APG 09
AVC
Pedro Henrique Nogueira Barbosa
Acadêmico de Medicina
Afya – 5º Período
1
REVISÃO
2
NEUROANATOMIA
3
4
NEUROANATOMIA
► Organização: estruturalmente o S Nervoso possui 2 subdivisões principais: Central e
Periférico
» SNC: processa várias informações sensitivas, fonte de pensamentos, emoções e memórias
- liberação de sinais: estimulam a contração muscular e liberação das secreções glandulares
» SNP: parte periférico do S Nervoso, formada por T Nervoso fora do SNC, sendo composto
por:
- Nervos: feixe composto por axônios (centenas de milhares), associados a T Conjuntivo e V
Sanguíneos
- Gânglios: pequenas massas de T Nervoso, compostos principalmente de Corpos Celulares
▪ tem íntima associação com os N Cranianos e Espinais
- Plexos Entéricos: extensas redes neuronais, localizadas nas paredes de órgãos do S
Digestório (regulam esse sistema)
- Receptor Sensitivo: monitoram as mudanças nos ambientes externo e interno
5
ENCÉFALO
► ENCÉFALO: envolto pelo neurocrânio, controla quase todas as funções do
corpo (85bi de neurônios)
6
TELENCÉFALO
►Telencéfalo (cérebro): presença de vários centros nervosos, formando por:
» hemisférios: D e E, dividido pela fissura longitudinal do cérebro
» lobos: cada hemisférios é dividido em 4 lobos: Frontal, Parietal, Occipital e
Temporal (relacionado aos ossos subjacentes)
▪ Sulco central: coronalmente, separa o L Frontal (anteriormente) do Parietal
(posteriormente)
▪ Sulco lateral: lateralmente, separa os L Frontal e Parietal do Temporal
▪ Sulco parietoccipital: lateralmente, separa os L Occipital (posteriormente) dos
Parietal do Temporal
- polos: as partes mais extremas dos lobos são chamados de polos
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TELENCÉFALO
DIVISÃO
DE
LÓBULOS
8
TELENCÉFALO
9
TELENCÉFALO
10
TELENCÉFALO
11
DIENCÉFALO
► Diencéfalo: forma o Núcleo Central do T Encefálico
» localização: acima do cerebelo e abaixo do telencéfalo, quase completamente circuncidado pelos hemisférios cerebrais
» composição: tálamo (cognição e consciência), hipotálamo (Tº, fome e sede), epitálamo (pineal), subtálamo e órgãos circunventriculares (partes do diencéfalo na parede do
3º Ventrículo)
12
TÁLAMO
13
TÁLAMO
14
HIPOTÁLAMO
15
HIPOTÁLAMO
► Tronco Encefálico: conecta medula ao diencéfalo e está
ventralmente ao cerebelo, formado por:
» Mesencéfalo: parte anterior do T Encefálico, sendo
responsável por visão, audição, movimento dos olhos e corpo
» Ponte: entre o mesencéfalo e o bulbo, responsável pela
regulação da F Respiratória (respiração involuntária)
» Bulbo (medula oblonga): subdivisão mais caudal do T
Encefálico, sendo contínuo com a M Espinal
16
TRONCO
ENCEFÁLICO
17
MESENCÉFALO
18
MESENCÉFALO
19
PONTE
20
BULBO
21
BULBO
22
CEREBELO ► Aspecto macroscópico: na fossa posterior do crânio, localiza-se posteriormente ao 4º ventrículo, ponte e bulbo
» forma: formato ovoide com constrição na parte mediana, com 2 hemisférios unidos pelo verme
» fixação: conectado ao T Encefálico por feixes simétricos de fibras (Pedúnculos cerebelares superior, médio e inferior)
23
CEREBELO
► Lobos: dividido em 3 lobos principais:
▪ L Anterior: visível na parte superior, separado do L Posterior pela Fissura Primária (larga em formato de V)
▪ L Posterior: maior parte do cerebelo, situa-se entre Fissura Primária e Fissura Posterolateral
▪ L Floculonodular: posteriormente a Fissura Posterolateral
- Fissura Horizontal: sulco mais profundo na margem cerebelar, que separa as faces superiores e inferiores
ANATOMIA NEUROVASCULAR
24
25
IRRIGAÇÃO
ARTERIAL
► Encéfalo é irrigado por 4 grandes artérias originárias do tronco
supra-aórtico
▪ A Carótida Interna: provem da A Carótida Comum
▪ A Vertebrais: provem das A Subclávias
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IRRIGAÇÃO
ARTERIAL
27
IRRIGAÇÃO
ARTERIAL
► Encéfalo é irrigado por 4 grandes artérias originárias do tronco supra-aórtico
▪ A Carótida Interna: provem da A Carótida Comum
▪ A Vertebrais: provem das A Subclávias
► A Carótidas Internas, originam-se do pescoço a partir da A Carótida Comum
» trajeto: parte cervical de cada artéria, ascende verticalmente através do pescoço (sem ramificações até a base do
crânio)
» canal carótico: na parte petrosa do temporal, entram na cavidade craniana
» Ramos Terminais: vão gerar A Cerebrais Anteriores na Média (referida como circulação anterior do encéfalo)
▪ A Cerebral Anterior: são conectadas pela A Comunicante Anterior
▪ A Carótida Interna: são unidas a A Cerebrais Posteriores pela A Comunicantes Posteriores
► A Vertebrais, originam-se na raiz do pescoço como primeiros ramos da A Subclávia
» trajeto: ascendem através dos forames transversários das 6 primeiras vértebras cervicais
▪ parte atlântica das artérias vertebrais: passam por elas perfurando a dura e aracnoide e atravessam o forame
magno
» A Basilar: dentro do crânio, unem-se a parte caudal da ponte formando a basilar
▪ irrigação do cerebelo: deriva da basilar sendo as A Cerebelar Superior e A Cerebelar Inferior Anterior
- A Cerebelar Inferior Posterior deriva das A Vertebrais antes de se unirem
▪ Ramos Terminais: dividem-se formando A Cerebrais Posteriores
» Sistema Arterial Vertebrobasilar: referidas clinicamente como circulação posterior do encéfalo
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SISTEMA
ANTERIOR
E
POSTERIOR
ARCO
AÓRTICO
SISTEMA ANTERIOR
(carotídeo)
Vasos
- A Carótidas e ramos
Irrigação
