Operações Unitárias




CURSO DE FORMAÇÃO DE OPERADORES DE REFINARIA
                      OPERAÇÕES UNITÁRIAS




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Operações Unitárias




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Operações Unitárias




                          OPERAÇÕES UNITÁRIAS
                                        VALTER ROITMAN




                                          Equipe Petrobras
                                      Petrobras / Abastecimento
                      UN´s: Repar, Regap, Replan, Refap, RPBC, Recap, SIX, Revap
                                                                                   3


                                             CURITIBA
                                               2002
Operações Unitárias




                665.53    Roitman, Valter.
                R741           Curso de formação de operadores de refinaria: operações unitárias /
                          Valter Roitman. – Curitiba : PETROBRAS : UnicenP, 2002.
                               50 p. : il. (algumas color.) ; 30 cm.

                             Financiado pelas UN: REPAR, REGAP, REPLAN, REFAP, RPBC,
                          RECAP, SIX, REVAP.

4                             1. Operação unitária. 2. Química. 3. Balanço. I. Título.
Operações Unitárias




Apresentação

     É com grande prazer que a equipe da Petrobras recebe você.
     Para continuarmos buscando excelência em resultados, dife-
renciação em serviços e competência tecnológica, precisamos de
você e de seu perfil empreendedor.
     Este projeto foi realizado pela parceria estabelecida entre o
Centro Universitário Positivo (UnicenP) e a Petrobras, representada
pela UN-Repar, buscando a construção dos materiais pedagógicos
que auxiliarão os Cursos de Formação de Operadores de Refinaria.
Estes materiais – módulos didáticos, slides de apresentação, planos
de aula, gabaritos de atividades – procuram integrar os saberes téc-
nico-práticos dos operadores com as teorias; desta forma não po-
dem ser tomados como algo pronto e definitivo, mas sim, como um
processo contínuo e permanente de aprimoramento, caracterizado
pela flexibilidade exigida pelo porte e diversidade das unidades da
Petrobras.
     Contamos, portanto, com a sua disposição para buscar outras
fontes, colocar questões aos instrutores e à turma, enfim, aprofundar
seu conhecimento, capacitando-se para sua nova profissão na
Petrobras.

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Escreva uma frase para acompanhá-lo durante todo o módulo.




                                                                        5
Operações Unitárias




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    1   CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE                                                               4   PROCESSOS DE EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO ........                                           23
        OPERAÇÕES UNITÁRIAS ................................................... 7                      4.1 Introdução ....................................................................      23
        1.1 Introdução ....................................................................... 7       4.2 Conceito .......................................................................     23
        1.2 Conceitos Fundamentais ................................................. 7                 4.3 Mecanismo da Extração ..............................................                 23
            1.2.1 Conversão de unidades ........................................ 7                     4.4 Equipamentos do Processo de Extração ......................                          24
        1.3 Balanço Material ............................................................. 8               4.4.1 De um único estágio ..........................................                 24
        1.4 Balanço Energético ......................................................... 8                 4.4.2 De múltiplos estágios ........................................                 24
        1.5 Sugestão para aplicação nos cálculos
                                                                                                       4.5 Equilíbrio entre as Fases Líquidas ...............................                   25
            de Balanços Mássicos e Energéticos .............................. 8
                                                                                                       4.6 Fatores que influenciam a Extração ............................                      26
                                                                                                           4.6.2 Qualidade do solvente .......................................                  26
    2   PROCESSO DE DESTILAÇÃO ............................................. 9
                                                                                                           4.6.3 Influência da temperatura .................................                    26
        2.1 Introdução ....................................................................... 9
        2.2 Conceitos Fundamentais ................................................. 9
            2.2.1 Volatilidade .......................................................... 9        5   FLUIDIZAÇÃO DE SÓLIDOS E SEPARAÇÃO SÓLIDO                                                27
            2.2.2 Equilíbrio Líquido – Vapor .................................. 9                      5.1 Fluidização de sólidos ....................................................          27
        2.3 Destilação Descontínua ou Destilação Simples ............. 9                                    5.1.1 Conceito ............................................................         27
            2.3.1 Balanço Material e Térmico .............................. 10                              5.1.2 Objetivo da Fluidização ....................................                  27
        2.4 Destilação por Expansão Brusca ou Destilação                                                    5.1.3 Tipos de Fluidização .........................................                27
            em um único Estágio ................................................... 10                      5.1.4 Dimensões do Leito Fluidizado ........................                        27
            2.4.1 Balanço Material ............................................... 10                  5.2 Separação sólido-gás ...................................................             28
            2.4.2 Balanço Térmico ............................................... 10                        5.2.2 Arranjos entre os Ciclones ................................                   28
        2.5 Destilação Fracionada .................................................. 10                     5.2.1 Fatores que influenciam o funcionamento
            2.5.1 Colunas de destilação ou de retificação ............. 11                                         de um Ciclone ...................................................            28
            2.5.2 Seções de uma Coluna de destilação ................ 13                               5.3 Noções básicas do processo de Craqueamento
            2.5.3 Balanço Material ............................................... 14                       Catalítico ......................................................................   29
            2.5.4 Balanço Térmico ............................................... 15
            2.5.5 Influência das principais variáveis
                                                                                                   6   BOMBAS .............................................................................     31
                   na destilação fracionada .................................... 15
                                                                                                       6.1 Curvas características de Bombas Centrífugas ...........                             31
        2.6 Fatores que influenciam as principais variáveis
                                                                                                       6.2 Curva da carga (H) versus vazão volumétrica (Q) ......                               31
            na destilação fracionada .............................................. 16
                                                                                                       6.3 Curva de potência absorvida (PABS.) versus
            2.6.1 Propriedades da carga ....................................... 16
                                                                                                            vazão volumétrica (Q) .................................................             32
            2.6.2 Eficiência dos dispositivos de separação
                   das torres (Pratos) .............................................. 17               6.4 Curva de rendimento (h) versus vazão
        2.7 Problemas que podem ocorrer em bandejas                                                         volumétrica (Q) ............................................................        33
            de colunas de destilação .............................................. 17                 6.5 Curvas características de Bombas ...............................                     33
            2.7.1 Problema de arraste ........................................... 17                   6.6 Altura Manométrica do Sistema ..................................                     33
            2.7.2 Problema de Pulsação ....................................... 17                      6.7 Construção gráfica da Curva de um Sistema ..............                             34
            2.7.3 Problema de vazamento de líquido ................... 17                              6.8 Ponto de Trabalho ........................................................           34
            2.7.4 Problema de inundação ..................................... 18                            6.8.1 Alteração da Curva (H x Q) do Sistema ...........                             35
                                                                                                            6.8.2 Fatores que influenciam a Curva
    3   PROCESSOS DE ABSORÇÃO E ESGOTAMENTO ........                                          19                   (H x Q) da Bomba .............................................               35
        3.1 Introdução ....................................................................   19       6.9 Fenômeno da Cavitação ...............................................                35
        3.2 Conceitos .....................................................................   19            6.9.1 Inconvenientes da Cavitação ............................                      35
            3.2.1 Absorção ...........................................................        19
                                                                                                            6.9.2 Principal Região da Cavitação ..........................                      35
            3.2.2 Esgotamento ......................................................          19
                                                                                                            6.9.3 Causas Secundárias da Cavitação .....................                         36
        3.3 Solubridade de Gases em Líquidos .............................                    19
                                                                                                       6.10 NPSH (Net Pressure Suction Head) ............................                       36
        3.4 Potencial que promove a absorção ..............................                   21
                                                                                                            6.10.1NPSH disponível ...............................................               37
        3.5 Refluxo Interno Mínimo ..............................................             21
            3.5.1 Absorção ...........................................................        21            6.10.2NPSH requerido ................................................               37
            3.5.2 Esgotamento ......................................................          21            6.10.3NPSH disponível versus NPSH requerido ........                                37
        3.6 Resumo dos Fatores que Influenciam os                                                      6.11 Associação de Bombas ................................................               37
            Processos de Absorção e Esgotamento ........................                      21            6.11.1 Associação de Bombas em Série ......................                         37
        3.7 Equipamentos ..............................................................       22            6.11.2 Associação de Bombas em Paralelo ..................                          38
6
Operações Unitárias



        Conceitos
    Fundamentais sobre
    Operações Unitárias                                                        1
                                                   Alguns exemplos de correlações entre áreas
1.1 Introdução
     A disciplina denominada Operações Uni-            1 ft2 = 144 in2            1 m2 = 10,76 ft2
tárias é aquela que classifica e estuda, separa-       1 alqueire = 24.200 m2     1 km2 = 106 m2
damente, os principais processos físico-quími-
cos utilizados na indústria química. Os pro-       Alguns exemplos de correlações entre volumes
cessos mais comuns encontrados nas indústrias          1 ft3 = 28,32 L            1 ft3 = 7,481 gal
químicas são a Destilação Atmosférica e a              1 gal = 3,785 L            1 bbl = 42 gal
Vácuo, os processos de Absorção e Adsor-               1 m3 = 35,31 ft3           1 bbl = 0,159 1 m3
ção, a Extração Líquido-Líquido e Líqui-
do-Gás, o processo de Filtração, assim como        Alguns exemplos de correlações entre massas
alguns mais específicos, como por exemplo, o           1 kg = 2,2 lb              1 lb = 454 g
Craqueamento Catalítico, Hidrocraquea-                 1 kg = 1.000 g             1 t = 1.000 kg
mento, Hidrotratamento de correntes ins-
táveis e outros utilizados principalmente na In-   Alguns exemplos de correlações entre pressões
dústria Petrolífera.                                   1 atm =   1,033 kgf/cm2
                                                       1 atm =   14,7 psi (lbf/in2)
1.2 Conceitos Fundamentais                             1 atm =   30 in Hg
     Alguns conhecimentos são fundamentais             1 atm =   10,3 m H2O
para que se possa estudar de forma adequada a
                                                       1 atm =   760 mm Hg
disciplina denominada Operações Unitárias,
como conhecimentos sobre conversão de uni-             1 atm =   34 ft H2O
dades, unidades que podem ser medidas linea-           1 Kpa =   10–2 kgf/cm2
res, de área, de volume, de massa, de pressão,
de temperatura, de energia, de potência. Outro         Algumas observações sobre medições de
conceito-base para “Operações Unitárias” é o       pressão:
de Balanço, tanto Material quanto Energético.          – Pressão Absoluta = Pressão Relativa +
                                                          Pressão Atmosférica
1.2.1 Conversão de unidades                            – Pressão Barométrica = Pressão Atmos-
     É necessário conhecer as correlações exis-           férica
tentes entre medidas muito utilizadas na In-           – Pressão Manométrica = Pressão Rela-
dústria Química, como é o caso das medidas                tiva
de temperatura, de pressão, de energia, de
massa, de área, de volume, de potência e ou-       Alguns exemplos de correlações entre temperaturas
tras que estão sempre sendo correlacionadas.           tºC = (5/9)(tºF – 32)
                                                       tºC = (9/5)(tºC) + 32
Alguns exemplos de correlações entre medidas li-       tK = tºC + 273
neares                                                 tR = tºF + 460 (temperatures absolutas)
     1 ft      = 12 in
     1 in      = 2,54 cm                              Algumas observações sobre medições de 7
     1m        = 3,28 ft                           temperatura:
     1m        = 100 cm = 1.000 mm                    Zero absoluto = –273ºC ou – 460ºF
     1 milha   = 1,61 km
     1 milha   = 5.280 ft                             (DºC/DºF) = 1,8
     1 km      = 1.000 m                              (DK/DR) = 1,8
Operações Unitárias
  Alguns exemplos de correlações entre potências           A água, no alto de um reservatório, ao
  1 HP    =   1,014 CV     1 HP = 42,44 BTU/min       movimentar um gerador, transforma sua ener-
                                                      gia potencial em energia elétrica, calor e ener-
  1KW     =   1,341 HP     1 HP = 550 ft.lbf/s
                                                      gia de movimento (energia cinética). Neste
  1KW     =   1 KJ/s       1 KWh = 3.600 J            caso, o balanço de energia do sistema poderia
  1KW     =   1.248 KVA                               ser representado pela seguinte expressão:
                                                           Energia Potencial da água do reservatório =
  Alguns exemplos de correlações de energia           Energia elétrica fornecida pelo gerador + ca-
  1 Kcal = 3,97 BTU        1BTU = 252 cal             lor de aquecimento do gerador + Energia de
  1BTU = 778 ft.lbf        1Kcal = 3,088 ft.lbf       movimento da água após a turbina.
  1Kcal = 4,1868 KJ                                        No caso de um forno ou uma caldeira que
                                                      aquece um certo líquido, o balanço de energia
  1.3 Balanço Material                                observado será:
       Como se sabe, “na natureza nada se cria,            Calor liberado pela queima do combustível =
  nada se destrói, tudo se transforma”, ou seja, a    Calor contido nos gases de combustão que
  matéria não é criada e muito menos destruída,       saem do forno ou da caldeira + Calor contido
  e, portanto, num balanço material envolvendo        nos produtos que deixam o forno ou a caldeira.
  um certo sistema, a massa que neste entra de-            É importante ressaltar que, muito embora
  verá ser a mesma que dele estará saindo. No         as diversas formas de energia sejam medidas
  processamento uma tonelada, por exemplo, por        em unidades diferentes, tais como, energia elé-
  hora de petróleo em uma refinaria, obtém-se         trica em KWh, trabalho em HP . h, calor em
  exatamente uma tonelada por hora de produ-          caloria, em um balanço energético é necessá-
  tos derivados deste processo, como gás com-         rio que todas as formas de energia envolvidas
  bustível, GLP, gasolina, querosene, diesel e        no balanço estejam expressas na mesma uni-
  óleo combustível. A queima de um combustí-          dade de energia.
  vel em um forno ou em uma caldeira é outro
  exemplo, porém menos evidente em que ocorre         1.5 Sugestão para aplicação nos cálculos
  o mesmo balanço de massa: pode-se citar que         de Balanços Mássicos e Energéticos
  durante a queima de 1 tonelada de um certo              Como regra geral, antes de iniciar cálcu-
  combustível em um forno ou uma caldeira,            los que evolvam balanços mássicos e/ou ba-
  considerando-se que são necessárias 13 tone-        lanços energéticos, deve-se:
  ladas de ar atmosférico, tem-se como resulta-           a) transformar todas as vazões volumétri-
  do 14 toneladas de gases de combustão.                     cas em vazões mássicas, pois o balan-
       Em um Balanço Material, não se deve con-              ço deve ser realizado sempre em mas-
  fundir massa com volume, pois as massas es-                sa, uma vez que a vazão em massa não
  pecíficas dos produtos são diferentes. Assim,              varia com a temperatura.
  um balanço material deverá ser realizado sem-           b) faça um esquema simplificado do pro-
  pre em massa, pois a massa de um certo pro-                cesso em que serão realizados os ba-
  duto que entra em um certo sistema, mesmo                  lanços;
  que transformada em outros produtos, sempre
  será a mesma que está saindo deste sistema,             c) identifique com símbolos, as vazões e
  enquanto os volumes sofrem variação confor-                as composições de todas as correntes
  me a densidade de cada produto.                            envolvidas nos processos em que es-
                                                             tão sendo realizados os balanços;
  1.4 Balanço Energético                                  d) anote, no esquema simplificado de pro-
       Existem diversos tipos de energia, por exem-          cesso, todos os dados de processo dis-
  plo, Calor, Trabalho, Energia de um corpo em               poníveis como vazões, composições,
  movimento, Energia Potencial (um corpo em                  temperaturas, pressões, etc;
  posição elevada), Energia elétrica e outras.            e) verificar que composições são conhe-
       Assim como a matéria, a energia de um                 cidas ou podem ser calculadas;
  sistema não pode ser destruída, somente po-
8                                                         f) verificar quais vazões mássicas são
  derá ser transformada em outros tipos de ener-
                                                             conhecidas ou podem ser calculadas;
  gia, como por exemplo, o motor de uma bom-
  ba que consome energia elétrica e a transfor-           g) selecionar a base de cálculo conveni-
  ma em energia de movimento do líquido, ca-                 ente a ser adotada para o início da re-
  lor e energia de pressão.                                  solução do problema.
Operações Unitárias




                 Processo de
                 Destilação                                                   2
2.1 Introdução                                     2.2.2 Equilíbrio Líquido – Vapor
     A destilação é uma operação que permite            Ao colocar em recipiente sob vácuo, de-
a separação de misturas de líquidos em seus        terminada quantidade de uma mistura líquida,
componentes puros ou próximos da pureza, por       por exemplo, uma mistura de hidrocarbone-
meio de evaporação e condensação dos com-          tos, mantendo-se constante a temperatura deste
ponentes em questão. Na destilação, portanto,      recipiente, o líquido tenderá a vaporizar-se até
pode-se afirmar que o agente de separação é o      que alcance a pressão de equilíbrio entre a fase
calor, pois o vapor formado tem composição         vapor e a fase líquida, isto é, as moléculas da
diferente da mistura original.                     fase líquida passarão para a fase vapor, aumen-
     O processo de destilação é muito utiliza-     tando a pressão do recipiente até que se tenha
do em toda a indústria química, como por           o equilíbrio entre as fases líquido e vapor. O
exemplo, na obtenção de álcool retificado de       ponto de equilíbrio é atingido quando o nú-
uma mistura de fermentação, ou ainda, na in-       mero de moléculas que abandona o líquido
dústria petrolífera para a separação das frações   para a fase vapor é exatamente igual ao núme-
contidas no petróleo bruto, como gás combus-       ro de moléculas que abandona o vapor para a
tível, GLP, nafta, querosene, diesel, gasóleo,     fase líquida. Tem-se, aí, o equilíbrio termodi-
óleo combustível. É um processo muito utili-       nâmico entre as fases líquido – vapor.
zado também na indústria petroquímica, para
a separação de frações da nafta petroquímica.      2.3 Destilação Descontínua ou Destilação
                                                   Simples
2.2 Conceitos Fundamentais                             A destilação simples ou descontínua é reali-
    Alguns conceitos são fundamentais para         zada em bateladas.
a melhor compreensão do mecanismo de se-
paração que ocorre na destilação, são eles a
volatilidade e o equilíbrio líquido – vapor.

2.2.1 Volatilidade
     A separação em uma coluna de destilação
acontece devido à volatilidade relativa de um
componente com relação ao outro. Geralmen-
te, salvo raras exceções, a fração mais volátil
em uma mistura é aquela que em estado puro
possui maior pressão de vapor, ou seja, tem
maior tendência a evaporar. Como exemplo,               Conforme é possível observar na figura
tem-se que, devido ao critério massa molar, o      acima, a carga de líquido é introduzida em um
metano é mais volátil do que o etano, que por      vaso provido de aquecimento, entrando em
sua vez é mais volátil que o propano, que por      ebulição. Os vapores são retirados pelo topo
sua vez é mais volátil que o butano e assim        através do condensador, onde são liqüefeitos
por diante; então a separação destes é possível    e coletados em outros recipientes.
utilizando-se o agente calor e equipamentos             A primeira porção do destilado será a mais 9
adequados, denominados colunas ou torres de        rica em componentes mais voláteis. A medida
destilação para processos contínuos ou desti-      que prossegue a vaporização, o produto va-
ladores para processos descontínuos ou em          porizado torna-se mais volátil e o líquido residual
bateladas.                                         torna-se menos volátil, pois o percentual de
Operações Unitárias
     componentes leves no líquido residual vai sen-                Este tipo de operação é muito utilizado na
     do esgotado. O destilado, que é o vapor con-             primeira fase do fracionamento do petróleo em
     densado, poderá ser coletado em porções se-              uma refinaria, pois esta torre reduz o tamanho
     paradas denominadas de cortes. Estes podem               da torre de fracionamento atmosférico.
     produzir uma série de produtos destilados com
     vários graus de pureza. Então, considerando-se           2.4.1 Balanço Material
     uma mistura de três substâncias:                             Segundo o princípio geral da conservação
          Substância A – Muito volátil e em pe-               da matéria, o balanço material para este pro-
                            quena quantidade,                 cesso pode ser escrito da seguinte forma:
          Substância B – Volatilidade média e em
                            grande quantidade,                                    F=D+W
          Substância C – Muito pouco volátil e em
                            pequena quantidade.                   Em que:
          Quando uma destilação em batelada ou                    F = vazão mássica de carga
     destilação simples é efetuada, o primeiro cor-               D = vazão mássica de vapor
     te, pequeno, conteria predominantemente qua-                 W = vazão mássica de líquido
     se toda a substância A, o segundo corte, gran-
     de, conteria quase toda a substância B, porém            2.4.2 Balanço Térmico
     estaria contaminado com um pouco das subs-                    De acordo com o princípio da conserva-
     tâncias A e C, e o líquido residual seria, prati-        ção de energia, o balanço energético para este
     camente, a substância C pura. Assim sendo,               processo pode ser escrito da seguinte forma:
     apesar dos três cortes conterem todas as três
     substâncias, alguma separação teria ocorrido             Calor que entra no sistema = Calor que sai do sistema
     neste processo de destilação.                                            Q F + QA = Q D + QW
                                                                  Em que:
     2.3.1 Balanço Material e Térmico                             QF = conteúdo de calor da carga
          Neste tipo de processo, é muito difícil efe-            QA = conteúdo de calor cedido ao siste-
     tuar um balanço material e térmico de forma                       ma pelo aquecedor
     instantânea, uma vez que as temperaturas, as-                QD = conteúdo de calor da carga
     sim como as composições do líquido e do va-                  QW = conteúdo de calor da carga
     por variam continuamente. É evidente, porém,
     que, ao final desta operação, a soma do resíduo          2.5 Destilação Fracionada
     e do destilado deve ser igual à carga inicial do vaso.        A destilação fracionada é o tipo de desti-
                                                              lação mais utilizada em indústrias de grande
     2.4 Destilação por Expansão Brusca ou                    porte. Nos dois tipos de destilação abordados
     Destilação em um Único Estágio                           anteriormente, destilação em batelada e por
          O processo de destilação por expansão               expansão brusca, a separação das diversas
     brusca é uma operação em um único estágio,               substâncias que compõem a mistura é realiza-
     no qual uma mistura líquida é parcialmente               da de forma imperfeita ou incompleta. Na des-
     vaporizada. As fases líquido e vapor resultan-           tilação fracionada, é possível a separação em
     tes deste processo são separadas e removidas             várias frações, em uma mesma coluna, pois
     da coluna. O vapor será muito mais rico na               pode-se ter temperaturas, vazões e composi-
     substância mais volátil do que na carga origi-           ções constantes em um dado ponto da coluna.
     nal ou no líquido residual.                                   A destilação fracionada é uma operação
                                                              de separação de misturas por intermédio de
                                                              vaporizações e condensações sucessivas, que,
                                                              aproveitando as diferentes volatilidades das
                                                              substâncias, torna possível o enriquecimento
                                                              da parte vaporizada, com as substâncias mais
                                                              voláteis. Estas vaporizações e condensações
10                                                            sucessivas são efetuadas em equipamentos
                                                              específicos, denominados de torres ou colu-
                                                              nas de destilação.
                                                                   O processo, em linhas gerais, funciona
                                                              como esquematizado na figura a seguir:
Operações Unitárias
                                                         Como pode ser observado, neste processo
                                                     não existem reações químicas, somente troca
                                                     térmica, devido ao refervedor de fundo e ao
                                                     condensador de topo, e também troca de mas-
                                                     sa entre o vapor ascendente e o líquido des-
                                                     cendente no interior da coluna de destilação.

                                                     2.5.1 Colunas de destilação ou de retificação
                                                         As colunas de destilação são constituídas
                                                     por três partes essenciais:

                                                     Refervedor
                                                         É, geralmente, encontrado na base da co-
                                                     luna de destilação, conforme pode ser obser-
                                                     vado na figura a seguir:




     A mistura a ser destilada é introduzida
num ponto médio da coluna, ponto F, denomi-
nado ponto de alimentação. No seu interior, a
mistura irá descer até atingir a base da coluna
onde encontrará aquecimento do refervedor.
O refervedor, um trocador de calor aquecido
por vapor d'água ou outra fonte térmica qual-
quer, aquecerá a mistura até atingir sua tem-
peratura de ebulição. Neste ponto, a mistura
emitirá vapores que irão circular em sentido
ascendente na coluna, em contracorrente com
a mistura da alimentação da coluna. Os vapo-
res ascendentes atingirão o topo da coluna e              Sua finalidade é proceder o aquecimento
irão para um condensador, onde serão liqüe-          da base e, em conseqüência, promover a eva-
feitos e deixarão a coluna como produto de           poração dos componentes mais voláteis. Po-
destilação, D. Na base da coluna, a mistura,         dem ser construídos com dispositivos de aque-
isenta de componentes mais voláteis, deixa o         cimento com vapor d'água, por aquecimento
equipamento como produto residual, W.                com circulação de frações de óleos quentes ou,
     O processo, resume-se, então, em alimen-        até mesmo, através de resistências elétricas.
tar a coluna de destilação com a mistura que         Os vapores formados na base da coluna circu-
se quer separar, F, no ponto médio da coluna; fa-    larão de forma ascendente. Parte destes serão
zer a circulação ascendente do vapor em contra-      condensados ao longo do percurso na torre,
corrente com o líquido descendente da coluna, com    retornando na forma líquida, permitindo, des-
remoção do destilado, D, no topo da torre e do       ta forma, um contato íntimo entre o vapor as-
líquido residual, W, no fundo da coluna.             cendente e o líquido descendente ao longo da
     A volatilidade relativa do produto a ser des-   torre. Dependendo do tipo de interno da colu-
tilado permite a separação dos componentes           na, o contato entre a fase líquida e vapor po-
mais voláteis, e o contato íntimo entre as fases     derá atingir níveis que melhorarão as condi-
líquida e vapor ao longo da coluna promove a         ções da separação desejada.
perfeita separação dos componentes desejados.             Na coluna de destilação, os componentes
     Para melhorar a separação das frações de-       mais pesados da mistura condensam e
sejadas, utiliza-se o retorno de parte do desti-     retornam à base da coluna, de onde são retira- 11
lado, D, na forma de refluxo, Lo, que enrique-       dos como líquido residual, W. Os componen-
ce o produto de topo da coluna, D, com pro-          tes mais leves atingem o topo da coluna e são
dutos mais voláteis, melhorando a pureza do          retirados como produto destilado, D, após pas-
produto destilado, D.                                sarem pelo condensador.
Operações Unitárias
     Condensador                                           Onde:
         Tem como finalidade proceder à conden-            1 – Borbulhador
     sação dos vapores leves que atingem o topo            2 – Tubo de ascensão
     da coluna. Após a condensação, tem-se o pro-          3 – Tubo de retorno
     duto destilado desejado, D, com a composi-            V – Vapor
     ção especificada.                                     L – Líquido
                                                           Os borbulhadores são dispositivos com
        O processo requer, portanto, dois troca-       formato cilíndrico, com aparência de um copo
     dores de calor, ambos de mudança de fase,         dotado de ranhuras laterais até certa altura,
     refervedor procedendo a vaporização e o           conforme figura a seguir.
     condensador efetuando a condensação das
     frações. Em alguns projetos, o refervedor
     poderá ser substituído por uma injeção de va-
     por d'água no fundo da coluna de destilação.

