INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO,
CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MATO
GROSSO.
CAMPUS FRONTEIRA OESTE
/PONTES E LACERDA– MT
SEMANA DE CONSCIÊNCIA NEGRA –
2014
PROFESSOR: ADNALDO BRILHANTE
CIÊNCIA TEM COR?
O que é Ciência?
Existem vários conceitos que reafirmam o que é ciência
contudo todos tem a mesma ideia.
Segundo do dicionário Priebam  ciência: (latim
scientia, -ae, conhecimento, saber, ciência)
substantivo feminino, 1. Conjunto de conhecimentos
fundados sobre certos princípios. 2. [Figurado]
Saber, instrução, conhecimentos vasto "ciência",
O que é Ciência?
Um cientista passa ser o homem ou a
mulher da ciência, aquele que produz
o conhecimento cientifico e/ou o
utiliza para algo.
A ciência tem cor?
A ciência, em seu principio universal, não tem cor. Todo
conhecimento é para a humanidade sem discriminação de sexo
ou opção sexual (homem e mulher; Heterossexual e
homossexual), classe social e cor (pobres e ricos; brancos,
negros e amarelos). Mas como o ser humano entende que é
melhor excluir do que incluir, os produtores de conhecimento
também excluem!
A frase que está no título destes slides
foi dita por Ernane José Xavier Costa,
pesquisador do Departamento de Ciências
Básicas da Faculdade de Zootecnia e
Engenharia de Alimentos da USP de
Pirassununga (SP) Ao dizer que a ciência
no Brasil tem cor, o pesquisador
complementa: “E é branca, feita por
brancos e para brancos”.
A ciência tem cor?
A constatação do pesquisador de fato
tem se verificado na realidade. Se
olharmos para as grandes universidades
e centros de pesquisas tecnológicos no
Brasil, dificilmente encontraremos um
negro. Este fato, longo de querer incitar
qualquer argumento ou atitude racista,
apenas mostra como se materializam
as divisões históricas plantadas na
constituição social e racial brasileira.
A ciência tem cor?
A ciência tem cor?
Segundo o mesmo autor “A pobreza, a ausência de políticas
públicas e o racismo impedem o acesso dos negros a cursos de maior
prestígio, à pós-graduação e à carreira científica (...) telefone
celular, ar-condicionado, elevador, geladeira...Indispensáveis, esses
itens são parte de uma extensa lista de invenções e descobertas de
cientistas negros. São tantas que a Secretaria Especial de Políticas
de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), ligada à Presidência,
resolveu promover algumas delas no estande montado na Esplanada
dos Ministérios, durante a Semana Nacional de Ciência e
Tecnologia, em outubro.
De acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq), ligado ao Ministério da Ciência e
Tecnologia, nos últimos dez anos a produção científica nacional
cresceu 200%, passando de 10 mil para mais de 30 mil estudos
publicados em revistas especializadas internacionais. Mas a
população afrodescendente não é contemplada por esse salto.
A ciência tem cor?
Por que disso em alguns pontos
01 – Marginalização dos Povos juntamente
com a cultura  O desenvolvimento da
ciência vinha da Europa que tinha herdado
a cultura Helênica e Romana (estes tinham
de importante o seu esmero cultural).
Além de se ter o domínio tecnológico no
final da idade média todo aquele que
fosse Mouro (de pele mais escura) não era
considerado civilizado, com isso sua
cultura era descartada. 02 – Desvantagem tecnológica  As culturas
que não eram as “brancas europeias” era
consideradas bárbara, por isso no inicio da
idade moderna os países com este domínio
resolveram dominar politicamente,
socialmente e culturalmente os sem tecnologia
em lugares como África e América. Os povo
nativos não possuíam tecnologia que os
Europeus tinham sendo facilmente dominados.
A ciência tem cor?
03 - Discriminação genética  A falsa
crença de que uma cor (genética superior) é
mais inteligente do que a outra. Esse fato
se concretizou com a escravidão negra no
mundo. Pense no seguinte você é levado de
fora do seu país não fala “bulufas” da língua
dos caras e eles ainda querem que você os
entenda? E foi assim no mundo moderno.
Dai o frase como “Todo negro é burro”
surgiram.
No século XIX houve uma tentativa científica para explicar a superioridade
racial através da obra do conde de Gobineau, intitulada Essai sur l'inégalité
des races humaines (Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas).
