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1Divórcio e Novo CasamentoUma Visão Realista e BíblicaO conceito de indissolubilidade matrimonial é absoluto ou relativo n...
2A posição que os cristãos possuem sobre o divórcio é fundamentalpara a orientação sobre adultério, fornicação, imoralidad...
3redundância para alguns não o é para outros. Precisamos analisar oassunto por diversos ângulos. Esperamos com isto não of...
4b) Quando os nubentes entendem claramente o significado daexpressão: “o que Deus juntou não separe o homem”. Pauloensinou...
5b) Há casos, porém, em que os nubentes são obrigados a secasarem e não podem divergir. Isto é contrário ao padrão deDeus ...
62.2.1. Quem autorizou esta Lei em Israel? –5.2.1.1 No capítulo 12, Moisés começa a relatar o que elemesmo chama de “são e...
7-- a Lei do Divórcio permitia ao homem casar com umamulher, e depois, ao começar a conviver com ela, mandá-laembora se ac...
85.4 O que significa exatamente esta expressão--“se ela não achargraça aos seus olhos, por haver ele encontrado nela coisa...
95.4.2.4 No livro Divórcio e Novo Casamento, o ProfessorGuy Duty2insere a seguinte citação:5.4.2.4.1 “O Dr. Alfred Edershe...
106.2 “Se o divórcio não significasse a dissolução completa domatrimônio, não consigo ver outra explicação nesse caso para...
11porque as suas bases são divinas, e não humanas. O queJesus apresentou no texto acima foram as razões de Deuspara autori...
126.4.1 Notemos bem esta questão. Em Levítico 20:10 eDeuteronômio 22:22 está escrito que “Será morto oadúltero e a adúlter...
136.4.3.2 Ora, é exatamente neste aspecto que Deus semostrava misericordioso. Moralmente falando, nãose dá o caso de que u...
14problema do divórcio estava aceso na Palestina. Na HistóriaJudaica, essa questão é conhecida como a disputa de Hillel eS...
157.3 Um homem poderia até mesmo ter duas mulheres na naçãoisraelita (houve muitos que tiveram até mais do que isto), desd...
16permissiva tolerância de um Deus que é amor e, segundo aEscritura, um “Deus misericordioso e compassivo, tardioem irar-s...
17mulheres, “devido à dureza de seu coração decaído”, permitiu-lhe agir assim.8.5 Depois que o pecado entrou no mundo as c...
185.2 “Mas José, seu esposo, sendo justo e não querendo ainfamar, resolveu deixá-la secretamente” (Mateus 1:19).5.3 Ora, o...
196.3 O repudiar em Deuteronômio 24:1, 2, no próprio texto da Leide Moisés significava literalmente: “e a despedirá de sua...
209 Por que a parte inocente pode casar-se novamente, mas a culpada não opode fazer?9.2 A Lei do Casamento desde o início ...
219.6.1 “Mas se te desviaste, quando sob o domínio de teumarido, e te contaminaste, e algum homem, que não éteu marido, se...
22israelita e foi criado nos seus princípios. Mas seuma adúltera ou adúltero não pode estar ligado àIgreja, teríamos que a...
23Ele nunca disse que a mulher adúltera deveria receberuma Carta de Divórcio. Em outras palavras, Ele estavaadmitindo que ...
24infidelidade. Esta condição evidentemente foi estendidaà mulher diante do adúltero.10.2.5 Mas, a infidelidade aqui não s...
25que Jesus viveu dentro da Lei de Moisés com a maisabsoluta precisão, cumprindo-a e honrando-a (cf. Mateus5:17-20; Gálata...
26mulher de “ajudadora idônea”. O homem deve encontrarna esposa uma companheira “intelectual, emocional,física e espiritua...
2710.5.7.2 Por esta questão vemos que infidelidadeabrange muito mais do que a simples prática doadultério sexual.E) Como E...
28seriam imundos; mas agora são santos. Mas, se o incrédulo seapartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou a irmã não...
297.4.1.1 (verso 11) – “se, porém, se apartar” – entãohá a possibilidade de que se divorciassem sim;7.4.1.2 “que fique sem...
307.4.1.6 Aí entra Paulo com uma segunda exceção,nova ao texto escriturístico anterior, dizendo oseguinte: “mas, se o incr...
31podem sair da “servidão” do casamento? Nãoadmitir isto é ser deturpador do texto.7.4.1.10 Eis o que argumentam alguns do...
32crente e outro é descrente. São situações diversas, mashá os que juntam tudo e querem julgar as coisas poresta sua inter...
338.3 É notório que Paulo aqui fala de pessoas crentes e não demundanos. Observe-se que ele diz que a mulher poderiacasar ...
34referentes ao todo que já estudamos para sermosconvencidos por apenas este texto de toda uma doutrina.9.6 Repetindo: Lei...
35porém, lhes disse: Nem todos podem aceitar estapalavra, mas somente aqueles a quem é dado. Porquehá eunucos que nasceram...
3610 O quarto texto é o de Marcos 10:10 a 12: “Em casa os discípulosinterrogaram-no de novo sobre isso. Ao que lhes respon...
3710.3.2 Diz o Professor Duty: “O texto de Hebreus 7:22 e8:6 afirma que Cristo deu à humanidade uma„aliança superior‟ à de...