     Tipos de Torres de Destilação
          Na coluna, há o contato entre as fases lí-
     quida e vapor. O problema resume-se em con-            Os borbulhadores são fixados sobre os
     tato perfeito entre as fases, e conseqüentemen-   tubos de ascensão dos vapores e destinados à
     te, a altura da torre deve ser adequada ao tipo   circulação ascendente do vapor de um prato a
     de separação que se deseja. A cada mistura        outro. Sobre cada tubo de ascensão, encontra-
     corresponderá uma altura definida de coluna,      se um borbulhador. O tubo de retorno tem
     que poderá ser perfeitamente calculada para a     como finalidade fazer o retorno, prato a prato,
     separação desejada. Existem três tipos conven-    do excedente da fase líquida condensada so-
     cionais de colunas de destilação: colunas com     bre o prato. Assim sendo, existe sobre cada
     pratos e borbulhadores, colunas com pratos        prato ou bandeja, um nível de líquido constante,
     perfurados e colunas com recheios. Todas fun-     regulado pela altura do tubo de retorno, e que
     cionam com o mesmo princípio, ou seja, pro-       deve corresponder ao nível do topo dos borbu-
     mover de forma mais perfeita possível o con-      lhadores. Os borbulhadores são dispostos de tal
     tato entre as fases líquido e vapor.              forma que fiquem na mesma altura do início do
                                                       tubo de retorno de líquido, a fim de que se tenha
     Colunas com pratos e borbulhadores                uma ligeira imersão na camada líquida.
         São as mais usuais e também podem ser              Os vapores devem circular em contracor-
     denominadas de “bandejas”. Colunas deste          rente com o líquido, ou melhor, de forma as-
     tipo adotam pratos ou bandejas superpostas e      cendente, passando pelos tubos de ascensão,
     que variam em número e detalhes conforme a        borbulhando através das ranhuras dos borbu-
     mistura que se pretende destilar. Os pratos são   lhadores e condensando em parte nas bande-
     constituídos por borbulhadores, tubos de as-      jas e parte retornando à bandeja imediatamen-
     censão e de retorno, conforme apresentado na      te inferior.
     figura a seguir.                                       Os tubos de retorno funcionam também
                                                       como selos hidráulicos, impedindo que o va-
                                                       por circule através deles.
                                                            A figura a seguir ilustra bem o que foi
                                                       comentado anteriormente:




12
Operações Unitárias
Colunas com pratos perfurados                      com borbulhadores ou pratos perfurados e apre-
     Neste tipo de coluna, os pratos com bor-      sentam ainda algumas vantagens, tais como:
bulhadores são substituídos por pratos dota-           1. geralmente são projetos mais econômi-
dos de perfurações, cujo diâmetro varia entre             cos, por serem mais simplificados;
0,8 e 3 mm. O funcionamento é idêntico às              2. apresentam pequena perda de carga;
colunas que utilizam pratos com borbulhado-            3. não estão sujeitas às formações de es-
res. Geralmente, neste tipo de coluna, não exis-          puma.
te o tubo de retorno e os pratos ocupam toda a         Os recheios são disponibilizados em se-
seção da coluna, porém existem projetos em         ções, sobre suportes de sustentação, o que im-
que as colunas com pratos perfurados são do-       pede uma compactação e/ou uma descompac-
tadas de tubo de retorno.                          tação localizada, que formaria caminhos pre-
                                                   ferenciais ao longo da coluna.
Colunas com Recheio                                    O tamanho dos elementos dos recheios,
    Neste tipo de coluna, os pratos ou bande-      geralmente, variam entre 0,5 e 8 cm.
jas são substituídos por corpos sólidos com
formatos definidos. Estes corpos, denomina-        2.5.2 Seções de uma Coluna de destilação
dos recheios, podem ser anéis do tipo Rachig,          Como visto anteriormente, em uma colu-
Pall, Lessing ou ainda selas do tipo Berl,         na de destilação, o vapor da mistura que sai de
Intalox e outros. Alguns destes recheios po-       um prato atravessa o líquido do prato superior,
dem ser observados na figura seguinte.             deixando seus componentes menos voláteis.
                                                   O calor liberado pela condensação destes com-
                                                   ponentes vaporiza, então, os compostos mais
                                                   voláteis do líquido contido no prato superior.
                                                   Existe, portanto, uma troca de calor e massa
                                                   ao longo das bandejas da torre e nota-se que, à
                                                   medida que se sobe na coluna, os vapores tor-
                                                   nam-se mais voláteis (mais leves) e, à medida
                                                   que se desce na coluna, os líquidos tornam-se
                                                   menos voláteis (mais pesados).

                                                   Seção de enriquecimento ou absorção
                                                       É a parte da coluna compreendida entre o
                                                   prato de entrada da carga e o topo da coluna.
                                                   Nesta seção, são concentradas as frações ou
                                                   substâncias mais leves (mais voláteis), ou seja,
                                                   em todos os pratos acima do prato de alimen-
                                                   tação, a percentagem de compostos mais le-
                                                   ves é maior do que na carga. As substâncias
                                                   mais pesadas são removidas dos vapores que
                                                   ascendem, pelo refluxo interno de líquido que
                                                   desce pelo interior da torre, líquido que tam-
                                                   bém é denominado como refluxo interno.

                                                   Seção de esgotamento
                                                        É a parte da coluna compreendida entre o
                                                   prato de entrada da carga e o fundo da coluna.
     A finalidade do recheio é provocar o con-     Nesta seção são concentradas as frações ou
tato das fases líquido-vapor. Os corpos do re-     substâncias mais pesadas (menos voláteis), ou
cheio devem ser de alta resistência à corrosão,    seja, em todos os pratos abaixo do prato de
razão pela qual são, geralmente, de cerâmica       alimentação, a percentagem de compostos
ou de aço inoxidável. Dependendo da tempe-         mais pesados é maior do que na carga. Os com- 13
ratura do processo pode-se utilizar também         ponentes ou substâncias mais pesadas, são re-
recheios plásticos de alta resistência.            movidos dos vapores que ascendem, pelo re-
     As torres que utilizam recheios são muito     fluxo de líquido que desce pelo interior da tor-
competitivas com as torres que contêm pratos       re, também denominado de refluxo interno.
Operações Unitárias




     2.5.3 Balanço Material                          Em que:
         Neste processo, o balanço material deve-    V = vazão mássica do vapor de topo
     rá ser realizado nas várias seções da coluna,   D = vazão mássica do produto de topo
     conforme figura a seguir:                       L = vazão mássica do refluxo externo
                                                     F = vazão mássica da carga
                                                     W = vazão mássica do produto de fundo
                                                     Vm = vazão mássica de vapor na seção
                                                          de absorção
                                                     Vn = vazão mássica de vapor na seção
                                                          de esgotamento
                                                     Lm = vazão mássica de líquido na seção
                                                          de absorção (refluxo interno)
                                                     Ln = vazão mássica de líquido na seção
                                                          de esgotamento (refluxo interno)
                                                     QC = calor retirado pelo condensador
14                                                   QR = calor introduzido pelo refervedor
                                                     qF = calor contido na carga
                                                     qD = calor contido no produto de topo
                                                     qW = calor contido no produto de fundo
Operações Unitárias
    Os principais balanços materiais para este
processo são:
    Na envoltória I:
                      F=D+W

     Na envoltória II:
                      Vm = Lm + D

     Na envoltória III:
                      L n = Vn + W

     No condensador:
                      V=L+D

                                                  Razão de Refluxo
2.5.4 Balanço Térmico                                 Nas torres de destilação fracionada existem
    Os principais balanços materiais para este    dois tipos de refluxo, externo e o interno, que
processo são:                                     geram, desta forma, as razões de refluxo exter-
                                                  na e interna. A razão de refluxo interna aconte-
Balanço Térmico Global                            ce tanto na região de absorção, quanto na re-
                                                  gião de esgotamento. As seguintes expressões
 F . qF + Qr = D . qD + W . qW + QC        (1)
                                                  podem ser escritas para as razões de refluxo:
     Como é possível observar na expressão
                                                  Razão de refluxo externo:
(1), o calor retirado do condensador, QC, de-
pende do calor introduzido no sistema pelo                           Re = ( L/D)
refervedor, Qr, uma vez que os demais termos
da expressão são fixados por projeto.             Razão de refluxo interna:
                                                     Na seção de absorção:
Balanço térmico no condensador
                                                                (Ri)abs = ( Lm / Vm )
  V . qV = L . qL + D . qD + QC            (2)
                                                      Na seção de esgotamento:
    Sabe-se que, qL = qD e V = L + D, por-                      (Ri)esg = ( Vn / Ln )
tanto a equação (2) pode ser reescrita como
uma nova expressão:                                    O grau de fracionamento que acontece em
      (L + D) . qV = L . qL + D . qL + QC ®       uma coluna de destilação é determinado pelas
      (L + D) . qV = (L + D) . qL + QC            razões de refluxo interna na torre, que por sua
                                                  vez são geradas a partir da carga e do refluxo
       (L + D) . qV – (L + D) . qL = QC ®         externo à torre de destilação, ou seja, o reflu-
       (L + D) . (qV – qL) = QC                   xo interno na seção de absorção, Lm, é gerado
                                                  pelo refluxo externo, L, enquanto que na se-
                (L + D) = QC / (qV – qL)
                                                  ção de esgotamento, Ln, é gerado pelo refluxo
                                                  interno Lm mais a carga F.
(qV – qL) = Calor de condensação do vapor de
                                                       Na seção de enriquecimento ou absorção,
topo da coluna de destilação.
                                                  quanto mais líquido Lm descer na torre por
                                                  unidade de massa de vapor que sobe, tanto
2.5.5 Influência das principais variáveis na      melhor será a separação, pois, nesta seção, a
destilação fracionada                             finalidade é reter os compostos pesados (me- 15
    A figura a seguir será utilizada para que     nos voláteis) contidos nos vapores. Quanto
possam ser feitas as observações necessárias      maior a razão (Lm/Vm), tanto melhor será, en-
sobre a influência das principais variáveis que   tão, o fracionamento nesta região da torre de
ocorrem neste tipo de processo.                   destilação.
Operações Unitárias
          Na seção de esgotamento, tem-se o con-           Quando ocorrer refluxo total, então D = 0,
     trário da seção de absorção, quanto mais va-      logo:
     por subir na torre por unidade de massa de            (Lm / Vm) = 1 ® Lm = Vm, ou seja, a quan-
     líquido que desce, melhor será a separação        tidade de líquido que desce na seção de absor-
     nesta seção da torre, já que a finalidade, nes-   ção é igual à quantidade de vapor que sobe
     ta região, é a remoção dos compostos leves        nesta seção, não havendo, portanto, produção.
     (mais voláteis) do líquido que desce pela             Na seção de esgotamento, observa-se o
     torre. Portanto, na seção de esgotamento,         seguinte balanço material:
     também denominada de stripping, quanto
     maior a razão (Vn / Ln), melhor será o fracio-                     Ln = Vn + W
     namento.                                                           Vn = Ln – W
          Resumindo, pode-se afirmar que, para uma         Dividindo-se os dois termos da equação
     determinada coluna, o grau de fracionamento       por Ln, obtém-se que:
     é tanto maior quanto maior for a razão de re-
     fluxo interna.                                                  (Vn / Ln) = 1 – (W/ Ln)
                                                            No caso da seção de esgotamento, todo o
     Razão de Refluxo Versus número de pratos da
                                                       líquido residual será vaporizado no refervedor,
     Coluna                                            então W = 0, então:
          Existe uma relação entre o número de pra-         (Vn / Ln) = 1 ® Vn = Ln, isto é, a quantida-
     tos ou bandejas de uma coluna de destilação e     de de vapor que sobe na seção de esgotamen-
     a razão de refluxo interna ou externa deste       to é igual à quantidade de líquido que por ela
     equipamento.                                      desce e não há produção.
          Quanto menor for o número de pratos ou
     bandejas de uma coluna, pior será seu fracio-         Quando a coluna é operada, portanto, em
     namento. Podem ser construídas torres com         refluxo total, o fracionamento é praticamente
     grande número de pratos para operarem com         perfeito, porém o gasto com energia é muito
     pequena razão de refluxo interna, assim como      elevado e não há produção na coluna, o que
     torres com pequeno número de pratos e razões      torna o processo economicamente inviável.
     de refluxo interno elevadas, para uma carga
     com as mesmas características.                        A relação entre o número de pratos ou es-
          Tendo em vista a relação anteriormente       tágios e a razão de refluxo pode ser observada
     descrita, a condição de refluxo ou razão de       no gráfico a seguir:
     refluxo mínimo corresponderá a uma coluna
     com um número infinito de pratos para que
     seja atingido o fracionamento desejado, assim
     como a condição de refluxo ou razão de reflu-
     xo total corresponderá a uma coluna com um
     número mínimo de pratos para que o fracio-
     namento desejado seja atingido. Nenhuma
     destas condições é satisfatória, uma vez que
     uma torre com número de pratos infinito é um          A razão de refluxo interna mínima é aquela
     projeto totalmente inviável economicamente,       que corresponde a um refluxo externo, L, mí-
     bem como a construção de uma coluna que           nimo, por conseqüente, os projetos de colunas
     não produza, pois para o refluxo total não se     de destilação são concebidos prevendo-se,
     tem retirada de produtos, como pode ser veri-     geralmente, um refluxo externo com valores
     ficado pelo cálculo abaixo:                       que variam entre 1,5 a 2 vezes o valor da ra-
          Na seção de absorção, o seguinte balanço     zão de refluxo mínima. Este valor é denomi-
     material é observado:                             nado razão de refluxo operacional, RR oper,
                                                       como pode ser observado no gráfico anterior.
                           Vm = Lm + D
16                         Lm = Vm – D                 2.6 Fatores que influenciam as principais
         Dividindo-se os dois termos da equação        variáveis na destilação fracionada
     por Vm, tem-se que:                               2.6.1 Propriedades da carga
                                                           Como cada carga a ser processada pode
                   (Lm / Vm) = 1 – (D/Vm)              exibir uma característica, pois as proporções
Operações Unitárias
entre os componentes a serem separados po-         especificadas. Se, por exemplo, uma torre, pro-
dem ser diferentes, haverá, então, uma razão       jetada para uma determinada condição e espe-
de refluxo para cada carga a ser processada. A     cificação de carga, mudanças em suas carac-
diferença de volatilidade entre os componen-       terísticas especificadas, a mesma não corres-
tes da carga, de uma torre de destilação fracio-   ponderá satisfatoriamente às condições inicial-
nada, exerce grande influência sobre as variá-     mente previstas, diminuindo desta forma, sua
veis citadas. Como exemplo, pode-se citar a        eficiência e, conseqüentemente, podendo com-
comparação entre a separação de uma mistura        prometer os resultados inicialmente previstos
contendo 50% de etano e 50% de eteno de            para aquele projeto. Portanto, o fracionamen-
outra contendo 50% de hexano e 50% de eteno.       to em uma coluna de destilação depende da
No primeiro caso, a separação entre o etano e      eficiência dos seus pratos.
o eteno requer tanto uma quantidade de reflu-
xo, bem como uma quantidade de estágios            2.7 Problemas que podem ocorrer em
(pratos) na coluna muito maiores do que na da      bandejas de colunas de destilação
separação da mistura entre o hexano e o eteno,     2.7.1 Problema de arraste
pois estes dois últimos compostos possuem
grande diferença de volatilidade.                       O arraste é o transporte, efetuado pelo va-
                                                   por, de gotículas de líquido do prato inferior
                                                   para os pratos superiores. A quantidade de lí-
2.6.2 Eficiência dos dispositivos de separação     quido arrastado depende da velocidade do va-
das torres (Pratos)                                por ao longo da torre. No arraste, o líquido do
     Como mencionado, o componente ou              prato inferior contamina o líquido do prato
substância que vaporiza a partir do líquido de     superior com compostos pesados (menos vo-
um determinado prato da coluna é mais volá-        láteis), piorando o fracionamento ao longo da
til que os componentes contidos no líquido         coluna. O arraste pode ser provocado pelo au-
deste prato, e ainda que este vapor esteja em      mento da vazão volumétrica do vapor, que, por
equilíbrio com o líquido do prato, o número        sua vez, pode ser decorrente da redução da
de moléculas que abandona a fase líquida para      pressão em alguma região da coluna.
a fase vapor é igual ao número de moléculas             As torres de destilação a vácuo são cons-
que voltam da fase vapor para a fase líquida –     truídas com um diâmetro muito maior do que
princípio do equilíbrio. Para que o equilíbrio,    as torres de destilação atmosféricas, pois como
seja atingido é necessário um certo tempo de       suas pressões são muito baixas, provocam va-
contato entre as fases. No caso do prato ou        zões volumétricas muito elevadas.
bandeja de uma torre de destilação, este tem-
po depende dos detalhes construtivos desta         2.7.2 Problema de Pulsação
bandeja: quanto mais alto o líquido contido
                                                       Este fenômeno ocorre quando a vazão de
neste prato ou bandeja, maior será o tempo de
                                                   vapor, que ascende de um prato inferior para
contato entre as fases, pois o líquido perma-
                                                   um superior da coluna, não tem pressão sufi-
necerá mais tempo no prato, e, em consequên-
cia o vapor gastará mais tempo para atravessá-     ciente para vencer continuamente a perda de
lo. O prato que conserva um maior nível de         carga apresentada pela bandeja em questão. O
líquido é aquele que mais se aproxima do equi-     vapor, então, cessa temporariamente sua pas-
líbrio entre as fases líquido-vapor e, por isso,   sagem por esta bandeja e, quando sua pressão
é denominado de “prato ideal”. O prato ideal       volta a ser restabelecida, vence a perda de car-
é o dispositivo que permite o maior enriqueci-     ga no prato de forma brusca. Assim diminui a
mento em componentes mais voláteis do va-          pressão do vapor quase que instantaneamente
por que penetra no líquido deste prato.            e cessa a passagem do vapor pelo prato até
     A eficiência de um prato de uma coluna        que seja novamente restabelecida sua pressão.
de destilação fracionada poderá ser quantifi-      Esta situação permanece até que seja norma-
cada pelo enriquecimento de componentes            lizada a condição de pressão ao longo da coluna.
mais voláteis no líquido deste prato, que no
caso do prato ideal é de 100%. O valor per-        2.7.3 Problema de vazamento de líquido             17
centual da eficiência de um prato real, em uma         É o fenômeno da passagem de líquido da
coluna de destilação fracionada, está entre 50     bandeja superior para a bandeja inferior, atra-
e 80%, é tanto maior, quanto melhor for o pro-     vés dos orifícios dos dispositivos existentes
jeto da torre, para as condições de operação       nos pratos e que são destinados à passagem
Operações Unitárias
     do vapor. Este fenômeno ocorre, quando a va-
     zão de vapor é baixa e a vazão de líquido é
     excessivamente alta.

     2.7.4 Problema de inundação
         A inundação, em uma torre de destilação,
     ocorre quando o nível de líquido do tubo de
     retorno de um prato atinge o prato superior.
     Poderá acontecer em regiões localizadas na
     torre ou, caso o problema não seja soluciona-
     do a tempo, em uma das seções e até mesmo,
     na torre como um todo.


                     Anotações




18
Operações Unitárias




Processos de Absorção
   e Esgotamento
                                                   3.2.2 Esgotamento
                                                                               3
3.1 Introdução
     Como observado no capítulo sobre o pro-           É a operação inversa à da absorção, ou
cesso de destilação, nas colunas de destilação     seja, tem como finalidade remover compostos
fracionada, a seção acima do ponto de alimen-      de um líquido, L1, utilizando-se uma corrente
tação da carga da torre é denominada de seção      de gás ou de vapor, V1, Neste caso, são utili-
de absorção e a seção abaixo do ponto de ali-      zados gases ou vapores totalmente insolúveis
mentação da carga da torre é denominada de         no líquido ou então gases ou vapores com
seção de esgotamento. No entanto, existem          volatilidade muito mais alta do que o líquido
processos que utilizam somente absorção ou         em questão.
esgotamento, e, de acordo com a necessidade            Na realidade, tanto no processo de absor-
do processo, são projetadas torres que operam      ção, quanto no processo de esgotamento, existe
somente com processos de absorção ou, en-          o mecanismo de transferência de massa de uma
tão, apenas com processos de esgotamento.          fase para outra. No caso da absorção, há trans-
     As colunas de absorção e de esgotamen-        ferência de compostos da fase gasosa para a
to, geralmente, não possuem estágios de troca      fase líquida e, no caso do processo de esgota-
de calor, isto é, não apresentam nem refervedor,   mento, há transferência de compostos da lí-
nem condensador.                                   quida para a fase gasosa.

3.2 Conceitos                                      3.3 Solubridade de Gases em Líquidos
3.2.1 Absorção                                         Quando se coloca um gás em contato com
                                                   um líquido, num recipiente fechado numa certa
                                                   condição de temperatura e pressão, parte das
                                                   moléculas da fase gasosa passa, inicialmente,
                                                   para a fase líquida, até que se atinja o ponto de
                                                   equilíbrio para estas condições de temperatu-
                                                   ra e pressão. Neste ponto, a concentração do
                                                   gás no líquido é denominada de “solubilidade
                                                   de equilíbrio do gás neste líquido”, nas condi-
                                                   ções de temperatura e pressão em questão.




     É uma operação em que uma mistura ga-
sosa, V1, é colocada em contato com um líqui-
do, L1, para nele serem dissolvidos um ou mais          % do gás = solubilidade de equilíbrio.
compostos que se quer remover da mistura                No exemplo acima, a fase gasosa é cons-
gasosa. Geralmente, existe uma diferença de        tituída somente por um tipo determinado de
volatilidade muito grande entre os componen-       gás. No caso de haver uma mistura de duas
tes da fase gasosa e os da fase líquida. Propor-   ou mais substâncias gasosas, em que somen- 19
ciona-se, com isso, somente a absorção dos         te uma delas é solúvel no líquido, a “solubi-
componentes mais pesados da mistura gaso-          lidade de equilíbrio” dependerá da pressão
sa, sem a perda de componentes da mistura          parcial deste gás, na mistura gasosa. O valor da
líquida por evaporação.                            pressão parcial de uma sustância é o percentual
Operações Unitárias
     molecular desta substância em relação à pres-         A solubilidade de equilíbrio de um de-
     são total da mistura, ou seja:                    terminado gás, a uma certa temperatura, em
                                                       um determinado líquido, aumenta, com o au-
         (PParcial)A = (%molecularA / 100) x PTotal    mento da pressão parcial do gás, ou ainda,
           Por exemplo, numa mistura gasosa em         com o aumento da concentração do gás no
     que a pressão total do sistema é de 20 kgf/cm2,   referido líquido, desde que a temperatura se
     tem-se 30% de moléculas de propano; assim a       mantenha constante (vide figura a seguir).
     pressão parcial do propano na mistura deste
     sistema será: (30/100) x 20 = 6 kgf/cm2.




         É possível relacionar a pressão parcial de um determinado gás com a sua solubilidade de
     equilíbrio num determinado líquido, e com isto, gerar gráficos com curvas de solubilidade de
     equilíbrio em função da pressão parcial de equilíbrio, como pode ser observado a seguir.