Nesta obra o autor sustentou que da raça ariana nasceu a aristocracia que
dominou a civilização europeia e cujos descendentes eram os senhores
naturais das outras raças inferiores.
A ciência tem cor?
04 – A falta de Oportunidade  A ciência nasce nas
universidades. Como o sistema acadêmico (introdução à
vida cientifica) se inicia com processos de seleção , onde
não se está preocupado em conferencia de conhecimento,
mas em determinar a crença de aptidão. Nesse ponto a
população mais pobre, que depende do governo para o
aprendizado em escolhas publicas, fica desfavorecida,
sendo está constituída por, em sua maioria, negros e/ou
descendentes de negros. O sistema educacional, políticas
curriculares e bases teóricas que fundamentam a
produção cientifica no Brasil são construídas a partir de
bases e referencias eurocentradas, não respeitando a
diversidade étnica que compõe a realidade da população
brasileira.
A presença cada vez maior e efetiva de negros e negras na universidade pública
brasileira, para nós, é positiva, imprescindível e estratégica para combater o
racismo e fortalecer o processo democrático. Um preceito a ser percebido é a
função da ciência, contudo as ideias de exclusão pode utilizar o conhecimento
cientifico para dar embasamento ou até mesmo ênfase.
A ciência tem cor?
05 – A Ciência representa os ideais de seus produtores  Como todas as coisas na
vida humana a ciência é uma ferramenta para se aumentar o conhecimento, porem
como toda ferramenta ela pode ser manipulada às ideologias dos cientistas.
O Racismo Científico tem registro desde os primórdios da teoria da evolução
humana de Charles Darwin, quando atestava a existência de raças inferiores e que
poderiam ser capazes de evoluírem com o passar dos tempos.
Uma universidade que, aliando a prática pedagógica e a produção do
conhecimento científico, não se ativer ao novo momento histórico que
vivemos, diferente e desafiador e que cada vez mais reclama para si a
busca pelo fortalecimento da democracia, não terá êxito na sua missão de
transformação e contribuição para a instauração de uma nova consciência
e fortalecimento da cidadania. A efetiva presença dos negros e negras na
universidade pública garantirá um redirecionamento no processo de
produção cientifica.
A ciência tem cor?
A ciência tem cor?
Já o naturalista francês Buffon pensou, ainda no século XVIII, na ideia de
degeneração, que seria amplamente usada em meados do século seguinte para se
discutir as misturas raciais, sobretudo no Brasil. Segundo ele, se não existisse o
fato de que o negro e o branco podem “Produzir juntamente haveria duas espécies
distintas; o negro estaria para o homem como o asno para o cavalo, ou antes, se o
branco fosse homem, o negro não seria mais homem, seria um animal à parte como o
macaco”.
Essas teorias foram amplamente difundidas através do cientificismo na Europa,
cujo discurso científico “recebeu largo espaço no Brasil, questionando e disputando
espaços inclusive com a religião e a Igreja, até então grandes fontes dos discursos
fechados ”e“ competentes da época”, afirma o pesquisador da Universidade Federal
de São João del-Rei, (UFSJ), no artigo Racismo científico: O legado das teorias
bioantropológicas na estigmatização do negro como delinquente, Flávio Raimundo
Giarola.
A ciência tem cor?
A ciência tem cor?
Produções científicas como essas que
foram fundamentais para a
disseminação do racismo no Brasil.
Algumas delas foram e tiveram ênfase
na palestra Zoológicos humanos.
Exibições antropológicas dos séculos
XIX e XX, no contexto de um
tratamento sobre o racismo científico,
proferida pelo doutor em Biologia pela
Universidad Autónoma de Madrid,
Juanma Sánchez Arteaga (Ihac-Ufba),
no primeiro Café Científico Salvador de
2014, realizado na Biblioteca dos
Barris.
Na apresentação, o pesquisador
mostrou que durante todo o século XIX
e até quase completar a primeira
metade do XX, numerosos países
Europeus e Americanos e também no
Brasil organizaram diversas
“exposições antropológicas de caráter
‘científico’, nas quais membros nativos
de diferentes comunidades indígenas,
especialmente transportados desde
suas terras para participar em tais
eventos, foram exibidos publicamente
com uma intenção educativa”, afirma
Arteaga.
A ciência tem cor?
