Mediunidade
na
transição planetária
SER ESPÍRITA
“Acrescentemos que o estudo de uma
doutrina, qual doutrina espírita, que nos
lança de súbito numa ordem de coisas
tão novas quão grandes, só pode ser
feito com utilidade por homens sérios,
perseverantes, livres de prevenções e
animados de firme e sincera vontade de
chegar a um resultado.”
“O que caracteriza um estudo sério é a
continuidade que se lhe dá.”
“Espíritos superiores somente às sessões
sérias acorrem, sobretudo às em que reina perfeita
comunhão de pensamentos e de sentimentos para
o bem. A leviandade e as questões ociosas os
afastam.”
“Sede, além do mais, laboriosos e
perseverantes nos vossos estudos, sem o que os
espíritos superiores vos abandonarão.”
Livro dos Espíritos, introdução, parte VIII
Médium
O MÉDIUM
Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos
é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não
constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são
as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-
se que todos são, mais ou menos, médiuns.
Allan Kardec – “O Livro dos Médiuns”, item 159.
Na analise dos conceitos médium e de mediunidade, nota-se que
comporta duas acepções distintas, expressas com clareza em trecho da “Revue
Spirite, Fev. 1859, “Escolhos dos Médiuns” e no “O Livro dos Médiuns”,Item 159:
VOCABULÁRIO ESPÍRITA - LM
Medianimidade - Faculdade dos médiuns. Sinônimo de
mediunidade. Estas duas palavras são, com freqüência,
empregadas indiferentemente. A se querer fazer uma
distinção, poder-se-á dizer que mediunidade tem um sentido
mais geral e medianimidade um sentido mais restrito. -Ele
possui o dom de mediunidade. – A medianimidade mecânica.5
EMMANUEL
387) Qual a maior necessidade do
médium?.
“A maior necessidade do médium é
evangelizar-se a si mesmo, antes de se
entregar as grandes tarefas doutrinárias,
pois, de outro modo poderá esbarrar
sempre com o fantasma do personalismo,
em detrimento de sua lição”.
O Consolador
SÓCRATES
“Infelizmente, não é raro verem-se médiuns
que, não contentes com os dons que
receberam, aspiram, por amor-próprio, ou
ambição, a possuir faculdades excepcionais,
capazes de os tornarem notados. Essa
pretensão lhes tira a qualidade mais
preciosa: a de médiuns seguros”.
O Livro dos Médiuns, Cap. XVI, item 198
195. 5º - Segundo as qualidades morais dos médiuns
..........Aí se verá a influência que as qualidades e os defeitos dos médiuns pode
exercer na segurança das comunicações e quais os que com razão se podem
considerar médiuns imperfeitos ou bons médiuns.
196. Médiuns imperfeitos
Médiuns obsidiados: os que não podem desembaraçar-se de Espíritos
importunos e enganadores, mas não se iludem.
Médiuns fascinados: os que são iludidos por Espíritos enganadores e se iludem
sobre a natureza das comunicações que recebem.
Médiuns subjugados: os que sofrem uma dominação moral e, muitas vezes,
material da parte de maus Espíritos.
Médiuns levianos: os que não tomam a sério suas faculdades e delas só se
servem por divertimento, ou para futilidades.
Médiuns indiferentes: os que nenhum proveito moral tiram das instruções que
obtêm e em nada modificam o proceder e os hábitos.
Médiuns presunçosos: os que têm a pretensão de se acharem em relação
somente com Espíritos superiores. Creem-se infalíveis e consideram inferior e
errôneo tudo o que deles não provenha.
Médiuns orgulhosos: os que se envaidecem das comunicações que lhes são
dadas; julgam que nada mais têm que aprender no Espiritismo e não tomam para
si as lições que recebem frequentemente dos Espíritos. Não se contentam com as
faculdades que possuem, querem tê-las todas.
Médiuns suscetíveis: variedade dos médiuns orgulhosos, suscetibilizam-
se com as críticas de que sejam objeto suas comunicações; zangam-se
com a menor contradição e, se mostram o que obtêm, é para que seja
admirado e não para que se lhes dê um parecer. Geralmente, tomam
aversão às pessoas que os não aplaudem sem restrições e fogem das
reuniões onde não possam impor-se e dominar.
