Miguel TorgaTrabalho Realizado por:Ruben Carvalho nº 19 10ºD1Tiago Lacão nº21 10ºD1
BiografiaMiguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia Rocha, natural de São Martinho de Anta, concelho de Sabrosa, Alto Douro, 12 de Agosto de 1907. Em 1920, emigrou para o Brasil, após uma fugaz passagem pelo Seminário de Lamego. Retornou a Portugal em 1925 e em 1933 concluiu o curso na Faculdade de Medicina de Coimbra, onde se radicou como médico. Colaborador da Presença, desligou-se deste movimento para fundar as revistas Sinal (1930) e Manifesto (1936-1938) com outros escritores. Isolou-se depois de correntes e de grupos para percorrer caminho autónomo.
Poeta, estreou com Ansiedade (1928), Rampa (1930) e Tributo (1931). Impôs o seu nome a partir de O Outro Livro de Job (1936) e atingiria o seu apogeu em Poemas Ibéricos (1952) e Orfeu Rebelde (1958). Autor de ficção, estreou com Pão Ázimo (1931) e A Terceira Voz (1934). A sua colectânea Bichos (1940) constitui um marco do conto em Portugal.
Outros livros de realce: Contos da Montanha (1941), Novos Contos da Montanha (1944), o romance Vindima (1945) e Pedras Lavradas (1951). Em 1937 iniciou a série A Criação do Mundo, que em 1981, com O Sexto Dia da Criação do Mundo, atingia cinco volumes: ciclo cósmico de carácter autobiográfico. Em 1941 publicou o primeiro volume do Diário, cuja série abrangia 14 volumes em 1987; é nesse ciclo autobiográfico, expresso em prosa e verso, que a poesia de Torga atinge a sua plenitude. Filho de camponeses e ex-seminarista, afloram na sua obra as raízes telúricas (reflectidas até na escolha do pseudónimo) e os motivos de ordem bíblica que lhe povoam o imaginário. Entre outros prémios literários, conta-se o Prémio Camões, que recebeu em 1989.
BrinquedoFoi um sonho que tive:Era uma grande estrela de papel,Um cordelE um menino de bibe.O menino tinha lançado a estrelacom ar de quem semeia uma ilusão;e a estrela ia subindo, azul e amarela,presa pelo cordel à sua mão.Mas tão alto subiuQue deixou de ser estrela de papel,e o menino ao vê-la assim, sorriue cortou-lhe o cordel.
Poema “Brinquedo”Análise da estrutura internaNeste poema, o sujeito poético narra um sonho “Uma grande estrela de papel/um cordel/e um menino de bibe”.        Na segunda quadra estamos perante um sonho dentro de um sonho que, desde logo, se assume pelo gesto do menino de lançar a estrela de papel.        Na terceira quadra a estrela transforma-se numa estrela verdadeira, visto que o sonho é capaz de operar qualquer transfiguração.        A sua atitude final de cortar o cordel, implica que o menino já tinha concluído o que pretendia, a ilusão já fora semeada e o resultado conseguido.        Neste poema verifica-se o regresso à infância, à idade da inocência, da ilusão, do sonho, traduzindo também um sentimento de enternecimento, de ternura pela tenra idade da personagem envolvida.
Estrutura externaPoema constituído por três quadras.

Tiago e ruben

  • 1.
    Miguel TorgaTrabalho Realizadopor:Ruben Carvalho nº 19 10ºD1Tiago Lacão nº21 10ºD1
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    BiografiaMiguel Torga, pseudónimode Adolfo Correia Rocha, natural de São Martinho de Anta, concelho de Sabrosa, Alto Douro, 12 de Agosto de 1907. Em 1920, emigrou para o Brasil, após uma fugaz passagem pelo Seminário de Lamego. Retornou a Portugal em 1925 e em 1933 concluiu o curso na Faculdade de Medicina de Coimbra, onde se radicou como médico. Colaborador da Presença, desligou-se deste movimento para fundar as revistas Sinal (1930) e Manifesto (1936-1938) com outros escritores. Isolou-se depois de correntes e de grupos para percorrer caminho autónomo.
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    Poeta, estreou comAnsiedade (1928), Rampa (1930) e Tributo (1931). Impôs o seu nome a partir de O Outro Livro de Job (1936) e atingiria o seu apogeu em Poemas Ibéricos (1952) e Orfeu Rebelde (1958). Autor de ficção, estreou com Pão Ázimo (1931) e A Terceira Voz (1934). A sua colectânea Bichos (1940) constitui um marco do conto em Portugal.
  • 4.
    Outros livros derealce: Contos da Montanha (1941), Novos Contos da Montanha (1944), o romance Vindima (1945) e Pedras Lavradas (1951). Em 1937 iniciou a série A Criação do Mundo, que em 1981, com O Sexto Dia da Criação do Mundo, atingia cinco volumes: ciclo cósmico de carácter autobiográfico. Em 1941 publicou o primeiro volume do Diário, cuja série abrangia 14 volumes em 1987; é nesse ciclo autobiográfico, expresso em prosa e verso, que a poesia de Torga atinge a sua plenitude. Filho de camponeses e ex-seminarista, afloram na sua obra as raízes telúricas (reflectidas até na escolha do pseudónimo) e os motivos de ordem bíblica que lhe povoam o imaginário. Entre outros prémios literários, conta-se o Prémio Camões, que recebeu em 1989.
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    BrinquedoFoi um sonhoque tive:Era uma grande estrela de papel,Um cordelE um menino de bibe.O menino tinha lançado a estrelacom ar de quem semeia uma ilusão;e a estrela ia subindo, azul e amarela,presa pelo cordel à sua mão.Mas tão alto subiuQue deixou de ser estrela de papel,e o menino ao vê-la assim, sorriue cortou-lhe o cordel.
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    Poema “Brinquedo”Análise daestrutura internaNeste poema, o sujeito poético narra um sonho “Uma grande estrela de papel/um cordel/e um menino de bibe”. Na segunda quadra estamos perante um sonho dentro de um sonho que, desde logo, se assume pelo gesto do menino de lançar a estrela de papel. Na terceira quadra a estrela transforma-se numa estrela verdadeira, visto que o sonho é capaz de operar qualquer transfiguração. A sua atitude final de cortar o cordel, implica que o menino já tinha concluído o que pretendia, a ilusão já fora semeada e o resultado conseguido. Neste poema verifica-se o regresso à infância, à idade da inocência, da ilusão, do sonho, traduzindo também um sentimento de enternecimento, de ternura pela tenra idade da personagem envolvida.
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