A partir dessa forma de popularização
da ciência, equivocada e excludente,
existia uma forte animalização dos
nativos implícita em muitos desses
shows, que algumas vezes eram
realizados em parques zoológicos, e
exibidos em gaiolas junto com animais. “A
ciência tem responsabilidade enorme,
com suas teorias, na legitimação do
racismo, que não é a sua função”
(Arteaga)Para que essas práticas possam ser
repensadas e não disseminadas dentro
dos espaços científicos é preciso que as
universidades e centros de produção da
ciência pensem seu desenvolvimento,
levando em consideração a realidade
cultural do local em que estão inseridos.
O pesquisador reforça ainda que o
racismo científico, que exclui os negros
das academias e os marginaliza dentro
dela acontece no mundo inteiro.
A ciência tem cor?
Este vídeo ficou bem conhecido na Internet pelos fatores apresentado. Temos uma
“mesa redonda” entre cientistas (os cientistas apresentam suas teorias e discutem
a respeito delas ou dado tema que a organização escolhe sobre ciências), compondo
está mesa está Neil DeGrasse Tyson, cientista negro, um famoso astrofísico que
responde uma pergunta capciosa da plateia.
A ciência tem cor?
Arteaga ainda diz: “O que quero é
suscitar reflexões concernentes tanto à
popularização da ciência quanto à
educação em ciência, em especial quanto
aos valores ideológicos subjacentes ao
conhecimento científico e aos processos
de alterização que tem conduzido à
marginalização, estigmatização e
inferiorização de numerosos grupos
humanos ao longo da história das
ciências. Nós cientistas deveríamos
fazer muito mais.”
E Ciência para os Negros?
Se tornou algo difícil, mas com toda a luta vários Negros e
Negras construíram sua historia na ciência com muito esforço
e dedicação.
Negros que venceram o preconceito e todas a
dificuldades e se tornaram cientistas!
Em 1923 Garret Augustus Morgan,
inventor afro-estadunidense nascido
em Kentucky, patenteou o semáforo
automático.
Alexander Miles
Elevador
C.J.Walker:
Artefatos para
cuidar dos cabelos
Negros que venceram o preconceito e todas a
dificuldades e se tornaram cientistas!
Alice Parker,
fornalha de
aquecimento;
Charles Drew,
preservação
estocagem de sangue,
implantou o primeiro
banco de sangue do
mundo
Dr. Daniel Hale Williams,
executou a primeira
cirurgia aberta de coração
Negros que venceram o preconceito e todas a
dificuldades e se tornaram cientistas!
Elbert R. Robinson,
bonde elétrico
Dr. Ernest E. Just,
fertilização e a
estrutura celular do
óvulo. A primeira visão
no mundo da
arquitetura humana ao
explicar como
trabalham as células;
John Standard: geladeira;
Negros que venceram o preconceito e todas a
dificuldades e se tornaram cientistas!
Dra. Patricia E. Bath,
dispositivo laser para
cirurgia de cataratas
Sarah Boone, tábua de
passar roupas;
Frederick Jones, ar
condicionado
Outros Cientistas Negros
# Jan E. Matzelinger, máquina de colocar solas nos sapatos;
# Joseph Gammel, sistema de supercarga para os motores de combustão interna;
# Lee Burridge, máquina de datilografia;
# Lewis Howard Latimer, filamento de dentro da lâmpada elétrica;
# Lloyd Quarteman, primeiro reator nuclear na década de 1930;
# Lloyde P. Ray, pá de lixo;
# Lydia O. Newman, escova para pentear cabelos femininos;
# McCoy, sistema de lubrificação para máquinas a vapor;
# Dr. Philip Emeagwali, computador mais rápido do mundo, 3,1 bilhões de cálculos por
segundo, possibilitando estudar o aquecimento global, as condições do tempo e determinar
como o petróleo flui sob a terra;
# Percy L. Julian, o desenvolvimento do tratamento do mal de Alzheimer e do glaucoma;
# Philip Downing, caixa de correio;
# Raphael E. Armattoe, encontrou a cura para a doença do verme da água da Guiné com
sua droga Abochi;
# Richard Spikes, inventou o Cambio automático (a mudança automática de marchas);
# Roberto E. Shurney, pneumáticos de malha de arame para o robô da Apolo XV;
# Thomas W. Stewart; esfregão para limpar o chão;
# W. A. Lovette, prensa de impressão avançada;
# John Burr, máquina de cortar grama;
# William Berry, máquinas de carimbo e cancelamento postal;
# William Hinton, primeiro manual médico sobre a sífilis.
Conclusão
Mesmo existindo varias teorias (falsas) sobre a genética
dos seres humanos, a própria ciência desmente isso. Não existe
raças humanas e sim uma única raça humana no mundo. Somos
semelhantes, contudo cada ser é um exemplar único, que não
pode ser considerado superior ou inferior porque todos possuem a
mesma capacidade física e intelectual, mesmo sendo negro,
amarelo ou branco. O que difere será as escolhas que nos
compete e as oportunidades em cada sociedade que para os
negros são poucas.