- 2/3 anteriores dos
hemisférios cerebrais
SISTEMA POSTERIOR
(vertebrobasilar)
Vasos
- A Vertebrais que formam
A Basilar
Irrigação
- 1/3 posterior dos
hemisférios cerebrais
(mais encéfalo e cerebelo)
29
SISTEMA
ANTERIOR
E
POSTERIOR
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POLÍGONO
DE
WILLIS
31
POLÍGONO
DE
WILLIS
► Circuito Arterial do Cérebro: arranjo pentagonal na face anterior do encéfalo, chamado
de Polígono de Willis
» anastomose: formado pelas 4 artérias, o circuito no sentido anteroposterior é
formando por:
▪ A Comunicante Anterior: faz a comunicação das A Cerebrais Anteriores
▪ A Cerebral Anterior: sai da A Carótida Interna
▪ A Carótida Interna
▪ A Comunicante Posterior: conecta a A Carótida Interna com A Cerebral Posterior
▪ A Cerebrais Posteriores: derivada da A Basilar
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ARTÉRIAS
CEREBRAIS
► A Cerebrais, fazem irrigação profunda do encéfalo e enviam ramos
corticais p/ face medial e lateral
» A Cerebral Anterior: irrigam face medial e superior do encéfalo e L Frontal
» A Cerebral Média: irrigam face lateral do encéfalo e L Temporal
» A Cerebral Posterior: irrigam face medial e L Occipital
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ARTÉRIAS
CEREBRAIS
34
ARTÉRIAS
CEREBRAIS
35
ARTÉRIAS
CEREBRAIS
ESTRURTURAS
IRRIGADAS
- Micção
A Cerebral Posterior
- Via visual pelo seu ramo distal
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DRENAGEM
VENOSA
► V Jugular Interna, drenam o sangue do encéfalo pela confluência de
veias de paredes finas sem válvulas
» seios venosos: locais de confluência, onde as veias saindo das
meninges terminam no seio dural mais próximo
▪ V Cerebral Superior: drenam a face súperolateral do encéfalo p/ seio
sagital superior
▪ V Cerebral Inferior/Superficial Média: drenam face posterior e
profunda dos hemisférios p/ seios retos, transverso e petroso superior
▪ V Cerebral Magna: veia única na linha mediana que funde-se com
seio sagital inferior
» cerebelo: drenado pelas V Cerebelar Superior/Inferior p/ seios
transverso e sigmoide da dura-máter
2
AVC
37
INTRODUÇÃO
38
39
CONCEITO
AVC
- Acidente Vascular Cerebral é um
termo menos correto
- Compreende hemisférios e diencéfalo
AVE
- Acidente vascular encefálico é termo
mais correto
- Compreende a hemisférios,
diencéfalo, tronco e cerebelo
► Academia Brasileira de Neurologia indica que o termo utilizado na prática clínica seja AVC por
facilitar a compreensão dos pacientes
40
CONCEITO
AVC
Perda súbita das funções neurológicas
causada por oclusão ou rompimento das
artérias cerebrais
Caracterizado pela morte neuronal que
manifesta-se como uma síndrome
neurovascular
Confirmação se dá por visualização de tecido
necrótico ou déficit neurológico > 24h
41
DIVISÃO Os isquêmicos são muito mais comuns, correspondendo a 85% dos casos, contra 15% dos hemorrágicos
42
FATORES
DE
RISCO
FATORES DE RISCO RISCO DE AVC
NÃO MODIFICÁVEIS
Idade
Risco dobra a cada década após os 55 anos e aumenta,
exponencialmente, após os 65 anos
Sexo Masculino: risco 30% maior
Etnia
Risco é 2,4 vezes maior em afrodescendentes e 2 vezes maior
em hispânicos e asiáticos, em comparação a caucasianos
História familiar
Risco é 1,9 vez maior em indivíduos com parentes de primeiro
grau com AVC
Os principais fatores de risco são os modificáveis
43
FATORES
DE
RISCO FATORES DE RISCO RISCO DE AVC
MODIFICÁVEIS
Hipertensão arterial 4 vezes maior
Fibrilação atrial
Valvar: 17 vezes maior
Não valvar: aumento de 5% ao ano
Diabetes mellitus 1,8 - 6 vezes maior
Dislipidemia 1,5 vez maior
Tabagismo 1,9 vez maior
Etilismo Risco a partir de 40 g por semana (1,6 vez maior)
Estenose sintomática de
artéria craniana
4,6% de risco em 2 anos
Estenose sintomática de
artéria cervical
Aumento em 24,5% no risco
Obesidade
Aumento de 5% a cada 1 ponto de aumento do
IMC
44
FATORES
DE
RISCO
EMMA
Estudo de Mortalidade e Morbidade do Acidente Vascular Cerebral
Risco de AVC para população brasileira
HAS 70%
Tabagismo 37%
Dislipidemia 21,3%
Fibrilação atrial 2%
Obesidade 13%
Diabetes 20,5%
45
ALGOTITMO
P/
MANEJO
AVC ISQUÊMICO
46
47
ETIOLOGIA
A etiologia dos AVCs determina seus subtipos
48
ETIOLOGIA
ATEROSCLEROSE
DE
GRANDES
VASOS
► Aterosclerose de grandes vasos: gera isquemia pela ruptura de placa com
exposição de conteúdo lipídico
- trombose in situ: gera coagulação pela cascata inflamatória e obstrução a partir
desse ponto
- suspeita: sintomatologia neurológica recorrente no mesmo território arterial
► Embolia arterioarterial: causado pelo desprendimento de um fragmento de
placa
- viagem: até encontrar vaso de menor calibre
► Oclusão proximal: associado a hipofluxo pela falha de bombeamento cardíaco ou
problemas circulatórios podem causar infarto hemodinâmico
- isquemia em área de fronteira: não em território arterial, pois áreas fronteiriças
circulação é terminal e pouco calibrosa
49
ETIOLOGIA
ATEROSCLEROSE
DE
GRANDES
VASOS
INFARTO DE FRONTEIRA VASCULAR
HEMODINÂMICO
50
ETIOLOGIA
ATEROSCLEROSE
DE
PEQUENOS
VASOS
► Aterosclerose de pequenos vasos: gera uma lacuna isquêmica
- apresentação: áreas de infarto < 1,5cm de diâmetro
- suspeita: pacientes com diabetes, dislipidemia ou HAS
► Locais: regiões profundas do encéfalo (longe do córtex)
- cápsula interna: local das A Lenticuloestriadas
- coroa radiada
- tálamos
- ponte
- cerebelo
► Causa: degeneração dos vasos por doenças de base
- lipo-hialinose: degeneração da camada média das pequenas
