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APRENDIZAGEM COLABORATIVA
Autor: Filipe Chivela Chivango1
RESUMO: O presente artigo cotem informações referente à aplicação da aprendizagem
colaborativa no processo de ensino e aprendizagem e na relação entre o ciclo docente.
Adicionalmente o mesmo artigo apresenta o conceito de aprendizagem colaborativa de acordo
a perspectiva de vários autores, faz uma analise da aprendizagem dentro da concepção
colaborativa , discussão teórica sobre os princípios da aprendizagem colaborativa, analise das
ferramentas utilizadas na aprendizagem colaborativa , também investiga a proposta de
aprendizagem colaborativa em ambientes virtuais, e por fim, apresenta os benefícios da
implantação da aprendizagem colaborativa no processo Docente-Educativo.
Palavras-chave: Aprendizagem colaborativa. Processo educativo. Interação.
1 Estudante do 2º ano do curso de Informática Educativa do Instituto Superior de Ciências da Educação do
Lubango – Angola.
E-mail: filipechivela922@gmail.com
1 INTRODUÇÃO
A titulo de introdução aprendizagem colaborativa, relacionada à ideia de se aprender e
trabalhar em grupo, tem sido alvo de muitas discussões no meio académico atual, pois
acredita-se que é um dos mecanismo em educação responsável pela promoção de uma
aprendizagem mais ativa por meio do estímulo e tem a capacidade de porpocionar aos alunos
novas formas de aprender, o que tornam os alunos mais responsáveis por sua aprendizagem,
levando-os a assimilar conceitos e a construir conhecimentos de uma maneira mais autónoma.
Nestes últimos tempos o sector educativo tem sido uma das áreas que mais tem sofrido
alterações por parte da influência da globalização, tornando assim necessários reajustes para
adaptarmo-nos a novos cenários e tornamos a aprendizagem significativa. Logo, neste
contexto, o professor precisa repensar sua prática pedagógica, deixando de ser o universo das
informações para guiar os seus alunos na busca e utilização destas informações. Por outro
lado, o aluno deve mudar seu papel de passivo, de escutar e decorar, para tornar-se criativo,
crítico e pesquisador, trabalhando para construção do conhecimento em conjunto com os seus
colegas e professores.
No entanto, nesta nova relação, professores e alunos participam de um processo
conjunto, chamado aprendizagem colaborativa, onde eles aprendem de maneira dinâmica,
criativa e encorajadora. Assim sendo, torna-se fundamental pesquisar até que ponto esta
aprendizagem colaborativa tem sido estimulada nas diferentes instituições de ensino , de que
maneiras tem sido implantadas e melhorado o processo de ensino bem como a relação entre
professores e alunos .
2 APRENDIZAGEM COLABORATIVA
Sendo a aprendizagem colaborativa algo de que tanto se fala e que tanto se valoriza,
seria de supor que existisse um largo consenso em termos da investigação quanto à sua
definição.
O conceito de aprendizagem colaborativa, relacionado ao conceito de
aprender e trabalhar em grupo, embora se pareça recente, já foi assunto de estudo
implementado por teóricos, pesquisadores e educadores desde o
século XVIII , como é o caso de Pierre Dillenbourg, um dos teóricos mais relevantes nesta
área, que no capítulo introdutório da obra Collaborative Learning: Cognitive and
Computational Approaches (1999), define aprendizagem colaborativa como sendo “uma
situação em que duas ou mais pessoas aprendem ou tentam aprender algo em conjunto – de
forma a abranger as várias abordagens possíveis”.
Karen Littleton & Päivi Häkkinnen (1999) referem, por seu lado, que existe consenso
entre os investigadores quanto ao facto de a colaboração envolver a construção de significado
através da interacção com os outros, caracterizando-se pelo empenho conjunto relativamente a
um objectivo comum.
Para Panitz, é “uma filosofia de interacção e estilo de vida pessoal (…)” neste sentido
há uma menor intervenção do educador e, por consequência, proporcionar mais
responsabilidade à criança.
MORRIS,( 1997). Defende que a aprendizagem significativa é há a soma das mentes
dos envolvidos (MORRIS, 1997) o que quer dizer que em um contexto escolar, a
aprendizagem colaborativa seria duas ou mais pessoas trabalhando em grupos com objetivos
compartilhados, auxiliando-se mutuamente na construção de conhecimento. O professor não
basta apenas colocar, de forma desordenada, os alunos em grupo, deve sim criar situações de
aprendizagem em que possam ocorrer trocas significativas entre os alunos e entre estes e o
professor.
Em relação à divisão de tarefas em um grupo de trabalho colaborativo, há “uma
engajamento mútuo dos participantes em um esforço coordenado para a resolução do
problema em conjunto”. (ROSCHELLE e TEASLY, apud DILLEMBOURG, 1996, p. 2).
Dessa maneira, há a responsabilização de todos no sucesso ou no fracasso do grupo. Portanto,
todos os alunos envolvidos em um empreendimento colaborativo são automaticamente
responsáveis por seu progresso e pelo progresso do seu grupo, num relacionamento solidário e
sem hierarquias.
3 TEORIAS DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA
A aprendizagem colaborativa insere-se em um conjunto de tendências pedagógicas e
bases teóricas historicamente difundidas no contexto escolar.
Existem várias teorias que contribuem para a compreensão da aprendizagem
colaborativa, embora todas tenham em comum o mesmo objetivo: considerar os indivíduos
como agentes ativos na construção de seu conhecimento.
As principais tendências pedagógicas e bases teóricas que a embasam são:
a) movimento da Escola Nova;
b) teorias da Epistemologia Genética de Piaget;
c) teoria Sociocultural de Vygotsky;
d) pedagogia Progressista (termo emprestado de SNYDERS, apud LIBÂNEO, 1986).
No presente artigo far-se-á referencia a teorias da epistemologia genética de Piaget e
a teoria sociocultural de Vygotsky. Tendo em vista que os pressupostos construtivistas e
interacionistas são os que mais dão suporte aos ambientes de aprendizagem colaborativa.