O que compete à ciência/cientista não é julgar a
superioridade ou inferioridade do individuo e sim a busca da
compreensão de todo conhecimento e o crescimento da
coletividade da própria humanidade. Mesmo hoje a ciência ser
branca (pelo preconceitos que os cientistas, em sua maioria,
possuem ) a luta do negro, do amarelo e do próprio branco é que
a ciência seja universal para todos no planeta, sem distinção
alguma somente a coletividade.
Referencias Bibliográficas
[1] http://amaivos.uol.com.br/amaivos2015/?pg=noticias&cod_canal=44&cod_noticia=151
97
[2] http://blogueirasnegras.org/2014/03/06/racismo-disfarcado-de-ciencia/
[3] http://luisrodrigues4.blogspot.com.br/2015/04/a-ciencia-e-o-problema-do-
racismo.html
[4] http://seguindopassoshistoria.blogspot.com.br/2015/07/o-racismo-cientifico-da-
teoria-pratica.html
[5] http://www.almapreta.com/o-quilombo/racismo-e-ciencia
[6] http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?
n_link=artigos_leitura_pdf&artigo_id=1134
[7] http://www.brasilpost.com.br/2015/07/23/ciencia-racismo_n_7853830.html
[8] http://www.ceert.org.br/noticias/participacao-popular/9608/racismo-e-ciencia
[9] http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/o-lado-sujo-da-
ciencia-e-a-consolidacao-do-racismo-cientifico/
[10] http://www.ibamendes.com/2009/12/ciencia-racismo-e-reconceito.html
[11] http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/53/a-cor-da-ciencia
[12] http://www.vvale.com.br/artigo/artigo-racismo-ciencia/
[13] https://glaucocortez.wordpress.com/2010/11/18/ciencia-e-tecnologia-no-brasil-
tem-cor/?iframe=true&preview=true
[14] https://pt.wikipedia.org/wiki/Racialismo
Fim

A ciência tem cor

  • 1.
    INSTITUTO FEDERAL DEEDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MATO GROSSO. CAMPUS FRONTEIRA OESTE /PONTES E LACERDA– MT SEMANA DE CONSCIÊNCIA NEGRA – 2014 PROFESSOR: ADNALDO BRILHANTE
  • 2.
  • 3.
    O que éCiência? Existem vários conceitos que reafirmam o que é ciência contudo todos tem a mesma ideia.
  • 4.
    Segundo do dicionárioPriebam  ciência: (latim scientia, -ae, conhecimento, saber, ciência) substantivo feminino, 1. Conjunto de conhecimentos fundados sobre certos princípios. 2. [Figurado] Saber, instrução, conhecimentos vasto "ciência", O que é Ciência? Um cientista passa ser o homem ou a mulher da ciência, aquele que produz o conhecimento cientifico e/ou o utiliza para algo.
  • 5.
    A ciência temcor? A ciência, em seu principio universal, não tem cor. Todo conhecimento é para a humanidade sem discriminação de sexo ou opção sexual (homem e mulher; Heterossexual e homossexual), classe social e cor (pobres e ricos; brancos, negros e amarelos). Mas como o ser humano entende que é melhor excluir do que incluir, os produtores de conhecimento também excluem!
  • 6.
    A frase queestá no título destes slides foi dita por Ernane José Xavier Costa, pesquisador do Departamento de Ciências Básicas da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP de Pirassununga (SP) Ao dizer que a ciência no Brasil tem cor, o pesquisador complementa: “E é branca, feita por brancos e para brancos”. A ciência tem cor?
  • 7.
    A constatação dopesquisador de fato tem se verificado na realidade. Se olharmos para as grandes universidades e centros de pesquisas tecnológicos no Brasil, dificilmente encontraremos um negro. Este fato, longo de querer incitar qualquer argumento ou atitude racista, apenas mostra como se materializam as divisões históricas plantadas na constituição social e racial brasileira. A ciência tem cor?
