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Sepse Neonatal
Agenda de Aula
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• Introdução
• Sepse neonatal
• Classificação
• Microrganismos mais comuns
• Fisiopatologia
• Tratamento – Streptococcus B
• Causas maternas, neonatais e ambientais
• Manifestações clínicas
• Diagnóstico
• Tratamento
• Cuidados de enfermagem
• Referências
Introdução
Definição de Risco Infeccioso
• A probabilidade de ocorrência de infecção bacteriana no recém-nascido,
adquirida no período periparto e dependente de condições maternas.
Definição de Sepse
• A síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) na presença de infecção
suspeita ou comprovada constitui sepse.
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Sepse Neonatal
É uma síndrome clínica caracterizada por sinais e
sintomas de infecção sistêmica com ou sem bacteremia
no primeiro mês de vida.
Pode ocorrer antes do parto, durante ou após o parto.
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Classificação
Sepse Precoce (menos de 48 horas de vida):
• É adquirida no período perinatal, e está relacionada diretamente a
fatores gestacionais e / ou do período do parto.
Sepse Tardia (após 48 horas de vida):
• É adquirida no ambiente hospitalar .
A invasão bacteriana pode ocorrer através de regiões como o coto umbilical a
pele, bem como órgãos internos como os sistemas respiratório, nervoso ,
urinário e gastrointestinal.
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Microrganismos Mais Comuns
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Fisiopatologia
O RN é suscetível a infecções devido sistema imunológico
imaturo e reage lentamente.
Os anticorpos recebidos pela mãe ajudam a protegê-lo da
invasão de microrganismos.
É preciso tempo para que estes anticorpos atinjam níveis de
competência e a demora da elevação destes níveis afetam a
proteção fornecida.
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Fisiopatologia
Microorganismos patogênicos podem:
Atravessar a placenta e chegam a circulação fetal
Migrar pela vagina e iniciar processo de multiplicação
O RN é exposto a microrganismos do canal de parto infectado durante o processo do
nascimento e estes microrganismos superam as defesas do RN e desencadeiam infecção
e ocasionando a sepse.
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Streptococos beta hemolítico
Streptococcus agalactiae ou Streptococos do grupo B (EGB)
 É uma bactéria comumente encontrada no intestino, vagina e região anal
de adultos.
 Pode causar infecções graves em mulheres grávidas e recém-nascidos.
 Não há risco para adultos homens e mulheres não grávidas!
10
Streptococos beta hemolítico
 Mulheres grávidas que estão infectadas com o strepto correm mais risco de
entrar em parto prematuro, infecção do líquido amniótico e, após o parto,
infecção do útero.
Exame de detecção: Coleta de swab das secreções “vaginal e anal”.
11
Streptococos beta hemolítico
Período de coleta: é necessário realizar a coleta de cultura de
Streptococos B entre 35-37 semanas, porque esse é o período no
qual há melhor sensibilidade e especificidade para detecção de
gestantes colonizadas e que consequentemente irão estar
infectadas durante o parto.
12
Streptococos beta hemolítico
Tratamento
13
Streptococo do Grupo B é universalmente susceptível à penicilina e à
ampicilina.
 Durante a gestação: Não há tratamento que elimine o estreptococos.
Muitas mulheres são portadoras, porém não desenvolvem nenhuma
reação à bactéria e, nesses casos, ela não precisará de nenhum tratamento
para evitar complicações durante a gestação.
Streptococos beta hemolítico
Tratamento
14
Em casos de alguma infecção urinária na gravidez
e for causada pelo Streptococo do grupo B, você
tomará antibióticos de via oral para tratar, porém
o exame deverá ser realizado de qualquer forma
entre a 34ª e 37ª semana de gestação.
Streptococos beta hemolítico
Tratamento
15
Durante o parto: O tratamento com antibióticos
por via venosa logo no início do trabalho de parto
– o ideal é que o tratamento se inicie 4 horas
antes do parto – que diminuem substancialmente
as chances de desenvolver alguma complicação.
Streptococos beta hemolítico
Tratamento
16
Quando o tratamento é realizado até 4 horas antes do parto o risco de
contaminação do recém-nascido é de 1,2%, porém quando o antibiótico
foi administrado a menos de 1 hora o risco sobre para 42%.
Quando será parto cesárea fica a critério da maternidade administrar o
antibiótico como prevenção ou não.
