UNESP-Campus de Rio Claro Curso: Pedagogia Disciplina: Sociologia da educação II Elaboração: Ana Paula P. Gonçalves Coelho
A REINVENÇÃO SOLIDÁRIA E PARTICIPATIVA DO ESTADO SANTOS, Boaventura de Souza. A gramática do tempo: para uma nova cultura política. São Paulo: Cortez, 2006.   
ESTADO MODERNO ↓ PARADIGMAS DE TRANFORMAÇÃO SOCIAL DA MODERNIDADE OCIDENTAL ↓        1-  REVOLUÇÃO : Contra o Estado 2-  REFORMISMO: Pelo Estado  OBS.: Conceito – paradigma:
ESTADO MODERNO ↓ 2 PARADIGMAS DE TRANFORMAÇÃO SOCIAL DA MODERNIDADE OCIDENTAL ↓          REVOLUÇÃO : Contra o Estado   REFORMISMO: Pelo Estado
REFORMISMO  REFORMISMO :  Pelo Estado   ( Paradigma predominante) OBJETO DE REFORMA : A Sociedade ( Entidade social problemática)
PROBLEMÁTICA ATUAL DO REFORMISMO  A crise do reformismo OBJETO DA REFORMA : O Estado (Estado tornou-se a entidade social problemática)
QUESTIONAMENTOS:  Sendo o Estado objeto da reforma  quem  será o sujeito dessa reforma? Será a sociedade? Quem na sociedade?
BOAVENTURA: A reinvenção solidária e participativa do Estado.   1-      Análise do contexto sócio-político do movimento para a reforma do Estado. 2-      Diferentes alternativas de reforma e seus promotores. 3-      Terceiro setor seu papel na Reforma do Estado. 4-       As condições que determinam o seu papel no sentido político.  
Processo político através do qual o movimento operário e seus aliados resistiram à redução da vida social à lei de valor, à lógica da acumulação e as regras do mercado por via da incorporação de uma  institucionalidade  que garantiu a sustentabilidade de interdependências não mercantis, cooperativas, solidárias e voluntárias entre cidadão e entre grupos e classes sociais. REFORMISMO  (conceito geral) :
REFORMISMO INSTITUCIONALIZADO  (1) Regulação do  trabalho; (2) Proteção social contra riscos  (3) Segurança contra a desordem  e a violência.
PRINCÍPIOS DE REGULAÇÃO NA MODERNIDADE:   1º Princípio do Estado 2º Princípio do Mercado 3º Princípio da Comunidade
ESTADO   ↨  (Vínculos reforçados)   MERCADO    
MERCADO  -> Potencial caótico na comunidade ↓  ↓  Fábrica:exclusãosocial,  desagregação familiar, violência. ↓   COMUNIDADE   ESTADO   ↓  ↓  CONTROLE SOCIAl:  (1)Democracia (2) Cidadania  O brigação política horizontal  mediada pelo Estado  ↓  Cidadão  ↔  ESTADO  ↔   Cidadão ↓  Descaracterização do reconhecimento político da solidariedade entre cidadãos
FORMA POLÍTICA ACABADA DO REFORMISMO PAÍSES CENTRAIS :  Estado Providência  PAÍSES SEMI-PERIFÉRICOS E PERIFÉRICOS : Estado desenvolvimentista
REFORMISMO ↓ MUDANÇA SOCIAL NORMAL ↓  NORMALIZAÇÃO ↓   LÓGICA DA NOMALIZAÇÃO:   1-  REPETIÇÃO: condição de ordem   2- MELHORIA:condição de progresso OBS.:  Correlação direta com o positivismo de Augusto Comte
PARADOXO DA LÓGICA DA  NORMALIZAÇÃO:  Repetição não melhora a situação  Se a situação melhora não se repete
PROCESSOS DE INCLUSÃO   Sobreposição  Somatória positiva   PROCESSOS DE EXCLUSÃO  
DIANTE DA MESMA SITUAÇÃO POLÍTICA GRUPO SOCIAL  (percepção de repetição) REFORMAS   Conflito: motor das reformas GRUPO SOCIAL  (percepção de melhoria)  