  • 8.
    A ciência temcor? Segundo o mesmo autor “A pobreza, a ausência de políticas públicas e o racismo impedem o acesso dos negros a cursos de maior prestígio, à pós-graduação e à carreira científica (...) telefone celular, ar-condicionado, elevador, geladeira...Indispensáveis, esses itens são parte de uma extensa lista de invenções e descobertas de cientistas negros. São tantas que a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), ligada à Presidência, resolveu promover algumas delas no estande montado na Esplanada dos Ministérios, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em outubro. De acordo com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, nos últimos dez anos a produção científica nacional cresceu 200%, passando de 10 mil para mais de 30 mil estudos publicados em revistas especializadas internacionais. Mas a população afrodescendente não é contemplada por esse salto.
  • 9.
    A ciência temcor? Por que disso em alguns pontos 01 – Marginalização dos Povos juntamente com a cultura  O desenvolvimento da ciência vinha da Europa que tinha herdado a cultura Helênica e Romana (estes tinham de importante o seu esmero cultural). Além de se ter o domínio tecnológico no final da idade média todo aquele que fosse Mouro (de pele mais escura) não era considerado civilizado, com isso sua cultura era descartada. 02 – Desvantagem tecnológica  As culturas que não eram as “brancas europeias” era consideradas bárbara, por isso no inicio da idade moderna os países com este domínio resolveram dominar politicamente, socialmente e culturalmente os sem tecnologia em lugares como África e América. Os povo nativos não possuíam tecnologia que os Europeus tinham sendo facilmente dominados.
  • 10.
    A ciência temcor? 03 - Discriminação genética  A falsa crença de que uma cor (genética superior) é mais inteligente do que a outra. Esse fato se concretizou com a escravidão negra no mundo. Pense no seguinte você é levado de fora do seu país não fala “bulufas” da língua dos caras e eles ainda querem que você os entenda? E foi assim no mundo moderno. Dai o frase como “Todo negro é burro” surgiram. No século XIX houve uma tentativa científica para explicar a superioridade racial através da obra do conde de Gobineau, intitulada Essai sur l'inégalité des races humaines (Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas). Nesta obra o autor sustentou que da raça ariana nasceu a aristocracia que dominou a civilização europeia e cujos descendentes eram os senhores naturais das outras raças inferiores.
  • 11.
    A ciência temcor? 04 – A falta de Oportunidade  A ciência nasce nas universidades. Como o sistema acadêmico (introdução à vida cientifica) se inicia com processos de seleção , onde não se está preocupado em conferencia de conhecimento, mas em determinar a crença de aptidão. Nesse ponto a população mais pobre, que depende do governo para o aprendizado em escolhas publicas, fica desfavorecida, sendo está constituída por, em sua maioria, negros e/ou descendentes de negros. O sistema educacional, políticas curriculares e bases teóricas que fundamentam a produção cientifica no Brasil são construídas a partir de bases e referencias eurocentradas, não respeitando a diversidade étnica que compõe a realidade da população brasileira. A presença cada vez maior e efetiva de negros e negras na universidade pública brasileira, para nós, é positiva, imprescindível e estratégica para combater o racismo e fortalecer o processo democrático. Um preceito a ser percebido é a função da ciência, contudo as ideias de exclusão pode utilizar o conhecimento cientifico para dar embasamento ou até mesmo ênfase.
  • 12.
    A ciência temcor? 05 – A Ciência representa os ideais de seus produtores  Como todas as coisas na vida humana a ciência é uma ferramenta para se aumentar o conhecimento, porem como toda ferramenta ela pode ser manipulada às ideologias dos cientistas. O Racismo Científico tem registro desde os primórdios da teoria da evolução humana de Charles Darwin, quando atestava a existência de raças inferiores e que poderiam ser capazes de evoluírem com o passar dos tempos.
  • 13.
    Uma universidade que,aliando a prática pedagógica e a produção do conhecimento científico, não se ativer ao novo momento histórico que vivemos, diferente e desafiador e que cada vez mais reclama para si a busca pelo fortalecimento da democracia, não terá êxito na sua missão de transformação e contribuição para a instauração de uma nova consciência e fortalecimento da cidadania. A efetiva presença dos negros e negras na universidade pública garantirá um redirecionamento no processo de produção cientifica. A ciência tem cor?
  • 14.
