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TAXONOMIA ZOOTÉCNICA
Universidade de Guarulhos
Campus Centro
Guarulhos – SP
Fevereiro/2019
Profa. Erikelly Santana Desiderio
Curso: Medicina Veterinária
Disciplina: Zootecnia Especial Básica
1
Objetivo e Roteiro
2
• Objetivo: compreender a importância da
classificação dos animais de interesse zootécnico;
• Classificação dos animais;
• Regras de nomenclatura;
• Taxonomia Zootécnica;
• Considerações finais
Origem da classificação
3
https://www.youtube.com/watch?v=16tPEguFLBM&t=16s
Classificação dos animais - Reinos
• Antes...
• Atualmente:
Animal Vegetal
Monera
• Bactérias
• Cianobactérias
• Arqueas
Protista
• Algas
• Protozoários
Fungi
• Fungos
Plantae
• Vegetais
Animalia
• Animais 4
Reino Animalia
Específico
Número de espécies
Genérico
Número de espécies
N5
Terminações
• ini
• Hominini
Tribo
• inae
• Caprinae
Subfamília
• idae
• Camelidae
Família
• oidea
• Bovoidea
Superfamília
6
7
f
Categorias
Taxonômicas
Obrigatórias
Reino
Phylum
Classe
Ordem
Família
Gênero
Espécie
Facultativas
Subphylum
Superclasse
Subclasse
Infraclasse
Coorte
Superordem
Subordem
Infraordem
Superfamíla
Tribo
Subtribo
Subgênero
Subespécie 8
Regras Internacionais de Nomenclatura
• Todo nome científico deve ser latino ou
latinizado.
– Exemplos:
• Equus caballus (cavalo);
• Sus scrofa domesticus (porco);
• Bos taurus (boi);
• Bubalus bubalis (búfalo);
• Gallus gallus domesticus (galinha);
9
Regras Internacionais de Nomenclatura
2) Todo indivíduo deve possuir no mínimo 2 nomes
– Canis familiaris Canis familiaris (cão doméstico)
– Canis lupus Canis lupus (lobo)
– Canis latrans Canis latrans (coiote)
– Canis familiaris
• Canis spp.
– (várias espécies)
• Bothrops alternatus Bothrops alternatus
(jararaca)
• Grafia itálica ou grifados;
10
Ordem dos nomes
• Primeiro: nome do gênero;
• Segundo: nome da espécie;
• Ovis aries (ovelha)
Gênero espécie
• Urochloa brizantha (capim-marandu)
Gênero espécie
11
Regras Internacionais de Nomenclatura
3) Entre o gênero e a espécie, o animal pode ter
um terceiro nome, que é o subgênero, escrito
com inicial maiúscula e entre parênteses.
• Exemplos:
– Anopheles (Nyssorhynchus) darlingi
gênero subgênero espécie
– Aedes (Stegomya) aegypti
– Anopheles (Kertesia) bellator
12
Regras Internacionais de Nomenclatura
• Depois da espécie, o animal pode ter um terceiro
nome (nomenclatura trinominal), é a subespécie.
Este nome deve ser escrito com inicial minúscula e
sem pontuação intermediária.
• Exemplos:
– Homo sapiens sapiens
gênero sp subespécie
– Rhea americana alba (ema branca);
– Rhea americana grisea (ema cinza);
13
Regras Internacionais de Nomenclatura
5) Regra para família
• Espécies muito parecidas podem ser reunidas no
grupo de gênero;
• Gêneros afins formam famílias e estas compõem
ordens, que se reúnem em classes.
• Os filos são compostos por classes semelhantes.
• Os diversos filos são reunidos em Reinos.