Causas Maternas
Diabetes
gestacional
Infecção do trato
urinário
Baixo nível
socioeconômico
Ruptura
prolongada das
membranas
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Causas Neonatais
Prematuridade
Gemelaridade
Asfixia perinatal
Sofrimento fetal
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Causas Ambientais
Procedimentos invasivos
Ausência de técnicas assépticas
Tempo de internação
Falta de contato materno íntimo
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Sistema Gastrointestinal
Hepatomegalia
Distensão Abdominal
Diarréia ou Constipação
Vômitos
Inapetência
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Sistema Circulatório
Palidez, cianose ou manchas
Pele fria, pegajosa
Hipotensão
Edema
Frequência cardíaca irregular (bradicardia/ taquicardia)
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Sistema Respiratório
Ventilação irregular, apnéia ou taquipnéia
Cianose
Roncos
Dispnéia
Retrações
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Sistema Nervoso
Fontanelas
abauladas
Tônus
aumentado ou
diminuído
Irritabilidade/
tremores/
convulsões
Letargia/
hiporreflexia/
coma
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Sistema Hemotopoiético
Icterícia
Palidez
Petéquias, equimoses
Esplenomegalia
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Diagnóstico da Sepse
25
Diagnóstico
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A sepse é confundida com outros
distúrbios neonatais, o diagnóstico
definitivo é estabelecido por avaliação
laboratorial e radiográfica.
É necessário isolar o microrganismo por
meio de culturas de sangue, urina e
líquor.
Diagnóstico
 Hemocultura ( positiva para microrganismos).
 Exame de líquor.
 Urocultura.
 Cultura de aspirado traqueal.
Exames hematológicos.
Exames imunológicos.
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Choque Séptico
Síndrome clínica caracterizada pela presença
na corrente sanguínea ,de microrganismos,
ou de seus produtos e que envolve
insuficiência circulatória e perfusão tissular
inadequada.
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Fisiopatologia
29
Microorganismos tecidos
corporais
Resposta imune
Aumento da permeabilidade capilar
Diminuição da
volemia
Liberação de mediadores
químicos
Queda do débito
cardíaco e
perfusão tissular
Tratamento
30
Oxigenoterapia (se houver incidência de angústia respiratória ou hipóxia);
Correção de desequilíbrios hidroeletrolíticos ou ácido básico;
Drogas vasoativas (choque séptico);
A terapia antibiótica é iniciada antes da confirmação e identificação dos microrganismo exato por exames laboratoriais;
O tratamento consite em suporte circulatório e respiratório, administração agressiva de antibióticos e imunoterapia;
Suporte Hemodinâmico;
Reposição volêmica;
Suporte nutricional;
Terapias antifúngicas e /ou antivirais quando apropriado;
Oxigenoterapia.
Complicações
31
Insuficiência
respiratória.
Hipertensão
pulmonar.
Disfunção cardíaca. Falência renal.
Edema cerebral.
Disfunção de medula
óssea (neutropenia,
trombocitopenia,
anemia) .
Coagulação
intravascular
disseminada.
Cuidados de Enfermagem
32
 Realizar monitorização dos sinais vitais ( PAM, PVC, oximetria de pulso).
 Agrupar todos os cuidados no RN/ manter o RN aquecido;
 Realizar coleta de exames (amostras) para identificação do microrganismo.
 Administrar oxigenoterapia conforme prescrição médica;
 Manter vigilância no padrão respiratório;
 Realizar balanço hídrico;
Cuidados de Enfermagem
33
 Observar e anotar eliminações intestinais e vesicais;
 Observar, atentar e comunicar hipoatividade, debilidade de sucção,
recusa alimentar;
 Realizar peso em jejum;
 Prevenção de Lesão por Pressão;
 Manter a limpeza e higiene do ambiente;
Cuidados de Enfermagem
34
 Realizar os procedimentos utilizando técnicas assépticas;
 Atenta-se para a validade e trocas dos dispositivos , conforme
protocolo institucional;
 Observar, anotar e comunicar sinas flogísticos, em inserção de
cateteres venosos, cateteres vesicais.
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Dúvidas/ Perguntas
ATIVIDADE
Não esqueça de preencher o formulário de atividade da aula.
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SUGESTÕES DE VÍDEO
https://www.youtube.com/watch?v=9ZUKmHqRmXU-
Sepse Neonatal
https://www.youtube.com/watch?v=c3owbJOeZY- Exame
do Swab/cotonete.
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GUARIENTO, Antonio [et.al]- Manual de Condutas em Patologias Obstétricas 2.ed. São Paulo –
HSJ,2003
CARVALHO, Geraldo Mota de- Enfermagem em obstetrícia. 3.ed. rev.e ampl. São Paulo: E.P.U. 2007
CAMANO, Luiz[et.al] Guias de medicina ambulatorial e hospitalar. Barueri: Manole, 2005
Ministério da Saúde – Gestação de Alto Risco . 3ª ed- Brasília 2000
SILVA, João Luiz de carvalho Pinto e – Protocolos de Obstetrícia – descrições, diagnósticos,
tratamentos – HSL.