20



     Concentração ou solubilidade de equilíbrio.
Operações Unitárias
    Como pode ser observado no gráfico, com         amônia, mantendo-se a temperatura em 30ºC?
o aumento da temperatura, a solubilidade do         Em caso positivo, qual seria a concentração
gás diminui. Na temperatura de 10ºC e com           ou solubilidade de equilíbrio para esta nova
uma pressão parcial de equilíbrio de 50 mm Hg,      condição?
a concentração ou solubilidade de equilíbrio            Resposta: Nova pressão parcial = 2 x 50 =
da amônia em água será de 11%. Com a mes-           100 mm Hg
ma pressão parcial de 50 mm Hg, na tempera-             (Força Motriz) = 100 – 50 = 50 mm Hg,
tura de 30ºC, a concentração ou solubilidade        portanto como o potencial é > 0, haverá ab-
de equilíbrio da amônia na água será de 5%.         sorção.
                                                        De acordo com o gráfico, para a nova con-
3.4 Potencial que promove a absorção                dição de equilíbrio, em que a pressão parcial é
    Conforme abordado anteriormente, quan-          de 100 mm de Hg, na temperatura de 30ºC, a
do um líquido e um gás estão em equilíbrio (o       nova condição de concentração de amônia
número de moléculas da fase gasosa que pas-         corresponderia a 8%.
sa para a fase líquida é igual ao número de         Nota: A pressão parcial de equilíbrio é sempre obtida
moléculas que passam da fase líquida para a         graficamente, através das curvas de solubilidade.
fase gasosa), nas condições de temperatura e
pressão estabelecidas não haverá mais altera-       3.5 Refluxo Interno Mínimo
ção da concentração do gás absorvido no lí-             No caso dos processos de absorção e esgo-
quido. Porém, caso haja alteração, por exem-        tamento, existe uma razão de refluxo mínimo,
plo, da pressão parcial do gás a ser absorvido      para que a operação desejada seja efetuada.
pelo líquido, sem a alteração da variável tem-
peratura, então ocorrerá a passagem de molé-        3.5.1 Absorção
culas da fase gasosa para a fase líquida até a
                                                        Para o processo de absorção, existe uma
nova situação de equilíbrio.
                                                    relação L/V mínima, a fim de que a operação
       Baseado nestes conceitos, o potencial,
                                                    de absorção desejada possa ser efetuada. Quan-
que promove a absorção de um gás A em um
                                                    to maior a relação L/V, melhor será a absor-
certo líquido, poderá ser equacionado da se-
                                                    ção, pois o líquido, L, ficará menos concen-
guinte forma:
                                                    trado no composto a ser absorvido. Com o
(Potencial de absorção)A = (Pressão Parcial)A –     aumento da relação L/V, tem-se, assim, um
(Pressão Parcial de Equilíbrio)A                    aumento no potencial de absorção.
    Para ilustrar o assunto, pode-se tomar,         3.5.2 Esgotamento
como exemplo, o gráfico anterior, que repre-
                                                        No caso do processo de esgotamento, exis-
senta amônia sendo absorvida em água.
                                                    te uma relação V/L mínima, para que a opera-
                                                    ção de esgotamento desejada possa ser efetua-
1º Exemplo:
                                                    da. Quanto maior a relação V/L, melhor será
     Qual será o potencial de absorção da amô-
                                                    o esgotamento, pois o vapor, V, ficará menos
nia em água, à temperatura de 30ºC, conside-
                                                    concentrado no composto a ser esgotado. Com
rando-se que na água existe uma concentra-
                                                    o aumento da relação V/L, haverá, então, um
ção de amônia de 5%, com pressão parcial de
                                                    aumento no potencial de esgotamento.
50 mm Hg?
     Resposta: Como observado no gráfico em
questão, para o valor de concentração ou so-        3.6 Resumo dos Fatores que Influenciam
lubilidade de equilíbrio igual a 0,05 e t = 30ºC,   os Processos de Absorção e Esgotamento
o resultado da pressão parcial de equilíbrio             Favorece a absorção            Favorece o esgotamento
corresponde a 50 mm Hg. A força motriz ou
                                                    Aumento da pressão do gás         Redução da pressão do gás
potencial de absorção para este caso será:
                                                    (aumento da pressão parcial       (redução da pressão parcial do
     (Força Motriz) = 50 – 50 = 0, ou seja, nes-    do composto a ser absorvido)      composto a ser esgotado)
ta condição, o gás já está em equilíbrio com o
                                                    Redução da temperatura            Aumento da temperatura         21
líquido e não há, portanto, mais absorção.
                                                    Baixa concentração do com-        Baixa concentração do com-
                                                    posto a ser absorvido no líqui-   posto a ser esgotado no vapor
2º Exemplo:
                                                    do utilizado para a absorção      utilizado para o esgotamento
    Haveria absorção da amônia na água no
exemplo 1, caso dobrasse a pressão parcial da       Alta relação L/V                  Alta relação V/L
Operações Unitárias

     3.7 Equipamentos
          Para a operação de absorção e esgotamen-
     to, são utilizados os mesmos equipamentos que
     para a operação de destilação, principalmente
     torres com recheios, embora torres com pra-
     tos com borbulhadores ou com pratos valvu-
     lados também sejam empregadas.
          As torres com recheios são mais utiliza-
     das em processos de absorção, pois nesta ope-
     ração as vazões de líquido e vapor, geralmen-
     te, não sofrem muita alteração ao longo do
     processo. Na operação correta, a torre está cheia
     de gás e o líquido desce através da coluna. O
     recheio, desta forma, está sempre coberto por
     uma camada de líquido permanentemente em
     contato com o gás. A vazão de líquido não pode
     ser muito pequena, caso contrário o recheio
     não ficaria molhado de maneira uniforme. A
     vazão de vapor não pode ser excessivamente
     alta, pois dificultaria a descida do líquido na
     torre.
          A transferência de massa entre as fases é
     promovida pelo recheio no interior da coluna.
     Este mantém o contato íntimo e contínuo en-
     tre as fases em toda a extensão de cada leito
     recheado.

                     Anotações




22
Operações Unitárias




 Processos de Extração
   Líquido-Líquido                                                           4
                                                     A fase líquida, utilizada para fazer a se-
4.1 Introdução
    A operação denominada Extração Líqui-        paração do soluto, é denominada de solvente.
do-Líquido é empregada nos processos de se-      O solvente deverá ser o mais insolúvel possí-
paração de um ou mais compostos de uma           vel na solução.
mistura líquida, quando estes não podem ser          De acordo com a natureza do composto
separados por destilação de forma economi-       que se quer extrair da solução, isto é, o soluto,
camente viável.                                  basicamente, há dois tipos de extração:
    Geralmente, tais separações ocorrem nos          a) extração de substâncias indesejáveis –
seguintes casos:                                        o soluto é uma impureza que deverá ser
    a) os componentes a serem separados são             retirada da solução. O produto dese-
       pouco voláteis – seria necessário, en-           jado neste processo de separação é a
       tão, utilizar processos com temperatu-           solução livre do soluto. Como exem-
       ras muito altas, combinadas com pres-            plo, pode ser citada a extração de com-
       sões muito baixas, com a finalidade de           postos de enxofre existentes nos deri-
       conseguir a separação desejada;                  vados de petróleo, como a gasolina, o
    b) os componentes a serem separados têm             querosene e outras correntes. Um ou-
       aproximadamente as mesmas volatili-              tro exemplo é a retirada de compostos
       dades – neste caso, seria necessária a           aromáticos de correntes de óleos lubri-
       utilização de colunas de destilação com          ficantes para purificação dos mesmos;
       um número muito grande de estágios            b) extração de substâncias nobres – o
       de separação (pratos), conseqüente-              soluto é, neste caso, o composto dese-
       mente torres muito elevadas, a fim de            jado após a operação de separação, o
       conseguir a separação desejada;                  restante da solução é o produto inde-
                                                        sejável do processo. Como exemplo,
    c) os componentes são susceptíveis à de-
                                                        tem-se citar a separação do butadieno
       composição – os compostos ou com-
                                                        de uma mistura entre o buteno e o bu-
       ponentes a serem separados sofrem de-
                                                        tadieno, na indústria petroquímica, uti-
       composição quando atingem a tempe-
                                                        lizando-se como solvente neste proces-
       ratura necessária para a separação;
                                                        so de extração uma solução aquosa de
    d) o componente menos volátil que se quer           acetato cupro-amoniacal.
       separar está presente em quantidade
       muito pequena – não seria economi-
       camente viável, em tal situação, vapo-
                                                 4.3 Mecanismo da Extração
       rizar toda a mistura líquida para ob-          O mecanismo do processo de extração
       ter o produto desejado.                   ocorre, basicamente, de acordo com as seguin-
                                                 tes etapas:
4.2 Conceito                                          a) mistura ou contato íntimo entre o sol-
                                                         vente e a solução a ser tratada. Ao lon-
     O processo de Extração Líquido-Líquido
                                                         go desta etapa, ocorrerá a transferência
é a operação no qual um composto dissolvido
                                                         do soluto da solução para a fase sol-
em uma fase líquida é transferido para outra
                                                         vente;                                   23
fase líquida.
     A fase líquida, que contém o composto a          b) a separação entre a fase líquida da so-
ser separado, é denominada de solução e o                lução, denominada de rafinado, e a fase
composto a ser separado é denominado de                  líquida solvente, denominada de extrato;
soluto.                                               c) recuperação do solvente e do soluto.
Operações Unitárias
       Para a recuperação do soluto do solvente, é       O ciclo da extração pode ser representado
   necessário que estes tenham características que   pela figura seguinte, de forma que a massa es-
   permitam a separação dos mesmos através de        pecífica do solvente é menor do que a massa
   um simples processo de destilação ou qualquer     específica da solução, para que seja possível a
   outro tipo de separação simples e possível.       extração.




   4.4 Equipamentos do Processo de                   vez processado e a este seja adicionada nova
                                                     porção de solvente, será possível extrair mais
   Extração                                          soluto da solução e o rafinado tornar-se-á ain-
   4.4.1 De um único estágio                         da mais puro. Quanto maior o número de está-
       Neste tipo de equipamento, os líquidos são    gios, maior será a extração.
   misturados, ocorre a extração e os líquidos            Se, ao invés de ser utilizado solvente novo
   insolúveis são decantados. Esta operação po-      e puro para cada caso, um sistema em contra-
   derá ser contínua ou descontínua. Este equi-      corrente, for empregado, o solvente puro en-
   pamento é correspondente ao esquema da fi-        trará em contato com a carga em contracor-
   gura anterior.                                    rente e tem-se então um sistema de múltiplos
                                                     estágios, que formam uma sucessão de estágios
   4.4.2 De múltiplos estágios                       simples.
        Baseado, ainda, no exemplo da figura an-          Como exemplo, pode-se observar a figura a
   terior, caso o rafinado (A + B) seja mais uma     seguir, que mostra um sistema para dois estágios.




        Os equipamentos que fazem a extração             a) torre de dispersão;
   líquido-líquido em múltiplos estágios utilizam
24                                                       b) torre com recheios;
   o princípio desta figura uma única coluna, ge-
   ralmente, semelhantes a uma torre de destila-         c) torre agitada.
   ção, podendo ou não conter recheios ou ainda
   bandejas. Os principais tipos de equipamen-       Nota: Não são utilizados pratos com borbulhadores em
   tos são:                                          equipamentos de extração.
Operações Unitárias
     Os equipamentos mencionados anteriormente podem ser observados nas figuras a seguir:




4.5 Equilíbrio entre as Fases Líquidas           Na absorção e no esgotamento, quando as duas
     Existe uma analogia, que se pode fazer,     fases entram em equilíbrio, não há mais alte-
entre os processos de esgotamento e ou absor-    ração da composição nem da fase líquida, nem
ção em relação ao processo de extração.          da fase vapor. Da mesma forma na extração, 25
     A fase líquida do solvente, o extrato,      quando é atingido o equilíbrio entre as fases,
pode ser considerada como a fase vapor,          então não haverá mais alteração das composi-
enquanto que a fase líquida da solução, o        ções do extrato e do rafinado, o que está ilus-
rafinado, pode ser considerada a fase líquida.   trado na figura a seguir.
Operações Unitárias

                                                       Anotações




    4.6 Fatores que influenciam a Extração
    4.6.1 Relação Solvente-Carga
         De forma semelhante ao processo de ab-
    sorção, na extração, também existe uma rela-
    ção mínima solvente/carga, abaixo da qual
    não é possível efetuar a extração desejada.
    Quanto maior a relação solvente/carga, me-
    lhor será a extração, pois uma concentração
    maior de solvente na solução aumentará o po-
    tencial de transferência de massa do soluto para
    a fase líquida do solvente, com a conseqüente
    formação do extrato.

    4.6.2 Qualidade do solvente
        Nos casos em que o solvente é recupera-
    do, após a extração, quanto mais isento de
    soluto ele retornar para a torre de extração,
    melhor será a extração, pois sua composição
    estará mais afastada da composição de equilí-
    brio com a carga e maior será a transferência
    de soluto da fase da solução (carga) para a fase
    solvente.

    4.6.3 Influência da temperatura
        Embora seja adequado que o solvente
   apresente insolubilidade na carga, isto na prá-
   tica não ocorre, pois sempre existe , ainda que
   pequena, uma solubilidade mútua entre as fa-
   ses que aumenta com a elevação da tempe-
   ratura. A composição das duas fases em equi-
   líbrio muda, então, com a alteração da tempe-
   ratura. Isto pode influenciar de forma negati-
   va na extração desejada. Portanto, nunca se
   deve operar com temperaturas acima das re-
   comendadas para um certo processo de extra-
   ção, pois poderá ocorrer a dissolução de parte
   ou até mesmo de todo o solvente na carga ou
   vice-versa, impedindo a separação das duas
   fases líquidas. Caso haja uma certa dissolu-
   ção de solvente na carga ou vice-versa, o equi-
   pamento não terá uma operação satisfatória
26 com conseqüente queda de eficiência no pro-
   cesso de extração.
Operações Unitárias




  Fluidização de Sólidos
   e Separação Sólido
5.1 Fluidização de sólidos                         5.1.3 Tipos de Fluidização
                                                                                5
5.1.1 Conceito                                          Existem dois tipos de fluidização, a parti-
     Para compreender melhor o conceito de         culada e a agregativa.
                                                        A fluidização particulada ocorre, prin-
fluidização de sólidos, suponha que um fluido
                                                   cipalmente, quando o fluido é um líquido, en-
líquido ou gasoso esteja escoando vagarosa-
                                                   quanto a fluidização agregativa ocorre quan-
mente através de um leito de partículas sóli-      do o fluido é um gás.
das finamente divididas. Os sólidos agem como           Na fluidização particulada, o início do
um obstáculo à passagem deste fluido, ocasio-      processo é caracterizado por um rearranjo das
nando uma queda de pressão (DP), devido ao         partículas de forma a oferecer maior área livre
atrito, que aumenta com o aumento da veloci-       para o escoamento, porém sem que as partícu-
dade. Ao aumentar ainda mais a velocidade          las percam o contato entre elas.
do fluido, os canais de passagem formados pelo          Na fluidização agregativa, o início é ca-
mesmo aumentam e as partículas sólidas fi-         racterizado por um fenômeno semelhante à
cam mais separadas. Nesse ponto, inicíasse a       ebulição, ou seja, bolhas de gás atravessam o
fluidização do leito de sólidos, pois estes per-   leito sólido e rompem-se na superfície, em-
dem suas características e passam a se com-        purrando as partículas de sólido para cima.
portar como fluidos, de modo a seguir as leis           A fluidização do tipo agregativa é aquela
de escoamento de fluidos, em que a pressão é       que ocorre no processo de craqueamento ca-
proporcional à altura do leito.                    talítico.
     Caso continue o aumento da velocidade
de escoamento do fluido, haverá um ponto em        5.1.4 Dimensões do Leito Fluidizado
que as partículas sólidas serão arrastadas, des-        A altura necessária do equipamento que
fazendo-se, desta maneira, o leito sólido.         contém o leito aumenta com a velocidade de
                                                   escoamento do fluido, pois o volume de vazios
                                                   fica maior com o aumento da velocidade. As
5.1.2 Objetivo da Fluidização                      partículas menores têm velocidade de queda
     A principal aplicação da operação com         menor do que as maiores, ou seja, se uma par-
leito fluidizado é em processos cujas reações      tícula de 1 mm não é arrastada pelo fluido, uma
químicas envolvam catalisadores, como no           outra de 0,1 mm poderá ser arrastada e aban-
caso do processo de craqueamento catalítico.       donar o leito. Com o constante choque entre
Neste, o catalisador sólido finamente dividido     as partículas sólidas, aos poucos, elas vão sen-
está em forma de leito fluidizado. O estado        do reduzidas a tamanhos cada vez menores.
fluidizado do catalisador, além de garantir seu    Para que estas partículas não sejam arrastadas,
melhor contato com a carga devido ao aumen-        seria necessária a utilização de velocidades
to da área específica do catalisador com ele,      muito baixas para o escoamento dos fluidos,
                                                   o que equivale a construir equipamentos com
permite que o catalisador seja escoado de um
                                                   diâmetros muito elevados. Mesmo com a
vaso para outro por diferença de pressão, como     construção de equipamentos com diâmetros
se fosse um líquido. Evita-se, desta forma, a      muito elevados, ainda haveria o problema de 27
utilização de equipamentos de transporte de        que as partículas maiores não seriam movi-
sólidos, como caçambas, esteiras rolantes, cor-    mentadas de forma adequada no leito. Por ou-
reios ou outros métodos de transporte de lei-      tro lado, quando ocorre a redução de tama-
tos sólidos.                                       nho das partículas, sempre existe o arraste de
Operações Unitárias
     partículas finas para fora do leito. Nos casos          O ciclone é um separador por decantação,
     em que o fluido é um gás, como no processo          em que a força da gravidade é substituída pela
     de craqueamento catalítico, estas partículas        força centrífuga. A força centrífuga que age
     finas são retiradas através de equipamentos es-     sobre às partículas pode variar de 5 a 2.500 ve-
     peciais, denominados ciclones, que promovem         zes a mais do que a força da gravidade sobre a
     o retorno destas para o equipamento que con-        mesma partícula, dependendo das condições do
     tém o leito de sólidos.                             gás e do projeto do ciclone. O ciclone é um equi-
                                                         pamento muito eficiente e por isso muito utili-
     5.2 Separação sólido-gás                            zado nos processos de separação sólido-gás.
          A separação de partículas sólidas de um
     gás pode ser efetuada através de diversas ma-       5.2.1 Fatores que influenciam o funcionamento
     neiras, por exemplo, filtração, precipitação        de um Ciclone
     eletrostática, aspersão com líquidos, ciclones          a) Diâmetro das partículas: o ciclone não
     e outros processos. O mais utilizado em refi-              é muito eficiente para partículas meno-
     narias, geralmente, é o ciclone, especialmente             res do que 0,005 mm.
     empregado em processos de craqueamento                  b) Velocidade do gás na entrada do ciclo-
     catalítico, onde são retidas as partículas finas           ne: é muito importante notar que quan-
     do processo de craqueamento.                               to maior a velocidade do gás que entra
          No processo de craqueamento catalítico,               no ciclone, mais partículas finas serão
     o gás que entra nos ciclones pela abertura la-             retirada do gás. A velocidade do gás
     teral encontra-se carregado de partículas de               que vai para o ciclone não pode ser
     catalisador, saindo pela parte superior, o gás             aumentada de forma indiscriminada,
     purificado e, por baixo, as partículas de catali-          pois a perda de pressão (perda de car-
     sador, que voltam ao leito.                                ga) que ocorre no interior do ciclone
          Dentro do ciclone, as partículas de sóli-             poderá ser muito grande.
     dos chocam-se contra as paredes, perdem ve-             c) Viscosidade: O aumento da viscosidade
     locidade e, em conseqüência se precipitam.                 do gás dificulta a remoção das partículas.



     5.2.2 Arranjos entre os Ciclones
         Para se obter maior eficiência de remoção de partículas nos ciclones, é possível fazer com-
     binações de ligações entre os mesmos. Estas ligações poderão ser em série ou em paralelo,
     dependendo de cada caso desejado.
         Para altas vazões de gás, utilizam-se as ligações em paralelo, com a finalidade de reduzir a
     perda de pressão (perda de carga) originada pelo processo de separação nos ciclones.

          Na figura a seguir observam-se os arranjos mencionados.




28
Operações Unitárias
     Um ciclone em operação é apresentado a seguir:




5.3 Noções básicas do processo de Craqueamento Catalítico




                                                            29
Operações Unitárias
          No processo de craqueamento catalítico,
     a carga (gasóleo) entra em contato com o ca-
     talisador no riser, onde são iniciadas as rea-
     ções, que ocorrem em fase gasosa. O riser é
     um tubo de grande dimensão, que fica a mon-
     tante do reator. O reator, por sua vez, funciona
     como um vaso separador entre os produtos
     formados e o catalisador.
          O catalisador em forma de pó, ou seja,
     partículas muito finas, quando retirado do rea-
     tor, está impregnado com coque; por isso ne-
     cessita de retificação para retornar ao reator.
     No regenerador, o coque do catalisador é quei-
     mado na presença de ar, que vem do blower
     (soprador). Os gases gerados na combustão do
     catalisador (CO2, CO, H2O, H2, N2, O2 em ex-
     cesso, e outros gases), antes de serem envia-
     dos para a atmosfera, passam em uma caldei-
     ra recuperadora de calor (caldeira de CO), para
     que o calor latente dos gases, bem como a quei-
     ma do CO na caldeira possam ser aproveita-
     das na geração de vapor.
          Os ciclones, que estão localizados no topo
     do reator, evitam que o catalisador contamine
     os produtos que saem do reator.
          Os produtos gerados no reator seguem para
     uma torre de fracionamento, onde são separa-
     dos em frações, como GLP, nafta craqueada,
     diesel de FCC (LCO) e óleo combustível de
     FCC. Na torre de fracionamento, ainda é
     produzids uma fração denominada borra, que,
     por conter algum catalisador arrastado do pro-
     cesso de craqueamento, retorna para o início
     do processo, junto com a carga.


                     Anotações




30
Operações Unitárias




                      Bombas
6.1 Curvas características de Bombas
                                                                        6
Centrífugas
     As curvas características de bombas tra-
duzem o funcionamento do equipamento em
questão. São produzidas a partir de dados
empíricos (experimentais) do próprio fabrican-
te do equipamento, fazendo a bomba vencer
diversas alturas de coluna de líquido, varian-
do a vazão do líquido e ao mesmo tempo veri-
ficando a potência absorvida pelo eixo da bom-
ba e a sua eficiência.
     As curvas características, fornecidas pe-     b) Curva tipo “Drooping”
los fabricantes de bombas são:                        Nesta curva, a altura manométrica, na
                                                      ausência de vazão (vazão zero ou va-
     a) curva de carga (H) versus vazão volu-         zão de shut-off), é menor do que a de-
        métrica (Q);                                  senvolvida pelo equipamento para ou-
     b) curva de potência absorvida (Pabs)            tras vazões, conforme apresentado na
        versus vazão volumétrica (Q);                 figura a seguir:

     c) curva de rendimento (h) versus vazão
        volumétrica (Q).
    Podem ser obtidas teoricamente ou, então,
em testes de performance do equipamento em
questão.