    A ciência temcor? Já o naturalista francês Buffon pensou, ainda no século XVIII, na ideia de degeneração, que seria amplamente usada em meados do século seguinte para se discutir as misturas raciais, sobretudo no Brasil. Segundo ele, se não existisse o fato de que o negro e o branco podem “Produzir juntamente haveria duas espécies distintas; o negro estaria para o homem como o asno para o cavalo, ou antes, se o branco fosse homem, o negro não seria mais homem, seria um animal à parte como o macaco”.
  • 15.
    Essas teorias foramamplamente difundidas através do cientificismo na Europa, cujo discurso científico “recebeu largo espaço no Brasil, questionando e disputando espaços inclusive com a religião e a Igreja, até então grandes fontes dos discursos fechados ”e“ competentes da época”, afirma o pesquisador da Universidade Federal de São João del-Rei, (UFSJ), no artigo Racismo científico: O legado das teorias bioantropológicas na estigmatização do negro como delinquente, Flávio Raimundo Giarola. A ciência tem cor?
  • 16.
    A ciência temcor? Produções científicas como essas que foram fundamentais para a disseminação do racismo no Brasil. Algumas delas foram e tiveram ênfase na palestra Zoológicos humanos. Exibições antropológicas dos séculos XIX e XX, no contexto de um tratamento sobre o racismo científico, proferida pelo doutor em Biologia pela Universidad Autónoma de Madrid, Juanma Sánchez Arteaga (Ihac-Ufba), no primeiro Café Científico Salvador de 2014, realizado na Biblioteca dos Barris. Na apresentação, o pesquisador mostrou que durante todo o século XIX e até quase completar a primeira metade do XX, numerosos países Europeus e Americanos e também no Brasil organizaram diversas “exposições antropológicas de caráter ‘científico’, nas quais membros nativos de diferentes comunidades indígenas, especialmente transportados desde suas terras para participar em tais eventos, foram exibidos publicamente com uma intenção educativa”, afirma Arteaga.
  • 17.
    A ciência temcor? A partir dessa forma de popularização da ciência, equivocada e excludente, existia uma forte animalização dos nativos implícita em muitos desses shows, que algumas vezes eram realizados em parques zoológicos, e exibidos em gaiolas junto com animais. “A ciência tem responsabilidade enorme, com suas teorias, na legitimação do racismo, que não é a sua função” (Arteaga)Para que essas práticas possam ser repensadas e não disseminadas dentro dos espaços científicos é preciso que as universidades e centros de produção da ciência pensem seu desenvolvimento, levando em consideração a realidade cultural do local em que estão inseridos. O pesquisador reforça ainda que o racismo científico, que exclui os negros das academias e os marginaliza dentro dela acontece no mundo inteiro.
  • 18.
    A ciência temcor? Este vídeo ficou bem conhecido na Internet pelos fatores apresentado. Temos uma “mesa redonda” entre cientistas (os cientistas apresentam suas teorias e discutem a respeito delas ou dado tema que a organização escolhe sobre ciências), compondo está mesa está Neil DeGrasse Tyson, cientista negro, um famoso astrofísico que responde uma pergunta capciosa da plateia.
  • 19.
    A ciência temcor? Arteaga ainda diz: “O que quero é suscitar reflexões concernentes tanto à popularização da ciência quanto à educação em ciência, em especial quanto aos valores ideológicos subjacentes ao conhecimento científico e aos processos de alterização que tem conduzido à marginalização, estigmatização e inferiorização de numerosos grupos humanos ao longo da história das ciências. Nós cientistas deveríamos fazer muito mais.”
  • 20.
    E Ciência paraos Negros? Se tornou algo difícil, mas com toda a luta vários Negros e Negras construíram sua historia na ciência com muito esforço e dedicação.
  • 21.
    Negros que venceramo preconceito e todas a dificuldades e se tornaram cientistas! Em 1923 Garret Augustus Morgan, inventor afro-estadunidense nascido em Kentucky, patenteou o semáforo automático. Alexander Miles Elevador C.J.Walker: Artefatos para cuidar dos cabelos
  • 22.
    Negros que venceramo preconceito e todas a dificuldades e se tornaram cientistas! Alice Parker, fornalha de aquecimento; Charles Drew, preservação estocagem de sangue, implantou o primeiro banco de sangue do mundo Dr. Daniel Hale Williams, executou a primeira cirurgia aberta de coração
  • 23.