3811.6 Uma coisa é o ideal, outra coisa é a realidade. A partir deCristo as coisas foram modificadas, mas ainda virá umaou...
39aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos daressurreição”. (Lucas 20:34-36).11.6.3 Considere-se também a expressão id...
4012.4.1 Observemos o contexto e o texto: “Porque o Senhortem sido testemunha entre ti e a mulher de tuamocidade, para a q...
4113.4 Herodes, repreendido por João Batista, estava com amulher de seu irmão estando este ainda vivo! Isto eraclaríssimo ...
42aqui, na vida dos pastores, um relacionamento com duasmulheres simultaneamente. Mas, evidentemente, se amulher foi adúlt...
4316 Um argumento que aparece no livro do Professor Guy Duty e queele ouviu algumas vezes é: “Se concordarmos com isso e a...
447 Não permitiremos nunca que uma pessoa que nos procura,interessada em ser discipulada no Reino de Deus, seja impedidapo...
45atreveria a dizer que ela imoral ou semelhante, porquefoi uma autoridade representativa de Deus quem a deu.9.3.2.1 Segun...
46questão passada. O Senhor é Deus! O pastor e os irmãos estarão livresdesta questão, pois se trata de algo de foro íntimo...
47Psicólogos e Psiquiatras Cristãos. Sua proposta ministerial aos irmãos detoda parte é a de cooperar com a edificação da ...
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Divórcio e novo casamento uma visão realista e biblica

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O conceito de indissolubilidade matrimonial é absoluto ou relativo no Velho Testamento? Como entender as palavras de Jesus a respeito do divórcio? Um novo casamento, é autorizado pela Bíblia para a parte inocente numa situação de traição conjugal? E seria mesmo isso permitido só com a ocorrência de infidelidade no sentido de relações sexuais ilícitas? Esta e outras questões são tratadas em profundidade e com embasamento seguro por um pesquisador criterioso do delicado, mas importante assunto.

Publicada em: Espiritual
  • Faltou explicar o original "pornéia" que é o caso de exceção para o recasamento! utilize os textos originais para basear sua argumentação!
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Divórcio e novo casamento uma visão realista e biblica

  1. 1. 1Divórcio e Novo CasamentoUma Visão Realista e BíblicaO conceito de indissolubilidade matrimonial é absoluto ou relativo noVelho Testamento? Como entender as palavras de Jesus a respeito dodivórcio? Um novo casamento, é autorizado pela Bíblia para a parteinocente numa situação de traição conjugal? E seria mesmo issopermitido só com a ocorrência de infidelidade no sentido de relaçõessexuais ilícitas? Esta e outras questões são tratadas em profundidade ecom embasamento seguro por um pesquisador criterioso do delicado,mas importante assunto.Prof. Jean Alves Cabral, Tn.Introdução
  2. 2. 2A posição que os cristãos possuem sobre o divórcio é fundamentalpara a orientação sobre adultério, fornicação, imoralidade e lascívia. Oscristãos não podem se submeter a um padrão contrário às Escrituras, etampouco podem deixar de anunciar, quando necessário, a posição que éconveniente ao Corpo de Cristo, para fins de orientação aos casais emcrise e dos seus irmãos e irmãs em Cristo que vivam uma situaçãodelicada neste assunto.É notória a complicada situação nas denominações religiosas ditascristãs referente aos que contraem um segundo casamento, baseados emuma situação de divórcio. Algumas denominações não aceitam fazer osegundo casamento, conquanto aceitem as pessoas casadas pela segundavez. Outras não aceitam a possibilidade de um segundo casamento deforma alguma, enquanto um dos cônjuges viver. Assim, há muitadiscussão sobre o assunto.Uma das mais duras apresentações que já ouvi sobre aindissolubilidade do casamento, veio de um pequeno grupo de irmãos queensinam o seguinte: se sua mulher (ou marido) adulterar, você não poderámandá-la(o) embora. Antes, terá que suportar pelo resto da existência duassituações--ou fica solteiro, ou convive com a adúltera, ou adúltero.Quando eu disse que isto não faria a pessoa “inocente” feliz, a respostaque ouvi foi a de que Deus não está interessado em nossa felicidade, masna nossa santidade. Noutras palavras, seria ser santo sofrer traição e ficarvivendo com a adúltera (ou adúltero) o resto da minha vida? Isto parecemais uma proposta de viver no inferno do que viver em santidade.No outro extremo, a mais frouxa orientação de que tenho notícia é aque se pode verificar em qualquer revista de “fofocas” da vida de artistasde televisão e cinema: a pessoa deixou de “gostar” da outra com quemcasou e aí a abandona. Este é outro absurdo!Assim, decidi apresentar nossa posição sobre o divórcio! Umadeclaração objetiva e oficial de como orientamos as pessoas que nosprocuram em busca de um modo de viver sem trair a consciência bíblicaque possuem.(Nota importante: Pedimos aos leitores que não se aborreçam coma repetição constante de certos pontos. O que pode parecer
  3. 3. 3redundância para alguns não o é para outros. Precisamos analisar oassunto por diversos ângulos. Esperamos com isto não ofender ainteligência dos mais cultos, pedindo-lhes que sejam pacientes parabeneficiar irmãos mais lentos no raciocínio.)A) Quando é Válido o Casamento?1. Cremos que o ideal de Deus é que existam apenas casamentos deum homem com uma mulher (Gênesis 2:18-25; Mateus 19:4-6), eque Seu propósito eterno é o de que estes casamentos sejam únicosao longo da vida inteira do casal (“O que Deus juntou não separeo homem”).2. O casamento prevê a realização de, pelo menos, cinco funçõesessenciais:a) Não deixar a pessoa solitária: Gênesis 2:18;b) Dar ao casal uma completa e benfazeja união de seu físico,emocional, intelectual e espiritual: Gênesis 2:23-24 (“. . . uma sócarne”);c) Desenvolver na relação dos dois cônjuges o crescimento para oReino de Deus (Efésios 5:22-33);d) Possibilitar a sexualidade para fins de procriação (Gênesis 1:27,28) e satisfação sexual conjunta (1º Coríntios 7:2-5);e) Contribuir para a honra da família (Hebreus 13:4),contentamento amoroso do homem em todos os dias de sua vida(Eclesiastes 9:9).1. O casamento só é válido nas seguintes condições:a) Quando ambos os nubentes conhecem as suas funções nocasamento (Provérbios 12:4; 18:22; Salmo 128). Só então temosuma base para estabelecer o primeiro requisito para o casamento.Nunca um casal devia se unir pelo voto matrimonial sem antesconsiderar o que significa a união do casal através da união doespírito, emoções, físico e intelecto. Muitos se casam baseadosou em sexo, ou em emoções, e esta tem sido a ruína derelacionamentos que não foram “unidos pelo Senhor”.