3.1 Epistemologia Genética de Piaget
A teoria de Piaget tem como ponto central, a estrutura cognitiva do sujeito e
valorização dos diferentes níveis de desenvolvimento, que é facilitado pela oferta de
atividades e situações que sejam desafiadoras. Lalande (1967, apud MATUI, 1995, p. 32), no
seu Vocabulario técnico y crítico de la filosofia, define o termo epistemologia que, de acordo
com os filósofos, é “o estudo crítico dos princípios, das hipóteses e dos resultados das
diversas ciências, destinado a determinar a sua origem lógica (não psicológica), seu valor e
seu alcance objetivo.” Piaget preocupou-se em saber qual era a origem lógica dos
conhecimentos e a dinâmica do processo de construção do conhecimento pela criança.
Por isso chamou sua teoria de Epistemologia Genética, pois se centrava na génese, na
origem. Assim, a ação e a interação são os pressupostos fundamentais da teoria construtivista
de aprendizagem baseada na Epistemologia Genética. Essa teoria reconhece que os sujeitos
são agentes ativos na construção do conhecimento de maneira que, trabalhando em grupo,
podem trazer suas próprias contribuições, podem analisar as questões de diferentes formas e
também produzir significados com base na compreensão entre os sujeitos, tudo na base da
interação social. 2
2
A interação social é “a troca e compartilho de informações entre indivíduos e funciona como estímulo ao
processo de aquisição do conhecimento “, (CAMPOS et al, 2003).
Na teoria construtivista piagetiana, sema interação não há como construir o conhecimento.
Em uma comunidade autêntica, espera-se que os alunos assumam a responsabilidade
por sua própria aprendizagem e desenvolvam habilidades metacognitivas para monitorar e
dirigir seu próprio aprendizado e desempenho. Quando há a interação entre pessoas de forma
colaborativa por meio de uma atividade autêntica, elas trazem seus esquemas próprios de
pensamento e suas perspectivas para a atividade. Cada pessoa envolvida na atividade
consegue ver o problema de uma perspectiva diferente e estão aptas a negociar e gerar
significados e soluções por meio de um entendimento compartilhado.
3.2 Teoria Sociocultural de Vygotsky
Vygotsky foi o principal expoente da Teoria Sociocultural, cuja ênfase recai no papel
da interação social no desenvolvimento do homem.
Essa teoria se concentra na relação causal entre a interação social e o desenvolvimento
cognitivo do indivíduo. Ou seja, uma vez que o conhecimento é construído nas interações dos
sujeitos com o meio e com outros indivíduos, essas interações seriam as principais promotoras
da aprendizagem. Na interpretação de Rego (apud VALASKI, 2003,p. 24): “ele [Vygotsky]
considera que o indivíduo é um ser social e que constrói sua individualidade a partir das
interações que se estabelecem entre os indivíduos, mediadas pela cultura”.
Para Vygotsky, todo o desenvolvimento e aprendizagem humanos é um processo
ativo, no qual existem ações propositais mediadas por várias ferramentas (VYGOTSKY,
1978). A mais importante dessas ferramentas é a linguagem, pois ela representa o sistema
semiótico que é a base do intelecto humano. Todas as outras funções superiores do intelecto
desenvolvem-se a partir da interação social baseada na linguagem (WARSCHAUER, 1997).
Assim, a inteligência tem origem social e a aprendizagem acontece inicialmente de forma
interpsíquica, isto é, no coletivo, para depois haver a construção intrapsíquica. Dessa forma,
para que ocorra a aprendizagem, há a necessidade de uma interação entre duas ou mais
pessoas, cooperando em uma atividade interpessoal e possibilitando uma reelaboração
intrapessoal. Dentro dessa visão, torna-se necessário o conceito de Zona de Desenvolvimento
Proximal de Vygotsky, que nas suas próprias palavras é:
“ZDP é a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução
independente de problemas e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de
problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes.”
(VYGOTSKY, 1978, p.112).3
De modo geral, tais teorias contribuem para a proposta da aprendizagem colaborativa,
uma vez que consideram que o conhecimento se dá pela experiência, pela interação e pelo
compartilhar de idéias.
4 AVALIAÇÃO NA APRENDIZAGEM COLABORATIVA
Avaliar é um processo muito importante porque da possibilidade de poder verificar o
avanço dos alunos durante todo o processo e permite ao professor direcionar os seus alunos
durante o percurso, apontando novos caminhos, sempre de forma a tornar o ensino mais
dinâmico e eficaz. Dessa forma, os objetivos estipulados no início da atividade podem ser
mais facilmente atingidos. Deste modo a avalição da aprendizagem é tida como um conjunto
de ações organizadas com a finalidade de obter informações sobre o que foi assimilado pelo
estudante, de que forma e em quais condições. Deve funcionar, por um lado, como um
instrumento que possibilite ao avaliador analisar criticamente a sua prática; e, por outro, como
instrumento que apresente ao avaliado a possibilidade de saber sobre seus avanços,
dificuldades e possibilidades.
Nesse sentido, o processo de avaliação consiste em determinar em que medida os
objetivos educacionais foram realmente atingidos, tanto por parte do trabalho do professor,
quanto por parte da aprendizagem dos alunos.
PALLOF E PRATT (2002) recordam que a avaliação pode ocorrer sob duas formas:
“avaliação formativa”e “avaliação final”. A avaliação formativa é um processo contínuo que
poderá acontecer em qualquer momento do curso. Já a avaliação final ocorre quando o curso
está terminado, ou seja chegou ao seu termino. 4
Para CAMPOS et al (2003, p. 71): destacam ainda que “se os professores realmente
estiverem implementando um processo colaborativo e transformador, devem usar tanto a
3
De acordo com SIQUEIRA (2003), a zona de desenvolvimento real está ligada às aptidões e conhecimentos
que o sujeito construiu até então, sem ajuda de outro. Já a zona de desenvolvimento proximal está relacionada às
ações que ainda não se desenvolveramtotalmente e que poderão se desenvolver, comajuda do outro.
