Módulo de
Antibióticoterapia
Nancy Scardua Binda
ANTIBIÓTICOSANTIBIÓTICOS
CONSIDERAÇÕES GERAISCONSIDERAÇÕES GERAIS
ANTIBIÓTICOSANTIBIÓTICOS: histórico: histórico
500 AC- princípio da terapia
antimicrobiana
440 AC- uso de vinho em
ferimentos por Hipócrates
Aplicação molho de soja sobre
funrúculos traz benefícios
terapêuticos
Teoria microbiana das doenças
1861- Louis Pasteur – teoria biogênica
1876 - Koch
Século XX
Identificação e caracterização de patógenos e seus
mecanismos
Introdução da terapia microbiana
ANTIBIÓTICOS: históricoANTIBIÓTICOS: histórico
ANTIBIÓTICOSANTIBIÓTICOS: histórico: histórico
1900: Uso de arsênico
1929: Fleming: descoberta da penicilina
1935: Domagk: efeito terapêutico do Prontosil
1938: sulfapiridina: 1ª sulfa a ser comercializada
1939: Chain e Florey: obtenção da penicilina
1941: Era moderna: uso terapêutico da penicilina
1950: Anos dourados da quimioterapia antimicrobiana
FOCO ATUAL:
desenvolvimento de atb semi-sintéticos com
propriedades mais desejáveis ou diferentes
espectros de atividade
ANTIBIÓTICOS: históricoANTIBIÓTICOS: histórico
ANTIBIÓTICOS: ConceitoANTIBIÓTICOS: Conceito
Substâncias produzidas por microorganismos vivos
(bactérias, fungos, actinomicetos), que suprimem o
crescimento ou matam outros microorganismos
Atuam em concentrações muito baixas
O uso comum estende o termo para incluir agentes
antimicrobianos sintéticos (sulfas, quinolonas)
ANTIBIÓTICOS: importânciaANTIBIÓTICOS: importância
Fármacos curativos
Importância ainda maior nos países em
desenvolvimento (doenças infecciosas)
Muito receitados (30% de todos os pacientes
hospitalizados)
Usados de modo incorreto→ aparecimento de patógenos
resistentes→ necessidade de novos fármacos→↑ dos custos
da assistência médica
ANTIBIÓTICOS: finalidadeANTIBIÓTICOS: finalidade
Inibir / matar os microrganismos infecciosos e ter
efeitos mínimos ou nenhum efeito sobre o receptor
Tal tipo de tratamento é denominado quimioterapia.
Princípios do tratamento
antimicrobiano
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Terapia bem sucedida: atividade antimicrobiana sem toxicidade
significativa para o hospedeiro
Absorção: Cpmáx> CIM
Distribuição: chegada no local de ação
Via de administração: oral/ iv/ im
Excreção: principal renal*
12
*Pode haver eliminação por outras vias,
como o leite, pouco importante como via
de eliminação, mas de interesse pela
possibilidade de causar efeitos no lactante
Bases farmacocinéticas
Bases farmacocinéticas
• Penetração do ATB nos compartimentos anatômicos:
- barreiras físicas (BHE, camada lipídica)
- propriedades químicas da molécula
(polaridade, partição O/A)
- presença de transportadores de membrana
(glicoproteína P)
LEVOFLOXACINO
PICO
(TECIDO/PLASMA)
ÍNDICE DE
FALÊNCIA
PELE 1,4 16%
LÍQUIDO REV.
EPITELIAL PULMÃO
2,8 3 %
TRATO URINÁRIO 67 0%
Tecidos com penetração diferencial:
• Líquido de revestimento epitelial dos pulmões
• Tecido nervoso central
• Olhos
• Compartimentos farmacocinéticos: o corpo apresenta
diferentes perfis de concentração tempo.
Bases farmacocinéticasBases farmacocinéticas
Testes de sensibilidade x EficáciaTestes de sensibilidade x Eficácia
• Escolha racional: isolamento e identificação do MO
responsável pela infecção.
• Testes de sensibilidade: concentração inibitória
mínima.
dose
Eficácia
Resistência do MO ao
fármaco
Resistência do MO ao
fármaco
CIM= concentração mínima capaz de inibir multiplicação bacteriana
CBM=concentração mínima capaz de eliminar culturas já existentes
Escolha de dose e esquema posológico
Correlaciona-se a CIM com concentrações plasmáticas obtidas em esquemas
posológicos factíveis e não tóxicos, afirmando-se que há sensibilidade quando
CIM for inferior a essas concentrações.
Bases farmacocinéticasBases farmacocinéticas
PARÂMETROS FARMACOCINÉTICOS
Dose ideal:
CI80 a CI90 no foco
infeccioso
Efeito pós-antibiótico
Antibióticos com alta relação Cmax/CIM inibem a multiplicação
bacteriana mesmo após a queda da [ ] abaixo da MIC por tempo
prolongado. Aminoglicosídeos e fluoroquinolonas.
Antibióticos com parâmetros farmacocinéticos/farmacodinâmicos
tempo dependentes (T>CIM), como os betalactâmicos são
desprovidos de efeito pós-antibiótico.
• Farmacocinética populacional e variabilidade de resposta
ao fármaco.
Perfis farmacocinéticos diferentes entre cada paciente.
