Curso superior de teologia à distância 3

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Curso superior de teologia à distância 3

  1. 1. CURSO SUPERIOR DE TEOLOGIA À DISTÂNCIA Seminário Teológico Dom Egmont Machado Krischke – SETEK Rôde Laco Gonçalves Hartwig plafi@terra.com.br 99810853 Disciplina: Psicologia Pastoral
  2. 2. Psicologia Pastoral
  3. 3. Psicologia Pastoral Psicologia da ReligiãoDefinição: Psicologia da religião é o estudo do fenômeno religioso doponto de vista Psicológico, ou seja, é o estudo científico e demétodos da psicologia ao estudo científico do comportamentoreligioso do homem, quer como indivíduo, quer comomembro de uma comunidade religiosa. Nessa definição o“comportamento religioso”, refere-se a qualquer ato ouatitude, individual ou coletiva, pública ou privativa que tenhaespecífica referência ao divino ou sobrenatural. Obviamente,esse divino ou sobrenatural é definido em termos de fé pessoalde cada indivíduo.
  4. 4. Psicologia Pastoral História da Psicologia da Religião Apesar do esforço de alguns de enquadrar aPsicologia da Religião no campo geral da PsicologiaCientífica, ainda existem certas barreiras queimpedem tal relação mais íntima. Na proporçãoporém, em que melhores métodos de pesquisasforem introduzidos no estudo Psicológico dofenômeno religioso, a Psicologia da Religiãodesfrutará status acadêmico mais favorável.
  5. 5. Psicologia Pastoral O Fenômeno Religioso Ao Psicólogo da Religião interessa não somente ofato de que todas essas culturas se encontram formasde comportamento religioso, mas também o fatosingular de que, apesar das grandes diferençasquanto às crenças e práticas dos vários seguimentose de povos, há muitas similaridades entre elas, o quesurgere a existência de um fator comum àexperiência religiosa de todos os homens.
  6. 6. Psicologia Pastoral Definição de Religião Para Êmile Durkheim, Religião é um fatoessencialmente coletivo. Diz ele: “Religião é umsistema unificado de crenças e práticas relativas acoisas sagradas, isto é, a coisas separadas e proibidas– crenças e práticas que unem, numa comunidademoral, chamada Igreja, a todos aqueles que a elasadorem”.
  7. 7. Psicologia Pastoral Origem da Religião Os estudos de antropologia cultural, parecemindicar que expressões religiosas existempraticamente em todos os níveis de civilização. A Religião, portanto, nasceu como o própriohomem, pode se dizer que a Religião é tão préhistórica quanto o homem o é.
  8. 8. Psicologia Pastoral A Experiência Religiosa Há vários tipos de experiências Religiosas etodas elas podem ser conceituadas como respostas adiversos estímulos. A Psicologia encarrega-se de determinar olimiar da consciência de determinadas realidades, ouseja, o ponto em que o organismo se torna sensível aessa realidade.
  9. 9. Psicologia Pastoral Comportamento Religioso Comportamento Religioso é qualquerato ou atitude que tem referência específica aodivino ou sobrenatural.
  10. 10. Psicologia Pastoral Interpretação Psicológica do Fenômeno Religioso Várias teorias, desde então, tem surgido comotentativas de interpretação do fenômeno religioso. Estudaremos as que considera-se como asmais relevantes no nosso convívio.
  11. 11. Psicologia Pastoral Interpretação Psicológica do Fenômeno Religiosoa) Para Freud, a religião nada mais é do que aprojeção infantil da imagem paterna. Ela é umailusão, não porque seja má em si, mas porquetende a levar o homem a fugir de sua realidadee contingência humana.
  12. 12. Psicologia Pastoral b) Para Jung, a experiência religiosa resulta doinconsciente coletivo, que por sua vez, écomposto de energia dinâmicas e de símbolosde significação universal. A experiência religiosa é fundamental aofuncionamento harmonioso do psiquismo eajuda o homem a compreender realidades douniverso que não podem ser conhecidas deoutras maneiras.
  13. 13. Psicologia PastoralInterpretação Psicológica do Fenômeno Religioso1. Para Allport, a experiência religiosa é algo essencialmente pessoal, sujeito às leis de evoluçãopsicológica, e seu aspecto intelectual é mais importantedo que emocional. A religião é fator importantíssimo na integração dapersonalidade. Ele diz que religião é o esforço do homempara unir-se à criação e ao Criador com o fim de ampliare completar sua própria personalidade.
  14. 14. Psicologia Pastoral2. Para Anton Boisen, a experiência religiosatem basicamente a mesma dinâmica daesquizofrenia. Diz ele, que tanto aesquizofrenia como a experiência religiosa sãoprofundas tentativas à integração do “eu”.Quando a personalidade se vê ameaçada aoponto de sua desintegração, equivale a buscapela religião.
  15. 15. Psicologia Pastoral Evolução da Experiência Religiosa A evolução da experiência religiosa está sujeitaaos mesmos princípios gerais da evolução psicológicado homem, visto que religião não é mero apêndice àvida, porém parte integrante e vital dapersonalidade. Em cada fase da vida do homem, a religião temcaracterísticas típicas e cumpre determinadasfinalidades ou propósitos e proporções.