4
Para que se possa avaliar, faz-se necessário definir os objetivos que se pretende atingir e buscar coerência entre
a teoria e a prática, pois a aprendizagem colaborativa poderá adquirir significados e objetivos diferenciados,
dependendo da forma como essa aprendizagem será conduzida e a avaliação adotada.
avaliação final quanto a formativa.” (PALLOF e PRATT, 2002, p. 176), para que se permita
ao aluno produzir conhecimentos de forma contínua, enfocando a avaliação na construção e
não somente na mera assimilação dos conteúdos.
Não obstante, a avalição na aprendizagem colaborativa é uma técnica que deve ser
vista com mais carinho e atenção por parte dos nossos educadores, umas vez que quando
amplamente utilizada, possibilita maior interação e autonomia dos alunos como sujeitos ativos
de seu processo de aprendizagem.
5 APRENDIZAGEM DENTRO DA CONCEPÇÃO
COLABORATIVA
Competência é algo que o ser humano não traz consigo ao nascer: ele tem de adquiri-
la - e é através da aprendizagem que ele a adquire. No entanto, aprender é construir
competência, é conseguir fazer o que antes não se conseguia fazer, e envolve ampliação da
autonomia . E a aquisição de competências, embora se dê em um processo de colaboração
com outros seres humanos, não se dá "à revelia do indivíduo", isto é, sem sua ativa
participação.
É por isso que se afirma, corretamente, que a aprendizagem é sempre ativa e
colaborativa - o termo "colaboração" sendo composto de elementos que enfatizam a "ação"
em "trabalho conjunto" (co-labor). A construção da aprendizagem é algo que só acontece
quando o aluno é ativo, quando está interessado no que está fazendo, quando sua motivação é
intrínseca, não extrínseca. Isso significa, que a aprendizagem, para ser bem sucedida, é auto-
gerada ou auto-iniciada, e, não só isso, mas, também, auto-conduzida e auto-sustentada. Ela
decorre daquilo que o aluno faz, não de algo que o professor faz nele, para ele ou por ele.
(ROSCHELLE; TEASLEY, 1995).
Dessa maneira, para aprendermos necessitamos da colaboração das pessoas que estão
inseridas no meio em que vivemos.
Assim sendo, aprender colaborativamente é estar aberto ao conhecimento, ao
novo, ao seu próximo, ao seu aluno e como professor é fundamental levar os alunos a pensar e
refletir sobre os fatos e acontecimentos que estão inseridos, permitindo que percebam sua
participação, presença e influência no mundo como um todo. Assim, estaremos viabilizando a
aprendizagem de forma colaborativa, pois o melhor professor não é o mais eloqüente, mas o
que mais instiga e estimula a inteligência.
Logo é importante estimular habilidades como: criatividade, dinamismo, consciência
crítica, expressão pessoal, trabalho em equipe, autonomia, entre outros.
6 OBJECTIVOS DA APRENDIZAGEM COLABORATIVA
A abordagem da Aprendizagem Colaborativa tem sido adotada com frequência no
contexto educacional. Os principais objetivos dessa abordagem centrada no aluno são:
a) a promoção de uma modificação no papel do professor, que passa a ser um facilitador;
b) o desenvolvimento de habilidades de metacognição;
c) a ampliação da aprendizagem por meio da colaboração, em que os alunos pela troca
entre pares se ensinam mutuamente.
7 APRENDIZAGEM COLABORATIVA APOIADA POR
COMPUTADOR
Os ambientes de Aprendizagem Colaborativa apoiada por Computador são espaços
virtuais, também denominados Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), em que pode
ocorrer a colaboração entre os alunos, distantes uns dos outros tanto no tempo como no
espaço.
Falar da aprendizagem colaborativa apoiada por computadores, suscita-nos referenciar
os meios tecnológicos que ultimamente tem sido um dos principais recursos geradores de
conhecimentos. Por isso ao tratarmos sobre a aprendizagem colaborativa no uso da tecnologia
tendo como suporte de base o computador temos que ter clareza em relação à proposta
pedagógica para o desenvolvimento e uso das ferramentas no espaço virtual, tornando
possível trabalhar efetivamente a construção do conhecimento, criando condições favoráveis
para a construção do ensino e da aprendizagem. Dessa forma, deverá haver a disponibilização
de ferramentas que viabilizem a interação aliada ao processo avaliativo.
Segundo Santos (2003, p. 8), vários aspectos têm de ser considerados quando se
pretende criar esses espaços virtuais como:
a) criar sites hipertextuais que agreguem: intertextualidade, intratextualidade,
multivocalidade, navegabilidade, mixagem, integração de várias linguagens, integração de
vários suportes midiáticos;
b) potencializar comunicação interativa síncrona e assíncrona;
c) criar atividades de pesquisa que estimulem a construção do conhecimento partindo de
situações-problema;
d) criar ambientes em que os saberes sejam construídos num processo comunicativo
relacional e nos quais a tomada de decisões seja compartilhada;
e) disponibilizar e incentivar conexões lúdicas, artísticas e navegações fluidas.
Portanto, uma característica fundamental desses ambientes é a interatividade, ou seja, a
possibilidade de trocas mútuas de informação, além de se poderem agregar vários outros
elementos anteriormente mencionados.
