TESE - INSTITUTO DE ECONOMIA
UNICAMP

O DESENVOLVIMENTO E A EXPANSÃO RECENTE
DA PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA
NO CENTRO-OESTE

Vivian Helena Capacle Correa
Orientador: Prof. Dr. Walter Belik
Objetivos
• Analisar a evolução da agropecuária no Centro-Oeste
• Destaque para :
Soja: maior produtor nacional

Efeitos para os Biomas:
Cana-de-Açúcar: Nova Fronteira Agrícola

Cerrado
Pecuária Bovina: maior dinamismo a partir dos anos
70, atividade desbravadora
Pantanal

Amazônia
• Qual a dinâmica de expansão dessas produções?
• Qual é a efetividade dos Zoneamento EconômicoEcológico e Conselhos Municipais de Meio Ambiente
Hipótese

O crescimento da agropecuária na Região Centro-Oeste
do país ainda ocorre pela forma expansiva de produção
e de ocupação de novas áreas, apesar da introdução de
tecnologias de produção e do debate público sobre a
preservação dos biomas e dos ambientes florestais.
Estrutura da Tese

•
•
•
•
•

Introdução
Capítulos 1, 2, 3, 4, 5
Capítulo 6: Conclusões
Referências das Fontes Citadas
ANEXOS
1º Capítulo
• Revisão bibliográfica sobre expansão da agropecuária no
Centro-Oeste;
• Políticas públicas de estímulo à expansão;

• Evolução da área plantada das principais culturas;
• Análise da Substituição de culturas;
• Utilizados: Dados IBGE - PAM de 1990 à 2009
Censos Agropecuários de 1985, 1995 e 2006
2º Capítulo
• Destaque para as principais culturas e Identificação dos
principais Estados produtores:
• Caracterização das produções, unidades industriais de
soja, evolução da área de pastagem;
• Análise da Contribuição da Área e Contribuição do
Rendimento
 Dados IBGE - PAM de 1990 à 2009
 Censos Agropecuários de 1985, 1995 e 2006
 Elaboração de MAPAS – Software PHILCARTHO
3º Capítulo
• Características específicas das produções dominantes:
Soja e Pecuária = Mato Grosso
Cana-de-açúcar = Mato Grosso do Sul e Goiás
• Identificação dos Principais municípios produtores
para posterior análise sobre os Conselhos Municipais de
Meio-Ambiente

• Apresentação das unidades industriais de açúcar e
etanol em MS e GO
•

Áreas de produção
bioma
Particularidades Pecuária

Condições Pastos
Bovina em MT

Cria-recria-engorda
4º Capítulo
• Revisão Bibliográfica
• Análise dos Danos Ambientais sobre os BIOMAS do
Centro-Oeste pela expansão da agropecuária

• Mapas e Tabelas sobre desmatamento
IBGE
Ministério Meio Ambiente
IMAZON
PRODES
5º Capítulo
• Conselhos Municipais de Meio Ambiente (CMMA)
• Zoneamento Econômico-Econômico (ZEE)

Marco Regulatório da LEI nos Estados
• Resultado das Entrevistas aos agentes que atuam no
setor da cana, soja e pecuária no Centro-Oeste
1º Capítulo: Evolução Área Colhida e Rendimento
Mato Grosso
Culturas

Arroz
Cana-de-açúcar
Feijão

Algodão
Arroz
Culturas
Algodão
Arroz

Milho
Trigo

Soja

1985

19.051 57,02
Rtos
42.051 0,53

Milho
219.533

1,00
1,07

24.308

2,82

-6,1

20.794 1.064.704
4,54
-10,6

56,8

Feijão

0,57

155.399 2.418.001
72,42
6,3
1.381 10,29
-15,1

1,59

620.126

Soja
Trigo

Área
Rtos Área
Rtos
Centro-Oeste 5,3
448.120 2,94
18,8
143.008 2,27
-5,3
2,5

2006

215.864 68,11
Área
5.478 5,07

Mato Grosso do Sul
Cana-de-açúcar
139.827
1985
2006
Evolução 57,1
Área
Feijão Rtos Área Rtos Área Rtos0,42
352.354
90.479

42.841

Trigo
159.985
958.568
153.661

1,89 1.464.397
25.906
1,55

Evolução

12,3

154.364
3,51
6,7
2,64

2,0

1,66

-8,1

Área

Rtos

7,4

2,7

-8,5

3,6

634.936

70,98

7,5

1,0

13.500

13,34

-14,4

17,9

1,89
7,1

2.387.243

3,92

3,9

3,5

1,2
1,92

7.730.388
31.897

2,75

5,7

1,7

5,1

14,8

1,55 Culturas
3,8
1,6
0,3 Algodão
Arroz

Cana-de-açúcar

Fonte: Censo Agropecuário de 1985 e 2006.

