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Adjunto adnominal

    O adjunto adnominal pode ser representado por palavras ou locuções de valor
adjetivo e sempre acompanhem um núcleo substantivo em qualquer função sintática. Os
adjuntos adnominais podem ser representados por várias classes gramaticais: artigos,
pronomes adjetivos, adjetivos, locução ou expressão adjetiva, numeral:

   1. O lápis é do meu amigo. (artigo definido) (pronome adjetivo)
   2. Paulo é um garoto inteligente. (adjetivo)
   3. A professora defendeu os direitos dos alunos e também dos professores.
      (locução adjetiva)
   4. Ela providenciou um prêmio justo. (artigo indefinido)
   5. Tinha olhos azuis, pele aveludada e cabelos escuros. (adjetivo)

(Todas as palavras grifadas são Adjuntos Adnominais e estão representados pelas
classes gramaticais indicadas dentro dos parênteses.)

                                   Adjunto adverbial

    O adjunto adverbial é um termo acessório da oração que obrigatoriamente exprime
valor circunstancial, podendo modificar um verbo, um adjetivo, ou um advérbio. Pode
vir preposicionado ou não.
              Exemplo 1: Choverá amanhã - Adjunto Adverbial de tempo.

       O termo grifado, no caso, sob uma análise sintática, é um adjunto adverbial,
modificando um verbo, de sentido pleno, que no caso é o verbo "chover".
Exemplo 2: Divórcio tão profundo - Adjunto Adverbial de intensidade.intimidade
constante. O termo grifado, neste caso, modifica o adjetivo profundo.
Exemplo 3: Planejamento tão satisfatoriamente estabelecido - Adjunto Adverbial de
intensidade. O termo grifado, neste caso, modifica o advérbio satisfatoriamente

Classificação dos adjuntos adverbiais:

   •   Assunto; Ex.(O jornal trazia os gols do grêmio);
   •   Meio (por, a, entre, etc.; Ex. Conseguiremos fugir pelos túneis);

   •   Lugar (aqui, ali, lá, acolá, acima, abaixo, dentro, fora, longe, perto, em casa, no cinema;
       Ex: Fomos ao cinema);

   •   Tempo (ontem, hoje, amanhã, cedo, tarde, ainda, agora; Ex: Amanhã, sairemos cedo.);

   •   Modo (bem, mal, melhor, pior, assim, velozmente e quase todos terminados em mente;
       Ex: Ela não está bem);

   •   Intensidade (muito, pouco, mais, menos, bastante, intensamente; Ex: Ele estudou
       muito);

   •   Dúvida (talvez, acaso, provavelmente; Ex: Talvez eu vá com você);
•   Causa (Ex: As pessoas não saíram de casa, porque estava frio);

      •   Finalidade (Ex: Estudava para a prova);

      •   Instrumento (Ex: Feriu-se com a faca);

      •   Afirmação (Sim, certamente, realmente; Ex: Certamente sairemos hoje);

      •   Negação (não, nunca, jamais; Ex: Nunca menospreze seus amigos);




    LINGUAGEM CONOTATIVA E DENOTATIVA

       Quando a palavra é utilizada com seu sentido comum (o que aparece no
dicionário) dizemos que foi empregada denotativamente. (real)

        Quando é utilizada com um sentido diferente daquele que lhe é comum, dizemos
que foi empregada conotativamente. (figurado) Este recurso é muito explorado na
Literatura.

      A linguagem conotativa não é exclusiva da literatura, ela é empregada em letras
de música, anúncios publicitários, conversas do dia a dia, etc.

Observe um trecho da canção “Dois rios”, de Samuel Rosa, Lô Borges e Nando Reis.
Note a caracterização do sol: ele foi empregado conotativamente.

O sol é o pé e a mão

O sol é a mãe e o pai

Dissolve a escuridão
...

.
                                           Exercícios

1. A nota jornalística a seguir relata a polêmica em relação aos alimentos transgênicos. Leia o
texto.

                               Tem comida estranha na geladeira

       Apesar dos inegáveis benefícios à produtividade das lavouras, brasileiros europeus e
americanos ainda não sabem quais os riscos, se é que existem, dos alimentos transgênicos.

