Sepse
Neonatal
Gabriela Nobre
Possible serious bacterial infection (PSBI)- Sd clínica mais importante em
países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos
• As taxas de colonização materna por SGB são de 27,6%, com taxas
mais altas em ruptura prematura de membranas e trabalho de parto
prematuro. segundo Nomura, M. et al-2005
• Grupos de infecções em UTINs brasileiras sugerem transmissão
cruzada de patógenos com crescente resistência antimicrobiana,
exigindo medidas intensificadas de vigilância e controle de infecções.
(2023; Freitas, F. et al) WHO
• Sepse neonatal resulta em até 550 000 neonatais todos os anos
Conceitos
01
• SEPSE
• Choque Séptico
• SIRS
Choque Séptico
Conceitos importantes
uma forma grave de sepse que ocorre quando a
infecção leva a uma disfunção orgânica
significativa e hipotensão persistente, que não
responde adequadamente à reposição de
fluidos intravenosos.
• Síndrome clínica: Infecção sistêmica + Resposta Multiorgânica
• Infecção sistêmica: presença do microorganismo em locais como sangue
ou líquor
• Etiologia mais frequente: bacteriana
• Período neonatal: primeiros 28 dias
Sepse Neonatal
De acordo com a SBP, o choque séptico é
caracterizado por
-Hipotensão que requer o uso de medicações
vasoativas para manter a pressão arterial média
acima de 65 mmHg
Níveis de lactato sérico acima de 2 mmol/L,
mesmo após ressuscitação volêmica adequada
SIRS é uma resposta inflamatória generalizada do corpo a uma variedade de
insultos clínicos, que pode incluir infecção, trauma, queimaduras ou outras
condições. Os critérios para SIRS incluem a presença de pelo menos dois dos
seguintes sinais1:
Temperatura corporal acima de 38°C ou abaixo de 36°C
Frequência cardíaca acima de 90 batimentos por minuto
Frequência respiratória acima de 20 respirações por minuto ou PaCO2 abaixo
de 32 mmHg
Contagem de leucócitos acima de 12.000/mm³ ou abaixo de 4.000/mm³, ou
mais de 10% de formas imaturas (bandas)
Choque Séptico
O choque séptico é uma forma grave de sepse que ocorre quando a infecção
leva a uma disfunção orgânica significativa e hipotensão persistente, que não
responde adequadamente à reposição de fluidos intravenosos. De acordo com
a SBP, o choque séptico é caracterizado por12:
Hipotensão que requer o uso de medicações vasoativas para manter a pressão
arterial média acima de 65 mmHg
Níveis de lactato sérico acima de 2 mmol/L, mesmo após ressuscitação
volêmica adequada
SIRS- Síndrome da resposta inflamatória sistêmica
Classificação
Etiologia
Diagnóstico/
Exames
02
• deve ser feito o mais precocemente possível
• Desafios diagnósticos: inespecífico, curso pode ser fulminante, prescrição exagerada de Atbs
profiláticos
• Sinais sistêmicos de infecção + Resposta Multiorgânica no RN
• Tripé do diagnóstico da sepse no RN
LABs
Clínic
a
Risc
o
Solicito:
hemograma
punção lombar s/n
PCR
Diagnóstico de Sepse no RN
• Quanto mais baixo peso, maior a predisposição do RN à sepse precoce
• Apresentações clínicas extremamente variáveis, pode se parecer ddesde com um abdome agudo
cirírgico quanto uma cardiopatia
é um método sensível e
específico para
diagnóstico de doenças
bacterianas e com
resultado em curto
período de tempo.
Cultura: demora alguns
dias e 10% dos
resultados são falsos
negativos
Urocultura Neonatal:
• A sensibilidade da urocultura em neonatos pode variar, mas é geralmente alta,
em torno de 85-90%
• A especificidade também é alta, frequentemente acima de 95%, especialmente
quando a coleta é feita corretamente
Hemocultura Neonatal
• A sensibilidade da hemocultura para detectar bacteremia neonatal é de cerca de
90%1.