LÓGICA DA NOMALIZAÇÃO:   OPACIDADE E INDETERMINAÇÃO TEMPORAL  CONSEQUÊNCIAS:     1-  Reforça a inevitabilidade da mudança    2-  Legitima o paradoxo do reformismo
Legitimação do paradoxo do  reformismo  :  (1)   Permite conceber a mudança como inclusão social (2)  Caráter ambíguo das reformas quanto a sua  natureza capitalista ou anticapitalista (3)   Confere plasticidade para que possa funcionar como modelo credível em contextos sociais distintos  
ESTADO NACIONAL     Papel central na mudança social reformista  ↓   ESTRATÉGIAS ESTATAIS FUNDAMENAIS   Acumulação Hegemonia  Estabilidade
          ACUMULAÇÃO :  Estado garante estabilidade da produção capitalista      
        HEGEMONIA :   Estado garantiu lealdade de diferentes classes sociais à gestão estatal das oportunidades e dos riscos e assim, garantiu sua própria estabilidade quanto entidade política    
CONFIANÇA :  Garantiu a estabilidade das expectativa dos cidadãos
Campo de intervenção estatal: ACUMULAÇÃO Acumulação:  mercantilização de trabalho de bens e serviços. Repetição : sustentabilidade da acumulação. Melhoria : crescimento econômico. Código binário : promover mercado/restringir mercado
Campo de intervenção estatal: HEGEMONIA – abrange três campos sociais: 1-  Participação e representação política Repetição : democracia Melhoria : expansão de direitos Código binário : democrático/antidemocrático
Campo de intervenção estatal: HEGEMONIA – abrange três campos sociais: 2- Consumo social do sujeito: Repetição : a paz social Melhoria :equidade social Código binário :justo/injusto
Campo de intervenção estatal: HEGEMONIA – abrange três campos sociais: 3- Consumo cultural, educação e comunicação de massas: Repetição :identidade cultural Melhoria : distribuição de conhecimento e informação Código binário : leal/desleal
Campo de intervenção estatal: CONFIANÇA  – abrange três campos sociais: 1- Riscos das relações internacionais Repetição :soberania e segurança nacional Melhoria :luta por melhorar  a posição no sistema mundial Código binário :amigo/inimigo
Campo de intervenção estatal:  CONFIANÇA – abrange três campos sociais: 2- Riscos das relações sociais  (dos crimes à acidentes) Repetição :ordem jurídica em vigor Melhoria :prevenção dos riscos e aumento da capacidade repressiva Código binário :legal/ilegal
Campo de intervenção estatal: CONFIANÇA  – abrange três campos sociais: 3- Riscos da tecnologia e dos acidentes ambientais Repetição :sistema de peritos Melhoria :avanço tecnológico Código binário :seguro/inseguro, previsível/imprevisível
  PRESSUPOSTOS DO PARADIGMA DO REFORMISMO   1-Mecanismo de repetição e melhoria funcionam eficazmente no âmbito nacional sem grande  interferência externa e turbulência interna. A capacidade financeira do Estado assenta na sua capacidade reguladora,ou seja,  o bem-estar social  é obtido através da produção em massa.  Dependência  de produtos e serviços que tem forma de mercadoria embora possam não ser distribuídos no mercado.  
  PRESSUPOSTOS DO PARADIGMA DO REFORMISMO   2-  Os riscos e perigos que o Estado gera através das estratégias de confiança não ocorrem  com freqüência, quando ocorrem são numa  escala adequada à intervenção política e  administrativa estatal.  