artérias e substituição por lipídeos e colágeno
51
ETIOLOGIA
CARDIOEMBÓLICO
► Cardioembolia: embolização de coágulos gerados no coração
- IAM com áreas de acinesia, FOP, miocardiopatias e valvopatias
- recanalização: possibilidade tardia, gerando circulação por tecido necrótico com possível
extravasamento sanguíneo intraparenquimatoso (tranformação hemorrágica)
52
FISIOPATOLOGIA
FLUXO
SANGUÍNEO
► Prejuízo na troca de O2 e nutrientes
- processo de despolarização patológica
- alentecimento da atividade eletroencefalográfica
► Lesão isquêmica grave
- possibilidade de necrose neuronal irrevessível
53
FISIOPATOLOGIA
ISQUEMIA
54
FISIOPATOLOGIA
ISQUEMIA OCLUSÃO DE UMA
ARTÉRIA CEREBRAL
Queda intensa do fluxo
sanguíneo cerebral
Core isquêmico
Déficit neurológico
irreversível
Queda discreta do fluxo
sanguíneo cerebral
Penumbra isquêmica
Fluxo sanguíneo
incompatível com
metabolismo celular
Região não
funcionante, mas
temporariamente viva
Déficit neurológico
potencialmente
reversível
55
FISIOPATOLOGIA
ISQUEMIA
Inicial
0-2h
Intermediária
2-4h
Tardia
4-6h
56
FISIOPATOLOGIA
EDEMA
CITOTÓXICO MORTE NEURONAL
- ↓ATP p/ bomba de Na/K
- Alto influxo de Na p/ neurônio morto
- Entrada de água na célula (osmose)
EDEMA CITOTÓXICO
- ↑volume do parênquima encefálico pela entrada de água
- ↑ Pressão intracraniana
- Possibilidade de acometer estruturas saudáveis (efeito de massa)
HERNIAÇÃO CEREBRAL
- Área edemaciada invade área saudável
*OBS: Herniação das tonsilas cerebrais pelo forame magno comprime
centro respiratório bulbar levando a morte
57
FISIOPATOLOGIA
EDEMA
CITOTÓXICO
58
MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS
► Síndromes neurovasculares: principal característica é o início dos sintomas súbitos
- os sintomas atingiram sua intensidade máxima em poucos segundos e/ou que o paciente se recorda do exato momento em que os sintomas
começaram
- os sintomas dependem da topografia acometida pelo AVC
59
MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS
SÍNDROMES
DO
INFARTO
CEREBRAL
60
MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS
HOMÚNCULO
DE
PENFIELD
► ACM: déficits motor (hemiparesia) e sensitivo de predomínio braquiofacial
► ACA: déficits motor (hemiparesia) e sensitivo de predomínio crural
61
MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS
SÍNDROMES
DO
INFARTO
TRONCO
ENCEFÁLICO
62
MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS
SÍNDROMES
DO
INFARTO
TRONCO
ENCEFÁLICO
63
MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS
LESÕES
EM
ÁREAS
ESPECÍFICAS
64
ESCALA
DE
AVALIAÇÃO
CLÍNICA
NATIONAL
INSTITUTES
OF
HEALTH
► NIH: avaliação do déficit neurológico p/ definição da gravidade do AVC (tratamento visa diminuir essa pontuação)
► Pontuação: varia de 0-42 pontos
- 0-5 pontos: AVC menor
- > 25: AVC graves (maior risco de sangramento)
65
EXAMES
DE
IMAGEM EXAMES DE IMGEM SÃO OBRIGATÓRIOS, sua utilidade:
Diferenciar AVC isquêmico de AVC hemorrágico
Diferenciar AVC isquêmico de ataque isquêmico transitório (AIT)
Determinar o tamanho do infarto
Determinar há quanto tempo os sintomas começaram
Determinar o risco de sangramento após terapia de reperfusão do AVC isquêmico
Auxiliar na decisão sobre terapias de reperfusão
Calcular a diferença entre a área de isquemia e a de penumbra num paciente com AVC isquêmico agudo
Avaliar se a lesão é recente ou antiga
Ajudar no diagnóstico diferencial de AVC
Avaliar a etiologia do AVC isquêmico
Prever o sucesso de tratamentos agudos de reperfusão, como trombólise e trombectomia mecânica
Identificar pontos de microssangramento dentro de umaárea isquêmica
66
EXAMES
DE
IMAGEM
TC TC de Crânio
- Usado na avaliação inicial dos pacientes com suspeita de AVC
- Não utiliza-se contraste
DIFERENCIAÇÃO DO AVC
- Diante de isquemia ou hemorragia
► Isquemia demora aparecer
- Hipodensa (mais escuro): devido ao edema
citotóxico
- Acúmulo de água permite radiação passar
mais facilmente
► Hemorragia aparece imediatamente
- Hiperdensa (mais branco): devido
depósito de ferro
- Radiação passa com mais dificuldade
SINAIS PRECOCES DE
ISQUEMIA
- Infarto pode demorar
24h p/ ficar visível
- Hipodensidade precoce
- Sinal da ACM hiperdensa: por trombose
- Apagamento de sulcos corticais (edema)
- Perda da diferenciação entre substância
branca e cinza
67
EXAMES
DE
IMAGEM
TC
NORMAL
68
EXAMES
DE
IMAGEM
TC
COM
AVC
69
EXAMES
DE
IMAGEM
TC
COM
AVC
70
EXAMES
DE
IMAGEM
TC
COM
AVC
71
EXAMES
DE
IMAGEM
ANGIOTOMOGRAFIA
► Angiotomografia: realizada com infusão de contraste p/
visualização dos vasos cerebrais
► Indicação: pacientes com AVCi (já submetidos a TC) e com NIHSS
> 5 pontos
- pacientes elegíveis p/ trombectomia mecânica (principal
indicação da angio-TC)
72
EXAMES
DE
IMAGEM
ANGIOTOMOGRAFIA
73
EXAMES
DE
IMAGEM
RNM
COM
AVC
► RNM: técnica mais sensível, pois detecta AVCi em minutos após a sua instalação por meio da técnica de difusão
- padrão ouro: RNM com difusão, mostrando hipersinal e o MAPA-ADC (coeficiente aparente de difusão) com hipossinal no local do infarto
- alterações permanecem até 4 semanas no exame por meio de difusão
► Sequência FLAIR (inversão-recuperação com atenuação de fluido): alterações surgem após 4,5h após início dos sintomas
- importante p/ determinar momento que déficit teve início (paciente teve AVC dormindo)
74
EXAMES
DE
IMAGEM
RNM
NORMAL
75
CONDUTA DÉFICIT NUEROLÓGICO
INÍCIO SÚBITO
AVC
TC DE CRÂNIO
Isquêmico
Trombólise?