6.2 Curva da carga (H) versus vazão
volumétrica (Q)
    A carga de uma bomba pode ser definida
como a energia por unidade de peso. As cur-
vas de carga versus vazão, fornecidas pelos        c) Curva tipo “steep”
fabricantes, apresentam, portanto, normalmen-         Nesta curva, a altura manométrica (H)
te uma das seguintes unidades:                        aumenta rapidamente com a diminui-
                                                      ção da vazão, conforme se observa na
kgf x m / kgf = m     ou     lbf x ft / lbf = ft      figura a seguir:

    A curva “carga” versus “vazão” recebe
diferentes denominações, de acordo com a for-
ma que apresenta:

     a) Curva tipo “rising”                                                                    31
        Nesta curva, a altura manométrica (H)
        aumenta continuamente com a diminui-
        ção da vazão, como pode ser observa-
        do na figura a seguir:
Operações Unitárias
         d) Curva tipo “Flat”:                                 PC = r . Q . H / 550
                                                          em que:
                                                          PC = potência cedida em HP
                                                          r = massa específica em lb/ft3
                                                          Q = vazão volumétrica em ft3/s
                                                          H = altura manométrica em ft

                                                               PC = g . Q . H / 550

                                                          em que:
                                                          PC = potência cedida em HP
                                                          g = peso específico em lbf/ft3
        As curvas características de bombas po-           Q = vazão volumétrica em ft3/s
    dem ser conceituadas como curvas do tipo es-          H = altura manométrica em ft
    tável e instável.
                                                                 PC = g . Q . H / 75
    1. Curva tipo “estável”                               em que:
         Curvas do tipo estável são aquelas em que        PC = potência cedida em CV
    um determinado valor de altura manométrica            g = peso específico em kgf/m3
    (H) corresponderá somente a uma vazão (Q),            Q = vazão volumétrica em m3/s
    como é o caso das curvas dos itens a, c, d            H = altura manométrica em m
    (rising, steep, flat).
                                                       b) Potência absorvida pela bomba: é a po-
    2. Curva tipo “instável”                              tência que a bomba recebe do aciona-
         São aquelas em que um determinado va-            dor (motor, turbina ou outro equipa-
    lor de altura manométrica (H) poderá corres-          mento). Analogamente à potência ce-
    ponder a uma ou duas vazões (Q), como é o             dida, a potência absorvida pode ser ex-
    caso da curva do item b (drooping).                   pressa pelas equações seguintes:

    6.3 Curva de potência absorvida (PABS.)                  Pabs = r . Q . H / 550 . h
    versus vazão volumétrica (Q)
        Geralmente, quando se escolhe uma bom-            em que:
   ba, a maior preocupação é com a potência ab-            Pabs = potência absorvida em HP
   sorvida pela bomba, pois esta é a requerida             r = massa específica em lb/ft3
   pelo acionador da bomba. A seleção do equi-             Q = vazão volumétrica em ft3/s
   pamento será feita, portanto, com base neste            H = altura manométrica em ft
   dado de potência.                                       h = rendimento da bomba
        É importante que se faça a distinção entre
                                                             Pabs = g . Q . H / 550 . h
   “potência útil cedida ao fluido” e “potência
   absorvida pela bomba”.                                 em que:
        A potência útil cedida ao fluido não leva          Pabs = potência cedida em HP
   em consideração as perdas que ocorrem no                g = peso específico em lbf/ft3
   equipamento, enquanto que a potência absor-             Q = vazão volumétrica em ft3/s
   vida no eixo da bomba é a energia efetivamente          H = altura manométrica em ft
   entregue à bomba, para que esta realize traba-          h = rendimento da bomba
   lho desejado. A potência absorvida pela bom-
   ba considera, então, a eficiência do equipamento.           Pabs = g . Q . H / 75 . h
        a) Potência útil cedida ao fluido: a potên-
           cia cedida ao fluido, que não considera        em que:
32         a eficiência da bomba, é a potência re-         Pabs = potência cedida em CV
           cebida por ele para a realização do tra-        g = peso específico em kgf/m3
           balho de deslocamento do mesmo e                Q = vazão volumétrica em m3/s
           pode ser expressa pelas equações se-            H = altura manométrica em m
           guintes:                                        h = rendimento da bomba
Operações Unitárias
    A curva de potência absorvida versus va-         Uma outra forma de apresentar a curva de
zão volumétrica é normalmente fornecida pelo     rendimento, utilizada pelo fornecedor, pode ser
fabricante do equipamento e tem a forma que      observada no gráfico da figura seguinte:
pode ser observada no gráfico a seguir:




6.4 Curva de rendimento (h) versus
vazão volumétrica (Q)
    O rendimento total pode ser definido pela         Através do gráfico, para um par de valo-
seguinte expressão:                              res H x Q, determina-se o valor do rendimen-
                                                 to (h) da bomba sob tais condições. No exem-
h = Potência útil cedida ao fluido / Potência    plo do gráfico, para o par H1, Q1, o valor do
absorvida = PC / Pabs                            rendimento da bomba, nestas condições, seria
                                                 aquele entre h3 e h4.
    A curva de rendimento em função da va-
zão também é fornecida pelo fabricante do
equipamento e tem a forma apresentada no
                                                 6.6 Altura Manométrica do Sistema
                                                       A carga da bomba, H, quando expressa em
gráfico que segue:
                                                 medida linear, por exemplo, metros (m) ou pés
                                                 (ft), representa qual a altura manométrica que
                                                 a bomba é capaz de elevar o fluido para cada
                                                 vazão desejada.
                                                       A altura manométrica do sistema é a altu-
                                                 ra correspondente à diferença de pressão entre
                                                 a sucção e a descarga da bomba, acrescida da
                                                 diferença de pressão devido às perdas por atrito
                                                 na tubulação e nos acessórios da mesma (per-
                                                 da de carga no sistema).
                                                       Considerando a figura seguinte, para se
                                                 transferir um líquido, do reservatório A para o
6.5 Curvas características de Bombas             reservatório C, através de uma bomba B, está
     Todas as curvas apresentadas anteriormen-   deverá fornecer ao sistema uma carga suficien-
te são fornecidas normalmente pelo fabrican-     te para:
te de forma conjunta, ou seja, no mesmo grá-
fico, conforme demonstrado na figura a seguir:       1. compensar a altura geométrica entre os
                                                        reservatórios (S);

                                                     2. compensar a diferença de pressão en-
                                                        tre o ponto de sucção e o ponto de des-
                                                        carga (Pd – Ps);
                                                                                                    33
                                                     3. compensar a perda de carga na tubula-
                                                        ção e acessórios da mesma, no trecho
                                                        compreendido entre os reservatórios.
Operações Unitárias




         Pode-se concluir que enquanto a carga, H,       A curva de um sistema apresenta a forma
    é uma característica da bomba, a altura mano-     semelhante ao gráfico da figura a seguir:
    métrica é uma característica do sistema. A car-
    ga, H, expressa em medida linear, representa
    a altura manométrica que a bomba é capaz de
    vencer em determinada vazão.

    6.7 Construção gráfica da Curva de um
    Sistema
        O gráfico, que apresenta a variação da al-
   tura manométrica em função da vazão, é de-
   nominado de curva do sistema, ou seja, mos-
   tra a variação da energia necessária por unida-
   de de massa ou peso que o sistema solicita em
   função da vazão.
        A determinação da curva de um sistema
   poderá ser feita seguindo os passos abaixo in-
   dicados:
                                                      6.8 Ponto de Trabalho
                                                           O ponto de trabalho, também conhecido
        1. fixam-se várias vazões, em torno de
                                                      como ponto de operação, pode ser encontrado
           seis, escolhendo-se entre estes pontos
                                                      quando se plota curva do sistema no mesmo grá-
           os correspondentes à vazão de shut-off
                                                      fico em que se encontram as curvas característi-
           (vazão zero) e a vazão com a qual se
                                                      cas da bomba. A intersecção entre a curva do
           deseja que o sistema seja operado (va-
                                                      sistema e a curva H versus Q da bomba mostra o
           zão de operação);
                                                      ponto de operação ou ponto normal de trabalho,
        2. calculam-se as alturas manométricas
                                                      conforme pode ser observado na figura a seguir:
           correspondentes às vazões fixadas no
           item anterior, ou seja:
           Q1 ®       H1
           Q2 ®       H2
           Q3 ®       H3
           Q4 ®       H4
34         Q5 ®       H5
           Q6 ®       H6
        3. com os valores dos pares H, Q, locar
           os pontos em um gráfico e construir a
           curva do sistema.
Operações Unitárias
    Do gráfico anterior, pode-se observar que             1. modificação da rotação da bomba;
os pontos normais de trabalho para a bomba                2. modificação do diâmetro externo do
em questão são os seguintes:                                 impelidor;
    a) vazão normal de operação: QT;                      3. modificação das características do fluido;
    b) carga ou head normal de operação: HT;              4. efeito do desgaste do equipamento
    c) potência absorvida no ponto normal de                 (tempo de operação da bomba).
        operação: PT;
    d) rendimento da bomba no ponto normal         6.9 Fenômeno da Cavitação
        de operação: hT.                                Caso a pressão absoluta, em qualquer pon-
    Existem diversos recursos que possibili-       to de um sistema de bombeamento de líquido,
tam a modificação, da curva (H X Q) da bom-        for reduzida abaixo da pressão de vapor do lí-
ba e da curva (H X Q) do sistema, desta for-       quido, na temperatura de operação, parte des-
ma existe a possibilidade da mudança do pon-       te líquido se vaporizará e nestas condições, as
to de trabalho normal, para o atendimento de       bolhas de vapor formadas, ao atingir regiões
uma outra necessidade operacional.                 de maiores pressões sofrem um colapso e
                                                   retornam para a fase líquida. O colapso das
6.8.1 Alteração da Curva (H x Q) do Sistema        bolhas tem como consequência a formação de
     Alterar a curva (H X Q) do sistema con-       ondas de choque que causam o fenômeno da
siste, basicamente, em modificar o próprio sis-    cavitação.
tema para o qual foi levantada a curva. Estas
alterações podem ser realizadas de diversas        6.9.1 Inconvenientes da Cavitação
formas, como por exemplo, a variação das                  Os principais inconvenientes da cavitação
pressões dos reservatórios, a modificação do       são:
diâmetro das linhas, a modificação das cotas              a) barulho e vibração – são provocados
do líquido a ser transferido, modificação dos                pelas ondas de choque geradas pelo co-
acessórios da linha, etc, ou seja, qualquer al-              lapso das bolhas;
teração que implique em alteração da energia              b) alteração das curvas características –
necessária para a movimentação do líquido                    são provocadas pela diferença de volu-
entre os pontos considerados.                                me específico entre o líquido e o va-
     Um simples fechamento de uma válvula                    por, bem como pela turbulência gerada
de descarga altera a curva do sistema conside-               pelas ondas de choque;
rado, pois estará ocorrendo um aumento da                 c) remoção de partículas metálicas
perda de carga do líquido neste sistema, exi-                (pitting) – são provocadas pelas ondas
gindo mais energia para a realização da trans-
                                                             de choque e potencializados pelo au-
ferência do líquido. Neste caso, a curva do sis-
                                                             mento da temperatura local do material,
tema terá um súbito aumento e haverá, para
                                                             com a conseqüente alteração das carac-
uma bomba com curva estável, um decrésci-
                                                             terísticas estruturais.
mo de vazão, conforme demonstrando no grá-
fico a seguir:
                                                   6.9.2 Principal Região da Cavitação
                                                        Uma vez que a cavitação é um fenômeno
                                                   que ocorre quando a pressão em um ponto do
                                                   sistema diminui para valores iguais ou meno-
                                                   res do que a pressão de vapor do líquido bom-
                                                   beado, é necessária a determinação da região
                                                   do sistema de bombeamento onde é mais pro-
                                                   vável que ocorra o fenômeno da cavitação.
                                                   Uma ligeira análise aponta a entrada do impe-
                                                   lidor como a região mais favorável para o iní-
6.8.2 Fatores que influenciam a Curva (H x Q)      cio da cavitação. Nesta região, a energia do
da Bomba                                           fluido é mínima, pois a energia cinética do flui- 35
    As curvas características das bombas po-       do foi reduzida devido à perda de carga ocor-
derão ser alteradas modificando-se alguns fa-      rida no trecho de escoamento e o líquido, na
tores ou efeitos no próprio equipamento em         entrada do impelidor, ainda não recebeu ne-
questão:                                           nhuma quantidade adicional de energia.
Operações Unitárias




     6.9.3 Causas Secundárias da Cavitação                   Este problema ocorre devido à incompa-
          As causas secundárias, que podem favo-        tibilidade entre o ângulo de saída do fluido e a
     recer o fenômeno da cavitação, são deficiên-       posição fixa das pás difusoras, conforme apre-
     cias de projeto, operação ou manutenção que        sentado na figura seguinte.
     provoquem uma queda local de pressão.
          Vazamentos excessivos de líquido através
     de anéis de desgaste de bombas, devido à de-
     ficiência de projeto ou ainda por falta de acom-
     panhamento por parte da manutenção, podem
     gerar, portanto, um distúrbio na entrada da
     sucção da bomba, provocando perda de pres-
     são local e conseqüentemente o início do pro-
     cesso de cavitação.
          Outros problemas que podem provocar
     cavitação são distúrbios na sucção da bomba,
     como por exemplo, material sólido deposita-
     do na linha de sucção bloqueando parcialmente
     o escoamento do líquido, causando queda de
     pressão local e o início da cavitação.
          Distúrbios causados pelo desvio do flui-           Projetos inadequados de bombas podem
     do na orientação principal, na saída da voluta,    ocasionar a indução de fluxo em sentido in-
     também podem causar queda de pressão lo-           verso ao fluxo normal na sucção. Uma queda
     cal, com decorrente início do fenômeno da          de pressão pode ser gerada e em decorrência o
     cavitação, conforme pode ser observado na          fenômeno da cavitação, conforme demonstra-
     figura a seguir.                                   do na figura a seguir.




36
         Bombas operando fora da sua vazão de
     projeto podem ocasionar turbulência, com           6. 10 NPSH (Net Pressure Suction Head)
     conseqüente queda da pressão local, ocasio-            Existem duas definições para o NPSH, são
     nando, desta forma, o fenômeno da cavitação.       elas o NPSH disponível e o NPSH requerido.
Operações Unitárias
6.10.1 NPSH disponível                                  o NPSH disponível na sucção com a finalida-
    O NPSH disponível é a quantidade de                 de de se escolher o equipamento adequado à
energia que o líquido possui no flange da suc-          situação desejada.
ção da bomba, acima da pressão de vapor do                  (NPSH)D > (NPSH)R(Sempre)
próprio líquido.
                                                            Graficamente, pode-se delimitar a faixa de
Cálculo do NPSH disponível                              vazão de operação de uma bomba, sem o risco
    O cálculo realizado para encontrarmos o             da ocorrência do fenômeno da cavitação, uti-
NPSH disponível na sucção da bomba é o se-              lizando-se o conceito do NPSH, conforme
guinte:                                                 observado no gráfico da figura a seguir:
    (NPSH)D = (P / g) – (PV / g) + h – hFS
em que:
(NPSH)D ....... altura manométrica disponível
                      na sucção da bomba.
P ................... pressão absoluta no reservató-
                      rio (Pmanométrica + Patm).
h ................... diferença de cotas entre a suc-
                      ção da bomba e o nível do re-
                      servatório.
g ................... peso específico do fluido na
                      temperatura de escoamento.        6.11 Associação de Bombas
hFS ................. perda de carga no trecho entre         Existem duas maneiras distintas de se fa-
                      o reservatório e a entrada do     zer associação de bombas: em série ou em
                      olho do impelidor.                paralelo. Ambas são usuais, porém a utiliza-
Pv .................. pressão de vapor na tempera-      ção de um caso ou de outro depende das ne-
                      tura de escoamento.               cessidades exigidas em cada processo opera-
                                                        cional, pois são associações destinadas a re-
Fatores que influenciam o (NPSH)D                       solver problemas distintos.
     Os fatores que interferem diretamente o                 No caso de exigência de alturas manomé-
NPSH disponível são a altura estática de suc-           tricas muito elevadas, utiliza-se a associação
ção, a altitude local que influencia na pressão         de bombas em série, no entanto, quando a
atmosférica, a temperatura de operação, o peso          exigência trata-se de vazão elevada, então a as-
específico do líquido e os tipos de acessórios          sociação das bombas deverá ser feita em para-
existentes no trecho de linha entre o reserva-          lelo.
tório e a sucção da bomba.
                                                        6.11.1 Associação de Bombas em Série
6.10.2 NPSH requerido                                        No caso da associação de bombas em sé-
    O NPSH requerido é a altura manométri-              rie, utilizada para o aumento da altura mano-
ca necessária para vencer as perdas por fric-           métrica, a descarga de cada bomba será co-
ção no bocal e na entrada do impelidor, de              nectada à sucção da seguinte, até o último equi-
modo a garantir que a pressão local esteja aci-         pamento. A vazão do sistema, nesta situação,
ma da pressão de vapor do líquido na zona de            será limitada pela bomba que apresenta me-
menor pressão do impelidor.                             nor vazão, ou seja, a vazão do sistema corres-
    O NPSH requerido é sempre fornecido                 ponderá a apenas uma bomba, enquanto a pres-
pelo fabricante do equipamento.                         são de descarga será a soma das pressões de
                                                        descarga de cada bomba.
6.10.3 NPSH disponível versus NPSH requerido                   A associação de bombas em série, por-
     O NPSH disponível sempre deverá ser                tanto o flange de sucção e a carcaça de cada 37
maior do que o NPSH requerido, pois do con-             bomba deverão suportar a pressão desenvol-
trário tem-se a ocorrência do fenômeno da ca-           vida pelas anteriores, lembrando que o último
vitação. Antes da escolha da bomba que fará o           flange e a última carcaça deverão suportar a
trabalho desejado, tem-se sempre que calcular           pressão total do sistema.
Operações Unitárias
           A curva característica do conjunto, re-    a vazão e a altura manométrica necessárias para
     sultante desta associação é obtida a partir da   o sistema. Assim, a vazão a ser considerada é
     curva característica de cada bomba individual,   igual para todas as bombas, e a altura mano-
     somando-se as alturas manométricas corres-       métrica que cada bomba deverá desenvolver
     pondentes aos mesmos valores de vazão, con-      será a altura manométrica total exigida pelo
     forme apresentado nos gráficos seguintes.        sistema, dividida pelo número de unidades em
                                                      série.

                                                      6.11.2 Associação de Bombas em Paralelo
                                                           Este tipo de associação é utilizado quan-
                                                      do a vazão exigida pelo sistema for muito ele-
                                                      vada ou então quando a vazão do sistema va-
                                                      riar de forma definida.
                                                           Quando a associação for utilizada para
                                                      vazões muito elevadas, a utilização das bom-
                                                      bas em paralelo tem como vantagem adicional
                                                      a segurança operacional, pois no caso de falha
                                                      de qualquer um dos equipamentos, haveria
                                                      apenas uma diminuição de vazão e não o co-
                                                      lapso total da vazão do sistema.
     (1) bombas com curvas diferentes.                     Quando a vazão exigida pelo sistema é
                                                      variável, então a associação das bombas em
                                                      paralelo ocasionará maior flexibilidade ope-
                                                      racional, uma vez que a colocação ou a retira-
                                                      da de operação de bombas atenderá às vazões
                                                      necessárias do sistema com maior eficiência.
                                                      Caso houvesse somente uma bomba para a
                                                      realização deste tipo de operação, fatalmente
                                                      este equipamento seria operado em pontos de
                                                      baixa eficiência, ou seja, fora do ponto de tra-
                                                      balho.
                                                           A curva característica do conjunto, é obti-
                                                      da somando-se as vazões correspondentes aos
                                                      mesmos valores da altura manométrica exigida
     (2) bombas com mesma curva.
                                                      pelo sistema.
                                                           O esquema de associação e a curva carac-
         A seleção das bombas para uma associa-       terística do conjunto podem ser observados nas
     ção em série é realizada, levando-se em conta    figuras abaixo.




38
Operações Unitárias

                Exercícios                      02. Um vapor, contendo, em peso, 30% de
                                                propano, 30% de n-butano e 40% de n-pentano,
01. Conversão de unidade:                       é a carga de uma torre de produção de propano.
    – Converter 500 milhas em metros.           O produto de topo produzido neste processo
                                                apresenta a composição, em peso, de 65% de
    – Converter 7.000 mm em polegadas.
                                                propano, 25% de n-butano e 10% de n-pentano.
    – Converter 652 milhas em pés.                 A recuperação do propano, no produto de
    – Converter 3,22 x 106 mm em milhas.        topo, é de 96% em peso. Sabendo-se que a
    – Converter uma área de 6.000 alqueires     massa específica do propano é de 0,51 g/cm3 e
      em km2.                                   ainda que 60%, em peso, da carga sai como
    – Converter uma área de 1.500 ft2 em m2.    produto de fundo neste processo, calcule a car-
    – Converter 22.960 ft em km.                ga desta torre para uma produção de 12 t/d de
    – Converter uma área de 780.000 ft2 em      propano.
      alqueires.
                                                03. As composições molares da carga e do des-
    – Converter uma área de 3.000 in2 em m2.    tilado de uma torre de destilação são dados
    – Converter uma área de 1.500 ft2 em m2.    abaixo:
    – Converter um volume de 23.850 m3 em
      barris.                                   Componente        Carga (%)        Destilado (%)
    – Converter um volume de 30.000 m3 em       Propano              20                 35
      galões.                                   Propeno              29                 50
    – Converter um volume de 7.000 barris       Buteno-1             34                 10
      em ft3.                                   n-Butano             17                   5
    – Converter um volume de 1.200.000
      barris em m3.                                  Sabendo-se que a produção molar de des-
    – Converter um volume de 7.000 galões       tilado corresponde a 40% da carga, qual a com-
      em ft3.                                   posição ponderal do produto de fundo desta
                                                torre.
    – Converter uma massa de 16.300 lb em
      toneladas.                                   Massas molares:
                                                     propano = 44;            propeno = 42;
    – Converter uma massa de 21.300 lb em kg.
                                                     buteno-1 = 56;           n-butano = 58
    – Converter uma pressão de 750 in Hg
      em Kgf/cm2.
                                                04. Em um processo de obtenção de álcool
    – Converter uma pressão de 80 ft H2O        etílico, uma certa coluna opera com uma car-
      em Kgf/cm2.                               ga contendo 3,5% de etanol e 96,5% de água.
    – Converter uma pressão de 800 mm Hg        A produção de destilado contém 70% de etanol
      em m H2O.                                 e o resíduo contém 0,001%. Os percentuais
    – Converter uma pressão de 150 psig em      estão representados em mol.
      Kgf/cm2 absoluta (Patm = 745 mm Hg).        Suspeita-se que haja um vazamento de água
    – Converter uma pressão de 300 gf/cm2       no condensador de topo desta coluna. Através
      em atm.                                   de um balanço material, estimar o vazamento
    – Converter 750 ft.lbf/s em KW.             de água pelo condensador, caso este esteja
    – Converter 3.000 KVA em CV.                ocorrendo.
    – Converter 90 HP em CV.
    – Converter 1.600 HP em KW.                 05. Um determinado sólido, contendo 20% em
    – Converter 500 BTU/min em KJ/s.            massa de água, necessita ser secado para pro-
    – Converter 75 ft.lbf em gcal.              duzir um sólido que contenha no máximo 4%
                                                de água. Calcule o percentual de remoção de
    – Converter 3.900 Kcal em BTU.
                                                água do sólido original.
    – Converter 9.500 Kcal em ft.lbf.                                                              39
    – Converter 49.000 gcal em Kcal.            06. Deseja-se separar através do processo de
    – Converter 267ºC em ºF.                    destilação uma mistura F, cuja composição em
    – Converter 38ºF em K.                      massa, xF, é:
    – Converter 156ºC em R.                         a = 50% ;    b = 30% e c = 20%
Operações Unitárias
        O destilado ou produto de topo deve ter          09. A carga de uma coluna de destilação, que
    uma razão em relação à carga igual a 60% e           opera com pressão atmosférica, é de 10 t/h de
    sua composição em massa, xD, é:                      uma mistura líquida, cuja composição molar
        a = 80% ;         b = 18% e c = 2%               é 60% de benzeno e 40% de tolueno. A carga,
                                                         antes de entrar na torre, está a 35ºC e é pré-
         Baseado nos pontos expostos, calcular:          aquecida pelo produto de fundo desta coluna.
         a) A razão do resíduo em relação à carga;       O destilado contém 98,2% de benzeno e está
         b) A composição, em massa, do resíduo (xW);     saturado na temperatura de 81ºC. A razão de
         c) O percentual de recuperação do com-          refluxo externo de topo na coluna é de 3:1. O
            ponente a no destilado;                      produto de fundo da coluna (resíduo) contém
         d) O percentual de recuperação do com-          3,2% em mol de benzeno, sai da torre na tem-
            ponente c no resíduo.                        peratura de 109ºC, e é enviado para ser arma-
                                                         zenado na temperatura de 50ºC, após trocar
    07. Uma corrente de 20.000 SCFH de um gás,           calor, em um permutador que pré-aquece a car-
    com composição molar de 10% de SO2, 5%               ga. O condensador de topo utiliza água de res-
    de O2 e 85% de N2, deverá ser tratada em uma         friamento para a condensação do produto de
    torre de absorção com 1.000 lb/h de água, para       topo da coluna, que entra na temperatura de
    a remoção de todo o SO2. Calcular as vazões          30ºC e sai na temperatura de 50ºC. O referve-
    de gás, em SCFH, e da água rica em SO2, em           dor de fundo da coluna utiliza vapor de água
    lb/h, que saem da torre de absorção.                 disponível à pressão absoluta de 4,5 kgf/cm2,
        Dados:                                           que entra a 200ºC e sai na temperatura de sa-
    SCFH = standard cubic feet per hour (ft3/h nas       turação. Calcular:
    seguintes condições: t = 60ºF e P = 14,7 psi)             a) Vazão mássica do vapor de topo, do
    Constante universal dos gases =                              destilado e do produto de fundo;
    (R) = 0,73 atm . ft3 / lbmol . ºR                         b) Carga térmica do condensador de topo
    Peso molecular:                                              em Kcal;
    S = 32; O = 16; N = 14                                    c) Carga térmica do refervedor em Kcal;
                                                              d) Carga térmica do pré-aquecedor em
   08. Em uma caldeira, são produzidos 50 t/h                    Kcal;
   de vapor superaquecido a 397ºC. Para isto, a mes-          e) A vazão mássica de vapor no refervedor
   ma recebe água desmineralizada, que, após a tro-              e a vazão mássica de água de resfria-
   ca de calor em um certo permutador de calor,                  mento no condensador em t/h.
   entra na caldeira a 62 ºC. Sabendo-se que o Cp                Dados:
   da água é 1 cal/g. ºC, que a entalpia do vapor                Massa molar:
   superaquecido na temperatura em questão é                     Benzeno = 78,       Tolueno = 92
   762 Kcal/kg, que o poder calorífico do gás com-                Entalpias:
   bustível é 10.400 Kcal/kg e do óleo combustível
   de refinaria é de 9.400 Kcal/kg, pergunta-se:          Tempo       Benzeno (KJ/kg)     Tolueno (KJ/kg)
                                                            o
        a) Qual a quantidade de calor envolvida nes-         C      Líquido     Vapor   Líquido      Vapor
           te processo para a realização desta tarefa?      35       –229,7    192,6    –199,9      209,0
        b) Qual a quantidade de combustível a ser           50       –203,5    208,6    –173,2      227,2
           queimado na caldeira para a realização           81       –148,1    244,5    –116,3      267,8
           desta tarefa no caso de ser utilizado so-        109       –92,3    277,7     –58,7      307,5
           mente óleo combustível;
        c) Qual a quantidade de combustível a ser
           queimado na caldeira para a realização        1 Kcal = 4,1868 KJ
           desta tarefa no caso de ser utilizado so-     Entalpia do vapor de água a 4,5 kgf/cm2 e
           mente gás combustível;                        200ºC = 682,4 Kcal/kg
        d) Qual seriam as quantidades de óleo e          Entalpia do vapor de água saturado = 655,2 Kcal/Kg
           de gás combustível no caso de uma             (Cp)A.R. = 1,0 cal/g .ºC
40         queima mista na caldeira. Considere a
           contribuição da quantidade de calor en-       10. Dada a curva de potência em função da
           volvida no processo correspondente a          vazão de uma bomba, representada no anexo
           35% com relação ao gás e o restante           III, e sabendo-se, ainda, que o fluido tem mas-
           relativo ao óleo?                             sa específica de 0,84 g/cm3, calcular:
Operações Unitárias
     a) O rendimento da mesma, quando                   a) Associação da bomba A em série com
        operando com vazões de 30, 35 e                    a bomba C;
        40 m3/h, que correspondem a alturas             b) Associação da bomba B em série com
        manométricas respectivas de 212, 208               a bomba D;
        e 204 m, considerando impelidor de di-
        âmetro 12 ½”;                               14. No anexo V, são apresentadas as curvas
     b) O rendimento da mesma, quando ope-          características de duas bombas, A e B. Basea-
        rando com vazões de 30, 35 e 40 m3/h,       do nestas curvas, pede-se para plotar a curva
        que correspondem a alturas manomé-          característica da associação, em paralelo, des-
        tricas respectivas de 98, 92 e 82 m, con-   tas bombas.
        siderando impelidor de diâmetro 9 ½”.
     c) A potência útil cedida ao fluido, em
        cada caso dos itens acima.                               Anotações
Dados adicionais:
1 kg = 2,2 lb; 1 m3 = 35,31 ft3; 1 m = 3,28 ft

11. Em um processo em que existe a necessi-
dade de transferência de um produto de um
vaso na unidade até um reservatório, preten-
de-se utilizar uma bomba, cuja curva está re-
presentada nos anexos I e II. Sabendo-se que,
a curva do sistema é representada pela equa-
ção H = 2,5 + 0,5 . Q e que a altura manomé-
trica necessária para a realização desta opera-
ção é de no mínimo 9 m, verificar a possibili-
dade da realização desta tarefa utilizando o
equipamento em questão. Em caso positivo,
pede-se a vazão de operação para este proces-
so, assim como o NPSH requerido desta bom-
ba para esta vazão.