Fatores: variabilidade genética
comorbidades
interações farmacológicas
medidas antropométricas
Bases farmacocinéticas
Falha
terapêutica
Efeitos tóxicos
Toxicidade seletivaToxicidade seletiva
Tipo de
alvo
Mecanismo alvo Exemplo
Exclusivo Via genética ou bioquímica exclusiva do
patógeno
Inibidores da
síntese da parede
celular
Seletivo Isoforma exclusiva de uma ptn que é
exclusiva do patógeno
Inibidores da
diidrofolato
redutase
Comum Necessidade metabólica é específica do
hospedeiro
5-Fluoracila
Mecanismo de seleção de alvos de agentes quimioterápicos
Tipos de TratamentoTipos de Tratamento
Profilático Preventivo Empírico Definitivo Supressor
Sem infecção Infecção Sintomas Identificação
do patógeno
Regressão
Tratamento profiláticoTratamento profilático
• Evitar a infecção impedir desenvolvimento doença
• Único fármaco atóxico e eficaz
• Doses são menores
• Grupo de microorganismo
• Situações: pacientes imunosuprimidos (HIV CD4<200cél/mm3
)
profilaxia cirúrgica em procedimentos sépticos
(antes: 60 min/ após: 24h)
procedimentos dentários (até 2 h após) (1ª: ampicilina/
cefatriaxona / 2ª: macrolídeo ou clindamicina)
• Não deve ser usada rotineiramente
Tratamento preventivoTratamento preventivo
• Administração do ATB antes do aparecimento do sinais e
sintomas
• Indícios da contaminação
• Duração curta e pré-definida
• Situações: transplantes de cél. tronco
hematopoiéticas e órgãos sólidos para evitar
citomegalovírus
Tratamento pós-exposiçãoTratamento pós-exposição
• Evitar a infecção o paciente já foi exposto ao MO
• Situações: rifampicina para meningite meningocócica
macrolídeos para evitar coqueluche
coquetel antiretroviral para HIV
profilaxia da gonorréia e sífilis
transmissão materno-infantil do HIV e sífilis
Tratamento empíricoTratamento empírico
• Paciente sintomático
• Espectro largo
• Apresentação clínica indícios de MO específico
conhecimento de MO mais comuns em determinados
hospedeiros e locais de infecção
• Pode atrapalhar o fechamento de diagnóstico
• Identificação imediata de bactérias: exame com o corante
Gram
Tratamento definitivoTratamento definitivo
• Patógeno isolado
• Evidências clínicas do patógeno
• Teste de sensibilidade realizado
• Único fármaco
• Espectro estreito e atóxico
• Duração deve ser a menor possível
• Associação: evitar a resistência
acelerar a rapidez microbicida
sinergismo (sulfonamida+tripmetropina))
reduzir toxicidade
Tratamento supressorTratamento supressor
• Profilaxia secundária
• Tto é mantido em doses baixas
• Evidências da não erradicação do patógeno
• Situações: Aids e receptores de transplante
AUXÍLIO NA ESCOLHA DE UM
ANTIBIÓTICO
Testes Laboratoriais IndiretosTestes Laboratoriais Indiretos
• Leucocitose: (4.500 →10.000 cel/mm3)
• Neutrófilos (70% ) > imaturos / total (desvio a esquerda e
escalonado) (metamielócitos,
mielócitos, promielócitos e mieloblastos)
• Granulações tóxicas e vacúolos neutrofílicos
• Eosinopenia
• Linfócitos β > produção anticorpos
• Linfócitos T > imunidade celular ( vírus e tumores)
Leucometria=20.000/mm3.
Bastonetes =10% - valor absoluto =2.000/mm3.
Metamielócitos =6% -valor absoluto =1.200/mm3.
Mielócitos =2% - valor absoluto =400/mm3.
Escalonamento: Bastonetes > metamielócitos >
mielócitos.
Testes DiretosTestes Diretos
• Coloração Gram
• Culturas
• Imunológicos
• Moleculares : hibridização DNA do agente
• Concentração inibitória mínima
• Difusão em disco
• Detecção de fatores de resistência
Fatores importantes para a escolha do fármaco
• gravidade da doença (via, espectro, dose)
• local onde a doença foi adquirida (endemias,
comunidade, hospitais)
• susceptibilidade microbiana local (resistência)
• outras pessoas doentes próximas(profilaxia)
• características e sintomas da doença (espectro)
Selecionando o agente terapêuticoSelecionando o agente terapêutico
Fatores relacionados ao fármaco:
• aminoglicosídeos : efeito bactericida concentração-
dependente.
• β lactâmicos e vancomicina : efeito bactericida–
tempo dependente.
• clindamicina, tetraciclina e macrolídeos dependem
do grau de imunidade do hospedeiro.
• aminoglicosideos: infecções c/ anaerobiose
Selecionando o agente terapêuticoSelecionando o agente terapêutico
Fatores relacionados ao paciente :
• genéticos (acetiladores rápidos→ menores níveis de
isoniazida (tuberculostático)
• idade (aminoglicosideos →ototoxicidade idosos)
• gravidez (tetraciclina→ alteração óssea no feto )
• lactantes (sulfonamidas → hemólise lactente)
• presença de alergias ( penicilinas )
Selecionando o agente terapêuticoSelecionando o agente terapêutico
Selecionando o agente terapêuticoSelecionando o agente terapêutico
Fatores relacionados ao paciente :
• outras comorbidades
• outros fármacos concomitantes (ligação a proteínas
plasmáticas)
• disfunções renais,circulatórias ou hepáticas
(intoxicações)
Outros fatores
• toxicidade : risco/benefício
• custos: custo/eficiência
• farmacocinética
• penetração na área infectada..
Selecionando o agente terapêuticoSelecionando o agente terapêutico
RESISTÊNCIA AOSRESISTÊNCIA AOS
ANTIBIÓTICOSANTIBIÓTICOS
Resistência BacterianaResistência Bacteriana
 Refere-se a ausência de resposta do
microrganismo a determinado antibiótico.
 Assemelha-se ao mecanismo de evasão
contra o sistema imune do hospedeiro.
Resistência Natural
Alguns microrganismos sempre apresentam resistência a
determinados antibióticos, por não possuírem sítios alvos ou
metabolismo afetado pelos fármacos.
Constituída em geral por uma característica de grupo ou de
espécie
 Resistência dos bacilos gram-negativos à penicilina G
 Resistência do M. tuberculosis às tetraciclinas Não constitui um problema
clínico significativo
Resistência aos antibióticosResistência aos antibióticos
Resistência Adquirida
Desenvolvimento de resistência por um
microorganismo (anteriormente sensível), devido ao
uso de um ATB durante certo período de tempo.