         A onda é irreversível. Por mais forte que seja a desconfiança em relação aos produtos
geneticamente modificados, não há mais como fugir deles. O primeiro passo foi a criação de
soja resistente a herbicidas, tomates longa vida e milho imune a insetos. Depois vieram grãos
mais nutritivos, sementes estéreis que não se produzem no segundo plantio, alimentos
recheados com remédios. As invenções saltaram dos laboratórios para as prateleiras dos
supermercados com muito mais rapidez que a perplexidade humana é capaz de digeri-las. A
biotecnologia rompe a barreira entre as espécies e provoca discussões ambientais, éticas e
religiosas, que prosseguem sempre polêmicas, enquanto as sementes se espalham. [...]
Época, São Paulo, n.41,p. 57-61, mar. 1999. (Fragmento).

a) No início da nota, há um trecho sobre o assunto, publicado em 1999. Ainda hoje, as
dúvidas quanto à qualidade dos alimentos transgênicos persistem. Por que esse tipo
de alimento desperta tanta discussão?

b) Apesar de preocupadas com os transgênicos, muitas pessoas continuam a comprá-
lo, mas algumas com certo receio. Na sua opinião, por que o consumo desses
alimentos vem aumentando?



c) Na sua opinião, seria melhor que se proibisse a produção de alimentos
transgênicos? Esclareça sua resposta.

d) Releia esta frase:”...a desconfiança em relação aos produtos geneticamente
modificados...”

*Qual é o advérbio presente nessa frase? Que sentido ele expressa?

*Imagine essa frase sem esse advérbio. Que sentido ela passaria a ter?

*Copie do texto outros advérbios que modificam o sentido de um adjetivo.

e) Copie do texto uma locução adverbial que expresse a mesma circunstância daquela
encontrada no título.

f) Leia o texto a seguir: “As invenções saltaram dos laboratórios para as prateleiras dos
supermercados com muito mais rapidez que a perplexidade humana é capaz de digeri-
las”. Transcreva a locução adverbial e classifique a circunstância que o verbo expressa.

2. Leia estes versos de Adélia Prado.

Impressionista

Uma ocasião,
Meu pai pintou a casa toda
De alaranjado brilhante.
Por muito tempo moramos numa casa,
Como ele mesmo dizia,
Constantemente amanhecendo.
                        PRADO. Adélia. Bagagem. São Paulo: Siciliano, s. d. p. 36.@by Adélia Prado.

a) Nesse poema, o eu lírico revive uma época de sua vida familiar. Por esse fato
simples permaneceu tão forte na lembrança?

b) Por que o eu lírico empregou, no primeiro verso, somente esta locução adverbial:
“Uma ocasião”, e separou-a por vírgula? Que circunstância ela expressa?

d) Em que verso há uma locução adverbial ou advérbio, no poema, também modificam
ações verbais? Copie a circunstância expressa.
e) Que outras locuções adverbiais ou advérbio, no poema, também modificam ações
verbais? Copie no caderno a circunstância expressa.




3. Leia as falas dos personagens a seguir de Bill Watterson.

Calvin: A vida é cheia de possibilidades.

Calvin: Por exemplo, eu podia agora, em vez de esperar o ônibus da escola, levantar o
polegar, pegar uma carona e passar o resto da vida na savana, migrando com os
animais selvagens!

Tigre: A savana fica na África. Você nunca iria arranjar uma carona até lá.

Calvin: A vida é cheia de possibilidades impossíveis.

a) O personagem Calvin está sempre com ideias diferentes. O que ele diz e que produz
conotação humorística no texto?

b) Há palavras e expressões que, às vezes, são chamadas de advérbios, mas recebem o
nome de “palavras denotativas”, como você já pode ver. No diálogo, que locução
representa uma palavra denotativa? Por que ela funciona como elemento coesivo no
texto?

c) Releia esta frase: “ Eu podia, agora, em vez de esperar o ônibus da escola um pouco
atrasado.

*Em que frase o termo destacado é uma locução adverbial? Explique por quê.

d) Em qual fala se empregou uma locução adverbial de companhia?

e) Observe o advérbio destacado nessa frase: “Você nunca iria arranjar uma carona até
lá”. Esse advérbio expressa negação ou tempo?

4. O trecho a seguir pertence a um conto de Heloisa Prieto, autora de várias obras de
literatura infanto-juvenil. Nessa narrativa, ela conta sua experiência como contadora
de histórias, quando estagiou em uma escola alternativa. No final desse relato, sua
colega de trabalho chamada Vânia orientava as crianças, enquanto ela já pensava em
ser escritora um dia. Leia o trecho.