Evolução

0,8

Área
Rtos
-9,2
11,4
157.444 1,52 1.123.926 3,67
4,3
119.280
529.688 9,8 2,93
1,68
822.821 1,96 4.186.477 2,81
8,1
1,7
1.367.687 197 1,83
213.625 1,2 2,49
255 2,45
1,19
1,4

Cana-de-açúcar
43.246
Soja
Milho

2006

Área
Rtos
11.978 1,00
446.846 1,36

Algodão

Culturas

1985

2,03

1985

Área
Rtos
98.002 1,00
693.105 1,11

Goiás

-7,2

2006

Área
Rtos
55.539 2,90
49.661 2,25

1,3

Evolução
Área

Rtos

-2,7

5,2

-11,8

3,4

6,0

1,1

-16,8

20,7

77.196

57,5

Feijão

265.727

0,38

263.342 72,54
5.526 19,77

Milho

741.840

2,03

623.156

4,73

-0,8

4,1

Soja

599.555
395

1,93 2.037.566
5.004
1,08

2,71

6,0

1,6

3,44

12,9

5,7

Trigo
Gráficos 3, 4 e 5: Efetivo Bovino, Composição da
participação nas regiões
220.000
200.000

1990

N
9%

CO

180.000
31%
NE
18%

Milhares de cabeças bovinas

160.000
140.000
120.000

2009

100.000
S
80.000
17%

SE
25%

N
20%

CO
34%

60.000
40.000

NE
14%

20.000

Brasil

Norte

Nordeste

Fonte: IBGE – Pesquisa Pecuária Municipal, 2011.

Sudeste

Sul

Centro-Oeste

2009

2008

SE
19%

2007

2006

2005

2004

S
14%

2003

2002

2001

2000

1999

1998

1997

1996

1995

1994

1993

1992

1991

1990

0
id
ad

e

Efeito Escala – Efeito Substituição
Centro-Oeste 1995-2006

At
iv

• Método indicativo e não determinístico
Efeito Escala Efeito Substituição
Algodão Herbáceo
8.108
279.247
• Supõe: produtos que tiveram61 expansão 396 área
de
Alho
Pastagem Natural
695.138 4.407.589
substituíram proporcionalmente os produtos que
Pastagem
2.339.281
cederam área Plantada 1.806.036 Arroz
31.316 369.895
Cana
11.539
291.926
• Dados área plantada
Feijão
Girassol
Milho
Soja
Sorgo
Tomate
Borracha
Palmito
Outras

8.681 73.790
181.481
2.180
210
840
8.515

6.808
46.307
538.298
5.543.067
355.456
4.911
4.382
2.107
58.267

• Soja e cana-de-açúcar têm substituído áreas destinadas à produção
de alimentos, como arroz e feijão.
• Pastagens natural e plantada cederam lugar à lavoura.
• Reconfiguração do Espaço Produtivo
2º Capítulo
• Contribuição de Área e Contribuição do Rendimento da
Soja
Contribuição de Área Contribuição de Rendimento
• Contribuição de Área e Contribuição do Rendimento da
Brasil
54,65
45,35
Cana-de-Açúcar
Centro-Oeste

63,52

36,48

Mato Grosso do Sul Contribuição de Área Contribuição de Rendimento
54,86
45,14

Brasil Grosso
Mato

65,98
72,51

34,02
27,49

Centro-Oeste
Goiás

77,36
56,51

22,64
43,49

Mato Grosso do Sul

67,99

32,01

Mato Grosso

81,35

18,65

Goiás

81,41

18,59

• Padrão intrínseco à dinâmica canaveira do país =
crescimento pela incorporação de novas terras
(acumulação de propriedade para a perpetuação das
estruturas produtivas e de poder)
Tabela 18: Evolução da área de pastagem, efetivo de bovinos
(cabeças) e taxa de lotação nos estabelecimentos agropecuários
1985
Região/Estado

Área de Pastagem (ha)
Total

Cabeças Bovinas

Lotação

Brasil

Natural
105.094.029

Plantada
74.094.402

Cabeças/ha Pastagem Total

179.188.431

128.041.757

0,71

Centro-Oeste

28.992.372

30.251.745

59.244.117

36.116.293

0,61

Mato Grosso

9.685.306

6.719.064

16.404.370

6.545.956

0,40

Mato Grosso do Sul

9.658.224

12.144.529

21.802.753

15.017.906

0,69

Goiás

9.569.989

11.324.595

20.894.584

14.476.565

0,69

1995
Região/Estado

Área de Pastagem (ha)
Total

Cabeças Bovinas

Lotação

Brasil

Natural
78.048.463

Plantada
99.652.009

Cabeças/ha Pastagem Total

177.700.472

153.058.275

0,86

Centro-Oeste

17.443.641

45.320.271

62.763.912

50.766.496

0,81

Mato Grosso

6.189.573

15.262.488

21.452.061

14.438.135

0,67

Mato Grosso do Sul

6.082.778

15.727.930

21.810.708

19.754.356

0,91

Goiás

5.137.285

14.267.411

19.404.696

16.488.390

0,85

2006
Região/Estado

Área de Pastagem (ha)

