A cultura no século XIX
O TRIUNFO DO CIENTISMO, A ARTE E A LITERATURA
O triunfo do cientismo
• Um século de descobertas
No século XIX, as ciências experimentais evoluíram muito, ficando assim
conhecido como o “Século da Ciência”. Os cientistas passaram a dispor de
laboratórios apetrechados. E as novas descobertas despertaram o interesse da
indústria, levando as empresas a apoiar a sua aplicação prática e a
investigação, visto que que se acreditava que o cientismo iria descobrir todas
as leis da Natureza, contribuindo para a paz e prosperidade da Humanidade.
Um século de descobertas (continuação)
• As descobertas científicas e técnicas permitiram grande desenvolvimento
das ciências experimentais, principalmente da Biologia, da Física, da Química
e da Medicina.
As principais descobertas
• Descoberta das ondas elétricas e dos raios x, por Roentgen, que beneficiou a
medicina
• Primeiras investigações da radioatividade pelo casal Pierre e Marie Curie
• Descoberta dos microrganismos e criação da vacina contra a raiva, por
Pasteur
• Criação da vacina contra a varíola, por Jenner
• Identificação do bacilo da tuberculose, por Koch
• Estudos sobre as leis da hereditariedade, por Mendel e a teoria da evolução
das espécies, por Charles Darwin
• Classificação dos elementos químicos, por Mendeleiev
• Desenvolvimento dos antissépticos e dos anestésicos
As principais descobertas (continuação)
Fig. 1 Marie Curie no seu laboratório Fig. 2 Criação de coelhos de Pasteur, para a produção da
vacina contra a raiva
O progresso da ciência no século XIX
Fig. 3 Inventos e descobertas no século XIX
Ciências Humanas
• Além do progresso das ciências Naturais, surgiram também as primeiras
investigações sobre o comportamento humano, nascendo assim as ciências
Humanas, que conheceram também um grande desenvolvimento.
• A Psicologia obteve o estatuto de ciência
• A História ganhou maior rigor científico
• Desenvolveram-se várias correntes na Filosofia
A confiança na ciência
• Com a aliança entre a ciência, tecnologia e indústria sentiu-se, na vida
quotidiana, o impacto dos inventos que tinham resultado da aplicação
de descobertas científicas. Assim, uma confiança otimista na ciência –
o cientismo – foi generalizada, dando inclusivamente origem a uma
nova corrente de pensamento, o positivismo.
Positivismo
• O positivismo foi uma corrente filosófica que surgiu em França no começo
do século XIX e defendia que a ciência era a única forma de conhecimento
válido e que acabaria por descobrir todas as leis da Natureza e por resolver
os grandes problemas da Humanidade.
• O positivismo defende a ideia de que o conhecimento científico é a única
forma de conhecimento verdadeiro. De acordo com os positivistas apenas
se pode afirmar que uma teoria é correta se ela foi comprovada através de
métodos científicos válidos.
A expansão da escolaridade
• Simultaneamente, foi-se afirmando a esperança de que a educação dos
cidadãos conduzisse ao progresso social, logo, a instrução política passou a
ser considerada como um dever do Estado. Na segunda metade do século, o
ensino primário obrigatório e gratuito foi instituído em muitos países,
medida que correspondia às necessidades da sociedade industrial: preparar
os jovens para o novo tipo de trabalho e para o exercício do direito a voto.
Fig. 4 Ensino no século XIX
Romantismo
Romantismo
• O Romantismo foi um movimento artístico do século XIX que teve influência
na literatura e nas várias manifestações da arte. Sendo, inicialmente, apenas
uma atitude ou estado de espírito, o romantismo toma mais tarde a forma
de um movimento, e o espírito romântico passa a designar toda uma visão
de mundo centrada no indivíduo. Os autores românticos voltaram-se cada
vez mais para si mesmos, retratando o drama humano, amores trágicos,
ideais utópicos, ou seja, a ideia de um país ou sociedade de imaginários
onde tudo está organizado de forma perfeita, e desejos de escapismo.
Romantismo (continuação)
• Em Portugal, o Romantismo surgiu após ter surgido nos países ocidentais.
Esta tendência desenvolveu-se a partir da década de 1830, mais
concretamente 1836, época em que o país atravessava uma profunda crise
económica, política e social.
Fig. 5 “A adoração dos Magos”, de Domingos Sequeira
Literatura
Romântica
Literatura Romântica
• A história do romantismo literário é bastante controversa. Foi através da
poesia lírica que o romantismo ganhou formato na literatura dos séculos
XVIII e XIX. Os poetas românticos usavam muito as metáforas, palavras
estrangeiras, frases diretas e comparações. Os principais temas abordados
eram amores platónicos, acontecimentos históricos nacionais, a morte e
seus mistérios.
Fig. 6 Viagens na minha terra, Almeida Garret
Literatura Romântica (continuação)
Primeiras manifestações
Inglaterra
• William Blake
• Edward Young
• Robert Burns
• Lord Byron
Os Alemães procuraram
renovar a sua literatura
• Herder
• Goethe
Difusão europeia
• Victor Hugo
• Almeida Garret
• Giacomo Leopardi
• José de Espronceda
1º Fase
2º Fase
3º Fase
Literatura Romântica (continuação)
Portugal
• Primeira Geração: marcada por preocupações históricas e políticas; nela
podemos destacar alguns autores como Almeida Garrett, Alexandre
Herculano e António Feliciano de Castilho;
• Segunda Geração: as características românticas estão definidas e
amadurecidas; destacam-se Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis, Soares dos
Passos e João de Deus.
Pintura
Romântica
Pintura Romântica
Fig. 7 A escada de Jacó, William
Blake, 1800
Fig. 8 Retrato de Elizabeth Farren,
Thomas Lawrence, 1791
Fig. 9 O pescador e a sereia, Frederic
Leighton, 1856-1858
Principais características da pintura
• Aproximação das formas barrocas
• Composição em pirâmide dinamizada por linhas oblíquas, gerando ritmos e
sugerindo movimento
• Valorização das cores e contrastes fortes entre elas (gradação de cor)
• Luz frequentemente focalizada para o assunto que se queria evidenciar,
servindo também, por vezes, de elemento unificado dos vários
componentes do quadro
• Pincelada larga, fluida, vigorosa e espontânea, que define os volumes
• Noção de perspetiva ou profundidade
Temática Romântica
• Literatura do passado e do presente, em particular nos romances medievais de
cavalaria e nos autores clássicos
• Acontecimentos trágicos, heroicos ou épicos da realidade, tais como naufrágios ou
lutas de libertação de minorias
• Mitologia do sonho e do pesadelo, povoado por monstros imaginários e visões do
subconsciente
• Natureza protagonizada por lutas entre animais selvagens e pela paisagem
marcada por um certo dramatismo naturalista, iniciando assim as cenas ao “ar
livre”
• Conteúdos exóticos, com cenas no Oriente ou Norte de África
• Retrato psicológico de mulheres e homens comuns, de personalidade e de loucos
Já em Portugal, os principais temas abordados eram:
• Pintura histórica (Idade Média)
• Pintura de género (vida rural e costumes populares)
• Paisagem
• Cenas místicas (procissões)
• Retrato
Principais pintores Românticos
 França
o Eugéne Delacroix (1798-1863)
o Théodore Géricault (1791-
1824)
 Alemanha
o Caspar David Friedrich (1744-
1840)
 Inglaterra
o William Blake (1757-1827)
o George Stubbs (1724-1806)
o John Constable (1776-1837)
o William Turner (11755-1851)
 Suíça
o Henri Füssli (1741-1825)
 Espanha
o Francisco Goya (1746-1828)
Friedrich observou e desenhou a natureza, no
entanto, não se limitou a representá-la, dando-
lhe também um significado suplementar,
expresso através de símbolos (a figura de
costas, as nuvens, a neblina, o horizonte) e
através da estrutura e das cores.