8 FERRAMENTAS UTILIZADA NA APRENDIZAGEM
COLABORATIVA
Entre as ferramentas mais utilizadas na aprendizagem colaborativa digital, se destacam
as seguintes:
a) chat: interação em tempo real, com a vantagem de que alunos e professores não
precisam estar em sala para interagir. O professor pode ficar sempre à disposição dos
alunos, ou apenas em horários previamente estabelecidos;5
b) fórum de discussões: local onde os usuários discutem e trocam arquivos, textos e
fotos. As mensagens ficam gravadas, possibilitando consultas posteriores;
5
Segundo Nogueira (2012), essa ferramenta pode contribuir para o aprimoramento da capacidade de raciocínio e
agilidade na escrita. Após o chat, deve ser gerado um relatório de registro que deve ser analisado pelos
professores e alunos na busca de identificar o que foi discutido, incluindo os assuntos mais palpitantes ou
questões gramaticais, com vistas a levar os participantes a uma reflexão.
c) blog colaborativo: página onde os alunos podem postar conteúdos, comentar e
divulgar, ampliando e enriquecendo os debates e a construção de conhecimentos;
d) redes sociais: atualmente é muito frequente a construção de comunidades ou páginas
em redes sociais, podendo ser fechadas ou abertas ao público. É uma interação válida,
pois se aproxima mais da realidade dos alunos, que são grandes utilizadores das
mesmas.
e) wiki : é uma coleção de páginas interligadas em que qualquer pessoa pode visitar ou
editá-la (só não poderá ser editada ou visitada se o professor configurar a sala em
grupos separados, caso isso aconteça você só poderá interferir na página em que o seu
grupo está cadastrado e só poderá visualizar e editar o espaço reservado para o seu
grupo). O wiki é mais simples e democrática forma de construção colaborativa de
conteúdos e de páginas web, pois mesmo sem conhecimentos específicos, todos
podem contribuir e participar.
9 IMPLEMENTAÇÃO DA APRENDIZAGEM COLABORATIVA
Trabalhar com a aprendizagem colaborativa em um ambiente inovador, exige o
auxílio dos professores na adaptação do aluno, esclarecendo os objetivos das atividades
propostas e atenção às suas atitudes, mediando e facilitando todo o processo, para tornar o
ambiente um suporte para o aprendizado.
Efectivamente na implementação da aprendizagem colaborativa deve se ter em conta
alguns pormenores como:
a) estabelecer os comportamentos desejados;
b) estruturar a interdependência positiva e a responsabilidade;
c) estabelecer critérios de sucesso;
d) distribuir tarefas;
e) planificar os materiais para promover interdependência;
f) arranjar a disposição da sala;
g) atribuir papeis aos alunos do grupo;
h) determinar o tamanho dos grupos e distribuir os alunos por grupos;
i) especificar os objectivos do grupo.
10 BENEFÍCIOS DA APRENDIZAGEM COLABORATIVA
No trabalho em colaboração os alunos assumem na sala de aula, a responsabilidade
por sua própria aprendizagem e desenvolvem habilidades metacognitivas para monitorar e
dirigir seu próprio aprendizado e desempenho. Quando há a interação entre pessoas de forma
colaborativa, por meio de uma atividade autêntica, elas trazem seus esquemas próprios de
pensamento e suas perspectivas para a atividade. Cada pessoa envolvida na atividade
consegue ver o problema de uma perspectiva diferente e estão aptas a negociar e gerar
significados e soluções mediante um entendimento compartilhado. A interação dialógica entre
indivíduos e o intercâmbio de ideias promove o desenvolvimento cognitivo do sujeito, pois os
conhecimentos são socialmente definidos e o sujeito depende da interação social para
construção e validação dos conceitos (VALADARES, apud VALASKI, 2003, p. 23).
Paralelamente segundo Morris (1997, p.72), a Aprendizagem Colaborativa “pode
trazer à tona o que há de melhor na pessoa e o que a mesma já sabe ”. O raciocínio resultante
da interação colaborativa será enriquecido pelas diferentes perspectivas e experiências com
que cada um dos participantes contribui para a tarefa. Por certo cada um dos participantes não
pensa exatamente do mesmo modo e essas diferenças de pensamento podem criar novos
conhecimentos por meio do ensino recíproco. Essa é a principal contribuição da
Aprendizagem Colaborativa: a interação sinérgica entre indivíduos que pensam diferente, a
vivência desse processo e a construção de um produto que somente pode ser alcançado com a
contribuição de todos os envolvidos.
Conclusão
Em jeito de conclusão no presente estudo constatou-se que na aprendizagem
colaborativa o aluno por ser o centro do processo de ensino e aprendizagem, é ele que vai a
busca de informações para construir seu próprio conhecimento e o professor , de certo modo
deixa de ser a figura central, e passa a exercer a função de facilitador que auxilia os alunos na
busca do conhecimento.
Observou-se também no presente estudo que na aprendizagem colaborativa o
professor e os alunos se tornam companheiros e parceiros em prol de um objetivo comum - a
construção do conhecimento. Para tanto, é fundamental que o professor incentive os alunos a
trabalhar em equipe porque o conhecimento é construído socialmente, na interação entre
pessoas e não pela transferência do professor para o aluno.
Em suma, a aprendizagem colaborativa é mais do que uma série de técnicas aplicadas
pelo professor para que ele tenha menos trabalho e coloque maior responsabilização nos
alunos, tornando o trabalho discente mais árduo. Ela é uma filosofia de ensino , que acredita
que o trabalhar, o criar, o aprender em grupo faz parte de um novo conjunto de habilidades
que os alunos precisam aprender para que eles e o mundo onde vivem possam continuar
existindo em longo prazo. Razão pela qual todos os alunos envolvidos em um
empreendimento colaborativo são automaticamente responsáveis por seu progresso e pelo
progresso do seu grupo, num relacionamento solidário e sem hierarquias e como integrantes
de um grupo.
BIBLIOGRAFIA
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Collaborative Learning. In Spada and Reimann (eds) Learning in Humans and Machines. Ed.
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FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo:
Editora Paz e Terra, 1996 (Coleção Leitura)
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2009.
CAMPOS, F. et al. Cooperação e aprendizagem on-line. Rio de Janeiro: DP&A, CAPRA, F.
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Comunidades de Aprendizagem no Ciberespaço: estratégias eficientes crítica de
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MORRIS, T. E se Aristóteles dirigisse a General Motors?: a nova alma das organizações.