"Deixai que se vão pavonear algures e procurar ouvidos mais
complacentes, ou que se isolem; nada perdem as reuniões que da
presença deles ficam privadas." - ERASTO.
Médiuns mercenários: os que exploram suas faculdades.
Médiuns ambiciosos: os que, embora não mercadejem com as
faculdades que possuem, esperam tirar delas quaisquer vantagens.
Médiuns de má-fé: os que, possuindo faculdades reais, simulam as de
que carecem, para se darem importância. Não se podem designar pelo
nome de médium as pessoas que, nenhuma faculdade mediúnica
possuindo, só produzem certos efeitos por meio da charlatanaria.
Médiuns egoístas: os que somente no seu interesse pessoal se servem
de suas faculdades e guardam para si as comunicações que recebem.
Médiuns invejosos: os que se mostram despeitados com o maior apreço
dispensado a outros médiuns, que lhes são superiores.
ALLAN KARDEC
Bons Médiuns:
Médiuns sérios: os que unicamente para o bem se servem de
suas faculdades e para fins verdadeiramente úteis. Acreditam
profaná-las, utilizando-se delas para satisfação de curiosos e
de indiferentes, ou para futilidades.
Médiuns modestos: os que nenhum reclamo fazem das
comunicações que recebem, por mais belas que sejam.
Consideram- se estranhos a elas e não se julgam ao abrigo das
mistificações. Longe de evitarem as opiniões desinteressadas,
solicitam-nas.
Médiuns devotados: os que compreendem que o verdadeiro
médium tem uma missão a cumprir e deve, quando
necessário, sacrificar gostos, hábitos, prazeres, tempo e
mesmo interesses materiais ao bem dos outros.
Médiuns seguros: os que, além da facilidade de execução,
merecem toda a confiança, pelo próprio caráter, pela natureza
elevada dos Espíritos que os assistem; os que, portanto,
menos expostos se acham a ser iludidos. Veremos mais tarde
que esta segurança de modo algum depende dos nomes mais
ou menos respeitáveis com que os Espíritos se manifestem.
O Livro dos Médiuns – Cap. XVI, item 197
Mediunidade
NECESSIDADE DO ESTUDO DA MEDIUNIDADE
(“O Livro dos Médiuns” – Introdução)
Todos os dias a experiência nos traz a confirmação de que as
dificuldades e os desenganos, com que muitos topam na prática do
Espiritismo, se originam da ignorância dos princípios desta ciência
(...) Seu objetivo (LM) consiste em indicar os meios de
desenvolvimento da faculdade mediúnica, tanto quanto o permitam as
disposições de cada um, e, sobretudo, dirigir-lhe o emprego de modo útil,
quando ela exista.
(...) A essas considerações ainda aditaremos outra, muito
importante: a má impressão que produzem nos novatos as experiências
levianamente feitas e sem conhecimento de causa, experiências que
apresentam o inconveniente de gerar ideias falsas acerca do mundo dos
Espíritos e de dar azo à zombaria e a uma crítica quase sempre fundada.
De tais reuniões, os incrédulos raramente saem convertidos e dispostos a
reconhecer que no Espiritismo haja alguma coisa de sério.
(...) Esforçando-nos por levá-lo para esse terreno (seriedade) e por
mantê-lo aí, nutrimos a convicção de que lhe granjeamos mais adeptos
úteis, de que provocando a torto e a direito manifestações que se
prestariam a abusos .
Pode-se desenvolver a Mediunidade?
ALLAN KARDEC
“(...) Em erro grave incorre quem queira
forçar de todo modo o desenvolvimento
de uma faculdade que não possua. Deve
a pessoa cultivar todas aquelas de que
reconheça possuir os germens. Procurar
ter as outras é, acima de tudo, perder
tempo e, em segundo lugar, perder
talvez, enfraquecer com certeza, as de
que seja dotado”.