Fig.10 O viajante sobre o mar de névoa, Friedrich,
1818
Turner pinta sobretudo paisagens marítimas, em diferentes
ambientes climáticos, com a linha do horizonte muito baixa.
Fig. 11 O Naufrágio do Minotauro, Turner,
1810
Fig. 12 Pescadores no mar, Turner, 1796 Fig. 13 O Naufrágio, Turner, 1805
Este autor fez parte da corrente pré-romântica e dedicou-se a representar o
seu amor pelos grandes poetas.
Fig. 15 Despertar de Titânia, Füssli, 1775-1790Fig. 14 O Pesadelo, Füssli, 1781
Fig. 16 Sacrifício a Pã, Francisco
Goya, 1771
Fig. 17 O Três de Maio de 1808, Francisco Goya, 1814
Este artista foi pintor da corte e, para além dos seus óleos,
pintou frescos e foi autor de uma série de gravuras.
Escultura
Romântica
Escultura Romântica
Fig. 18 Jean-Baptiste Carpeaux, A
Dança, 1867-1869
Fig. 19 François Rude, A Marselhesa,
1833-1836
Fig. 20 Jean-Baptiste Carpeaux, Ugolino, 1867
Principais temas da escultura
• Natureza (animais selvagens)
• Alegorias (obra que representa um pensamento abstrato) / fantasias
• História / literatura
• Retrato
Fig. 21 Auguste Préault, Massacre, 1834
Formas de representação
• Reação ao Neoclassicismo (evitaram-se as composições estáticas e as
superfícies polidas e lisas)
• Exaltação da expressividade através de composições movimentadas e de
sentido dramático
• Corpos realistas mas com posições, gestos e faces carregados de
sentimentos e emoções
• Contrastes cheios / vazios
• Jogos de texturas
• Superfícies aparentemente inacabadas
Arquitetura
Romântica
Arquitetura Romântica
• Os arquitetos do período romântico inspiraram-se no passado histórico
medieval, pelas suas características romanescas, espirituais e emocionais
• Utilizaram formas arquitetónicas do passado e recorreram a todos os estilos
arquitetónicos, desde o Renascentista ao Neoclássico
• Revivalismo Gótico: o estilo gótico era visto como linguagem ideal para
representar os novos valores culturais
• Esta tendência foi ganhando maior criatividade, conduzindo a um certo
ecletismo arquitetónico (mistura de gostos)
Os arquitetos românticos preferem:
• Irregularidade nas estruturas espaciais e volumétricas
• Preferência pelas geometrias mais complexas e pelas formas curvas
• Efeitos de luz
• Movimento dos planos
• Pitoresco de decoração (tudo o que pode ser pintado ou representado em
imagem)
Princípios gerais da arquitetura
• Impulsionada pelos valores do Sentimento
• Visava a beleza como algo de divino
• Rejeitou as regras da arquitetura neoclássica
• Preferiu características que estimulassem a imaginação e os sentidos
• Deveria provocar sensações e transmitir ideias
Princípios gerais da arquitetura (continuação)
• Verificou-se uma recuperação de formas artísticas medievais (românico,
gótico), acompanhada do gosto exótico contido nas culturas orientais
(bizantina, chinesa, árabe).
• Revivalismo, Ecletismo, Historicismo e Exotismo
Revivalismo, Ecletismo, Historicismo e Exotismo
• Revivalismo: movimento artístico que reproduz técnicas e cânones estéticos
de correntes artísticas anteriores. Michael Horowitz define revivalismo
como:
• Ecletismo: combinação de influências provenientes de várias épocas e
estilos num mesmo edifício
• Historicismo: valorização dos estilos da época passadas pelo seu valor
simbólico
• Exotismo: tendência que se desenvolveu pelo gosto do que é estranho
(diferente ou estrangeiro) à cultura ocidental e que desenvolveu a
imaginação e os sentidos pelo desconhecido e misterioso
Construções
Neogóticas
Inglaterra
O novo edifício do
parlamento – que tomou o
lugar do Palácio de
Westminster – é um
testemunho do revivalismo
gótico e do entusiasmo dos
ingleses por este estilo.
Fig. 22 Palácio do Parlamento (Palácio de Westminster) 1840-88, Charles
Barry e A.W. Puggin, Londres
Inglaterra (continuação)
O gótico é conseguido através de um
revestimento decorativo. Retomou-se
o estilo perpendicular (a forma
especial que o gótico tardio tomou em
Inglaterra) aplicaram-se os elementos
decorativos verticais, as superfícies
foram subdivididas por uma retícula
(rede pequena). A impressão é de que
foi aplicado um folheado sobre o
exercício.
Fig. 23 Palácio do Parlamento (Palácio de Westminster) 1840-88,
Charles Barry e A.W. Puggin, Londres
Torre da Vitória
Quando foi erguida, esta torre era a mais
alta do mundo, com 102m. É à prova de
fogo, construída em pedra sobre arcos de
aço e tijolo, é suportada no interiorpor
colunas de ferro fundido.
Torre Central
Ventila o interior, produzindo
uma coluna móvel de ar que
melhora a circulação natural.
Torre do Relógio
Tem o famoso
carrilhão Principal, o
Big Bem, e 4 outros
mais pequenos.
Fig. 24 Palácio do Parlamento (Palácio de Westminster) 1840-88, Charles Barry e A.W. Puggin, Londres
Pequenas torres angulares
Acentuam a verticalidade e a silhueta
Fachada
A fachada de três andares tem 244
metros de comprimento
Figs. 25 e 26 Palácio do Parlamento (Palácio de Westminster) 1840-88, Charles Barry e A.W. Puggin, Londres
França
No seu interior, esta igreja tem uma planta
em cruz latina e as suas naves são
abobadadas. Na sua construção foram
utilizados materiais modernos, exemplo
disso é a abóbada central construída com
vigas de ferro e aço.
Fig. 27 Igreja de
Santa Clotilde
(Paris, 1846-56).
F.C. Blau e
Thérodore Ballu
Fig. 28 Igreja de Notre-Dame de Paris
Restauro de Viollet-le-Duc, séc. XIX
Alemanha
Este castelo foi desenhado
por um desenhador de
cenários teatrais e não por
um arquiteto. É de aspeto
medieval e de construção
neogótica. Tem 6000 metros
quadrados, 4 andares e 80
metros de altura.
