos itens (312). - Logo, é certo dizer que a idade média de uso da área W é de três anos - uma estimativa muito útil para medir a obsolescência de uma forma bastante simples e rápida – Mas é preciso implementar o controle!
  • 237.
    Métodos para planejamentoe implementação do desbastamento • CREW – Continuos Review Evaluation and Weeding • Sistema de Slote (Stanley J. Slote) – Baseado na data de circulação e tempo na estante para identificar candidatos ao desbastamento • Sistema de Segal (Joseph P.Segal) – MUSTY: Misleading; Ugly; Superseded; Trivial; Your colletion no longer needs the item – Baseado na data de publicação e circulação e vários elementos subjetivos 243
  • 238.
    CREW: método dedesbastamento * é um acrônimo do termo em inglês ContinuousReviewEvaluationWeeding * tradução: Avaliação e Revisão contínua para desbastamento. * Livro clássico sobre desbastamento é de autoria de Slote – leitura obrigatória
  • 239.
    Método CREW paradesbastamento * o método CREW está baseado em duas partes: a) fórmulas para classes e subclasses da CDD onde os itens estão agrupados. As fórmulas consideram a idade do item e o número de anos passados desde a última vez que foi emprestado. b) sistema MUSTIE – outro acrônimo o qual apresenta os seis fatores negativos que torna um item candidato ao desbastamento (derivado do Sistema de Joseph Segal – Musty = mofado)
  • 240.
    Sistema MUSTIE M =Misleading(itens que apresentam inexatidão conforme o critério de seleção precisão) U = Ugly (itens que apresentam problemas em suaconstituição física); S =Superseded (itens desatualizados ou que foram superados por edições posteriores); T =Trivial (itens de interesse efêmero ou superficiais sem mérito técnico-científico ou cultural) I = Irrelevant (irrelevante para as necessidades e interesses da comunidade) E = Elsewhereavaiable (são itens “disponíveis em outro lugar” sem custo, tais como os itens disponíveis online em projetos como Gutenberg).
  • 241.
    Aplicação do MétodoCREW segundo Larson * usar o módulo de circulação do software que gerencia o sistemada biblioteca para aplicar o método CREW. * mapear os itens por classes e subclasses da CDD sob duas grandes categorias: itens que não circularam nos últimos três anos e itensque circularam nos últimos três anos e fazer duas listas para cada situação. * Dicas: a) usar planilhas eletrônicas pois em geral os softwares parabibliotecas exportam esses tipos de dados. b) Se o sistema permitir, incluir no relatório dados sobre: título, autor, data de publicação, última data de circulação, números de cópias, e código de barras. c) dimensionar o trabalho para cada seis semanas até contemplar todoo acervo.
  • 242.
    ATENÇÃO: Aplicação do MétodoCREW segundo Larson Em 80% dos casos os itens que não circularam nos últimostrês anos são descartados imediatamente. No entanto, é preciso verificar o item (revisão das coleções) e analisar outros fatores uma vez que o desbastamento não é um processo automático.
  • 243.
    Aplicação do MétodoCREW segundo Larson * De posse das duas listas o próximo passo é aplicar a fórmula que consiste de três partes: a) anos que se passaram desde a última data de publicação = idade do item (de preferência a data de copyright). b) tempo máximo permitido sem uso. c) presença dos fatores negativos identificados no MUSTIE o qual influenciará a tomada de decisão pelo desbastamento.
  • 244.
    Aplicação do MétodoCREW segundo Larson * Exemplo: a fórmula "8/3/MUSTIE" quer dizer: - Considere o descarte desse livro nessa classe quando a última data de copyright for maior que oito (8) anos atrás; - e/ou, quando sua última data de circulação ou uso interno for maior que três (3) anos atrás; - e /ou quando o item possuir um ou mais fatores do MUSTIE.
  • 245.
    Aplicação do MétodoCREW segundo Larson Um programa de desbastamento orientado pelo método CREW deverá ser descrito segundo o exemplo: 010 (Bibliografia) 10/3/MUSTIE – Bibliografias e fontes de informação para o leitor mantém sua utilidade enquanto os itens indexados nessas fontes permanecerem relevantes. Muitos desses itens farão parte da coleção de referência […]. Considere o descarte de itens da coleção corrente sem uso nos últimos três anos. Descarte a maioria das bibliografias com dez anos de publicação (data de copyright) ou quando sair uma nova edição – a menos que a bibliografia tenha uma boa média de uso interno ou de circulação. 020 (Biblioteconomia) 10/3/MUSTIE – Descarte tudo que não estiver de acordo com a prática atual e aceitável. Também descarte edições anteriores de livros-textos de Biblioteconomia e títulos que lidam com serviços e tipos de materiais obsoletos ou tecnologias para bibliotecas já superadas.