• A especificidade é muito alta, geralmente acima de 95%, o que significa que um
resultado positivo é um forte indicativo de infecção
1.Clínica: Diagnóstico de Sepse no RN
Fatores de risco maternos
• Febre
• ↑FC fetal>180
• Infecções maternas do trato
genitourinário*¹ (?/+) ou por SBG
⚬ ↑risco de prematuridade,
corioamnioite
• Ruptura prematura de memb.
amniótica (se >18h)
• gestação múltipla
• Pré-Eclâmpsia
*¹Corioamnionite, líquido amniótico fétido,
leucorreia, herpes, papilloma vírus, febre
periparto, hiperemia uterina
hipertonia uterina
líq amniótico purulento ou
fétido
2. Fatores de Risco
Fatores de risco Neonatais
• Prematuridade
• Baixo peso ao nascer <1500g
• Asfixia Perinatal- APGAR 5'<7, bolsa
rota (ambos associados a SNP), uso de
ventilação mecânica
• Enterocolite necrosante
• Infecção Estreptocócica: gera
imunossupressão com deficiência de
Ig e complemento
• Sexo Masculino 2-6x mais chances
• Dificuldade de ganhar peso
Fatores de Risco Ambientais
• Ventilação mecânica aumenta o risco de infecção
• Cateter Venoso Central- aumenta risco de infecção sistêmica
• Nutrição parenteral
• Medicamentos: indometacina, dexametasona, bloqueadores de H2
• Derivados de Sangue
Escore hematológico de Rodwell
• Leucopenia ou neutrofilia;
• Elevação de neutrófilos imaturos;
• Índice neutrofílico aumentado;
• Razão neutrófilos imaturos/neutrófilos segmentados
superior a 0,3;
• Plaquetopenia 150.000.
≤
≥ 3 pontos: sensibilidade de
96% e especificidade de 78%
Leucóci
tos
↑↑Leucocitose ↓↓Leucopeni
a
<150.00
0
Neutrófil
os
Neut.
Imaturos.
Neut.
Segmentados
↑Neutrofilia >5400
↓Neutropen
ia
↑Neutrófilos
imaturos
Índice
neutrofílico
Outras alterações dos
neutrófilos: vacuolização,
granulação tóxica
Neut.
Imaturos.
Neut.
Totais
Razão neut.
imaturos/
segmentados
PC
R
um valor maior que 10mg/dL é 90% sensível na detecção de sepse
neonatal, porém não é específica
Procalcito
nina
e há boas evidencias que validam o uso do nível quantitativo seriado de
PCR, obtido 24 após o início de sinais e sintomas de infecção, com medidas
seriadas a cada 12 a 24h, como a mais sensitiva e confiável das informações
sobre a existência da sepse
liberado em resposta a toxinas bacterianas. É equivalente ou
até melhor que a proteína C reativa para detectar infecção
bacteriana.
Tratamento
03
MOV
• Oxigenação- Sat>92%
• A. Venoso
• Hemoculturas
• Antimicrobiano (atb)
• Perfusão- se alterada, admin
40-60ml/kg- DVA
• Reavaliar em volemia e
perfusão
1ª hora
• AlvosTEC=<2
• PAS (No p faixa etária)
• Diurese >1mL
• Extremidades (aquecidas)
• Estado neurológico
• Sat. Venoa Central >=70%
• Índice cardíaco 3,3-6,0L/min/m2
• Pressão de perfusão (por faixa etária)
Atb: sim ou não?Indicações de atb para sepse precoce
Avaliação de
risco >35
semanas
03.1
Abordagem para a avaliação do risco em
RN 35 semanas. Nesse grupo de RN, são três as
≥
abordagens
propostas:
– Categoria de risco
– Calculadora de sepse precoce (multivariada)
– Avaliação clínica seriada
Avaliação de
risco =<34
semanas
03.2
Prematuros de alto risco:
Nessa categoria são incluídos prematuros
≤ 34 semanas de mães com insuficiência cervical,
trabalho de parto prematuro, rotura prematura
de
membranas, corioamnionite/infecção intra-amni-
ótica ou outra forma aguda e inexplicável de nas-
cimento. A AAP orienta a coleta de hemocultura e
o início imediato de antibióticos, com reavaliação
em 36 a 48 horas. Uma limitação dessa estraté-
gia é que nesse grupo de RN não é feita distinção
entre as idades gestacionais, de presença ou não
de sintomas ou do uso de antibioticoterapia pro-
filática intraparto como fator de redução do risco
de infecção, o que pode, em algumas situações,
propiciar o uso desnecessário de antibióticos.