Brasil

Natural
57.633.189

Plantada
Total
102.408.873 160.042.062
45.228.574 59.035.897

Centro-Oeste

13.807.323

Mato Grosso

4.404.283

17.658.375

Mato Grosso do Sul

6.220.544

Goiás

3.149.576

Cabeças Bovinas

Lotação
Cabeças/ha Pastagem Total

176.147.501

1,10

59.616.953

1,01

22.062.658

20.666.147

0,94

14.834.578

21.055.122

20.634.817

0,98

12.688.744

15.838.320

18.234.548

1,15

Fonte: Censos Agropecuários de 1985, 1995 e 2006.
3 º Capítulo Soja em Mato Grosso
• Nos próximos 10 anos a produção de soja crescerá 50%
em Mato Grosso;

• Crescimento da área plantada de 2,5% ao ano, de 6
milhões de hectares para 7,7 milhões de hectares;
• Sorriso é o principal produtor;
• Soja vai ocupando áreas de pasto e empurrando essa
atividades para áreas mais ao norte do Estado e para os
Estados da Região Norte.
Cana-de-açúcar
Goiás e Mato Grosso do Sul

• Nova fronteira agrícola da cana-de-açúcar;
• São Paulo já está saturado, elevação dos preços
das terras – boom mercado imobiliário;
• Estados apresentam grandes extensões de terras,
preços menores em relação ao Estado de São
Paulo, infra-estrutura para o escoamento da
produção e incentivos governamentais para a
instalação de usinas.
Nova Fronteira Agrícola Cana-de-açúcar
• Goiás = 60% dos municípios produzem cana-de-açúcar;
•

Joint venture entre Grupo São Martinho e Petrobrás
Biocombustíveis = Nova Fronteira em Quirinópolis;
MAIOR PRODUTORA DE ETANOL DO MUNDO

• Goiás: crescimento 740% na produção de etanol e cerca de
340% na produção de açúcar (2000 – 2009)
• MS: 80% dos municípios produzem cana-de-açúcar;80%
da colheita via máquinas;
• Muitas usinas possuem terra própria para o cultivo
Produtores: parentesco com os usineiros

“Corretores” próprios
Pecuária em Mato Grosso
•Taxa média de lotação é baixa
2010: 0,76 UA/ha
•Produção caracterizada pelo modelo extensivo em extensas
áreas;

•Há microrregiões pertencentes ao bioma Amazônia com
mais de 50% da área de pasto, sendo o limite de 20%.
• O confinamento não é o elo que será poupador de área e a
solução para conter a expansão da pecuária.
Custo alto para o confinamento
R$5,00 por dia por animal.

Fazenda com 10.000 cabeças = R$ 50 mil por dia
4º Capítulo
Desmatamento no bioma Cerrado até 2008
MT – maior área desmatada no
período 2002- 2008.
Maior desmatamento:
PRODUTORES DE SOJA
Brasnorte
Nova Ubiratã
Sapezal
Nova Mutum
São José do Rio Pardo
Santa Rita do Trivelato
Nova São Joaquim
Campos de Júlio
Diamantino
Campo Novo dos Parecis Sorriso
Campo Verde.

Fonte: MMA, 2009
Desmatamento no bioma Pantanal 2002-2008.
Cáceres – MT: maior área
desmatada no bioma
Pantanal – município entre
os que detém maior efetivo
de bovinos em Mato
Grosso.

Fonte: MMA, 2010.
Distribuição do desmatamento acumulado na Amazônia Legal em 2011.

Maiores Produtores pecuária bovina
Novo Mundo (80%)
Nova Bandeirante 100%)
2000-2008
Fonte: Imazon, 2013.
5º Capítulo
Zoneamento Econômico - Ecológico
Decreto 4.297/2002 – critérios para o ZEE
Brasil

ZEE Lei Federal nº 6.938/81

ZEE nacional e regional

Permite ZEE estadual e municipal

Reconhece
4.297/2002 –
critérios para o
ZEE Brasil

Deve ser aprovada pela
Assembléia Legislativa estadual ou
municipal

•Orientação de atividades industriais e agropecuárias que
utilizam os recursos ambientais
•Desenvolvimento ecológico e econômico sustentável do
setor rual
5º Capítulo
Conselhos Municipais de Meio Ambiente
• Art. 23 da Constituição Federal
• Determinação
Legal
Lei
Federal
6.938/81
Descentralização da gestão ambiental municipal

–

• Licenças ambientais fornecidas pelo órgão público
municipal ou pela gestão ambiental municipal = CMMA
• Competências:

proteção paisagens naturais notáveis, proteção do meioambiente, combate à poluição, preservação das florestas,
fauna e flora
– CMMA não tem qualquer competência sobre as áreas de expansão das
produções;
Situação Atual
Mato Grosso do Sul
• ZEE Estadual protege áreas do Pantanal;
• Não há programas para recuperação do pasto
degradado; a “cultura” é de abrir áreas para a produção
de gado;

