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Recuperação anestésica, principais
complicações e cuidados de
Enfermagem
Profa.Ms. Fernanda C A Camargo
Recuperação anestésica
 Local destinado a receber o paciente em pós-
operatório imediato até que recupere a consciência
e tenha seus sinais vitais estáveis
 A assistência prestada ao paciente na RA requer
cuidados constantes, porque é uma fase delicada
do pós-operatório, necessitando de uma
monitorização constante e controle de sua
evolução
Recuperação anestésica
 Para a prestação do cuidado em tais
condições críticas é necessário que a equipe
de enfermagem esteja em constante estado
de alerta para atuar de maneira rápida e
eficiente
 Compete ao enfermeiro considerar os
diversos fatores de risco existentes
relacionados ao trauma anestésico-cirúrgico
Recuperação anestésica
 Riscos cirúrgicos: extensão do trauma e suas
alterações neuroendócrinas, sangramento, dor,
alteração de ssvv;
 Riscos anestésicos: drogas pré-anestésicas e
anestésicas utilizadas, potencial de depressão
respiratória, interação medicamentosa;
 Riscos individuais: idade, estado nutricional,
doenças associadas, estado emocional;
Recuperação anestésica
 Além da identificação dos riscos, cabe ao
enfermeiro fazer uma avaliação global do
paciente com destaque para diversas
variáveis tais como: funções respiratória e
cardiovascular, SNC, dor, temperatura,
atividade motora, equilíbrio
hidroeletrolítico, infusões, drenagens,
condições de curativo, ocorrência de
náusea e vômitos, etc.
Complicações na recuperação
pós-anestésica
 Dor: avaliar e quantificar, posicionar
corretamente paciente no leito e utilizar
coxins, auxiliar mudança de decúbito e
administrar terapia álgica prescrita
Complicações na recuperação
pós-anestésica
 Complicações respiratórias: hipóxia,
obstrução de vias aéreas superiores,
hipoventilação, apnéia, broncoaspiração.
 Monitorar SSVV, elevar decúbito de 30º a
45º, estimular respiração profunda,
aumentar oferta de O2 sn, desobstruir vias
aéreas, manter disponível material para
entubaçnao e ventilação
Complicações na recuperação
pós-anestésica
 Complicações cardiovasculares: Hipertensão e
hipotensão arterial, arritmias, choque
hipovolêmico
 Verificar nível de consciência, verificar pressão
arterial com um manguito de tamanho adequado à
circunferência do braço, providenciar acesso
venoso adequado, elevar MMII (hipotensão),
observar queixa dolorosa e retenção
urinária(hipertensão), manter monitorização ECG,
repor líquidos (hipovolemia), observar sinais de
sangramento, realizar balanço hídrico.
Complicações na recuperação
pós-anestésica
 Hipotermia: manter paciente coberto,
observar alterações de ECG e oximetria,
administrar soluções endovenosas
aquecidas, trocar roupas molhadas, utilizar
colchão ou manta térmica.
 Hipertermia: fazer compressas frias,
controlar temperatura, infundir líquidos em
temp. ambiente
Complicações na recuperação
pós-anestésica
 Náuseas e vômito: manter cabeça
lateralizada e decúbito elevado se possível,
evitar mudanças bruscas de decúbito,
manter a permeabilidade das vias aéreas e
sondas, manter oxigenação, oferecer
higienização da boca e trocar roupas se
vômito.