  4. 4. 4b) Quando os nubentes entendem claramente o significado daexpressão: “o que Deus juntou não separe o homem”. Pauloensinou que “a mulher está ligada enquanto o marido vive; masse falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser,contanto que seja no Senhor”. (1º Coríntios 7:36). Neste caso,deve-se observar se realmente compreendem o que estarãofazendo ao contraírem o casamento, pois, a sua dissolução é algocomplicado e, muitas vezes, impossível sob todas as hipóteses.Casar-se é assumir um compromisso de cuidar da outra pessoa naalegria e tristeza, pobreza e riqueza, saúde e doença, juventude evelhice.c) Quando as duas famílias dos cônjuges tornam-se cientes de queesse novo casal está diante das duas famílias, casados (Gênesis24), verdadeiramente honrados diante de todos os seusconhecidos (Hebreus 13:4), com evidente respeito pelos bonscostumes e decência.d) Quando uma “autoridade” que representa a Deus (Romanos13:1-7) decreta por documento legal a validade do casamento.Essa autoridade, pelas leis brasileiras, tem que ser um Juiz dePaz ou Juiz de Direito Civil. A intervenção religiosa é somenteformalista e ritualística. O que vale mesmo, do ponto de vistalegal, é o casamento registrado em cartório. Essa autoridade équem proclama o casamento como sendo válido.1. Sem que todas estas especificações sejam preenchidas emconjunto, entendemos claramente que não houve casamentolegítimo.a) Há casos em que os nubentes são pressionados e obrigadospelos pais a casarem. Tal fato caracteriza seriamente a situaçãodo “casamento forçado”, e mesmo que tal casamento sejaregistrado como válido, é um atentado contra a própriainstituição em questão. O casamento não é um negócio e nem éuma diversão. Todavia, não poderemos concordar comcasamentos em que os cônjuges não se casaram por vontadeprópria. Sua anulação é justa e devia ser imediata.
  5. 5. 5b) Há casos, porém, em que os nubentes são obrigados a secasarem e não podem divergir. Isto é contrário ao padrão deDeus para a raça humana. Em 1º Coríntios 10:29 e Romanos14:13-16 está claro que a consciência humana deve serrespeitada. Um casamento forçado não é um casamento legítimo,mas uma aberração (escravidão). Deve-se denunciar àsautoridades constituídas no Brasil casos assim, pois é crime.B) A Lei do Divórcio no Velho Testamento5 Quando foi dada a Lei do Divórcio pela primeira vez?5.2 Em Deuteronômio 24:1 a 4, e diz exatamente o seguinte: “Seum homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se elanão for agradável aos seus olhos, por ter ele achado cousavergonhosa nela, far-lhe-á uma Carta de Divórcio e lha darána mão, e a despedirá de sua casa. Se ela, saindo da casadele, for e se casar com outro homem, e este também adesprezar e, fazendo-lhe Carta de Divórcio, lha der na mão,e a despedir de sua casa; ou se este último homem, que atomou para si por mulher, vier a morrer; então seu primeiromarido que a despedira não poderá tornar a tomá-la pormulher, depois que foi contaminada; pois isso é abominaçãoperante o Senhor. Não farás pecar a terra que o Senhor teuDeus te dá por herança”.6 Observações sobre esta Lei Mosaica.6.2 Há algumas questões que precisam ficar bem claras em nossamente quanto a esta Lei Mosaica, caso contrário, nãoentenderemos mais adiante o que o Senhor deseja ensinar naquestão do divórcio.6.3 As questões são as seguintes:
  6. 6. 62.2.1. Quem autorizou esta Lei em Israel? –5.2.1.1 No capítulo 12, Moisés começa a relatar o que elemesmo chama de “são estes os preceitos e osestatutos que tereis cuidado em observar na terraque o Senhor Deus de vossos pais vos deu para apossuirdes por todos os dias que viverdes sobre aTerra” (Deuteronômio 12:1).5.2.1.2 Notamos aqui que Moisés foi quem ensinou estesestatutos. Ele irá falar destes estatutos desde esteCapítulo 12, verso 1, até Deuteronômio 31:13.5.2.1.3 A lei sobre o Divórcio está dentro destes estatutos“oficiais” da nação de Deus daquele tempo. Comque autoridade Moisés apresentou-as diante do povode Israel?5.2.1.4 “Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos eos