META-PRESSUPOSTO: REVOLUÇÃO  REFORMISMO  REVOLUÇÃO  REFORMISMO  Reformismo sentido político:  Pós-revolução - Prevenção de eclosão de revolução e antecipação da situação pós-revolução    
PRESSUPOSTOS DO PARADIGMA DO REFORMISMO   DEPENDÊNCIA META-PRESSUPOSTO 
  A CRISE DO REFORMISMO     Década de 1980 Crise do paradigma da mudança normal    Perda da simetria   REPETIÇÃO  MELHORIA (Predominância)    (substituição)   REPETIÇÃO (Percepção da repetição como única forma de melhoria possível)
Campo de crise intervenção estatal: acumulação  – mercantilização de trabalho de   bens e serviços.   Repetição forma única de melhoria : sustentabilidade da acumulação. Perda da simetria da Melhoria : crescimento econômico. Perda da simetria do Código binário : promover mercado/restringir mercado
Campo de crise da intervenção estatal:hegemonia  – abrange três campos sociais: 1- Participação e representação política Repetição forma única de melhoria : democracia Perda da simetria da Melhoria :  expansão de direitos Perda da simetria do Código binário : democrático/antidemocrático
Campo de crise da intervenção estatal:hegemonia  – abrange três campos sociais: 2- Consumo social do sujeito Repetição forma única de melhoria : a paz social Melhoria :equidade social Código binário :justo/injusto
Campo de crise da intervenção estatal:hegemonia  – abrange três campos sociais: 3- Consumo cultural, educação e comunicação de massas Repetição forma única de melhoria :  identidade cultural Perda da simetria da Melhoria :  distribuição de conhecimento e informação Perda da simetria do Código binário : leal/desleal
Campo de crise da intervenção estatal: confiança  –  abrange três campos sociais: 1- Riscos das relações internacionais Repetição forma única de melhoria : soberania e segurança nacional Perda da simetria da Melhoria : luta por melhorar  a posição no sistema mundial Perda da simetria do Código binário : amigo/inimigo
Campo de crise da intervenção estatal: confiança   abrange três campos sociais: 2- Riscos das relações sociais  (dos crimes à acidentes) Repetição forma única de melhoria : ordem jurídica em vigor Perda da simetria da Melhoria : prevenção dos riscos e aumento da  capacidade repressiva Perda da simetria do Código binário : legal/ilegal
Campo de crise da intervenção estatal: confiança  – abrange três campos sociais: 3- Riscos da tecnologia e dos acidentes ambientais Repetição forma única de melhoria :sistema de peritos Melhoria :avanço tecnológico Perda da simetria do Código binário : seguro/inseguro, previsível/imprevisível
PROCESSOS DE EXCLUSÃO   Sobreposição  Somatória zerada   PROCESSOS DE INCLUSÃO
CAPITALISMO GLOBAL  +  CONSELHO DE WASHISGTON     DESESTRUTURAÇÃO: Espaços nacionais de conflito e negociação Capacidade reguladora do Estado Aumento da escala e freqüências de risco fora do controle estatal    CONSENSO DE WASHISGTON Processos políticos instaurados de acordo com as exigências Da globalização neoliberal da economia    ESTADO (Obediência à lógica do Mercado)  Legitima o  capitalismo global nos espaços nacionais    ESTADO FRACO  ESTADO FORTE   A nível de estratégia estatal  A nível de estratégia estatal  de hegemonia e confiança  de mercado   A CRISE DO REFORMISMO   CRISE DA META PRESSUPOSTO Queda do muro de Berlim – Fim do período pós-revolução  PERÍODO PÓS-PÓS-REVOLUÇÃO Perda do contexto político pós-revolução Decorre a perda de sentido do Reformismo   
PRIMEIRA FASE: O ESTADO REFORMÁVEL   Reformismo e Revolução     Transformação social     usar  meio Reformismo  Forças sociais  Estado  transformação social    Estado  Intervenção  Sociedade  transformação social    Transformação   
FIM DO REFORMISMO SOCIAL     INÍCIO DO MOVIMENTO DA REFORMA DO ESTADO      Estado irreformável Estado reformável  
  ESTADO IRREFORMÁVEL Estado ineficaz, parasitário, predador Estado Mínimo (fraco) em prol do Mercado Confinamento de funções exclusivas do Estado Duração: Até a década de 1990   ACÇÃO DOS ESTADOS CENTRAIS   DISPOSITIVOS NORMATIVOS E INSTITUCIONAIS (Abstração e unidimensionalização)   Dívida externa Ajustamento estrutural Controle de défice público e de inflação Privatização Desregularização Colapso eminente do Estado-Providência Colapso da segurança social Redução drástica do consumo seletivo Redução drástica da proteção social  