Pode se dar através de:
 Mutação
 Transferência gênica Constitui um problema
clínico significativo
Resistência aos antibióticosResistência aos antibióticos
Mutação
Alteração genética hereditária e estável que ocorre, de modo
espontâneo e aleatório, entre os microorganismos.
De etapa única: uma única mutação gênica, a resistência surge
rapidamente. Ex: resistência da E.coli e do S.aureus à rifampicina
De múltiplas etapas: várias modificações gênicas, surge
gradualmente. Ex: resistência à eritromicina, tetraciclinas e cloranfenicol
Resistência adquiridaResistência adquirida
Transferência gênica
Transdução: transferência de resistência por meio de um
bacteriófago.
Ex: resistência à penicilina, eritromicina e cloranfenicol
Resistência adquiridaResistência adquirida
Transferência gênica
Conjugação: transferência de gene cromossômico outransferência de gene cromossômico ou
extracromossômico através do contato sexual de bactérias.extracromossômico através do contato sexual de bactérias.
Ex: resistência dos bacilos da febre tifóide ao cloranfenicol, resistência do Haemophilus e
gonococo à penicilina
Resistência adquiridaResistência adquirida
Desenvolvimento de resistênciaDesenvolvimento de resistência
• Acesso reduzido do Atb ao patógeno
• Aumento da eliminação do Atb por bombas de efluxo
• Liberação de enzimas que inativam a molécula de Atb
• Alterações de ptn-alvos
• Desenvolvimento de vias metabólicas alternativas à
atingida pelo fármaco
• Alterações em enzimas MO que transforma o pró-
fámarco em fármaco ativos.
O fármaco não atinge o alvo
1) Ausência, mutação ou perda de porinas e
transportadores de membrana: “impermeabilidade do
germe ao ATB”
Ex: resistência de gram-negativos aos aminoglicosídeos e às tetraciclinas
2) Bombas de efluxo
Ex: resistência às tetraciclinas, eritromicina e fluorquinolonas
Mecanismos de ResistênciaMecanismos de Resistência
Alteração das porinas
Bombas de efluxoBombas de efluxo
Interior da bactéria
Cell wall
Porina
Antibiótico
Entrada Saída
Bomba Ativa
Bombas no interior da bactéria fazem com que,
assim que o antibiótico entre, seja “jogando
fora”
TETRACICLINAS
QUINOLONAS
Inativação do fármaco
Produção de enzimas inativantes:
 β-lactamases: inativam a os atb β-lactamicos (estafilococos,
gonococos e Haemophilus)
 Acetiltransferases, fosfotransferases e adeniltransferases:
inativam os aminoglicosídeos (E.coli)
 CAT: acetila o cloranfenicol (E.coli, H. influenzae e S.typhi)
Mecanismos de ResistênciaMecanismos de Resistência
Inativação do AntibióticoInativação do Antibiótico
Interior da bactéria
Parede
Celular
Antibiótico
Sítio de AçãoEnzima
Antibiótico
destruído
Antibiótico alterado,
Previne a ligação
As enzimas destroem o antibiótico ou impedem que ele se ligue
ao sítio de ação
Ação das β-lactamases:
Modificação estrutural do sítio de ação
• Alteração das proteínas fixadoras de penicilinas: PRP
(pneumocococos resistentes à penicilina)
• Mutação do alvo natural: resistência às fluorquinolonas
• Alteração da RNA-polimerase: resistência à rifampicina
• Alteração da diidrofolatoredutase: resistência à
trimetoprima
Mecanismos de ResistênciaMecanismos de Resistência
Modificação Estrutural do Sítio de AçãoModificação Estrutural do Sítio de Ação
Interior da bactéria
Parede
Celular
Sítio Modificado
Antibiótico
Alteração estrutural do sítio de ação:
Ligação bloqueada
O antibiótico perde a capacidade de se ligar ao sítio
QUINOLONAS
RIFAMPICINA
BETA LACTÂMICOS
MACROLIDEOS
Resistência CruzadaResistência Cruzada
Um único mecanismo é capaz de conferir resistência a
múltiplos agentes antimicrobianos
Fármacos relacionados quimicamente ou através do seu
mecanismo de ação
Sulfonamidas
Tetraciclinas
é parcial nos aminoglicosídeos
PREVENÇÃO DA RESISTÊNCIA APREVENÇÃO DA RESISTÊNCIA A
ANTIBIÓTICOSANTIBIÓTICOS
 não usar de modo indiscriminado e inadequado
 utilizar por período de tempo adequado
 preferir o uso de ATB de ação rápida e seletivos (espectro
estreito)
 Utilizar associação de fármacos quando houver
necessidade de tratamento prolongado. Ex: TBC, HIV
 as infecções por microorganismos notáveis pelo
desenvolvimento de resistência (S.aureus, E.coli, M.
tuberculosis, Proteus) devem ser tratadas intensivamente
PROBLEMAS ASSOCIADOS AO
USO DE ANTIBIÓTICOS
PROBLEMAS COM O USO DEPROBLEMAS COM O USO DE
ANTIBIÓTICOSANTIBIÓTICOS
SUPERINFECÇÃOSUPERINFECÇÃO
aparecimento de uma nova infecção durante oaparecimento de uma nova infecção durante o
tratamento quimioterápico inicial.tratamento quimioterápico inicial.
