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Ética e Cidadania
O mundo dos valores
O “jeitinho” brasileiro: Transgressões graves
 “Se ele pode, eu também posso”
É válido matar, mentir, roubar, explorar o trabalho
alheio?
Valoração: Ações podem ser justas ou injustas,
boas ou más, certas ou erradas
Mas, o que é valor?
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Juízo de fato (ou de realidade):
 Esta caneta é azul
 Maria saiu por aquela porta
Juízo de valor:
 Esta caneta é melhor que aquela
 Maria não deveria sair antes do final da aula
O que é valor?
Não existe valor em si, enquanto coisa, o valor é
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Sujeito que
valora
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Valor
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relativos?
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Necessidade
Formal
X
As regras morais
visam o bem da
comunidade como
um todo?
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elas são válidas ou
não?
Ideologia x Senso
comum
Quando as regras
ficam sem
sentido, como
alterá-las?
Status quo
Intolerância e
negação do
pensamento
diferente
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Moral Constituída Moral Constituinte
Valores
Herdados
Crítica aos
valores
O sujeito moral
Além de relativos ao
lugar e ao tempo,
são também
subjetivos?
Se cada indivíduo
pudesse definir sua
própria moral, como
seria o mundo?
O sujeito moral
O sujeito moral tem a intuição dos valores como
resultado da intersubjetividade
Não há moral individual, ela se funda na
solidariedade
Intuir o valor é descobrir aquele que convém à
sobrevivência e felicidade do sujeito enquanto
pertencente a um grupo
O sujeito moral
Como devo viver?
“Age de tal maneira que o
motivo que te levou a agir
possa ser convertido em lei
universal” (Kant)
Não se nasce moral, torna-
se moral
O homem virtuoso
Amável, dócil, servil?
Nietzsche diz que é
uma representação
inadequada: “moral
de escravos” – falsas
virtudes se fundam na
fraqueza, no
servilismo, na renúncia
do amor de si e,
portanto, negação dos
valores humanos vitais.
Virtude: do latim vir – o
homem, o varão (viril)
Virtus é poder, força,
capacidade
Areté do grego – excelência
Virtude não é
fragilidade,ao contrário, é
potência, capacidade de
ação. E só se consegue
pelo hábito.
Obrigação e Liberdade
Ato moral
Obrigação Liberdade
Progresso Moral
Mudança moral não é necessariamente progresso
moral
Para haver progresso:
 Ampliação da esfera moral - Ações não pela força legal,
constrangimento social ou imposição religiosa
 Caráter consciente e livre da ação – Compromisso
livremente assumido
 Grau de articulação entre interesses coletivos e
pessoais – O desenvolvimento de cada um não pode ocorrer à
revelia dos outros
A liberdade
A liberdade
O homem é um ser livre?
Determinismo biológico, cultural, psicológico – Tudo
tem uma causa, o homem conhecendo-a ou não
Consciência dos determinismos Ação
transformadora Projeto de ação – Deixa de ser
passivo e passa a ser atuante
O homem é capaz de reconhecer as forças que agem
sobre ele, o que torna possível o exercício da vontade,
presente em sua ação transformadora sobre a natureza
A liberdade
Heteronomia – Hetero – outro. Nomia - normas
Autonomia – Auto – Eu. Nomia – normas
Liberdade ética – Sujeito moral capaz de decidir com
autonomia a respeito de como deve conduzir sua vida
Kant – Liberdade consiste na obediência às leis que o
próprio sujeito moral se impõe.
Sartre – O homem está condenado a ser livre.
A liberdade
A liberdade não é dada, mas resulta de um projeto
de ação
Os descaminhos da liberdade ocorrem quando ela é
sufocada à revelia do sujeito (escravidão, prisão
injusta, exploração do trabalho) ou quando o homem
abdica dela por comodismo, medo ou insegurança
Cabe à reflexão filosófica o olhar atento para
denunciar os atos de prepotência bem como a ação
silenciosa da alienação e da ideologia
Concepções Éticas
Como vimos, agir moralmente é agir de acordo com
o bem.
O sujeito moral, portanto, para agir bem, precisa se
fazer questões mais teóricas e abstratas:
 Em que consiste o bem?
 Qual é o fundamento da ação moral?
 Qual é a natureza do dever?