Prematuro de risco intermediário:
Nessa abordagem são incluídos nascimentos
por parto induzido, com ou sem dilatação cervi-
cal, resultando em nascimento por via vaginal
ou
cesárea.
A AAP sugere avaliar se o antibiótico pro-
filático intraparto estava ou não indicado, se a
administração foi adequada (uso de penicilina
cristalina, ampicilina ou cefazolina, por tempo
≥ 4 horas antes do parto) e se foi considerada
a hipótese de infecção durante o parto. Nessa
condição, orienta conduzir o RN como sendo de
alto risco; caso contrário, apenas monitorizar e
observar clinicamente
Prematuros de baixo risco:
Nessa categoria são incluídos nascimentos
por indicações maternas e/ou fetais como as do-
enças hipertensivas gestacionais, doenças ma-
ternas não infecciosas, insuficiência placentária,
restrição de crescimento intrauterino e parto ce-
sárea na ausência de trabalho de parto. Nesses
casos, sugere-se monitorar clinicamente, não
realizar nenhuma avaliação laboratorial e não
iniciar antibióticos empíricos.
Para os RN que não melhoram após a
estabilização inicial e/ou
para aqueles com grave instabilidade hemodi-
nâmica, a antibioticoterapia empírica é razoável,
mas não obrigatória. Caso os antibióticos sejam
iniciados, é importante reavaliar o uso em 36 a
48 horas e retirá-los se a infecção não for confir-
mada. Vale ressaltar que nem toda instabilidade
hemodinâmica é de causa infecciosa, podendo
ser decorrente de falha de transição, hipotensão
do prematuro e até mesmo de hipotermia.P
Sepse Neonatal/ SIRS/ Choque Séptico/ Condutas recentes
Sepse Neonatal/ SIRS/ Choque Séptico/ Condutas recentes
Sepse Neonatal/ SIRS/ Choque Séptico/ Condutas recentes

Sepse Neonatal/ SIRS/ Choque Séptico/ Condutas recentes

  • 1.
  • 2.
    Possible serious bacterialinfection (PSBI)- Sd clínica mais importante em países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos • As taxas de colonização materna por SGB são de 27,6%, com taxas mais altas em ruptura prematura de membranas e trabalho de parto prematuro. segundo Nomura, M. et al-2005 • Grupos de infecções em UTINs brasileiras sugerem transmissão cruzada de patógenos com crescente resistência antimicrobiana, exigindo medidas intensificadas de vigilância e controle de infecções. (2023; Freitas, F. et al) WHO • Sepse neonatal resulta em até 550 000 neonatais todos os anos
  • 3.
  • 4.
    Choque Séptico Conceitos importantes umaforma grave de sepse que ocorre quando a infecção leva a uma disfunção orgânica significativa e hipotensão persistente, que não responde adequadamente à reposição de fluidos intravenosos. • Síndrome clínica: Infecção sistêmica + Resposta Multiorgânica • Infecção sistêmica: presença do microorganismo em locais como sangue ou líquor • Etiologia mais frequente: bacteriana • Período neonatal: primeiros 28 dias Sepse Neonatal De acordo com a SBP, o choque séptico é caracterizado por -Hipotensão que requer o uso de medicações vasoativas para manter a pressão arterial média acima de 65 mmHg Níveis de lactato sérico acima de 2 mmol/L, mesmo após ressuscitação volêmica adequada
  • 5.