Fig. 29 Castelo de Neuschwanstein – 1870, Baviera
• Recorreu a estruturas modernas, como por exemplo: engenhos a
vapor e elétricos, ventilação moderna e canalizações de
aquecimento.
• A decoração de algumas salas é inspirada nas obras de Wagner.
Figs. 30 e 31 Castelo de Neuschwanstein
Construções
Neoárabes
(Exotismo)
Inglaterra
Cúpula em forma de cebola
Esta cúpula central, deriva da
arquitetura mongol, é uma
metáfora exótica que
representa o Império Britânico
Irregularidade dos volumes
Cúpulas bulbosas, ou em forma de
“cebola”, espalhadas por vários sítios
e de diferentes dimensões e alturas.
As chaminés são disfarçadas de
minaretes (estrutura neoárabe).
Grade trabalhada Telhado em forma de
tenda
Fig. 32 Pavilhão Real – Brighton – 1752-1825 – John Nash
Figs. 33, 34 e 35
Casa Sezincote – Gloucestershire,
Samuel Pepys Cockerell, 1805
Arquitetura
Romântica em
Portugal
Fig. 36 Palácio da Pena, 1738-1768 Fig. 37 Palácio do Buçaco, 1888-1907
Fig. 38 Estação do Rossio, 1886-1890
Fig. 39 Palácio da Regaleira, 1804-1810
Fig. 40 Basílica de Santa Luzia, 1903-1943 Fig. 41 Palácio da Bolsa – salão árabe
Fig. 42 Palácio de Monserrate, 1887
Fig. 43 Praça de Touros do Campo Pequeno, 1892
Realismo
Realismo
• O Realismo foi um movimento artístico e cultural que se desenvolveu na
segunda metade do século XIX.
• A palavra realismo designa uma maneira de agir, de interpretar a realidade.
Esse comportamento caracteriza-se pela objetividade, por uma atitude
racional das coisas.
• Surge nas artes europeias, entre 1850 e 1900, sobretudo na pintura
francesa. Gustave Courbet foi o líder do movimento realista, juntamente
com Édouard Manet.
Principais características do Realismo
• Despreza a imaginação Romântica
• Descreve a realidade, o que acontece verdadeiramente
• Mostra o caráter e os aspetos negativos da natureza humana
• A mulher é objeto de prazer
• A partir de denúncias, mostra a realidade dos factos
• Linguagem simples, natural, clara e equilibrada
• Os realistas procuravam uma explicação lógica para as atitudes das
personagens
• Valoriza o que é, e não o que se sente
Arte Realista
• Algumas das características gerais da arte Realista são:
• O cientificismo
• A valorização do objeto
• O sóbrio e o minucioso
• A expressão da realidade e dos aspetos descritivos
Literatura
Realista
Literatura Realista
• O Realismo na literatura manifesta-se na prosa. Os escritores
realistas procuravam retratar o homem e a sociedade na sua
totalidade. Era necessário mostrar uma face nunca antes
revelada: a do quotidiano massacrante, do amor adúltero, da
falsidade e do egoísmo humano, da impotência do homem
comum diante dos poderosos, ao invés da face sonhadora e
idealizada que os românticos tinham mostrado anteriormente.
Principais obras e os seus autores
• Gustave Flaubert
Madame Bovary foi o livro que marcou o início
da realismo na Literatura. Foi escrito por
Gustave Flaubert publicado em 1857.
Devido à sua nova visão e crítica expressa no
livro, Gustave foi julgado pela Igreja Católica.
Fig. 44 Madame Bovary, Gustave Flaubert
Principais obras e os seus autores (continuação)
• Eça de Queirós
Foi autor, entre outros romances de
importância reconhecida, de Os Maias e
O Crime do Padre Amaro ; este último é
considerado por muitos o melhor
romance realista português do século
XIX.
Fig. 45 Os Maias, Eça de
Queirós
Fig. 46 O Crime do Padre
Amaro, Eça de Queirós
Principais autores e as suas obras (continuação)
• Lewis Carroll
Lewis Carroll escreveu “Alice no País das
Maravilhas” e sua continuação “Alice no País
dos Espelhos”. Estes romances brincam com
a lógica e o olhar infantil para ironizar o
adulto.
Fig. 47 Alice no País das Maravilhas,
Lewis Carroll
Pintura
Realista
Pintura Realista
• Na pintura, as obras passam a privilegiar cenas quotidianas dos
grupos sociais menos favorecidos e o sentimento de tristeza
expressa-se através de telas mais pesadas, com cores mais fortes.
Mostravam também vagabundos, dançarinos e mendigos. Neste
campo destaca-se o pintor francês Gustave Coubert.
Principais características da pintura realista
• O artista utiliza todo o conhecimento sobre perspectiva para criar a ilusão
de espaço, inclusive a aérea, dando uma nova visão da paisagem ou da cena
• Os volumes são muito bem representados, devido à gradação de cor, de luz
e sombra
• Há preocupação de representar a textura, a aparência real do objeto
• O desenho e a técnica para representar o corpo humano são perfeitas
• Desejo de representar a realidade tal e qual ela se apresenta
Principais pintores realistas
• Édouard Manet
• Gustave Courbet
• Honoré Daumier
• Jean-Baptiste Camille Corot
• Jean-François Millet
• Théodore Rousseau
Fig. 48 Peneiradoras de Trigo, Courbet, 1855
Fig. 49 Os jogadores de xadrez, Honoré Daumier, 1863
Fig. 50 Os Carvalhos de Apremont, Théodore Rousseau
Fig. 51 Pastora com seu rebanho, Jean-François Millet, 1864
Escultura
Realista
Escultura Realista
• A escultura realista não se preocupou com a idealização da
realidade, procurando recriar os seres tal como eles são. Os
escultores preferiram os temas contemporâneos, assumindo
muitas vezes uma intenção política nas suas obras. A principal
característica da escultura realista é a fixação do momento
significativo de um gesto humano. Nesta vertente, especial
destaque para o frânces Auguste Rodin.
Fig. 52 O Beijo, Rodin, 1886 Fig. 53 Eva, Rodin, 1881
Pensador é uma das mais famosas esculturas de
bronze do escultor francês Auguste Rodin.
• Característica fundamental: a fixação do
momento significativo de um gesto humano.
• Chamado de O Poeta, O Pensador , foi baseado,
originalmente , em Dante - A Divina Comédia – de
Dante Alighieri, em frente aos Portões do Inferno,
ponderando o seu grande poema. A escultura
está nua, pois Rodin queria uma figura heroica à
la Michelangelo para representar o pensamento
assim como a poesia.