HEMORRÁGICO NORMAL
DEXTRO
50-400
76
CONDUTA
–
STROKE
MIMICS
77
TRATAMENTO
-
TROMBÓLISE TROMBÓLISE ENDOEVENOSA
AHA/ASA, de 2019, recomendam trombólise endovenosa
como tratamento específico de primeira linha
Janela terapêutica de 4,5h
ALTEPLASE
10% em boulos e 90% em bomba de infusão, em 1h
Dose de 0,9mg/Kg (máximo de 90mg)
Estreptoquinase não deve ser utilizado
78
TRATAMENTO
-
TROMBÓLISE
MECANISMO
DE
AÇÃO
79
TRATAMENTO
-
TROMBÓLISE
CRITÉRIOS
DE
INCLUSÃO
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
Idade maior que 18 anos
Tempo de início de sintomas até 4,5 h
Quadro sugestivo de AVC com déficit de intensidade significativa
(NIHSS > 5 ou déficit incapacitante, por exemplo, afasia ou hemianopsia)
80
TRATAMENTO
-
TROMBÓLISE
CRITÉRIOS
DE
EXCLUSÃO
CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO
Idade < 18 anos
NIHSS 0-5 pontos Déficit não incapacitante
Tomografia Hemorragia ou hipodensidade franca ou extensa
Pressão arterial Valores sustentados de PAS > 185 mmHg e PAD > 110 mmHg
AVC isquêmico Nos últimos 3 meses
Trauma grave Nos últimos 3 meses
Cirurgia de grande porte Nos últimos 14 dias
Neurocirurgia ou de coluna Nos últimos 3 meses
AVC hemorrágico prévio A qualquer tempo
Doenças trato GI História de neoplasia ou sangramento nos últimos 21 dias
Coagulopatias Plaquetas < 100 mil, INR > 1,7 ou TTPA > 40 s
Heparina de baixo peso molecular Dose plena há menos de 24 h
Anticoagulantes diretos Dose há menos de 48 h
Outras Endocardite, dissecção aórtica, neoplasia intracraniana intra-axial
81
TRATAMENTO
-
TROMBECTOMIA
► Trombectomia mecânica: realizado por meio de cateterismo arterial com inserção de stent
► Indicação: a oclusão de 100% de um vaso proximal envolvido no quadro,
preferencialmente a carótida interna ou segmento M1 da cerebral média
- NIH > 5 → TC confirmando isquemia → angioTC ou angioRM
AIT
ATAQUE ISQUÊMICO
TRANSITÓRIO
82
83
AIT
AIT
Perda súbita das funções neurológicas
causada por oclusão das artérias cerebrais
sem morte neuronal
Restabelecimento espontâneo do fluxo
sanguíneo sem nenhuma sequela
neurológica (dura < 24h)
Confirmação se por exames de imagem onde
não se vê morte neuronal
AVC QUE NÃO
DEU CERTO
84
ESCALA
ABCD2
CRITÉRIO ESPECIFICAÇÃO PONTUAÇÃO
A (age) > 60 anos + 1
B (blood pressure)
PAS > 140 mmHg ou PAD > 90
mmHg + 1
C (clínica)
Hemiparesia
Alteração de fala isolada
+ 2
+ 1
D (duração)
10-59 min
> 59 min
+ 1
+ 2
D (diabetes) + 1
► Escala ABCD2: avaliar possibilidade de paciente ter AVC nas próximas 42 horas
- Baixo risco: 0-3 pontos
- Risco moderado: 4-5 pontos
- Alto risco: 6-7 pontos
► Sequência: pacientes com baixo e moderado risco podem ser liberados p/
avaliação ambulatorial com exames de investigação etiológica em até 48h
- paciente alto risco fica interna p/ avaliação mais criteriosa
85
INVESTIGAÇÃO
ETIOLÓGICA
86
USG
COM
DOPPLER
DE
CARÓTIDAS
AVC HEMORRÁGICO
87
88
AVC
HEMORRÁGICO
► AVC Hemorrágico: representam 15% dos AVCs
- intraparenquimatoso: ruptura de vaso perfurante que
gerará uma coleção sanguínea intraparenquimatosa
- subaracnoide: coleção irá p/ sistema de circulação do líquor
► Epidemiologia: representa 15% dos AVCs
89
INTRAPARENQUIMATOSO
► Epidemiologia: representa 10% dos AVCs
- mortalidade: mais 1/3 dos pacientes morre em 30 dias
- morbidade: 1/5 recupera independência funcional após 6 meses
90
INTRAPARENQUIMATOSO
FATORES
DE
RISCO
70% dos casos
► Presença de vaso arterial que aspecto de “saco de vermes”
+ drenagem venosa com opacificação precoce na fase arterial
(exame de imagem)
- sangue chega no sistema venoso com pressão arterial
► Deposição de amiloide nas camadas médias e adventícias,
principalmente dos vasos no lobos cerebrais
- 5-35% dos AVCs hemorrágicos intraparenquimatosos
- comum em pacientes idosos
- não tem relação com HAS
91
INTRAPARENQUIMATOSO
FISIOPATOLOGIA RUPTURA ARTERIAL ABRUPTA
Hematoma cerebral
Morte neuronal e células da glia
por apoptose e inflamação
Edema vasogênico
Ruptura da barreira
hematoencefálica
↑Pressão tecidual local
Início abrupto de forças de
cisalhamento
Destruição física
92
INTRAPARENQUIMATOSO
MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS PELAS ALTERAÇÕES NA
PRESSÃO
Cefaleia
Náuseas e vômitos
Rebaixamento do nível da
consciência
Pressão arterial elevada
PELO ACOMETIMENTO
DA ÁREA CEREBRAL
Putame
- hemiparesia contralateral,
hemianestesia e desvio ocular horizontal
Tálamo
- hemianestesia, hemiparesia e
comprometimento do olhar p/ cima
Ponte
quadriparesia e distúrbios na motilidade
ocular
93
INTRAPARENQUIMATOSO
IMAGEM
94
INTRAPARENQUIMATOSO
IMAGEM
95
INTRAPARENQUIMATOSO
TRATAMENTO TRATAMENTO CLÍNICO
Suporte intensivo adequado do ABCD
Controle da PA
Medidas de redução da pressão
intracraniana
Anticonvulsionantes, se houver crise
epiléptica
96
INTRAPARENQUIMATOSO
MONITORIZAÇÃO
DA
PRESSÃO
VALOR
DE PA
MÉTODO ALVO DE PA OBSERVAÇÕES
150-220 mmHg agudo 140 x 90 mmHg
Redução mais intensa pode
gerar lesão renal
> 220 mmHg
Agressivo
(com nitroprussiato EV)
Desconhecido, mas parece razoável
manter PA sistólica entre 140-160
mmHg
Monitorização frequente da
PA
(a cada 5 minutos)
CONTROLE DA PA
97
SUBARACNÓIDEA
► Definição: chamada de hemorragia meníngea, pois ocorre
sangramento arterial entre a aracnoide e a pia-máter
► Epidemiologia: representa 5% dos AVCs
- mortalidade: 30%
- morbidade: sequelas graves em 50% dos casos
98
SUBARACNÓIDEA
ETIOPATOGENIA
99
SUBARACNÓIDEA
ETIOPATOGENIA
► Aneurisma: principal causa de hemorragia subaracnóidea
espontânea
- apresentação: podem ser sacular, fusiforme (por
aterosclerose) ou micóticos (sangram no parênquima)
► Topografia: 85% na circulação anterior (principalmente nas
bifurcação do polígono)
► Epidemiologia: representa 5% dos AVCs
- junção entre comunicante anterior e cerebral anterior (mais
comum em homens)
- junção entre a carótida interna e a comunicante posterior
(mais comum em mulheres)
- bifurcação da ACM(entre M1 e M2)
- 15% restantes, na circulação posterior, eles distribuem-se
entre o topo da basilar (10%) e artérias vertebrais (5%).