Trad. Ana Beatriz Rodrigues; Priscilla Martins Celeste. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

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Aprendizagem Colaborativa

  • 1. APRENDIZAGEM COLABORATIVA Autor: Filipe Chivela Chivango1 RESUMO: O presente artigo cotem informações referente à aplicação da aprendizagem colaborativa no processo de ensino e aprendizagem e na relação entre o ciclo docente. Adicionalmente o mesmo artigo apresenta o conceito de aprendizagem colaborativa de acordo a perspectiva de vários autores, faz uma analise da aprendizagem dentro da concepção colaborativa , discussão teórica sobre os princípios da aprendizagem colaborativa, analise das ferramentas utilizadas na aprendizagem colaborativa , também investiga a proposta de aprendizagem colaborativa em ambientes virtuais, e por fim, apresenta os benefícios da implantação da aprendizagem colaborativa no processo Docente-Educativo. Palavras-chave: Aprendizagem colaborativa. Processo educativo. Interação. 1 Estudante do 2º ano do curso de Informática Educativa do Instituto Superior de Ciências da Educação do Lubango – Angola. E-mail: filipechivela922@gmail.com
  • 2. 1 INTRODUÇÃO A titulo de introdução aprendizagem colaborativa, relacionada à ideia de se aprender e trabalhar em grupo, tem sido alvo de muitas discussões no meio académico atual, pois acredita-se que é um dos mecanismo em educação responsável pela promoção de uma aprendizagem mais ativa por meio do estímulo e tem a capacidade de porpocionar aos alunos novas formas de aprender, o que tornam os alunos mais responsáveis por sua aprendizagem, levando-os a assimilar conceitos e a construir conhecimentos de uma maneira mais autónoma. Nestes últimos tempos o sector educativo tem sido uma das áreas que mais tem sofrido alterações por parte da influência da globalização, tornando assim necessários reajustes para adaptarmo-nos a novos cenários e tornamos a aprendizagem significativa. Logo, neste contexto, o professor precisa repensar sua prática pedagógica, deixando de ser o universo das informações para guiar os seus alunos na busca e utilização destas informações. Por outro lado, o aluno deve mudar seu papel de passivo, de escutar e decorar, para tornar-se criativo, crítico e pesquisador, trabalhando para construção do conhecimento em conjunto com os seus colegas e professores. No entanto, nesta nova relação, professores e alunos participam de um processo conjunto, chamado aprendizagem colaborativa, onde eles aprendem de maneira dinâmica, criativa e encorajadora. Assim sendo, torna-se fundamental pesquisar até que ponto esta aprendizagem colaborativa tem sido estimulada nas diferentes instituições de ensino , de que maneiras tem sido implantadas e melhorado o processo de ensino bem como a relação entre professores e alunos . 2 APRENDIZAGEM COLABORATIVA Sendo a aprendizagem colaborativa algo de que tanto se fala e que tanto se valoriza, seria de supor que existisse um largo consenso em termos da investigação quanto à sua definição. O conceito de aprendizagem colaborativa, relacionado ao conceito de aprender e trabalhar em grupo, embora se pareça recente, já foi assunto de estudo implementado por teóricos, pesquisadores e educadores desde o século XVIII , como é o caso de Pierre Dillenbourg, um dos teóricos mais relevantes nesta área, que no capítulo introdutório da obra Collaborative Learning: Cognitive and
  • 3. Computational Approaches (1999), define aprendizagem colaborativa como sendo “uma situação em que duas ou mais pessoas aprendem ou tentam aprender algo em conjunto – de forma a abranger as várias abordagens possíveis”. Karen Littleton & Päivi Häkkinnen (1999) referem, por seu lado, que existe consenso entre os investigadores quanto ao facto de a colaboração envolver a construção de significado através da interacção com os outros, caracterizando-se pelo empenho conjunto relativamente a um objectivo comum. Para Panitz, é “uma filosofia de interacção e estilo de vida pessoal (…)” neste sentido há uma menor intervenção do educador e, por consequência, proporcionar mais responsabilidade à criança. MORRIS,( 1997). Defende que a aprendizagem significativa é há a soma das mentes dos envolvidos (MORRIS, 1997) o que quer dizer que em um contexto escolar, a aprendizagem colaborativa seria duas ou mais pessoas trabalhando em grupos com objetivos compartilhados, auxiliando-se mutuamente na construção de conhecimento. O professor não basta apenas colocar, de forma desordenada, os alunos em grupo, deve sim criar situações de aprendizagem em que possam ocorrer trocas significativas entre os alunos e entre estes e o professor. Em relação à divisão de tarefas em um grupo de trabalho colaborativo, há “uma engajamento mútuo dos participantes em um esforço coordenado para a resolução do problema em conjunto”. (ROSCHELLE e TEASLY, apud DILLEMBOURG, 1996, p. 2). Dessa maneira, há a responsabilização de todos no sucesso ou no fracasso do grupo. Portanto, todos os alunos envolvidos em um empreendimento colaborativo são automaticamente responsáveis por seu progresso e pelo progresso do seu grupo, num relacionamento solidário e sem hierarquias. 3 TEORIAS DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA A aprendizagem colaborativa insere-se em um conjunto de tendências pedagógicas e bases teóricas historicamente difundidas no contexto escolar.
  • 4. Existem várias teorias que contribuem para a compreensão da aprendizagem colaborativa, embora todas tenham em comum o mesmo objetivo: considerar os indivíduos como agentes ativos na construção de seu conhecimento. As principais tendências pedagógicas e bases teóricas que a embasam são: a) movimento da Escola Nova; b) teorias da Epistemologia Genética de Piaget; c) teoria Sociocultural de Vygotsky; d) pedagogia Progressista (termo emprestado de SNYDERS, apud LIBÂNEO, 1986). No presente artigo far-se-á referencia a teorias da epistemologia genética de Piaget e a teoria sociocultural de Vygotsky. Tendo em vista que os pressupostos construtivistas e interacionistas são os que mais dão suporte aos ambientes de aprendizagem colaborativa. 3.1 Epistemologia Genética de Piaget A teoria de Piaget tem como ponto central, a estrutura cognitiva do sujeito e valorização dos diferentes níveis de desenvolvimento, que é facilitado pela oferta de atividades e situações que sejam desafiadoras. Lalande (1967, apud MATUI, 1995, p. 32), no seu Vocabulario técnico y crítico de la filosofia, define o termo epistemologia que, de acordo com os filósofos, é “o estudo crítico dos princípios, das hipóteses e dos resultados das diversas ciências, destinado a determinar a sua origem lógica (não psicológica), seu valor e seu alcance objetivo.” Piaget preocupou-se em saber qual era a origem lógica dos conhecimentos e a dinâmica do processo de construção do conhecimento pela criança. Por isso chamou sua teoria de Epistemologia Genética, pois se centrava na génese, na origem. Assim, a ação e a interação são os pressupostos fundamentais da teoria construtivista de aprendizagem baseada na Epistemologia Genética. Essa teoria reconhece que os sujeitos são agentes ativos na construção do conhecimento de maneira que, trabalhando em grupo, podem trazer suas próprias contribuições, podem analisar as questões de diferentes formas e também produzir significados com base na compreensão entre os sujeitos, tudo na base da interação social. 2 2 A interação social é “a troca e compartilho de informações entre indivíduos e funciona como estímulo ao processo de aquisição do conhecimento “, (CAMPOS et al, 2003). Na teoria construtivista piagetiana, sema interação não há como construir o conhecimento.