Fig. 53 O Pensador, Rodin, 1902
Fig. 54 A Velha Helena, Camille
Claudel
Fig. 55 A Pequena Castelã, Camille Claudel
Romantismo x Realismo
Romantismo Realismo
Subjetividade Objetividade
Imaginação Realidade circundante
Sentimento, emoção Inteligência, razão
Verdade individual Verdade universal
Fantasia Factos observáveis
Mulher idealizada, anjo de pureza e perfeição Mulher mostrada com as suas qualidades e
defeitos
Linguagem culta, em estilo metafórico e
poético
Linguagem culta e direta
Narrativa lenta, acompanhando o tempo
psicológico
Narrativa de ação e de aventura
Fig. 56 Romantismo x Realismo
Impressionismo
Impressionismo
• Impressionismo foi um movimento que surgiu na pintura francesa do século
XIX, vivia-se nesse momento a chamada Belle Epoque ou Bela Época em
português. O nome do movimento é derivado da obra "Impressão: nascer
do sol" (1872), de Claude Monet.
• Os pintores impressionistas procuraram captar as diversas intensidades da
luz, os tons da paisagem ao longo do dia e nas várias estações do ano, de
modo a fixarem impressões imediatas dos sentidos num determinado
momento. Valorizavam a luz e a cor mais do que o desenho exacto.
Impressionismo (continuação)
• O Impressionismo mostra a graciosidade das pinceladas, a intensidade das
cores e a sensibilidade do artista, que em conjunto, emocionam quem
contempla as suas obras.
• O Impressionismo preparou o caminho para todas as manifestações
artísticas que se lhe seguiram.
• Este surgiu num período em que a Europa se debatia com as mudanças
provocadas, de certa forma, por um conjunto de revoluções que se fizeram
sentir, era um movimento essencialmente pictórico, que veio a ser
conhecido pelo nome de Impressionismo.
Impressionismo (continuação)
Impressionismo
Movimentos a que se opõe Objetivos
• Realismo – intelectualismo sociopolítico
Pintura mais intuitiva e espontânea, realizada
perante o motivo, em imediatismo de perceção
e sensação
• Academismo – conceções neoclássicas e
românticas
Captação de uma dada realidade, parcial,
sensível e fugaz
Princípios da pintura Impressionista
• Escolhiam pintar sobre temas quotidianos e pessoas comuns.
• Desejavam ser visualmente sinceros, não distorcer as coisas que viam, e
pintavam não como as coisas pareciam ser, mas como elas realmente eram.
• Não possuíam nenhum interesse ideológico ou político comum que uniam
os jovens “ revolucionários” da arte
• Orientação realista
• Total desinteresse pelo objeto - preferência pela paisagem e a natureza
morta
• Obras passam a ser executadas ao ar livre, sem voltar para os estúdios
Características da Pintura
• Os artistas aplicaram uma técnica revolucionária de pintura que consistia
em:
• Pinceladas curtas, de cores puras;
• Figuras sem contornos bem definidos;
• Ilusão perfeita da vibração da luz e cor;
• Valorização da luz e da cor;
• Temas do quotidiano;
• Impressão do momento.
Principais artistas do Impressionismo
• Édouard Manet
• Claude Monet
• Auguste Renoir
• Camille Pissarro
• Edgar Degas
• Armand Guillaumin
• Fréderic Bazille
• Paul Cézanne
• Berthe Morisot
• Mary Cassat
• Alfred Sisley
• Pierre-Auguste Renoir
• Vicente Van Gogh
Claude Monet
Fig. 57 Regata em Argenteuil, Claude Monet, 1872 Fig. 58 Impressão, Nascer do Sol, Claude
Monet, 1872
Claude Monet (1840-1926) foi o mais célebre pintor impressionista
e, inspirou-se em paisagens e em aspetos da vida contemporânea
como máquinas a vapor e estações ferroviárias.
Edgar Degas
Fig. 60 At The Races, Edgar Degas, 1880Fig. 59 Ballet Rehearsal, Edgar Degas, 1873
Edgar Degas (1834-1917), pintou essencialmente
bailarinas e corrida de cavalos.
Pierre-Auguste Renoir
Fig. 61 O baile no moulin de la galette, Pierre-
Auguste Renoir, 1876
Fig. 62 Girl with a Watering
Can, Pierre-Auguste Renoir,
1876
Pierre Ausguste Renoir (1841-1919), pintou retratos, figuras
femininas, paisagens e cenas do quotidiano.
Arquitetura do
Ferro
Arquitetura do Ferro
• A arquitetura do ferro apareceu por volta da metade do século XIX.
Enquanto que os arquitetos executavam historicismos, esforçando-se
por inovar recorrendo à decoração, os engenheiros, mais ocupados
com a questão técnica, preocupavam-se essencialmente em superar
os desafios impostos pelas necessidades surgidas com a
industrialização, dando origem ao capítulo mais original da arquitetura
do século XIX – a chamada arquitetura do ferro.
O início da aceitação do ferro deu-se a partir da construção do Palácio de Cristal, de Joseph Paxton, que
acolheu a Primeira Exposição Mundial de Londres, em 1851.
Esta construção foi inovadora não só ao nível construtivo mas também ao nível estético. As paredes
eram formadas por amplas e contínuas vidraças (ao estilo de uma estufa) e foi decorado por
estruturas metálicas pintadas em azul e vermelho.
Fig. 63 Crystal Palace, Joseph Paxton, Londres, 1851
Figs. 64, 65 e 66 Crystal Palace, Joseph Paxton, Londres, 1851
Outras realizações tiveram igual êxito como a
Torre Eiffel, construída juntamente com a
Galeria das Máquinas para a Exposição
Universal de Paris de 1889. Não tinha
nenhum objetivo funcional, foi construída
apenas para demonstrar as capacidades
técnicas da nova engenharia e acabou por
ficar até hoje como símbolo universal de
Paris.
Fig. 67 Torre Eiffel, Gustave Eiffel, Paris,
1889
Figs. 68 e 69 Galeria das Máquinas, 1889, Paris
Figs. 70 e 71 Giuseppe Mengoni, abóboda e cúpula em ferro e vidro do pátio central das Galerias Vittorio Emmanuelle II, Milão, Itália, 1865-77
Arquitetura do
Ferro em Portugal
Fig. 72 Elevador de Santa Justa, por Raoul
Mesnier du Pousard, 1900-1901
Fig. 73 Ponte D. Maria, por Gustave Eiffel, 1877, sobre o Douro, Porto
Figs. 74 e 75 Estação de S. Bento
Cobertura metálica da gare– Marques da Silva – Porto
Fig. 76 Mercado Ferreira Borges, 1885-1889 Fig. 77 Ponte D. Luís, de Théophile Seyring
Exercício
• Roentgen realizou as primeiras investigações da radioatividade
• As primeiras décadas do século XIX foram marcadas pelo Romantismo
• Um dos principais exemplos da arquitetura Romântica em Portugal é a Ponte D. Maria
• Eça de Queirós foi um dos mais famosos autores realistas
• O impressionismo foi um movimento que surgiu na pintura inglesa do século XIX
Falso
Verdadeiro
Falso
Verdadeiro
Falso
Trabalho realizado por
Ângela Almeida nº1 – 8ºB
Disciplina de História
Professora Ana Luísa Silva
Ano Letivo 2014/2015

A cultura do século XIX

  • 1.