  Apogeu  Convulsões políticas nos países comunistas    ESTADO MÍNIMO    Queda   Limites da lógica reformadora do Estado irreformável  Fim do Consenso do    Estado Fraco   Emergências de máfias Corrupção política   Colapso de Estados do Terceiro Mundo  Mudança qualitativa    do próprio  Estado       Percepção do Mercado:   Necessidade de um Estado forte –   Associado com capitalismo global        ESTADO REFORMÁVEL   (Momento atual de transição)  
REFORMISMO ESTATAL        FORTE INFLUÊNCIA DO    SISTEMA GLOBAL  Sociedade nacional   ( Espaço-miniatura)   SETORES DA SOCIEDADE Agentes do reformismo estatal    ESTADO  OBJETO DE MUDANÇA      ESTADO REFORMÁVEL  
CONCLUSÃO: A PRIMEIRA FASE – ESTADO MÍNIMO  ESTADO MÍNIMO FORÇA DOMINADORA: capitalismo global POLÍTICA ECONÔMICA: Neoliberalismo A PRIMEIRA FASE – ESTADO MÍNIMO     PAÍSES CENTRAIS     REPRESSÁLIAS CONTRA O MOVIMENTO SINDICAL   Desagregação da legislação própria do contrato social  
CONCLUSÃO: A PRIMEIRA FASE – ESTADO MÍNIMO   ESTADO MÍNIMO FORÇA DOMINADORA: capitalismo global POLÍTICA ECONÔMICA: Neoliberalismo PAÍSES SEMI-PERIFÉRICOS   Estado desenvolvimentista/Estado autoritário e repressivo   Período de transição democrática Benefícios do neoliberalismo nesse período seu intervencionismo no Estado colaborou na transição democrática
CONCLUSÃO: A PRIMEIRA FASE – ESTADO MÍNIMO   ESTADO MÍNIMO FORÇA DOMINADORA: capitalismo global POLÍTICA ECONÔMICA: Neoliberalismo PAÍSES PERIFÉRICOS   Desvalorização dos seus produtos colocados do mercado internacional     Protecionismo dos países do Norte global     Peso da dívida externa     Peso de interferência das agências e países doadores/financiadores Na definição do papel do Estado + Ajustamento estrutural
  A PRIMEIRA FASE –  ESTADO MÍNIMO     PAÍSES CENTRAIS+ CONSELHO DE WASHINGTON Percepção do risco da ingovernabilidade - ESTADO MÍNIMO    Impacto nos países centrais  Imigração, pandemias e terrorismo   SEGUNDA FASE :  O ESTADO REFORMÁVEL
    SEGUNDA FASE : O ESTADO REFORMÁVEL ESTADO – EMPRESÁRIO    MERCADO     (concepção dominante na atualidade)   Concepção da reforma da administração  Clinton Baseado no livro  Reinventing Govermment De David Osborne e Ted Gaebler        Noção de contratualidade das relações institucionais O governo deve ser  uma empresa que promove a concorrência entre serviços públicos        Objetivo central: obter mais recursos do que gasta-los        Transformar cidadãos em consumidores        Descentralizar o poder segundo os mecanismo do  mercado
SEGUNDA FASE : O ESTADO REFORMÁVEL   ESTADO NOVÍSSIMO-MOVIMENTO –SOCIAL   Afinidades com filosofia política  neoliberal Privatizar todas as funções que não são exclusas do Estado Pública da Administração   Administração pública submetida:  Eficiência, eficácia e criatividade Competitividade do mercado empresarial     
A REFORMA DO ESTADO E O TERCEIRO SETOR   Tipos de organizações sociais: Cooperativas,  associações mutualistas,  associações não lucrativas,  organizações não governamentais, organizações de voluntariado...
A REFORMA ESTADO TERCEIRO SETOR Designação residual e vaga: de organizações sociais –  Não são estatais nem mercantis Organizações sociais –  Privadas  Mas sem fins lucrativos Animada por objetivos sociais públicos ou coletivos, Não estatais      
TERCEIRO SETOR  PAÍSES CENTRAIS  (Europa)          Raízes ideológicas múltiplas desde socialismo, cristianismo social ao liberalismo     Visa novas formas de organização de produção e consumo      Ciclo de alternância de confronto aos princípios da política burguesa ora minimizando os efeitos da Revolução Industrial         Subjaz a esse grupo: operariado,classes populares      Idéia de autonomia associativa é matricial ao movimento       Articuladora de vetores  normativos do movimento    Terceiro setor representa 7,4 PEA  (população economicamente ativa)
TERCEIRO SETOR  PAÍSES PERIFÉRICOS SEMI-PERIFÉRICOS      Emerge como organizações não-governamentais: nacionais ou transnacionais Impulsionado pelo redirecionamento dos países centrais para os agentes atuantes nessa área sejam não-estatais

A reinvenção solidária e participativa do estado

  • 1.
    UNESP-Campus de RioClaro Curso: Pedagogia Disciplina: Sociologia da educação II Elaboração: Ana Paula P. Gonçalves Coelho
  • 2.