• Usinas conhecem o programa de zoneamento e não há
projetos de instalação no bioma Pantanal e Amazônia;
• Crescimento das cidades, geração de emprego e renda.
Situação Atual
Goiás
• Não possui ZEE Estadual;

não possibilita o conhecimento pleno sobre as áreas de ocupação da
agropecuária no território estadual e as fragilidades ambientais
• Governos estadual e municipais não têm qualquer preocupação com
a degradação ambiental e abertura de áreas para a expansão da
cana;
• Pecuária cedeu lugar para a expansão da cana e se deslocou para
Mato Grosso;
• Pecuaristas endividados X elevada lucratividade da cana;
• Falência de frigoríficos na região;
• Há desmatamentos de áreas de mata; retirada ilegal de árvores
nativas para expansão da produção.
Situação Atual
Mato Grosso
• ZEE está suspenso pelo Ministério Público;
• Superintendência e Monitoramento de Indicadores
Ambientais da Secretaria de Meio Ambiente de Mato
Grosso
O zoneamento é uma indicação para a atividade
Conclusões
•Crescimento da produção agropecuária ainda ocorre pela ocupação de
novas áreas;
• As análises de Contribuição de Área e Contribuição de Rendimento
mostraram que a soja e a cana-de-açúcar crescem pelo aumento de
área;
•O crescimento da monocultura substitui as culturas menos rentáveis ou
as elimina da esfera produtiva;
•Essa dinâmica reconfigurou o espaço produtivo da cana-de-açúcar que
se concentrava na Região Sudeste do País. Mato Grosso do Sul e Goiás
são as novas fronteiras agrícolas;
•Relação com a persistente característica fundiária de produção da canade-açúcar – acumulação de propriedade é garantia de renda e poder;
Conclusões
• Causas da Itinerância da pecuária bovina:
1ª Substituída pela cana-de-açúcar e soja (arrendamento de
estabelecimentos pecuária para cana em MS e Goiás);
2ª Degradação dos pastos, falta de manejo adequado que está
presente em apenas 5% dos estabelecimentos pecuários;

Tragédia dos Comuns – Hardin

• A degradação ambiental e desmatamento associado ao modelo
expansivo da agropecuária no Centro-Oeste foi minizado pelo
crescimento econômico e geração de renda aos municípios e
Estados produtores;
Conclusões
• Esperava-se que os ZEE e CMMA fossem um afronte ao
padrão itinerante e degradante de produção;

• Que os CMMA que são instrumentos legais para o
exercício da competência relativa à proteção das
paisagens fossem instrumentos capazes de orientar
essas produção;

Dilema entre crescimento econômico e
preservação ambiental.
Limitações e Próximos estudos
• Dados atuais sobre os estabelecimentos agropecuárias
(último censo de 2006);
• Dificuldades nas entrevistas;
• Dados sobre CMMA em Mato Grosso = Primavera do Leste,
Lucas do Rio Verde, Sorriso, Campo Verde e Cuiabá;
• Dados sobre áreas em MT;
• Comprovações sobre números de desmatamento

•
•
•
•
•

Programas de intensificação das produções;
Programas de recuperação de áreas degradadas;
Visitas fazendas Pecuária (Paranatinga) e de Soja (SINOP);
PTF;
Efeitos sobre a Segurança Alimentar.
Principais Referências Bibliográficas
•CANO, W. Ensaios sobre a formação econômico regional do Brasil. Campinas-SP: Editora da
Unicamp, 2002.
•CASTRO, A. C.; FONSECA, M. G. D. A dinâmica agroindustrial do Centro-Oeste. Brasília: IPEA,
1995. 220p.
•CONWAY, G.R.; BARBIER, E. After The Green Revolution: Sustainable Agriculture For Development.
Earthscan Publications Ltd, London, 1990, 204p.
•FURTADO, C. Análise do “modelo” brasileiro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.
•GASQUES, J.G. et al. Produtividade Total dos Fatores e Transformações da Agricultura Brasileira:
Análise dos Dados dos Censos Agropecuários. 48º Encontro da Sociedade Brasileira de Economia,
Administração e Sociologia Rural (SOBER), Campo Grande-MS, 25 a 28 de Julho de 2010.
•HARDIN, G. The Tragedy of the Commons. Science, Vol. 162, Dezembro de 1968.
•HOGAN, D.J. et al. Um Breve Perfil Ambiental da Região Centro-Oeste. Migração e Ambiente no
Centro-Oeste. Campinas: Núcleo de Estudos da População/UNICAMP: Pronex, 2002. 322p.
•LOPES, I. G. V. et al. Código Florestal e agricultura. Revista de Política Agrícola, Brasília: Secretaria
Nacional de Política Agrícola, Companhia Nacional de Abastecimento, ano XX, nº 2, Abr./Maio/Jun.
2011.
•RAMOS. P. Agroindústria canavieira e propriedade fundiária no Brasil. São Paulo: Hucitec, 1999.

•VERA FILHO, F.; TOLLINI, H. Progresso tecnológico e desenvolvimento agrícola. In: VEIGA, A.
(Coord.). Ensaios sobre política agrícola brasileira. São Paulo: Secretaria da Agricultura, 1979, p.
87-136.
•WILKINSON, J.; HERRERA, S. Biofuels in Brazil: debates and impacts. Journal of Peasant Studies,
vol. 37, nº 4, p. 749- 768, 2010.