[...] Olhei comovida para Vânia, que nem chegou a perceber minha emoção,
ocupada em acompanhar o trabalho de pintura, ciente de que as crianças, em sua
sabedoria infantil, conviviam bem melhor com os mistérios do que nós.
Depois daquela tarde, quem perdeu o medo de contar histórias fui eu. Aos
poucos fui acrescentando aos contos de fadas minhas próprias histórias, inventadas ali,
na hora, coisa que as crianças apreciaram. E, das rodas de conversa, meus casos
fantásticos sempre meio amalucados passaram para o papel, depois para os livros, que
felizmente me colocaram em contato com outras crianças, que até hoje continuam me
fazendo as mesmas perguntas que nunca serei capaz de responder.
    PRIETO, Heloisa. De primeira viagem: antologia de contos. São Paulo: Cia das letras, 2004.p.64-65.(fragmento)




a) De acordo com o texto, por que a narradora tinha medo de contar histórias para as
crianças?

b) No primeiro parágrafo, a palavra melhor é um adjetivo ou um advérbio? Explique
por quê.

c) Observe a locução adverbial destacada nesta frase: “Aos poucos fui acrescentando
aos contos de fadas minhas próprias histórias”. Reescreva a frase, substituindo a
locução pelo advérbio equivalente.

5. Leia o Poema:

Poema XXVI

Noite está bonita
Parece envidraçada

Dormem sororoquinhas na beira do rio
Árvores nuas tomam banho

Jacarés em férias
Mastigam estrelas que se derretem dentro d’água

Entre toiceiras de macegas
Passa uma suçuarana com sapatos de seda.

Ventinho penteia as folhas de embaúba

A paisagem se desfia num pano de fundo

Cunhado Jabuti torceu caminho
- Dê lembranças à dona Jabota

Enquanto é noite é noite
Com todo esse céu espaçoso e tanta estrela
Vamos andando machucando estradas mais pra diante
BOPP.Raul. Cobra Norato. Rio de Janeiro: José Olympio,1998.p.39.


a) Observe que, ao descrever as árvores o eu lírico emprega uma linguagem figurada.
* Na primeira estrofe ele diz: “Árvores nuas tomam banho”. Que significado novo esse
adjetivo adquire no poema?
* Leia esta frase: A luz do sol banhava os corpos nus. Observe que nela, o mesmo
adjetivo, aqui no masculino, foi empregado em linguagem denotativa. Explique por
quê.
b) Pode-se dizer que em todas as estrofes ocorre o emprego de conotação, ou seja,
está presente a linguagem figurada.

*Explique o sentido conotativo que pode ser identificado nos versos da primeira
estrofe.

*Releia a terceira estrofe e observe o emprego das imagens. Na sua opinião, qual é o
objetivo do eu lírico, ao utilizar a linguagem figurada?

c) Interprete a linguagem figurada destes versos:

*”passa uma suçuarana com sapatos de seda”;

*”vamos andando machucando estradas...”.