  • 246.
    Fonte: Larson (2012,p. 105) Demonstração do modelo O “X” quer dizer que o elemento não se aplica em função de algum aspecto. Classes da CDD Fórmula CREW 004 3/X/MUSTIE 010 10/3/MUSTIE 020 10/3/MUSTIE 030 5/X/MUSTIE Outros 000 5/X/MUSTIE
  • 247.
    Fluxo de trabalho:Avaliação, Revisão e Desbastamento * avaliar coleções: abordagem qualitativa ouquantitativa (baseada no uso de itens, por exemplo) para levantar obras que nunca foram consultadas. * Elaborar uma lista de obras- no caso do exemplo combaixo uso. * verificar cada item in loco para analisar o que está interferindo no problema identificado – no casodo exemplo – o baixo uso (revisão de coleções) * Verificar o formulário de seleção dos itens envolvidos * tomar a decisão: esse item será ou não objeto do desbastamento?
  • 248.
  • 249.
    Core collection (núcleo) Oslocais mais “nobres” da biblioteca devem ser ocupados por uma coleção principal (core collection ou núcleo da coleção de livros bem como de outros materiais) que provavelmente serão utilizados pelos usuários Esse conceito está associado ao acesso livre às estantes e material prontamente disponível Slote (1997, p 29-30)
  • 250.
    Non-core collection Os demaismateriais, isto é, aqueles itens que terão menos chances de serem utilizados pelos usuários constituem a non-core collection. Os materiais devem ser alocados em locais secundários, transferidos para outras bibliotecas ou descartadas conforme o caso. Por locais secundários entende-se armazenamento compacto, área de depósito ou alocação dos materiais em áreas menos acessíveis o que representa despesa menor com armazenamento Slote (1997, p 29-30)
  • 251.
    Core collection A corecollection deve reter x% do provável uso futuro das coleções atuais. a) X% é dependente de cada biblioteca (seus objetivos bem como da obsolescência dos materiais ao longo do tempo) b) Se as condições permitirem é possível subdividir coleções em subcoleções por tipo de materiais, localização, departamento, entre outros mais convenientes para cada caso. c) Uso futuro é calculado por meio de dados de circulação do passado Slote (1997, p 29-30) e Lancaster (2004, p. 51)
  • 252.
    Uso futuro: Usofuturo é calculado por meio de dados de circulação do uso passado (LANCASTER, 2004, p. 51) Taxa de retorno: relação inventário/uso ou circulação/inventário ou taxa de retorno Fator de uso: proporção de circulação que é devida a uma classe dividida pela proporção do acervo ocupado por esta classe (LANCARTER, 2004, p. 61) ou percentagem de uso esperado. Viés da estante: vide ilustração a seguir
  • 253.
  • 254.
    SOUSA, Hugo Nunesde. Avaliação em bibliotecas especializadas. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biblioteconomia)-Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2017. taxa de retorno ou uso futuro
  • 255.
    SOUSA, Hugo Nunesde. Avaliação em bibliotecas especializadas. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biblioteconomia)-Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2017. Análise do uso relativo Média 2013-2015 / % atual de exemplares * 100 = % de uso esperado
  • 256.
    SOUSA, Hugo Nunesde. Avaliação em bibliotecas especializadas. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biblioteconomia)-Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2017. Análise do uso relativo
  • 257.
    7 Tópicos especiais •7.1 Conservação e Preservação 7.2 Direitos autorais 263
  • 258.
    • Conservação – Armazenamentoe manuseio adequado • Más práticas: em armários fechados, em estantes abarrotadas,itens mal acondicionados nas estantes • Boas práticas: programa de reparo e encadernações, de conservação e preservação e administração de emergências – Controle do ambiente • Temperatura, umidade, luz natural e artificial, filtros para reduzir gases, composição dos itens impressos (aspergillas furnigatus)que podem ser tóxicos, insetos • Atenção para rastros dos insetos nas estanterias, para exames periódicos em materiais não convencionais e usar quarentena para materiais recebidos como doação Ver site: http://www.arqsp.org.br/cpba/ e também: http://palimpsest.stanford.edu/byorg/chicora/chicpest.html 264 7.1 Conservação e preservação
  • 259.