Está comumente associada ao uso de ATB de amplo
espectro (penicilinas de amplo espectro, cefalosporinas, tetraciclinas,
cloranfenicol)
Locais afetados: orofaringe, intestino, TR, TGU, pele
SuperinfecçãoSuperinfecção
É mais comum quando as defesas do hospedeiro estão
comprometidas:
terapia com corticoides
Leucemias e outras neoplasias (particularmente quando
tratadas com agentes antineoplásicos)
Síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS)
Agranulocitose
Diabetes, lupus eritematoso disseminado
Candida albicans: diarréia, vulvovaginite, “sapinho”;
tratamento: nistatina, clotrimazol
Estafilococos: enterite; tratamento: cloxacilina ou congêneres
Clostridium difficile: enterocolite pseudomembranosa;
tratamento: vancomicina e metronidazol
Proteus: ITU, enterite; tratamento: cefalosporina, gentamicina
Pseudomonas: ITU, enterite; tratamento: carbenicilina, piperacilina,
gentamicina
SuperinfecçãoSuperinfecção
CANDIDÍASE ORAL
Medidas para minimizar as superinfecçõesMedidas para minimizar as superinfecções
 Utilizar um antimicrobiano específicoUtilizar um antimicrobiano específico (espectro(espectro
estreito)estreito) sempre que possívelsempre que possível
 Não utilizar antimicrobianos para o tratamentoNão utilizar antimicrobianos para o tratamento
desnecessariamentedesnecessariamente (ex: infecções virais)(ex: infecções virais)
 Não prolongar desnecessariamente a terapiaNão prolongar desnecessariamente a terapia
antimicrobianaantimicrobiana
PROBLEMAS COM O USO DEPROBLEMAS COM O USO DE
ANTIBIÓTICOSANTIBIÓTICOS
TOXICIDADE:
Irritação Local
Irritação gástrica
Dor e formação de abcessos (IM)
Tromboflebites (IV)
Antibióticos irritantes: eritromicina, tetraciclinas,
cloranfenicol, certas cefalosporinas
PROBLEMAS COM O USO DEPROBLEMAS COM O USO DE
ANTIBIÓTICOSANTIBIÓTICOS
Toxicidade sistêmica:Toxicidade sistêmica: Fármacos com ↑ IT:
penicilinas, algumas
cefalosporinas, eritromicina
Fármacos com ↓ IT:
AMG: oto e nefrotoxicidade
Tetraciclinas: lesão hepática e
renal
Cloranfenicol: depressão da MO
Fármacos com ↓↓ IT:
Polimixina B: toxicidades renal e
neurológica
Vancomicina: perda da audição e lesão
renal
Anfotericina B: toxicidades renal,
medular e neurológica
PROBLEMAS COM O USO DEPROBLEMAS COM O USO DE
ANTIBIÓTICOSANTIBIÓTICOS
REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE
Mais comuns com:
Penicilinas
Cefalosporinas
Sulfonamidas
ANTIBIÓTICOSANTIBIÓTICOS
CLASSIFICAÇÕESCLASSIFICAÇÕES
ESTRUTURA QUÍMICAESTRUTURA QUÍMICA
Sulfonamidas e drogas relacionadas:
sulfametoxazol, dapsona (DDS, sulfona)
Quinolonas: norfloxacino, ciprofloxacino
Antibióticos β-lactâmicos: penicilinas,
cefalosporinas, carbapenemas, monobactâmicos
Tetraciclinas: doxiciclina
Derivados do nitrobenzeno: cloranfenicol
ESTRUTURA QUÍMICAESTRUTURA QUÍMICA
Aminoglicosídeos: gentamicina, neomicina
Macrolídeos: eritromicina, roxitromicina, azitromicina
Polipeptídicos: polimixina B, bacitracina
Glicopeptídicos: vancomicina, teicoplanina
Poliênicos: anfotericina B, nistatina
MECANISMO DE AÇÃOMECANISMO DE AÇÃO
inibição da síntese da parede celular: penicilinas,
cefalosporinas, vancomicina, bacitracina
Alteração da permeabilidade da membrana
celular: anfotericina B, nistatina, polimixina
Inibição reversível da síntese proteica: ATB
bacteriostáticos: tetraciclinas, cloranfenicol, macrolídeos,
clindamicina
MECANISMO DE AÇÃOMECANISMO DE AÇÃO
Alteração da síntese de proteínas levando à morte
celular: aminoglicosídeos
Alteração do função e estrutura do DNA bacteriano:
rifampicina (inibição da RNA-polimerase), quinolonas
(inibição das topoisomerases)
Antimetabólitos: trimetoprima e sulfonamidas
( bloqueiam enzimas essenciais no metabolismo do folato)
Espectro de ação dos antibióticos
Pequeno espectro: atuam em um tipo ou um grupo limitado de
microrganismos. Ex.: isoniazida é ativa somente contra micobactérias
Espectro ampliado: eficazes contra Gram-positivos e contra um significativo
número de bactérias Gram-negativos. Ex.: ampicilina (age contra Gram-
positivos e alguns Gram-negativos).
Amplo espectro: afetam ampla variedade de espécies microbianas. Ex.:
cloranfenicol
70
PARÂMETROS FARMACODINÂMICOS
ESPECTRO DE ATIVIDADEESPECTRO DE ATIVIDADE
Espectro estreito:
Penicilina G
Estreptomicina
Eritromicina
Espectro amplo
Tetraciclinas
Cloranfenicol
TIPO DE AÇÃOTIPO DE AÇÃO
Bacteriostática:
Sulfonamidas
Tetraciclinas
Cloranfenicol
Eritromicina
Bactericida:Bactericida:
PenicilinasPenicilinas
CefalosporinasCefalosporinas
VancomicinaVancomicina
AminoglicosídeosAminoglicosídeos
PolipeptídicosPolipeptídicos
QuinolonasQuinolonas
RifampicinaRifampicina
ORIGEMORIGEM
FUNGOS BACTÉRIAS ACTINOMICETOS
Penicilina Polimixina B Aminoglicosídeos
Cefalosporina Colistina Macrolídeos
Griseolfulvina Bacitracina Tetraciclinas
Tirotricina cloranfenicol
Estrutura BacterianaEstrutura Bacteriana
• Parede celular de Bactéria Gram Positivo
Dupla camada
lipídica
Peptídeoglicanos
(60%)
Estrutura BacterianaEstrutura Bacteriana
• Parede celular de Bactéria Gram Negativa
Lipídios + LPS
Dupla Camada Lipídica
Dupla Camada Lipídica
Peptídeoglicanos (10%)
Porinas

Atb 1 faminas

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    ANTIBIÓTICOSANTIBIÓTICOS: histórico: histórico 500AC- princípio da terapia antimicrobiana 440 AC- uso de vinho em ferimentos por Hipócrates Aplicação molho de soja sobre funrúculos traz benefícios terapêuticos
  • 4.