O Livro dos Médiuns – Cap. XVI, item 198
ALLAN KARDEC
Infelizmente, até hoje, por nenhum
diagnóstico se pode inferir, ainda que
aproximadamente, que alguém possua essa
faculdade. Os sinais físicos, em os quais
algumas pessoas julgam ver indícios, nada
têm de infalíveis. Ela se manifesta nas crianças
e nos velhos, em homens e mulheres,
quaisquer que sejam o temperamento, o
estado de saúde, o grau de desenvolvimento
intelectual e moral. Só existe um meio de se
lhe comprovar a existência. É experimentar.
• Livro dos médiuns - 200
ALLAN KARDEC
“A faculdade medianímica prende-se ao
organismo; ela é independente das
qualidades morais do médium, e é
encontrada nos mais indignos como nos
mais dignos. Não ocorre o mesmo com a
preferência dada ao médium pelos bons
Espíritos”.
O que é o Espiritismo
CONCEITO DE MEDIUNIDADE
Mediúnico é um verbete derivado de médium.
Médium é a pessoa que serve de elemento de ligação entre os desencarnados e os
encarnados, funcionando como intermediário entre um e outro lado da vida.
Desta forma, médium é a pessoa que serve de elo de ligação entre os Espíritos e os
homens.
Assim, médium é definitivamente um intermediário, alguém que “fica no meio”, uma ponte
que une as margens do “rio da vida”.
Denomina-se MEDIUNIDADE a aptidão especial que certas
pessoas possuem para servir de meio de comunicação
entre os Espíritos e os homens; constitue-se na capacidade
de sintonizar, intercambiando vontades e pensamentos.
4
R I O D A V I D A
MANOEL P. DE MIRANDA
“A mediunidade é sempre compromisso
de redenção que o Espírito assume antes
da reencarnação, especialmente aquela
que tem expressão ostensiva, rica de
possibilidades para a edificação
ostensiva, rica de possibilidades para a
edificação do bem nos indivíduos”.
Trilhas da Libertação – 46
FINALIDADES DA MEDIUNIDADE
• COMPROVA A SOBREVIVÊNCIA DA ALMA - O fim providencial das manifestações é
convencer os incrédulos de que tudo para o homem não se acaba com a vida terrestre, e
dar aos crentes idéias mais justas sobre o futuro.
• Allan Kardec – “O Que é o Espiritismo”, capítulo II, item 50
• TRANSMISSÃO DE CONHECIMENTOS – Os Bons Espíritos nos vêm instruir para nosso
melhoramento e avanço e não para revelar-nos o que não devemos saber ainda, ou o que
só deve ser conseguido pelo nosso trabalho.
• Allan Kardec – “O Que é o Espiritismo”, capítulo II, item 50
• OPORTUNIDADE DE CONSOLAÇÃO – Os médiuns atuais - pois que também os apóstolos
tinham mediunidade - igualmente receberam de Deus um dom gratuito: o de serem
intérpretes dos Espíritos, para instrução dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem
e conduzi-los à fé,….
• Allan Kardec – “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo XXVI, item 7
• REPARAÇÃO DAS FALTAS DO PASSADO – Esse dom de Deus não é concedido ao médium
para seu deleite e, ainda menos, para a satisfação de suas ambições, mas para o fim de sua
melhoria espiritual e para dar conhecimento aos homens a verdade.
• Allan Kardec – “Livro doa Médiuns”, capítulo 17, item 220, questão 3
Fase de
Expiação
e Provas
Fase de
Regeneração
Período de
Transição
A época atual é a da transição; os elementos das duas
gerações se confundem. Colocados no ponto
intermédio, assistis à partida de uma e à chegada da
outra, e cada uma já se assinala no mundo pelos
caracteres que lhe são próprios.
Allan Kardec, Obras Póstumas
CICLOS EVOLUTIVOS
DOS PLANETAS
Primitivo
Expiação
e Provas
Regeneração
Feliz
Celeste ou
Divino
Transição
Transição
Transição
Transição
O Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. III Santo
Agostinho
• Mundos de expiações e de provas
• 13. Que vos direi dos mundos de expiações que
já não saibais, pois basta observeis o em que
habitais?
• Hospital
• Gueto, subúrbio
• Prisão
• 17. ...... Sem dúvida, em mundos
regeneradores o homem ainda se acha
sujeito às leis que regem a matéria; a
Humanidade experimenta as vossas
sensações e desejos, mas liberta das
paixões desordenadas de que sois
escravos, isenta do orgulho que impõe
silêncio ao coração, da inveja que a tortura,
do ódio que a sufoca. ....... reconhecem
Deus e tentam caminhar para Ele,
cumprindo-lhe as leis.