    A cultura noséculo XIX O TRIUNFO DO CIENTISMO, A ARTE E A LITERATURA
  • 2.
    O triunfo docientismo • Um século de descobertas No século XIX, as ciências experimentais evoluíram muito, ficando assim conhecido como o “Século da Ciência”. Os cientistas passaram a dispor de laboratórios apetrechados. E as novas descobertas despertaram o interesse da indústria, levando as empresas a apoiar a sua aplicação prática e a investigação, visto que que se acreditava que o cientismo iria descobrir todas as leis da Natureza, contribuindo para a paz e prosperidade da Humanidade.
  • 3.
    Um século dedescobertas (continuação) • As descobertas científicas e técnicas permitiram grande desenvolvimento das ciências experimentais, principalmente da Biologia, da Física, da Química e da Medicina.
  • 4.
    As principais descobertas •Descoberta das ondas elétricas e dos raios x, por Roentgen, que beneficiou a medicina • Primeiras investigações da radioatividade pelo casal Pierre e Marie Curie • Descoberta dos microrganismos e criação da vacina contra a raiva, por Pasteur • Criação da vacina contra a varíola, por Jenner • Identificação do bacilo da tuberculose, por Koch • Estudos sobre as leis da hereditariedade, por Mendel e a teoria da evolução das espécies, por Charles Darwin • Classificação dos elementos químicos, por Mendeleiev • Desenvolvimento dos antissépticos e dos anestésicos
  • 5.
    As principais descobertas(continuação) Fig. 1 Marie Curie no seu laboratório Fig. 2 Criação de coelhos de Pasteur, para a produção da vacina contra a raiva
  • 6.
    O progresso daciência no século XIX Fig. 3 Inventos e descobertas no século XIX
  • 7.
    Ciências Humanas • Alémdo progresso das ciências Naturais, surgiram também as primeiras investigações sobre o comportamento humano, nascendo assim as ciências Humanas, que conheceram também um grande desenvolvimento. • A Psicologia obteve o estatuto de ciência • A História ganhou maior rigor científico • Desenvolveram-se várias correntes na Filosofia
  • 8.
    A confiança naciência • Com a aliança entre a ciência, tecnologia e indústria sentiu-se, na vida quotidiana, o impacto dos inventos que tinham resultado da aplicação de descobertas científicas. Assim, uma confiança otimista na ciência – o cientismo – foi generalizada, dando inclusivamente origem a uma nova corrente de pensamento, o positivismo.
  • 9.
    Positivismo • O positivismofoi uma corrente filosófica que surgiu em França no começo do século XIX e defendia que a ciência era a única forma de conhecimento válido e que acabaria por descobrir todas as leis da Natureza e por resolver os grandes problemas da Humanidade. • O positivismo defende a ideia de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro. De acordo com os positivistas apenas se pode afirmar que uma teoria é correta se ela foi comprovada através de métodos científicos válidos.
  • 10.
    A expansão daescolaridade • Simultaneamente, foi-se afirmando a esperança de que a educação dos cidadãos conduzisse ao progresso social, logo, a instrução política passou a ser considerada como um dever do Estado. Na segunda metade do século, o ensino primário obrigatório e gratuito foi instituído em muitos países, medida que correspondia às necessidades da sociedade industrial: preparar os jovens para o novo tipo de trabalho e para o exercício do direito a voto. Fig. 4 Ensino no século XIX
  • 11.
  • 12.
    Romantismo • O Romantismofoi um movimento artístico do século XIX que teve influência na literatura e nas várias manifestações da arte. Sendo, inicialmente, apenas uma atitude ou estado de espírito, o romantismo toma mais tarde a forma de um movimento, e o espírito romântico passa a designar toda uma visão de mundo centrada no indivíduo. Os autores românticos voltaram-se cada vez mais para si mesmos, retratando o drama humano, amores trágicos, ideais utópicos, ou seja, a ideia de um país ou sociedade de imaginários onde tudo está organizado de forma perfeita, e desejos de escapismo.
  • 13.
    Romantismo (continuação) • EmPortugal, o Romantismo surgiu após ter surgido nos países ocidentais. Esta tendência desenvolveu-se a partir da década de 1830, mais concretamente 1836, época em que o país atravessava uma profunda crise económica, política e social. Fig. 5 “A adoração dos Magos”, de Domingos Sequeira
  • 14.
  • 15.
    Literatura Romântica • Ahistória do romantismo literário é bastante controversa. Foi através da poesia lírica que o romantismo ganhou formato na literatura dos séculos XVIII e XIX. Os poetas românticos usavam muito as metáforas, palavras estrangeiras, frases diretas e comparações. Os principais temas abordados eram amores platónicos, acontecimentos históricos nacionais, a morte e seus mistérios. Fig. 6 Viagens na minha terra, Almeida Garret
  • 16.
    Literatura Romântica (continuação) Primeirasmanifestações Inglaterra • William Blake • Edward Young • Robert Burns • Lord Byron Os Alemães procuraram renovar a sua literatura • Herder • Goethe Difusão europeia • Victor Hugo • Almeida Garret • Giacomo Leopardi • José de Espronceda 1º Fase 2º Fase 3º Fase
  • 17.
    Literatura Romântica (continuação) Portugal •Primeira Geração: marcada por preocupações históricas e políticas; nela podemos destacar alguns autores como Almeida Garrett, Alexandre Herculano e António Feliciano de Castilho; • Segunda Geração: as características românticas estão definidas e amadurecidas; destacam-se Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis, Soares dos Passos e João de Deus.
  • 18.
  • 19.
    Pintura Romântica Fig. 7A escada de Jacó, William Blake, 1800 Fig. 8 Retrato de Elizabeth Farren, Thomas Lawrence, 1791 Fig. 9 O pescador e a sereia, Frederic Leighton, 1856-1858
  • 20.
    Principais características dapintura • Aproximação das formas barrocas • Composição em pirâmide dinamizada por linhas oblíquas, gerando ritmos e sugerindo movimento • Valorização das cores e contrastes fortes entre elas (gradação de cor) • Luz frequentemente focalizada para o assunto que se queria evidenciar, servindo também, por vezes, de elemento unificado dos vários componentes do quadro • Pincelada larga, fluida, vigorosa e espontânea, que define os volumes • Noção de perspetiva ou profundidade
  • 21.
    Temática Romântica • Literaturado passado e do presente, em particular nos romances medievais de cavalaria e nos autores clássicos • Acontecimentos trágicos, heroicos ou épicos da realidade, tais como naufrágios ou lutas de libertação de minorias • Mitologia do sonho e do pesadelo, povoado por monstros imaginários e visões do subconsciente • Natureza protagonizada por lutas entre animais selvagens e pela paisagem marcada por um certo dramatismo naturalista, iniciando assim as cenas ao “ar livre” • Conteúdos exóticos, com cenas no Oriente ou Norte de África • Retrato psicológico de mulheres e homens comuns, de personalidade e de loucos
  • 22.