O desenvolvimento e a expansão recente da produção agropecuária no centro-oeste

  • 1.
    TESE - INSTITUTODE ECONOMIA UNICAMP O DESENVOLVIMENTO E A EXPANSÃO RECENTE DA PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA NO CENTRO-OESTE Vivian Helena Capacle Correa Orientador: Prof. Dr. Walter Belik
  • 2.
    Objetivos • Analisar aevolução da agropecuária no Centro-Oeste • Destaque para : Soja: maior produtor nacional Efeitos para os Biomas: Cana-de-Açúcar: Nova Fronteira Agrícola Cerrado Pecuária Bovina: maior dinamismo a partir dos anos 70, atividade desbravadora Pantanal Amazônia • Qual a dinâmica de expansão dessas produções? • Qual é a efetividade dos Zoneamento EconômicoEcológico e Conselhos Municipais de Meio Ambiente
  • 3.
    Hipótese O crescimento daagropecuária na Região Centro-Oeste do país ainda ocorre pela forma expansiva de produção e de ocupação de novas áreas, apesar da introdução de tecnologias de produção e do debate público sobre a preservação dos biomas e dos ambientes florestais.
  • 4.
    Estrutura da Tese • • • • • Introdução Capítulos1, 2, 3, 4, 5 Capítulo 6: Conclusões Referências das Fontes Citadas ANEXOS
  • 5.
    1º Capítulo • Revisãobibliográfica sobre expansão da agropecuária no Centro-Oeste; • Políticas públicas de estímulo à expansão; • Evolução da área plantada das principais culturas; • Análise da Substituição de culturas; • Utilizados: Dados IBGE - PAM de 1990 à 2009 Censos Agropecuários de 1985, 1995 e 2006
  • 6.
    2º Capítulo • Destaquepara as principais culturas e Identificação dos principais Estados produtores: • Caracterização das produções, unidades industriais de soja, evolução da área de pastagem; • Análise da Contribuição da Área e Contribuição do Rendimento  Dados IBGE - PAM de 1990 à 2009  Censos Agropecuários de 1985, 1995 e 2006  Elaboração de MAPAS – Software PHILCARTHO
  • 7.
    3º Capítulo • Característicasespecíficas das produções dominantes: Soja e Pecuária = Mato Grosso Cana-de-açúcar = Mato Grosso do Sul e Goiás • Identificação dos Principais municípios produtores para posterior análise sobre os Conselhos Municipais de Meio-Ambiente • Apresentação das unidades industriais de açúcar e etanol em MS e GO • Áreas de produção bioma Particularidades Pecuária Condições Pastos Bovina em MT Cria-recria-engorda
  • 8.
    4º Capítulo • RevisãoBibliográfica • Análise dos Danos Ambientais sobre os BIOMAS do Centro-Oeste pela expansão da agropecuária • Mapas e Tabelas sobre desmatamento IBGE Ministério Meio Ambiente IMAZON PRODES
  • 9.
    5º Capítulo • ConselhosMunicipais de Meio Ambiente (CMMA) • Zoneamento Econômico-Econômico (ZEE) Marco Regulatório da LEI nos Estados • Resultado das Entrevistas aos agentes que atuam no setor da cana, soja e pecuária no Centro-Oeste
  • 10.
    1º Capítulo: EvoluçãoÁrea Colhida e Rendimento Mato Grosso Culturas Arroz Cana-de-açúcar Feijão Algodão Arroz Culturas Algodão Arroz Milho Trigo Soja 1985 19.051 57,02 Rtos 42.051 0,53 Milho 219.533 1,00 1,07 24.308 2,82 -6,1 20.794 1.064.704 4,54 -10,6 56,8 Feijão 0,57 155.399 2.418.001 72,42 6,3 1.381 10,29 -15,1 1,59 620.126 Soja Trigo Área Rtos Área Rtos Centro-Oeste 5,3 448.120 2,94 18,8 143.008 2,27 -5,3 2,5 2006 215.864 68,11 Área 5.478 5,07 Mato Grosso do Sul Cana-de-açúcar 139.827 1985 2006 Evolução 57,1 Área Feijão Rtos Área Rtos Área Rtos0,42 352.354 90.479 42.841 Trigo 159.985 958.568 153.661 1,89 1.464.397 25.906 1,55 Evolução 12,3 154.364 3,51 6,7 2,64 2,0 1,66 -8,1 Área Rtos 7,4 2,7 -8,5 3,6 634.936 70,98 7,5 1,0 13.500 13,34 -14,4 17,9 1,89 7,1 2.387.243 3,92 3,9 3,5 1,2 1,92 7.730.388 31.897 2,75 5,7 1,7 5,1 14,8 1,55 Culturas 3,8 1,6 0,3 Algodão Arroz Cana-de-açúcar Fonte: Censo Agropecuário de 1985 e 2006. Evolução 0,8 Área Rtos -9,2 11,4 157.444 1,52 1.123.926 3,67 4,3 119.280 529.688 9,8 2,93 1,68 822.821 1,96 4.186.477 2,81 8,1 1,7 1.367.687 197 1,83 213.625 1,2 2,49 255 2,45 1,19 1,4 Cana-de-açúcar 43.246 Soja Milho 2006 Área Rtos 11.978 1,00 446.846 1,36 Algodão Culturas 1985 2,03 1985 Área Rtos 98.002 1,00 693.105 1,11 Goiás -7,2 2006 Área Rtos 55.539 2,90 49.661 2,25 1,3 Evolução Área Rtos -2,7 5,2 -11,8 3,4 6,0 1,1 -16,8 20,7 77.196 57,5 Feijão 265.727 0,38 263.342 72,54 5.526 19,77 Milho 741.840 2,03 623.156 4,73 -0,8 4,1 Soja 599.555 395 1,93 2.037.566 5.004 1,08 2,71 6,0 1,6 3,44 12,9 5,7 Trigo