12. Um derivado de petróleo deverá ser trans-
ferido de um vaso no processo, cuja pressão
manométrica é de 0,30 Kgf/cm2 e cuja cota da
sucção da bomba é de 1.367 mm, até um re-
servatório onde a pressão é atmosférica e cuja
cota é de 6.008 mm. A vazão de operação ne-
cessária, para que o processo seja contínuo, é
de 19 m3/h. O produto a ser bombeado tem
peso específico de 0,75 gf/cm3 e pressão de
vapor de 0,50 Kgf/cm2, na temperatura de es-
coamento. A perda de carga no trecho entre a
entrada do olho do impelidor e a entrada do
reservatório é de 4,5 m. Caso seja utilizada uma
bomba, cuja curva de NPSH requerido está
representada no anexo II, pesquisar se este
equipamento poderá fazer esta operação sem
a ocorrência do fenômeno da cavitação?
    Dado: pressão atmosférica local 0,97 atm.
                                                                                                      41
13. No anexo IV, estão representadas as cur-
vas características de quatro bombas, A, B, C
e D. Baseado nestas curvas, plotar a curva ca-
racterística das seguintes associações:
Operações Unitárias




42
Operações Unitárias




                      43
Operações Unitárias




                                            ANEXOS

                                                ANEXO I

                CURVAS CARACTERÍSTICAS DA BOMBA

          1. Diâmetro do impelidor = 5 1 8 ''

          2. Diâmetro do impelidor = 5 3 4 ''

          3. Diâmetro do impelidor = 5 1 2 ''




44
Operações Unitárias




                           ANEXO II

                CURVA DO NPSH REQUERIDO DA BOMBA




                                                   45
Operações Unitárias




                                                ANEXO III

                       CURVA DE POTÊNCIA ABSORVIDA BHP


          1. Diâmetro do impelidor = 12 1 2 ''

          2. Diâmetro do impelidor = 9 1 2 ''




46
Operações Unitárias




                      ANEXO IV

BOMBA A = CURVA 1          BOMBA C = CURVA 3
BOMBA B = CURVA 2          BOMBA D = CURVA 4




                                               47
Operações Unitárias




                           ANEXO V

     BOMBA A = CURVA 1               BOMBA B = CURVA 2




48
Operações Unitárias




                      49
Operações Unitárias




                           Principios Éticos da Petrobras
                           A honestidade, a dignidade, o respeito, a lealdade, o
                           decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios
                           éticos são os valores maiores que orientam a relação da
                           Petrobras com seus empregados, clientes, concorrentes,
                           parceiros, fornecedores, acionistas, Governo e demais
                           segmentos da sociedade.

                           A atuação da Companhia busca atingir níveis crescentes
                           de competitividade e lucratividade, sem descuidar da
                           busca do bem comum, que é traduzido pela valorização
                           de seus empregados enquanto seres humanos, pelo
                           respeito ao meio ambiente, pela observância às normas
                           de segurança e por sua contribuição ao desenvolvimento
                           nacional.

                           As informações veiculadas interna ou externamente pela
                           Companhia devem ser verdadeiras, visando a uma
                           relação de respeito e transparência com seus
                           empregados e a sociedade.

                           A Petrobras considera que a vida particular dos
                           empregados é um assunto pessoal, desde que as
                           atividades deles não prejudiquem a imagem ou os
                           interesses da Companhia.

                           Na Petrobras, as decisões são pautadas no resultado do
                           julgamento, considerando a justiça, legalidade,
                           competência e honestidade.