• Apis IDAE Família
Gênero + sufixo apidae 14
Taxonomia zootécnica
• Classificação ou agrupamento dos animais
domésticos:
– Espécie;
– Raça;
– Variedade;
– Linhagem;
15
Espécie
• Grupo de indivíduos suficientemente diferentes de
outros para merecer um nome comum,
entendendo-se que terão os seus filhos semelhantes
entre si;
• Grupo natural de populações ativa ou
potencialmente entrecruzantes e reprodutivamente
de demais os demais grupos similares (Mayr, 1963);
• Forma semelhante e fecundos entre si;
• Em alguns casos é possível o cruzamento entre
espécies diferentes e obter uma geração
subsequente  Produto gerado, geralmente, não é
fértil; 16
Espécie
17
Híbridos
• Geralmente são mais fortes e resistentes do
que as espécies que lhes originaram, devido
ao chamado Vigor Híbrido ou Heterose.
• Jumento (Equus asinus) X égua (Equus
caballus) = mula ou o burro;
• Cavalo X jumenta = bardoto (apresenta mais
semelhança com a jumenta do que com o
cavalo );
18
Híbridos
• O burro não consegue produzir espermatozoides
por isso é estéril;
• A mula também é estéril porque não pode produzir
óvulos.
• Tanto o macho quanto
a fêmea não têm os
órgãos genitais bem
desenvolvidos, o que
dificulta o
acasalamento.
19
* Equideocultura
• Criação de asininos (asnos, jumentos e jegues);
• Criação de muares (burros e bardotos): são
originados do cruzamento entre equinos e
asininos  (híbridos).
• Criação de equinos (cavalos);
• O cavalo (macho) e a égua (fêmea) pertencem à
espécie Equus caballus, e os asininos, à Equus
asininus. As duas espécies podem ser incluídas
no mesmo gênero: o grupo dos equídeos.
20
Muares
• Mula: indivíduo fêmea resultante do
cruzamento de um jumento com uma égua,
sendo obrigatoriamente estéril;
• Burro: indivíduo macho desse cruzamento,
também estéril;
• Bardoto: resultante do cruzamento da
jumenta (Equus asininus) com o cavalo (Equus
caballus). Esse animal também é estéril.
21
22
Jumento
Égua
Mula ou Burro
Jumenta
Cavalo
Bardoto ou bardota
X
X
Raça
• Conjunto de indivíduos da mesma
espécie, com origem comum,
finalidades econômicas definidas,
gerando descendências com a mesma
característica de produtividade e
distintivos particulares;
• Variedade da espécie com
particularidades próprias (“caracteres
étnicos”).
• Alguns são constantes, exemplo:
– Cor da pelagem;
– Presença ou ausência de chifres;
Large White
Landrace
Pietrain
Duroc
23
Raças
• Critérios para o estabelecimento de raças
1. Semelhança dos indivíduos que a constituem,
pelos caracteres raciais, entre os quais os
econômicos ou zootécnicos;
2. Hereditariedade dos caracteres raciais e das
qualidades econômicas;
3. Meio ambiente, considerado o mesmo ou
semelhante para a boa expressão dos caracteres
raciais e qualidades;
4. Origem comum;
5. Algo de convencional (padrão racial para registro
genealógico). 24
Raças
• Natureza das raças
1. Quanto ao grau de pureza;
2. Quanto à origem;
3. Quanto à aptidão econômica;
25
Variedade
• Variedade – Variação da raça original em que são
mantidas todas as características gerais e comuns,
diferindo apenas por um ponto particular;
• Tem todas as características da raça, mas distinguem-
se dela por um ou poucos atributos particulares.
26
Linhagem
• Toda descendência de um determinado reprodutor
que imprime nestes descendentes certas
particularidades e com grande regularidade;
• Exemplo
– Bovinos linhagem LENGRUBER  touro de corte
que transmite docilidade;
– Bovinos de Corte KAWARD  touro Nelore que
melhora a garupa;
– Cavalo Mangalarga marchador cavalo que
transmite rusticidade;
27
Rebanho
• Grupo de indivíduos aparenta dos, vivendo nas
mesmas condições de ambiente (clima,
alimentação etc.) e mostrando uniformidade e
particularidades próprias;
28
Indivíduo
• Todo ser que tem vida própria e independente de
outros;
• Mesmo pertencendo a mesma espécie, raça,
linhagem e rebanho, cada indivíduo possui
características que o individualiza perante os outros;
• Base de todo o progresso da criação, pois dá margem
a seleção, aproveitando a variabilidade existente;
29
GENÓTIPO = FENÓTIPO + AMBIENTE
• Genótipo – é a composição de genes de um
indivíduo. Resulta de sua posição genética e
das suas potencialidades em termos
hereditários.