  • 11.
    Gráficos 3, 4e 5: Efetivo Bovino, Composição da participação nas regiões 220.000 200.000 1990 N 9% CO 180.000 31% NE 18% Milhares de cabeças bovinas 160.000 140.000 120.000 2009 100.000 S 80.000 17% SE 25% N 20% CO 34% 60.000 40.000 NE 14% 20.000 Brasil Norte Nordeste Fonte: IBGE – Pesquisa Pecuária Municipal, 2011. Sudeste Sul Centro-Oeste 2009 2008 SE 19% 2007 2006 2005 2004 S 14% 2003 2002 2001 2000 1999 1998 1997 1996 1995 1994 1993 1992 1991 1990 0
  • 12.
    id ad e Efeito Escala –Efeito Substituição Centro-Oeste 1995-2006 At iv • Método indicativo e não determinístico Efeito Escala Efeito Substituição Algodão Herbáceo 8.108 279.247 • Supõe: produtos que tiveram61 expansão 396 área de Alho Pastagem Natural 695.138 4.407.589 substituíram proporcionalmente os produtos que Pastagem 2.339.281 cederam área Plantada 1.806.036 Arroz 31.316 369.895 Cana 11.539 291.926 • Dados área plantada Feijão Girassol Milho Soja Sorgo Tomate Borracha Palmito Outras 8.681 73.790 181.481 2.180 210 840 8.515 6.808 46.307 538.298 5.543.067 355.456 4.911 4.382 2.107 58.267 • Soja e cana-de-açúcar têm substituído áreas destinadas à produção de alimentos, como arroz e feijão. • Pastagens natural e plantada cederam lugar à lavoura. • Reconfiguração do Espaço Produtivo
  • 13.
    2º Capítulo • Contribuiçãode Área e Contribuição do Rendimento da Soja Contribuição de Área Contribuição de Rendimento • Contribuição de Área e Contribuição do Rendimento da Brasil 54,65 45,35 Cana-de-Açúcar Centro-Oeste 63,52 36,48 Mato Grosso do Sul Contribuição de Área Contribuição de Rendimento 54,86 45,14 Brasil Grosso Mato 65,98 72,51 34,02 27,49 Centro-Oeste Goiás 77,36 56,51 22,64 43,49 Mato Grosso do Sul 67,99 32,01 Mato Grosso 81,35 18,65 Goiás 81,41 18,59 • Padrão intrínseco à dinâmica canaveira do país = crescimento pela incorporação de novas terras (acumulação de propriedade para a perpetuação das estruturas produtivas e de poder)
  • 17.
    Tabela 18: Evoluçãoda área de pastagem, efetivo de bovinos (cabeças) e taxa de lotação nos estabelecimentos agropecuários 1985 Região/Estado Área de Pastagem (ha) Total Cabeças Bovinas Lotação Brasil Natural 105.094.029 Plantada 74.094.402 Cabeças/ha Pastagem Total 179.188.431 128.041.757 0,71 Centro-Oeste 28.992.372 30.251.745 59.244.117 36.116.293 0,61 Mato Grosso 9.685.306 6.719.064 16.404.370 6.545.956 0,40 Mato Grosso do Sul 9.658.224 12.144.529 21.802.753 15.017.906 0,69 Goiás 9.569.989 11.324.595 20.894.584 14.476.565 0,69 1995 Região/Estado Área de Pastagem (ha) Total Cabeças Bovinas Lotação Brasil Natural 78.048.463 Plantada 99.652.009 Cabeças/ha Pastagem Total 177.700.472 153.058.275 0,86 Centro-Oeste 17.443.641 45.320.271 62.763.912 50.766.496 0,81 Mato Grosso 6.189.573 15.262.488 21.452.061 14.438.135 0,67 Mato Grosso do Sul 6.082.778 15.727.930 21.810.708 19.754.356 0,91 Goiás 5.137.285 14.267.411 19.404.696 16.488.390 0,85 2006 Região/Estado Área de Pastagem (ha) Brasil Natural 57.633.189 Plantada Total 102.408.873 160.042.062 45.228.574 59.035.897 Centro-Oeste 13.807.323 Mato Grosso 4.404.283 17.658.375 Mato Grosso do Sul 6.220.544 Goiás 3.149.576 Cabeças Bovinas Lotação Cabeças/ha Pastagem Total 176.147.501 1,10 59.616.953 1,01 22.062.658 20.666.147 0,94 14.834.578 21.055.122 20.634.817 0,98 12.688.744 15.838.320 18.234.548 1,15 Fonte: Censos Agropecuários de 1985, 1995 e 2006.
  • 18.
    3 º CapítuloSoja em Mato Grosso • Nos próximos 10 anos a produção de soja crescerá 50% em Mato Grosso; • Crescimento da área plantada de 2,5% ao ano, de 6 milhões de hectares para 7,7 milhões de hectares; • Sorriso é o principal produtor; • Soja vai ocupando áreas de pasto e empurrando essa atividades para áreas mais ao norte do Estado e para os Estados da Região Norte.