50

Apostila de-formação-operações-unitárias

  • 1.
    Operações Unitárias CURSO DEFORMAÇÃO DE OPERADORES DE REFINARIA OPERAÇÕES UNITÁRIAS 1
  • 2.
  • 3.
    Operações Unitárias OPERAÇÕES UNITÁRIAS VALTER ROITMAN Equipe Petrobras Petrobras / Abastecimento UN´s: Repar, Regap, Replan, Refap, RPBC, Recap, SIX, Revap 3 CURITIBA 2002
  • 4.
    Operações Unitárias 665.53 Roitman, Valter. R741 Curso de formação de operadores de refinaria: operações unitárias / Valter Roitman. – Curitiba : PETROBRAS : UnicenP, 2002. 50 p. : il. (algumas color.) ; 30 cm. Financiado pelas UN: REPAR, REGAP, REPLAN, REFAP, RPBC, RECAP, SIX, REVAP. 4 1. Operação unitária. 2. Química. 3. Balanço. I. Título.
  • 5.
    Operações Unitárias Apresentação É com grande prazer que a equipe da Petrobras recebe você. Para continuarmos buscando excelência em resultados, dife- renciação em serviços e competência tecnológica, precisamos de você e de seu perfil empreendedor. Este projeto foi realizado pela parceria estabelecida entre o Centro Universitário Positivo (UnicenP) e a Petrobras, representada pela UN-Repar, buscando a construção dos materiais pedagógicos que auxiliarão os Cursos de Formação de Operadores de Refinaria. Estes materiais – módulos didáticos, slides de apresentação, planos de aula, gabaritos de atividades – procuram integrar os saberes téc- nico-práticos dos operadores com as teorias; desta forma não po- dem ser tomados como algo pronto e definitivo, mas sim, como um processo contínuo e permanente de aprimoramento, caracterizado pela flexibilidade exigida pelo porte e diversidade das unidades da Petrobras. Contamos, portanto, com a sua disposição para buscar outras fontes, colocar questões aos instrutores e à turma, enfim, aprofundar seu conhecimento, capacitando-se para sua nova profissão na Petrobras. Nome: Cidade: Estado: Unidade: Escreva uma frase para acompanhá-lo durante todo o módulo. 5
  • 6.
    Operações Unitárias Sumário 1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE 4 PROCESSOS DE EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO ........ 23 OPERAÇÕES UNITÁRIAS ................................................... 7 4.1 Introdução .................................................................... 23 1.1 Introdução ....................................................................... 7 4.2 Conceito ....................................................................... 23 1.2 Conceitos Fundamentais ................................................. 7 4.3 Mecanismo da Extração .............................................. 23 1.2.1 Conversão de unidades ........................................ 7 4.4 Equipamentos do Processo de Extração ...................... 24 1.3 Balanço Material ............................................................. 8 4.4.1 De um único estágio .......................................... 24 1.4 Balanço Energético ......................................................... 8 4.4.2 De múltiplos estágios ........................................ 24 1.5 Sugestão para aplicação nos cálculos 4.5 Equilíbrio entre as Fases Líquidas ............................... 25 de Balanços Mássicos e Energéticos .............................. 8 4.6 Fatores que influenciam a Extração ............................ 26 4.6.2 Qualidade do solvente ....................................... 26 2 PROCESSO DE DESTILAÇÃO ............................................. 9 4.6.3 Influência da temperatura ................................. 26 2.1 Introdução ....................................................................... 9 2.2 Conceitos Fundamentais ................................................. 9 2.2.1 Volatilidade .......................................................... 9 5 FLUIDIZAÇÃO DE SÓLIDOS E SEPARAÇÃO SÓLIDO 27 2.2.2 Equilíbrio Líquido – Vapor .................................. 9 5.1 Fluidização de sólidos .................................................... 27 2.3 Destilação Descontínua ou Destilação Simples ............. 9 5.1.1 Conceito ............................................................ 27 2.3.1 Balanço Material e Térmico .............................. 10 5.1.2 Objetivo da Fluidização .................................... 27 2.4 Destilação por Expansão Brusca ou Destilação 5.1.3 Tipos de Fluidização ......................................... 27 em um único Estágio ................................................... 10 5.1.4 Dimensões do Leito Fluidizado ........................ 27 2.4.1 Balanço Material ............................................... 10 5.2 Separação sólido-gás ................................................... 28 2.4.2 Balanço Térmico ............................................... 10 5.2.2 Arranjos entre os Ciclones ................................ 28 2.5 Destilação Fracionada .................................................. 10 5.2.1 Fatores que influenciam o funcionamento 2.5.1 Colunas de destilação ou de retificação ............. 11 de um Ciclone ................................................... 28 2.5.2 Seções de uma Coluna de destilação ................ 13 5.3 Noções básicas do processo de Craqueamento 2.5.3 Balanço Material ............................................... 14 Catalítico ...................................................................... 29 2.5.4 Balanço Térmico ............................................... 15 2.5.5 Influência das principais variáveis 6 BOMBAS ............................................................................. 31 na destilação fracionada .................................... 15 6.1 Curvas características de Bombas Centrífugas ........... 31 2.6 Fatores que influenciam as principais variáveis 6.2 Curva da carga (H) versus vazão volumétrica (Q) ...... 31 na destilação fracionada .............................................. 16 6.3 Curva de potência absorvida (PABS.) versus 2.6.1 Propriedades da carga ....................................... 16 vazão volumétrica (Q) ................................................. 32 2.6.2 Eficiência dos dispositivos de separação das torres (Pratos) .............................................. 17 6.4 Curva de rendimento (h) versus vazão 2.7 Problemas que podem ocorrer em bandejas volumétrica (Q) ............................................................ 33 de colunas de destilação .............................................. 17 6.5 Curvas características de Bombas ............................... 33 2.7.1 Problema de arraste ........................................... 17 6.6 Altura Manométrica do Sistema .................................. 33 2.7.2 Problema de Pulsação ....................................... 17 6.7 Construção gráfica da Curva de um Sistema .............. 34 2.7.3 Problema de vazamento de líquido ................... 17 6.8 Ponto de Trabalho ........................................................ 34 2.7.4 Problema de inundação ..................................... 18 6.8.1 Alteração da Curva (H x Q) do Sistema ........... 35 6.8.2 Fatores que influenciam a Curva 3 PROCESSOS DE ABSORÇÃO E ESGOTAMENTO ........ 19 (H x Q) da Bomba ............................................. 35 3.1 Introdução .................................................................... 19 6.9 Fenômeno da Cavitação ............................................... 35 3.2 Conceitos ..................................................................... 19 6.9.1 Inconvenientes da Cavitação ............................ 35 3.2.1 Absorção ........................................................... 19 6.9.2 Principal Região da Cavitação .......................... 35 3.2.2 Esgotamento ...................................................... 19 6.9.3 Causas Secundárias da Cavitação ..................... 36 3.3 Solubridade de Gases em Líquidos ............................. 19 6.10 NPSH (Net Pressure Suction Head) ............................ 36 3.4 Potencial que promove a absorção .............................. 21 6.10.1NPSH disponível ............................................... 37 3.5 Refluxo Interno Mínimo .............................................. 21 3.5.1 Absorção ........................................................... 21 6.10.2NPSH requerido ................................................ 37 3.5.2 Esgotamento ...................................................... 21 6.10.3NPSH disponível versus NPSH requerido ........ 37 3.6 Resumo dos Fatores que Influenciam os 6.11 Associação de Bombas ................................................ 37 Processos de Absorção e Esgotamento ........................ 21 6.11.1 Associação de Bombas em Série ...................... 37 3.7 Equipamentos .............................................................. 22 6.11.2 Associação de Bombas em Paralelo .................. 38 6
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    Operações Unitárias Conceitos Fundamentais sobre Operações Unitárias 1 Alguns exemplos de correlações entre áreas 1.1 Introdução A disciplina denominada Operações Uni- 1 ft2 = 144 in2 1 m2 = 10,76 ft2 tárias é aquela que classifica e estuda, separa- 1 alqueire = 24.200 m2 1 km2 = 106 m2 damente, os principais processos físico-quími- cos utilizados na indústria química. Os pro- Alguns exemplos de correlações entre volumes cessos mais comuns encontrados nas indústrias 1 ft3 = 28,32 L 1 ft3 = 7,481 gal químicas são a Destilação Atmosférica e a 1 gal = 3,785 L 1 bbl = 42 gal Vácuo, os processos de Absorção e Adsor- 1 m3 = 35,31 ft3 1 bbl = 0,159 1 m3 ção, a Extração Líquido-Líquido e Líqui- do-Gás, o processo de Filtração, assim como Alguns exemplos de correlações entre massas alguns mais específicos, como por exemplo, o 1 kg = 2,2 lb 1 lb = 454 g Craqueamento Catalítico, Hidrocraquea- 1 kg = 1.000 g 1 t = 1.000 kg mento, Hidrotratamento de correntes ins- táveis e outros utilizados principalmente na In- Alguns exemplos de correlações entre pressões dústria Petrolífera. 1 atm = 1,033 kgf/cm2 1 atm = 14,7 psi (lbf/in2) 1.2 Conceitos Fundamentais 1 atm = 30 in Hg Alguns conhecimentos são fundamentais 1 atm = 10,3 m H2O para que se possa estudar de forma adequada a 1 atm = 760 mm Hg disciplina denominada Operações Unitárias, como conhecimentos sobre conversão de uni- 1 atm = 34 ft H2O dades, unidades que podem ser medidas linea- 1 Kpa = 10–2 kgf/cm2 res, de área, de volume, de massa, de pressão, de temperatura, de energia, de potência. Outro Algumas observações sobre medições de conceito-base para “Operações Unitárias” é o pressão: de Balanço, tanto Material quanto Energético. – Pressão Absoluta = Pressão Relativa + Pressão Atmosférica 1.2.1 Conversão de unidades – Pressão Barométrica = Pressão Atmos- É necessário conhecer as correlações exis- férica tentes entre medidas muito utilizadas na In- – Pressão Manométrica = Pressão Rela- dústria Química, como é o caso das medidas tiva de temperatura, de pressão, de energia, de massa, de área, de volume, de potência e ou- Alguns exemplos de correlações entre temperaturas tras que estão sempre sendo correlacionadas. tºC = (5/9)(tºF – 32) tºC = (9/5)(tºC) + 32 Alguns exemplos de correlações entre medidas li- tK = tºC + 273 neares tR = tºF + 460 (temperatures absolutas) 1 ft = 12 in 1 in = 2,54 cm Algumas observações sobre medições de 7 1m = 3,28 ft temperatura: 1m = 100 cm = 1.000 mm Zero absoluto = –273ºC ou – 460ºF 1 milha = 1,61 km 1 milha = 5.280 ft (DºC/DºF) = 1,8 1 km = 1.000 m (DK/DR) = 1,8
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    Operações Unitárias Alguns exemplos de correlações entre potências A água, no alto de um reservatório, ao 1 HP = 1,014 CV 1 HP = 42,44 BTU/min movimentar um gerador, transforma sua ener- gia potencial em energia elétrica, calor e ener- 1KW = 1,341 HP 1 HP = 550 ft.lbf/s gia de movimento (energia cinética). Neste 1KW = 1 KJ/s 1 KWh = 3.600 J caso, o balanço de energia do sistema poderia 1KW = 1.248 KVA ser representado pela seguinte expressão: Energia Potencial da água do reservatório = Alguns exemplos de correlações de energia Energia elétrica fornecida pelo gerador + ca- 1 Kcal = 3,97 BTU 1BTU = 252 cal lor de aquecimento do gerador + Energia de 1BTU = 778 ft.lbf 1Kcal = 3,088 ft.lbf movimento da água após a turbina. 1Kcal = 4,1868 KJ No caso de um forno ou uma caldeira que aquece um certo líquido, o balanço de energia 1.3 Balanço Material observado será: Como se sabe, “na natureza nada se cria, Calor liberado pela queima do combustível = nada se destrói, tudo se transforma”, ou seja, a Calor contido nos gases de combustão que matéria não é criada e muito menos destruída, saem do forno ou da caldeira + Calor contido e, portanto, num balanço material envolvendo nos produtos que deixam o forno ou a caldeira. um certo sistema, a massa que neste entra de- É importante ressaltar que, muito embora verá ser a mesma que dele estará saindo. No as diversas formas de energia sejam medidas processamento uma tonelada, por exemplo, por em unidades diferentes, tais como, energia elé- hora de petróleo em uma refinaria, obtém-se trica em KWh, trabalho em HP . h, calor em exatamente uma tonelada por hora de produ- caloria, em um balanço energético é necessá- tos derivados deste processo, como gás com- rio que todas as formas de energia envolvidas bustível, GLP, gasolina, querosene, diesel e no balanço estejam expressas na mesma uni- óleo combustível. A queima de um combustí- dade de energia. vel em um forno ou em uma caldeira é outro exemplo, porém menos evidente em que ocorre 1.5 Sugestão para aplicação nos cálculos o mesmo balanço de massa: pode-se citar que de Balanços Mássicos e Energéticos durante a queima de 1 tonelada de um certo Como regra geral, antes de iniciar cálcu- combustível em um forno ou uma caldeira, los que evolvam balanços mássicos e/ou ba- considerando-se que são necessárias 13 tone- lanços energéticos, deve-se: ladas de ar atmosférico, tem-se como resulta- a) transformar todas as vazões volumétri- do 14 toneladas de gases de combustão. cas em vazões mássicas, pois o balan- Em um Balanço Material, não se deve con- ço deve ser realizado sempre em mas- fundir massa com volume, pois as massas es- sa, uma vez que a vazão em massa não pecíficas dos produtos são diferentes. Assim, varia com a temperatura. um balanço material deverá ser realizado sem- b) faça um esquema simplificado do pro- pre em massa, pois a massa de um certo pro- cesso em que serão realizados os ba- duto que entra em um certo sistema, mesmo lanços; que transformada em outros produtos, sempre será a mesma que está saindo deste sistema, c) identifique com símbolos, as vazões e enquanto os volumes sofrem variação confor- as composições de todas as correntes me a densidade de cada produto. envolvidas nos processos em que es- tão sendo realizados os balanços; 1.4 Balanço Energético d) anote, no esquema simplificado de pro- Existem diversos tipos de energia, por exem- cesso, todos os dados de processo dis- plo, Calor, Trabalho, Energia de um corpo em poníveis como vazões, composições, movimento, Energia Potencial (um corpo em temperaturas, pressões, etc; posição elevada), Energia elétrica e outras. e) verificar que composições são conhe- Assim como a matéria, a energia de um cidas ou podem ser calculadas; sistema não pode ser destruída, somente po- 8 f) verificar quais vazões mássicas são derá ser transformada em outros tipos de ener- conhecidas ou podem ser calculadas; gia, como por exemplo, o motor de uma bom- ba que consome energia elétrica e a transfor- g) selecionar a base de cálculo conveni- ma em energia de movimento do líquido, ca- ente a ser adotada para o início da re- lor e energia de pressão. solução do problema.
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    Operações Unitárias Processo de Destilação 2 2.1 Introdução 2.2.2 Equilíbrio Líquido – Vapor A destilação é uma operação que permite Ao colocar em recipiente sob vácuo, de- a separação de misturas de líquidos em seus terminada quantidade de uma mistura líquida, componentes puros ou próximos da pureza, por por exemplo, uma mistura de hidrocarbone- meio de evaporação e condensação dos com- tos, mantendo-se constante a temperatura deste ponentes em questão. Na destilação, portanto, recipiente, o líquido tenderá a vaporizar-se até pode-se afirmar que o agente de separação é o que alcance a pressão de equilíbrio entre a fase calor, pois o vapor formado tem composição vapor e a fase líquida, isto é, as moléculas da diferente da mistura original. fase líquida passarão para a fase vapor, aumen- O processo de destilação é muito utiliza- tando a pressão do recipiente até que se tenha do em toda a indústria química, como por o equilíbrio entre as fases líquido e vapor. O exemplo, na obtenção de álcool retificado de ponto de equilíbrio é atingido quando o nú- uma mistura de fermentação, ou ainda, na in- mero de moléculas que abandona o líquido dústria petrolífera para a separação das frações para a fase vapor é exatamente igual ao núme- contidas no petróleo bruto, como gás combus- ro de moléculas que abandona o vapor para a tível, GLP, nafta, querosene, diesel, gasóleo, fase líquida. Tem-se, aí, o equilíbrio termodi- óleo combustível. É um processo muito utili- nâmico entre as fases líquido – vapor. zado também na indústria petroquímica, para a separação de frações da nafta petroquímica. 2.3 Destilação Descontínua ou Destilação Simples 2.2 Conceitos Fundamentais A destilação simples ou descontínua é reali- Alguns conceitos são fundamentais para zada em bateladas. a melhor compreensão do mecanismo de se- paração que ocorre na destilação, são eles a volatilidade e o equilíbrio líquido – vapor. 2.2.1 Volatilidade A separação em uma coluna de destilação acontece devido à volatilidade relativa de um componente com relação ao outro. Geralmen- te, salvo raras exceções, a fração mais volátil em uma mistura é aquela que em estado puro possui maior pressão de vapor, ou seja, tem maior tendência a evaporar. Como exemplo, Conforme é possível observar na figura tem-se que, devido ao critério massa molar, o acima, a carga de líquido é introduzida em um metano é mais volátil do que o etano, que por vaso provido de aquecimento, entrando em sua vez é mais volátil que o propano, que por ebulição. Os vapores são retirados pelo topo sua vez é mais volátil que o butano e assim através do condensador, onde são liqüefeitos por diante; então a separação destes é possível e coletados em outros recipientes. utilizando-se o agente calor e equipamentos A primeira porção do destilado será a mais 9 adequados, denominados colunas ou torres de rica em componentes mais voláteis. A medida destilação para processos contínuos ou desti- que prossegue a vaporização, o produto va- ladores para processos descontínuos ou em porizado torna-se mais volátil e o líquido residual bateladas. torna-se menos volátil, pois o percentual de
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    Operações Unitárias componentes leves no líquido residual vai sen- Este tipo de operação é muito utilizado na do esgotado. O destilado, que é o vapor con- primeira fase do fracionamento do petróleo em densado, poderá ser coletado em porções se- uma refinaria, pois esta torre reduz o tamanho paradas denominadas de cortes. Estes podem da torre de fracionamento atmosférico. produzir uma série de produtos destilados com vários graus de pureza. Então, considerando-se 2.4.1 Balanço Material uma mistura de três substâncias: Segundo o princípio geral da conservação Substância A – Muito volátil e em pe- da matéria, o balanço material para este pro- quena quantidade, cesso pode ser escrito da seguinte forma: Substância B – Volatilidade média e em grande quantidade, F=D+W Substância C – Muito pouco volátil e em pequena quantidade. Em que: Quando uma destilação em batelada ou F = vazão mássica de carga destilação simples é efetuada, o primeiro cor- D = vazão mássica de vapor te, pequeno, conteria predominantemente qua- W = vazão mássica de líquido se toda a substância A, o segundo corte, gran- de, conteria quase toda a substância B, porém 2.4.2 Balanço Térmico estaria contaminado com um pouco das subs- De acordo com o princípio da conserva- tâncias A e C, e o líquido residual seria, prati- ção de energia, o balanço energético para este camente, a substância C pura. Assim sendo, processo pode ser escrito da seguinte forma: apesar dos três cortes conterem todas as três substâncias, alguma separação teria ocorrido Calor que entra no sistema = Calor que sai do sistema neste processo de destilação. Q F + QA = Q D + QW Em que: 2.3.1 Balanço Material e Térmico QF = conteúdo de calor da carga Neste tipo de processo, é muito difícil efe- QA = conteúdo de calor cedido ao siste- tuar um balanço material e térmico de forma ma pelo aquecedor instantânea, uma vez que as temperaturas, as- QD = conteúdo de calor da carga sim como as composições do líquido e do va- QW = conteúdo de calor da carga por variam continuamente. É evidente, porém, que, ao final desta operação, a soma do resíduo 2.5 Destilação Fracionada e do destilado deve ser igual à carga inicial do vaso. A destilação fracionada é o tipo de desti- lação mais utilizada em indústrias de grande 2.4 Destilação por Expansão Brusca ou porte. Nos dois tipos de destilação abordados Destilação em um Único Estágio anteriormente, destilação em batelada e por O processo de destilação por expansão expansão brusca, a separação das diversas brusca é uma operação em um único estágio, substâncias que compõem a mistura é realiza- no qual uma mistura líquida é parcialmente da de forma imperfeita ou incompleta. Na des- vaporizada. As fases líquido e vapor resultan- tilação fracionada, é possível a separação em tes deste processo são separadas e removidas várias frações, em uma mesma coluna, pois da coluna. O vapor será muito mais rico na pode-se ter temperaturas, vazões e composi- substância mais volátil do que na carga origi- ções constantes em um dado ponto da coluna. nal ou no líquido residual. A destilação fracionada é uma operação de separação de misturas por intermédio de vaporizações e condensações sucessivas, que, aproveitando as diferentes volatilidades das substâncias, torna possível o enriquecimento da parte vaporizada, com as substâncias mais voláteis. Estas vaporizações e condensações 10 sucessivas são efetuadas em equipamentos específicos, denominados de torres ou colu- nas de destilação. O processo, em linhas gerais, funciona como esquematizado na figura a seguir:
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    Operações Unitárias Como pode ser observado, neste processo não existem reações químicas, somente troca térmica, devido ao refervedor de fundo e ao condensador de topo, e também troca de mas- sa entre o vapor ascendente e o líquido des- cendente no interior da coluna de destilação. 2.5.1 Colunas de destilação ou de retificação As colunas de destilação são constituídas por três partes essenciais: Refervedor É, geralmente, encontrado na base da co- luna de destilação, conforme pode ser obser- vado na figura a seguir: A mistura a ser destilada é introduzida num ponto médio da coluna, ponto F, denomi- nado ponto de alimentação. No seu interior, a mistura irá descer até atingir a base da coluna onde encontrará aquecimento do refervedor. O refervedor, um trocador de calor aquecido por vapor d'água ou outra fonte térmica qual- quer, aquecerá a mistura até atingir sua tem- peratura de ebulição. Neste ponto, a mistura emitirá vapores que irão circular em sentido ascendente na coluna, em contracorrente com a mistura da alimentação da coluna. Os vapo- res ascendentes atingirão o topo da coluna e Sua finalidade é proceder o aquecimento irão para um condensador, onde serão liqüe- da base e, em conseqüência, promover a eva- feitos e deixarão a coluna como produto de poração dos componentes mais voláteis. Po- destilação, D. Na base da coluna, a mistura, dem ser construídos com dispositivos de aque- isenta de componentes mais voláteis, deixa o cimento com vapor d'água, por aquecimento equipamento como produto residual, W. com circulação de frações de óleos quentes ou, O processo, resume-se, então, em alimen- até mesmo, através de resistências elétricas. tar a coluna de destilação com a mistura que Os vapores formados na base da coluna circu- se quer separar, F, no ponto médio da coluna; fa- larão de forma ascendente. Parte destes serão zer a circulação ascendente do vapor em contra- condensados ao longo do percurso na torre, corrente com o líquido descendente da coluna, com retornando na forma líquida, permitindo, des- remoção do destilado, D, no topo da torre e do ta forma, um contato íntimo entre o vapor as- líquido residual, W, no fundo da coluna. cendente e o líquido descendente ao longo da A volatilidade relativa do produto a ser des- torre. Dependendo do tipo de interno da colu- tilado permite a separação dos componentes na, o contato entre a fase líquida e vapor po- mais voláteis, e o contato íntimo entre as fases derá atingir níveis que melhorarão as condi- líquida e vapor ao longo da coluna promove a ções da separação desejada. perfeita separação dos componentes desejados. Na coluna de destilação, os componentes Para melhorar a separação das frações de- mais pesados da mistura condensam e sejadas, utiliza-se o retorno de parte do desti- retornam à base da coluna, de onde são retira- 11 lado, D, na forma de refluxo, Lo, que enrique- dos como líquido residual, W. Os componen- ce o produto de topo da coluna, D, com pro- tes mais leves atingem o topo da coluna e são dutos mais voláteis, melhorando a pureza do retirados como produto destilado, D, após pas- produto destilado, D. sarem pelo condensador.
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    Operações Unitárias Condensador Onde: Tem como finalidade proceder à conden- 1 – Borbulhador sação dos vapores leves que atingem o topo 2 – Tubo de ascensão da coluna. Após a condensação, tem-se o pro- 3 – Tubo de retorno duto destilado desejado, D, com a composi- V – Vapor ção especificada. L – Líquido Os borbulhadores são dispositivos com O processo requer, portanto, dois troca- formato cilíndrico, com aparência de um copo dores de calor, ambos de mudança de fase, dotado de ranhuras laterais até certa altura, refervedor procedendo a vaporização e o conforme figura a seguir. condensador efetuando a condensação das frações. Em alguns projetos, o refervedor poderá ser substituído por uma injeção de va- por d'água no fundo da coluna de destilação. Tipos de Torres de Destilação Na coluna, há o contato entre as fases lí- quida e vapor. O problema resume-se em con- Os borbulhadores são fixados sobre os tato perfeito entre as fases, e conseqüentemen- tubos de ascensão dos vapores e destinados à te, a altura da torre deve ser adequada ao tipo circulação ascendente do vapor de um prato a de separação que se deseja. A cada mistura outro. Sobre cada tubo de ascensão, encontra- corresponderá uma altura definida de coluna, se um borbulhador. O tubo de retorno tem que poderá ser perfeitamente calculada para a como finalidade fazer o retorno, prato a prato, separação desejada. Existem três tipos conven- do excedente da fase líquida condensada so- cionais de colunas de destilação: colunas com bre o prato. Assim sendo, existe sobre cada pratos e borbulhadores, colunas com pratos prato ou bandeja, um nível de líquido constante, perfurados e colunas com recheios. Todas fun- regulado pela altura do tubo de retorno, e que cionam com o mesmo princípio, ou seja, pro- deve corresponder ao nível do topo dos borbu- mover de forma mais perfeita possível o con- lhadores. Os borbulhadores são dispostos de tal tato entre as fases líquido e vapor. forma que fiquem na mesma altura do início do tubo de retorno de líquido, a fim de que se tenha Colunas com pratos e borbulhadores uma ligeira imersão na camada líquida. São as mais usuais e também podem ser Os vapores devem circular em contracor- denominadas de “bandejas”. Colunas deste rente com o líquido, ou melhor, de forma as- tipo adotam pratos ou bandejas superpostas e cendente, passando pelos tubos de ascensão, que variam em número e detalhes conforme a borbulhando através das ranhuras dos borbu- mistura que se pretende destilar. Os pratos são lhadores e condensando em parte nas bande- constituídos por borbulhadores, tubos de as- jas e parte retornando à bandeja imediatamen- censão e de retorno, conforme apresentado na te inferior. figura a seguir. Os tubos de retorno funcionam também como selos hidráulicos, impedindo que o va- por circule através deles. A figura a seguir ilustra bem o que foi comentado anteriormente: 12
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    Operações Unitárias Colunas compratos perfurados com borbulhadores ou pratos perfurados e apre- Neste tipo de coluna, os pratos com bor- sentam ainda algumas vantagens, tais como: bulhadores são substituídos por pratos dota- 1. geralmente são projetos mais econômi- dos de perfurações, cujo diâmetro varia entre cos, por serem mais simplificados; 0,8 e 3 mm. O funcionamento é idêntico às 2. apresentam pequena perda de carga; colunas que utilizam pratos com borbulhado- 3. não estão sujeitas às formações de es- res. Geralmente, neste tipo de coluna, não exis- puma. te o tubo de retorno e os pratos ocupam toda a Os recheios são disponibilizados em se- seção da coluna, porém existem projetos em ções, sobre suportes de sustentação, o que im- que as colunas com pratos perfurados são do- pede uma compactação e/ou uma descompac- tadas de tubo de retorno. tação localizada, que formaria caminhos pre- ferenciais ao longo da coluna. Colunas com Recheio O tamanho dos elementos dos recheios, Neste tipo de coluna, os pratos ou bande- geralmente, variam entre 0,5 e 8 cm. jas são substituídos por corpos sólidos com formatos definidos. Estes corpos, denomina- 2.5.2 Seções de uma Coluna de destilação dos recheios, podem ser anéis do tipo Rachig, Como visto anteriormente, em uma colu- Pall, Lessing ou ainda selas do tipo Berl, na de destilação, o vapor da mistura que sai de Intalox e outros. Alguns destes recheios po- um prato atravessa o líquido do prato superior, dem ser observados na figura seguinte. deixando seus componentes menos voláteis. O calor liberado pela condensação destes com- ponentes vaporiza, então, os compostos mais voláteis do líquido contido no prato superior. Existe, portanto, uma troca de calor e massa ao longo das bandejas da torre e nota-se que, à medida que se sobe na coluna, os vapores tor- nam-se mais voláteis (mais leves) e, à medida que se desce na coluna, os líquidos tornam-se menos voláteis (mais pesados). Seção de enriquecimento ou absorção É a parte da coluna compreendida entre o prato de entrada da carga e o topo da coluna. Nesta seção, são concentradas as frações ou substâncias mais leves (mais voláteis), ou seja, em todos os pratos acima do prato de alimen- tação, a percentagem de compostos mais le- ves é maior do que na carga. As substâncias mais pesadas são removidas dos vapores que ascendem, pelo refluxo interno de líquido que desce pelo interior da torre, líquido que tam- bém é denominado como refluxo interno. Seção de esgotamento É a parte da coluna compreendida entre o prato de entrada da carga e o fundo da coluna. A finalidade do recheio é provocar o con- Nesta seção são concentradas as frações ou tato das fases líquido-vapor. Os corpos do re- substâncias mais pesadas (menos voláteis), ou cheio devem ser de alta resistência à corrosão, seja, em todos os pratos abaixo do prato de razão pela qual são, geralmente, de cerâmica alimentação, a percentagem de compostos ou de aço inoxidável. Dependendo da tempe- mais pesados é maior do que na carga. Os com- 13 ratura do processo pode-se utilizar também ponentes ou substâncias mais pesadas, são re- recheios plásticos de alta resistência. movidos dos vapores que ascendem, pelo re- As torres que utilizam recheios são muito fluxo de líquido que desce pelo interior da tor- competitivas com as torres que contêm pratos re, também denominado de refluxo interno.
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    Operações Unitárias 2.5.3 Balanço Material Em que: Neste processo, o balanço material deve- V = vazão mássica do vapor de topo rá ser realizado nas várias seções da coluna, D = vazão mássica do produto de topo conforme figura a seguir: L = vazão mássica do refluxo externo F = vazão mássica da carga W = vazão mássica do produto de fundo Vm = vazão mássica de vapor na seção de absorção Vn = vazão mássica de vapor na seção de esgotamento Lm = vazão mássica de líquido na seção de absorção (refluxo interno) Ln = vazão mássica de líquido na seção de esgotamento (refluxo interno) QC = calor retirado pelo condensador 14 QR = calor introduzido pelo refervedor qF = calor contido na carga qD = calor contido no produto de topo qW = calor contido no produto de fundo