    A REINVENÇÃO SOLIDÁRIAE PARTICIPATIVA DO ESTADO SANTOS, Boaventura de Souza. A gramática do tempo: para uma nova cultura política. São Paulo: Cortez, 2006.  
  • 3.
    ESTADO MODERNO ↓PARADIGMAS DE TRANFORMAÇÃO SOCIAL DA MODERNIDADE OCIDENTAL ↓        1-  REVOLUÇÃO : Contra o Estado 2- REFORMISMO: Pelo Estado OBS.: Conceito – paradigma:
  • 4.
    ESTADO MODERNO ↓2 PARADIGMAS DE TRANFORMAÇÃO SOCIAL DA MODERNIDADE OCIDENTAL ↓         REVOLUÇÃO : Contra o Estado   REFORMISMO: Pelo Estado
  • 5.
    REFORMISMO REFORMISMO: Pelo Estado ( Paradigma predominante) OBJETO DE REFORMA : A Sociedade ( Entidade social problemática)
  • 6.
    PROBLEMÁTICA ATUAL DOREFORMISMO A crise do reformismo OBJETO DA REFORMA : O Estado (Estado tornou-se a entidade social problemática)
  • 7.
    QUESTIONAMENTOS: Sendoo Estado objeto da reforma quem será o sujeito dessa reforma? Será a sociedade? Quem na sociedade?
  • 8.
    BOAVENTURA: A reinvençãosolidária e participativa do Estado. 1-      Análise do contexto sócio-político do movimento para a reforma do Estado. 2-      Diferentes alternativas de reforma e seus promotores. 3-      Terceiro setor seu papel na Reforma do Estado. 4-      As condições que determinam o seu papel no sentido político.  
  • 9.
    Processo político atravésdo qual o movimento operário e seus aliados resistiram à redução da vida social à lei de valor, à lógica da acumulação e as regras do mercado por via da incorporação de uma institucionalidade que garantiu a sustentabilidade de interdependências não mercantis, cooperativas, solidárias e voluntárias entre cidadão e entre grupos e classes sociais. REFORMISMO (conceito geral) :
  • 10.
    REFORMISMO INSTITUCIONALIZADO (1) Regulação do trabalho; (2) Proteção social contra riscos (3) Segurança contra a desordem e a violência.
  • 11.
    PRINCÍPIOS DE REGULAÇÃONA MODERNIDADE: 1º Princípio do Estado 2º Princípio do Mercado 3º Princípio da Comunidade
  • 12.
    ESTADO ↨ (Vínculos reforçados) MERCADO    
  • 13.
    MERCADO ->Potencial caótico na comunidade ↓ ↓ Fábrica:exclusãosocial, desagregação familiar, violência. ↓ COMUNIDADE ESTADO ↓ ↓ CONTROLE SOCIAl: (1)Democracia (2) Cidadania O brigação política horizontal mediada pelo Estado ↓ Cidadão ↔ ESTADO ↔ Cidadão ↓ Descaracterização do reconhecimento político da solidariedade entre cidadãos
  • 14.
    FORMA POLÍTICA ACABADADO REFORMISMO PAÍSES CENTRAIS : Estado Providência PAÍSES SEMI-PERIFÉRICOS E PERIFÉRICOS : Estado desenvolvimentista
  • 15.
    REFORMISMO ↓ MUDANÇASOCIAL NORMAL ↓ NORMALIZAÇÃO ↓ LÓGICA DA NOMALIZAÇÃO: 1-  REPETIÇÃO: condição de ordem 2- MELHORIA:condição de progresso OBS.: Correlação direta com o positivismo de Augusto Comte
  • 16.
    PARADOXO DA LÓGICADA NORMALIZAÇÃO: Repetição não melhora a situação Se a situação melhora não se repete
  • 17.
    PROCESSOS DE INCLUSÃO  Sobreposição Somatória positiva   PROCESSOS DE EXCLUSÃO  
  • 18.
    DIANTE DA MESMASITUAÇÃO POLÍTICA GRUPO SOCIAL (percepção de repetição) REFORMAS Conflito: motor das reformas GRUPO SOCIAL (percepção de melhoria)  
  • 19.
    LÓGICA DA NOMALIZAÇÃO: OPACIDADE E INDETERMINAÇÃO TEMPORAL CONSEQUÊNCIAS:    1- Reforça a inevitabilidade da mudança    2- Legitima o paradoxo do reformismo
  • 20.