    Teoria microbiana dasdoenças 1861- Louis Pasteur – teoria biogênica 1876 - Koch Século XX Identificação e caracterização de patógenos e seus mecanismos Introdução da terapia microbiana ANTIBIÓTICOS: históricoANTIBIÓTICOS: histórico
  • 5.
    ANTIBIÓTICOSANTIBIÓTICOS: histórico: histórico 1900:Uso de arsênico 1929: Fleming: descoberta da penicilina 1935: Domagk: efeito terapêutico do Prontosil 1938: sulfapiridina: 1ª sulfa a ser comercializada 1939: Chain e Florey: obtenção da penicilina 1941: Era moderna: uso terapêutico da penicilina 1950: Anos dourados da quimioterapia antimicrobiana FOCO ATUAL: desenvolvimento de atb semi-sintéticos com propriedades mais desejáveis ou diferentes espectros de atividade
  • 6.
  • 7.
    ANTIBIÓTICOS: ConceitoANTIBIÓTICOS: Conceito Substânciasproduzidas por microorganismos vivos (bactérias, fungos, actinomicetos), que suprimem o crescimento ou matam outros microorganismos Atuam em concentrações muito baixas O uso comum estende o termo para incluir agentes antimicrobianos sintéticos (sulfas, quinolonas)
  • 8.
    ANTIBIÓTICOS: importânciaANTIBIÓTICOS: importância Fármacoscurativos Importância ainda maior nos países em desenvolvimento (doenças infecciosas) Muito receitados (30% de todos os pacientes hospitalizados) Usados de modo incorreto→ aparecimento de patógenos resistentes→ necessidade de novos fármacos→↑ dos custos da assistência médica
  • 9.
    ANTIBIÓTICOS: finalidadeANTIBIÓTICOS: finalidade Inibir/ matar os microrganismos infecciosos e ter efeitos mínimos ou nenhum efeito sobre o receptor Tal tipo de tratamento é denominado quimioterapia.
  • 10.
  • 11.
  • 12.
    Terapia bem sucedida:atividade antimicrobiana sem toxicidade significativa para o hospedeiro Absorção: Cpmáx> CIM Distribuição: chegada no local de ação Via de administração: oral/ iv/ im Excreção: principal renal* 12 *Pode haver eliminação por outras vias, como o leite, pouco importante como via de eliminação, mas de interesse pela possibilidade de causar efeitos no lactante Bases farmacocinéticas
  • 13.
    Bases farmacocinéticas • Penetraçãodo ATB nos compartimentos anatômicos: - barreiras físicas (BHE, camada lipídica) - propriedades químicas da molécula (polaridade, partição O/A) - presença de transportadores de membrana (glicoproteína P) LEVOFLOXACINO PICO (TECIDO/PLASMA) ÍNDICE DE FALÊNCIA PELE 1,4 16% LÍQUIDO REV. EPITELIAL PULMÃO 2,8 3 % TRATO URINÁRIO 67 0% Tecidos com penetração diferencial: • Líquido de revestimento epitelial dos pulmões • Tecido nervoso central • Olhos
  • 14.
    • Compartimentos farmacocinéticos:o corpo apresenta diferentes perfis de concentração tempo. Bases farmacocinéticasBases farmacocinéticas
  • 15.
    Testes de sensibilidadex EficáciaTestes de sensibilidade x Eficácia • Escolha racional: isolamento e identificação do MO responsável pela infecção. • Testes de sensibilidade: concentração inibitória mínima. dose Eficácia Resistência do MO ao fármaco Resistência do MO ao fármaco
  • 16.
    CIM= concentração mínimacapaz de inibir multiplicação bacteriana CBM=concentração mínima capaz de eliminar culturas já existentes Escolha de dose e esquema posológico Correlaciona-se a CIM com concentrações plasmáticas obtidas em esquemas posológicos factíveis e não tóxicos, afirmando-se que há sensibilidade quando CIM for inferior a essas concentrações. Bases farmacocinéticasBases farmacocinéticas
  • 17.
  • 18.
    Efeito pós-antibiótico Antibióticos comalta relação Cmax/CIM inibem a multiplicação bacteriana mesmo após a queda da [ ] abaixo da MIC por tempo prolongado. Aminoglicosídeos e fluoroquinolonas. Antibióticos com parâmetros farmacocinéticos/farmacodinâmicos tempo dependentes (T>CIM), como os betalactâmicos são desprovidos de efeito pós-antibiótico.
  • 19.
    • Farmacocinética populacionale variabilidade de resposta ao fármaco. Perfis farmacocinéticos diferentes entre cada paciente. Fatores: variabilidade genética comorbidades interações farmacológicas medidas antropométricas Bases farmacocinéticas Falha terapêutica Efeitos tóxicos
  • 20.
    Toxicidade seletivaToxicidade seletiva Tipode alvo Mecanismo alvo Exemplo Exclusivo Via genética ou bioquímica exclusiva do patógeno Inibidores da síntese da parede celular Seletivo Isoforma exclusiva de uma ptn que é exclusiva do patógeno Inibidores da diidrofolato redutase Comum Necessidade metabólica é específica do hospedeiro 5-Fluoracila Mecanismo de seleção de alvos de agentes quimioterápicos
  • 21.