100
SUBARACNÓIDEA
MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS
CEFALEIA SÚBITA
- Pior cefaleia da vida
- Cefaleia em trovoada
NÁUSEAS E VÔMITOS
- Sintomas associados
- Em 50% dos casos
SÍNCOPE
- ↑Imediato da pressão
intracraniana
RIGIDEZ DE NUCA
- Processo inflamatório das
meninges pelo contato com
sangue
- Em 75% dos casos
CRISES CONVULSIVAS
- Irritação do córtex cerebral
- Em 25% dos casos
HEMORRAGIA VÍTREA
- Detectado na fundoscopia
- Síndrome de Terson
101
SUBARACNÓIDEA
HEMORRAGIA
VÍTREA
102
SUBARACNÓIDEA
MIDRÍASE
PARALÍTICA
► III NC (Oculomotor): passa próximo a A Comunicante Posterior podendo ser comprimido em aneurismas
- paralisia ipsilateral: ocorre nas fibras parassimpáticas pois são mais periféricas
103
SUBARACNÓIDEA
EXAMES
DE
IMAGEM
A. HSA espessa difusa é observada na fissura inter-hemisférica anterior e nas fissuras sylvianas bilaterais, além da cisterna quadrigeminal. Identificou-se um aneurisma na
artéria cerebral média esquerda
B. HSA perimesencefálica; identifica-se apenas um pequeno foco de sangue na cisterna interpeduncular
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EXAMES
DE
IMAGEM
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IMAGEM
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PUNÇÃO
LIQUÓRICA
xantocromia
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PUNÇÃO
LIQUÓRICA
CRITÉRIOS
DO LCR
HSA
ACIDENTE DE
PUNÇÃO
Macrófagos com hemossiderina Presentes Ausente
Xantocromia após centrifugação Presentes Ausente
Coagulação Ausente Presentes
Pressão liquórica Elevada Normal
Contagem eritrocítica em tubos
sequenciais
Igual Decrescente
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SUBARACNÓIDEA
TRATAMENTO
APG 09
AVC
Pedro Henrique Nogueira Barbosa
Acadêmico de Medicina
Afya – 5º Período
APG 09 - AVC.pdf

APG 09 - AVC.pdf

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    APG 09 AVC Pedro HenriqueNogueira Barbosa Acadêmico de Medicina Afya – 5º Período
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    4 NEUROANATOMIA ► Organização: estruturalmenteo S Nervoso possui 2 subdivisões principais: Central e Periférico » SNC: processa várias informações sensitivas, fonte de pensamentos, emoções e memórias - liberação de sinais: estimulam a contração muscular e liberação das secreções glandulares » SNP: parte periférico do S Nervoso, formada por T Nervoso fora do SNC, sendo composto por: - Nervos: feixe composto por axônios (centenas de milhares), associados a T Conjuntivo e V Sanguíneos - Gânglios: pequenas massas de T Nervoso, compostos principalmente de Corpos Celulares ▪ tem íntima associação com os N Cranianos e Espinais - Plexos Entéricos: extensas redes neuronais, localizadas nas paredes de órgãos do S Digestório (regulam esse sistema) - Receptor Sensitivo: monitoram as mudanças nos ambientes externo e interno
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    5 ENCÉFALO ► ENCÉFALO: envoltopelo neurocrânio, controla quase todas as funções do corpo (85bi de neurônios)
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    6 TELENCÉFALO ►Telencéfalo (cérebro): presençade vários centros nervosos, formando por: » hemisférios: D e E, dividido pela fissura longitudinal do cérebro » lobos: cada hemisférios é dividido em 4 lobos: Frontal, Parietal, Occipital e Temporal (relacionado aos ossos subjacentes) ▪ Sulco central: coronalmente, separa o L Frontal (anteriormente) do Parietal (posteriormente) ▪ Sulco lateral: lateralmente, separa os L Frontal e Parietal do Temporal ▪ Sulco parietoccipital: lateralmente, separa os L Occipital (posteriormente) dos Parietal do Temporal - polos: as partes mais extremas dos lobos são chamados de polos
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    11 DIENCÉFALO ► Diencéfalo: formao Núcleo Central do T Encefálico » localização: acima do cerebelo e abaixo do telencéfalo, quase completamente circuncidado pelos hemisférios cerebrais » composição: tálamo (cognição e consciência), hipotálamo (Tº, fome e sede), epitálamo (pineal), subtálamo e órgãos circunventriculares (partes do diencéfalo na parede do 3º Ventrículo)
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    ► Tronco Encefálico:conecta medula ao diencéfalo e está ventralmente ao cerebelo, formado por: » Mesencéfalo: parte anterior do T Encefálico, sendo responsável por visão, audição, movimento dos olhos e corpo » Ponte: entre o mesencéfalo e o bulbo, responsável pela regulação da F Respiratória (respiração involuntária) » Bulbo (medula oblonga): subdivisão mais caudal do T Encefálico, sendo contínuo com a M Espinal 16 TRONCO ENCEFÁLICO
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    22 CEREBELO ► Aspectomacroscópico: na fossa posterior do crânio, localiza-se posteriormente ao 4º ventrículo, ponte e bulbo » forma: formato ovoide com constrição na parte mediana, com 2 hemisférios unidos pelo verme » fixação: conectado ao T Encefálico por feixes simétricos de fibras (Pedúnculos cerebelares superior, médio e inferior)
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    23 CEREBELO ► Lobos: divididoem 3 lobos principais: ▪ L Anterior: visível na parte superior, separado do L Posterior pela Fissura Primária (larga em formato de V) ▪ L Posterior: maior parte do cerebelo, situa-se entre Fissura Primária e Fissura Posterolateral ▪ L Floculonodular: posteriormente a Fissura Posterolateral - Fissura Horizontal: sulco mais profundo na margem cerebelar, que separa as faces superiores e inferiores
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    25 IRRIGAÇÃO ARTERIAL ► Encéfalo éirrigado por 4 grandes artérias originárias do tronco supra-aórtico ▪ A Carótida Interna: provem da A Carótida Comum ▪ A Vertebrais: provem das A Subclávias
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    27 IRRIGAÇÃO ARTERIAL ► Encéfalo éirrigado por 4 grandes artérias originárias do tronco supra-aórtico ▪ A Carótida Interna: provem da A Carótida Comum ▪ A Vertebrais: provem das A Subclávias ► A Carótidas Internas, originam-se do pescoço a partir da A Carótida Comum » trajeto: parte cervical de cada artéria, ascende verticalmente através do pescoço (sem ramificações até a base do crânio) » canal carótico: na parte petrosa do temporal, entram na cavidade craniana » Ramos Terminais: vão gerar A Cerebrais Anteriores na Média (referida como circulação anterior do encéfalo) ▪ A Cerebral Anterior: são conectadas pela A Comunicante Anterior ▪ A Carótida Interna: são unidas a A Cerebrais Posteriores pela A Comunicantes Posteriores ► A Vertebrais, originam-se na raiz do pescoço como primeiros ramos da A Subclávia » trajeto: ascendem através dos forames transversários das 6 primeiras vértebras cervicais ▪ parte atlântica das artérias vertebrais: passam por elas perfurando a dura e aracnoide e atravessam o forame magno » A Basilar: dentro do crânio, unem-se a parte caudal da ponte formando a basilar ▪ irrigação do cerebelo: deriva da basilar sendo as A Cerebelar Superior e A Cerebelar Inferior Anterior - A Cerebelar Inferior Posterior deriva das A Vertebrais antes de se unirem ▪ Ramos Terminais: dividem-se formando A Cerebrais Posteriores » Sistema Arterial Vertebrobasilar: referidas clinicamente como circulação posterior do encéfalo