preceitos que o Senhor teu Deus mandou ensinar-te, a fim de que os cumprisses na terra a que estáspassando para a possuirdes, para que temas aoSenhor teu Deus, e guardes todos os Seus preceitose mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e ofilho de teu filho, todos os dias da tua vida, e paraque se prolonguem os teus dias”. (Deuteronômio6:1-2).5.2.1.5 Foi Deus quem deu a Lei do Divórcio e Moiséssomente apresentou-a perante o povo conforme avontade do Senhor. Isto é indiscutível!5.3 O que a Lei do Divórcio permitia que se fizesse? Enumeramoscinco aspectos:-- a Lei do Divórcio permitia que somente o homemexpulsasse a mulher de sua casa. Ele não podia abandoná-la,mas podia expulsá-la em conformidade com a lei que Deusmesmo havia dado;
  7. 7. 7-- a Lei do Divórcio permitia ao homem casar com umamulher, e depois, ao começar a conviver com ela, mandá-laembora se achasse em qualquer tempo alguma coisavergonhosa nela. Tal coisa vergonhosa ia desde a falta dedentes até encontrar ele outra que lhe parecesse mais bonita;-- a Lei do Divórcio permitia ao homem mandar a mulherembora de sua casa dando-lhe uma Carta de Divórcio (o queexigia a presença de duas testemunhas1). O mandar embora erachamado de repúdio;-- a Lei do Divórcio permitia à mulher, quandorealmente possuidora da Carta de Divórcio e expulsa de casa,casar-se com outro homem. Evidentemente, o homem que amandou embora poderia também se casar de novo. O próprioDeus deu autorização para que um novo casamento fossecontraído dentro dessa lei, segundo claramente estabelece otexto deuteronômico. Tal lei previa, inclusive, que se a mulherfosse casada, depois expulsa, podia casar-se de novo. E seexpulsa novamente, mais uma vez tinha permissão de se casar,e assim sucessivamente. Esta situação foi exatamente aquelaem que se achava a mulher samaritana, que, encontrando-secom Jesus, ouviu Dele estas palavras: “Disseste bem: Nãotenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e o que estácontigo agora não é teu marido; isso disseste com verdade”(João 4:17-18);-- a Lei do Divórcio dava essa liberdade de separação somentenuma situação muito clara, e pode ser assim identificada notexto: “se ela não achar graça aos seus olhos, por haver eleencontrado nela coisa vergonhosa, far-lhe-á uma Carta deDivórcio e lha dará na mão e a despedirá de sua casa”.(Deuteronômio 24:1). Atentemos a este ponto a seguir, commaior atenção:1Para conferir se era ou não duas testemunhas, observe-se o texto de Deuteronômio 19:14-20.
  8. 8. 85.4 O que significa exatamente esta expressão--“se ela não achargraça aos seus olhos, por haver ele encontrado nela coisavergonhosa?”5.4.1 Notemos que esta era a condição para se despedir amulher de casa com uma Carta de Divórcio. Não haviaoutra condição permitida por Deus. O homem era absolutonesta questão. Ele é quem decidia se a mulher possuía ounão “graça aos seus olhos”, e ele é quem avaliava se amulher tinha ou não “coisa vergonhosa”.5.4.2 O que era esta coisa vergonhosa?5.4.2.1 Alguns dizem que era adultério. Mas estapossibilidade é simplesmente descartável, porque seuma mulher fosse adúltera, o marido não daria a elauma Carta de Divórcio, mas faria o seguinte: levariaa mulher ao exame dos anciãos e sacerdotes deIsrael, diante do pai dela e, confirmando-se que amulher era sem virgindade antes do casamento, seriaapedrejada até a morte (cf. Deuteronômio 22:13-21);5.4.2.2 Há ainda outro caso de adultério. Alguns valem-se dele sem aviso escriturístico, e sem esta necessáriabase argumentam que “coisas vergonhosas” poderiareferir-se ao adultério da mulher com outro homem,depois de ela estar casada. Isto também é incorreto,pois, se a mulher já casada adulterasse, o marido nãolhe daria Carta de Divórcio, mas a entregaria aoapedrejamento até à morte, consoante ensinado emDeuteronômio 22:22. Nestes casos, o apedrejamentoera também aplicado ao homem com quem ela estavaadulterando.5.4.2.3 Então, o que eram estas “coisas vergonhosas”,que tiravam a “graça da mulher diante do seumarido” e habilitava-o a mandá-la embora com aCarta de Divórcio?