    Já em Portugal,os principais temas abordados eram: • Pintura histórica (Idade Média) • Pintura de género (vida rural e costumes populares) • Paisagem • Cenas místicas (procissões) • Retrato
  • 23.
    Principais pintores Românticos França o Eugéne Delacroix (1798-1863) o Théodore Géricault (1791- 1824)  Alemanha o Caspar David Friedrich (1744- 1840)  Inglaterra o William Blake (1757-1827) o George Stubbs (1724-1806) o John Constable (1776-1837) o William Turner (11755-1851)  Suíça o Henri Füssli (1741-1825)  Espanha o Francisco Goya (1746-1828)
  • 24.
    Friedrich observou edesenhou a natureza, no entanto, não se limitou a representá-la, dando- lhe também um significado suplementar, expresso através de símbolos (a figura de costas, as nuvens, a neblina, o horizonte) e através da estrutura e das cores. Fig.10 O viajante sobre o mar de névoa, Friedrich, 1818
  • 25.
    Turner pinta sobretudopaisagens marítimas, em diferentes ambientes climáticos, com a linha do horizonte muito baixa. Fig. 11 O Naufrágio do Minotauro, Turner, 1810 Fig. 12 Pescadores no mar, Turner, 1796 Fig. 13 O Naufrágio, Turner, 1805
  • 26.
    Este autor fezparte da corrente pré-romântica e dedicou-se a representar o seu amor pelos grandes poetas. Fig. 15 Despertar de Titânia, Füssli, 1775-1790Fig. 14 O Pesadelo, Füssli, 1781
  • 27.
    Fig. 16 Sacrifícioa Pã, Francisco Goya, 1771 Fig. 17 O Três de Maio de 1808, Francisco Goya, 1814 Este artista foi pintor da corte e, para além dos seus óleos, pintou frescos e foi autor de uma série de gravuras.
  • 28.
  • 29.
    Escultura Romântica Fig. 18Jean-Baptiste Carpeaux, A Dança, 1867-1869 Fig. 19 François Rude, A Marselhesa, 1833-1836 Fig. 20 Jean-Baptiste Carpeaux, Ugolino, 1867
  • 30.
    Principais temas daescultura • Natureza (animais selvagens) • Alegorias (obra que representa um pensamento abstrato) / fantasias • História / literatura • Retrato Fig. 21 Auguste Préault, Massacre, 1834
  • 31.
    Formas de representação •Reação ao Neoclassicismo (evitaram-se as composições estáticas e as superfícies polidas e lisas) • Exaltação da expressividade através de composições movimentadas e de sentido dramático • Corpos realistas mas com posições, gestos e faces carregados de sentimentos e emoções • Contrastes cheios / vazios • Jogos de texturas • Superfícies aparentemente inacabadas
  • 32.
  • 33.
    Arquitetura Romântica • Osarquitetos do período romântico inspiraram-se no passado histórico medieval, pelas suas características romanescas, espirituais e emocionais • Utilizaram formas arquitetónicas do passado e recorreram a todos os estilos arquitetónicos, desde o Renascentista ao Neoclássico • Revivalismo Gótico: o estilo gótico era visto como linguagem ideal para representar os novos valores culturais • Esta tendência foi ganhando maior criatividade, conduzindo a um certo ecletismo arquitetónico (mistura de gostos)
  • 34.
    Os arquitetos românticospreferem: • Irregularidade nas estruturas espaciais e volumétricas • Preferência pelas geometrias mais complexas e pelas formas curvas • Efeitos de luz • Movimento dos planos • Pitoresco de decoração (tudo o que pode ser pintado ou representado em imagem)
  • 35.
    Princípios gerais daarquitetura • Impulsionada pelos valores do Sentimento • Visava a beleza como algo de divino • Rejeitou as regras da arquitetura neoclássica • Preferiu características que estimulassem a imaginação e os sentidos • Deveria provocar sensações e transmitir ideias
  • 36.
    Princípios gerais daarquitetura (continuação) • Verificou-se uma recuperação de formas artísticas medievais (românico, gótico), acompanhada do gosto exótico contido nas culturas orientais (bizantina, chinesa, árabe). • Revivalismo, Ecletismo, Historicismo e Exotismo
  • 37.
    Revivalismo, Ecletismo, Historicismoe Exotismo • Revivalismo: movimento artístico que reproduz técnicas e cânones estéticos de correntes artísticas anteriores. Michael Horowitz define revivalismo como: • Ecletismo: combinação de influências provenientes de várias épocas e estilos num mesmo edifício • Historicismo: valorização dos estilos da época passadas pelo seu valor simbólico • Exotismo: tendência que se desenvolveu pelo gosto do que é estranho (diferente ou estrangeiro) à cultura ocidental e que desenvolveu a imaginação e os sentidos pelo desconhecido e misterioso
  • 38.
  • 39.
    Inglaterra O novo edifíciodo parlamento – que tomou o lugar do Palácio de Westminster – é um testemunho do revivalismo gótico e do entusiasmo dos ingleses por este estilo. Fig. 22 Palácio do Parlamento (Palácio de Westminster) 1840-88, Charles Barry e A.W. Puggin, Londres
  • 40.
    Inglaterra (continuação) O góticoé conseguido através de um revestimento decorativo. Retomou-se o estilo perpendicular (a forma especial que o gótico tardio tomou em Inglaterra) aplicaram-se os elementos decorativos verticais, as superfícies foram subdivididas por uma retícula (rede pequena). A impressão é de que foi aplicado um folheado sobre o exercício. Fig. 23 Palácio do Parlamento (Palácio de Westminster) 1840-88, Charles Barry e A.W. Puggin, Londres
  • 41.
    Torre da Vitória Quandofoi erguida, esta torre era a mais alta do mundo, com 102m. É à prova de fogo, construída em pedra sobre arcos de aço e tijolo, é suportada no interiorpor colunas de ferro fundido. Torre Central Ventila o interior, produzindo uma coluna móvel de ar que melhora a circulação natural. Torre do Relógio Tem o famoso carrilhão Principal, o Big Bem, e 4 outros mais pequenos. Fig. 24 Palácio do Parlamento (Palácio de Westminster) 1840-88, Charles Barry e A.W. Puggin, Londres
  • 42.
    Pequenas torres angulares Acentuama verticalidade e a silhueta Fachada A fachada de três andares tem 244 metros de comprimento Figs. 25 e 26 Palácio do Parlamento (Palácio de Westminster) 1840-88, Charles Barry e A.W. Puggin, Londres
  • 43.
    França No seu interior,esta igreja tem uma planta em cruz latina e as suas naves são abobadadas. Na sua construção foram utilizados materiais modernos, exemplo disso é a abóbada central construída com vigas de ferro e aço. Fig. 27 Igreja de Santa Clotilde (Paris, 1846-56). F.C. Blau e Thérodore Ballu Fig. 28 Igreja de Notre-Dame de Paris Restauro de Viollet-le-Duc, séc. XIX
  • 44.