    265 • Conservação (continuação) –Segurança • Inclui segurança física, mutilação, roubo, acidentes com líquidos e fumaça, equipamentos e desastres • Projeto de segurança deve incluir roubo e mau uso com sistema de segurança, guardas • Preservação – Opções para manuseio de material quebradiços • Microfilmar, copiar em papel alcalino, descartar, transferir para outro local controlado, providenciar a umidificação do material ou restaurar, enfim decidir o que deve ser feito corretamente considerando as consequências • Isolar jornais pois são muito ácidos – Questões de preservação para material não convencional • Fotografias são preocupantes pelo tipo de armazenamento e por causa da química utilizada e um CD-ROM tem um ciclo de vida útil de até 30 anos
  • 260.
    266 • Preservação (continuação) •Estabelecer padrões e métodos buscando participar dos debates e projetos cooperativos para preservação de material não convencional e digital • LOCKSS: Lot of Copies Keeps Stuff Safe –Cooperação –Seguro • O bibliotecário deve ter habilidades para administrar as coleções para garantir sua constituição física e saber quando recorrer ao especialista para ajudá-lo nesta tarefa.
  • 261.
    267 • Direito doautor (Lei 9.610, 19/02/1998) • Direito de cópia versus copyright • Copyleft (deixamos copiar) - http://www.gnu.org/copyleft/copyleft.pt.html • DRM (Digital Restriction Management) – sistema de gestão digital de restrições (restrições de acesso e de cópia de obras publicadas em formatos digitais) 7.2 Direitos autorais
  • 262.
    Breves definições • Moral •Propriedade Autor Direito de reprodução Dois sistemas vigentes – sistema inglês ou anglo-saxão. Exemplo: Nos Estados Unidos o Copyright privilegia os aspectos patrimoniais – sistema francês (Droit d'auteur ) – valoriza a tutela do autor. Exemplo: Brasil. (BRANCO; BRITO, 201 26 38 )
  • 263.
    Copyleft • Refere-se aodesenvolvimento de softwares livres da restrição dos direitos autorais e, portanto, aberto para estudo e aperfeiçoamento contínuo. • Surgiu no final da década de 1980 para recuperar as liberdades perdidas com a mercantilização da informática – Richard Stallman • Seu princípio filosófico passou a ser aplicado a qualquer tipo de obra. baseado em: SOARES, Susana Montenegro. A aquisição na era digital. 2007. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biblioteconomia)– Escola de Biblioteconomia, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007 e em OLIVEIRA, Flasleandro Vieira de A licença creative commons e a comunicação científica: a questão dos periódicos eletrônicos de acesso aberto. 2010. Dissertação (Mestrado em Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação)-Universidade Federal Fluminense. 269
  • 264.
    270 Licenças específicas paraobras intelectuais • Creative commons • General Public Licence (GLP) • Open Source Journalism • Entre outras ( OLIVEIRA, 2010)
  • 265.
    271 Creative Commons • Disponibilizaopções flexíveis de licenças que garantem proteção e liberdade para artistas e autores. A idéia de “todos os direitos reservados” do direito autoral tradicional foi recriada para transformá-la em “alguns direitos reservados”. • Iniciativa de Lawrence Lessig www.creativecommons.org.br (OLIVEIRA, 2010)
  • 266.
    272 Condições das licenças •Obra protegida por direitos autorais mas você permite que outras pessoas copiem, distribuam, exibam e executem a obra e as obras derivadas criadas a partir dela desde que se dê o crédito na formaque você estabeleceu • Compartilhamento pela mesma licença. Você pode permitir que outras pessoas distribuam obras derivadas somente sob licença idêntica a que rege a sua obra. • Uso não comercial. Permite que outras pessoas copiem, distribuam, exibam e executem, bem como permite obras derivas criadas a partir dela, mas somente para fins não comerciais. • Não às obras derivadas. Você permite que outras pessoas copiem, distribuam, exibam e executem somente as cópias exatas da sua obra, mas não obras derivadas.
  • 267.
    273 Licenças no CreativeCommons Você pode: * copiar, distribuir, exibire executar a obra * criar obras derivadas * Sob as seguintes condições: – Atribuição. Você deve dar crédito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante. – Uso Não-Comercial. Você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais. – Para cada novo uso ou distribuição, você deve deixar claro para outros os termos da licença desta obra. Qualquer uma destas condições podem ser renunciadas, desde que Você obtenha permissão do autor. Nada nesta licença impairs ou restringe os direitos morais do autor.
  • 268.