  9. 9. 95.4.2.4 No livro Divórcio e Novo Casamento, o ProfessorGuy Duty2insere a seguinte citação:5.4.2.4.1 “O Dr. Alfred Edershein disse que esseconceito de impureza „abrangia quaisqueratitudes impróprias, tais como andar com ocabelo solto, girar na rua, conversar comoutros homens com demasiada familiaridade,maltratar os pais do marido em presençadeste, gritar, isto é, falar com o marido em voztão alta, de modo que o morador da casavizinha a escute, reputação má em geral, ou adescoberta de fraude anterior aocasamento‟”.35.4.3 Eis aí a questão em tons claros. Se o homem, porexemplo, verificasse que a mulher, depois do casamento,era uma faladeira e linguaruda, poderia mandá-la embora,pois ela o envergonhava com sua língua. Ele lhe dava aCarta de Divórcio, onde exporia a razão da mesma, e duastestemunhas “assinavam” a questão. Ela era expulsa decasa e ele podia ir atrás de outra mulher. Igualmente, elapodia também ir atrás de outro homem que conseguissearranjar.5.4.4 Quem inventou isto foi Deus, e não Moisés. Era ummandamento para que Israel pudesse viver longamentetodos os seus dias na terra que Deus mesmo lhe dava. OSenhor Jesus ensinou que “pela dureza de vossoscorações ele (Moisés) vos deixou escrito estemandamento” (Marcos 10:5).6 Ainda, do referido livro do Professor Guy Duty, citamos:2Este Livro é editado pela Editora Betânia. Caixa Postal 30. Venda Nova. Minas Gerais. CEP 30.001-970.3“Divórcio e Novo Casamento”, pág. 21. Editora Betânia.
  10. 10. 106.2 “Se o divórcio não significasse a dissolução completa domatrimônio, não consigo ver outra explicação nesse caso para ofato de que Deus aprovaria o adultério e também a ilegitimidadedos filhos que nascessem dessas segundas núpcias. Se a Lei doDivórcio aprovada por Deus fala apenas em separação, por quenão ordenou Ele que esta mulher permanecesse sem casar, aoinvés de dizer que ela poderia casar-se de novo?”46.3 Os que defendem que o casamento era indissolúvel no VelhoTestamento, usam um argumento fraco para esta questão. Fazemo seguinte:6.3.1 Tomam um texto em que Cristo responde a um confrontoquanto a ser válida ou não esta Lei do Divórcio, ditadapor Moisés, por “qualquer motivo”:6.3.1.1 “Responderam eles: Por que então mandouMoisés dar-lhe Carta de Divórcio e repudiá-la?Disse-lhes Ele: Pela dureza de vossos coraçõesMoisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; masnão foi assim desde o princípio”.56.3.2 Ora, notamos que Jesus não diz que a Lei de Moisés eraerrada, assim Ele admitiu a validade dela.6.3.2.1 Aliás, foi Ele mesmo (Jesus) Quem deu esta Lei aMoisés6.6.3.3 Depois de notarmos que a resposta de Jesus não é sobre alei estar certa ou errada, mas sobre “a dureza de vossoscorações”, verificamos que isto revela que Deus não usouo princípio absoluto naquela Lei de Divórcio. Em outraspalavras, Deus preferiu permitir que os israelitaspudessem viver sempre que quisessem, trocando demulher. Este é certamente o mais firme argumento que jáse apresentou sobre o Divórcio no Velho Testamento. Isto4Idem.5Mateus 19:7-86Onde está escrito que foi Cristo Quem deu a Lei Mosaica à Moisés? Em 1º Coríntios 10:1-4 está escrito que a pedra espiritual queos acompanhava no deserto com Moisés era Cristo.
  11. 11. 11porque as suas bases são divinas, e não humanas. O queJesus apresentou no texto acima foram as razões de Deuspara autorizar o que autorizou (Jesus é Deus!).6.3.3.1 Ele preferiu permitir isto com uma lei oficial emIsrael, ao invés de dizer-lhes que era proibidoabandonar a mulher por qualquer motivo.6.3.3.2 Ora, não disse Jesus que eram os homens duros decoração? Então, por que Deus não lhes deu ummandamento tal que destruísse sua dureza decoração, em vez de ser “paciente e complacente”com algo que possivelmente seria errado, já que,segundo Jesus “não fôra assim desde o princípio?”6.3.3.3 Parece que temos aqui um extraordinário caso emque Deus permite que o homem viva, com Suaaprovação, contrariamente ao Seu próprio princípiode “indissolubilidade do casamento”, caso seja esteum princípio absoluto da Palavra de Deus. E os quedefendem a questão da indissolubilidade, verão nesteponto uma situação delicadíssima para poderemsustentar esta crença da indissolubilidade. Ela nãopode ser sustentada! Se este princípio fosse absoluto,Deus nunca poderia tê-lo permitido.6.3.3.4 Não há a menor dúvida de que Deus permitiu porséculos, oficialmente, que o desvio do plano originalfosse praticado à luz do dia, sem a menor punição.E, mais do que isto, Ele mesmo “autorizou” que odesvio se tornasse Lei de Divórcio.6.4 Uma coisa sobre esta autorização de Deus para o Divórcio noVelho Testamento precisa ficar esclarecida, pois não temos amenor dúvida de que Deus é como diz Isaías: “o Senhor, o teuRedentor, o Santo de Israel: Eu Sou o Senhor, o teu Deus, que teensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar”(Isaías 48:17).