    SIRS é umaresposta inflamatória generalizada do corpo a uma variedade de insultos clínicos, que pode incluir infecção, trauma, queimaduras ou outras condições. Os critérios para SIRS incluem a presença de pelo menos dois dos seguintes sinais1: Temperatura corporal acima de 38°C ou abaixo de 36°C Frequência cardíaca acima de 90 batimentos por minuto Frequência respiratória acima de 20 respirações por minuto ou PaCO2 abaixo de 32 mmHg Contagem de leucócitos acima de 12.000/mm³ ou abaixo de 4.000/mm³, ou mais de 10% de formas imaturas (bandas) Choque Séptico O choque séptico é uma forma grave de sepse que ocorre quando a infecção leva a uma disfunção orgânica significativa e hipotensão persistente, que não responde adequadamente à reposição de fluidos intravenosos. De acordo com a SBP, o choque séptico é caracterizado por12: Hipotensão que requer o uso de medicações vasoativas para manter a pressão arterial média acima de 65 mmHg Níveis de lactato sérico acima de 2 mmol/L, mesmo após ressuscitação volêmica adequada SIRS- Síndrome da resposta inflamatória sistêmica
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
    • deve serfeito o mais precocemente possível • Desafios diagnósticos: inespecífico, curso pode ser fulminante, prescrição exagerada de Atbs profiláticos • Sinais sistêmicos de infecção + Resposta Multiorgânica no RN • Tripé do diagnóstico da sepse no RN LABs Clínic a Risc o Solicito: hemograma punção lombar s/n PCR Diagnóstico de Sepse no RN • Quanto mais baixo peso, maior a predisposição do RN à sepse precoce • Apresentações clínicas extremamente variáveis, pode se parecer ddesde com um abdome agudo cirírgico quanto uma cardiopatia é um método sensível e específico para diagnóstico de doenças bacterianas e com resultado em curto período de tempo. Cultura: demora alguns dias e 10% dos resultados são falsos negativos
  • 10.
    Urocultura Neonatal: • Asensibilidade da urocultura em neonatos pode variar, mas é geralmente alta, em torno de 85-90% • A especificidade também é alta, frequentemente acima de 95%, especialmente quando a coleta é feita corretamente Hemocultura Neonatal • A sensibilidade da hemocultura para detectar bacteremia neonatal é de cerca de 90%1. • A especificidade é muito alta, geralmente acima de 95%, o que significa que um resultado positivo é um forte indicativo de infecção
  • 11.
  • 16.
    Fatores de riscomaternos • Febre • ↑FC fetal>180 • Infecções maternas do trato genitourinário*¹ (?/+) ou por SBG ⚬ ↑risco de prematuridade, corioamnioite • Ruptura prematura de memb. amniótica (se >18h) • gestação múltipla • Pré-Eclâmpsia *¹Corioamnionite, líquido amniótico fétido, leucorreia, herpes, papilloma vírus, febre periparto, hiperemia uterina hipertonia uterina líq amniótico purulento ou fétido 2. Fatores de Risco Fatores de risco Neonatais • Prematuridade • Baixo peso ao nascer <1500g • Asfixia Perinatal- APGAR 5'<7, bolsa rota (ambos associados a SNP), uso de ventilação mecânica • Enterocolite necrosante • Infecção Estreptocócica: gera imunossupressão com deficiência de Ig e complemento • Sexo Masculino 2-6x mais chances • Dificuldade de ganhar peso
  • 17.
    Fatores de RiscoAmbientais • Ventilação mecânica aumenta o risco de infecção • Cateter Venoso Central- aumenta risco de infecção sistêmica • Nutrição parenteral • Medicamentos: indometacina, dexametasona, bloqueadores de H2 • Derivados de Sangue
  • 18.
    Escore hematológico deRodwell • Leucopenia ou neutrofilia; • Elevação de neutrófilos imaturos; • Índice neutrofílico aumentado; • Razão neutrófilos imaturos/neutrófilos segmentados superior a 0,3; • Plaquetopenia 150.000. ≤ ≥ 3 pontos: sensibilidade de 96% e especificidade de 78%
  • 19.
  • 21.