    Tipos de TratamentoTiposde Tratamento Profilático Preventivo Empírico Definitivo Supressor Sem infecção Infecção Sintomas Identificação do patógeno Regressão
  • 22.
    Tratamento profiláticoTratamento profilático •Evitar a infecção impedir desenvolvimento doença • Único fármaco atóxico e eficaz • Doses são menores • Grupo de microorganismo • Situações: pacientes imunosuprimidos (HIV CD4<200cél/mm3 ) profilaxia cirúrgica em procedimentos sépticos (antes: 60 min/ após: 24h) procedimentos dentários (até 2 h após) (1ª: ampicilina/ cefatriaxona / 2ª: macrolídeo ou clindamicina) • Não deve ser usada rotineiramente
  • 23.
    Tratamento preventivoTratamento preventivo •Administração do ATB antes do aparecimento do sinais e sintomas • Indícios da contaminação • Duração curta e pré-definida • Situações: transplantes de cél. tronco hematopoiéticas e órgãos sólidos para evitar citomegalovírus
  • 24.
    Tratamento pós-exposiçãoTratamento pós-exposição •Evitar a infecção o paciente já foi exposto ao MO • Situações: rifampicina para meningite meningocócica macrolídeos para evitar coqueluche coquetel antiretroviral para HIV profilaxia da gonorréia e sífilis transmissão materno-infantil do HIV e sífilis
  • 25.
    Tratamento empíricoTratamento empírico •Paciente sintomático • Espectro largo • Apresentação clínica indícios de MO específico conhecimento de MO mais comuns em determinados hospedeiros e locais de infecção • Pode atrapalhar o fechamento de diagnóstico • Identificação imediata de bactérias: exame com o corante Gram
  • 26.
    Tratamento definitivoTratamento definitivo •Patógeno isolado • Evidências clínicas do patógeno • Teste de sensibilidade realizado • Único fármaco • Espectro estreito e atóxico • Duração deve ser a menor possível • Associação: evitar a resistência acelerar a rapidez microbicida sinergismo (sulfonamida+tripmetropina)) reduzir toxicidade
  • 27.
    Tratamento supressorTratamento supressor •Profilaxia secundária • Tto é mantido em doses baixas • Evidências da não erradicação do patógeno • Situações: Aids e receptores de transplante
  • 28.
    AUXÍLIO NA ESCOLHADE UM ANTIBIÓTICO
  • 29.
    Testes Laboratoriais IndiretosTestesLaboratoriais Indiretos • Leucocitose: (4.500 →10.000 cel/mm3) • Neutrófilos (70% ) > imaturos / total (desvio a esquerda e escalonado) (metamielócitos, mielócitos, promielócitos e mieloblastos) • Granulações tóxicas e vacúolos neutrofílicos • Eosinopenia • Linfócitos β > produção anticorpos • Linfócitos T > imunidade celular ( vírus e tumores) Leucometria=20.000/mm3. Bastonetes =10% - valor absoluto =2.000/mm3. Metamielócitos =6% -valor absoluto =1.200/mm3. Mielócitos =2% - valor absoluto =400/mm3. Escalonamento: Bastonetes > metamielócitos > mielócitos.
  • 30.
    Testes DiretosTestes Diretos •Coloração Gram • Culturas • Imunológicos • Moleculares : hibridização DNA do agente • Concentração inibitória mínima • Difusão em disco • Detecção de fatores de resistência
  • 31.
    Fatores importantes paraa escolha do fármaco • gravidade da doença (via, espectro, dose) • local onde a doença foi adquirida (endemias, comunidade, hospitais) • susceptibilidade microbiana local (resistência) • outras pessoas doentes próximas(profilaxia) • características e sintomas da doença (espectro) Selecionando o agente terapêuticoSelecionando o agente terapêutico
  • 32.
    Fatores relacionados aofármaco: • aminoglicosídeos : efeito bactericida concentração- dependente. • β lactâmicos e vancomicina : efeito bactericida– tempo dependente. • clindamicina, tetraciclina e macrolídeos dependem do grau de imunidade do hospedeiro. • aminoglicosideos: infecções c/ anaerobiose Selecionando o agente terapêuticoSelecionando o agente terapêutico
  • 33.
    Fatores relacionados aopaciente : • genéticos (acetiladores rápidos→ menores níveis de isoniazida (tuberculostático) • idade (aminoglicosideos →ototoxicidade idosos) • gravidez (tetraciclina→ alteração óssea no feto ) • lactantes (sulfonamidas → hemólise lactente) • presença de alergias ( penicilinas ) Selecionando o agente terapêuticoSelecionando o agente terapêutico
  • 34.
    Selecionando o agenteterapêuticoSelecionando o agente terapêutico Fatores relacionados ao paciente : • outras comorbidades • outros fármacos concomitantes (ligação a proteínas plasmáticas) • disfunções renais,circulatórias ou hepáticas (intoxicações)
  • 35.
    Outros fatores • toxicidade: risco/benefício • custos: custo/eficiência • farmacocinética • penetração na área infectada.. Selecionando o agente terapêuticoSelecionando o agente terapêutico
  • 36.
  • 37.
    Resistência BacterianaResistência Bacteriana Refere-se a ausência de resposta do microrganismo a determinado antibiótico.  Assemelha-se ao mecanismo de evasão contra o sistema imune do hospedeiro.
  • 38.
    Resistência Natural Alguns microrganismossempre apresentam resistência a determinados antibióticos, por não possuírem sítios alvos ou metabolismo afetado pelos fármacos. Constituída em geral por uma característica de grupo ou de espécie  Resistência dos bacilos gram-negativos à penicilina G  Resistência do M. tuberculosis às tetraciclinas Não constitui um problema clínico significativo Resistência aos antibióticosResistência aos antibióticos
  • 39.