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    Operações Unitárias Os principais balanços materiais para este processo são: Na envoltória I: F=D+W Na envoltória II: Vm = Lm + D Na envoltória III: L n = Vn + W No condensador: V=L+D Razão de Refluxo 2.5.4 Balanço Térmico Nas torres de destilação fracionada existem Os principais balanços materiais para este dois tipos de refluxo, externo e o interno, que processo são: geram, desta forma, as razões de refluxo exter- na e interna. A razão de refluxo interna aconte- Balanço Térmico Global ce tanto na região de absorção, quanto na re- gião de esgotamento. As seguintes expressões F . qF + Qr = D . qD + W . qW + QC (1) podem ser escritas para as razões de refluxo: Como é possível observar na expressão Razão de refluxo externo: (1), o calor retirado do condensador, QC, de- pende do calor introduzido no sistema pelo Re = ( L/D) refervedor, Qr, uma vez que os demais termos da expressão são fixados por projeto. Razão de refluxo interna: Na seção de absorção: Balanço térmico no condensador (Ri)abs = ( Lm / Vm ) V . qV = L . qL + D . qD + QC (2) Na seção de esgotamento: Sabe-se que, qL = qD e V = L + D, por- (Ri)esg = ( Vn / Ln ) tanto a equação (2) pode ser reescrita como uma nova expressão: O grau de fracionamento que acontece em (L + D) . qV = L . qL + D . qL + QC ® uma coluna de destilação é determinado pelas (L + D) . qV = (L + D) . qL + QC razões de refluxo interna na torre, que por sua vez são geradas a partir da carga e do refluxo (L + D) . qV – (L + D) . qL = QC ® externo à torre de destilação, ou seja, o reflu- (L + D) . (qV – qL) = QC xo interno na seção de absorção, Lm, é gerado pelo refluxo externo, L, enquanto que na se- (L + D) = QC / (qV – qL) ção de esgotamento, Ln, é gerado pelo refluxo interno Lm mais a carga F. (qV – qL) = Calor de condensação do vapor de Na seção de enriquecimento ou absorção, topo da coluna de destilação. quanto mais líquido Lm descer na torre por unidade de massa de vapor que sobe, tanto 2.5.5 Influência das principais variáveis na melhor será a separação, pois, nesta seção, a destilação fracionada finalidade é reter os compostos pesados (me- 15 A figura a seguir será utilizada para que nos voláteis) contidos nos vapores. Quanto possam ser feitas as observações necessárias maior a razão (Lm/Vm), tanto melhor será, en- sobre a influência das principais variáveis que tão, o fracionamento nesta região da torre de ocorrem neste tipo de processo. destilação.
  • 16.
    Operações Unitárias Na seção de esgotamento, tem-se o con- Quando ocorrer refluxo total, então D = 0, trário da seção de absorção, quanto mais va- logo: por subir na torre por unidade de massa de (Lm / Vm) = 1 ® Lm = Vm, ou seja, a quan- líquido que desce, melhor será a separação tidade de líquido que desce na seção de absor- nesta seção da torre, já que a finalidade, nes- ção é igual à quantidade de vapor que sobe ta região, é a remoção dos compostos leves nesta seção, não havendo, portanto, produção. (mais voláteis) do líquido que desce pela Na seção de esgotamento, observa-se o torre. Portanto, na seção de esgotamento, seguinte balanço material: também denominada de stripping, quanto maior a razão (Vn / Ln), melhor será o fracio- Ln = Vn + W namento. Vn = Ln – W Resumindo, pode-se afirmar que, para uma Dividindo-se os dois termos da equação determinada coluna, o grau de fracionamento por Ln, obtém-se que: é tanto maior quanto maior for a razão de re- fluxo interna. (Vn / Ln) = 1 – (W/ Ln) No caso da seção de esgotamento, todo o Razão de Refluxo Versus número de pratos da líquido residual será vaporizado no refervedor, Coluna então W = 0, então: Existe uma relação entre o número de pra- (Vn / Ln) = 1 ® Vn = Ln, isto é, a quantida- tos ou bandejas de uma coluna de destilação e de de vapor que sobe na seção de esgotamen- a razão de refluxo interna ou externa deste to é igual à quantidade de líquido que por ela equipamento. desce e não há produção. Quanto menor for o número de pratos ou bandejas de uma coluna, pior será seu fracio- Quando a coluna é operada, portanto, em namento. Podem ser construídas torres com refluxo total, o fracionamento é praticamente grande número de pratos para operarem com perfeito, porém o gasto com energia é muito pequena razão de refluxo interna, assim como elevado e não há produção na coluna, o que torres com pequeno número de pratos e razões torna o processo economicamente inviável. de refluxo interno elevadas, para uma carga com as mesmas características. A relação entre o número de pratos ou es- Tendo em vista a relação anteriormente tágios e a razão de refluxo pode ser observada descrita, a condição de refluxo ou razão de no gráfico a seguir: refluxo mínimo corresponderá a uma coluna com um número infinito de pratos para que seja atingido o fracionamento desejado, assim como a condição de refluxo ou razão de reflu- xo total corresponderá a uma coluna com um número mínimo de pratos para que o fracio- namento desejado seja atingido. Nenhuma destas condições é satisfatória, uma vez que uma torre com número de pratos infinito é um A razão de refluxo interna mínima é aquela projeto totalmente inviável economicamente, que corresponde a um refluxo externo, L, mí- bem como a construção de uma coluna que nimo, por conseqüente, os projetos de colunas não produza, pois para o refluxo total não se de destilação são concebidos prevendo-se, tem retirada de produtos, como pode ser veri- geralmente, um refluxo externo com valores ficado pelo cálculo abaixo: que variam entre 1,5 a 2 vezes o valor da ra- Na seção de absorção, o seguinte balanço zão de refluxo mínima. Este valor é denomi- material é observado: nado razão de refluxo operacional, RR oper, como pode ser observado no gráfico anterior. Vm = Lm + D 16 Lm = Vm – D 2.6 Fatores que influenciam as principais Dividindo-se os dois termos da equação variáveis na destilação fracionada por Vm, tem-se que: 2.6.1 Propriedades da carga Como cada carga a ser processada pode (Lm / Vm) = 1 – (D/Vm) exibir uma característica, pois as proporções
  • 17.
    Operações Unitárias entre oscomponentes a serem separados po- especificadas. Se, por exemplo, uma torre, pro- dem ser diferentes, haverá, então, uma razão jetada para uma determinada condição e espe- de refluxo para cada carga a ser processada. A cificação de carga, mudanças em suas carac- diferença de volatilidade entre os componen- terísticas especificadas, a mesma não corres- tes da carga, de uma torre de destilação fracio- ponderá satisfatoriamente às condições inicial- nada, exerce grande influência sobre as variá- mente previstas, diminuindo desta forma, sua veis citadas. Como exemplo, pode-se citar a eficiência e, conseqüentemente, podendo com- comparação entre a separação de uma mistura prometer os resultados inicialmente previstos contendo 50% de etano e 50% de eteno de para aquele projeto. Portanto, o fracionamen- outra contendo 50% de hexano e 50% de eteno. to em uma coluna de destilação depende da No primeiro caso, a separação entre o etano e eficiência dos seus pratos. o eteno requer tanto uma quantidade de reflu- xo, bem como uma quantidade de estágios 2.7 Problemas que podem ocorrer em (pratos) na coluna muito maiores do que na da bandejas de colunas de destilação separação da mistura entre o hexano e o eteno, 2.7.1 Problema de arraste pois estes dois últimos compostos possuem grande diferença de volatilidade. O arraste é o transporte, efetuado pelo va- por, de gotículas de líquido do prato inferior para os pratos superiores. A quantidade de lí- 2.6.2 Eficiência dos dispositivos de separação quido arrastado depende da velocidade do va- das torres (Pratos) por ao longo da torre. No arraste, o líquido do Como mencionado, o componente ou prato inferior contamina o líquido do prato substância que vaporiza a partir do líquido de superior com compostos pesados (menos vo- um determinado prato da coluna é mais volá- láteis), piorando o fracionamento ao longo da til que os componentes contidos no líquido coluna. O arraste pode ser provocado pelo au- deste prato, e ainda que este vapor esteja em mento da vazão volumétrica do vapor, que, por equilíbrio com o líquido do prato, o número sua vez, pode ser decorrente da redução da de moléculas que abandona a fase líquida para pressão em alguma região da coluna. a fase vapor é igual ao número de moléculas As torres de destilação a vácuo são cons- que voltam da fase vapor para a fase líquida – truídas com um diâmetro muito maior do que princípio do equilíbrio. Para que o equilíbrio, as torres de destilação atmosféricas, pois como seja atingido é necessário um certo tempo de suas pressões são muito baixas, provocam va- contato entre as fases. No caso do prato ou zões volumétricas muito elevadas. bandeja de uma torre de destilação, este tem- po depende dos detalhes construtivos desta 2.7.2 Problema de Pulsação bandeja: quanto mais alto o líquido contido Este fenômeno ocorre quando a vazão de neste prato ou bandeja, maior será o tempo de vapor, que ascende de um prato inferior para contato entre as fases, pois o líquido perma- um superior da coluna, não tem pressão sufi- necerá mais tempo no prato, e, em consequên- cia o vapor gastará mais tempo para atravessá- ciente para vencer continuamente a perda de lo. O prato que conserva um maior nível de carga apresentada pela bandeja em questão. O líquido é aquele que mais se aproxima do equi- vapor, então, cessa temporariamente sua pas- líbrio entre as fases líquido-vapor e, por isso, sagem por esta bandeja e, quando sua pressão é denominado de “prato ideal”. O prato ideal volta a ser restabelecida, vence a perda de car- é o dispositivo que permite o maior enriqueci- ga no prato de forma brusca. Assim diminui a mento em componentes mais voláteis do va- pressão do vapor quase que instantaneamente por que penetra no líquido deste prato. e cessa a passagem do vapor pelo prato até A eficiência de um prato de uma coluna que seja novamente restabelecida sua pressão. de destilação fracionada poderá ser quantifi- Esta situação permanece até que seja norma- cada pelo enriquecimento de componentes lizada a condição de pressão ao longo da coluna. mais voláteis no líquido deste prato, que no caso do prato ideal é de 100%. O valor per- 2.7.3 Problema de vazamento de líquido 17 centual da eficiência de um prato real, em uma É o fenômeno da passagem de líquido da coluna de destilação fracionada, está entre 50 bandeja superior para a bandeja inferior, atra- e 80%, é tanto maior, quanto melhor for o pro- vés dos orifícios dos dispositivos existentes jeto da torre, para as condições de operação nos pratos e que são destinados à passagem
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    Operações Unitárias do vapor. Este fenômeno ocorre, quando a va- zão de vapor é baixa e a vazão de líquido é excessivamente alta. 2.7.4 Problema de inundação A inundação, em uma torre de destilação, ocorre quando o nível de líquido do tubo de retorno de um prato atinge o prato superior. Poderá acontecer em regiões localizadas na torre ou, caso o problema não seja soluciona- do a tempo, em uma das seções e até mesmo, na torre como um todo. Anotações 18
  • 19.
    Operações Unitárias Processos deAbsorção e Esgotamento 3.2.2 Esgotamento 3 3.1 Introdução Como observado no capítulo sobre o pro- É a operação inversa à da absorção, ou cesso de destilação, nas colunas de destilação seja, tem como finalidade remover compostos fracionada, a seção acima do ponto de alimen- de um líquido, L1, utilizando-se uma corrente tação da carga da torre é denominada de seção de gás ou de vapor, V1, Neste caso, são utili- de absorção e a seção abaixo do ponto de ali- zados gases ou vapores totalmente insolúveis mentação da carga da torre é denominada de no líquido ou então gases ou vapores com seção de esgotamento. No entanto, existem volatilidade muito mais alta do que o líquido processos que utilizam somente absorção ou em questão. esgotamento, e, de acordo com a necessidade Na realidade, tanto no processo de absor- do processo, são projetadas torres que operam ção, quanto no processo de esgotamento, existe somente com processos de absorção ou, en- o mecanismo de transferência de massa de uma tão, apenas com processos de esgotamento. fase para outra. No caso da absorção, há trans- As colunas de absorção e de esgotamen- ferência de compostos da fase gasosa para a to, geralmente, não possuem estágios de troca fase líquida e, no caso do processo de esgota- de calor, isto é, não apresentam nem refervedor, mento, há transferência de compostos da lí- nem condensador. quida para a fase gasosa. 3.2 Conceitos 3.3 Solubridade de Gases em Líquidos 3.2.1 Absorção Quando se coloca um gás em contato com um líquido, num recipiente fechado numa certa condição de temperatura e pressão, parte das moléculas da fase gasosa passa, inicialmente, para a fase líquida, até que se atinja o ponto de equilíbrio para estas condições de temperatu- ra e pressão. Neste ponto, a concentração do gás no líquido é denominada de “solubilidade de equilíbrio do gás neste líquido”, nas condi- ções de temperatura e pressão em questão. É uma operação em que uma mistura ga- sosa, V1, é colocada em contato com um líqui- do, L1, para nele serem dissolvidos um ou mais % do gás = solubilidade de equilíbrio. compostos que se quer remover da mistura No exemplo acima, a fase gasosa é cons- gasosa. Geralmente, existe uma diferença de tituída somente por um tipo determinado de volatilidade muito grande entre os componen- gás. No caso de haver uma mistura de duas tes da fase gasosa e os da fase líquida. Propor- ou mais substâncias gasosas, em que somen- 19 ciona-se, com isso, somente a absorção dos te uma delas é solúvel no líquido, a “solubi- componentes mais pesados da mistura gaso- lidade de equilíbrio” dependerá da pressão sa, sem a perda de componentes da mistura parcial deste gás, na mistura gasosa. O valor da líquida por evaporação. pressão parcial de uma sustância é o percentual
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    Operações Unitárias molecular desta substância em relação à pres- A solubilidade de equilíbrio de um de- são total da mistura, ou seja: terminado gás, a uma certa temperatura, em um determinado líquido, aumenta, com o au- (PParcial)A = (%molecularA / 100) x PTotal mento da pressão parcial do gás, ou ainda, Por exemplo, numa mistura gasosa em com o aumento da concentração do gás no que a pressão total do sistema é de 20 kgf/cm2, referido líquido, desde que a temperatura se tem-se 30% de moléculas de propano; assim a mantenha constante (vide figura a seguir). pressão parcial do propano na mistura deste sistema será: (30/100) x 20 = 6 kgf/cm2. É possível relacionar a pressão parcial de um determinado gás com a sua solubilidade de equilíbrio num determinado líquido, e com isto, gerar gráficos com curvas de solubilidade de equilíbrio em função da pressão parcial de equilíbrio, como pode ser observado a seguir. 20 Concentração ou solubilidade de equilíbrio.
  • 21.
    Operações Unitárias Como pode ser observado no gráfico, com amônia, mantendo-se a temperatura em 30ºC? o aumento da temperatura, a solubilidade do Em caso positivo, qual seria a concentração gás diminui. Na temperatura de 10ºC e com ou solubilidade de equilíbrio para esta nova uma pressão parcial de equilíbrio de 50 mm Hg, condição? a concentração ou solubilidade de equilíbrio Resposta: Nova pressão parcial = 2 x 50 = da amônia em água será de 11%. Com a mes- 100 mm Hg ma pressão parcial de 50 mm Hg, na tempera- (Força Motriz) = 100 – 50 = 50 mm Hg, tura de 30ºC, a concentração ou solubilidade portanto como o potencial é > 0, haverá ab- de equilíbrio da amônia na água será de 5%. sorção. De acordo com o gráfico, para a nova con- 3.4 Potencial que promove a absorção dição de equilíbrio, em que a pressão parcial é Conforme abordado anteriormente, quan- de 100 mm de Hg, na temperatura de 30ºC, a do um líquido e um gás estão em equilíbrio (o nova condição de concentração de amônia número de moléculas da fase gasosa que pas- corresponderia a 8%. sa para a fase líquida é igual ao número de Nota: A pressão parcial de equilíbrio é sempre obtida moléculas que passam da fase líquida para a graficamente, através das curvas de solubilidade. fase gasosa), nas condições de temperatura e pressão estabelecidas não haverá mais altera- 3.5 Refluxo Interno Mínimo ção da concentração do gás absorvido no lí- No caso dos processos de absorção e esgo- quido. Porém, caso haja alteração, por exem- tamento, existe uma razão de refluxo mínimo, plo, da pressão parcial do gás a ser absorvido para que a operação desejada seja efetuada. pelo líquido, sem a alteração da variável tem- peratura, então ocorrerá a passagem de molé- 3.5.1 Absorção culas da fase gasosa para a fase líquida até a Para o processo de absorção, existe uma nova situação de equilíbrio. relação L/V mínima, a fim de que a operação Baseado nestes conceitos, o potencial, de absorção desejada possa ser efetuada. Quan- que promove a absorção de um gás A em um to maior a relação L/V, melhor será a absor- certo líquido, poderá ser equacionado da se- ção, pois o líquido, L, ficará menos concen- guinte forma: trado no composto a ser absorvido. Com o (Potencial de absorção)A = (Pressão Parcial)A – aumento da relação L/V, tem-se, assim, um (Pressão Parcial de Equilíbrio)A aumento no potencial de absorção. Para ilustrar o assunto, pode-se tomar, 3.5.2 Esgotamento como exemplo, o gráfico anterior, que repre- No caso do processo de esgotamento, exis- senta amônia sendo absorvida em água. te uma relação V/L mínima, para que a opera- ção de esgotamento desejada possa ser efetua- 1º Exemplo: da. Quanto maior a relação V/L, melhor será Qual será o potencial de absorção da amô- o esgotamento, pois o vapor, V, ficará menos nia em água, à temperatura de 30ºC, conside- concentrado no composto a ser esgotado. Com rando-se que na água existe uma concentra- o aumento da relação V/L, haverá, então, um ção de amônia de 5%, com pressão parcial de aumento no potencial de esgotamento. 50 mm Hg? Resposta: Como observado no gráfico em questão, para o valor de concentração ou so- 3.6 Resumo dos Fatores que Influenciam lubilidade de equilíbrio igual a 0,05 e t = 30ºC, os Processos de Absorção e Esgotamento o resultado da pressão parcial de equilíbrio Favorece a absorção Favorece o esgotamento corresponde a 50 mm Hg. A força motriz ou Aumento da pressão do gás Redução da pressão do gás potencial de absorção para este caso será: (aumento da pressão parcial (redução da pressão parcial do (Força Motriz) = 50 – 50 = 0, ou seja, nes- do composto a ser absorvido) composto a ser esgotado) ta condição, o gás já está em equilíbrio com o Redução da temperatura Aumento da temperatura 21 líquido e não há, portanto, mais absorção. Baixa concentração do com- Baixa concentração do com- posto a ser absorvido no líqui- posto a ser esgotado no vapor 2º Exemplo: do utilizado para a absorção utilizado para o esgotamento Haveria absorção da amônia na água no exemplo 1, caso dobrasse a pressão parcial da Alta relação L/V Alta relação V/L
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    Operações Unitárias 3.7 Equipamentos Para a operação de absorção e esgotamen- to, são utilizados os mesmos equipamentos que para a operação de destilação, principalmente torres com recheios, embora torres com pra- tos com borbulhadores ou com pratos valvu- lados também sejam empregadas. As torres com recheios são mais utiliza- das em processos de absorção, pois nesta ope- ração as vazões de líquido e vapor, geralmen- te, não sofrem muita alteração ao longo do processo. Na operação correta, a torre está cheia de gás e o líquido desce através da coluna. O recheio, desta forma, está sempre coberto por uma camada de líquido permanentemente em contato com o gás. A vazão de líquido não pode ser muito pequena, caso contrário o recheio não ficaria molhado de maneira uniforme. A vazão de vapor não pode ser excessivamente alta, pois dificultaria a descida do líquido na torre. A transferência de massa entre as fases é promovida pelo recheio no interior da coluna. Este mantém o contato íntimo e contínuo en- tre as fases em toda a extensão de cada leito recheado. Anotações 22
  • 23.
    Operações Unitárias Processosde Extração Líquido-Líquido 4 A fase líquida, utilizada para fazer a se- 4.1 Introdução A operação denominada Extração Líqui- paração do soluto, é denominada de solvente. do-Líquido é empregada nos processos de se- O solvente deverá ser o mais insolúvel possí- paração de um ou mais compostos de uma vel na solução. mistura líquida, quando estes não podem ser De acordo com a natureza do composto separados por destilação de forma economi- que se quer extrair da solução, isto é, o soluto, camente viável. basicamente, há dois tipos de extração: Geralmente, tais separações ocorrem nos a) extração de substâncias indesejáveis – seguintes casos: o soluto é uma impureza que deverá ser a) os componentes a serem separados são retirada da solução. O produto dese- pouco voláteis – seria necessário, en- jado neste processo de separação é a tão, utilizar processos com temperatu- solução livre do soluto. Como exem- ras muito altas, combinadas com pres- plo, pode ser citada a extração de com- sões muito baixas, com a finalidade de postos de enxofre existentes nos deri- conseguir a separação desejada; vados de petróleo, como a gasolina, o b) os componentes a serem separados têm querosene e outras correntes. Um ou- aproximadamente as mesmas volatili- tro exemplo é a retirada de compostos dades – neste caso, seria necessária a aromáticos de correntes de óleos lubri- utilização de colunas de destilação com ficantes para purificação dos mesmos; um número muito grande de estágios b) extração de substâncias nobres – o de separação (pratos), conseqüente- soluto é, neste caso, o composto dese- mente torres muito elevadas, a fim de jado após a operação de separação, o conseguir a separação desejada; restante da solução é o produto inde- sejável do processo. Como exemplo, c) os componentes são susceptíveis à de- tem-se citar a separação do butadieno composição – os compostos ou com- de uma mistura entre o buteno e o bu- ponentes a serem separados sofrem de- tadieno, na indústria petroquímica, uti- composição quando atingem a tempe- lizando-se como solvente neste proces- ratura necessária para a separação; so de extração uma solução aquosa de d) o componente menos volátil que se quer acetato cupro-amoniacal. separar está presente em quantidade muito pequena – não seria economi- camente viável, em tal situação, vapo- 4.3 Mecanismo da Extração rizar toda a mistura líquida para ob- O mecanismo do processo de extração ter o produto desejado. ocorre, basicamente, de acordo com as seguin- tes etapas: 4.2 Conceito a) mistura ou contato íntimo entre o sol- vente e a solução a ser tratada. Ao lon- O processo de Extração Líquido-Líquido go desta etapa, ocorrerá a transferência é a operação no qual um composto dissolvido do soluto da solução para a fase sol- em uma fase líquida é transferido para outra vente; 23 fase líquida. A fase líquida, que contém o composto a b) a separação entre a fase líquida da so- ser separado, é denominada de solução e o lução, denominada de rafinado, e a fase composto a ser separado é denominado de líquida solvente, denominada de extrato; soluto. c) recuperação do solvente e do soluto.
  • 24.
    Operações Unitárias Para a recuperação do soluto do solvente, é O ciclo da extração pode ser representado necessário que estes tenham características que pela figura seguinte, de forma que a massa es- permitam a separação dos mesmos através de pecífica do solvente é menor do que a massa um simples processo de destilação ou qualquer específica da solução, para que seja possível a outro tipo de separação simples e possível. extração. 4.4 Equipamentos do Processo de vez processado e a este seja adicionada nova porção de solvente, será possível extrair mais Extração soluto da solução e o rafinado tornar-se-á ain- 4.4.1 De um único estágio da mais puro. Quanto maior o número de está- Neste tipo de equipamento, os líquidos são gios, maior será a extração. misturados, ocorre a extração e os líquidos Se, ao invés de ser utilizado solvente novo insolúveis são decantados. Esta operação po- e puro para cada caso, um sistema em contra- derá ser contínua ou descontínua. Este equi- corrente, for empregado, o solvente puro en- pamento é correspondente ao esquema da fi- trará em contato com a carga em contracor- gura anterior. rente e tem-se então um sistema de múltiplos estágios, que formam uma sucessão de estágios 4.4.2 De múltiplos estágios simples. Baseado, ainda, no exemplo da figura an- Como exemplo, pode-se observar a figura a terior, caso o rafinado (A + B) seja mais uma seguir, que mostra um sistema para dois estágios. Os equipamentos que fazem a extração a) torre de dispersão; líquido-líquido em múltiplos estágios utilizam 24 b) torre com recheios; o princípio desta figura uma única coluna, ge- ralmente, semelhantes a uma torre de destila- c) torre agitada. ção, podendo ou não conter recheios ou ainda bandejas. Os principais tipos de equipamen- Nota: Não são utilizados pratos com borbulhadores em tos são: equipamentos de extração.
  • 25.
    Operações Unitárias Os equipamentos mencionados anteriormente podem ser observados nas figuras a seguir: 4.5 Equilíbrio entre as Fases Líquidas Na absorção e no esgotamento, quando as duas Existe uma analogia, que se pode fazer, fases entram em equilíbrio, não há mais alte- entre os processos de esgotamento e ou absor- ração da composição nem da fase líquida, nem ção em relação ao processo de extração. da fase vapor. Da mesma forma na extração, 25 A fase líquida do solvente, o extrato, quando é atingido o equilíbrio entre as fases, pode ser considerada como a fase vapor, então não haverá mais alteração das composi- enquanto que a fase líquida da solução, o ções do extrato e do rafinado, o que está ilus- rafinado, pode ser considerada a fase líquida. trado na figura a seguir.
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    Operações Unitárias Anotações 4.6 Fatores que influenciam a Extração 4.6.1 Relação Solvente-Carga De forma semelhante ao processo de ab- sorção, na extração, também existe uma rela- ção mínima solvente/carga, abaixo da qual não é possível efetuar a extração desejada. Quanto maior a relação solvente/carga, me- lhor será a extração, pois uma concentração maior de solvente na solução aumentará o po- tencial de transferência de massa do soluto para a fase líquida do solvente, com a conseqüente formação do extrato. 4.6.2 Qualidade do solvente Nos casos em que o solvente é recupera- do, após a extração, quanto mais isento de soluto ele retornar para a torre de extração, melhor será a extração, pois sua composição estará mais afastada da composição de equilí- brio com a carga e maior será a transferência de soluto da fase da solução (carga) para a fase solvente. 4.6.3 Influência da temperatura Embora seja adequado que o solvente apresente insolubilidade na carga, isto na prá- tica não ocorre, pois sempre existe , ainda que pequena, uma solubilidade mútua entre as fa- ses que aumenta com a elevação da tempe- ratura. A composição das duas fases em equi- líbrio muda, então, com a alteração da tempe- ratura. Isto pode influenciar de forma negati- va na extração desejada. Portanto, nunca se deve operar com temperaturas acima das re- comendadas para um certo processo de extra- ção, pois poderá ocorrer a dissolução de parte ou até mesmo de todo o solvente na carga ou vice-versa, impedindo a separação das duas fases líquidas. Caso haja uma certa dissolu- ção de solvente na carga ou vice-versa, o equi- pamento não terá uma operação satisfatória 26 com conseqüente queda de eficiência no pro- cesso de extração.
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    Operações Unitárias Fluidização de Sólidos e Separação Sólido 5.1 Fluidização de sólidos 5.1.3 Tipos de Fluidização 5 5.1.1 Conceito Existem dois tipos de fluidização, a parti- Para compreender melhor o conceito de culada e a agregativa. A fluidização particulada ocorre, prin- fluidização de sólidos, suponha que um fluido cipalmente, quando o fluido é um líquido, en- líquido ou gasoso esteja escoando vagarosa- quanto a fluidização agregativa ocorre quan- mente através de um leito de partículas sóli- do o fluido é um gás. das finamente divididas. Os sólidos agem como Na fluidização particulada, o início do um obstáculo à passagem deste fluido, ocasio- processo é caracterizado por um rearranjo das nando uma queda de pressão (DP), devido ao partículas de forma a oferecer maior área livre atrito, que aumenta com o aumento da veloci- para o escoamento, porém sem que as partícu- dade. Ao aumentar ainda mais a velocidade las percam o contato entre elas. do fluido, os canais de passagem formados pelo Na fluidização agregativa, o início é ca- mesmo aumentam e as partículas sólidas fi- racterizado por um fenômeno semelhante à cam mais separadas. Nesse ponto, inicíasse a ebulição, ou seja, bolhas de gás atravessam o fluidização do leito de sólidos, pois estes per- leito sólido e rompem-se na superfície, em- dem suas características e passam a se com- purrando as partículas de sólido para cima. portar como fluidos, de modo a seguir as leis A fluidização do tipo agregativa é aquela de escoamento de fluidos, em que a pressão é que ocorre no processo de craqueamento ca- proporcional à altura do leito. talítico. Caso continue o aumento da velocidade de escoamento do fluido, haverá um ponto em 5.1.4 Dimensões do Leito Fluidizado que as partículas sólidas serão arrastadas, des- A altura necessária do equipamento que fazendo-se, desta maneira, o leito sólido. contém o leito aumenta com a velocidade de escoamento do fluido, pois o volume de vazios fica maior com o aumento da velocidade. As 5.1.2 Objetivo da Fluidização partículas menores têm velocidade de queda A principal aplicação da operação com menor do que as maiores, ou seja, se uma par- leito fluidizado é em processos cujas reações tícula de 1 mm não é arrastada pelo fluido, uma químicas envolvam catalisadores, como no outra de 0,1 mm poderá ser arrastada e aban- caso do processo de craqueamento catalítico. donar o leito. Com o constante choque entre Neste, o catalisador sólido finamente dividido as partículas sólidas, aos poucos, elas vão sen- está em forma de leito fluidizado. O estado do reduzidas a tamanhos cada vez menores. fluidizado do catalisador, além de garantir seu Para que estas partículas não sejam arrastadas, melhor contato com a carga devido ao aumen- seria necessária a utilização de velocidades to da área específica do catalisador com ele, muito baixas para o escoamento dos fluidos, o que equivale a construir equipamentos com permite que o catalisador seja escoado de um diâmetros muito elevados. Mesmo com a vaso para outro por diferença de pressão, como construção de equipamentos com diâmetros se fosse um líquido. Evita-se, desta forma, a muito elevados, ainda haveria o problema de 27 utilização de equipamentos de transporte de que as partículas maiores não seriam movi- sólidos, como caçambas, esteiras rolantes, cor- mentadas de forma adequada no leito. Por ou- reios ou outros métodos de transporte de lei- tro lado, quando ocorre a redução de tama- tos sólidos. nho das partículas, sempre existe o arraste de
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    Operações Unitárias partículas finas para fora do leito. Nos casos O ciclone é um separador por decantação, em que o fluido é um gás, como no processo em que a força da gravidade é substituída pela de craqueamento catalítico, estas partículas força centrífuga. A força centrífuga que age finas são retiradas através de equipamentos es- sobre às partículas pode variar de 5 a 2.500 ve- peciais, denominados ciclones, que promovem zes a mais do que a força da gravidade sobre a o retorno destas para o equipamento que con- mesma partícula, dependendo das condições do tém o leito de sólidos. gás e do projeto do ciclone. O ciclone é um equi- pamento muito eficiente e por isso muito utili- 5.2 Separação sólido-gás zado nos processos de separação sólido-gás. A separação de partículas sólidas de um gás pode ser efetuada através de diversas ma- 5.2.1 Fatores que influenciam o funcionamento neiras, por exemplo, filtração, precipitação de um Ciclone eletrostática, aspersão com líquidos, ciclones a) Diâmetro das partículas: o ciclone não e outros processos. O mais utilizado em refi- é muito eficiente para partículas meno- narias, geralmente, é o ciclone, especialmente res do que 0,005 mm. empregado em processos de craqueamento b) Velocidade do gás na entrada do ciclo- catalítico, onde são retidas as partículas finas ne: é muito importante notar que quan- do processo de craqueamento. to maior a velocidade do gás que entra No processo de craqueamento catalítico, no ciclone, mais partículas finas serão o gás que entra nos ciclones pela abertura la- retirada do gás. A velocidade do gás teral encontra-se carregado de partículas de que vai para o ciclone não pode ser catalisador, saindo pela parte superior, o gás aumentada de forma indiscriminada, purificado e, por baixo, as partículas de catali- pois a perda de pressão (perda de car- sador, que voltam ao leito. ga) que ocorre no interior do ciclone Dentro do ciclone, as partículas de sóli- poderá ser muito grande. dos chocam-se contra as paredes, perdem ve- c) Viscosidade: O aumento da viscosidade locidade e, em conseqüência se precipitam. do gás dificulta a remoção das partículas. 5.2.2 Arranjos entre os Ciclones Para se obter maior eficiência de remoção de partículas nos ciclones, é possível fazer com- binações de ligações entre os mesmos. Estas ligações poderão ser em série ou em paralelo, dependendo de cada caso desejado. Para altas vazões de gás, utilizam-se as ligações em paralelo, com a finalidade de reduzir a perda de pressão (perda de carga) originada pelo processo de separação nos ciclones. Na figura a seguir observam-se os arranjos mencionados. 28