    Legitimação do paradoxodo reformismo : (1)   Permite conceber a mudança como inclusão social (2) Caráter ambíguo das reformas quanto a sua natureza capitalista ou anticapitalista (3)   Confere plasticidade para que possa funcionar como modelo credível em contextos sociais distintos  
  • 21.
    ESTADO NACIONAL Papel central na mudança social reformista ↓ ESTRATÉGIAS ESTATAIS FUNDAMENAIS Acumulação Hegemonia Estabilidade
  • 22.
            ACUMULAÇÃO : Estado garante estabilidade da produção capitalista    
  • 23.
           HEGEMONIA: Estado garantiu lealdade de diferentes classes sociais à gestão estatal das oportunidades e dos riscos e assim, garantiu sua própria estabilidade quanto entidade política    
  • 24.
    CONFIANÇA : Garantiu a estabilidade das expectativa dos cidadãos
  • 25.
    Campo de intervençãoestatal: ACUMULAÇÃO Acumulação: mercantilização de trabalho de bens e serviços. Repetição : sustentabilidade da acumulação. Melhoria : crescimento econômico. Código binário : promover mercado/restringir mercado
  • 26.
    Campo de intervençãoestatal: HEGEMONIA – abrange três campos sociais: 1- Participação e representação política Repetição : democracia Melhoria : expansão de direitos Código binário : democrático/antidemocrático
  • 27.
    Campo de intervençãoestatal: HEGEMONIA – abrange três campos sociais: 2- Consumo social do sujeito: Repetição : a paz social Melhoria :equidade social Código binário :justo/injusto
  • 28.
    Campo de intervençãoestatal: HEGEMONIA – abrange três campos sociais: 3- Consumo cultural, educação e comunicação de massas: Repetição :identidade cultural Melhoria : distribuição de conhecimento e informação Código binário : leal/desleal
  • 29.
    Campo de intervençãoestatal: CONFIANÇA – abrange três campos sociais: 1- Riscos das relações internacionais Repetição :soberania e segurança nacional Melhoria :luta por melhorar a posição no sistema mundial Código binário :amigo/inimigo
  • 30.
    Campo de intervençãoestatal: CONFIANÇA – abrange três campos sociais: 2- Riscos das relações sociais (dos crimes à acidentes) Repetição :ordem jurídica em vigor Melhoria :prevenção dos riscos e aumento da capacidade repressiva Código binário :legal/ilegal
  • 31.
    Campo de intervençãoestatal: CONFIANÇA – abrange três campos sociais: 3- Riscos da tecnologia e dos acidentes ambientais Repetição :sistema de peritos Melhoria :avanço tecnológico Código binário :seguro/inseguro, previsível/imprevisível
  • 32.
      PRESSUPOSTOS DOPARADIGMA DO REFORMISMO 1-Mecanismo de repetição e melhoria funcionam eficazmente no âmbito nacional sem grande interferência externa e turbulência interna. A capacidade financeira do Estado assenta na sua capacidade reguladora,ou seja, o bem-estar social é obtido através da produção em massa. Dependência de produtos e serviços que tem forma de mercadoria embora possam não ser distribuídos no mercado.  
  • 33.
      PRESSUPOSTOS DOPARADIGMA DO REFORMISMO 2- Os riscos e perigos que o Estado gera através das estratégias de confiança não ocorrem com freqüência, quando ocorrem são numa escala adequada à intervenção política e administrativa estatal.  
  • 34.
    META-PRESSUPOSTO: REVOLUÇÃO REFORMISMO REVOLUÇÃO REFORMISMO Reformismo sentido político: Pós-revolução - Prevenção de eclosão de revolução e antecipação da situação pós-revolução    
  • 35.
    PRESSUPOSTOS DO PARADIGMADO REFORMISMO DEPENDÊNCIA META-PRESSUPOSTO 
  • 36.
      A CRISEDO REFORMISMO     Década de 1980 Crise do paradigma da mudança normal    Perda da simetria REPETIÇÃO MELHORIA (Predominância) (substituição)   REPETIÇÃO (Percepção da repetição como única forma de melhoria possível)
  • 37.
    Campo de criseintervenção estatal: acumulação – mercantilização de trabalho de bens e serviços. Repetição forma única de melhoria : sustentabilidade da acumulação. Perda da simetria da Melhoria : crescimento econômico. Perda da simetria do Código binário : promover mercado/restringir mercado
  • 38.