  12. 12. 126.4.1 Notemos bem esta questão. Em Levítico 20:10 eDeuteronômio 22:22 está escrito que “Será morto oadúltero e a adúltera”. “Assim eliminarás o mal deIsrael”. Em Israel as coisas em relação à lei funcionavamassim: “Sem misericórdia morre pelo depoimento de duasou três testemunhas quem tiver rejeitado a Lei de Moisés”(Hebreus 19:28).6.4.2 O divórcio teria sido um ato de misericórdia para osisraelitas. Por que teria sido um ato de misericórdia? Pelarazão que Jesus apresentou: a “dureza de vossoscorações”.6.4.3 Observe-se este esclarecimento que o Professor GuyDuty dá sobre o adultério em Israel:6.4.3.1 “„Eliminar o mal de Israel‟. O adultério eraolhado com tal horror que fora colocado nacategoria de crime capital. Era um crime contra oEstado Hebreu e também contra a lei divina. Acondenação oficial do adultério não significava umavingança pessoal, nem dureza de coração. Era umcrime contra os interesses morais da comunidadeisraelita. A relação do homem para com o universomoral exige por parte dele a observância das leismorais. A punição do adultério era uma necessidademoral, como também uma medida preventiva.Muitas vezes o cônjuge inocente era contagiado pordoenças venéreas, por um companheiro adúltero. Osfilhos nasciam cegos ou portando outrasdeficiências físicas. Mulheres prostitutas tinhamfilhas prostitutas, e homens adúlteros exerciampéssima influência sobre os filhos. Tais perigossociais deviam ser evitados no Estado de Israel. Asabominações sexuais das nações pagãs vizinhas nãopodiam ficar impunes no seio da nação judaica”.77“Divórcio e Novo Casamento”, pág. 82. Editora Betânia. Autor Guy Duty.
  13. 13. 136.4.3.2 Ora, é exatamente neste aspecto que Deus semostrava misericordioso. Moralmente falando, nãose dá o caso de que um homem que tem uma mulhere se divorcia dela “por qualquer motivo”, como erao caso da lei que está em Deuteronômio 24:1, 2, nãose faz adúltero? Não foi exatamente isto que Jesusdisse em Mateus 19:9 quando falou: “qualquer querepudiar sua mulher, exceto em caso deinfidelidade?”6.4.3.3 Parece-nos que Deus mesmo, por muitos séculos,através da Lei de Moisés, “autorizou” a nação santana prática do “repudiar a sua mulher”, só que nãoapresentou qualquer exceção. Podia-se fazer istolegalmente sem a menor crise.6.4.3.4 Então, logicamente, o adultério não é exatamenteo que alguns teólogos e religiosos atuais desejamque seja. Em Israel, era possível que um homem quetivesse uma mulher a despedisse, podendo ela secasar com outro homem. Ocorre que um amigo seupodia mandar sua mulher embora nas mesmascondições e outro podia se casar com ela. Isto é oque chamamos em nossos dias de “troca de casais”.Mas em Israel isso podia ser feito à luz do dia, dianteda Lei e os praticantes seriam considerados fiéis à“Lei do Senhor”.7 Outra questão envolvida nesta delicada posição para os que crêem naindissolubilidade do casamento durante toda a história, como se fosseum mandamento absoluto de Deus, é o desconhecimento de que havianos dias de Cristo uma séria disputa sobre a validade do divórcio ounão.7.2 “Na época que Jesus pronunciou aquelas palavraspromulgando sua nova Lei do divórcio em Mateus 5:32, o
  14. 14. 14problema do divórcio estava aceso na Palestina. Na HistóriaJudaica, essa questão é conhecida como a disputa de Hillel eShammai. . . . Hillel ensinava que um judeu poderia divorciar-seda esposa por qualquer motivo. Shammai defendia a idéia deque o divórcio só era legal por causa de fornicação. A disputa,debatida de norte a sul naquela terra, revolvia em torno doqualquer motivo de Hillel e do motivo único de Shammai.Lembremo-nos de uma coisa! Não se tratava de uma disputasobre a possibilidade ou não de um novo casamento, massomente das legítimas causas do divórcio, que permitiam novasnúpcias. A impossibilidade de novo casamento após o divórcioera problema desconhecido dos judeus”.7.2.1 O divórcio, desde os dias de Moisés até o tempo de Jesusé algo absolutamente legítimo, autorizado e perfeitamentelegal diante de Deus e dos homens. O próprio Deus/Jesusfoi Quem autorizou aquela situação. Portanto, se Deuspermitia, nenhum homem israelita estava em pecadoquando mandava sua mulher embora por “qualquermotivo”, e podia tranqüilamente arranjar outra mulher quejulgasse conveniente.7.2.2 Quando Jesus se pronunciou sobre esta disputa teológica,Sua preferência foi pela posição de Shammai queapresentava como “único motivo” legítimo para odivórcio o adultério. Muito embora Cristo tenha sido maisabrangente que Ele, como numa terceira posição, ou seja,Cristo não disse que o “único motivo” é o adultério, masdisse: “exceto em caso de infidelidade” – e infidelidade émais do que simplesmente adultério. Poderia ser oabandono do lar por um dos cônjuges, a traição de um dosdois em relação a muitos aspectos da vida (financeiro,social, etc.), o que caracterizaria, com certeza, umadimensão muito mais abrangente do adultério, se oconsiderarmos como um ato de infidelidade.
