A Revolução Portuguesa de 25 de Abril   Em vésperas do 25 de Abril, Portugal era um país anacrónico. Último império colonial do mundo ocidental, travava uma guerra em três frentes africanas solidamente apoiadas pelo Terceiro Mundo e fazia face a sucessivas condenações nas Nações Unidas e à incomodidade dos seus tradicionais aliados.  Para os jovens de hoje será talvez difícil imaginar o que era viver neste Portugal, onde era rara a família que não tinha alguém a combater em África, o serviço militar durava quatro anos, a expressão pública de opiniões contra o regime e contra a guerra era severamente reprimida pelos aparelhos censório e policial, os partidos e movimentos políticos se encontravam proibidos, as prisões políticas cheias, os líderes oposicionistas exilados, os sindicatos fortemente controlados, a greve interdita, o despedimento facilitado, a vida cultural apertadamente vigiada.  A anestesia a que o povo português esteve sujeito décadas a fio, mau grado os esforços denodados das elites oposicionistas, a par das injustiças sociais agravadas e do persistente atraso económico e cultural, num contexto que contribuía para a identificação entre o regime ditatorial e o próprio modelo de desenvolvimento capitalista, são em grande parte responsáveis pela euforia revolucionária que se viveu a seguir ao 25 de Abril, durante a qual Portugal tentou viver as décadas da história europeia de que se vira privado pelo regime ditatorial.  António Reis,  Portugal 20 Anos de Democracia
No tempo da ditadura…
Barreiro, Julho 1942: A polícia carrega sobre as mulheres dos operários em greve.
1973: A «polícia de choque» invade as instalações da TAP para reprimir uma greve dos trabalhadores.
Desfile militar em Coimbra já próximo da queda do fascismo:   Nos passeios uma grande manifestação estudantil proclama perante os militares algumas das suas reivindicações.
Exemplo da censura na Imprensa.
Alguns métodos de tortura utilizados pela PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado).
Prisões de Caxias e de Peniche, onde estiveram presos muitos opositores ao regime.
Campo de concentração do Tarrafal (Cabo Verde), para onde foram enviados muitos dos que lutavam pela liberdade.
A guerra colonial.
13 anos de guerra colonial: - mais de 10 000 mortos e cerca de 30 000 feridos e mutilados entre a juventude portuguesa; - crimes e massacres contra os povos das colónias.
O dia 25 de Abril de 1974
O dispositivo militar ocupa o Terreiro do Paço no final da madrugada do dia 25 de Abril de 1974.
A população não segue os conselhos dos militares e vem para a zona da Baixa, curiosa e fascinada.
Largo do Carmo – Lisboa :  rendição de Marcelo Caetano.
Largo do Carmo – Lisboa.
Largo do Carmo – Lisboa.
Agente da polícia política (PIDE/DGS) preso pelos militares de Abril.
Na sede da polícia política é retirada a foto de Salazar.
A vitória da Democracia.
A Revolução dos Cravos.
Apoio imediato do povo aos militares de Abril (MFA – Movimento das Forças Armadas).
Foi em todas as ruas o apoio do povo.
Povo e militares celebram o fim da ditadura.
Libertação dos presos políticos do Forte de Peniche.
O 25 de Abril na Imprensa
Capa do jornal  A Capital  do dia 25 de Abril de 1974.
Capa do jornal  Diário de Lisboa  do dia 25 de Abril de 1974.
Capa do  Diário de Notícias  do dia 25 de Abril de 1974.
Capa do jornal  Diário Popular  do dia 25 de Abril de 1974.
Capa do jornal  República  do dia 25 de Abril de 1974.
A Revolução de Abril em  Cartoons
Cartoon  de C. Brito, no jornal  República  do dia 10 de Maio de 1974.
Cartoon  de Fred, no jornal  República  do dia 30 de Abril de 1974.
Cartoon  de Frei Sousa, no jornal  República  do dia 2 de Maio de 1974.
Cartoon  de João Abel Manta, no jornal  Diário de Lisboa  do dia 3 de Maio de 1974.
Cartoon  de Manuel Vieira, no  Sempre Fixe  do dia 25 de Maio de 1974.
Uma palavra final…
Vieira da Silva

25 de Abril de 1974

  • 1.