Complicações na recuperação
pós-anestésica
 Complicações renais:
 Oligúria - fazer balanço hídrico, controlar
PA, observar características diurese
 Poliuria - controle hídrico, PA, glicemia
 Retenção urinária: observar presença de
globo vesical aumentado e queixa dolorosa,
proceder sondagem vesical de alívio
Recuperação anestésica: cuidados
de enfermagem
 Recomendações para a admissão do
paciente na SRPA:
 Conferir a identificação do paciente
 Fazer exame físico
 Monitorar FC, PA, Saturação de oxigênio,
temperatura, nível de consciência e dor
Recuperação anestésica: cuidados
de enfermagem
 Manter vias aéreas permeáveis
 Instalar nebulização O2 s/n
 Promover conforto e aquecimento
 Verificar condições do curativo (sangramentos),
fixação de sondas e drenos
 Anotar débitos de drenos e sondas
 Fazer balanço hídrico s/n
Recuperação anestésica: cuidados
de enfermagem
 Observar dor, náusea e vômito e comunicar
anestesiologista
 Administrar analgésicos, antieméticos e
antibióticos conforme prescrição médica
 Manter infusões venosas e atentar para
infiltrações e irritações cutâneas
 Observar queixa de retenção urinária
Recuperação anestésica: cuidados
de enfermagem
 Minimizar fatores de estresse
 Orientar paciente sobre término da cirurgia,
garantir sua privacidade e zelar por sua
segurança
 Aplicar o índice de Aldrete e Kroulik ou
outra escala utilizada na instituição
Recuperação anestésica
 Índice Aldrete e Kroulik: este método tem
como proposta, a avaliação dos sistemas
cardiovascular, respiratório, nervoso central
e muscular dos pacientes submetidos a ação
das drogas anestésicas, por parâmetros
clínicos de fácil verificação, como
frequência respiratória, pressão arterial,
atividade muscular, consciência e saturação
de O2.
Índice de Aldrete e Kroulik
 Neste escore, aplica-se uma pontuação de 0
a 2 para cada parâmetro clínico avaliado. A
soma dos pontos obtidos indica a
possibilidade de alta da RA.
 Um total de 8 a 10, por três análises
consecutivas, significa que o paciente tem
condições clínicas e a possibilidade de ser
transferido para sua unidade de origem.
Índice de
Aldrete e Kroulik
Recuperação anestésica
 O paciente recebe alta da RA quando:
 Valor da escala de Aldrete e Kroulik entre 8 e 10;
 Estabilidade dos SSVV;
 Orientação do paciente no tempo e espaço;
 Ausência de sangramento ativo e retenção
urinária;
 Ausência de náusea e vômito;
Recuperação anestésica
 Manutenção da dor sob controle;
 Presença de atividade e força muscular e
sensibilidade cutânea.
Bibliografia
 Práticas recomendadas SOBECC. 4ed, 2007
 Alexander: Cuidados de enfermagem ao
paciente cirúrgico.10 ed, 1995

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  • 1. Recuperação anestésica, principais complicações e cuidados de Enfermagem Profa.Ms. Fernanda C A Camargo
  • 2. Recuperação anestésica  Local destinado a receber o paciente em pós- operatório imediato até que recupere a consciência e tenha seus sinais vitais estáveis  A assistência prestada ao paciente na RA requer cuidados constantes, porque é uma fase delicada do pós-operatório, necessitando de uma monitorização constante e controle de sua evolução
  • 3. Recuperação anestésica  Para a prestação do cuidado em tais condições críticas é necessário que a equipe de enfermagem esteja em constante estado de alerta para atuar de maneira rápida e eficiente  Compete ao enfermeiro considerar os diversos fatores de risco existentes relacionados ao trauma anestésico-cirúrgico
  • 4. Recuperação anestésica  Riscos cirúrgicos: extensão do trauma e suas alterações neuroendócrinas, sangramento, dor, alteração de ssvv;  Riscos anestésicos: drogas pré-anestésicas e anestésicas utilizadas, potencial de depressão respiratória, interação medicamentosa;  Riscos individuais: idade, estado nutricional, doenças associadas, estado emocional;
  • 5. Recuperação anestésica  Além da identificação dos riscos, cabe ao enfermeiro fazer uma avaliação global do paciente com destaque para diversas variáveis tais como: funções respiratória e cardiovascular, SNC, dor, temperatura, atividade motora, equilíbrio hidroeletrolítico, infusões, drenagens, condições de curativo, ocorrência de náusea e vômitos, etc.