• O Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. III
Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as
coisas anunciadas para a transformação da
humanidade. Ditosos serão os que houverem
trabalhado no campo do Senhor com
desinteresse, sem outro móvel, senão a caridade.
Espírito Verdade
O Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. XX – Os Obreiros do Senhor
Dois meios de progresso-
A Gênese – Cap. XVIII
• Físico : Lento e gradual : Nebulosas, sistemas
solares, planetas, até o átomo
• Moral : Mudanças bruscas : Desenvolvimento
da inteligência, desenvolvimento do senso
moral e abrandamento dos costumes.
• Falta-nos o desenvolvimento da moral: Fazer
reinar a fraternidade, a solidariedade e, a
caridade, para se instalar o bem estar moral.
A Nova Geração A Gênese – Cap. XVIII
• Espíritos atrasados: Revolta contra Deus, Negar um
poder superior aos poderes humanos, instinto para
as paixões degradantes, sentimentos antifraternos de
egoísmo, orgulho, inveja e ciúme, apego a tudo o que
é material, sensualidade, cupidez e avareza.
• Espíritos da nova geração: Fundar a era do progresso
moral, Inteligência e razão precoce, sentimento
inato do bem, crença espiritualista.
932. Por que, no mundo, tão
amiúde, a influência dos maus
sobrepuja a dos bons?
“Por fraqueza destes. Os maus são
intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos.
Quando estes o quiserem, preponderarão.”
Tendo que reinar na Terra o bem, necessário é
que sejam excluídos dela os espíritos
endurecidos no mal e que possam acarretar-lhe
perturbações.
Deus permitiu que eles permanecessem o tempo
de que precisavam para se melhorarem; mas,
chegado o momento em que, pelo progresso
moral de seus habitantes, o globo terráqueo tem
de ascender na hierarquia dos mundos, interdito
será para ele, como morada, a encarnados e
desencarnados que não hajam aproveitado os
ensinamentos que uns e outros se achavam em
condições de ai receber. Serão exilados
para mundos inferiores,......
• O progresso intelectual realizado até ao
presente, nas mais largas proporções,
constitui um grande passo e marca uma
primeira fase no avanço geral da Humanidade;
impotente, porém, ele é para regenerá-la.
Enquanto o orgulho e o egoísmo o
dominarem, o homem se servirá da sua
inteligência e dos seus conhecimentos para
satisfazer às suas paixões e aos seus
interesses pessoais, razão por que os aplica
em aperfeiçoar os meios de prejudicar os seus
semelhantes e de os destruir.
• Genese Cap. XVIII
• Somente o progresso
moral pode assegurar aos
homens a felicidade na
Terra, refreando as
paixões más; somente esse
progresso pode fazer que
entre os homens reinem a
concórdia, a paz, a
fraternidade.
• Genese Cap. XVIII
• Melhorados os homens, não fornecerão ao
mundo invisível senão bons Espíritos; e estes,
encarnando-se, por sua vez só fornecerão à
Humanidade corporal elementos aperfeiçoados.
A Terra deixará, então, de ser um mundo
expiatório e os homens não sofrerão mais as
misérias decorrentes das suas imperfeições.
Aliás, por esta transformação, que neste
momento se opera, a Terra se elevará na
hierarquia dos mundos.
O Céu e o Inferno – Cap. V – 1 Parte
• CAPÍTULO XVIII EV, Allan Kardec Item 12
• O ensino dos Espíritos, reproduzindo essas máximas sob
diferentes formas, desenvolvendo-as e comentando-as,
para pô-las ao alcance de todos, não é circunscrito: todos,
letrados ou iletrados, crentes ou incrédulos, cristãos ou
não, o podem receber, pois que os Espíritos se comunicam
por toda parte. Nenhum dos que o recebam, diretamente
ou por intermédio de outrem, pode pretextar ignorância;
não se pode desculpar nem com a falta de instrução, nem
com a obscuridade do sentido alegórico. Aquele,portanto,
que não aproveita essas máximas para melhorar-se, que as
admira como coisas interessantes e curiosas, sem que lhe
toquem o coração, que não se torna nem menos vão, nem
menos orgulhoso, nem menos egoísta, nem menos
apegado aos bens materiais, nem melhor para seu próximo,
mais culpado é, porque mais meios tem de conhecer a
verdade.