Ética
Teoria que realiza a reflexão
crítica sobre a experiência moral
e que tem por fim discutir as
noções e princípios que
fundamentam a conduta moral
Ética
Surge na Grécia antiga
Os sofistas rejeitaram os fundamentos religiosos da moral
em favor das convenções sociais
Sócrates buscava fundamentar a moral na natureza humana
Platão reforçava o paradigma do Bem para nortear as ações
morais
Para Aristóteles todas as atividades humanas aspiram a
algum bem, e o maior é a felicidade (alcançada pela razão)
Para os hedonistas (hedoné – prazer) o bem é o prazer
Ética
Epicuro dizia que os prazeres do corpo são causa de
ansiedade e sofrimento
O estoicismo defendia que o homem feliz é aquele que
elimina as paixões e aceita o seu destino
Para os filósofos medievais a felicidade se encontra na
vida dedicada a Deus. O homem moral é o homem
temente a Deus
Na era moderna a moral pode se desvincular do
religioso, é possível um ateu ser moral, já que os valores
se encontram no próprio homem
Ética
 Iluminismo - Para Kant, a ação moral é autônoma, pois o homem
é o único ser capaz de se determinar segundo leis que a própria
razão estabelece.
 A moral iluminista é racional laica (não-religiosa), acentua o caráter
pessoal da liberdade do individuo e o seu direito de contestação. É
uma moral universalista .
 O pensamento de Nietzsche se orienta no sentido de recuperar as
forças inconscientes, vitais e instintivas subjugadas pela razão
durante séculos.
 A moral cristã é a moral do rebanho, geradora de sentimento de
culpa e ressentimentos, e fundada na aceitação do sofrimento, da
renuncia, do altruísmo, da piedade, típicos da moral dos fracos. Por
isso Nietzsche defende a transmutação de todos os valores
A questão moral hoje
 Muitos são os problemas a
serem enfrentados pelo
homem contemporâneo:
 O espontaneísmo
 O individualismo
 O relativismo moral
 O narcisismo hedonista
 A recusa da razão
dominadora.
 A questão que se coloca hoje é
a da superação dos empecilhos
que dificultam a existência de
uma vida moral autentica
 Para recuperar a ética é preciso
não se esquecer da dimensão
planetária da sociedade
contemporânea quando todos
os pontos da terra, essa “aldeia
global” se acham ligados
 A generosidade da moral
planetária supõe a garantia de
pluralidade dos estilos de
vida a aceitação das
diferenças sem que se sucumba
a tentação de dominar o outro por
considerar a diferença um sinal de
inferioridade.
A afetividade
Homem: ser de desejo
Quando perguntamos “o que e o homem?”, a resposta mais
comum e “o homem e um animal racional”. Isso e bem
verdadeiro, mas incompleto. O homem é também um ser de
desejo.
E como surge o desejo? Surge à medida que o homem
estabelece relações com a natureza e com os outros homens.

A razão é importante por fornecer ao homem os meios para
compreender a realidade, solucionar problemas, projetar a
ação e reavaliar o que foi feito. Mas o impulso, a energia, a
vibração vêm do desejo. E este que põe o homem em
movimento
Paixão de vida e paixão de morte
Não convém concluir apressadamente que o homem
pode viver todas as paixões tal como elas se impõem.
Se isto ocorresse a vida em comum se tornaria
impossível.
Se “nada se faz sem paixão”
também e verdade que
razão e paixão são
inseparáveis.
Democracia
 O ideal de uma sociedade verdadeiramente democrática e que ela
seja uma democracia formal e substancial

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instituições características deste regime:
 o voto secreto e universal
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 Pluripartidarismo
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 Ordem jurídica constituída
 Liberdade de pensamento e expressão
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 A democracia substancial diz respeito não aos meios, mas aos fins
que são alcançados, aos resultados do processo. Dentre estes
valores se destaca a efetiva – e não apenas ideal - igualdade jurídica,
social e econômica
 a) Democracia econômica:
justa distribuição de renda,
iguais oportunidades de
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 b) Democracia social:
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discriminado e todos devem
ter possibilidade de acesso aos
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 c) Democracia jurídica: supõe o
estado de direito, o respeito à
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judiciário
 d) Democracia política: o coração da
democracia está no reconhecimento do
valor da coisa publica, separada dos
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  • 2.
  • 3. O mundo dos valores O “jeitinho” brasileiro: Transgressões graves  “Se ele pode, eu também posso” É válido matar, mentir, roubar, explorar o trabalho alheio? Valoração: Ações podem ser justas ou injustas, boas ou más, certas ou erradas Mas, o que é valor?
