Síntese: A Sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação
em conhecimento.
Marineile Bakkenist Altarúgio e Joel Sossai Coleti
Atualmente, encontramos diversas pessoas com dificuldades para adequar-se
as exigências sociais cada vez maiores das novas formas de alfabetização (literária,
gráfica, informática, científica, etc.), apesar da ampliação da educação obrigatória
e, consequentemente do aumento do tempo de estudo a qual cada pessoa se
dedicou.
A real sociedade do conhecimento exige que pessoas aprendam diferentes
coisas ao mesmo tempo e que as aprendam de forma inserida na nova cultura da
aprendizagem, ou seja, de forma a conceber e gerir o conhecimento adquirido. Para
isso faz-se necessário o domínio de diferentes competências, de acordo com Pozo &
Postigo, 20001 apud Pozo 2004, tais como:
 Competências para a aquisição de informação.
 Competências para a interpretação da informação.
 Competências para a análise da informação.
 Competências para a compreensão da informação.
 Competências para a comunicação da informação.
A cultura da aprendizagem foi influenciada pelo desenvolvimento da imprensa
que viabilizou o surgimento de novas formas de leitura. Agora, segundo Pozo (2004)
as tecnologias da informação estão criando novas formas de distribuir socialmente o
conhecimento.
1
POZO, J; POSTIGO, Y. Los procedimentos como contenidos escolares: uso estratégico de la
información. Barcelona: Edebé, 2000.
Considerando-se as novas tecnologias da informação, a escola contemporânea,
que já não é a fonte de conhecimento mais significativa para os alunos, deve atuar
em prol a construção de uma verdadeira sociedade do conhecimento, ou seja, aquela
na qual os cidadãos consigam desentranhar e ordenar essa informação adquirindo
efetivamente o conhecimento.
A escola deve ainda considerar e propiciar que os alunos mais do que serem
submetidos ao aprendizado de verdades estabelecidas e indiscutíveis, devem se
tornarem aptos a conviverem com “a diversidade de perspectivas, com a relatividade
das teorias, com a existência de múltiplas interpretações de toda informação, para
construir, a partir delas, o próprio juízo ou ponto de vista” (Pozo, 2004).
O atual sistema educacional brasileiro deve buscar formar “os futuros
cidadãos para que sejam aprendizes mais flexíveis, eficazes e autônomos, dotando-os
de estratégias de aprendizagem adequadas, fazendo deles pessoas capazes de
enfrentar novas e imprevisíveis demandas de aprendizagem” (Pozo e Postigo, 2000).
Referências Bibliográficas:
POZO, J. A Sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em
conhecimento. Revista Pátio, Agosto/Outubro, 2004.

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  • 1.
    Síntese: A Sociedadeda aprendizagem e o desafio de converter informação em conhecimento. Marineile Bakkenist Altarúgio e Joel Sossai Coleti Atualmente, encontramos diversas pessoas com dificuldades para adequar-se as exigências sociais cada vez maiores das novas formas de alfabetização (literária, gráfica, informática, científica, etc.), apesar da ampliação da educação obrigatória e, consequentemente do aumento do tempo de estudo a qual cada pessoa se dedicou. A real sociedade do conhecimento exige que pessoas aprendam diferentes coisas ao mesmo tempo e que as aprendam de forma inserida na nova cultura da aprendizagem, ou seja, de forma a conceber e gerir o conhecimento adquirido. Para isso faz-se necessário o domínio de diferentes competências, de acordo com Pozo & Postigo, 20001 apud Pozo 2004, tais como:  Competências para a aquisição de informação.  Competências para a interpretação da informação.  Competências para a análise da informação.  Competências para a compreensão da informação.  Competências para a comunicação da informação. A cultura da aprendizagem foi influenciada pelo desenvolvimento da imprensa que viabilizou o surgimento de novas formas de leitura. Agora, segundo Pozo (2004) as tecnologias da informação estão criando novas formas de distribuir socialmente o conhecimento. 1 POZO, J; POSTIGO, Y. Los procedimentos como contenidos escolares: uso estratégico de la información. Barcelona: Edebé, 2000.
  • 2.
    Considerando-se as novastecnologias da informação, a escola contemporânea, que já não é a fonte de conhecimento mais significativa para os alunos, deve atuar em prol a construção de uma verdadeira sociedade do conhecimento, ou seja, aquela na qual os cidadãos consigam desentranhar e ordenar essa informação adquirindo efetivamente o conhecimento. A escola deve ainda considerar e propiciar que os alunos mais do que serem submetidos ao aprendizado de verdades estabelecidas e indiscutíveis, devem se tornarem aptos a conviverem com “a diversidade de perspectivas, com a relatividade das teorias, com a existência de múltiplas interpretações de toda informação, para construir, a partir delas, o próprio juízo ou ponto de vista” (Pozo, 2004). O atual sistema educacional brasileiro deve buscar formar “os futuros cidadãos para que sejam aprendizes mais flexíveis, eficazes e autônomos, dotando-os de estratégias de aprendizagem adequadas, fazendo deles pessoas capazes de enfrentar novas e imprevisíveis demandas de aprendizagem” (Pozo e Postigo, 2000). Referências Bibliográficas: POZO, J. A Sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em conhecimento. Revista Pátio, Agosto/Outubro, 2004.