• Fenótipo – É a aparência física e externa de
um indivíduo; tudo o que pode ser visto ou
sentido, representado. É o resultado da
interação entre genótipo e do meio ambiente
(clima, alimentação) em que vive o indivíduo.
30
Caracteres raciais
a) Morfológica: são características visíveis e
palpáveis nos animais, como cor de pelagem,
posição de orelhas, presença/ausência de
chifres, perfil craniano etc.
b) Fisiológico: Relacionado à fisiologia ou
funcionamento orgânico exigindo observação
mais detalhada para serem analisadas, como a
capacidade de adaptação a determinado
ambiente, prolificidade, precocidade etc.
31
Caracteres raciais
c) Etológicas: são aquelas ligadas ao
comportamento do animal, como,
temperamento, sociabilidade, instinto etc.
d) Econômicas: Consequência da atividade
fisiológica e seu aproveitamento, motivo da
própria exploração zootécnica, como aptidão
leiteira, aptidão manteigueira, aptidão para
carne, aptidão para monta etc.
32
Padrão racial
• É o que se deseja de perfeição dentro de uma
raça, ou seja, um animal considerado ideal
dentro das características raciais;
• Alcançado por meio da interferência do
homem no acasalamento dos animais
pertencentes a cada raça;
• Comandado por características morfológicas
exteriores, as quais podem não ter associação
com a produtividade econômica do indivíduo;
33
Tipo étnico
• Refere-se ao padrão racial ou tipo racial;
• São características hereditárias que permitem a
distinção fisionômica do animal como pertencente a
uma determinada raça comparativamente a outras,
independente da existência de um registro
genealógico;
Boer Savana
34
Tipo zootécnico
• Refere-se ao exterior do animal, mostrando
uma conformação que corresponde a uma
certa utilização;
35
Registro genealógico
• Árvore Genealógica ou Pedigree;
• Documento que atesta e garante que um certo
animal seja de determinada raça, pois nele
está a árvore genealógica do animal, ou seja,
os nome dos seus pais, avós e bisavós, além
dos títulos, caso algum deles tenha sido
campeão, a sua linha de sangue e o nome do
criador;
• Instrução Normativa MAPA 36/2006;
36
37
Registro Genealógico
• Livro Fechado (LF)
– Só admite o registro de animais nascidos filhos de pais
registrados;
– São animais Puros de Origem (PO), Puro de Origem
Importado (POI) e Puro por Cruza (PC);
• Livro Aberto (LA)
– Admite o registro de animais nascidos de pais
desconhecidos ou que pelo menos o pai seja registrado
e desde que se enquadre no padrão da raça;
– São os Puros por Avaliação (PA);
38
Regras de classificação
• Dependem das Associações
• Puros de Origem (PO) ou Puros por Pedigree (PP);
• Puros de Origem Importada (POI);
• Puros por Cruza (PPC) ou (PC) – cruzamento controlado
por 5 gerações;
• Puros por Avaliação (PA);
• Puros por Cruza de Origem Desconhecida (PCOD);
– PCOD é realizado só para fêmeas que estejam dentro do padrão
da raça e que tenham no mínimo o pai conhecido (PO ou PA);
• Puros por Cruza de Origem Conhecida (PCOC);
– No registro PCOC são registrados machos e fêmeas, com
ascendência conhecida, filhos de fêmeas PC e de touros PO ou
PA .