  • 5. Em uma comunidade autêntica, espera-se que os alunos assumam a responsabilidade por sua própria aprendizagem e desenvolvam habilidades metacognitivas para monitorar e dirigir seu próprio aprendizado e desempenho. Quando há a interação entre pessoas de forma colaborativa por meio de uma atividade autêntica, elas trazem seus esquemas próprios de pensamento e suas perspectivas para a atividade. Cada pessoa envolvida na atividade consegue ver o problema de uma perspectiva diferente e estão aptas a negociar e gerar significados e soluções por meio de um entendimento compartilhado. 3.2 Teoria Sociocultural de Vygotsky Vygotsky foi o principal expoente da Teoria Sociocultural, cuja ênfase recai no papel da interação social no desenvolvimento do homem. Essa teoria se concentra na relação causal entre a interação social e o desenvolvimento cognitivo do indivíduo. Ou seja, uma vez que o conhecimento é construído nas interações dos sujeitos com o meio e com outros indivíduos, essas interações seriam as principais promotoras da aprendizagem. Na interpretação de Rego (apud VALASKI, 2003,p. 24): “ele [Vygotsky] considera que o indivíduo é um ser social e que constrói sua individualidade a partir das interações que se estabelecem entre os indivíduos, mediadas pela cultura”. Para Vygotsky, todo o desenvolvimento e aprendizagem humanos é um processo ativo, no qual existem ações propositais mediadas por várias ferramentas (VYGOTSKY, 1978). A mais importante dessas ferramentas é a linguagem, pois ela representa o sistema semiótico que é a base do intelecto humano. Todas as outras funções superiores do intelecto desenvolvem-se a partir da interação social baseada na linguagem (WARSCHAUER, 1997). Assim, a inteligência tem origem social e a aprendizagem acontece inicialmente de forma interpsíquica, isto é, no coletivo, para depois haver a construção intrapsíquica. Dessa forma, para que ocorra a aprendizagem, há a necessidade de uma interação entre duas ou mais pessoas, cooperando em uma atividade interpessoal e possibilitando uma reelaboração intrapessoal. Dentro dessa visão, torna-se necessário o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal de Vygotsky, que nas suas próprias palavras é: “ZDP é a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de
  • 6. problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes.” (VYGOTSKY, 1978, p.112).3 De modo geral, tais teorias contribuem para a proposta da aprendizagem colaborativa, uma vez que consideram que o conhecimento se dá pela experiência, pela interação e pelo compartilhar de idéias. 4 AVALIAÇÃO NA APRENDIZAGEM COLABORATIVA Avaliar é um processo muito importante porque da possibilidade de poder verificar o avanço dos alunos durante todo o processo e permite ao professor direcionar os seus alunos durante o percurso, apontando novos caminhos, sempre de forma a tornar o ensino mais dinâmico e eficaz. Dessa forma, os objetivos estipulados no início da atividade podem ser mais facilmente atingidos. Deste modo a avalição da aprendizagem é tida como um conjunto de ações organizadas com a finalidade de obter informações sobre o que foi assimilado pelo estudante, de que forma e em quais condições. Deve funcionar, por um lado, como um instrumento que possibilite ao avaliador analisar criticamente a sua prática; e, por outro, como instrumento que apresente ao avaliado a possibilidade de saber sobre seus avanços, dificuldades e possibilidades. Nesse sentido, o processo de avaliação consiste em determinar em que medida os objetivos educacionais foram realmente atingidos, tanto por parte do trabalho do professor, quanto por parte da aprendizagem dos alunos. PALLOF E PRATT (2002) recordam que a avaliação pode ocorrer sob duas formas: “avaliação formativa”e “avaliação final”. A avaliação formativa é um processo contínuo que poderá acontecer em qualquer momento do curso. Já a avaliação final ocorre quando o curso está terminado, ou seja chegou ao seu termino. 4 Para CAMPOS et al (2003, p. 71): destacam ainda que “se os professores realmente estiverem implementando um processo colaborativo e transformador, devem usar tanto a 3 De acordo com SIQUEIRA (2003), a zona de desenvolvimento real está ligada às aptidões e conhecimentos que o sujeito construiu até então, sem ajuda de outro. Já a zona de desenvolvimento proximal está relacionada às ações que ainda não se desenvolveramtotalmente e que poderão se desenvolver, comajuda do outro. 4 Para que se possa avaliar, faz-se necessário definir os objetivos que se pretende atingir e buscar coerência entre a teoria e a prática, pois a aprendizagem colaborativa poderá adquirir significados e objetivos diferenciados, dependendo da forma como essa aprendizagem será conduzida e a avaliação adotada.