    Resistência Adquirida Desenvolvimento deresistência por um microorganismo (anteriormente sensível), devido ao uso de um ATB durante certo período de tempo. Pode se dar através de:  Mutação  Transferência gênica Constitui um problema clínico significativo Resistência aos antibióticosResistência aos antibióticos
  • 40.
    Mutação Alteração genética hereditáriae estável que ocorre, de modo espontâneo e aleatório, entre os microorganismos. De etapa única: uma única mutação gênica, a resistência surge rapidamente. Ex: resistência da E.coli e do S.aureus à rifampicina De múltiplas etapas: várias modificações gênicas, surge gradualmente. Ex: resistência à eritromicina, tetraciclinas e cloranfenicol Resistência adquiridaResistência adquirida
  • 41.
    Transferência gênica Transdução: transferênciade resistência por meio de um bacteriófago. Ex: resistência à penicilina, eritromicina e cloranfenicol Resistência adquiridaResistência adquirida
  • 42.
    Transferência gênica Conjugação: transferênciade gene cromossômico outransferência de gene cromossômico ou extracromossômico através do contato sexual de bactérias.extracromossômico através do contato sexual de bactérias. Ex: resistência dos bacilos da febre tifóide ao cloranfenicol, resistência do Haemophilus e gonococo à penicilina Resistência adquiridaResistência adquirida
  • 43.
    Desenvolvimento de resistênciaDesenvolvimentode resistência • Acesso reduzido do Atb ao patógeno • Aumento da eliminação do Atb por bombas de efluxo • Liberação de enzimas que inativam a molécula de Atb • Alterações de ptn-alvos • Desenvolvimento de vias metabólicas alternativas à atingida pelo fármaco • Alterações em enzimas MO que transforma o pró- fámarco em fármaco ativos.
  • 44.
    O fármaco nãoatinge o alvo 1) Ausência, mutação ou perda de porinas e transportadores de membrana: “impermeabilidade do germe ao ATB” Ex: resistência de gram-negativos aos aminoglicosídeos e às tetraciclinas 2) Bombas de efluxo Ex: resistência às tetraciclinas, eritromicina e fluorquinolonas Mecanismos de ResistênciaMecanismos de Resistência
  • 45.
  • 46.
    Bombas de efluxoBombasde efluxo Interior da bactéria Cell wall Porina Antibiótico Entrada Saída Bomba Ativa Bombas no interior da bactéria fazem com que, assim que o antibiótico entre, seja “jogando fora” TETRACICLINAS QUINOLONAS
  • 47.
    Inativação do fármaco Produçãode enzimas inativantes:  β-lactamases: inativam a os atb β-lactamicos (estafilococos, gonococos e Haemophilus)  Acetiltransferases, fosfotransferases e adeniltransferases: inativam os aminoglicosídeos (E.coli)  CAT: acetila o cloranfenicol (E.coli, H. influenzae e S.typhi) Mecanismos de ResistênciaMecanismos de Resistência
  • 48.
    Inativação do AntibióticoInativaçãodo Antibiótico Interior da bactéria Parede Celular Antibiótico Sítio de AçãoEnzima Antibiótico destruído Antibiótico alterado, Previne a ligação As enzimas destroem o antibiótico ou impedem que ele se ligue ao sítio de ação
  • 49.
  • 50.
    Modificação estrutural dosítio de ação • Alteração das proteínas fixadoras de penicilinas: PRP (pneumocococos resistentes à penicilina) • Mutação do alvo natural: resistência às fluorquinolonas • Alteração da RNA-polimerase: resistência à rifampicina • Alteração da diidrofolatoredutase: resistência à trimetoprima Mecanismos de ResistênciaMecanismos de Resistência
  • 51.
    Modificação Estrutural doSítio de AçãoModificação Estrutural do Sítio de Ação Interior da bactéria Parede Celular Sítio Modificado Antibiótico Alteração estrutural do sítio de ação: Ligação bloqueada O antibiótico perde a capacidade de se ligar ao sítio QUINOLONAS RIFAMPICINA BETA LACTÂMICOS MACROLIDEOS
  • 52.
    Resistência CruzadaResistência Cruzada Umúnico mecanismo é capaz de conferir resistência a múltiplos agentes antimicrobianos Fármacos relacionados quimicamente ou através do seu mecanismo de ação Sulfonamidas Tetraciclinas é parcial nos aminoglicosídeos
  • 54.
    PREVENÇÃO DA RESISTÊNCIAAPREVENÇÃO DA RESISTÊNCIA A ANTIBIÓTICOSANTIBIÓTICOS  não usar de modo indiscriminado e inadequado  utilizar por período de tempo adequado  preferir o uso de ATB de ação rápida e seletivos (espectro estreito)  Utilizar associação de fármacos quando houver necessidade de tratamento prolongado. Ex: TBC, HIV  as infecções por microorganismos notáveis pelo desenvolvimento de resistência (S.aureus, E.coli, M. tuberculosis, Proteus) devem ser tratadas intensivamente
  • 55.
  • 56.
    PROBLEMAS COM OUSO DEPROBLEMAS COM O USO DE ANTIBIÓTICOSANTIBIÓTICOS SUPERINFECÇÃOSUPERINFECÇÃO aparecimento de uma nova infecção durante oaparecimento de uma nova infecção durante o tratamento quimioterápico inicial.tratamento quimioterápico inicial. Está comumente associada ao uso de ATB de amplo espectro (penicilinas de amplo espectro, cefalosporinas, tetraciclinas, cloranfenicol) Locais afetados: orofaringe, intestino, TR, TGU, pele
  • 57.
    SuperinfecçãoSuperinfecção É mais comumquando as defesas do hospedeiro estão comprometidas: terapia com corticoides Leucemias e outras neoplasias (particularmente quando tratadas com agentes antineoplásicos) Síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS) Agranulocitose Diabetes, lupus eritematoso disseminado
  • 58.