A mediunidade é
oportunidade de
trabalho no
campo do bem, e,
de fazer a parte
que nos cabe na
obra do Criador.

Mediunidade na Transição Planetária

  • 1.
  • 2.
    SER ESPÍRITA “Acrescentemos queo estudo de uma doutrina, qual doutrina espírita, que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão novas quão grandes, só pode ser feito com utilidade por homens sérios, perseverantes, livres de prevenções e animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado.”
  • 3.
    “O que caracterizaum estudo sério é a continuidade que se lhe dá.” “Espíritos superiores somente às sessões sérias acorrem, sobretudo às em que reina perfeita comunhão de pensamentos e de sentimentos para o bem. A leviandade e as questões ociosas os afastam.” “Sede, além do mais, laboriosos e perseverantes nos vossos estudos, sem o que os espíritos superiores vos abandonarão.” Livro dos Espíritos, introdução, parte VIII
  • 4.
  • 5.
    O MÉDIUM Todo aqueleque sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer- se que todos são, mais ou menos, médiuns. Allan Kardec – “O Livro dos Médiuns”, item 159. Na analise dos conceitos médium e de mediunidade, nota-se que comporta duas acepções distintas, expressas com clareza em trecho da “Revue Spirite, Fev. 1859, “Escolhos dos Médiuns” e no “O Livro dos Médiuns”,Item 159: VOCABULÁRIO ESPÍRITA - LM Medianimidade - Faculdade dos médiuns. Sinônimo de mediunidade. Estas duas palavras são, com freqüência, empregadas indiferentemente. A se querer fazer uma distinção, poder-se-á dizer que mediunidade tem um sentido mais geral e medianimidade um sentido mais restrito. -Ele possui o dom de mediunidade. – A medianimidade mecânica.5
  • 6.
    EMMANUEL 387) Qual amaior necessidade do médium?. “A maior necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo, antes de se entregar as grandes tarefas doutrinárias, pois, de outro modo poderá esbarrar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua lição”. O Consolador
  • 7.
    SÓCRATES “Infelizmente, não éraro verem-se médiuns que, não contentes com os dons que receberam, aspiram, por amor-próprio, ou ambição, a possuir faculdades excepcionais, capazes de os tornarem notados. Essa pretensão lhes tira a qualidade mais preciosa: a de médiuns seguros”. O Livro dos Médiuns, Cap. XVI, item 198
  • 8.
    195. 5º -Segundo as qualidades morais dos médiuns ..........Aí se verá a influência que as qualidades e os defeitos dos médiuns pode exercer na segurança das comunicações e quais os que com razão se podem considerar médiuns imperfeitos ou bons médiuns. 196. Médiuns imperfeitos Médiuns obsidiados: os que não podem desembaraçar-se de Espíritos importunos e enganadores, mas não se iludem. Médiuns fascinados: os que são iludidos por Espíritos enganadores e se iludem sobre a natureza das comunicações que recebem. Médiuns subjugados: os que sofrem uma dominação moral e, muitas vezes, material da parte de maus Espíritos. Médiuns levianos: os que não tomam a sério suas faculdades e delas só se servem por divertimento, ou para futilidades. Médiuns indiferentes: os que nenhum proveito moral tiram das instruções que obtêm e em nada modificam o proceder e os hábitos. Médiuns presunçosos: os que têm a pretensão de se acharem em relação somente com Espíritos superiores. Creem-se infalíveis e consideram inferior e errôneo tudo o que deles não provenha. Médiuns orgulhosos: os que se envaidecem das comunicações que lhes são dadas; julgam que nada mais têm que aprender no Espiritismo e não tomam para si as lições que recebem frequentemente dos Espíritos. Não se contentam com as faculdades que possuem, querem tê-las todas.
  • 9.
