O Problema Religioso e a Origem da religião

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trata sobre o probelma religioso ao longo da historia do homem, e sobre as teorias de como surgiu a religião

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  • O Problema Religioso e a Origem da religião

    1. 1. O PROBLEMA RELIGIOSO FENOMENOLOGIA RELIGIOSA
    2. 2. A Religião: • Manifestação da espiritualidade humana; • Fenômeno comum na historia da humanidade; • Toma aspectos diversos e apresenta conteúdos diferentes , conforme os povos, as regiões e os tempos.
    3. 3. • Não se pode falar de Religião como se houvesse uma só Religião; • O correto é falar de Religião no plural; • Não se pode negar que as religiões apresentam entre si alguns traços comuns bem definidos, sendo possível um estudo especial sob o ponto de vista de sua tipologia ou fenomenologia.
    4. 4. QUE É FENOMENOLOGIA RELIGIOSA?
    5. 5. Entendemos por Fenomenologia Religiosa o estudo sistemático do fato religioso nas suas manifestações e expressões sensíveis, coma finalidade de apreender o seu significado profundo. Desta forma nos situamos: • No campo da investigação histórica e cientifica; • No campo da interpretação existencial; • No campo da observação objetiva.
    6. 6. Contudo a Fenomenologia Religiosa se distingue:  Sociologia Religiosa;  Filosofia Religiosa;  Psicologia Religiosa. Não deve ser considerada uma ciência que se baste a si mesma, ela depende de outras ciências, tanto sob o ponto de vista do conteúdo, como o do método. Possui fisionomia própria, e pode apresentar-se como uma verdadeira ciência, cuja finalidade não é “classificar” os vários fenômenos religiosos, mas apreender o seu significado próprio, como expressão da mais altas espiritualidades do homem.
    7. 7. Exemplos: Ele deriva do menorá, um candelabro com sete braços representando os sete dias da criação do mundo, e surgiu para celebrar uma importante vitória do povo judeu, além de um suposto milagre. Essa história começa no século 2 a.C., quando os selêucidas uma dinastia de origem grega que dominava parte da Ásia na época —tomaram e pilharam um templo sagrado para os judeus em Jerusalém durante três anos. No ano 165 a.C., os judeus finalmente conseguiram expulsar os selêucidas. "Quando o templo sagrado foi reconquistado, encontraram um único cântaro (vaso) de óleo puro inviolado, que seria suficiente para manter aceso o menorá durante apenas um dia. Milagrosamente, o óleo durou oito dias", afirma o rabino Henry Sobel. Para comemorar esse suposto milagre, os judeus criaram um feriado chamado Chanuká, ou "Festa das Luzes", que acontece no fim de novembro ou durante o mês de dezembro. Oito dos nove braços do candelabro usado durante esse período de celebração correspondem aos oito dias do feriado. No nono braço, coloca-se o shamash, uma vela auxiliar com a qual se acendem as outras.
    8. 8. • A Armadilha do Diabo é um símbolo místico usado para controlar demônios e/ou evitar que eles entrem no local onde o símbolo foi desenhado e nem ter acesso ao que está sobre proteção da armadilha. O Grande Pentagrama serve para convocar espíritos • Esse símbolo aparece no grimório A Chave Menor de Salomão
    9. 9. QUE É RELIGIÃO?
    10. 10. O fenômeno religioso não se encontra isolado, mas integrando determinadas formas religiosas, nas quais pode adquirir significados diferentes. • Etimologicamente: verbo latino religare que quer dizer “ligar novamente”. Segundo esta explicação, religião quer dizer “prender o individuo a determinada fé e moral”. Cicero, no entanto afirma que, Religião vem do verbo re-ligare (reler), sendo uma atitude de reflexão frente à divindade, que determina um comportamento respeitoso e submisso. No grego usa-se eusébia, que quer dizer “respeito”.
    11. 11. • Filosoficamente: a Religião recebe as mais diversas definições, a ponto de ser tachada de alienação; • Psicologicamente: a Religião é uma atitude de reação frente à contingência e a relatividade do mundo, o homem se refugia em um Absoluto; • Sociologicamente: a Religião se identifica com as estruturas criadas pela sociedade humana;
    12. 12. • Teologicamente: a Religião pode ser identificada com a Fé, nela se vê uma atitude de reverente submissão a Deus, ou um esforço magico para manipular as forças divinas; • Fenomenologicamente: a Religião identifica-se com o culto religioso, engloba e estrutura todas as ações que se dirigem ao Sagrado.
    13. 13. FENOMENOLOGIA DA RELIGIÃO E FÉ RELIGIOSA
    14. 14. • Em fenomenologia só se trata do sentido daquilo que aparece diretamente no fenômeno (sentido husserliano); • Será de ordem da “posição” (fé), de natureza “dóxica” (doutrinal), mas não da ordem da significação. • Todo o sentido da Religião aparece, torna-se manifesto, enquanto que os seus princípios doutrinários, as suas próprias afirmações se refugiam na “dóxica” (teologia). • Dai a possibilidade do estudo do sentido nele mesmo, sem jamais recorrer à “dóxica”.