  16. 16. Psicologia Pastoral Fé e Dúvida O psicólogo não discute a lógica da fé,sua ou sua veracidade. Cabe-lhe apenas a tarefa de estudar comose forma, como se desenvolve e que funçõesdesempenha na vida do indivíduo.
  17. 17. Psicologia Pastoral Fé Religiosa O estudo psicológico da fé religiosa é,entretanto, extremamente complexo, porque é muitodifícil verificar se determinado indivíduo tem ou nãofé religiosa. A maneira mais óbvia de se saber se umindivíduo tem fé religiosa, apesar de todos os seusdefeitos como método de pesquisa, é perguntar aopróprio indivíduo.
  18. 18. Psicologia Pastoral A Dúvida Religiosa Intimamente ligado ao problema da fé está oproblema da dúvida religiosa. A dúvida é parteintegral do desenvolvimento religioso do homem,bem como de todo o processo evolutivo de suapersonalidade. A dúvida, como atitude resistente,pode levar o homem à indiferença e ao desespero,que constituem obstáculos a qualquer açãoconstrutiva e tornam impossível osempreendimentos criadores.
  19. 19. Psicologia Pastoral Conversão Religiosa Estudo Psicológico da conversão religiosa é, defato, o marco inicial dos estudos de psicologia dareligião em sua versão moderna e contemporânea.Há pelo menos duas razões para que assimacontecesse. Em primeiro lugar, o início dos estudosdos fenômenos religiosos, em bases mais empíricas,coincide historicamente com os grandes movimentosde avivamento religioso e a grande ênfase namudança de vida causada pelo poder do evangelho.
  20. 20. Psicologia Pastoral O Processo de conversão Religiosa O processo da conversão religiosa parece ter certascaracterísticas comuns. Não importa qual seja a religião dohomem, sua conversão é, ordinariamente, marcada por certosestágios bem definidos. Quase todos os autores que estudam ofenômeno da conversão religiosa, reconhecem pelo menos trêsestágios fundamentais:1. O período da inquietação;2. A crise propriamente dita;3. O período de paz que segue a “ solução” do problema espiritual. Drakeford, acrescenta a esse um quarto período, isto é, aexpressão concreta dessa experiência através da vida e docomportamento do indivíduo.
  21. 21. Psicologia Pastoral O período de Inquietação Nesse período o indivíduo reconheceque algo lhe está faltando e ele mesmo toma ainiciativa em procurar a solução para o seuproblema.
  22. 22. Psicologia Pastoral A Crise propriamente dita Descrevendo essa fase, Clark diz que, sem ainterferência de um estímulo exterior, de repente,algo extraordinário acontece – uma grandeiluminação, um sentimento de que os problemas davida foram todos resolvidos. Por exemplo: Agostinholê um texto bíblico e, de repente, sente-se uma novacriatura. Tagore, ao ouvir a interpretação de umartigo Upanisbad, sente o bálsamo divino cair sobresi.
  23. 23. Psicologia Pastoral Período de Paz e Harmonia Interior Clark diz que, na proporção em que a emoçãodo momento climático se desvanece, o indivíduocomeça a experimentar alívio, paz e harmoniainteriores. As dúvidas cessam momentaneamente. Ohomem nota que tem fé, sente que está unido a Deus,que seus pecados foram perdoados, seus problemasforam resolvidos, que está salvo.
  24. 24. Psicologia Pastoral Maturidade Religiosa Maturidade religiosa implica na convicção daexistência de um Ser Supremo e de ideias básicassobre a vida e o universo. Essa convicção dásuficiente sentido à vida do homem e o leva a umcomportamento moral consistente com sua filosofiade vida e suas crenças religiosas.
  25. 25. Psicologia Pastoral Maturidade Religiosa Finalmente, a maturidade religiosacaracteriza-se pela capacidade de amar o próximo,de ser humilde, de ser criativo, de ajustar-sesocialmente e de ser consagrado aos objetivossupremos da vida como concebidos pelo indivíduo.
  26. 26. Psicologia Pastoral Oração e Adoração A oração é uma das experiências religiosas maiscomuns entre os homens. Heiler, afirma que a oraçãoé o fenômeno central da religião e a perdafundamental de toda piedade. Ele cita Lutero,quando diz que a fé nada mais é do que oração. Aoração é, de fato, o elemento central docomportamento religioso. A prática da oração é,talvez, o índice mais seguro da religiosidade de umapessoa.
  27. 27. Psicologia Pastoral Oração Heiler falando sobre o conteúdo daoração primitiva, diz que são estes osseus elementos constitutivos.
  28. 28. Psicologia Pastoral Invocação A invocação do nome do ser divino e seusatributos pessoais é o primeiro elemento de todaoração. A pessoa que ora sem uma frequência, invocaa presença de seu Deus com frases exclamativas,como “Ouve-me!”, “Ouve-nos!”, “Ouve a nossavoz!”, ou “Ouve a nossa súplica!” , ou aindaoutras frases que expressam apelo de respostas.