    Neutrófil os Neut. Imaturos. Neut. Segmentados ↑Neutrofilia >5400 ↓Neutropen ia ↑Neutrófilos imaturos Índice neutrofílico Outras alteraçõesdos neutrófilos: vacuolização, granulação tóxica Neut. Imaturos. Neut. Totais Razão neut. imaturos/ segmentados
  • 22.
    PC R um valor maiorque 10mg/dL é 90% sensível na detecção de sepse neonatal, porém não é específica Procalcito nina e há boas evidencias que validam o uso do nível quantitativo seriado de PCR, obtido 24 após o início de sinais e sintomas de infecção, com medidas seriadas a cada 12 a 24h, como a mais sensitiva e confiável das informações sobre a existência da sepse liberado em resposta a toxinas bacterianas. É equivalente ou até melhor que a proteína C reativa para detectar infecção bacteriana.
  • 23.
  • 24.
    MOV • Oxigenação- Sat>92% •A. Venoso • Hemoculturas • Antimicrobiano (atb) • Perfusão- se alterada, admin 40-60ml/kg- DVA • Reavaliar em volemia e perfusão 1ª hora • AlvosTEC=<2 • PAS (No p faixa etária) • Diurese >1mL • Extremidades (aquecidas) • Estado neurológico • Sat. Venoa Central >=70% • Índice cardíaco 3,3-6,0L/min/m2 • Pressão de perfusão (por faixa etária)
  • 25.
    Atb: sim ounão?Indicações de atb para sepse precoce
  • 26.
    Avaliação de risco >35 semanas 03.1 Abordagempara a avaliação do risco em RN 35 semanas. Nesse grupo de RN, são três as ≥ abordagens propostas: – Categoria de risco – Calculadora de sepse precoce (multivariada) – Avaliação clínica seriada
  • 29.
  • 30.
    Prematuros de altorisco: Nessa categoria são incluídos prematuros ≤ 34 semanas de mães com insuficiência cervical, trabalho de parto prematuro, rotura prematura de membranas, corioamnionite/infecção intra-amni- ótica ou outra forma aguda e inexplicável de nas- cimento. A AAP orienta a coleta de hemocultura e o início imediato de antibióticos, com reavaliação em 36 a 48 horas. Uma limitação dessa estraté- gia é que nesse grupo de RN não é feita distinção entre as idades gestacionais, de presença ou não de sintomas ou do uso de antibioticoterapia pro- filática intraparto como fator de redução do risco de infecção, o que pode, em algumas situações, propiciar o uso desnecessário de antibióticos.
  • 31.
    Prematuro de riscointermediário: Nessa abordagem são incluídos nascimentos por parto induzido, com ou sem dilatação cervi- cal, resultando em nascimento por via vaginal ou cesárea. A AAP sugere avaliar se o antibiótico pro- filático intraparto estava ou não indicado, se a administração foi adequada (uso de penicilina cristalina, ampicilina ou cefazolina, por tempo ≥ 4 horas antes do parto) e se foi considerada a hipótese de infecção durante o parto. Nessa condição, orienta conduzir o RN como sendo de alto risco; caso contrário, apenas monitorizar e observar clinicamente
  • 32.
    Prematuros de baixorisco: Nessa categoria são incluídos nascimentos por indicações maternas e/ou fetais como as do- enças hipertensivas gestacionais, doenças ma- ternas não infecciosas, insuficiência placentária, restrição de crescimento intrauterino e parto ce- sárea na ausência de trabalho de parto. Nesses casos, sugere-se monitorar clinicamente, não realizar nenhuma avaliação laboratorial e não iniciar antibióticos empíricos. Para os RN que não melhoram após a estabilização inicial e/ou para aqueles com grave instabilidade hemodi- nâmica, a antibioticoterapia empírica é razoável, mas não obrigatória. Caso os antibióticos sejam iniciados, é importante reavaliar o uso em 36 a 48 horas e retirá-los se a infecção não for confir- mada. Vale ressaltar que nem toda instabilidade hemodinâmica é de causa infecciosa, podendo ser decorrente de falha de transição, hipotensão do prematuro e até mesmo de hipotermia.P