  • 6. Complicações na recuperação pós-anestésica  Dor: avaliar e quantificar, posicionar corretamente paciente no leito e utilizar coxins, auxiliar mudança de decúbito e administrar terapia álgica prescrita
  • 7. Complicações na recuperação pós-anestésica  Complicações respiratórias: hipóxia, obstrução de vias aéreas superiores, hipoventilação, apnéia, broncoaspiração.  Monitorar SSVV, elevar decúbito de 30º a 45º, estimular respiração profunda, aumentar oferta de O2 sn, desobstruir vias aéreas, manter disponível material para entubaçnao e ventilação
  • 8. Complicações na recuperação pós-anestésica  Complicações cardiovasculares: Hipertensão e hipotensão arterial, arritmias, choque hipovolêmico  Verificar nível de consciência, verificar pressão arterial com um manguito de tamanho adequado à circunferência do braço, providenciar acesso venoso adequado, elevar MMII (hipotensão), observar queixa dolorosa e retenção urinária(hipertensão), manter monitorização ECG, repor líquidos (hipovolemia), observar sinais de sangramento, realizar balanço hídrico.
  • 9. Complicações na recuperação pós-anestésica  Hipotermia: manter paciente coberto, observar alterações de ECG e oximetria, administrar soluções endovenosas aquecidas, trocar roupas molhadas, utilizar colchão ou manta térmica.  Hipertermia: fazer compressas frias, controlar temperatura, infundir líquidos em temp. ambiente
  • 10. Complicações na recuperação pós-anestésica  Náuseas e vômito: manter cabeça lateralizada e decúbito elevado se possível, evitar mudanças bruscas de decúbito, manter a permeabilidade das vias aéreas e sondas, manter oxigenação, oferecer higienização da boca e trocar roupas se vômito.
  • 11. Complicações na recuperação pós-anestésica  Complicações renais:  Oligúria - fazer balanço hídrico, controlar PA, observar características diurese  Poliuria - controle hídrico, PA, glicemia  Retenção urinária: observar presença de globo vesical aumentado e queixa dolorosa, proceder sondagem vesical de alívio
  • 12. Recuperação anestésica: cuidados de enfermagem  Recomendações para a admissão do paciente na SRPA:  Conferir a identificação do paciente  Fazer exame físico  Monitorar FC, PA, Saturação de oxigênio, temperatura, nível de consciência e dor
  • 13. Recuperação anestésica: cuidados de enfermagem  Manter vias aéreas permeáveis  Instalar nebulização O2 s/n  Promover conforto e aquecimento  Verificar condições do curativo (sangramentos), fixação de sondas e drenos  Anotar débitos de drenos e sondas  Fazer balanço hídrico s/n
  • 14. Recuperação anestésica: cuidados de enfermagem  Observar dor, náusea e vômito e comunicar anestesiologista  Administrar analgésicos, antieméticos e antibióticos conforme prescrição médica  Manter infusões venosas e atentar para infiltrações e irritações cutâneas  Observar queixa de retenção urinária
  • 15. Recuperação anestésica: cuidados de enfermagem  Minimizar fatores de estresse  Orientar paciente sobre término da cirurgia, garantir sua privacidade e zelar por sua segurança  Aplicar o índice de Aldrete e Kroulik ou outra escala utilizada na instituição
  • 16. Recuperação anestésica  Índice Aldrete e Kroulik: este método tem como proposta, a avaliação dos sistemas cardiovascular, respiratório, nervoso central e muscular dos pacientes submetidos a ação das drogas anestésicas, por parâmetros clínicos de fácil verificação, como frequência respiratória, pressão arterial, atividade muscular, consciência e saturação de O2.
  • 17. Índice de Aldrete e Kroulik  Neste escore, aplica-se uma pontuação de 0 a 2 para cada parâmetro clínico avaliado. A soma dos pontos obtidos indica a possibilidade de alta da RA.  Um total de 8 a 10, por três análises consecutivas, significa que o paciente tem condições clínicas e a possibilidade de ser transferido para sua unidade de origem.
  • 19. Recuperação anestésica  O paciente recebe alta da RA quando:  Valor da escala de Aldrete e Kroulik entre 8 e 10;  Estabilidade dos SSVV;  Orientação do paciente no tempo e espaço;  Ausência de sangramento ativo e retenção urinária;  Ausência de náusea e vômito;
  • 20. Recuperação anestésica  Manutenção da dor sob controle;  Presença de atividade e força muscular e sensibilidade cutânea.
  • 21. Bibliografia  Práticas recomendadas SOBECC. 4ed, 2007  Alexander: Cuidados de enfermagem ao paciente cirúrgico.10 ed, 1995