  • 7. avaliação final quanto a formativa.” (PALLOF e PRATT, 2002, p. 176), para que se permita ao aluno produzir conhecimentos de forma contínua, enfocando a avaliação na construção e não somente na mera assimilação dos conteúdos. Não obstante, a avalição na aprendizagem colaborativa é uma técnica que deve ser vista com mais carinho e atenção por parte dos nossos educadores, umas vez que quando amplamente utilizada, possibilita maior interação e autonomia dos alunos como sujeitos ativos de seu processo de aprendizagem. 5 APRENDIZAGEM DENTRO DA CONCEPÇÃO COLABORATIVA Competência é algo que o ser humano não traz consigo ao nascer: ele tem de adquiri- la - e é através da aprendizagem que ele a adquire. No entanto, aprender é construir competência, é conseguir fazer o que antes não se conseguia fazer, e envolve ampliação da autonomia . E a aquisição de competências, embora se dê em um processo de colaboração com outros seres humanos, não se dá "à revelia do indivíduo", isto é, sem sua ativa participação. É por isso que se afirma, corretamente, que a aprendizagem é sempre ativa e colaborativa - o termo "colaboração" sendo composto de elementos que enfatizam a "ação" em "trabalho conjunto" (co-labor). A construção da aprendizagem é algo que só acontece quando o aluno é ativo, quando está interessado no que está fazendo, quando sua motivação é intrínseca, não extrínseca. Isso significa, que a aprendizagem, para ser bem sucedida, é auto- gerada ou auto-iniciada, e, não só isso, mas, também, auto-conduzida e auto-sustentada. Ela decorre daquilo que o aluno faz, não de algo que o professor faz nele, para ele ou por ele. (ROSCHELLE; TEASLEY, 1995). Dessa maneira, para aprendermos necessitamos da colaboração das pessoas que estão inseridas no meio em que vivemos. Assim sendo, aprender colaborativamente é estar aberto ao conhecimento, ao novo, ao seu próximo, ao seu aluno e como professor é fundamental levar os alunos a pensar e refletir sobre os fatos e acontecimentos que estão inseridos, permitindo que percebam sua participação, presença e influência no mundo como um todo. Assim, estaremos viabilizando a aprendizagem de forma colaborativa, pois o melhor professor não é o mais eloqüente, mas o que mais instiga e estimula a inteligência.
  • 8. Logo é importante estimular habilidades como: criatividade, dinamismo, consciência crítica, expressão pessoal, trabalho em equipe, autonomia, entre outros. 6 OBJECTIVOS DA APRENDIZAGEM COLABORATIVA A abordagem da Aprendizagem Colaborativa tem sido adotada com frequência no contexto educacional. Os principais objetivos dessa abordagem centrada no aluno são: a) a promoção de uma modificação no papel do professor, que passa a ser um facilitador; b) o desenvolvimento de habilidades de metacognição; c) a ampliação da aprendizagem por meio da colaboração, em que os alunos pela troca entre pares se ensinam mutuamente. 7 APRENDIZAGEM COLABORATIVA APOIADA POR COMPUTADOR Os ambientes de Aprendizagem Colaborativa apoiada por Computador são espaços virtuais, também denominados Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), em que pode ocorrer a colaboração entre os alunos, distantes uns dos outros tanto no tempo como no espaço. Falar da aprendizagem colaborativa apoiada por computadores, suscita-nos referenciar os meios tecnológicos que ultimamente tem sido um dos principais recursos geradores de conhecimentos. Por isso ao tratarmos sobre a aprendizagem colaborativa no uso da tecnologia tendo como suporte de base o computador temos que ter clareza em relação à proposta pedagógica para o desenvolvimento e uso das ferramentas no espaço virtual, tornando possível trabalhar efetivamente a construção do conhecimento, criando condições favoráveis para a construção do ensino e da aprendizagem. Dessa forma, deverá haver a disponibilização de ferramentas que viabilizem a interação aliada ao processo avaliativo.
  • 9. Segundo Santos (2003, p. 8), vários aspectos têm de ser considerados quando se pretende criar esses espaços virtuais como: a) criar sites hipertextuais que agreguem: intertextualidade, intratextualidade, multivocalidade, navegabilidade, mixagem, integração de várias linguagens, integração de vários suportes midiáticos; b) potencializar comunicação interativa síncrona e assíncrona; c) criar atividades de pesquisa que estimulem a construção do conhecimento partindo de situações-problema; d) criar ambientes em que os saberes sejam construídos num processo comunicativo relacional e nos quais a tomada de decisões seja compartilhada; e) disponibilizar e incentivar conexões lúdicas, artísticas e navegações fluidas. Portanto, uma característica fundamental desses ambientes é a interatividade, ou seja, a possibilidade de trocas mútuas de informação, além de se poderem agregar vários outros elementos anteriormente mencionados. 8 FERRAMENTAS UTILIZADA NA APRENDIZAGEM COLABORATIVA Entre as ferramentas mais utilizadas na aprendizagem colaborativa digital, se destacam as seguintes: a) chat: interação em tempo real, com a vantagem de que alunos e professores não precisam estar em sala para interagir. O professor pode ficar sempre à disposição dos alunos, ou apenas em horários previamente estabelecidos;5 b) fórum de discussões: local onde os usuários discutem e trocam arquivos, textos e fotos. As mensagens ficam gravadas, possibilitando consultas posteriores; 5 Segundo Nogueira (2012), essa ferramenta pode contribuir para o aprimoramento da capacidade de raciocínio e agilidade na escrita. Após o chat, deve ser gerado um relatório de registro que deve ser analisado pelos professores e alunos na busca de identificar o que foi discutido, incluindo os assuntos mais palpitantes ou questões gramaticais, com vistas a levar os participantes a uma reflexão.