    Campo de criseda intervenção estatal:hegemonia – abrange três campos sociais: 1- Participação e representação política Repetição forma única de melhoria : democracia Perda da simetria da Melhoria : expansão de direitos Perda da simetria do Código binário : democrático/antidemocrático
  • 39.
    Campo de criseda intervenção estatal:hegemonia – abrange três campos sociais: 2- Consumo social do sujeito Repetição forma única de melhoria : a paz social Melhoria :equidade social Código binário :justo/injusto
  • 40.
    Campo de criseda intervenção estatal:hegemonia – abrange três campos sociais: 3- Consumo cultural, educação e comunicação de massas Repetição forma única de melhoria : identidade cultural Perda da simetria da Melhoria : distribuição de conhecimento e informação Perda da simetria do Código binário : leal/desleal
  • 41.
    Campo de criseda intervenção estatal: confiança – abrange três campos sociais: 1- Riscos das relações internacionais Repetição forma única de melhoria : soberania e segurança nacional Perda da simetria da Melhoria : luta por melhorar a posição no sistema mundial Perda da simetria do Código binário : amigo/inimigo
  • 42.
    Campo de criseda intervenção estatal: confiança abrange três campos sociais: 2- Riscos das relações sociais (dos crimes à acidentes) Repetição forma única de melhoria : ordem jurídica em vigor Perda da simetria da Melhoria : prevenção dos riscos e aumento da capacidade repressiva Perda da simetria do Código binário : legal/ilegal
  • 43.
    Campo de criseda intervenção estatal: confiança – abrange três campos sociais: 3- Riscos da tecnologia e dos acidentes ambientais Repetição forma única de melhoria :sistema de peritos Melhoria :avanço tecnológico Perda da simetria do Código binário : seguro/inseguro, previsível/imprevisível
  • 44.
    PROCESSOS DE EXCLUSÃO  Sobreposição Somatória zerada   PROCESSOS DE INCLUSÃO
  • 45.
    CAPITALISMO GLOBAL + CONSELHO DE WASHISGTON DESESTRUTURAÇÃO: Espaços nacionais de conflito e negociação Capacidade reguladora do Estado Aumento da escala e freqüências de risco fora do controle estatal   CONSENSO DE WASHISGTON Processos políticos instaurados de acordo com as exigências Da globalização neoliberal da economia    ESTADO (Obediência à lógica do Mercado) Legitima o capitalismo global nos espaços nacionais  ESTADO FRACO ESTADO FORTE A nível de estratégia estatal A nível de estratégia estatal de hegemonia e confiança de mercado A CRISE DO REFORMISMO   CRISE DA META PRESSUPOSTO Queda do muro de Berlim – Fim do período pós-revolução  PERÍODO PÓS-PÓS-REVOLUÇÃO Perda do contexto político pós-revolução Decorre a perda de sentido do Reformismo  
  • 46.
    PRIMEIRA FASE: OESTADO REFORMÁVEL   Reformismo e Revolução     Transformação social   usar meio Reformismo Forças sociais Estado transformação social   Estado Intervenção Sociedade transformação social   Transformação  
  • 47.
    FIM DO REFORMISMOSOCIAL     INÍCIO DO MOVIMENTO DA REFORMA DO ESTADO     Estado irreformável Estado reformável  
  • 48.
      ESTADO IRREFORMÁVELEstado ineficaz, parasitário, predador Estado Mínimo (fraco) em prol do Mercado Confinamento de funções exclusivas do Estado Duração: Até a década de 1990   ACÇÃO DOS ESTADOS CENTRAIS   DISPOSITIVOS NORMATIVOS E INSTITUCIONAIS (Abstração e unidimensionalização)   Dívida externa Ajustamento estrutural Controle de défice público e de inflação Privatização Desregularização Colapso eminente do Estado-Providência Colapso da segurança social Redução drástica do consumo seletivo Redução drástica da proteção social  
  • 49.
    Apogeu Convulsões políticas nos países comunistas    ESTADO MÍNIMO Queda   Limites da lógica reformadora do Estado irreformável Fim do Consenso do Estado Fraco   Emergências de máfias Corrupção política Colapso de Estados do Terceiro Mundo Mudança qualitativa do próprio Estado     Percepção do Mercado: Necessidade de um Estado forte – Associado com capitalismo global       ESTADO REFORMÁVEL (Momento atual de transição)  
  • 50.