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    Operações Unitárias Um ciclone em operação é apresentado a seguir: 5.3 Noções básicas do processo de Craqueamento Catalítico 29
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    Operações Unitárias No processo de craqueamento catalítico, a carga (gasóleo) entra em contato com o ca- talisador no riser, onde são iniciadas as rea- ções, que ocorrem em fase gasosa. O riser é um tubo de grande dimensão, que fica a mon- tante do reator. O reator, por sua vez, funciona como um vaso separador entre os produtos formados e o catalisador. O catalisador em forma de pó, ou seja, partículas muito finas, quando retirado do rea- tor, está impregnado com coque; por isso ne- cessita de retificação para retornar ao reator. No regenerador, o coque do catalisador é quei- mado na presença de ar, que vem do blower (soprador). Os gases gerados na combustão do catalisador (CO2, CO, H2O, H2, N2, O2 em ex- cesso, e outros gases), antes de serem envia- dos para a atmosfera, passam em uma caldei- ra recuperadora de calor (caldeira de CO), para que o calor latente dos gases, bem como a quei- ma do CO na caldeira possam ser aproveita- das na geração de vapor. Os ciclones, que estão localizados no topo do reator, evitam que o catalisador contamine os produtos que saem do reator. Os produtos gerados no reator seguem para uma torre de fracionamento, onde são separa- dos em frações, como GLP, nafta craqueada, diesel de FCC (LCO) e óleo combustível de FCC. Na torre de fracionamento, ainda é produzids uma fração denominada borra, que, por conter algum catalisador arrastado do pro- cesso de craqueamento, retorna para o início do processo, junto com a carga. Anotações 30
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    Operações Unitárias Bombas 6.1 Curvas características de Bombas 6 Centrífugas As curvas características de bombas tra- duzem o funcionamento do equipamento em questão. São produzidas a partir de dados empíricos (experimentais) do próprio fabrican- te do equipamento, fazendo a bomba vencer diversas alturas de coluna de líquido, varian- do a vazão do líquido e ao mesmo tempo veri- ficando a potência absorvida pelo eixo da bom- ba e a sua eficiência. As curvas características, fornecidas pe- b) Curva tipo “Drooping” los fabricantes de bombas são: Nesta curva, a altura manométrica, na ausência de vazão (vazão zero ou va- a) curva de carga (H) versus vazão volu- zão de shut-off), é menor do que a de- métrica (Q); senvolvida pelo equipamento para ou- b) curva de potência absorvida (Pabs) tras vazões, conforme apresentado na versus vazão volumétrica (Q); figura a seguir: c) curva de rendimento (h) versus vazão volumétrica (Q). Podem ser obtidas teoricamente ou, então, em testes de performance do equipamento em questão. 6.2 Curva da carga (H) versus vazão volumétrica (Q) A carga de uma bomba pode ser definida como a energia por unidade de peso. As cur- vas de carga versus vazão, fornecidas pelos c) Curva tipo “steep” fabricantes, apresentam, portanto, normalmen- Nesta curva, a altura manométrica (H) te uma das seguintes unidades: aumenta rapidamente com a diminui- ção da vazão, conforme se observa na kgf x m / kgf = m ou lbf x ft / lbf = ft figura a seguir: A curva “carga” versus “vazão” recebe diferentes denominações, de acordo com a for- ma que apresenta: a) Curva tipo “rising” 31 Nesta curva, a altura manométrica (H) aumenta continuamente com a diminui- ção da vazão, como pode ser observa- do na figura a seguir:
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    Operações Unitárias d) Curva tipo “Flat”: PC = r . Q . H / 550 em que: PC = potência cedida em HP r = massa específica em lb/ft3 Q = vazão volumétrica em ft3/s H = altura manométrica em ft PC = g . Q . H / 550 em que: PC = potência cedida em HP g = peso específico em lbf/ft3 As curvas características de bombas po- Q = vazão volumétrica em ft3/s dem ser conceituadas como curvas do tipo es- H = altura manométrica em ft tável e instável. PC = g . Q . H / 75 1. Curva tipo “estável” em que: Curvas do tipo estável são aquelas em que PC = potência cedida em CV um determinado valor de altura manométrica g = peso específico em kgf/m3 (H) corresponderá somente a uma vazão (Q), Q = vazão volumétrica em m3/s como é o caso das curvas dos itens a, c, d H = altura manométrica em m (rising, steep, flat). b) Potência absorvida pela bomba: é a po- 2. Curva tipo “instável” tência que a bomba recebe do aciona- São aquelas em que um determinado va- dor (motor, turbina ou outro equipa- lor de altura manométrica (H) poderá corres- mento). Analogamente à potência ce- ponder a uma ou duas vazões (Q), como é o dida, a potência absorvida pode ser ex- caso da curva do item b (drooping). pressa pelas equações seguintes: 6.3 Curva de potência absorvida (PABS.) Pabs = r . Q . H / 550 . h versus vazão volumétrica (Q) Geralmente, quando se escolhe uma bom- em que: ba, a maior preocupação é com a potência ab- Pabs = potência absorvida em HP sorvida pela bomba, pois esta é a requerida r = massa específica em lb/ft3 pelo acionador da bomba. A seleção do equi- Q = vazão volumétrica em ft3/s pamento será feita, portanto, com base neste H = altura manométrica em ft dado de potência. h = rendimento da bomba É importante que se faça a distinção entre Pabs = g . Q . H / 550 . h “potência útil cedida ao fluido” e “potência absorvida pela bomba”. em que: A potência útil cedida ao fluido não leva Pabs = potência cedida em HP em consideração as perdas que ocorrem no g = peso específico em lbf/ft3 equipamento, enquanto que a potência absor- Q = vazão volumétrica em ft3/s vida no eixo da bomba é a energia efetivamente H = altura manométrica em ft entregue à bomba, para que esta realize traba- h = rendimento da bomba lho desejado. A potência absorvida pela bom- ba considera, então, a eficiência do equipamento. Pabs = g . Q . H / 75 . h a) Potência útil cedida ao fluido: a potên- cia cedida ao fluido, que não considera em que: 32 a eficiência da bomba, é a potência re- Pabs = potência cedida em CV cebida por ele para a realização do tra- g = peso específico em kgf/m3 balho de deslocamento do mesmo e Q = vazão volumétrica em m3/s pode ser expressa pelas equações se- H = altura manométrica em m guintes: h = rendimento da bomba
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    Operações Unitárias A curva de potência absorvida versus va- Uma outra forma de apresentar a curva de zão volumétrica é normalmente fornecida pelo rendimento, utilizada pelo fornecedor, pode ser fabricante do equipamento e tem a forma que observada no gráfico da figura seguinte: pode ser observada no gráfico a seguir: 6.4 Curva de rendimento (h) versus vazão volumétrica (Q) O rendimento total pode ser definido pela Através do gráfico, para um par de valo- seguinte expressão: res H x Q, determina-se o valor do rendimen- to (h) da bomba sob tais condições. No exem- h = Potência útil cedida ao fluido / Potência plo do gráfico, para o par H1, Q1, o valor do absorvida = PC / Pabs rendimento da bomba, nestas condições, seria aquele entre h3 e h4. A curva de rendimento em função da va- zão também é fornecida pelo fabricante do equipamento e tem a forma apresentada no 6.6 Altura Manométrica do Sistema A carga da bomba, H, quando expressa em gráfico que segue: medida linear, por exemplo, metros (m) ou pés (ft), representa qual a altura manométrica que a bomba é capaz de elevar o fluido para cada vazão desejada. A altura manométrica do sistema é a altu- ra correspondente à diferença de pressão entre a sucção e a descarga da bomba, acrescida da diferença de pressão devido às perdas por atrito na tubulação e nos acessórios da mesma (per- da de carga no sistema). Considerando a figura seguinte, para se transferir um líquido, do reservatório A para o 6.5 Curvas características de Bombas reservatório C, através de uma bomba B, está Todas as curvas apresentadas anteriormen- deverá fornecer ao sistema uma carga suficien- te são fornecidas normalmente pelo fabrican- te para: te de forma conjunta, ou seja, no mesmo grá- fico, conforme demonstrado na figura a seguir: 1. compensar a altura geométrica entre os reservatórios (S); 2. compensar a diferença de pressão en- tre o ponto de sucção e o ponto de des- carga (Pd – Ps); 33 3. compensar a perda de carga na tubula- ção e acessórios da mesma, no trecho compreendido entre os reservatórios.
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    Operações Unitárias Pode-se concluir que enquanto a carga, H, A curva de um sistema apresenta a forma é uma característica da bomba, a altura mano- semelhante ao gráfico da figura a seguir: métrica é uma característica do sistema. A car- ga, H, expressa em medida linear, representa a altura manométrica que a bomba é capaz de vencer em determinada vazão. 6.7 Construção gráfica da Curva de um Sistema O gráfico, que apresenta a variação da al- tura manométrica em função da vazão, é de- nominado de curva do sistema, ou seja, mos- tra a variação da energia necessária por unida- de de massa ou peso que o sistema solicita em função da vazão. A determinação da curva de um sistema poderá ser feita seguindo os passos abaixo in- dicados: 6.8 Ponto de Trabalho O ponto de trabalho, também conhecido 1. fixam-se várias vazões, em torno de como ponto de operação, pode ser encontrado seis, escolhendo-se entre estes pontos quando se plota curva do sistema no mesmo grá- os correspondentes à vazão de shut-off fico em que se encontram as curvas característi- (vazão zero) e a vazão com a qual se cas da bomba. A intersecção entre a curva do deseja que o sistema seja operado (va- sistema e a curva H versus Q da bomba mostra o zão de operação); ponto de operação ou ponto normal de trabalho, 2. calculam-se as alturas manométricas conforme pode ser observado na figura a seguir: correspondentes às vazões fixadas no item anterior, ou seja: Q1 ® H1 Q2 ® H2 Q3 ® H3 Q4 ® H4 34 Q5 ® H5 Q6 ® H6 3. com os valores dos pares H, Q, locar os pontos em um gráfico e construir a curva do sistema.
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    Operações Unitárias Do gráfico anterior, pode-se observar que 1. modificação da rotação da bomba; os pontos normais de trabalho para a bomba 2. modificação do diâmetro externo do em questão são os seguintes: impelidor; a) vazão normal de operação: QT; 3. modificação das características do fluido; b) carga ou head normal de operação: HT; 4. efeito do desgaste do equipamento c) potência absorvida no ponto normal de (tempo de operação da bomba). operação: PT; d) rendimento da bomba no ponto normal 6.9 Fenômeno da Cavitação de operação: hT. Caso a pressão absoluta, em qualquer pon- Existem diversos recursos que possibili- to de um sistema de bombeamento de líquido, tam a modificação, da curva (H X Q) da bom- for reduzida abaixo da pressão de vapor do lí- ba e da curva (H X Q) do sistema, desta for- quido, na temperatura de operação, parte des- ma existe a possibilidade da mudança do pon- te líquido se vaporizará e nestas condições, as to de trabalho normal, para o atendimento de bolhas de vapor formadas, ao atingir regiões uma outra necessidade operacional. de maiores pressões sofrem um colapso e retornam para a fase líquida. O colapso das 6.8.1 Alteração da Curva (H x Q) do Sistema bolhas tem como consequência a formação de Alterar a curva (H X Q) do sistema con- ondas de choque que causam o fenômeno da siste, basicamente, em modificar o próprio sis- cavitação. tema para o qual foi levantada a curva. Estas alterações podem ser realizadas de diversas 6.9.1 Inconvenientes da Cavitação formas, como por exemplo, a variação das Os principais inconvenientes da cavitação pressões dos reservatórios, a modificação do são: diâmetro das linhas, a modificação das cotas a) barulho e vibração – são provocados do líquido a ser transferido, modificação dos pelas ondas de choque geradas pelo co- acessórios da linha, etc, ou seja, qualquer al- lapso das bolhas; teração que implique em alteração da energia b) alteração das curvas características – necessária para a movimentação do líquido são provocadas pela diferença de volu- entre os pontos considerados. me específico entre o líquido e o va- Um simples fechamento de uma válvula por, bem como pela turbulência gerada de descarga altera a curva do sistema conside- pelas ondas de choque; rado, pois estará ocorrendo um aumento da c) remoção de partículas metálicas perda de carga do líquido neste sistema, exi- (pitting) – são provocadas pelas ondas gindo mais energia para a realização da trans- de choque e potencializados pelo au- ferência do líquido. Neste caso, a curva do sis- mento da temperatura local do material, tema terá um súbito aumento e haverá, para com a conseqüente alteração das carac- uma bomba com curva estável, um decrésci- terísticas estruturais. mo de vazão, conforme demonstrando no grá- fico a seguir: 6.9.2 Principal Região da Cavitação Uma vez que a cavitação é um fenômeno que ocorre quando a pressão em um ponto do sistema diminui para valores iguais ou meno- res do que a pressão de vapor do líquido bom- beado, é necessária a determinação da região do sistema de bombeamento onde é mais pro- vável que ocorra o fenômeno da cavitação. Uma ligeira análise aponta a entrada do impe- lidor como a região mais favorável para o iní- 6.8.2 Fatores que influenciam a Curva (H x Q) cio da cavitação. Nesta região, a energia do da Bomba fluido é mínima, pois a energia cinética do flui- 35 As curvas características das bombas po- do foi reduzida devido à perda de carga ocor- derão ser alteradas modificando-se alguns fa- rida no trecho de escoamento e o líquido, na tores ou efeitos no próprio equipamento em entrada do impelidor, ainda não recebeu ne- questão: nhuma quantidade adicional de energia.
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    Operações Unitárias 6.9.3 Causas Secundárias da Cavitação Este problema ocorre devido à incompa- As causas secundárias, que podem favo- tibilidade entre o ângulo de saída do fluido e a recer o fenômeno da cavitação, são deficiên- posição fixa das pás difusoras, conforme apre- cias de projeto, operação ou manutenção que sentado na figura seguinte. provoquem uma queda local de pressão. Vazamentos excessivos de líquido através de anéis de desgaste de bombas, devido à de- ficiência de projeto ou ainda por falta de acom- panhamento por parte da manutenção, podem gerar, portanto, um distúrbio na entrada da sucção da bomba, provocando perda de pres- são local e conseqüentemente o início do pro- cesso de cavitação. Outros problemas que podem provocar cavitação são distúrbios na sucção da bomba, como por exemplo, material sólido deposita- do na linha de sucção bloqueando parcialmente o escoamento do líquido, causando queda de pressão local e o início da cavitação. Distúrbios causados pelo desvio do flui- Projetos inadequados de bombas podem do na orientação principal, na saída da voluta, ocasionar a indução de fluxo em sentido in- também podem causar queda de pressão lo- verso ao fluxo normal na sucção. Uma queda cal, com decorrente início do fenômeno da de pressão pode ser gerada e em decorrência o cavitação, conforme pode ser observado na fenômeno da cavitação, conforme demonstra- figura a seguir. do na figura a seguir. 36 Bombas operando fora da sua vazão de projeto podem ocasionar turbulência, com 6. 10 NPSH (Net Pressure Suction Head) conseqüente queda da pressão local, ocasio- Existem duas definições para o NPSH, são nando, desta forma, o fenômeno da cavitação. elas o NPSH disponível e o NPSH requerido.
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    Operações Unitárias 6.10.1 NPSHdisponível o NPSH disponível na sucção com a finalida- O NPSH disponível é a quantidade de de de se escolher o equipamento adequado à energia que o líquido possui no flange da suc- situação desejada. ção da bomba, acima da pressão de vapor do (NPSH)D > (NPSH)R(Sempre) próprio líquido. Graficamente, pode-se delimitar a faixa de Cálculo do NPSH disponível vazão de operação de uma bomba, sem o risco O cálculo realizado para encontrarmos o da ocorrência do fenômeno da cavitação, uti- NPSH disponível na sucção da bomba é o se- lizando-se o conceito do NPSH, conforme guinte: observado no gráfico da figura a seguir: (NPSH)D = (P / g) – (PV / g) + h – hFS em que: (NPSH)D ....... altura manométrica disponível na sucção da bomba. P ................... pressão absoluta no reservató- rio (Pmanométrica + Patm). h ................... diferença de cotas entre a suc- ção da bomba e o nível do re- servatório. g ................... peso específico do fluido na temperatura de escoamento. 6.11 Associação de Bombas hFS ................. perda de carga no trecho entre Existem duas maneiras distintas de se fa- o reservatório e a entrada do zer associação de bombas: em série ou em olho do impelidor. paralelo. Ambas são usuais, porém a utiliza- Pv .................. pressão de vapor na tempera- ção de um caso ou de outro depende das ne- tura de escoamento. cessidades exigidas em cada processo opera- cional, pois são associações destinadas a re- Fatores que influenciam o (NPSH)D solver problemas distintos. Os fatores que interferem diretamente o No caso de exigência de alturas manomé- NPSH disponível são a altura estática de suc- tricas muito elevadas, utiliza-se a associação ção, a altitude local que influencia na pressão de bombas em série, no entanto, quando a atmosférica, a temperatura de operação, o peso exigência trata-se de vazão elevada, então a as- específico do líquido e os tipos de acessórios sociação das bombas deverá ser feita em para- existentes no trecho de linha entre o reserva- lelo. tório e a sucção da bomba. 6.11.1 Associação de Bombas em Série 6.10.2 NPSH requerido No caso da associação de bombas em sé- O NPSH requerido é a altura manométri- rie, utilizada para o aumento da altura mano- ca necessária para vencer as perdas por fric- métrica, a descarga de cada bomba será co- ção no bocal e na entrada do impelidor, de nectada à sucção da seguinte, até o último equi- modo a garantir que a pressão local esteja aci- pamento. A vazão do sistema, nesta situação, ma da pressão de vapor do líquido na zona de será limitada pela bomba que apresenta me- menor pressão do impelidor. nor vazão, ou seja, a vazão do sistema corres- O NPSH requerido é sempre fornecido ponderá a apenas uma bomba, enquanto a pres- pelo fabricante do equipamento. são de descarga será a soma das pressões de descarga de cada bomba. 6.10.3 NPSH disponível versus NPSH requerido A associação de bombas em série, por- O NPSH disponível sempre deverá ser tanto o flange de sucção e a carcaça de cada 37 maior do que o NPSH requerido, pois do con- bomba deverão suportar a pressão desenvol- trário tem-se a ocorrência do fenômeno da ca- vida pelas anteriores, lembrando que o último vitação. Antes da escolha da bomba que fará o flange e a última carcaça deverão suportar a trabalho desejado, tem-se sempre que calcular pressão total do sistema.
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    Operações Unitárias A curva característica do conjunto, re- a vazão e a altura manométrica necessárias para sultante desta associação é obtida a partir da o sistema. Assim, a vazão a ser considerada é curva característica de cada bomba individual, igual para todas as bombas, e a altura mano- somando-se as alturas manométricas corres- métrica que cada bomba deverá desenvolver pondentes aos mesmos valores de vazão, con- será a altura manométrica total exigida pelo forme apresentado nos gráficos seguintes. sistema, dividida pelo número de unidades em série. 6.11.2 Associação de Bombas em Paralelo Este tipo de associação é utilizado quan- do a vazão exigida pelo sistema for muito ele- vada ou então quando a vazão do sistema va- riar de forma definida. Quando a associação for utilizada para vazões muito elevadas, a utilização das bom- bas em paralelo tem como vantagem adicional a segurança operacional, pois no caso de falha de qualquer um dos equipamentos, haveria apenas uma diminuição de vazão e não o co- lapso total da vazão do sistema. (1) bombas com curvas diferentes. Quando a vazão exigida pelo sistema é variável, então a associação das bombas em paralelo ocasionará maior flexibilidade ope- racional, uma vez que a colocação ou a retira- da de operação de bombas atenderá às vazões necessárias do sistema com maior eficiência. Caso houvesse somente uma bomba para a realização deste tipo de operação, fatalmente este equipamento seria operado em pontos de baixa eficiência, ou seja, fora do ponto de tra- balho. A curva característica do conjunto, é obti- da somando-se as vazões correspondentes aos mesmos valores da altura manométrica exigida (2) bombas com mesma curva. pelo sistema. O esquema de associação e a curva carac- A seleção das bombas para uma associa- terística do conjunto podem ser observados nas ção em série é realizada, levando-se em conta figuras abaixo. 38
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    Operações Unitárias Exercícios 02. Um vapor, contendo, em peso, 30% de propano, 30% de n-butano e 40% de n-pentano, 01. Conversão de unidade: é a carga de uma torre de produção de propano. – Converter 500 milhas em metros. O produto de topo produzido neste processo apresenta a composição, em peso, de 65% de – Converter 7.000 mm em polegadas. propano, 25% de n-butano e 10% de n-pentano. – Converter 652 milhas em pés. A recuperação do propano, no produto de – Converter 3,22 x 106 mm em milhas. topo, é de 96% em peso. Sabendo-se que a – Converter uma área de 6.000 alqueires massa específica do propano é de 0,51 g/cm3 e em km2. ainda que 60%, em peso, da carga sai como – Converter uma área de 1.500 ft2 em m2. produto de fundo neste processo, calcule a car- – Converter 22.960 ft em km. ga desta torre para uma produção de 12 t/d de – Converter uma área de 780.000 ft2 em propano. alqueires. 03. As composições molares da carga e do des- – Converter uma área de 3.000 in2 em m2. tilado de uma torre de destilação são dados – Converter uma área de 1.500 ft2 em m2. abaixo: – Converter um volume de 23.850 m3 em barris. Componente Carga (%) Destilado (%) – Converter um volume de 30.000 m3 em Propano 20 35 galões. Propeno 29 50 – Converter um volume de 7.000 barris Buteno-1 34 10 em ft3. n-Butano 17 5 – Converter um volume de 1.200.000 barris em m3. Sabendo-se que a produção molar de des- – Converter um volume de 7.000 galões tilado corresponde a 40% da carga, qual a com- em ft3. posição ponderal do produto de fundo desta torre. – Converter uma massa de 16.300 lb em toneladas. Massas molares: propano = 44; propeno = 42; – Converter uma massa de 21.300 lb em kg. buteno-1 = 56; n-butano = 58 – Converter uma pressão de 750 in Hg em Kgf/cm2. 04. Em um processo de obtenção de álcool – Converter uma pressão de 80 ft H2O etílico, uma certa coluna opera com uma car- em Kgf/cm2. ga contendo 3,5% de etanol e 96,5% de água. – Converter uma pressão de 800 mm Hg A produção de destilado contém 70% de etanol em m H2O. e o resíduo contém 0,001%. Os percentuais – Converter uma pressão de 150 psig em estão representados em mol. Kgf/cm2 absoluta (Patm = 745 mm Hg). Suspeita-se que haja um vazamento de água – Converter uma pressão de 300 gf/cm2 no condensador de topo desta coluna. Através em atm. de um balanço material, estimar o vazamento – Converter 750 ft.lbf/s em KW. de água pelo condensador, caso este esteja – Converter 3.000 KVA em CV. ocorrendo. – Converter 90 HP em CV. – Converter 1.600 HP em KW. 05. Um determinado sólido, contendo 20% em – Converter 500 BTU/min em KJ/s. massa de água, necessita ser secado para pro- – Converter 75 ft.lbf em gcal. duzir um sólido que contenha no máximo 4% de água. Calcule o percentual de remoção de – Converter 3.900 Kcal em BTU. água do sólido original. – Converter 9.500 Kcal em ft.lbf. 39 – Converter 49.000 gcal em Kcal. 06. Deseja-se separar através do processo de – Converter 267ºC em ºF. destilação uma mistura F, cuja composição em – Converter 38ºF em K. massa, xF, é: – Converter 156ºC em R. a = 50% ; b = 30% e c = 20%
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    Operações Unitárias O destilado ou produto de topo deve ter 09. A carga de uma coluna de destilação, que uma razão em relação à carga igual a 60% e opera com pressão atmosférica, é de 10 t/h de sua composição em massa, xD, é: uma mistura líquida, cuja composição molar a = 80% ; b = 18% e c = 2% é 60% de benzeno e 40% de tolueno. A carga, antes de entrar na torre, está a 35ºC e é pré- Baseado nos pontos expostos, calcular: aquecida pelo produto de fundo desta coluna. a) A razão do resíduo em relação à carga; O destilado contém 98,2% de benzeno e está b) A composição, em massa, do resíduo (xW); saturado na temperatura de 81ºC. A razão de c) O percentual de recuperação do com- refluxo externo de topo na coluna é de 3:1. O ponente a no destilado; produto de fundo da coluna (resíduo) contém d) O percentual de recuperação do com- 3,2% em mol de benzeno, sai da torre na tem- ponente c no resíduo. peratura de 109ºC, e é enviado para ser arma- zenado na temperatura de 50ºC, após trocar 07. Uma corrente de 20.000 SCFH de um gás, calor, em um permutador que pré-aquece a car- com composição molar de 10% de SO2, 5% ga. O condensador de topo utiliza água de res- de O2 e 85% de N2, deverá ser tratada em uma friamento para a condensação do produto de torre de absorção com 1.000 lb/h de água, para topo da coluna, que entra na temperatura de a remoção de todo o SO2. Calcular as vazões 30ºC e sai na temperatura de 50ºC. O referve- de gás, em SCFH, e da água rica em SO2, em dor de fundo da coluna utiliza vapor de água lb/h, que saem da torre de absorção. disponível à pressão absoluta de 4,5 kgf/cm2, Dados: que entra a 200ºC e sai na temperatura de sa- SCFH = standard cubic feet per hour (ft3/h nas turação. Calcular: seguintes condições: t = 60ºF e P = 14,7 psi) a) Vazão mássica do vapor de topo, do Constante universal dos gases = destilado e do produto de fundo; (R) = 0,73 atm . ft3 / lbmol . ºR b) Carga térmica do condensador de topo Peso molecular: em Kcal; S = 32; O = 16; N = 14 c) Carga térmica do refervedor em Kcal; d) Carga térmica do pré-aquecedor em 08. Em uma caldeira, são produzidos 50 t/h Kcal; de vapor superaquecido a 397ºC. Para isto, a mes- e) A vazão mássica de vapor no refervedor ma recebe água desmineralizada, que, após a tro- e a vazão mássica de água de resfria- ca de calor em um certo permutador de calor, mento no condensador em t/h. entra na caldeira a 62 ºC. Sabendo-se que o Cp Dados: da água é 1 cal/g. ºC, que a entalpia do vapor Massa molar: superaquecido na temperatura em questão é Benzeno = 78, Tolueno = 92 762 Kcal/kg, que o poder calorífico do gás com- Entalpias: bustível é 10.400 Kcal/kg e do óleo combustível de refinaria é de 9.400 Kcal/kg, pergunta-se: Tempo Benzeno (KJ/kg) Tolueno (KJ/kg) o a) Qual a quantidade de calor envolvida nes- C Líquido Vapor Líquido Vapor te processo para a realização desta tarefa? 35 –229,7 192,6 –199,9 209,0 b) Qual a quantidade de combustível a ser 50 –203,5 208,6 –173,2 227,2 queimado na caldeira para a realização 81 –148,1 244,5 –116,3 267,8 desta tarefa no caso de ser utilizado so- 109 –92,3 277,7 –58,7 307,5 mente óleo combustível; c) Qual a quantidade de combustível a ser queimado na caldeira para a realização 1 Kcal = 4,1868 KJ desta tarefa no caso de ser utilizado so- Entalpia do vapor de água a 4,5 kgf/cm2 e mente gás combustível; 200ºC = 682,4 Kcal/kg d) Qual seriam as quantidades de óleo e Entalpia do vapor de água saturado = 655,2 Kcal/Kg de gás combustível no caso de uma (Cp)A.R. = 1,0 cal/g .ºC 40 queima mista na caldeira. Considere a contribuição da quantidade de calor en- 10. Dada a curva de potência em função da volvida no processo correspondente a vazão de uma bomba, representada no anexo 35% com relação ao gás e o restante III, e sabendo-se, ainda, que o fluido tem mas- relativo ao óleo? sa específica de 0,84 g/cm3, calcular:
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    Operações Unitárias a) O rendimento da mesma, quando a) Associação da bomba A em série com operando com vazões de 30, 35 e a bomba C; 40 m3/h, que correspondem a alturas b) Associação da bomba B em série com manométricas respectivas de 212, 208 a bomba D; e 204 m, considerando impelidor de di- âmetro 12 ½”; 14. No anexo V, são apresentadas as curvas b) O rendimento da mesma, quando ope- características de duas bombas, A e B. Basea- rando com vazões de 30, 35 e 40 m3/h, do nestas curvas, pede-se para plotar a curva que correspondem a alturas manomé- característica da associação, em paralelo, des- tricas respectivas de 98, 92 e 82 m, con- tas bombas. siderando impelidor de diâmetro 9 ½”. c) A potência útil cedida ao fluido, em cada caso dos itens acima. Anotações Dados adicionais: 1 kg = 2,2 lb; 1 m3 = 35,31 ft3; 1 m = 3,28 ft 11. Em um processo em que existe a necessi- dade de transferência de um produto de um vaso na unidade até um reservatório, preten- de-se utilizar uma bomba, cuja curva está re- presentada nos anexos I e II. Sabendo-se que, a curva do sistema é representada pela equa- ção H = 2,5 + 0,5 . Q e que a altura manomé- trica necessária para a realização desta opera- ção é de no mínimo 9 m, verificar a possibili- dade da realização desta tarefa utilizando o equipamento em questão. Em caso positivo, pede-se a vazão de operação para este proces- so, assim como o NPSH requerido desta bom- ba para esta vazão. 12. Um derivado de petróleo deverá ser trans- ferido de um vaso no processo, cuja pressão manométrica é de 0,30 Kgf/cm2 e cuja cota da sucção da bomba é de 1.367 mm, até um re- servatório onde a pressão é atmosférica e cuja cota é de 6.008 mm. A vazão de operação ne- cessária, para que o processo seja contínuo, é de 19 m3/h. O produto a ser bombeado tem peso específico de 0,75 gf/cm3 e pressão de vapor de 0,50 Kgf/cm2, na temperatura de es- coamento. A perda de carga no trecho entre a entrada do olho do impelidor e a entrada do reservatório é de 4,5 m. Caso seja utilizada uma bomba, cuja curva de NPSH requerido está representada no anexo II, pesquisar se este equipamento poderá fazer esta operação sem a ocorrência do fenômeno da cavitação? Dado: pressão atmosférica local 0,97 atm. 41 13. No anexo IV, estão representadas as cur- vas características de quatro bombas, A, B, C e D. Baseado nestas curvas, plotar a curva ca- racterística das seguintes associações:
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    Operações Unitárias ANEXOS ANEXO I CURVAS CARACTERÍSTICAS DA BOMBA 1. Diâmetro do impelidor = 5 1 8 '' 2. Diâmetro do impelidor = 5 3 4 '' 3. Diâmetro do impelidor = 5 1 2 '' 44
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    Operações Unitárias ANEXO II CURVA DO NPSH REQUERIDO DA BOMBA 45
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    Operações Unitárias ANEXO III CURVA DE POTÊNCIA ABSORVIDA BHP 1. Diâmetro do impelidor = 12 1 2 '' 2. Diâmetro do impelidor = 9 1 2 '' 46
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    Operações Unitárias ANEXO IV BOMBA A = CURVA 1 BOMBA C = CURVA 3 BOMBA B = CURVA 2 BOMBA D = CURVA 4 47
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    Operações Unitárias ANEXO V BOMBA A = CURVA 1 BOMBA B = CURVA 2 48
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    Operações Unitárias Principios Éticos da Petrobras A honestidade, a dignidade, o respeito, a lealdade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios éticos são os valores maiores que orientam a relação da Petrobras com seus empregados, clientes, concorrentes, parceiros, fornecedores, acionistas, Governo e demais segmentos da sociedade. A atuação da Companhia busca atingir níveis crescentes de competitividade e lucratividade, sem descuidar da busca do bem comum, que é traduzido pela valorização de seus empregados enquanto seres humanos, pelo respeito ao meio ambiente, pela observância às normas de segurança e por sua contribuição ao desenvolvimento nacional. As informações veiculadas interna ou externamente pela Companhia devem ser verdadeiras, visando a uma relação de respeito e transparência com seus empregados e a sociedade. A Petrobras considera que a vida particular dos empregados é um assunto pessoal, desde que as atividades deles não prejudiquem a imagem ou os interesses da Companhia. Na Petrobras, as decisões são pautadas no resultado do julgamento, considerando a justiça, legalidade, competência e honestidade. 50