O poema de Fernando Pessoa toma o mito clássico já no final das peripécias, focando-se apenas na fase em que Eros vai em busca de Psique adormecida. No texto pessoano, Psique pouco relevo tem; e mesmo a relação entre as duas personagens surge-nos apagada. A última quintilha faz que Eros, quando deveria acordar a princesa, afinal se encontre a si próprio, o que pode significar que o motivo do poema é, na verdade, a reflexão do poeta sobre si mesmo (o que não é inusual em Pessoa).
 
Resumo Manter tipo de enunciação, ordem, proporção Suprimir repetições, exemplos, citações, peripécias Generalizar (trocar séries pelos seus «hiperónimos»)  Evitar reproduzir frases inteiras, mas também evitar trocas artificiais de palavras por sinónimos.  Averiguar bem (ao nível do parágrafo talvez) o essencial da informação.
 
ll. 1-4 Publicados em 1888,  depois de uma gestação de dez anos,  Os Maias  fecham um ciclo de romances, em moldes realistas, sobre a sociedade portuguesa. (47 / 22)
ll. 5-23  A obra integra o nível narrativo da história familiar e o da crónica de costumes. A história da família Maia, em três gerações, tem como protagonista Carlos, o neto. O plano da crónica de costumes é constituído por quadros destinados à crítica social, frequentemente cómicos, em que se destacam diversas personagens-tipo, representativas da sociedade de então. Quanto a Carlos e Ega, movem-se entre estes dois níveis.  (200 / 70)
ll. 5-23  A obra integra o nível narrativo da história familiar e o da crónica de costumes. A história da família Maia, em três gerações, tem como protagonista Carlos, o neto.
O plano da crónica de costumes é constituído por quadros destinados à crítica social, frequentemente cómicos, em que se destacam diversas personagens-tipo, representativas da sociedade de então. Quanto a Carlos e Ega, movem-se entre estes dois níveis.  (200 / 70)
ll. 5-23  A obra integra o nível narrativo da história familiar e o da crónica de costumes. A história da família Maia, em três gerações, tem como protagonista Carlos, o neto. O plano da crónica de costumes é constituído por quadros destinados à crítica social, frequentemente cómicos, em que se destacam diversas personagens-tipo, representativas da sociedade de então. Quanto a Carlos e Ega, movem-se entre estes dois níveis.  (200 / 70)
ll. 24-34 Paralela à dimensão cómica, na esfera familiar  decorre a tragédia.  Como é de regra neste género, as personagens  são de alta estirpe social , e as características e sentimentos dos heróis,  Carlos e Maria Eduarda, distinguem-se pela sua elevação. (120 / 40)
ll. 35-42 A revelação que contraria a paixão do par amoroso  é multiplamente indiciada ao longo do romance  (em lembranças de Vilaça, em  receios de Maria Eduarda , bem como nas suas observações acerca das  parecenças  entre Maria Monforte e  Carlos ).  (86 / 35)
ll. 43-48, 49-56, 57-59  O  incesto , que  significará a  morte de um Afonso moralmente derrotado, é uma fatalidade que  não é estranha à tragédia clássica . No entanto, no romance os seus efeitos  serão relativamente leves, para Carlos ou mesmo para Maria Eduarda , como se Eça não quisesse levar às últimas consequências a dimensão  trágica  da intriga.   (166 / 51)
 
Síntese Se não houver indicação, pode corresponder a  ¼ do texto-fonte. Ordem das ideias pode não ser a mesma do texto-fonte. Pode ocupar-se de mais do que um texto. Autor do texto-fonte pode ser mencionado. Pode a nossa atitude ser de comentadores.
 
TPC Faz o desafio 2 em  http:// www.nescolas.dn.pt / .
Quem não tratou ainda do Egafilme deve ter em conta que não gostaria de dar muito mais tempo para esta tarefa, sendo aconselhável que a resolvam rapidamente.  Também a conclusão da leitura de  Os Maias  é aconselhável.
Os que já têm estes dois encargos cumpridos poderiam ir decidindo, ou até começando, tarefa grande (= ler um livro). Da minha parte, tentarei explicitar em  GdN  que tipo de obra é recomendável.
 