    A Revolução Portuguesade 25 de Abril Em vésperas do 25 de Abril, Portugal era um país anacrónico. Último império colonial do mundo ocidental, travava uma guerra em três frentes africanas solidamente apoiadas pelo Terceiro Mundo e fazia face a sucessivas condenações nas Nações Unidas e à incomodidade dos seus tradicionais aliados. Para os jovens de hoje será talvez difícil imaginar o que era viver neste Portugal, onde era rara a família que não tinha alguém a combater em África, o serviço militar durava quatro anos, a expressão pública de opiniões contra o regime e contra a guerra era severamente reprimida pelos aparelhos censório e policial, os partidos e movimentos políticos se encontravam proibidos, as prisões políticas cheias, os líderes oposicionistas exilados, os sindicatos fortemente controlados, a greve interdita, o despedimento facilitado, a vida cultural apertadamente vigiada. A anestesia a que o povo português esteve sujeito décadas a fio, mau grado os esforços denodados das elites oposicionistas, a par das injustiças sociais agravadas e do persistente atraso económico e cultural, num contexto que contribuía para a identificação entre o regime ditatorial e o próprio modelo de desenvolvimento capitalista, são em grande parte responsáveis pela euforia revolucionária que se viveu a seguir ao 25 de Abril, durante a qual Portugal tentou viver as décadas da história europeia de que se vira privado pelo regime ditatorial. António Reis, Portugal 20 Anos de Democracia
  • 2.
    No tempo daditadura…
  • 3.
    Barreiro, Julho 1942:A polícia carrega sobre as mulheres dos operários em greve.
  • 4.
    1973: A «políciade choque» invade as instalações da TAP para reprimir uma greve dos trabalhadores.
  • 5.
    Desfile militar emCoimbra já próximo da queda do fascismo: Nos passeios uma grande manifestação estudantil proclama perante os militares algumas das suas reivindicações.
  • 6.
    Exemplo da censurana Imprensa.
  • 7.
    Alguns métodos detortura utilizados pela PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado).
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    Prisões de Caxiase de Peniche, onde estiveram presos muitos opositores ao regime.
  • 9.
    Campo de concentraçãodo Tarrafal (Cabo Verde), para onde foram enviados muitos dos que lutavam pela liberdade.
  • 10.
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    13 anos deguerra colonial: - mais de 10 000 mortos e cerca de 30 000 feridos e mutilados entre a juventude portuguesa; - crimes e massacres contra os povos das colónias.
  • 12.
    O dia 25de Abril de 1974
  • 13.
    O dispositivo militarocupa o Terreiro do Paço no final da madrugada do dia 25 de Abril de 1974.
  • 14.
    A população nãosegue os conselhos dos militares e vem para a zona da Baixa, curiosa e fascinada.
  • 15.
    Largo do Carmo– Lisboa : rendição de Marcelo Caetano.
  • 16.
    Largo do Carmo– Lisboa.
  • 17.
    Largo do Carmo– Lisboa.
  • 18.
    Agente da políciapolítica (PIDE/DGS) preso pelos militares de Abril.
  • 19.
    Na sede dapolícia política é retirada a foto de Salazar.
  • 20.
    A vitória daDemocracia.
  • 21.
  • 22.
    Apoio imediato dopovo aos militares de Abril (MFA – Movimento das Forças Armadas).
  • 23.
    Foi em todasas ruas o apoio do povo.
  • 24.
    Povo e militarescelebram o fim da ditadura.
  • 25.
    Libertação dos presospolíticos do Forte de Peniche.
  • 26.
    O 25 deAbril na Imprensa
  • 27.
    Capa do jornal A Capital do dia 25 de Abril de 1974.
  • 28.
    Capa do jornal Diário de Lisboa do dia 25 de Abril de 1974.
  • 29.
    Capa do Diário de Notícias do dia 25 de Abril de 1974.
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    Capa do jornal Diário Popular do dia 25 de Abril de 1974.
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    Capa do jornal República do dia 25 de Abril de 1974.
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    A Revolução deAbril em Cartoons
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    Cartoon deC. Brito, no jornal República do dia 10 de Maio de 1974.
  • 34.
    Cartoon deFred, no jornal República do dia 30 de Abril de 1974.
  • 35.
    Cartoon deFrei Sousa, no jornal República do dia 2 de Maio de 1974.
  • 36.
    Cartoon deJoão Abel Manta, no jornal Diário de Lisboa do dia 3 de Maio de 1974.
  • 37.
    Cartoon deManuel Vieira, no Sempre Fixe do dia 25 de Maio de 1974.
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