39
• Cada espécie possui diferentes raças que
apresentam características fisiológicas e
produtivas diferentes, sendo selecionadas
para diferentes tipos de produção, de acordo
com a sua aptidão
40
EQUINOS
1. SELA: são cavalos
leves, energéticos,
com ossatura fina,
corpo enxuto;
2. TRAÇÃO: cavalos com
aspecto largo e
profundo, ossatura
forte, musculatura
abundante, menos
ágil;
3. MISTO: cavalos com
características
intermediárias
Mangalarga
marchador
Bretão
Percheron
Andaluz
Árabe
41
SUÍNOS
1. BANHA: corpo largo,
profundo, simétrico,
baixo e compacto
2. CARNE MAGRA: corpo
longo, profundo, bem
equilibrado ou quartos
posteriores
equilibrados
3. CARNE E TOUCINHO:
intermediários entre
os dois tipos
Canastra Piau
Wessesx
Landrace
42
BOVINOS
1. LEITE: animal menos
musculoso, com ângulos
e costelas salientes.
Bom desenvolvimento
das glândulas mamárias
2. CORTE: tendência à
engorda, corpo em
forma de cilindro
compacto, maior
volume nos posteriores;
3. MISTO: atributos
intermediários;
Holandesa Jersey
Nelore Angus
Blanc belgian blue
Pardo suíço 43
CAPRINOS
1. LEITE: aspecto
descarnado, matrizes
femininas e úbere
bem desenvolvido;
2. CORTE: corpo
comprido e profundo
com massa muscular
bem desenvolvida;
3. PELO: pelo brilhoso,
fino, uniforme;
4. MISTO: leite e carne;
Pardo alpina Saanen
Boer
Angorá
Anglo nubiano 44
OVINOS
1. LÃ: pequeno porte,
corpo cilíndrico envolto
por densa cobertura de
lã;
2. CORTE E PELE:
deslanados e
substituição da lã por
pelos curtos;
3. MISTO: leite, carne e lã –
carcaças de boa
qualidade, lã de menor
qualidade e baixa
produção de leite;
Merino Corriedale
Santa ines Dorper
Bergamacia 45
BUBALINOS
1. LEITE
2. MISTO
3. CARNE E TRAÇÃO
Murrah Mediterrâneo
Jafarabadi
Carabao 46
AVES
1. POSTURA: boa poedeiras
e bom desenvolvimento
corporal;
1. CORTE: bom
desenvolvimento de
partes nobres – peito,
coxas;
LEGHORN DEKALB
GIGANTE
NEGRO
COBB
47
Considerações finais
48
• Identificar a aptidão das espécies;
• Explorar o potencial das raças;
Nomenclatura
Boi;
Cavalo;
Bode;
Carneiro;
Búfalo;
Abelha;
Galinha;
Porco;
Peru;
Bicho-da-seda;
Coelho;
Codorna;
Camarão;
Caranguejo;
Jacaré;
Avestruz;
Rã
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  • 1. TAXONOMIA ZOOTÉCNICA Universidade de Guarulhos Campus Centro Guarulhos – SP Fevereiro/2019 Profa. Erikelly Santana Desiderio Curso: Medicina Veterinária Disciplina: Zootecnia Especial Básica 1
  • 2. Objetivo e Roteiro 2 • Objetivo: compreender a importância da classificação dos animais de interesse zootécnico; • Classificação dos animais; • Regras de nomenclatura; • Taxonomia Zootécnica; • Considerações finais
  • 4. Classificação dos animais - Reinos • Antes... • Atualmente: Animal Vegetal Monera • Bactérias • Cianobactérias • Arqueas Protista • Algas • Protozoários Fungi • Fungos Plantae • Vegetais Animalia • Animais 4
  • 5. Reino Animalia Específico Número de espécies Genérico Número de espécies N5
  • 6. Terminações • ini • Hominini Tribo • inae • Caprinae Subfamília • idae • Camelidae Família • oidea • Bovoidea Superfamília 6
  • 7. 7 f
  • 9. Regras Internacionais de Nomenclatura • Todo nome científico deve ser latino ou latinizado. – Exemplos: • Equus caballus (cavalo); • Sus scrofa domesticus (porco); • Bos taurus (boi); • Bubalus bubalis (búfalo); • Gallus gallus domesticus (galinha); 9
  • 10. Regras Internacionais de Nomenclatura 2) Todo indivíduo deve possuir no mínimo 2 nomes – Canis familiaris Canis familiaris (cão doméstico) – Canis lupus Canis lupus (lobo) – Canis latrans Canis latrans (coiote) – Canis familiaris • Canis spp. – (várias espécies) • Bothrops alternatus Bothrops alternatus (jararaca) • Grafia itálica ou grifados; 10