  15. 15. 157.3 Um homem poderia até mesmo ter duas mulheres na naçãoisraelita (houve muitos que tiveram até mais do que isto), desdeque desse conta delas em todos os sentidos perante a sociedade.7.3.1 O que um homem não podia, em termos de relaçõessexuais, está em Levítico 18, e lá não se fala nada sobrenão poder ter mais de uma mulher. Ora, “onde não há leio pecado não é levado em conta” (Romanos 4:15).7.3.2 Ao contrário, no caso do pai de Samuel, Elcana (1ºSamuel 1:1-8), ele era um cidadão honrado, pai de umgrande patriarca e, no entanto, não foi apedrejado porcausa das duas mulheres que tinha (Ana e Penina), comotambém se deu com diversos reis de Israel, dentre os quaisDavi e Salomão. Tinham eles diante do Senhor diversasmulheres, e, no entanto, um foi chamado de “homemsegundo o coração de Deus”. Na lista de seus pecados nãose diz nunca que pelo fato de terem diversas mulhereseram pecadores, antes é declarado que a idolatria, oassassinato e o adultério eram seus problemas.7.4 Definitivamente, havia no Velho Testamento uma brecha paraque se pudesse suportar “a dureza de vossos corações”, da qualfala Jesus. A misericórdia do Senhor neste ponto era claramentecompreendida como uma compreensão de que os homens deviamser todos destruídos, pois bem poucos eram decentes o suficientepara viver do modo como era “desde o princípio . . . uma sócarne”.7.4.1 Contudo, não defendemos posturas pré-concebidas edescabidas. O divórcio não era um pecado em Israel, poisa lei o permitia. O divórcio era uma das tristezas de Deusem relação ao ser humano, pois está escrito: “Eu detesto odivórcio, diz o Senhor Deus de Israel” (Malaquias 2:16).O fato de Deus permitir algo que é moralmente ruim nãosignifica que seja este Seu propósito eterno para o homem.A própria existência humana em pecado já é em si uma
  16. 16. 16permissiva tolerância de um Deus que é amor e, segundo aEscritura, um “Deus misericordioso e compassivo, tardioem irar-se e grande em beneficência e verdade” (Êxodo34:6).7.4.2 Mas, não duvidemos de uma coisa: “Os teólogos judeusconcordam com os teólogos gentios neste ponto. Elescitam Mateus 5:32 e 19:9 como tendo o mesmopensamento de Shammai. . . . Estes fatos históricosapóiam nossa interpretação do divórcio, isto é,implicando na total dissolução do casamento. Não existenas circunstâncias históricas a menor evidência queapóie o ensino de que o divórcio bíblico seja apenas„separação de corpos e bens‟. Esta não é a linguagembíblica”.8 Em Suma:8.2 Demonstramos pela Bíblia que desde os dias de Moisés até osdias de Cristo, o Divórcio era uma prática normal, determinadapor Deus através da Lei de Moisés, e que o novo casamento eraalgo absolutamente normal, desde que certas condições fossemcumpridas. Jesus não condenou a Lei da Moisés neste ponto, masdisse que “Pela dureza de vossos corações Moisés vos permitiurepudiar vossas mulheres; mas não foi assim desde o princípio”88.3 A permissão de Deus, não importa o motivo, torna uma situaçãomoralmente correta, pois Deus é a fonte de toda moralidade. SeEle disser que algo é errado, então isto é absoluto, mas se disserque algo não é errado, igualmente é absoluto. Deus formula a leicomo bem quiser: Ele é o Senhor!8.4 Isto nos revela um aspecto do trato de Deus com os homens. Elenão é tão rígido na questão do casamento, como algunsdesejariam que fosse. Dizemos isto com a consciência limpa emrelação ao testemunho muito claro das Escrituras. Posto queDeus não quisesse que o homem fosse homem de muitas8Mateus 19:8
  17. 17. 17mulheres, “devido à dureza de seu coração decaído”, permitiu-lhe agir assim.8.5 Depois que o pecado entrou no mundo as coisas sofreram certasadaptações que têm mais que ver com o resgate das criaturas doque com a moralidade em si. A moralidade, em muitos sentidos,foi abafada em relação aos homens e lançada sobre Jesus na cruz.No caso de Maria Madalena vemos isto claramente. Jesus nãodisse que ela não devia ser poupada do apedrejamento. Eledeixou muito claro que era correto matá-la por este motivo, sópediu que aparecesse alguém que fosse devidamente“credenciado” para executar a lei quanto a ela (“quem não tiverpecado, lance a primeira pedra”-- João 8:7).8.5.1 Mas, não nos esqueçamos que, em assassinando umaadúltera, as pessoas estariam violando (moralmente) omandamento que dizia: “não matarás” (Êxodo 20:13).Embora isto constasse da lei, havia uma série depermissões para matar-se. No entanto, os defensores daindissolubilidade do casamento não atentam para estapossível situação.8.5.2 O que caracteriza o pecado na Escritura é oquebrantamento da lei. Isto é muito enfático no Velho eNovo Testamento. Veja-se, por exemplo: Deuteronômio4:1-8 e Romanos 4:15, 3:20, 5:13.8.6 Podemos verificar nesta Lei do Divórcio que, mesmo não sendoassim desde o princípio, houve um tempo em que Deusmodificou a lei para que o homem não se encontrasse em pecado.E ao dizermos isto não emitimos nenhuma heresia pois estáescrito que “Onde não há lei também não há transgressão”9.C) A Carta de Divórcio dos Judeus na Família de Jesus5 Quantos de nós já pararam para considerar que José, “pai adotivo”de Jesus, ia se divorciar de Maria? Eis o que diz a Escritura:9Romanos 4:15