  • 4. Mas, o que é Valor? Juízo de fato (ou de realidade):  Esta caneta é azul  Maria saiu por aquela porta Juízo de valor:  Esta caneta é melhor que aquela  Maria não deveria sair antes do final da aula
  • 5. O que é valor? Não existe valor em si, enquanto coisa, o valor é sempre uma relação Sujeito que valora Objeto valorado Valor Afetividade
  • 7. Valores Morais Derivam da Cultura ou a Cultura deriva deles? Qual a melhor forma de viver? Variam conforme a época e o lugar. São portanto relativos? Diferentes Conteúdos Necessidade Formal X
  • 8. As regras morais visam o bem da comunidade como um todo? Mas quem define se elas são válidas ou não? Ideologia x Senso comum Quando as regras ficam sem sentido, como alterá-las? Status quo Intolerância e negação do pensamento diferente
  • 9. Práxis Moral Constituída Moral Constituinte Valores Herdados Crítica aos valores
  • 10. O sujeito moral Além de relativos ao lugar e ao tempo, são também subjetivos? Se cada indivíduo pudesse definir sua própria moral, como seria o mundo?
  • 11. O sujeito moral O sujeito moral tem a intuição dos valores como resultado da intersubjetividade Não há moral individual, ela se funda na solidariedade Intuir o valor é descobrir aquele que convém à sobrevivência e felicidade do sujeito enquanto pertencente a um grupo
  • 12. O sujeito moral Como devo viver? “Age de tal maneira que o motivo que te levou a agir possa ser convertido em lei universal” (Kant) Não se nasce moral, torna- se moral
  • 13. O homem virtuoso Amável, dócil, servil? Nietzsche diz que é uma representação inadequada: “moral de escravos” – falsas virtudes se fundam na fraqueza, no servilismo, na renúncia do amor de si e, portanto, negação dos valores humanos vitais. Virtude: do latim vir – o homem, o varão (viril) Virtus é poder, força, capacidade Areté do grego – excelência Virtude não é fragilidade,ao contrário, é potência, capacidade de ação. E só se consegue pelo hábito.
  • 14. Obrigação e Liberdade Ato moral Obrigação Liberdade
  • 15. Progresso Moral Mudança moral não é necessariamente progresso moral Para haver progresso:  Ampliação da esfera moral - Ações não pela força legal, constrangimento social ou imposição religiosa  Caráter consciente e livre da ação – Compromisso livremente assumido  Grau de articulação entre interesses coletivos e pessoais – O desenvolvimento de cada um não pode ocorrer à revelia dos outros
  • 17. A liberdade O homem é um ser livre? Determinismo biológico, cultural, psicológico – Tudo tem uma causa, o homem conhecendo-a ou não Consciência dos determinismos Ação transformadora Projeto de ação – Deixa de ser passivo e passa a ser atuante O homem é capaz de reconhecer as forças que agem sobre ele, o que torna possível o exercício da vontade, presente em sua ação transformadora sobre a natureza
  • 18. A liberdade Heteronomia – Hetero – outro. Nomia - normas Autonomia – Auto – Eu. Nomia – normas Liberdade ética – Sujeito moral capaz de decidir com autonomia a respeito de como deve conduzir sua vida Kant – Liberdade consiste na obediência às leis que o próprio sujeito moral se impõe. Sartre – O homem está condenado a ser livre.
  • 19. A liberdade A liberdade não é dada, mas resulta de um projeto de ação Os descaminhos da liberdade ocorrem quando ela é sufocada à revelia do sujeito (escravidão, prisão injusta, exploração do trabalho) ou quando o homem abdica dela por comodismo, medo ou insegurança Cabe à reflexão filosófica o olhar atento para denunciar os atos de prepotência bem como a ação silenciosa da alienação e da ideologia
  • 20. Concepções Éticas Como vimos, agir moralmente é agir de acordo com o bem. O sujeito moral, portanto, para agir bem, precisa se fazer questões mais teóricas e abstratas:  Em que consiste o bem?  Qual é o fundamento da ação moral?  Qual é a natureza do dever?
  • 21.