Referências

Apresentação SEPSE NEONATAL - OFICIAL.ppt

  • 1.
  • 2.
    Agenda de Aula 2 •Introdução • Sepse neonatal • Classificação • Microrganismos mais comuns • Fisiopatologia • Tratamento – Streptococcus B • Causas maternas, neonatais e ambientais • Manifestações clínicas • Diagnóstico • Tratamento • Cuidados de enfermagem • Referências
  • 3.
    Introdução Definição de RiscoInfeccioso • A probabilidade de ocorrência de infecção bacteriana no recém-nascido, adquirida no período periparto e dependente de condições maternas. Definição de Sepse • A síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) na presença de infecção suspeita ou comprovada constitui sepse. 3
  • 4.
    Sepse Neonatal É umasíndrome clínica caracterizada por sinais e sintomas de infecção sistêmica com ou sem bacteremia no primeiro mês de vida. Pode ocorrer antes do parto, durante ou após o parto. 4
  • 5.
    Classificação Sepse Precoce (menosde 48 horas de vida): • É adquirida no período perinatal, e está relacionada diretamente a fatores gestacionais e / ou do período do parto. Sepse Tardia (após 48 horas de vida): • É adquirida no ambiente hospitalar . A invasão bacteriana pode ocorrer através de regiões como o coto umbilical a pele, bem como órgãos internos como os sistemas respiratório, nervoso , urinário e gastrointestinal. 5
  • 6.
  • 7.
  • 8.
    Fisiopatologia O RN ésuscetível a infecções devido sistema imunológico imaturo e reage lentamente. Os anticorpos recebidos pela mãe ajudam a protegê-lo da invasão de microrganismos. É preciso tempo para que estes anticorpos atinjam níveis de competência e a demora da elevação destes níveis afetam a proteção fornecida. 8
  • 9.
    Fisiopatologia Microorganismos patogênicos podem: Atravessara placenta e chegam a circulação fetal Migrar pela vagina e iniciar processo de multiplicação O RN é exposto a microrganismos do canal de parto infectado durante o processo do nascimento e estes microrganismos superam as defesas do RN e desencadeiam infecção e ocasionando a sepse. 9
  • 10.
    Streptococos beta hemolítico Streptococcusagalactiae ou Streptococos do grupo B (EGB)  É uma bactéria comumente encontrada no intestino, vagina e região anal de adultos.  Pode causar infecções graves em mulheres grávidas e recém-nascidos.  Não há risco para adultos homens e mulheres não grávidas! 10
  • 11.
    Streptococos beta hemolítico Mulheres grávidas que estão infectadas com o strepto correm mais risco de entrar em parto prematuro, infecção do líquido amniótico e, após o parto, infecção do útero. Exame de detecção: Coleta de swab das secreções “vaginal e anal”. 11
  • 12.
    Streptococos beta hemolítico Períodode coleta: é necessário realizar a coleta de cultura de Streptococos B entre 35-37 semanas, porque esse é o período no qual há melhor sensibilidade e especificidade para detecção de gestantes colonizadas e que consequentemente irão estar infectadas durante o parto. 12
  • 13.
    Streptococos beta hemolítico Tratamento 13 Streptococodo Grupo B é universalmente susceptível à penicilina e à ampicilina.  Durante a gestação: Não há tratamento que elimine o estreptococos. Muitas mulheres são portadoras, porém não desenvolvem nenhuma reação à bactéria e, nesses casos, ela não precisará de nenhum tratamento para evitar complicações durante a gestação.
  • 14.
    Streptococos beta hemolítico Tratamento 14 Emcasos de alguma infecção urinária na gravidez e for causada pelo Streptococo do grupo B, você tomará antibióticos de via oral para tratar, porém o exame deverá ser realizado de qualquer forma entre a 34ª e 37ª semana de gestação.
  • 15.
    Streptococos beta hemolítico Tratamento 15 Duranteo parto: O tratamento com antibióticos por via venosa logo no início do trabalho de parto – o ideal é que o tratamento se inicie 4 horas antes do parto – que diminuem substancialmente as chances de desenvolver alguma complicação.
  • 16.
    Streptococos beta hemolítico Tratamento 16 Quandoo tratamento é realizado até 4 horas antes do parto o risco de contaminação do recém-nascido é de 1,2%, porém quando o antibiótico foi administrado a menos de 1 hora o risco sobre para 42%. Quando será parto cesárea fica a critério da maternidade administrar o antibiótico como prevenção ou não.