    Negros que venceramo preconceito e todas a dificuldades e se tornaram cientistas! Elbert R. Robinson, bonde elétrico Dr. Ernest E. Just, fertilização e a estrutura celular do óvulo. A primeira visão no mundo da arquitetura humana ao explicar como trabalham as células; John Standard: geladeira;
  • 24.
    Negros que venceramo preconceito e todas a dificuldades e se tornaram cientistas! Dra. Patricia E. Bath, dispositivo laser para cirurgia de cataratas Sarah Boone, tábua de passar roupas; Frederick Jones, ar condicionado
  • 25.
    Outros Cientistas Negros #Jan E. Matzelinger, máquina de colocar solas nos sapatos; # Joseph Gammel, sistema de supercarga para os motores de combustão interna; # Lee Burridge, máquina de datilografia; # Lewis Howard Latimer, filamento de dentro da lâmpada elétrica; # Lloyd Quarteman, primeiro reator nuclear na década de 1930; # Lloyde P. Ray, pá de lixo; # Lydia O. Newman, escova para pentear cabelos femininos; # McCoy, sistema de lubrificação para máquinas a vapor; # Dr. Philip Emeagwali, computador mais rápido do mundo, 3,1 bilhões de cálculos por segundo, possibilitando estudar o aquecimento global, as condições do tempo e determinar como o petróleo flui sob a terra; # Percy L. Julian, o desenvolvimento do tratamento do mal de Alzheimer e do glaucoma; # Philip Downing, caixa de correio; # Raphael E. Armattoe, encontrou a cura para a doença do verme da água da Guiné com sua droga Abochi; # Richard Spikes, inventou o Cambio automático (a mudança automática de marchas); # Roberto E. Shurney, pneumáticos de malha de arame para o robô da Apolo XV; # Thomas W. Stewart; esfregão para limpar o chão; # W. A. Lovette, prensa de impressão avançada; # John Burr, máquina de cortar grama; # William Berry, máquinas de carimbo e cancelamento postal; # William Hinton, primeiro manual médico sobre a sífilis.
  • 26.
    Conclusão Mesmo existindo variasteorias (falsas) sobre a genética dos seres humanos, a própria ciência desmente isso. Não existe raças humanas e sim uma única raça humana no mundo. Somos semelhantes, contudo cada ser é um exemplar único, que não pode ser considerado superior ou inferior porque todos possuem a mesma capacidade física e intelectual, mesmo sendo negro, amarelo ou branco. O que difere será as escolhas que nos compete e as oportunidades em cada sociedade que para os negros são poucas. O que compete à ciência/cientista não é julgar a superioridade ou inferioridade do individuo e sim a busca da compreensão de todo conhecimento e o crescimento da coletividade da própria humanidade. Mesmo hoje a ciência ser branca (pelo preconceitos que os cientistas, em sua maioria, possuem ) a luta do negro, do amarelo e do próprio branco é que a ciência seja universal para todos no planeta, sem distinção alguma somente a coletividade.
  • 27.
    Referencias Bibliográficas [1] http://amaivos.uol.com.br/amaivos2015/?pg=noticias&cod_canal=44&cod_noticia=151 97 [2]http://blogueirasnegras.org/2014/03/06/racismo-disfarcado-de-ciencia/ [3] http://luisrodrigues4.blogspot.com.br/2015/04/a-ciencia-e-o-problema-do- racismo.html [4] http://seguindopassoshistoria.blogspot.com.br/2015/07/o-racismo-cientifico-da- teoria-pratica.html [5] http://www.almapreta.com/o-quilombo/racismo-e-ciencia [6] http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php? n_link=artigos_leitura_pdf&artigo_id=1134 [7] http://www.brasilpost.com.br/2015/07/23/ciencia-racismo_n_7853830.html [8] http://www.ceert.org.br/noticias/participacao-popular/9608/racismo-e-ciencia [9] http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/o-lado-sujo-da- ciencia-e-a-consolidacao-do-racismo-cientifico/ [10] http://www.ibamendes.com/2009/12/ciencia-racismo-e-reconceito.html [11] http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/53/a-cor-da-ciencia [12] http://www.vvale.com.br/artigo/artigo-racismo-ciencia/ [13] https://glaucocortez.wordpress.com/2010/11/18/ciencia-e-tecnologia-no-brasil- tem-cor/?iframe=true&preview=true [14] https://pt.wikipedia.org/wiki/Racialismo
  • 28.