  • 22. Ética Teoria que realiza a reflexão crítica sobre a experiência moral e que tem por fim discutir as noções e princípios que fundamentam a conduta moral
  • 23. Ética Surge na Grécia antiga Os sofistas rejeitaram os fundamentos religiosos da moral em favor das convenções sociais Sócrates buscava fundamentar a moral na natureza humana Platão reforçava o paradigma do Bem para nortear as ações morais Para Aristóteles todas as atividades humanas aspiram a algum bem, e o maior é a felicidade (alcançada pela razão) Para os hedonistas (hedoné – prazer) o bem é o prazer
  • 24. Ética Epicuro dizia que os prazeres do corpo são causa de ansiedade e sofrimento O estoicismo defendia que o homem feliz é aquele que elimina as paixões e aceita o seu destino Para os filósofos medievais a felicidade se encontra na vida dedicada a Deus. O homem moral é o homem temente a Deus Na era moderna a moral pode se desvincular do religioso, é possível um ateu ser moral, já que os valores se encontram no próprio homem
  • 25. Ética  Iluminismo - Para Kant, a ação moral é autônoma, pois o homem é o único ser capaz de se determinar segundo leis que a própria razão estabelece.  A moral iluminista é racional laica (não-religiosa), acentua o caráter pessoal da liberdade do individuo e o seu direito de contestação. É uma moral universalista .  O pensamento de Nietzsche se orienta no sentido de recuperar as forças inconscientes, vitais e instintivas subjugadas pela razão durante séculos.  A moral cristã é a moral do rebanho, geradora de sentimento de culpa e ressentimentos, e fundada na aceitação do sofrimento, da renuncia, do altruísmo, da piedade, típicos da moral dos fracos. Por isso Nietzsche defende a transmutação de todos os valores
  • 26. A questão moral hoje  Muitos são os problemas a serem enfrentados pelo homem contemporâneo:  O espontaneísmo  O individualismo  O relativismo moral  O narcisismo hedonista  A recusa da razão dominadora.  A questão que se coloca hoje é a da superação dos empecilhos que dificultam a existência de uma vida moral autentica  Para recuperar a ética é preciso não se esquecer da dimensão planetária da sociedade contemporânea quando todos os pontos da terra, essa “aldeia global” se acham ligados  A generosidade da moral planetária supõe a garantia de pluralidade dos estilos de vida a aceitação das diferenças sem que se sucumba a tentação de dominar o outro por considerar a diferença um sinal de inferioridade.
  • 27. A afetividade Homem: ser de desejo Quando perguntamos “o que e o homem?”, a resposta mais comum e “o homem e um animal racional”. Isso e bem verdadeiro, mas incompleto. O homem é também um ser de desejo. E como surge o desejo? Surge à medida que o homem estabelece relações com a natureza e com os outros homens.  A razão é importante por fornecer ao homem os meios para compreender a realidade, solucionar problemas, projetar a ação e reavaliar o que foi feito. Mas o impulso, a energia, a vibração vêm do desejo. E este que põe o homem em movimento
  • 28. Paixão de vida e paixão de morte Não convém concluir apressadamente que o homem pode viver todas as paixões tal como elas se impõem. Se isto ocorresse a vida em comum se tornaria impossível. Se “nada se faz sem paixão” também e verdade que razão e paixão são inseparáveis.
  • 30.  O ideal de uma sociedade verdadeiramente democrática e que ela seja uma democracia formal e substancial   O aspecto formal da democracia consiste no conjunto das instituições características deste regime:  o voto secreto e universal  a autonomia dos poderes  Pluripartidarismo  Representatividade  Ordem jurídica constituída  Liberdade de pensamento e expressão   A democracia substancial diz respeito não aos meios, mas aos fins que são alcançados, aos resultados do processo. Dentre estes valores se destaca a efetiva – e não apenas ideal - igualdade jurídica, social e econômica
  • 31.  a) Democracia econômica: justa distribuição de renda, iguais oportunidades de trabalho, contratos livres, sindicatos fortes  b) Democracia social: ninguem pode ser discriminado e todos devem ter possibilidade de acesso aos bens materiais como moradia, alimentação e saúde e aos bens de culturais em todos os níveis: educação, profissionalização, lazer, arte  c) Democracia jurídica: supõe o estado de direito, o respeito à constituição, a autonomia do poder judiciário  d) Democracia política: o coração da democracia está no reconhecimento do valor da coisa publica, separada dos interesses particulares.  Neste sentido, há a exigência da institucionalização do poder, quem ocupa o poder o faz enquanto representante do povo, e, como tal, não é proprietário do poder mas ocupa um “lugar vazio” um espaço que será assumido também por outras pessoas garantindo a rotatividade do poder

Notas do Editor

  1. Coragem e Amizade são valores universais. o caipira com medo de atravessar a avenida e o citadino com medo de sapo. A mulher moderna tem amigos homens, mas em sociedades patriarcais isso não e possivel
  2. Situação vigente