  29. 29. Psicologia Pastoral Queixa ou Pergunta Muitas vezes a oração primitiva é umaespécie de protesto ou uma pergunta querevela a insatisfação do homem com adivindade a quem ora.
  30. 30. Psicologia Pastoral Petição Petição é o elemento central da oração. O homem primitivo ora quaseexclusivamente por coisas úteis ou que contribuampara a sua felicidade pessoal.
  31. 31. Psicologia Pastoral Intercessão A preocupação com o bem-estar dos demaismembros da tribo leva o homem primitivo ainterceder por eles. Esse estágio da oração é realmente elevado enão muito frequênte entre o chamado homemprimitivo.
  32. 32. Psicologia Pastoral Meio de Persuasão O homem primitivo tenta, por meio da oração,convencer a divindade de que deve favorecê-lo. Uma das maneiras por que tenta persuadir adivindade é alegando a sua própria perfeiçãomoral. “ Tem misericórdia de mim!” é uma formacomum de persuasão na prece.
  33. 33. Psicologia Pastoral Ação de Graças É o conhecimento não apenas verbal, mastambém expresso de vários modos, de que tudoprovém das mãos de Deus.
  34. 34. Psicologia Pastoral Motivo da Oração Seja qual for o motivo por que a pessoa ora esejam quais forem as reais possibilidades de umarelação com o transcendente, através da oração, ofato é que ela produz grandes efeitos psicológicossobre a pessoa que ora.
  35. 35. Psicologia Pastoral Adoração Adoração é a expressão, quer espontânea,quer formal, daquilo que o homem sente e fazquando na presença do Sagrado. No dizer de Stolz, a essência da adoraçãoconsiste em criar ou intensificar uma atitude dereverência.
  36. 36. Psicologia Pastoral Adoração A procissão tem por objetivo a aproximação deDeus. A invocação tem por objetivo o reconhecimentoe estabelecimento de uma relação pessoal maisíntima. Não pode haver adoração sem que o homemreconheça que o objeto a ser adorado está aoalcance de sua voz e que com ele deseja dialogar.
  37. 37. Psicologia Pastoral Adoração Música religiosa é outra maneira interpessoalno ato da adoração. Através do hino, da poesia e dos salmos, aalma eleva-se a Deus. A música e a poesia prestam-seadmiravelmente bem à expressão de ação degraças e de louvor.
  38. 38. Psicologia Pastoral Adoração Cada ato de adoração tem significado especialpara a pessoa que adora. Este significado, muitasvezes, não é percebido pelo indivíduo “de fora”. Se alguém quiser compreender um ato deadoração, terá que tomar-se participante, pois deoutra maneira jamais poderá compreendê-lo.
  39. 39. Psicologia Pastoral Confissão e Purificação Através da confissão, como parte do ato deadoração, o homem consegue a purificação de seuespírito e a renovação de sua vida. O rito de purificação é muito usado pelosjaponeses, egípcios, gregos, hindus e outros. Entre os celtas, romanos e persas, o fogo erauma energia purificadora. O rito batismal entre os cristãos é uma formade purificação.
  40. 40. Psicologia Pastoral Misticismo Religioso A experiência mística é um dos elementoscentrais da vida religiosa. Podemos dizer que em toda experiênciareligiosa profunda há um elemento de misticismo. Adotamos aqui a definição de misticismodada por Pratt, que diz: “Misticismo é a senso-percepção de um ser de uma realidade através demeios que são os processos cognitivos específicosou o uso da razão.”
  41. 41. Psicologia Pastoral Misticismo Religioso Há dois tipos básicos de misticismo:1. Ativo: O homem procura, através de danças, músicas, jejuns, drogas, etc..., atingir o infinito;2. Responsivo: O homem simplesmente se dispõe a receber a visitação divina. Especificamente, o místico é uma mistura dos dois tipos, havendo apenas a predominância de um dos elementos.
  42. 42. Psicologia Pastoral Vocação Religiosa A vocação religiosa é um dos aspectos maispessoais da experiência espiritual do homem. Geralmente, a maneira como o indivíduo sededica à vocação religiosa reflete a intensidade desua experiência com Deus. Num sentido muito geral, podemos dizer quetodo indivíduo que professa uma fé pessoal temuma vocação religiosa, pois a fé é o modo pelo qualo homem responde ao estímulo do transcendente.
  43. 43. Psicologia Pastoral Religião e Saúde A relação cada vez mais estreita entre o psiquiatra eo ministro religioso é um atestado do reconhecimentode que a religião desempenha importante papel nodesenvolvimento da personalidade e pode constituir-sefator primordial no equilíbrio de suas funçõespsíquicas. O ministro de religião é hoje parte integrante daequipe de saúde, nos grandes hospitais e clínicas,especialmente nos Estados Unidos, onde o movimentofoi iniciado, graças ao extraordinário trabalho deAnton Boisen.

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