    Alemanha Este castelo foidesenhado por um desenhador de cenários teatrais e não por um arquiteto. É de aspeto medieval e de construção neogótica. Tem 6000 metros quadrados, 4 andares e 80 metros de altura. Fig. 29 Castelo de Neuschwanstein – 1870, Baviera
  • 45.
    • Recorreu aestruturas modernas, como por exemplo: engenhos a vapor e elétricos, ventilação moderna e canalizações de aquecimento. • A decoração de algumas salas é inspirada nas obras de Wagner. Figs. 30 e 31 Castelo de Neuschwanstein
  • 46.
  • 47.
    Inglaterra Cúpula em formade cebola Esta cúpula central, deriva da arquitetura mongol, é uma metáfora exótica que representa o Império Britânico Irregularidade dos volumes Cúpulas bulbosas, ou em forma de “cebola”, espalhadas por vários sítios e de diferentes dimensões e alturas. As chaminés são disfarçadas de minaretes (estrutura neoárabe). Grade trabalhada Telhado em forma de tenda Fig. 32 Pavilhão Real – Brighton – 1752-1825 – John Nash
  • 48.
    Figs. 33, 34e 35 Casa Sezincote – Gloucestershire, Samuel Pepys Cockerell, 1805
  • 49.
  • 50.
    Fig. 36 Palácioda Pena, 1738-1768 Fig. 37 Palácio do Buçaco, 1888-1907
  • 51.
    Fig. 38 Estaçãodo Rossio, 1886-1890 Fig. 39 Palácio da Regaleira, 1804-1810
  • 52.
    Fig. 40 Basílicade Santa Luzia, 1903-1943 Fig. 41 Palácio da Bolsa – salão árabe
  • 53.
    Fig. 42 Paláciode Monserrate, 1887 Fig. 43 Praça de Touros do Campo Pequeno, 1892
  • 54.
  • 55.
    Realismo • O Realismofoi um movimento artístico e cultural que se desenvolveu na segunda metade do século XIX. • A palavra realismo designa uma maneira de agir, de interpretar a realidade. Esse comportamento caracteriza-se pela objetividade, por uma atitude racional das coisas. • Surge nas artes europeias, entre 1850 e 1900, sobretudo na pintura francesa. Gustave Courbet foi o líder do movimento realista, juntamente com Édouard Manet.
  • 56.
    Principais características doRealismo • Despreza a imaginação Romântica • Descreve a realidade, o que acontece verdadeiramente • Mostra o caráter e os aspetos negativos da natureza humana • A mulher é objeto de prazer • A partir de denúncias, mostra a realidade dos factos • Linguagem simples, natural, clara e equilibrada • Os realistas procuravam uma explicação lógica para as atitudes das personagens • Valoriza o que é, e não o que se sente
  • 57.
    Arte Realista • Algumasdas características gerais da arte Realista são: • O cientificismo • A valorização do objeto • O sóbrio e o minucioso • A expressão da realidade e dos aspetos descritivos
  • 58.
  • 59.
    Literatura Realista • ORealismo na literatura manifesta-se na prosa. Os escritores realistas procuravam retratar o homem e a sociedade na sua totalidade. Era necessário mostrar uma face nunca antes revelada: a do quotidiano massacrante, do amor adúltero, da falsidade e do egoísmo humano, da impotência do homem comum diante dos poderosos, ao invés da face sonhadora e idealizada que os românticos tinham mostrado anteriormente.
  • 60.
    Principais obras eos seus autores • Gustave Flaubert Madame Bovary foi o livro que marcou o início da realismo na Literatura. Foi escrito por Gustave Flaubert publicado em 1857. Devido à sua nova visão e crítica expressa no livro, Gustave foi julgado pela Igreja Católica. Fig. 44 Madame Bovary, Gustave Flaubert
  • 61.
    Principais obras eos seus autores (continuação) • Eça de Queirós Foi autor, entre outros romances de importância reconhecida, de Os Maias e O Crime do Padre Amaro ; este último é considerado por muitos o melhor romance realista português do século XIX. Fig. 45 Os Maias, Eça de Queirós Fig. 46 O Crime do Padre Amaro, Eça de Queirós
  • 62.
    Principais autores eas suas obras (continuação) • Lewis Carroll Lewis Carroll escreveu “Alice no País das Maravilhas” e sua continuação “Alice no País dos Espelhos”. Estes romances brincam com a lógica e o olhar infantil para ironizar o adulto. Fig. 47 Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll
  • 63.
  • 64.
    Pintura Realista • Napintura, as obras passam a privilegiar cenas quotidianas dos grupos sociais menos favorecidos e o sentimento de tristeza expressa-se através de telas mais pesadas, com cores mais fortes. Mostravam também vagabundos, dançarinos e mendigos. Neste campo destaca-se o pintor francês Gustave Coubert.
  • 65.
    Principais características dapintura realista • O artista utiliza todo o conhecimento sobre perspectiva para criar a ilusão de espaço, inclusive a aérea, dando uma nova visão da paisagem ou da cena • Os volumes são muito bem representados, devido à gradação de cor, de luz e sombra • Há preocupação de representar a textura, a aparência real do objeto • O desenho e a técnica para representar o corpo humano são perfeitas • Desejo de representar a realidade tal e qual ela se apresenta
  • 66.
    Principais pintores realistas •Édouard Manet • Gustave Courbet • Honoré Daumier • Jean-Baptiste Camille Corot • Jean-François Millet • Théodore Rousseau
  • 67.
    Fig. 48 Peneiradorasde Trigo, Courbet, 1855 Fig. 49 Os jogadores de xadrez, Honoré Daumier, 1863
  • 68.
    Fig. 50 OsCarvalhos de Apremont, Théodore Rousseau Fig. 51 Pastora com seu rebanho, Jean-François Millet, 1864
  • 69.
  • 70.
    Escultura Realista • Aescultura realista não se preocupou com a idealização da realidade, procurando recriar os seres tal como eles são. Os escultores preferiram os temas contemporâneos, assumindo muitas vezes uma intenção política nas suas obras. A principal característica da escultura realista é a fixação do momento significativo de um gesto humano. Nesta vertente, especial destaque para o frânces Auguste Rodin.
  • 71.
    Fig. 52 OBeijo, Rodin, 1886 Fig. 53 Eva, Rodin, 1881
  • 72.
    Pensador é umadas mais famosas esculturas de bronze do escultor francês Auguste Rodin. • Característica fundamental: a fixação do momento significativo de um gesto humano. • Chamado de O Poeta, O Pensador , foi baseado, originalmente , em Dante - A Divina Comédia – de Dante Alighieri, em frente aos Portões do Inferno, ponderando o seu grande poema. A escultura está nua, pois Rodin queria uma figura heroica à la Michelangelo para representar o pensamento assim como a poesia. Fig. 53 O Pensador, Rodin, 1902
  • 73.
    Fig. 54 AVelha Helena, Camille Claudel Fig. 55 A Pequena Castelã, Camille Claudel
  • 74.