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  • 1. Adjunto adnominal O adjunto adnominal pode ser representado por palavras ou locuções de valor adjetivo e sempre acompanhem um núcleo substantivo em qualquer função sintática. Os adjuntos adnominais podem ser representados por várias classes gramaticais: artigos, pronomes adjetivos, adjetivos, locução ou expressão adjetiva, numeral: 1. O lápis é do meu amigo. (artigo definido) (pronome adjetivo) 2. Paulo é um garoto inteligente. (adjetivo) 3. A professora defendeu os direitos dos alunos e também dos professores. (locução adjetiva) 4. Ela providenciou um prêmio justo. (artigo indefinido) 5. Tinha olhos azuis, pele aveludada e cabelos escuros. (adjetivo) (Todas as palavras grifadas são Adjuntos Adnominais e estão representados pelas classes gramaticais indicadas dentro dos parênteses.) Adjunto adverbial O adjunto adverbial é um termo acessório da oração que obrigatoriamente exprime valor circunstancial, podendo modificar um verbo, um adjetivo, ou um advérbio. Pode vir preposicionado ou não. Exemplo 1: Choverá amanhã - Adjunto Adverbial de tempo. O termo grifado, no caso, sob uma análise sintática, é um adjunto adverbial, modificando um verbo, de sentido pleno, que no caso é o verbo "chover". Exemplo 2: Divórcio tão profundo - Adjunto Adverbial de intensidade.intimidade constante. O termo grifado, neste caso, modifica o adjetivo profundo. Exemplo 3: Planejamento tão satisfatoriamente estabelecido - Adjunto Adverbial de intensidade. O termo grifado, neste caso, modifica o advérbio satisfatoriamente Classificação dos adjuntos adverbiais: • Assunto; Ex.(O jornal trazia os gols do grêmio); • Meio (por, a, entre, etc.; Ex. Conseguiremos fugir pelos túneis); • Lugar (aqui, ali, lá, acolá, acima, abaixo, dentro, fora, longe, perto, em casa, no cinema; Ex: Fomos ao cinema); • Tempo (ontem, hoje, amanhã, cedo, tarde, ainda, agora; Ex: Amanhã, sairemos cedo.); • Modo (bem, mal, melhor, pior, assim, velozmente e quase todos terminados em mente; Ex: Ela não está bem); • Intensidade (muito, pouco, mais, menos, bastante, intensamente; Ex: Ele estudou muito); • Dúvida (talvez, acaso, provavelmente; Ex: Talvez eu vá com você);
  • 2. Causa (Ex: As pessoas não saíram de casa, porque estava frio); • Finalidade (Ex: Estudava para a prova); • Instrumento (Ex: Feriu-se com a faca); • Afirmação (Sim, certamente, realmente; Ex: Certamente sairemos hoje); • Negação (não, nunca, jamais; Ex: Nunca menospreze seus amigos); LINGUAGEM CONOTATIVA E DENOTATIVA Quando a palavra é utilizada com seu sentido comum (o que aparece no dicionário) dizemos que foi empregada denotativamente. (real) Quando é utilizada com um sentido diferente daquele que lhe é comum, dizemos que foi empregada conotativamente. (figurado) Este recurso é muito explorado na Literatura. A linguagem conotativa não é exclusiva da literatura, ela é empregada em letras de música, anúncios publicitários, conversas do dia a dia, etc. Observe um trecho da canção “Dois rios”, de Samuel Rosa, Lô Borges e Nando Reis. Note a caracterização do sol: ele foi empregado conotativamente. O sol é o pé e a mão O sol é a mãe e o pai Dissolve a escuridão ... . Exercícios 1. A nota jornalística a seguir relata a polêmica em relação aos alimentos transgênicos. Leia o texto. Tem comida estranha na geladeira Apesar dos inegáveis benefícios à produtividade das lavouras, brasileiros europeus e americanos ainda não sabem quais os riscos, se é que existem, dos alimentos transgênicos. A onda é irreversível. Por mais forte que seja a desconfiança em relação aos produtos geneticamente modificados, não há mais como fugir deles. O primeiro passo foi a criação de soja resistente a herbicidas, tomates longa vida e milho imune a insetos. Depois vieram grãos mais nutritivos, sementes estéreis que não se produzem no segundo plantio, alimentos recheados com remédios. As invenções saltaram dos laboratórios para as prateleiras dos supermercados com muito mais rapidez que a perplexidade humana é capaz de digeri-las. A biotecnologia rompe a barreira entre as espécies e provoca discussões ambientais, éticas e religiosas, que prosseguem sempre polêmicas, enquanto as sementes se espalham. [...]
  • 3. Época, São Paulo, n.41,p. 57-61, mar. 1999. (Fragmento). a) No início da nota, há um trecho sobre o assunto, publicado em 1999. Ainda hoje, as dúvidas quanto à qualidade dos alimentos transgênicos persistem. Por que esse tipo de alimento desperta tanta discussão? b) Apesar de preocupadas com os transgênicos, muitas pessoas continuam a comprá- lo, mas algumas com certo receio. Na sua opinião, por que o consumo desses alimentos vem aumentando? c) Na sua opinião, seria melhor que se proibisse a produção de alimentos transgênicos? Esclareça sua resposta. d) Releia esta frase:”...a desconfiança em relação aos produtos geneticamente modificados...” *Qual é o advérbio presente nessa frase? Que sentido ele expressa? *Imagine essa frase sem esse advérbio. Que sentido ela passaria a ter? *Copie do texto outros advérbios que modificam o sentido de um adjetivo. e) Copie do texto uma locução adverbial que expresse a mesma circunstância daquela encontrada no título. f) Leia o texto a seguir: “As invenções saltaram dos laboratórios para as prateleiras dos supermercados com muito mais rapidez que a perplexidade humana é capaz de digeri- las”. Transcreva a locução adverbial e classifique a circunstância que o verbo expressa. 