    Médiuns suscetíveis: variedadedos médiuns orgulhosos, suscetibilizam- se com as críticas de que sejam objeto suas comunicações; zangam-se com a menor contradição e, se mostram o que obtêm, é para que seja admirado e não para que se lhes dê um parecer. Geralmente, tomam aversão às pessoas que os não aplaudem sem restrições e fogem das reuniões onde não possam impor-se e dominar. "Deixai que se vão pavonear algures e procurar ouvidos mais complacentes, ou que se isolem; nada perdem as reuniões que da presença deles ficam privadas." - ERASTO. Médiuns mercenários: os que exploram suas faculdades. Médiuns ambiciosos: os que, embora não mercadejem com as faculdades que possuem, esperam tirar delas quaisquer vantagens. Médiuns de má-fé: os que, possuindo faculdades reais, simulam as de que carecem, para se darem importância. Não se podem designar pelo nome de médium as pessoas que, nenhuma faculdade mediúnica possuindo, só produzem certos efeitos por meio da charlatanaria. Médiuns egoístas: os que somente no seu interesse pessoal se servem de suas faculdades e guardam para si as comunicações que recebem. Médiuns invejosos: os que se mostram despeitados com o maior apreço dispensado a outros médiuns, que lhes são superiores.
  • 10.
    ALLAN KARDEC Bons Médiuns: Médiunssérios: os que unicamente para o bem se servem de suas faculdades e para fins verdadeiramente úteis. Acreditam profaná-las, utilizando-se delas para satisfação de curiosos e de indiferentes, ou para futilidades. Médiuns modestos: os que nenhum reclamo fazem das comunicações que recebem, por mais belas que sejam. Consideram- se estranhos a elas e não se julgam ao abrigo das mistificações. Longe de evitarem as opiniões desinteressadas, solicitam-nas. Médiuns devotados: os que compreendem que o verdadeiro médium tem uma missão a cumprir e deve, quando necessário, sacrificar gostos, hábitos, prazeres, tempo e mesmo interesses materiais ao bem dos outros. Médiuns seguros: os que, além da facilidade de execução, merecem toda a confiança, pelo próprio caráter, pela natureza elevada dos Espíritos que os assistem; os que, portanto, menos expostos se acham a ser iludidos. Veremos mais tarde que esta segurança de modo algum depende dos nomes mais ou menos respeitáveis com que os Espíritos se manifestem. O Livro dos Médiuns – Cap. XVI, item 197
  • 11.
  • 12.
    NECESSIDADE DO ESTUDODA MEDIUNIDADE (“O Livro dos Médiuns” – Introdução) Todos os dias a experiência nos traz a confirmação de que as dificuldades e os desenganos, com que muitos topam na prática do Espiritismo, se originam da ignorância dos princípios desta ciência (...) Seu objetivo (LM) consiste em indicar os meios de desenvolvimento da faculdade mediúnica, tanto quanto o permitam as disposições de cada um, e, sobretudo, dirigir-lhe o emprego de modo útil, quando ela exista. (...) A essas considerações ainda aditaremos outra, muito importante: a má impressão que produzem nos novatos as experiências levianamente feitas e sem conhecimento de causa, experiências que apresentam o inconveniente de gerar ideias falsas acerca do mundo dos Espíritos e de dar azo à zombaria e a uma crítica quase sempre fundada. De tais reuniões, os incrédulos raramente saem convertidos e dispostos a reconhecer que no Espiritismo haja alguma coisa de sério. (...) Esforçando-nos por levá-lo para esse terreno (seriedade) e por mantê-lo aí, nutrimos a convicção de que lhe granjeamos mais adeptos úteis, de que provocando a torto e a direito manifestações que se prestariam a abusos .
  • 13.
  • 14.
    ALLAN KARDEC “(...) Emerro grave incorre quem queira forçar de todo modo o desenvolvimento de uma faculdade que não possua. Deve a pessoa cultivar todas aquelas de que reconheça possuir os germens. Procurar ter as outras é, acima de tudo, perder tempo e, em segundo lugar, perder talvez, enfraquecer com certeza, as de que seja dotado”. O Livro dos Médiuns – Cap. XVI, item 198
  • 15.