    15. 15. • Não se compromete o ponto de vista da Fé, que fica integralmente resguardado. • Basta a descrição das essências. • Será a Religião uma salvação concedida por Deus? Será talvez um produto da civilização? • Ele percebe um sentido, e o confirma. Mas persiste em ignorar se isto corresponde a alguma coisa real. • Percebe-se que este sentido é aquele que nós chamamos de pré- telogico.
    16. 16. • A Fenomenologia refuta os que pensam que a Religião sobrenatural não pode existir fenomenologicamente sob forma alguma e em nenhum plano. • O fenomenólogo se atém ao sentido do fenômeno, deixando de lado o sentido oculto da Fé, ou seja, aquilo que ilumina a graça, que indica uma ordem superior. • O fenômeno religioso tem seu sentido especifico, que é de uma reação espontânea, não racionalizada, perante o sagrado, mas em si mesmo ainda não traz uma doutrina e, por isso pode fazer parte de tanto de um sistema religioso como de outro.
    17. 17. QUE É “FATO RRELIGIOSO”?
    18. 18. • A Religião é algo profundamente humano; • Só o homem manifesta o sentimento religioso; • Porém isto não significa que todos os homens sejam profundamente religiosos, pois a Religião não afeta a todos os homens da mesma forma e da mesma intensidade. • Quanto a “Universalidade” da Religião “não há povo, por mais primitivo que seja, sem Religião” (ciência e religião, 1948). • Sempre encontramos algum indicio de culto religioso.
    19. 19. • A “Universalidade” não é de tal ordem que tire á Religião a sua singularidade: ela apresenta sempre características próprias. • A Religião não deixa de apresentar diferentes formas exteriores segundo as culturas que integra, mas não se identifica com nenhuma delas. • “A Religião aparece profundamente radicada no individuo e desenvolvida no grupo social” (Zunini, 1966). • Se a Religião apresenta uma função social, é porque o individuo mesmo é um ser social.
    20. 20. • “A Religião é a mais audaciosa tentativa de conceber o universo inteiro como algo humanamente significante” (The Sacred Canopy, 1969). • A Religião radica na própria natureza do individuo humano, mas não se identifica simplesmente com a sua psicologia; pede um esforço de compreensão a partir de sua fenomenologia, a única que pode fornecer, fora da teologia, uma “interpretação” valida para o seu significado mais profundo.
    21. 21. O “fato religioso”: • É um verdadeiro fenômeno humano; • Radica-se na própria natureza humana, sendo possível neste principio de unidade chegar à sua essência; • O “fato religioso” é decisivo para o comportamento e para a estruturação da sociedade.
    22. 22. FENOMENOLOGIA E REALIDADE
    23. 23. • A realidade, para muitos, é o que se pode verificar empiricamente, e fenômeno é apenas o que aparece exteriormente. • A experiência fenomenológica abriu novas perspectivas para o conhecimento do mundo e da vida. • Só depois que o homem percebe o significado próprio de certos fatos da realidade pode construir um corpo de doutrinas que se chamará ciência natural. • Somente a fenomenologia pode dar a conhecer certas realidades existências.
    24. 24. • Fenômeno, portanto, é a realidade que captamos nas coisas por meio de nossa consciência. • Não se nega a percepção sensorial, mas dá-se ênfase à percepção intencional, que tornas as coisas interessantes para o homem. • O fenômeno tem algo de “transcendente”, no sentido de que apela para a compreensão de um significado que se situa na consciência humana e não propriamente no objeto: é o que se chama “intencionalidade” do fenômeno. • A Fenomenologia Religiosa não pode ser considerada apenas como uma “chave hermenêutica”, mas como um método de estudo.
    25. 25. FENOMENOLOGIA RELIGIOSA E RELIGIOSIDADE POPULAR
    26. 26. • A experiência religiosa inclui dois elementos distintos, mas complementares: a emoção e a curiosidade. • Todo o fenômeno (husserliano) comporta uma impressão exterior e um significado interior. • O homem religioso procurar interpretar culturalmente a “eidêitas” de sua experiência religiosa, ele cria o Mito ou a Teologia. • Procura repetir experiências religiosas, cria-se o Rito. • Nas religiões naturais predomina o Rito que a teologia pode ficar completamente obscurecida.
    27. 27. • O mesmo acontece na chamada “religiosidade popular”. • O povo não tem tempo e nem condições culturais para o aprofundamento de sua fé. • As formas populares de devoção não passam de tentativas de comunicação com o Sagrado condicionados ao meio cultural.
    28. 28. ORIGEM DA RELIGIÃO
    29. 29. • Segundo a mentalidade reinante (evolucionista), foi adota o principio de que o fenômeno religioso acompanhava passo a passo a evolução cultural do e social da humanidade. • Os etnólogos relutam em aplicar ao “fenômeno religioso” um evolucionismo.