    Romantismo x Realismo RomantismoRealismo Subjetividade Objetividade Imaginação Realidade circundante Sentimento, emoção Inteligência, razão Verdade individual Verdade universal Fantasia Factos observáveis Mulher idealizada, anjo de pureza e perfeição Mulher mostrada com as suas qualidades e defeitos Linguagem culta, em estilo metafórico e poético Linguagem culta e direta Narrativa lenta, acompanhando o tempo psicológico Narrativa de ação e de aventura Fig. 56 Romantismo x Realismo
  • 75.
  • 76.
    Impressionismo • Impressionismo foium movimento que surgiu na pintura francesa do século XIX, vivia-se nesse momento a chamada Belle Epoque ou Bela Época em português. O nome do movimento é derivado da obra "Impressão: nascer do sol" (1872), de Claude Monet. • Os pintores impressionistas procuraram captar as diversas intensidades da luz, os tons da paisagem ao longo do dia e nas várias estações do ano, de modo a fixarem impressões imediatas dos sentidos num determinado momento. Valorizavam a luz e a cor mais do que o desenho exacto.
  • 77.
    Impressionismo (continuação) • OImpressionismo mostra a graciosidade das pinceladas, a intensidade das cores e a sensibilidade do artista, que em conjunto, emocionam quem contempla as suas obras. • O Impressionismo preparou o caminho para todas as manifestações artísticas que se lhe seguiram. • Este surgiu num período em que a Europa se debatia com as mudanças provocadas, de certa forma, por um conjunto de revoluções que se fizeram sentir, era um movimento essencialmente pictórico, que veio a ser conhecido pelo nome de Impressionismo.
  • 78.
    Impressionismo (continuação) Impressionismo Movimentos aque se opõe Objetivos • Realismo – intelectualismo sociopolítico Pintura mais intuitiva e espontânea, realizada perante o motivo, em imediatismo de perceção e sensação • Academismo – conceções neoclássicas e românticas Captação de uma dada realidade, parcial, sensível e fugaz
  • 79.
    Princípios da pinturaImpressionista • Escolhiam pintar sobre temas quotidianos e pessoas comuns. • Desejavam ser visualmente sinceros, não distorcer as coisas que viam, e pintavam não como as coisas pareciam ser, mas como elas realmente eram. • Não possuíam nenhum interesse ideológico ou político comum que uniam os jovens “ revolucionários” da arte • Orientação realista • Total desinteresse pelo objeto - preferência pela paisagem e a natureza morta • Obras passam a ser executadas ao ar livre, sem voltar para os estúdios
  • 80.
    Características da Pintura •Os artistas aplicaram uma técnica revolucionária de pintura que consistia em: • Pinceladas curtas, de cores puras; • Figuras sem contornos bem definidos; • Ilusão perfeita da vibração da luz e cor; • Valorização da luz e da cor; • Temas do quotidiano; • Impressão do momento.
  • 81.
    Principais artistas doImpressionismo • Édouard Manet • Claude Monet • Auguste Renoir • Camille Pissarro • Edgar Degas • Armand Guillaumin • Fréderic Bazille • Paul Cézanne • Berthe Morisot • Mary Cassat • Alfred Sisley • Pierre-Auguste Renoir • Vicente Van Gogh
  • 82.
    Claude Monet Fig. 57Regata em Argenteuil, Claude Monet, 1872 Fig. 58 Impressão, Nascer do Sol, Claude Monet, 1872 Claude Monet (1840-1926) foi o mais célebre pintor impressionista e, inspirou-se em paisagens e em aspetos da vida contemporânea como máquinas a vapor e estações ferroviárias.
  • 83.
    Edgar Degas Fig. 60At The Races, Edgar Degas, 1880Fig. 59 Ballet Rehearsal, Edgar Degas, 1873 Edgar Degas (1834-1917), pintou essencialmente bailarinas e corrida de cavalos.
  • 84.
    Pierre-Auguste Renoir Fig. 61O baile no moulin de la galette, Pierre- Auguste Renoir, 1876 Fig. 62 Girl with a Watering Can, Pierre-Auguste Renoir, 1876 Pierre Ausguste Renoir (1841-1919), pintou retratos, figuras femininas, paisagens e cenas do quotidiano.
  • 85.
  • 86.
    Arquitetura do Ferro •A arquitetura do ferro apareceu por volta da metade do século XIX. Enquanto que os arquitetos executavam historicismos, esforçando-se por inovar recorrendo à decoração, os engenheiros, mais ocupados com a questão técnica, preocupavam-se essencialmente em superar os desafios impostos pelas necessidades surgidas com a industrialização, dando origem ao capítulo mais original da arquitetura do século XIX – a chamada arquitetura do ferro.
  • 87.
    O início daaceitação do ferro deu-se a partir da construção do Palácio de Cristal, de Joseph Paxton, que acolheu a Primeira Exposição Mundial de Londres, em 1851. Esta construção foi inovadora não só ao nível construtivo mas também ao nível estético. As paredes eram formadas por amplas e contínuas vidraças (ao estilo de uma estufa) e foi decorado por estruturas metálicas pintadas em azul e vermelho. Fig. 63 Crystal Palace, Joseph Paxton, Londres, 1851
  • 88.
    Figs. 64, 65e 66 Crystal Palace, Joseph Paxton, Londres, 1851
  • 89.
    Outras realizações tiveramigual êxito como a Torre Eiffel, construída juntamente com a Galeria das Máquinas para a Exposição Universal de Paris de 1889. Não tinha nenhum objetivo funcional, foi construída apenas para demonstrar as capacidades técnicas da nova engenharia e acabou por ficar até hoje como símbolo universal de Paris. Fig. 67 Torre Eiffel, Gustave Eiffel, Paris, 1889
  • 90.
    Figs. 68 e69 Galeria das Máquinas, 1889, Paris
  • 91.
    Figs. 70 e71 Giuseppe Mengoni, abóboda e cúpula em ferro e vidro do pátio central das Galerias Vittorio Emmanuelle II, Milão, Itália, 1865-77
  • 92.
  • 93.
    Fig. 72 Elevadorde Santa Justa, por Raoul Mesnier du Pousard, 1900-1901 Fig. 73 Ponte D. Maria, por Gustave Eiffel, 1877, sobre o Douro, Porto
  • 94.
    Figs. 74 e75 Estação de S. Bento Cobertura metálica da gare– Marques da Silva – Porto
  • 95.
    Fig. 76 MercadoFerreira Borges, 1885-1889 Fig. 77 Ponte D. Luís, de Théophile Seyring
  • 96.
    Exercício • Roentgen realizouas primeiras investigações da radioatividade • As primeiras décadas do século XIX foram marcadas pelo Romantismo • Um dos principais exemplos da arquitetura Romântica em Portugal é a Ponte D. Maria • Eça de Queirós foi um dos mais famosos autores realistas • O impressionismo foi um movimento que surgiu na pintura inglesa do século XIX Falso Verdadeiro Falso Verdadeiro Falso
  • 97.
    Trabalho realizado por ÂngelaAlmeida nº1 – 8ºB Disciplina de História Professora Ana Luísa Silva Ano Letivo 2014/2015