    ALLAN KARDEC Infelizmente, atéhoje, por nenhum diagnóstico se pode inferir, ainda que aproximadamente, que alguém possua essa faculdade. Os sinais físicos, em os quais algumas pessoas julgam ver indícios, nada têm de infalíveis. Ela se manifesta nas crianças e nos velhos, em homens e mulheres, quaisquer que sejam o temperamento, o estado de saúde, o grau de desenvolvimento intelectual e moral. Só existe um meio de se lhe comprovar a existência. É experimentar. • Livro dos médiuns - 200
  • 16.
    ALLAN KARDEC “A faculdademedianímica prende-se ao organismo; ela é independente das qualidades morais do médium, e é encontrada nos mais indignos como nos mais dignos. Não ocorre o mesmo com a preferência dada ao médium pelos bons Espíritos”. O que é o Espiritismo
  • 17.
    CONCEITO DE MEDIUNIDADE Mediúnicoé um verbete derivado de médium. Médium é a pessoa que serve de elemento de ligação entre os desencarnados e os encarnados, funcionando como intermediário entre um e outro lado da vida. Desta forma, médium é a pessoa que serve de elo de ligação entre os Espíritos e os homens. Assim, médium é definitivamente um intermediário, alguém que “fica no meio”, uma ponte que une as margens do “rio da vida”. Denomina-se MEDIUNIDADE a aptidão especial que certas pessoas possuem para servir de meio de comunicação entre os Espíritos e os homens; constitue-se na capacidade de sintonizar, intercambiando vontades e pensamentos. 4 R I O D A V I D A
  • 18.
    MANOEL P. DEMIRANDA “A mediunidade é sempre compromisso de redenção que o Espírito assume antes da reencarnação, especialmente aquela que tem expressão ostensiva, rica de possibilidades para a edificação ostensiva, rica de possibilidades para a edificação do bem nos indivíduos”. Trilhas da Libertação – 46
  • 19.
    FINALIDADES DA MEDIUNIDADE •COMPROVA A SOBREVIVÊNCIA DA ALMA - O fim providencial das manifestações é convencer os incrédulos de que tudo para o homem não se acaba com a vida terrestre, e dar aos crentes idéias mais justas sobre o futuro. • Allan Kardec – “O Que é o Espiritismo”, capítulo II, item 50 • TRANSMISSÃO DE CONHECIMENTOS – Os Bons Espíritos nos vêm instruir para nosso melhoramento e avanço e não para revelar-nos o que não devemos saber ainda, ou o que só deve ser conseguido pelo nosso trabalho. • Allan Kardec – “O Que é o Espiritismo”, capítulo II, item 50 • OPORTUNIDADE DE CONSOLAÇÃO – Os médiuns atuais - pois que também os apóstolos tinham mediunidade - igualmente receberam de Deus um dom gratuito: o de serem intérpretes dos Espíritos, para instrução dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e conduzi-los à fé,…. • Allan Kardec – “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo XXVI, item 7 • REPARAÇÃO DAS FALTAS DO PASSADO – Esse dom de Deus não é concedido ao médium para seu deleite e, ainda menos, para a satisfação de suas ambições, mas para o fim de sua melhoria espiritual e para dar conhecimento aos homens a verdade. • Allan Kardec – “Livro doa Médiuns”, capítulo 17, item 220, questão 3
  • 20.
    Fase de Expiação e Provas Fasede Regeneração Período de Transição A época atual é a da transição; os elementos das duas gerações se confundem. Colocados no ponto intermédio, assistis à partida de uma e à chegada da outra, e cada uma já se assinala no mundo pelos caracteres que lhe são próprios. Allan Kardec, Obras Póstumas
  • 21.
    CICLOS EVOLUTIVOS DOS PLANETAS Primitivo Expiação eProvas Regeneração Feliz Celeste ou Divino Transição Transição Transição Transição
  • 22.
    O Evangelho Segundoo Espiritismo Cap. III Santo Agostinho • Mundos de expiações e de provas • 13. Que vos direi dos mundos de expiações que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais? • Hospital • Gueto, subúrbio • Prisão
  • 23.
    • 17. ......Sem dúvida, em mundos regeneradores o homem ainda se acha sujeito às leis que regem a matéria; a Humanidade experimenta as vossas sensações e desejos, mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos, isenta do orgulho que impõe silêncio ao coração, da inveja que a tortura, do ódio que a sufoca. ....... reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele, cumprindo-lhe as leis. • O Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. III
  • 24.