    REFORMISMO ESTATAL    FORTE INFLUÊNCIA DO SISTEMA GLOBAL Sociedade nacional ( Espaço-miniatura)   SETORES DA SOCIEDADE Agentes do reformismo estatal ESTADO OBJETO DE MUDANÇA     ESTADO REFORMÁVEL  
  • 51.
    CONCLUSÃO: A PRIMEIRAFASE – ESTADO MÍNIMO  ESTADO MÍNIMO FORÇA DOMINADORA: capitalismo global POLÍTICA ECONÔMICA: Neoliberalismo A PRIMEIRA FASE – ESTADO MÍNIMO     PAÍSES CENTRAIS     REPRESSÁLIAS CONTRA O MOVIMENTO SINDICAL   Desagregação da legislação própria do contrato social  
  • 52.
    CONCLUSÃO: A PRIMEIRAFASE – ESTADO MÍNIMO   ESTADO MÍNIMO FORÇA DOMINADORA: capitalismo global POLÍTICA ECONÔMICA: Neoliberalismo PAÍSES SEMI-PERIFÉRICOS   Estado desenvolvimentista/Estado autoritário e repressivo   Período de transição democrática Benefícios do neoliberalismo nesse período seu intervencionismo no Estado colaborou na transição democrática
  • 53.
    CONCLUSÃO: A PRIMEIRAFASE – ESTADO MÍNIMO   ESTADO MÍNIMO FORÇA DOMINADORA: capitalismo global POLÍTICA ECONÔMICA: Neoliberalismo PAÍSES PERIFÉRICOS   Desvalorização dos seus produtos colocados do mercado internacional     Protecionismo dos países do Norte global     Peso da dívida externa     Peso de interferência das agências e países doadores/financiadores Na definição do papel do Estado + Ajustamento estrutural
  • 54.
      A PRIMEIRAFASE – ESTADO MÍNIMO   PAÍSES CENTRAIS+ CONSELHO DE WASHINGTON Percepção do risco da ingovernabilidade - ESTADO MÍNIMO    Impacto nos países centrais Imigração, pandemias e terrorismo   SEGUNDA FASE : O ESTADO REFORMÁVEL
  • 55.
      SEGUNDA FASE : O ESTADO REFORMÁVEL ESTADO – EMPRESÁRIO   MERCADO   (concepção dominante na atualidade) Concepção da reforma da administração Clinton Baseado no livro Reinventing Govermment De David Osborne e Ted Gaebler       Noção de contratualidade das relações institucionais O governo deve ser uma empresa que promove a concorrência entre serviços públicos       Objetivo central: obter mais recursos do que gasta-los       Transformar cidadãos em consumidores       Descentralizar o poder segundo os mecanismo do mercado
  • 56.
    SEGUNDA FASE :O ESTADO REFORMÁVEL ESTADO NOVÍSSIMO-MOVIMENTO –SOCIAL   Afinidades com filosofia política neoliberal Privatizar todas as funções que não são exclusas do Estado Pública da Administração Administração pública submetida: Eficiência, eficácia e criatividade Competitividade do mercado empresarial    
  • 57.
    A REFORMA DOESTADO E O TERCEIRO SETOR   Tipos de organizações sociais: Cooperativas, associações mutualistas, associações não lucrativas, organizações não governamentais, organizações de voluntariado...
  • 58.
    A REFORMA ESTADOTERCEIRO SETOR Designação residual e vaga: de organizações sociais – Não são estatais nem mercantis Organizações sociais – Privadas Mas sem fins lucrativos Animada por objetivos sociais públicos ou coletivos, Não estatais      
  • 59.
    TERCEIRO SETOR PAÍSES CENTRAIS (Europa)         Raízes ideológicas múltiplas desde socialismo, cristianismo social ao liberalismo    Visa novas formas de organização de produção e consumo      Ciclo de alternância de confronto aos princípios da política burguesa ora minimizando os efeitos da Revolução Industrial        Subjaz a esse grupo: operariado,classes populares     Idéia de autonomia associativa é matricial ao movimento      Articuladora de vetores normativos do movimento   Terceiro setor representa 7,4 PEA (população economicamente ativa)
  • 60.
    TERCEIRO SETOR PAÍSES PERIFÉRICOS SEMI-PERIFÉRICOS     Emerge como organizações não-governamentais: nacionais ou transnacionais Impulsionado pelo redirecionamento dos países centrais para os agentes atuantes nessa área sejam não-estatais