 

Apresentação para décimo primeiro ano, aula 57

  • 1.
  • 2.
    O poema deFernando Pessoa toma o mito clássico já no final das peripécias, focando-se apenas na fase em que Eros vai em busca de Psique adormecida. No texto pessoano, Psique pouco relevo tem; e mesmo a relação entre as duas personagens surge-nos apagada. A última quintilha faz que Eros, quando deveria acordar a princesa, afinal se encontre a si próprio, o que pode significar que o motivo do poema é, na verdade, a reflexão do poeta sobre si mesmo (o que não é inusual em Pessoa).
  • 3.
  • 4.
    Resumo Manter tipode enunciação, ordem, proporção Suprimir repetições, exemplos, citações, peripécias Generalizar (trocar séries pelos seus «hiperónimos») Evitar reproduzir frases inteiras, mas também evitar trocas artificiais de palavras por sinónimos. Averiguar bem (ao nível do parágrafo talvez) o essencial da informação.
  • 5.
  • 6.
    ll. 1-4 Publicadosem 1888, depois de uma gestação de dez anos, Os Maias fecham um ciclo de romances, em moldes realistas, sobre a sociedade portuguesa. (47 / 22)
  • 7.
    ll. 5-23 A obra integra o nível narrativo da história familiar e o da crónica de costumes. A história da família Maia, em três gerações, tem como protagonista Carlos, o neto. O plano da crónica de costumes é constituído por quadros destinados à crítica social, frequentemente cómicos, em que se destacam diversas personagens-tipo, representativas da sociedade de então. Quanto a Carlos e Ega, movem-se entre estes dois níveis. (200 / 70)
  • 8.
    ll. 5-23 A obra integra o nível narrativo da história familiar e o da crónica de costumes. A história da família Maia, em três gerações, tem como protagonista Carlos, o neto.
  • 9.
    O plano dacrónica de costumes é constituído por quadros destinados à crítica social, frequentemente cómicos, em que se destacam diversas personagens-tipo, representativas da sociedade de então. Quanto a Carlos e Ega, movem-se entre estes dois níveis. (200 / 70)
  • 10.
    ll. 5-23 A obra integra o nível narrativo da história familiar e o da crónica de costumes. A história da família Maia, em três gerações, tem como protagonista Carlos, o neto. O plano da crónica de costumes é constituído por quadros destinados à crítica social, frequentemente cómicos, em que se destacam diversas personagens-tipo, representativas da sociedade de então. Quanto a Carlos e Ega, movem-se entre estes dois níveis. (200 / 70)
  • 11.
    ll. 24-34 Paralelaà dimensão cómica, na esfera familiar decorre a tragédia. Como é de regra neste género, as personagens são de alta estirpe social , e as características e sentimentos dos heróis, Carlos e Maria Eduarda, distinguem-se pela sua elevação. (120 / 40)
  • 12.
    ll. 35-42 Arevelação que contraria a paixão do par amoroso é multiplamente indiciada ao longo do romance (em lembranças de Vilaça, em receios de Maria Eduarda , bem como nas suas observações acerca das parecenças entre Maria Monforte e Carlos ). (86 / 35)
  • 13.
    ll. 43-48, 49-56,57-59 O incesto , que significará a morte de um Afonso moralmente derrotado, é uma fatalidade que não é estranha à tragédia clássica . No entanto, no romance os seus efeitos serão relativamente leves, para Carlos ou mesmo para Maria Eduarda , como se Eça não quisesse levar às últimas consequências a dimensão trágica da intriga. (166 / 51)
  • 14.
  • 15.
    Síntese Se nãohouver indicação, pode corresponder a ¼ do texto-fonte. Ordem das ideias pode não ser a mesma do texto-fonte. Pode ocupar-se de mais do que um texto. Autor do texto-fonte pode ser mencionado. Pode a nossa atitude ser de comentadores.
  • 16.
  • 17.
    TPC Faz odesafio 2 em http:// www.nescolas.dn.pt / .
  • 18.
    Quem não tratouainda do Egafilme deve ter em conta que não gostaria de dar muito mais tempo para esta tarefa, sendo aconselhável que a resolvam rapidamente. Também a conclusão da leitura de Os Maias é aconselhável.
  • 19.
    Os que játêm estes dois encargos cumpridos poderiam ir decidindo, ou até começando, tarefa grande (= ler um livro). Da minha parte, tentarei explicitar em GdN que tipo de obra é recomendável.
  • 20.
  • 21.