    Aproxima-se o tempoem que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor com desinteresse, sem outro móvel, senão a caridade. Espírito Verdade O Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. XX – Os Obreiros do Senhor
  • 25.
    Dois meios deprogresso- A Gênese – Cap. XVIII • Físico : Lento e gradual : Nebulosas, sistemas solares, planetas, até o átomo • Moral : Mudanças bruscas : Desenvolvimento da inteligência, desenvolvimento do senso moral e abrandamento dos costumes. • Falta-nos o desenvolvimento da moral: Fazer reinar a fraternidade, a solidariedade e, a caridade, para se instalar o bem estar moral.
  • 26.
    A Nova GeraçãoA Gênese – Cap. XVIII • Espíritos atrasados: Revolta contra Deus, Negar um poder superior aos poderes humanos, instinto para as paixões degradantes, sentimentos antifraternos de egoísmo, orgulho, inveja e ciúme, apego a tudo o que é material, sensualidade, cupidez e avareza. • Espíritos da nova geração: Fundar a era do progresso moral, Inteligência e razão precoce, sentimento inato do bem, crença espiritualista.
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    932. Por que,no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons? “Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.”
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    Tendo que reinarna Terra o bem, necessário é que sejam excluídos dela os espíritos endurecidos no mal e que possam acarretar-lhe perturbações. Deus permitiu que eles permanecessem o tempo de que precisavam para se melhorarem; mas, chegado o momento em que, pelo progresso moral de seus habitantes, o globo terráqueo tem de ascender na hierarquia dos mundos, interdito será para ele, como morada, a encarnados e desencarnados que não hajam aproveitado os ensinamentos que uns e outros se achavam em condições de ai receber. Serão exilados para mundos inferiores,......
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    • O progressointelectual realizado até ao presente, nas mais largas proporções, constitui um grande passo e marca uma primeira fase no avanço geral da Humanidade; impotente, porém, ele é para regenerá-la. Enquanto o orgulho e o egoísmo o dominarem, o homem se servirá da sua inteligência e dos seus conhecimentos para satisfazer às suas paixões e aos seus interesses pessoais, razão por que os aplica em aperfeiçoar os meios de prejudicar os seus semelhantes e de os destruir. • Genese Cap. XVIII
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    • Somente oprogresso moral pode assegurar aos homens a felicidade na Terra, refreando as paixões más; somente esse progresso pode fazer que entre os homens reinem a concórdia, a paz, a fraternidade. • Genese Cap. XVIII
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    • Melhorados oshomens, não fornecerão ao mundo invisível senão bons Espíritos; e estes, encarnando-se, por sua vez só fornecerão à Humanidade corporal elementos aperfeiçoados. A Terra deixará, então, de ser um mundo expiatório e os homens não sofrerão mais as misérias decorrentes das suas imperfeições. Aliás, por esta transformação, que neste momento se opera, a Terra se elevará na hierarquia dos mundos. O Céu e o Inferno – Cap. V – 1 Parte
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    • CAPÍTULO XVIIIEV, Allan Kardec Item 12 • O ensino dos Espíritos, reproduzindo essas máximas sob diferentes formas, desenvolvendo-as e comentando-as, para pô-las ao alcance de todos, não é circunscrito: todos, letrados ou iletrados, crentes ou incrédulos, cristãos ou não, o podem receber, pois que os Espíritos se comunicam por toda parte. Nenhum dos que o recebam, diretamente ou por intermédio de outrem, pode pretextar ignorância; não se pode desculpar nem com a falta de instrução, nem com a obscuridade do sentido alegórico. Aquele,portanto, que não aproveita essas máximas para melhorar-se, que as admira como coisas interessantes e curiosas, sem que lhe toquem o coração, que não se torna nem menos vão, nem menos orgulhoso, nem menos egoísta, nem menos apegado aos bens materiais, nem melhor para seu próximo, mais culpado é, porque mais meios tem de conhecer a verdade.
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    A mediunidade é oportunidadede trabalho no campo do bem, e, de fazer a parte que nos cabe na obra do Criador.