  • 19.
    Cana-de-açúcar Goiás e MatoGrosso do Sul • Nova fronteira agrícola da cana-de-açúcar; • São Paulo já está saturado, elevação dos preços das terras – boom mercado imobiliário; • Estados apresentam grandes extensões de terras, preços menores em relação ao Estado de São Paulo, infra-estrutura para o escoamento da produção e incentivos governamentais para a instalação de usinas.
  • 20.
    Nova Fronteira AgrícolaCana-de-açúcar • Goiás = 60% dos municípios produzem cana-de-açúcar; • Joint venture entre Grupo São Martinho e Petrobrás Biocombustíveis = Nova Fronteira em Quirinópolis; MAIOR PRODUTORA DE ETANOL DO MUNDO • Goiás: crescimento 740% na produção de etanol e cerca de 340% na produção de açúcar (2000 – 2009) • MS: 80% dos municípios produzem cana-de-açúcar;80% da colheita via máquinas; • Muitas usinas possuem terra própria para o cultivo Produtores: parentesco com os usineiros “Corretores” próprios
  • 21.
    Pecuária em MatoGrosso •Taxa média de lotação é baixa 2010: 0,76 UA/ha •Produção caracterizada pelo modelo extensivo em extensas áreas; •Há microrregiões pertencentes ao bioma Amazônia com mais de 50% da área de pasto, sendo o limite de 20%. • O confinamento não é o elo que será poupador de área e a solução para conter a expansão da pecuária. Custo alto para o confinamento R$5,00 por dia por animal. Fazenda com 10.000 cabeças = R$ 50 mil por dia
  • 22.
    4º Capítulo Desmatamento nobioma Cerrado até 2008 MT – maior área desmatada no período 2002- 2008. Maior desmatamento: PRODUTORES DE SOJA Brasnorte Nova Ubiratã Sapezal Nova Mutum São José do Rio Pardo Santa Rita do Trivelato Nova São Joaquim Campos de Júlio Diamantino Campo Novo dos Parecis Sorriso Campo Verde. Fonte: MMA, 2009
  • 23.
    Desmatamento no biomaPantanal 2002-2008. Cáceres – MT: maior área desmatada no bioma Pantanal – município entre os que detém maior efetivo de bovinos em Mato Grosso. Fonte: MMA, 2010.
  • 24.
    Distribuição do desmatamentoacumulado na Amazônia Legal em 2011. Maiores Produtores pecuária bovina Novo Mundo (80%) Nova Bandeirante 100%) 2000-2008 Fonte: Imazon, 2013.
  • 25.
    5º Capítulo Zoneamento Econômico- Ecológico Decreto 4.297/2002 – critérios para o ZEE Brasil ZEE Lei Federal nº 6.938/81 ZEE nacional e regional Permite ZEE estadual e municipal Reconhece 4.297/2002 – critérios para o ZEE Brasil Deve ser aprovada pela Assembléia Legislativa estadual ou municipal •Orientação de atividades industriais e agropecuárias que utilizam os recursos ambientais •Desenvolvimento ecológico e econômico sustentável do setor rual
  • 26.
    5º Capítulo Conselhos Municipaisde Meio Ambiente • Art. 23 da Constituição Federal • Determinação Legal Lei Federal 6.938/81 Descentralização da gestão ambiental municipal – • Licenças ambientais fornecidas pelo órgão público municipal ou pela gestão ambiental municipal = CMMA • Competências: proteção paisagens naturais notáveis, proteção do meioambiente, combate à poluição, preservação das florestas, fauna e flora – CMMA não tem qualquer competência sobre as áreas de expansão das produções;
  • 27.
    Situação Atual Mato Grossodo Sul • ZEE Estadual protege áreas do Pantanal; • Não há programas para recuperação do pasto degradado; a “cultura” é de abrir áreas para a produção de gado; • Usinas conhecem o programa de zoneamento e não há projetos de instalação no bioma Pantanal e Amazônia; • Crescimento das cidades, geração de emprego e renda.
  • 28.
    Situação Atual Goiás • Nãopossui ZEE Estadual; não possibilita o conhecimento pleno sobre as áreas de ocupação da agropecuária no território estadual e as fragilidades ambientais • Governos estadual e municipais não têm qualquer preocupação com a degradação ambiental e abertura de áreas para a expansão da cana; • Pecuária cedeu lugar para a expansão da cana e se deslocou para Mato Grosso; • Pecuaristas endividados X elevada lucratividade da cana; • Falência de frigoríficos na região; • Há desmatamentos de áreas de mata; retirada ilegal de árvores nativas para expansão da produção.