  • 11. Ordem dos nomes • Primeiro: nome do gênero; • Segundo: nome da espécie; • Ovis aries (ovelha) Gênero espécie • Urochloa brizantha (capim-marandu) Gênero espécie 11
  • 12. Regras Internacionais de Nomenclatura 3) Entre o gênero e a espécie, o animal pode ter um terceiro nome, que é o subgênero, escrito com inicial maiúscula e entre parênteses. • Exemplos: – Anopheles (Nyssorhynchus) darlingi gênero subgênero espécie – Aedes (Stegomya) aegypti – Anopheles (Kertesia) bellator 12
  • 13. Regras Internacionais de Nomenclatura • Depois da espécie, o animal pode ter um terceiro nome (nomenclatura trinominal), é a subespécie. Este nome deve ser escrito com inicial minúscula e sem pontuação intermediária. • Exemplos: – Homo sapiens sapiens gênero sp subespécie – Rhea americana alba (ema branca); – Rhea americana grisea (ema cinza); 13
  • 14. Regras Internacionais de Nomenclatura 5) Regra para família • Espécies muito parecidas podem ser reunidas no grupo de gênero; • Gêneros afins formam famílias e estas compõem ordens, que se reúnem em classes. • Os filos são compostos por classes semelhantes. • Os diversos filos são reunidos em Reinos. • Apis IDAE Família Gênero + sufixo apidae 14
  • 15. Taxonomia zootécnica • Classificação ou agrupamento dos animais domésticos: – Espécie; – Raça; – Variedade; – Linhagem; 15
  • 16. Espécie • Grupo de indivíduos suficientemente diferentes de outros para merecer um nome comum, entendendo-se que terão os seus filhos semelhantes entre si; • Grupo natural de populações ativa ou potencialmente entrecruzantes e reprodutivamente de demais os demais grupos similares (Mayr, 1963); • Forma semelhante e fecundos entre si; • Em alguns casos é possível o cruzamento entre espécies diferentes e obter uma geração subsequente  Produto gerado, geralmente, não é fértil; 16
  • 18. Híbridos • Geralmente são mais fortes e resistentes do que as espécies que lhes originaram, devido ao chamado Vigor Híbrido ou Heterose. • Jumento (Equus asinus) X égua (Equus caballus) = mula ou o burro; • Cavalo X jumenta = bardoto (apresenta mais semelhança com a jumenta do que com o cavalo ); 18
  • 19. Híbridos • O burro não consegue produzir espermatozoides por isso é estéril; • A mula também é estéril porque não pode produzir óvulos. • Tanto o macho quanto a fêmea não têm os órgãos genitais bem desenvolvidos, o que dificulta o acasalamento. 19
  • 20. * Equideocultura • Criação de asininos (asnos, jumentos e jegues); • Criação de muares (burros e bardotos): são originados do cruzamento entre equinos e asininos  (híbridos). • Criação de equinos (cavalos); • O cavalo (macho) e a égua (fêmea) pertencem à espécie Equus caballus, e os asininos, à Equus asininus. As duas espécies podem ser incluídas no mesmo gênero: o grupo dos equídeos. 20
  • 21. Muares • Mula: indivíduo fêmea resultante do cruzamento de um jumento com uma égua, sendo obrigatoriamente estéril; • Burro: indivíduo macho desse cruzamento, também estéril; • Bardoto: resultante do cruzamento da jumenta (Equus asininus) com o cavalo (Equus caballus). Esse animal também é estéril. 21
  • 23. Raça • Conjunto de indivíduos da mesma espécie, com origem comum, finalidades econômicas definidas, gerando descendências com a mesma característica de produtividade e distintivos particulares; • Variedade da espécie com particularidades próprias (“caracteres étnicos”). • Alguns são constantes, exemplo: – Cor da pelagem; – Presença ou ausência de chifres; Large White Landrace Pietrain Duroc 23