    30. 30. TEORIAS EVOLUTIVAS
    31. 31. • Os primeiros que traçaram um esquema evolutivo para o problema religioso foram os gregos. • Evêmero (séc. III a.C.); Hecateu de Mileto. • Darwin, fornece aos filósofos de sue tempo, com sua teoria da evolução das espécies, a ideia de uma evolução cultural. • A. comte, lança uma teoria apriorística com base evolucionista do tipo cultural; a humanidade teria conhecido três grandes períodos culturais: o religioso, o filosófico e o cientifico.
    32. 32. • Spencer afirma que todas as coisas evoluem da forma mais simples para as mais complexas, inclusive a Religião, e propõe o “manismo” como origem da Religião. • Lubbock ensina que o primeiro estagio de Comte apresenta a seguinte evolução: ateísmo inicial, xamanismo, antropomofismo e monoteísmo. • Tylor propõe um novo esquema: animismo inicial, manismo, fetichismo, politeísmo, monoteísmo. O homem primitivo nos seu sonhos entrou em contato com um mundo diferente daquele em que vivia desperto, passando a vogar pelos ares e comunicando-se com seres fantásticos.
    33. 33. • Frazer considera a magia a forma originaria de Religião. Seu esquema de evolucionista é o seguinte: magia, religião, ciência.... A magia não é, propriamente, uma forma de religião, mas uma pré- ciência. • Marret critica Tylor e propõe sua própria teoria evolucionista: pré- animismo ou animatismo. A Religião primitiva não é algo elaborado mentalmente, mas que se dança e deve ser compreendida nos ritos e não nos seus mitos e que a forma primitiva da Religião é a crença no Sagrado.
    34. 34. • King amplia a transcendência da magia, convertendo-a em fonte da Religião. Ele conclui que a Religião não passa de uma “ilusão”, criada pela comunidade antiga. • Robertson Smith propõe o totemismo como fonte original da Religião, tomando como exemplo a Religião Hebraica. • Zapletal demonstrou que os animais não eram cultuados como totens, e que o cordeiro pascal não representava Iahweh: era uma ceia em “comunhão com Deus”, e não uma “comunhão de Deus”.
    35. 35. • Durkheim afirma que quando os homens vivem separados, não possuem o sentido do Sagrado, mas só quando estão reunidos em grupos sociais. A Religião é produto do espirito associativo do homem. • Müller põe a origem da Religião em problema de linguagem. À medida em que o homem dava nome as coisas, também as personificava criando assim entidades abstratas, que se transformaram em deuses. • Wundt põe a origem da Religião no medo que assaltava o homem primitivo sempre que não conseguia uma explicação natural para os fenômenos. Do medo nasceu os mitos e deste a Religião.
    36. 36. TEORIAS DEVOLUTIVAS
    37. 37. Contra a onda evolutiva levantou-se uma reação violenta, em parte suscitada pelos espiritualistas, mas em grande parte funda em uma pesquisa mais objetiva da parte dos próprios etnólogos e antropólogos. • Lang foi o primeiro a contestar as teorias evolutivas e, propôs uma teoria devolutiva na qual, a forma mais simples de Religião é o monoteísmo. • Schmidt afirma que houve três estagio (ciclos culturais) na cultura humana: a cultura primordial; cultura superior; as grandes civilizações.
    38. 38. Propostas para explicar como se originou a Religião: • Em todas as fases da historia da humanidade sempre encontramos uma ou outra forma de Religião; • Não podemos determinar com precisão qual a forma originaria da Religião em toda a humanidade; • O principio invocado de “forma mais simples” não explicaria o significado do fenômeno religioso como tal.
    39. 39. A SOLUÇÃO FENOMENOLOGICA
    40. 40. O problema da origem da Religião está mal formulado, pois parte do principio apriorístico de que a vida espiritual do homem depende de sua evolução biológica. Psicologicamente falando, parece que a resposta é favorável ao monoteísmo. Sociologicamente, parece igualmente que o monoteísmo é a forma mais simples de Religião, pois corresponde à idealização do chefe de tribo dos povos primitivos. Historicamente não há meio de se verificar como aconteceram as coisas.
    41. 41. Resta a pesquisa fenomenológica, que estuda a Religião a partir do seu elemento básico, o fenômeno religioso tal como se manifesta no comportamento humano. O fenômeno religioso se funda em uma “experiência do Sagrado”. Esta experiência pode ser mais ou menos clara, segundo as disposições intelectuais, psicológicas e de liderança do respectivo individuo. O monoteísmo não é privilegio de determinadas estruturas sociais ou culturais, mas aparece ali onde há um homem carismático capaz de lhe dar condições par se impor ao grupo humano.
    42. 42. Não se pode dizer que todas as teorias sobre a origem da Religião tenham sido inteiramente inúteis sob o ponto de vista cientifico, pois deram um ensejo para que se pesquisasse mais a fundo o fenômeno religioso como tal.

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