  • 29.
    Situação Atual Mato Grosso •ZEE está suspenso pelo Ministério Público; • Superintendência e Monitoramento de Indicadores Ambientais da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso O zoneamento é uma indicação para a atividade
  • 30.
    Conclusões •Crescimento da produçãoagropecuária ainda ocorre pela ocupação de novas áreas; • As análises de Contribuição de Área e Contribuição de Rendimento mostraram que a soja e a cana-de-açúcar crescem pelo aumento de área; •O crescimento da monocultura substitui as culturas menos rentáveis ou as elimina da esfera produtiva; •Essa dinâmica reconfigurou o espaço produtivo da cana-de-açúcar que se concentrava na Região Sudeste do País. Mato Grosso do Sul e Goiás são as novas fronteiras agrícolas; •Relação com a persistente característica fundiária de produção da canade-açúcar – acumulação de propriedade é garantia de renda e poder;
  • 31.
    Conclusões • Causas daItinerância da pecuária bovina: 1ª Substituída pela cana-de-açúcar e soja (arrendamento de estabelecimentos pecuária para cana em MS e Goiás); 2ª Degradação dos pastos, falta de manejo adequado que está presente em apenas 5% dos estabelecimentos pecuários; Tragédia dos Comuns – Hardin • A degradação ambiental e desmatamento associado ao modelo expansivo da agropecuária no Centro-Oeste foi minizado pelo crescimento econômico e geração de renda aos municípios e Estados produtores;
  • 32.
    Conclusões • Esperava-se queos ZEE e CMMA fossem um afronte ao padrão itinerante e degradante de produção; • Que os CMMA que são instrumentos legais para o exercício da competência relativa à proteção das paisagens fossem instrumentos capazes de orientar essas produção; Dilema entre crescimento econômico e preservação ambiental.
  • 33.
    Limitações e Próximosestudos • Dados atuais sobre os estabelecimentos agropecuárias (último censo de 2006); • Dificuldades nas entrevistas; • Dados sobre CMMA em Mato Grosso = Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Campo Verde e Cuiabá; • Dados sobre áreas em MT; • Comprovações sobre números de desmatamento • • • • • Programas de intensificação das produções; Programas de recuperação de áreas degradadas; Visitas fazendas Pecuária (Paranatinga) e de Soja (SINOP); PTF; Efeitos sobre a Segurança Alimentar.
  • 34.
    Principais Referências Bibliográficas •CANO,W. Ensaios sobre a formação econômico regional do Brasil. Campinas-SP: Editora da Unicamp, 2002. •CASTRO, A. C.; FONSECA, M. G. D. A dinâmica agroindustrial do Centro-Oeste. Brasília: IPEA, 1995. 220p. •CONWAY, G.R.; BARBIER, E. After The Green Revolution: Sustainable Agriculture For Development. Earthscan Publications Ltd, London, 1990, 204p. •FURTADO, C. Análise do “modelo” brasileiro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972. •GASQUES, J.G. et al. Produtividade Total dos Fatores e Transformações da Agricultura Brasileira: Análise dos Dados dos Censos Agropecuários. 48º Encontro da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER), Campo Grande-MS, 25 a 28 de Julho de 2010. •HARDIN, G. The Tragedy of the Commons. Science, Vol. 162, Dezembro de 1968. •HOGAN, D.J. et al. Um Breve Perfil Ambiental da Região Centro-Oeste. Migração e Ambiente no Centro-Oeste. Campinas: Núcleo de Estudos da População/UNICAMP: Pronex, 2002. 322p. •LOPES, I. G. V. et al. Código Florestal e agricultura. Revista de Política Agrícola, Brasília: Secretaria Nacional de Política Agrícola, Companhia Nacional de Abastecimento, ano XX, nº 2, Abr./Maio/Jun. 2011. •RAMOS. P. Agroindústria canavieira e propriedade fundiária no Brasil. São Paulo: Hucitec, 1999. •VERA FILHO, F.; TOLLINI, H. Progresso tecnológico e desenvolvimento agrícola. In: VEIGA, A. (Coord.). Ensaios sobre política agrícola brasileira. São Paulo: Secretaria da Agricultura, 1979, p. 87-136. •WILKINSON, J.; HERRERA, S. Biofuels in Brazil: debates and impacts. Journal of Peasant Studies, vol. 37, nº 4, p. 749- 768, 2010.