  • 24. Raças • Critérios para o estabelecimento de raças 1. Semelhança dos indivíduos que a constituem, pelos caracteres raciais, entre os quais os econômicos ou zootécnicos; 2. Hereditariedade dos caracteres raciais e das qualidades econômicas; 3. Meio ambiente, considerado o mesmo ou semelhante para a boa expressão dos caracteres raciais e qualidades; 4. Origem comum; 5. Algo de convencional (padrão racial para registro genealógico). 24
  • 25. Raças • Natureza das raças 1. Quanto ao grau de pureza; 2. Quanto à origem; 3. Quanto à aptidão econômica; 25
  • 26. Variedade • Variedade – Variação da raça original em que são mantidas todas as características gerais e comuns, diferindo apenas por um ponto particular; • Tem todas as características da raça, mas distinguem- se dela por um ou poucos atributos particulares. 26
  • 27. Linhagem • Toda descendência de um determinado reprodutor que imprime nestes descendentes certas particularidades e com grande regularidade; • Exemplo – Bovinos linhagem LENGRUBER  touro de corte que transmite docilidade; – Bovinos de Corte KAWARD  touro Nelore que melhora a garupa; – Cavalo Mangalarga marchador cavalo que transmite rusticidade; 27
  • 28. Rebanho • Grupo de indivíduos aparenta dos, vivendo nas mesmas condições de ambiente (clima, alimentação etc.) e mostrando uniformidade e particularidades próprias; 28
  • 29. Indivíduo • Todo ser que tem vida própria e independente de outros; • Mesmo pertencendo a mesma espécie, raça, linhagem e rebanho, cada indivíduo possui características que o individualiza perante os outros; • Base de todo o progresso da criação, pois dá margem a seleção, aproveitando a variabilidade existente; 29
  • 30. GENÓTIPO = FENÓTIPO + AMBIENTE • Genótipo – é a composição de genes de um indivíduo. Resulta de sua posição genética e das suas potencialidades em termos hereditários. • Fenótipo – É a aparência física e externa de um indivíduo; tudo o que pode ser visto ou sentido, representado. É o resultado da interação entre genótipo e do meio ambiente (clima, alimentação) em que vive o indivíduo. 30
  • 31. Caracteres raciais a) Morfológica: são características visíveis e palpáveis nos animais, como cor de pelagem, posição de orelhas, presença/ausência de chifres, perfil craniano etc. b) Fisiológico: Relacionado à fisiologia ou funcionamento orgânico exigindo observação mais detalhada para serem analisadas, como a capacidade de adaptação a determinado ambiente, prolificidade, precocidade etc. 31
  • 32. Caracteres raciais c) Etológicas: são aquelas ligadas ao comportamento do animal, como, temperamento, sociabilidade, instinto etc. d) Econômicas: Consequência da atividade fisiológica e seu aproveitamento, motivo da própria exploração zootécnica, como aptidão leiteira, aptidão manteigueira, aptidão para carne, aptidão para monta etc. 32
  • 33. Padrão racial • É o que se deseja de perfeição dentro de uma raça, ou seja, um animal considerado ideal dentro das características raciais; • Alcançado por meio da interferência do homem no acasalamento dos animais pertencentes a cada raça; • Comandado por características morfológicas exteriores, as quais podem não ter associação com a produtividade econômica do indivíduo; 33
  • 34. Tipo étnico • Refere-se ao padrão racial ou tipo racial; • São características hereditárias que permitem a distinção fisionômica do animal como pertencente a uma determinada raça comparativamente a outras, independente da existência de um registro genealógico; Boer Savana 34