  • 17.
    Causas Maternas Diabetes gestacional Infecção dotrato urinário Baixo nível socioeconômico Ruptura prolongada das membranas 17
  • 18.
  • 19.
    Causas Ambientais Procedimentos invasivos Ausênciade técnicas assépticas Tempo de internação Falta de contato materno íntimo 19
  • 20.
  • 21.
    Sistema Circulatório Palidez, cianoseou manchas Pele fria, pegajosa Hipotensão Edema Frequência cardíaca irregular (bradicardia/ taquicardia) 21
  • 22.
    Sistema Respiratório Ventilação irregular,apnéia ou taquipnéia Cianose Roncos Dispnéia Retrações 22
  • 23.
  • 24.
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  • 26.
    Diagnóstico 26 A sepse éconfundida com outros distúrbios neonatais, o diagnóstico definitivo é estabelecido por avaliação laboratorial e radiográfica. É necessário isolar o microrganismo por meio de culturas de sangue, urina e líquor.
  • 27.
    Diagnóstico  Hemocultura (positiva para microrganismos).  Exame de líquor.  Urocultura.  Cultura de aspirado traqueal. Exames hematológicos. Exames imunológicos. 27
  • 28.
    Choque Séptico Síndrome clínicacaracterizada pela presença na corrente sanguínea ,de microrganismos, ou de seus produtos e que envolve insuficiência circulatória e perfusão tissular inadequada. 28
  • 29.
    Fisiopatologia 29 Microorganismos tecidos corporais Resposta imune Aumentoda permeabilidade capilar Diminuição da volemia Liberação de mediadores químicos Queda do débito cardíaco e perfusão tissular
  • 30.
    Tratamento 30 Oxigenoterapia (se houverincidência de angústia respiratória ou hipóxia); Correção de desequilíbrios hidroeletrolíticos ou ácido básico; Drogas vasoativas (choque séptico); A terapia antibiótica é iniciada antes da confirmação e identificação dos microrganismo exato por exames laboratoriais; O tratamento consite em suporte circulatório e respiratório, administração agressiva de antibióticos e imunoterapia; Suporte Hemodinâmico; Reposição volêmica; Suporte nutricional; Terapias antifúngicas e /ou antivirais quando apropriado; Oxigenoterapia.
  • 31.
    Complicações 31 Insuficiência respiratória. Hipertensão pulmonar. Disfunção cardíaca. Falênciarenal. Edema cerebral. Disfunção de medula óssea (neutropenia, trombocitopenia, anemia) . Coagulação intravascular disseminada.
  • 32.
    Cuidados de Enfermagem 32 Realizar monitorização dos sinais vitais ( PAM, PVC, oximetria de pulso).  Agrupar todos os cuidados no RN/ manter o RN aquecido;  Realizar coleta de exames (amostras) para identificação do microrganismo.  Administrar oxigenoterapia conforme prescrição médica;  Manter vigilância no padrão respiratório;  Realizar balanço hídrico;
  • 33.
    Cuidados de Enfermagem 33 Observar e anotar eliminações intestinais e vesicais;  Observar, atentar e comunicar hipoatividade, debilidade de sucção, recusa alimentar;  Realizar peso em jejum;  Prevenção de Lesão por Pressão;  Manter a limpeza e higiene do ambiente;
  • 34.
    Cuidados de Enfermagem 34 Realizar os procedimentos utilizando técnicas assépticas;  Atenta-se para a validade e trocas dos dispositivos , conforme protocolo institucional;  Observar, anotar e comunicar sinas flogísticos, em inserção de cateteres venosos, cateteres vesicais.
  • 35.
  • 36.
    ATIVIDADE Não esqueça depreencher o formulário de atividade da aula. 36
  • 37.
    SUGESTÕES DE VÍDEO https://www.youtube.com/watch?v=9ZUKmHqRmXU- SepseNeonatal https://www.youtube.com/watch?v=c3owbJOeZY- Exame do Swab/cotonete. 37
  • 38.
    38 GUARIENTO, Antonio [et.al]-Manual de Condutas em Patologias Obstétricas 2.ed. São Paulo – HSJ,2003 CARVALHO, Geraldo Mota de- Enfermagem em obstetrícia. 3.ed. rev.e ampl. São Paulo: E.P.U. 2007 CAMANO, Luiz[et.al] Guias de medicina ambulatorial e hospitalar. Barueri: Manole, 2005 Ministério da Saúde – Gestação de Alto Risco . 3ª ed- Brasília 2000 SILVA, João Luiz de carvalho Pinto e – Protocolos de Obstetrícia – descrições, diagnósticos, tratamentos – HSL. Referências