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    28 SISTEMA ANTERIOR E POSTERIOR ARCO AÓRTICO SISTEMA ANTERIOR (carotídeo) Vasos - ACarótidas e ramos Irrigação - 2/3 anteriores dos hemisférios cerebrais SISTEMA POSTERIOR (vertebrobasilar) Vasos - A Vertebrais que formam A Basilar Irrigação - 1/3 posterior dos hemisférios cerebrais (mais encéfalo e cerebelo)
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    31 POLÍGONO DE WILLIS ► Circuito Arterialdo Cérebro: arranjo pentagonal na face anterior do encéfalo, chamado de Polígono de Willis » anastomose: formado pelas 4 artérias, o circuito no sentido anteroposterior é formando por: ▪ A Comunicante Anterior: faz a comunicação das A Cerebrais Anteriores ▪ A Cerebral Anterior: sai da A Carótida Interna ▪ A Carótida Interna ▪ A Comunicante Posterior: conecta a A Carótida Interna com A Cerebral Posterior ▪ A Cerebrais Posteriores: derivada da A Basilar
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    32 ARTÉRIAS CEREBRAIS ► A Cerebrais,fazem irrigação profunda do encéfalo e enviam ramos corticais p/ face medial e lateral » A Cerebral Anterior: irrigam face medial e superior do encéfalo e L Frontal » A Cerebral Média: irrigam face lateral do encéfalo e L Temporal » A Cerebral Posterior: irrigam face medial e L Occipital
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    35 ARTÉRIAS CEREBRAIS ESTRURTURAS IRRIGADAS - Micção A CerebralPosterior - Via visual pelo seu ramo distal
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    36 DRENAGEM VENOSA ► V JugularInterna, drenam o sangue do encéfalo pela confluência de veias de paredes finas sem válvulas » seios venosos: locais de confluência, onde as veias saindo das meninges terminam no seio dural mais próximo ▪ V Cerebral Superior: drenam a face súperolateral do encéfalo p/ seio sagital superior ▪ V Cerebral Inferior/Superficial Média: drenam face posterior e profunda dos hemisférios p/ seios retos, transverso e petroso superior ▪ V Cerebral Magna: veia única na linha mediana que funde-se com seio sagital inferior » cerebelo: drenado pelas V Cerebelar Superior/Inferior p/ seios transverso e sigmoide da dura-máter
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    39 CONCEITO AVC - Acidente VascularCerebral é um termo menos correto - Compreende hemisférios e diencéfalo AVE - Acidente vascular encefálico é termo mais correto - Compreende a hemisférios, diencéfalo, tronco e cerebelo ► Academia Brasileira de Neurologia indica que o termo utilizado na prática clínica seja AVC por facilitar a compreensão dos pacientes
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    40 CONCEITO AVC Perda súbita dasfunções neurológicas causada por oclusão ou rompimento das artérias cerebrais Caracterizado pela morte neuronal que manifesta-se como uma síndrome neurovascular Confirmação se dá por visualização de tecido necrótico ou déficit neurológico > 24h
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    41 DIVISÃO Os isquêmicossão muito mais comuns, correspondendo a 85% dos casos, contra 15% dos hemorrágicos
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    42 FATORES DE RISCO FATORES DE RISCORISCO DE AVC NÃO MODIFICÁVEIS Idade Risco dobra a cada década após os 55 anos e aumenta, exponencialmente, após os 65 anos Sexo Masculino: risco 30% maior Etnia Risco é 2,4 vezes maior em afrodescendentes e 2 vezes maior em hispânicos e asiáticos, em comparação a caucasianos História familiar Risco é 1,9 vez maior em indivíduos com parentes de primeiro grau com AVC Os principais fatores de risco são os modificáveis
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    43 FATORES DE RISCO FATORES DERISCO RISCO DE AVC MODIFICÁVEIS Hipertensão arterial 4 vezes maior Fibrilação atrial Valvar: 17 vezes maior Não valvar: aumento de 5% ao ano Diabetes mellitus 1,8 - 6 vezes maior Dislipidemia 1,5 vez maior Tabagismo 1,9 vez maior Etilismo Risco a partir de 40 g por semana (1,6 vez maior) Estenose sintomática de artéria craniana 4,6% de risco em 2 anos Estenose sintomática de artéria cervical Aumento em 24,5% no risco Obesidade Aumento de 5% a cada 1 ponto de aumento do IMC
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    44 FATORES DE RISCO EMMA Estudo de Mortalidadee Morbidade do Acidente Vascular Cerebral Risco de AVC para população brasileira HAS 70% Tabagismo 37% Dislipidemia 21,3% Fibrilação atrial 2% Obesidade 13% Diabetes 20,5%
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    47 ETIOLOGIA A etiologia dosAVCs determina seus subtipos
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    48 ETIOLOGIA ATEROSCLEROSE DE GRANDES VASOS ► Aterosclerose degrandes vasos: gera isquemia pela ruptura de placa com exposição de conteúdo lipídico - trombose in situ: gera coagulação pela cascata inflamatória e obstrução a partir desse ponto - suspeita: sintomatologia neurológica recorrente no mesmo território arterial ► Embolia arterioarterial: causado pelo desprendimento de um fragmento de placa - viagem: até encontrar vaso de menor calibre ► Oclusão proximal: associado a hipofluxo pela falha de bombeamento cardíaco ou problemas circulatórios podem causar infarto hemodinâmico - isquemia em área de fronteira: não em território arterial, pois áreas fronteiriças circulação é terminal e pouco calibrosa
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    50 ETIOLOGIA ATEROSCLEROSE DE PEQUENOS VASOS ► Aterosclerose depequenos vasos: gera uma lacuna isquêmica - apresentação: áreas de infarto < 1,5cm de diâmetro - suspeita: pacientes com diabetes, dislipidemia ou HAS ► Locais: regiões profundas do encéfalo (longe do córtex) - cápsula interna: local das A Lenticuloestriadas - coroa radiada - tálamos - ponte - cerebelo ► Causa: degeneração dos vasos por doenças de base - lipo-hialinose: degeneração da camada média das pequenas artérias e substituição por lipídeos e colágeno