  • 10. c) blog colaborativo: página onde os alunos podem postar conteúdos, comentar e divulgar, ampliando e enriquecendo os debates e a construção de conhecimentos; d) redes sociais: atualmente é muito frequente a construção de comunidades ou páginas em redes sociais, podendo ser fechadas ou abertas ao público. É uma interação válida, pois se aproxima mais da realidade dos alunos, que são grandes utilizadores das mesmas. e) wiki : é uma coleção de páginas interligadas em que qualquer pessoa pode visitar ou editá-la (só não poderá ser editada ou visitada se o professor configurar a sala em grupos separados, caso isso aconteça você só poderá interferir na página em que o seu grupo está cadastrado e só poderá visualizar e editar o espaço reservado para o seu grupo). O wiki é mais simples e democrática forma de construção colaborativa de conteúdos e de páginas web, pois mesmo sem conhecimentos específicos, todos podem contribuir e participar. 9 IMPLEMENTAÇÃO DA APRENDIZAGEM COLABORATIVA Trabalhar com a aprendizagem colaborativa em um ambiente inovador, exige o auxílio dos professores na adaptação do aluno, esclarecendo os objetivos das atividades propostas e atenção às suas atitudes, mediando e facilitando todo o processo, para tornar o ambiente um suporte para o aprendizado. Efectivamente na implementação da aprendizagem colaborativa deve se ter em conta alguns pormenores como: a) estabelecer os comportamentos desejados; b) estruturar a interdependência positiva e a responsabilidade; c) estabelecer critérios de sucesso; d) distribuir tarefas; e) planificar os materiais para promover interdependência; f) arranjar a disposição da sala; g) atribuir papeis aos alunos do grupo; h) determinar o tamanho dos grupos e distribuir os alunos por grupos; i) especificar os objectivos do grupo.
  • 11. 10 BENEFÍCIOS DA APRENDIZAGEM COLABORATIVA No trabalho em colaboração os alunos assumem na sala de aula, a responsabilidade por sua própria aprendizagem e desenvolvem habilidades metacognitivas para monitorar e dirigir seu próprio aprendizado e desempenho. Quando há a interação entre pessoas de forma colaborativa, por meio de uma atividade autêntica, elas trazem seus esquemas próprios de pensamento e suas perspectivas para a atividade. Cada pessoa envolvida na atividade consegue ver o problema de uma perspectiva diferente e estão aptas a negociar e gerar significados e soluções mediante um entendimento compartilhado. A interação dialógica entre indivíduos e o intercâmbio de ideias promove o desenvolvimento cognitivo do sujeito, pois os conhecimentos são socialmente definidos e o sujeito depende da interação social para construção e validação dos conceitos (VALADARES, apud VALASKI, 2003, p. 23). Paralelamente segundo Morris (1997, p.72), a Aprendizagem Colaborativa “pode trazer à tona o que há de melhor na pessoa e o que a mesma já sabe ”. O raciocínio resultante da interação colaborativa será enriquecido pelas diferentes perspectivas e experiências com que cada um dos participantes contribui para a tarefa. Por certo cada um dos participantes não pensa exatamente do mesmo modo e essas diferenças de pensamento podem criar novos conhecimentos por meio do ensino recíproco. Essa é a principal contribuição da Aprendizagem Colaborativa: a interação sinérgica entre indivíduos que pensam diferente, a vivência desse processo e a construção de um produto que somente pode ser alcançado com a contribuição de todos os envolvidos.
  • 12. Conclusão Em jeito de conclusão no presente estudo constatou-se que na aprendizagem colaborativa o aluno por ser o centro do processo de ensino e aprendizagem, é ele que vai a busca de informações para construir seu próprio conhecimento e o professor , de certo modo deixa de ser a figura central, e passa a exercer a função de facilitador que auxilia os alunos na busca do conhecimento. Observou-se também no presente estudo que na aprendizagem colaborativa o professor e os alunos se tornam companheiros e parceiros em prol de um objetivo comum - a construção do conhecimento. Para tanto, é fundamental que o professor incentive os alunos a trabalhar em equipe porque o conhecimento é construído socialmente, na interação entre pessoas e não pela transferência do professor para o aluno. Em suma, a aprendizagem colaborativa é mais do que uma série de técnicas aplicadas pelo professor para que ele tenha menos trabalho e coloque maior responsabilização nos alunos, tornando o trabalho discente mais árduo. Ela é uma filosofia de ensino , que acredita que o trabalhar, o criar, o aprender em grupo faz parte de um novo conjunto de habilidades que os alunos precisam aprender para que eles e o mundo onde vivem possam continuar existindo em longo prazo. Razão pela qual todos os alunos envolvidos em um empreendimento colaborativo são automaticamente responsáveis por seu progresso e pelo progresso do seu grupo, num relacionamento solidário e sem hierarquias e como integrantes de um grupo.
  • 13. BIBLIOGRAFIA DILLENBOURG P., Baker M., Blaye A. and O"Malley C. The evolution of Research on Collaborative Learning. In Spada and Reimann (eds) Learning in Humans and Machines. Ed. Elsevier, 1994. Piaget, J. A psicologia da criança. Rio de Janeiro: Ed. Bertrand Brasil, 1998. VYGOTSKY, L. A formação social da mente. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 1989. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1996 (Coleção Leitura) BEHRENS, Marilda Aparecida. Projetos de aprendizagem colaborativa num paradigma, 2009. CAMPOS, F. et al. Cooperação e aprendizagem on-line. Rio de Janeiro: DP&A, CAPRA, F. A teia da vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. São Paulo: Cultrix, 1996. COLL, César. Piaget, o construtivismo e a educação escolar: onde está o fio Construindo Comunidades de Aprendizagem no Ciberespaço: estratégias eficientes crítica de aprendizagem colaborativa para a educação. Tubarão: Ed. Unisul, 2004. DILLENBOURG, P. et al. The evolution of research on collaborative learning. In: SPADA, E.; REIMAN, P. (Ed.). Learning in Humans and Machine: Towards an interdisciplinary learning science. Oxford: Elsevier, 1996. p. 189-211. FREITAS, L.V. e FREITAS C.V. Aprendizagem Cooperativa. Porto: Edições Asa, 2003. GOMES, Péricles Varella et al. Aprendizagem Colaborativa em ambientes virtuais de Heildelberg, pg. 69-97, 1995. LAROCQUE, D.; FAUCON, N. Me, Myself and ... You? Collaborative Learning: Why Mestrado, PUC-PR, 2003. MORRIS, T. E se Aristóteles dirigisse a General Motors?: a nova alma das organizações. Trad. Ana Beatriz Rodrigues; Priscilla Martins Celeste. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.