    Candida albicans: diarréia,vulvovaginite, “sapinho”; tratamento: nistatina, clotrimazol Estafilococos: enterite; tratamento: cloxacilina ou congêneres Clostridium difficile: enterocolite pseudomembranosa; tratamento: vancomicina e metronidazol Proteus: ITU, enterite; tratamento: cefalosporina, gentamicina Pseudomonas: ITU, enterite; tratamento: carbenicilina, piperacilina, gentamicina SuperinfecçãoSuperinfecção
  • 59.
  • 60.
    Medidas para minimizaras superinfecçõesMedidas para minimizar as superinfecções  Utilizar um antimicrobiano específicoUtilizar um antimicrobiano específico (espectro(espectro estreito)estreito) sempre que possívelsempre que possível  Não utilizar antimicrobianos para o tratamentoNão utilizar antimicrobianos para o tratamento desnecessariamentedesnecessariamente (ex: infecções virais)(ex: infecções virais)  Não prolongar desnecessariamente a terapiaNão prolongar desnecessariamente a terapia antimicrobianaantimicrobiana
  • 61.
    PROBLEMAS COM OUSO DEPROBLEMAS COM O USO DE ANTIBIÓTICOSANTIBIÓTICOS TOXICIDADE: Irritação Local Irritação gástrica Dor e formação de abcessos (IM) Tromboflebites (IV) Antibióticos irritantes: eritromicina, tetraciclinas, cloranfenicol, certas cefalosporinas
  • 62.
    PROBLEMAS COM OUSO DEPROBLEMAS COM O USO DE ANTIBIÓTICOSANTIBIÓTICOS Toxicidade sistêmica:Toxicidade sistêmica: Fármacos com ↑ IT: penicilinas, algumas cefalosporinas, eritromicina Fármacos com ↓ IT: AMG: oto e nefrotoxicidade Tetraciclinas: lesão hepática e renal Cloranfenicol: depressão da MO Fármacos com ↓↓ IT: Polimixina B: toxicidades renal e neurológica Vancomicina: perda da audição e lesão renal Anfotericina B: toxicidades renal, medular e neurológica
  • 63.
    PROBLEMAS COM OUSO DEPROBLEMAS COM O USO DE ANTIBIÓTICOSANTIBIÓTICOS REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE Mais comuns com: Penicilinas Cefalosporinas Sulfonamidas
  • 64.
  • 65.
    ESTRUTURA QUÍMICAESTRUTURA QUÍMICA Sulfonamidase drogas relacionadas: sulfametoxazol, dapsona (DDS, sulfona) Quinolonas: norfloxacino, ciprofloxacino Antibióticos β-lactâmicos: penicilinas, cefalosporinas, carbapenemas, monobactâmicos Tetraciclinas: doxiciclina Derivados do nitrobenzeno: cloranfenicol
  • 66.
    ESTRUTURA QUÍMICAESTRUTURA QUÍMICA Aminoglicosídeos:gentamicina, neomicina Macrolídeos: eritromicina, roxitromicina, azitromicina Polipeptídicos: polimixina B, bacitracina Glicopeptídicos: vancomicina, teicoplanina Poliênicos: anfotericina B, nistatina
  • 67.
    MECANISMO DE AÇÃOMECANISMODE AÇÃO inibição da síntese da parede celular: penicilinas, cefalosporinas, vancomicina, bacitracina Alteração da permeabilidade da membrana celular: anfotericina B, nistatina, polimixina Inibição reversível da síntese proteica: ATB bacteriostáticos: tetraciclinas, cloranfenicol, macrolídeos, clindamicina
  • 68.
    MECANISMO DE AÇÃOMECANISMODE AÇÃO Alteração da síntese de proteínas levando à morte celular: aminoglicosídeos Alteração do função e estrutura do DNA bacteriano: rifampicina (inibição da RNA-polimerase), quinolonas (inibição das topoisomerases) Antimetabólitos: trimetoprima e sulfonamidas ( bloqueiam enzimas essenciais no metabolismo do folato)
  • 70.
    Espectro de açãodos antibióticos Pequeno espectro: atuam em um tipo ou um grupo limitado de microrganismos. Ex.: isoniazida é ativa somente contra micobactérias Espectro ampliado: eficazes contra Gram-positivos e contra um significativo número de bactérias Gram-negativos. Ex.: ampicilina (age contra Gram- positivos e alguns Gram-negativos). Amplo espectro: afetam ampla variedade de espécies microbianas. Ex.: cloranfenicol 70 PARÂMETROS FARMACODINÂMICOS
  • 71.
    ESPECTRO DE ATIVIDADEESPECTRODE ATIVIDADE Espectro estreito: Penicilina G Estreptomicina Eritromicina Espectro amplo Tetraciclinas Cloranfenicol
  • 72.
    TIPO DE AÇÃOTIPODE AÇÃO Bacteriostática: Sulfonamidas Tetraciclinas Cloranfenicol Eritromicina Bactericida:Bactericida: PenicilinasPenicilinas CefalosporinasCefalosporinas VancomicinaVancomicina AminoglicosídeosAminoglicosídeos PolipeptídicosPolipeptídicos QuinolonasQuinolonas RifampicinaRifampicina
  • 73.
    ORIGEMORIGEM FUNGOS BACTÉRIAS ACTINOMICETOS PenicilinaPolimixina B Aminoglicosídeos Cefalosporina Colistina Macrolídeos Griseolfulvina Bacitracina Tetraciclinas Tirotricina cloranfenicol
  • 74.
    Estrutura BacterianaEstrutura Bacteriana •Parede celular de Bactéria Gram Positivo Dupla camada lipídica Peptídeoglicanos (60%)
  • 75.
    Estrutura BacterianaEstrutura Bacteriana •Parede celular de Bactéria Gram Negativa Lipídios + LPS Dupla Camada Lipídica Dupla Camada Lipídica Peptídeoglicanos (10%) Porinas