  • 35. Tipo zootécnico • Refere-se ao exterior do animal, mostrando uma conformação que corresponde a uma certa utilização; 35
  • 36. Registro genealógico • Árvore Genealógica ou Pedigree; • Documento que atesta e garante que um certo animal seja de determinada raça, pois nele está a árvore genealógica do animal, ou seja, os nome dos seus pais, avós e bisavós, além dos títulos, caso algum deles tenha sido campeão, a sua linha de sangue e o nome do criador; • Instrução Normativa MAPA 36/2006; 36
  • 37. 37
  • 38. Registro Genealógico • Livro Fechado (LF) – Só admite o registro de animais nascidos filhos de pais registrados; – São animais Puros de Origem (PO), Puro de Origem Importado (POI) e Puro por Cruza (PC); • Livro Aberto (LA) – Admite o registro de animais nascidos de pais desconhecidos ou que pelo menos o pai seja registrado e desde que se enquadre no padrão da raça; – São os Puros por Avaliação (PA); 38
  • 39. Regras de classificação • Dependem das Associações • Puros de Origem (PO) ou Puros por Pedigree (PP); • Puros de Origem Importada (POI); • Puros por Cruza (PPC) ou (PC) – cruzamento controlado por 5 gerações; • Puros por Avaliação (PA); • Puros por Cruza de Origem Desconhecida (PCOD); – PCOD é realizado só para fêmeas que estejam dentro do padrão da raça e que tenham no mínimo o pai conhecido (PO ou PA); • Puros por Cruza de Origem Conhecida (PCOC); – No registro PCOC são registrados machos e fêmeas, com ascendência conhecida, filhos de fêmeas PC e de touros PO ou PA . 39
  • 40. • Cada espécie possui diferentes raças que apresentam características fisiológicas e produtivas diferentes, sendo selecionadas para diferentes tipos de produção, de acordo com a sua aptidão 40
  • 41. EQUINOS 1. SELA: são cavalos leves, energéticos, com ossatura fina, corpo enxuto; 2. TRAÇÃO: cavalos com aspecto largo e profundo, ossatura forte, musculatura abundante, menos ágil; 3. MISTO: cavalos com características intermediárias Mangalarga marchador Bretão Percheron Andaluz Árabe 41
  • 42. SUÍNOS 1. BANHA: corpo largo, profundo, simétrico, baixo e compacto 2. CARNE MAGRA: corpo longo, profundo, bem equilibrado ou quartos posteriores equilibrados 3. CARNE E TOUCINHO: intermediários entre os dois tipos Canastra Piau Wessesx Landrace 42
  • 43. BOVINOS 1. LEITE: animal menos musculoso, com ângulos e costelas salientes. Bom desenvolvimento das glândulas mamárias 2. CORTE: tendência à engorda, corpo em forma de cilindro compacto, maior volume nos posteriores; 3. MISTO: atributos intermediários; Holandesa Jersey Nelore Angus Blanc belgian blue Pardo suíço 43
  • 44. CAPRINOS 1. LEITE: aspecto descarnado, matrizes femininas e úbere bem desenvolvido; 2. CORTE: corpo comprido e profundo com massa muscular bem desenvolvida; 3. PELO: pelo brilhoso, fino, uniforme; 4. MISTO: leite e carne; Pardo alpina Saanen Boer Angorá Anglo nubiano 44
  • 45. OVINOS 1. LÃ: pequeno porte, corpo cilíndrico envolto por densa cobertura de lã; 2. CORTE E PELE: deslanados e substituição da lã por pelos curtos; 3. MISTO: leite, carne e lã – carcaças de boa qualidade, lã de menor qualidade e baixa produção de leite; Merino Corriedale Santa ines Dorper Bergamacia 45
  • 46. BUBALINOS 1. LEITE 2. MISTO 3. CARNE E TRAÇÃO Murrah Mediterrâneo Jafarabadi Carabao 46
  • 47. AVES 1. POSTURA: boa poedeiras e bom desenvolvimento corporal; 1. CORTE: bom desenvolvimento de partes nobres – peito, coxas; LEGHORN DEKALB GIGANTE NEGRO COBB 47
  • 48. Considerações finais 48 • Identificar a aptidão das espécies; • Explorar o potencial das raças;