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    51 ETIOLOGIA CARDIOEMBÓLICO ► Cardioembolia: embolizaçãode coágulos gerados no coração - IAM com áreas de acinesia, FOP, miocardiopatias e valvopatias - recanalização: possibilidade tardia, gerando circulação por tecido necrótico com possível extravasamento sanguíneo intraparenquimatoso (tranformação hemorrágica)
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    52 FISIOPATOLOGIA FLUXO SANGUÍNEO ► Prejuízo natroca de O2 e nutrientes - processo de despolarização patológica - alentecimento da atividade eletroencefalográfica ► Lesão isquêmica grave - possibilidade de necrose neuronal irrevessível
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    54 FISIOPATOLOGIA ISQUEMIA OCLUSÃO DEUMA ARTÉRIA CEREBRAL Queda intensa do fluxo sanguíneo cerebral Core isquêmico Déficit neurológico irreversível Queda discreta do fluxo sanguíneo cerebral Penumbra isquêmica Fluxo sanguíneo incompatível com metabolismo celular Região não funcionante, mas temporariamente viva Déficit neurológico potencialmente reversível
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    56 FISIOPATOLOGIA EDEMA CITOTÓXICO MORTE NEURONAL -↓ATP p/ bomba de Na/K - Alto influxo de Na p/ neurônio morto - Entrada de água na célula (osmose) EDEMA CITOTÓXICO - ↑volume do parênquima encefálico pela entrada de água - ↑ Pressão intracraniana - Possibilidade de acometer estruturas saudáveis (efeito de massa) HERNIAÇÃO CEREBRAL - Área edemaciada invade área saudável *OBS: Herniação das tonsilas cerebrais pelo forame magno comprime centro respiratório bulbar levando a morte
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    58 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS ► Síndromes neurovasculares:principal característica é o início dos sintomas súbitos - os sintomas atingiram sua intensidade máxima em poucos segundos e/ou que o paciente se recorda do exato momento em que os sintomas começaram - os sintomas dependem da topografia acometida pelo AVC
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    60 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS HOMÚNCULO DE PENFIELD ► ACM: déficitsmotor (hemiparesia) e sensitivo de predomínio braquiofacial ► ACA: déficits motor (hemiparesia) e sensitivo de predomínio crural
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    64 ESCALA DE AVALIAÇÃO CLÍNICA NATIONAL INSTITUTES OF HEALTH ► NIH: avaliaçãodo déficit neurológico p/ definição da gravidade do AVC (tratamento visa diminuir essa pontuação) ► Pontuação: varia de 0-42 pontos - 0-5 pontos: AVC menor - > 25: AVC graves (maior risco de sangramento)
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    65 EXAMES DE IMAGEM EXAMES DEIMGEM SÃO OBRIGATÓRIOS, sua utilidade: Diferenciar AVC isquêmico de AVC hemorrágico Diferenciar AVC isquêmico de ataque isquêmico transitório (AIT) Determinar o tamanho do infarto Determinar há quanto tempo os sintomas começaram Determinar o risco de sangramento após terapia de reperfusão do AVC isquêmico Auxiliar na decisão sobre terapias de reperfusão Calcular a diferença entre a área de isquemia e a de penumbra num paciente com AVC isquêmico agudo Avaliar se a lesão é recente ou antiga Ajudar no diagnóstico diferencial de AVC Avaliar a etiologia do AVC isquêmico Prever o sucesso de tratamentos agudos de reperfusão, como trombólise e trombectomia mecânica Identificar pontos de microssangramento dentro de umaárea isquêmica
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    66 EXAMES DE IMAGEM TC TC deCrânio - Usado na avaliação inicial dos pacientes com suspeita de AVC - Não utiliza-se contraste DIFERENCIAÇÃO DO AVC - Diante de isquemia ou hemorragia ► Isquemia demora aparecer - Hipodensa (mais escuro): devido ao edema citotóxico - Acúmulo de água permite radiação passar mais facilmente ► Hemorragia aparece imediatamente - Hiperdensa (mais branco): devido depósito de ferro - Radiação passa com mais dificuldade SINAIS PRECOCES DE ISQUEMIA - Infarto pode demorar 24h p/ ficar visível - Hipodensidade precoce - Sinal da ACM hiperdensa: por trombose - Apagamento de sulcos corticais (edema) - Perda da diferenciação entre substância branca e cinza
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    71 EXAMES DE IMAGEM ANGIOTOMOGRAFIA ► Angiotomografia: realizadacom infusão de contraste p/ visualização dos vasos cerebrais ► Indicação: pacientes com AVCi (já submetidos a TC) e com NIHSS > 5 pontos - pacientes elegíveis p/ trombectomia mecânica (principal indicação da angio-TC)
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    73 EXAMES DE IMAGEM RNM COM AVC ► RNM: técnicamais sensível, pois detecta AVCi em minutos após a sua instalação por meio da técnica de difusão - padrão ouro: RNM com difusão, mostrando hipersinal e o MAPA-ADC (coeficiente aparente de difusão) com hipossinal no local do infarto - alterações permanecem até 4 semanas no exame por meio de difusão ► Sequência FLAIR (inversão-recuperação com atenuação de fluido): alterações surgem após 4,5h após início dos sintomas - importante p/ determinar momento que déficit teve início (paciente teve AVC dormindo)
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    75 CONDUTA DÉFICIT NUEROLÓGICO INÍCIOSÚBITO AVC TC DE CRÂNIO Isquêmico Trombólise? HEMORRÁGICO NORMAL DEXTRO 50-400
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    77 TRATAMENTO - TROMBÓLISE TROMBÓLISE ENDOEVENOSA AHA/ASA,de 2019, recomendam trombólise endovenosa como tratamento específico de primeira linha Janela terapêutica de 4,5h ALTEPLASE 10% em boulos e 90% em bomba de infusão, em 1h Dose de 0,9mg/Kg (máximo de 90mg) Estreptoquinase não deve ser utilizado
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    79 TRATAMENTO - TROMBÓLISE CRITÉRIOS DE INCLUSÃO CRITÉRIOS DE INCLUSÃO Idademaior que 18 anos Tempo de início de sintomas até 4,5 h Quadro sugestivo de AVC com déficit de intensidade significativa (NIHSS > 5 ou déficit incapacitante, por exemplo, afasia ou hemianopsia)
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    80 TRATAMENTO - TROMBÓLISE CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO Idade< 18 anos NIHSS 0-5 pontos Déficit não incapacitante Tomografia Hemorragia ou hipodensidade franca ou extensa Pressão arterial Valores sustentados de PAS > 185 mmHg e PAD > 110 mmHg AVC isquêmico Nos últimos 3 meses Trauma grave Nos últimos 3 meses Cirurgia de grande porte Nos últimos 14 dias Neurocirurgia ou de coluna Nos últimos 3 meses AVC hemorrágico prévio A qualquer tempo Doenças trato GI História de neoplasia ou sangramento nos últimos 21 dias Coagulopatias Plaquetas < 100 mil, INR > 1,7 ou TTPA > 40 s Heparina de baixo peso molecular Dose plena há menos de 24 h Anticoagulantes diretos Dose há menos de 48 h Outras Endocardite, dissecção aórtica, neoplasia intracraniana intra-axial