2. Leia estes versos de Adélia Prado. Impressionista Uma ocasião, Meu pai pintou a casa toda De alaranjado brilhante. Por muito tempo moramos numa casa, Como ele mesmo dizia, Constantemente amanhecendo. PRADO. Adélia. Bagagem. São Paulo: Siciliano, s. d. p. 36.@by Adélia Prado. a) Nesse poema, o eu lírico revive uma época de sua vida familiar. Por esse fato simples permaneceu tão forte na lembrança? b) Por que o eu lírico empregou, no primeiro verso, somente esta locução adverbial: “Uma ocasião”, e separou-a por vírgula? Que circunstância ela expressa? d) Em que verso há uma locução adverbial ou advérbio, no poema, também modificam ações verbais? Copie a circunstância expressa.
  • 4. e) Que outras locuções adverbiais ou advérbio, no poema, também modificam ações verbais? Copie no caderno a circunstância expressa. 3. Leia as falas dos personagens a seguir de Bill Watterson. Calvin: A vida é cheia de possibilidades. Calvin: Por exemplo, eu podia agora, em vez de esperar o ônibus da escola, levantar o polegar, pegar uma carona e passar o resto da vida na savana, migrando com os animais selvagens! Tigre: A savana fica na África. Você nunca iria arranjar uma carona até lá. Calvin: A vida é cheia de possibilidades impossíveis. a) O personagem Calvin está sempre com ideias diferentes. O que ele diz e que produz conotação humorística no texto? b) Há palavras e expressões que, às vezes, são chamadas de advérbios, mas recebem o nome de “palavras denotativas”, como você já pode ver. No diálogo, que locução representa uma palavra denotativa? Por que ela funciona como elemento coesivo no texto? c) Releia esta frase: “ Eu podia, agora, em vez de esperar o ônibus da escola um pouco atrasado. *Em que frase o termo destacado é uma locução adverbial? Explique por quê. d) Em qual fala se empregou uma locução adverbial de companhia? e) Observe o advérbio destacado nessa frase: “Você nunca iria arranjar uma carona até lá”. Esse advérbio expressa negação ou tempo? 4. O trecho a seguir pertence a um conto de Heloisa Prieto, autora de várias obras de literatura infanto-juvenil. Nessa narrativa, ela conta sua experiência como contadora de histórias, quando estagiou em uma escola alternativa. No final desse relato, sua colega de trabalho chamada Vânia orientava as crianças, enquanto ela já pensava em ser escritora um dia. Leia o trecho. [...] Olhei comovida para Vânia, que nem chegou a perceber minha emoção, ocupada em acompanhar o trabalho de pintura, ciente de que as crianças, em sua sabedoria infantil, conviviam bem melhor com os mistérios do que nós.
  • 5. Depois daquela tarde, quem perdeu o medo de contar histórias fui eu. Aos poucos fui acrescentando aos contos de fadas minhas próprias histórias, inventadas ali, na hora, coisa que as crianças apreciaram. E, das rodas de conversa, meus casos fantásticos sempre meio amalucados passaram para o papel, depois para os livros, que felizmente me colocaram em contato com outras crianças, que até hoje continuam me fazendo as mesmas perguntas que nunca serei capaz de responder. PRIETO, Heloisa. De primeira viagem: antologia de contos. São Paulo: Cia das letras, 2004.p.64-65.(fragmento) a) De acordo com o texto, por que a narradora tinha medo de contar histórias para as crianças? b) No primeiro parágrafo, a palavra melhor é um adjetivo ou um advérbio? Explique por quê. c) Observe a locução adverbial destacada nesta frase: “Aos poucos fui acrescentando aos contos de fadas minhas próprias histórias”. Reescreva a frase, substituindo a locução pelo advérbio equivalente. 5. Leia o Poema: Poema XXVI Noite está bonita Parece envidraçada Dormem sororoquinhas na beira do rio Árvores nuas tomam banho Jacarés em férias Mastigam estrelas que se derretem dentro d’água Entre toiceiras de macegas Passa uma suçuarana com sapatos de seda. Ventinho penteia as folhas de embaúba A paisagem se desfia num pano de fundo Cunhado Jabuti torceu caminho - Dê lembranças à dona Jabota Enquanto é noite é noite Com todo esse céu espaçoso e tanta estrela Vamos andando machucando estradas mais pra diante
  • 6. BOPP.Raul. Cobra Norato. Rio de Janeiro: José Olympio,1998.p.39. a) Observe que, ao descrever as árvores o eu lírico emprega uma linguagem figurada. * Na primeira estrofe ele diz: “Árvores nuas tomam banho”. Que significado novo esse adjetivo adquire no poema? * Leia esta frase: A luz do sol banhava os corpos nus. Observe que nela, o mesmo adjetivo, aqui no masculino, foi empregado em linguagem denotativa. Explique por quê. b) Pode-se dizer que em todas as estrofes ocorre o emprego de conotação, ou seja, está presente a linguagem figurada. *Explique o sentido conotativo que pode ser identificado nos versos da primeira estrofe. *Releia a terceira estrofe e observe o emprego das imagens. Na sua opinião, qual é o objetivo do eu lírico, ao utilizar a linguagem figurada? c) Interprete a linguagem figurada destes versos: *”passa uma suçuarana com sapatos de seda”; *”vamos andando machucando estradas...”.