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    81 TRATAMENTO - TROMBECTOMIA ► Trombectomia mecânica:realizado por meio de cateterismo arterial com inserção de stent ► Indicação: a oclusão de 100% de um vaso proximal envolvido no quadro, preferencialmente a carótida interna ou segmento M1 da cerebral média - NIH > 5 → TC confirmando isquemia → angioTC ou angioRM
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    83 AIT AIT Perda súbita dasfunções neurológicas causada por oclusão das artérias cerebrais sem morte neuronal Restabelecimento espontâneo do fluxo sanguíneo sem nenhuma sequela neurológica (dura < 24h) Confirmação se por exames de imagem onde não se vê morte neuronal AVC QUE NÃO DEU CERTO
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    84 ESCALA ABCD2 CRITÉRIO ESPECIFICAÇÃO PONTUAÇÃO A(age) > 60 anos + 1 B (blood pressure) PAS > 140 mmHg ou PAD > 90 mmHg + 1 C (clínica) Hemiparesia Alteração de fala isolada + 2 + 1 D (duração) 10-59 min > 59 min + 1 + 2 D (diabetes) + 1 ► Escala ABCD2: avaliar possibilidade de paciente ter AVC nas próximas 42 horas - Baixo risco: 0-3 pontos - Risco moderado: 4-5 pontos - Alto risco: 6-7 pontos ► Sequência: pacientes com baixo e moderado risco podem ser liberados p/ avaliação ambulatorial com exames de investigação etiológica em até 48h - paciente alto risco fica interna p/ avaliação mais criteriosa
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    88 AVC HEMORRÁGICO ► AVC Hemorrágico:representam 15% dos AVCs - intraparenquimatoso: ruptura de vaso perfurante que gerará uma coleção sanguínea intraparenquimatosa - subaracnoide: coleção irá p/ sistema de circulação do líquor ► Epidemiologia: representa 15% dos AVCs
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    89 INTRAPARENQUIMATOSO ► Epidemiologia: representa10% dos AVCs - mortalidade: mais 1/3 dos pacientes morre em 30 dias - morbidade: 1/5 recupera independência funcional após 6 meses
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    90 INTRAPARENQUIMATOSO FATORES DE RISCO 70% dos casos ►Presença de vaso arterial que aspecto de “saco de vermes” + drenagem venosa com opacificação precoce na fase arterial (exame de imagem) - sangue chega no sistema venoso com pressão arterial ► Deposição de amiloide nas camadas médias e adventícias, principalmente dos vasos no lobos cerebrais - 5-35% dos AVCs hemorrágicos intraparenquimatosos - comum em pacientes idosos - não tem relação com HAS
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    91 INTRAPARENQUIMATOSO FISIOPATOLOGIA RUPTURA ARTERIALABRUPTA Hematoma cerebral Morte neuronal e células da glia por apoptose e inflamação Edema vasogênico Ruptura da barreira hematoencefálica ↑Pressão tecidual local Início abrupto de forças de cisalhamento Destruição física
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    92 INTRAPARENQUIMATOSO MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS PELAS ALTERAÇÕESNA PRESSÃO Cefaleia Náuseas e vômitos Rebaixamento do nível da consciência Pressão arterial elevada PELO ACOMETIMENTO DA ÁREA CEREBRAL Putame - hemiparesia contralateral, hemianestesia e desvio ocular horizontal Tálamo - hemianestesia, hemiparesia e comprometimento do olhar p/ cima Ponte quadriparesia e distúrbios na motilidade ocular
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    95 INTRAPARENQUIMATOSO TRATAMENTO TRATAMENTO CLÍNICO Suporteintensivo adequado do ABCD Controle da PA Medidas de redução da pressão intracraniana Anticonvulsionantes, se houver crise epiléptica
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    96 INTRAPARENQUIMATOSO MONITORIZAÇÃO DA PRESSÃO VALOR DE PA MÉTODO ALVODE PA OBSERVAÇÕES 150-220 mmHg agudo 140 x 90 mmHg Redução mais intensa pode gerar lesão renal > 220 mmHg Agressivo (com nitroprussiato EV) Desconhecido, mas parece razoável manter PA sistólica entre 140-160 mmHg Monitorização frequente da PA (a cada 5 minutos) CONTROLE DA PA
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    97 SUBARACNÓIDEA ► Definição: chamadade hemorragia meníngea, pois ocorre sangramento arterial entre a aracnoide e a pia-máter ► Epidemiologia: representa 5% dos AVCs - mortalidade: 30% - morbidade: sequelas graves em 50% dos casos
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    99 SUBARACNÓIDEA ETIOPATOGENIA ► Aneurisma: principalcausa de hemorragia subaracnóidea espontânea - apresentação: podem ser sacular, fusiforme (por aterosclerose) ou micóticos (sangram no parênquima) ► Topografia: 85% na circulação anterior (principalmente nas bifurcação do polígono) ► Epidemiologia: representa 5% dos AVCs - junção entre comunicante anterior e cerebral anterior (mais comum em homens) - junção entre a carótida interna e a comunicante posterior (mais comum em mulheres) - bifurcação da ACM(entre M1 e M2) - 15% restantes, na circulação posterior, eles distribuem-se entre o topo da basilar (10%) e artérias vertebrais (5%).
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    100 SUBARACNÓIDEA MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS CEFALEIA SÚBITA - Piorcefaleia da vida - Cefaleia em trovoada NÁUSEAS E VÔMITOS - Sintomas associados - Em 50% dos casos SÍNCOPE - ↑Imediato da pressão intracraniana RIGIDEZ DE NUCA - Processo inflamatório das meninges pelo contato com sangue - Em 75% dos casos CRISES CONVULSIVAS - Irritação do córtex cerebral - Em 25% dos casos HEMORRAGIA VÍTREA - Detectado na fundoscopia - Síndrome de Terson
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    102 SUBARACNÓIDEA MIDRÍASE PARALÍTICA ► III NC(Oculomotor): passa próximo a A Comunicante Posterior podendo ser comprimido em aneurismas - paralisia ipsilateral: ocorre nas fibras parassimpáticas pois são mais periféricas
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    103 SUBARACNÓIDEA EXAMES DE IMAGEM A. HSA espessadifusa é observada na fissura inter-hemisférica anterior e nas fissuras sylvianas bilaterais, além da cisterna quadrigeminal. Identificou-se um aneurisma na artéria cerebral média esquerda B. HSA perimesencefálica; identifica-se apenas um pequeno foco de sangue na cisterna interpeduncular
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    107 SUBARACNÓIDEA PUNÇÃO LIQUÓRICA CRITÉRIOS DO LCR HSA ACIDENTE DE PUNÇÃO Macrófagoscom hemossiderina Presentes Ausente Xantocromia após centrifugação Presentes Ausente Coagulação Ausente Presentes Pressão liquórica Elevada Normal Contagem eritrocítica em tubos sequenciais Igual Decrescente
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    APG 09 AVC Pedro HenriqueNogueira Barbosa Acadêmico de Medicina Afya – 5º Período