  18. 18. 185.2 “Mas José, seu esposo, sendo justo e não querendo ainfamar, resolveu deixá-la secretamente” (Mateus 1:19).5.3 Ora, o que tornava José justo? A atitude do coração de Joséera justa. Ele não desejava infamar a pessoa de Maria, poispensou que ela havia sido infiel, contudo não desejava vê-laapedrejada.5.3.1 Ora, se José, deixando Maria foi considerado umhomem justo em Mateus 1:19, por que em Mateus 5:32 e19:9, deixar a mulher por motivo justo (adultério, porexemplo) seria uma atitude injusta? Eis aqui umaquestão que os pregadores da “indissolubilidade docasamento” terão muita dificuldade de explicar.5.3.2 Temos que entender que, pelo relato de Mateus 1:18-25e Lucas 1:26-38, José só acreditou que Maria, suamulher, estava grávida pelo Espírito de Deus porque umanjo do Senhor lhe apareceu e confirmou isto. Caso nãohouvesse esta intervenção sobrenatural, ele considerariaa sua mulher uma “adúltera”. Isto o tornava justo--repudiá-la secretamente para que ela não fosseconsiderada uma prostituta. Ou seja, ele diria que ela erasua mulher, só que não ficaria morando com ela como oscasados normalmente agem. E é claro que se elaaparecesse grávida, mas não estivesse sob sua guarda,explicações seriam solicitadas, o que redundaria noapedrejamento de Maria.5.3.3 Isto prova que o divórcio não era, nos dias de Jesus umacoisa errada. Ao contrário, por ser determinado pela Leide Moisés, quem lhe obedecia aos ditames era chamadode “justo”.6 Em Mateus 5:32 e 19:9 é dito: “Aquele que repudiar sua mulher. . .”.6.2 Esse repudiar significa a dissolução total e definitiva docasamento mediante a Carta de Divórcio que Moisés haviaautorizado usar quando o israelita quisesse.
  19. 19. 196.3 O repudiar em Deuteronômio 24:1, 2, no próprio texto da Leide Moisés significava literalmente: “e a despedirá de sua casa.Se ela saindo da casa dele, for e se casar com outro homem . . .”.– não há a menor dúvida de que o repúdio era a dissolução docasamento.6.4 A concepção de Cristo da palavra “repudiar” é a mesma que“divorciar” ou “dissolver o casamento”. Isto foi o que Eleaprendeu em casa. Seu “pai adotivo” certamente Lhe contou arespeito de seu direito de poder divorciar-se de Maria, mas quenão o fez porque o Deus de Israel lhe enviara um anjo para lheexplicar que o menino era o Messias Prometido.D) O Que Significa a Expressão: “Em caso de Infidelidade?”7 Em Mateus 5:32 está escrito: “Qualquer que repudiar sua mulher,exceto em caso de infidelidade, a expõe a tornar-se adúltera; eaquele que casar com a repudiada comete adultério”.8 O que significa a palavra “exceto”? Significa que “somente haveráuma condição para se divorciar”.2.1 Qual seria esta condição? O texto diz claramente naversão da Imprensa Bíblica Brasileira:“caso de infidelidade”.2.2 O texto é muito claro que em casos de infidelidade éautorizado por Deus dar Carta de Divórcio a umcônjuge infiel.2.3 Fica proibido claramente, neste texto que se case alguémcom a parte que foi “repudiada” ou “divorciada”, pois isto seriaconsiderado adultério. A pessoa culpada de infidelidade nãopoderá casar-se nunca mais, enquanto a parte inocente, e isto éclaro, poderá casar-se.2.3.1 Por que isto é claro? Porque Jesus considera apossibilidade de que (mesmo sendoum erro) a repudiada se casasse.
  20. 20. 209 Por que a parte inocente pode casar-se novamente, mas a culpada não opode fazer?9.2 A Lei do Casamento desde o início do mundo precisa serdevidamente compreendida. Como foi desde o princípio e comochegamos às palavras de Jesus ordenando que o casamento possaser dissolvido somente em casos de infidelidade?9.3 Em Gênesis 1:26-28 e 2:18-25 está a instituição do casamento.Adão e Eva são estabelecidos como casal e se profere então aspalavras que transliteram o ideal de Deus: “e serão uma sócarne”.9.4 Em Gênesis 38:24, antes dos dias de Moisés, as mulheresadúlteras eram mortas. Quem decidia isto era o patriarca. Ohomem era absoluto e dominava a situação. A concepção“cultural” era de que uma adúltera devia ser morta, mas faziamisto sem a menor crise de consciência quanto ao fato de quematando estariam transgredindo o princípio de que não se devermatar alguém. Lendo Gênesis 38 todo verificamos que a situaçãodas mulheres era realmente muito ruim, porque o homem casadopodia “adulterar sexualmente” com as prostitutas e ninguém lheapedrejaria por isto, mas uma mulher casada era morta. Judá,envolvido nesta questão, era nada mais e nada menos que um dos“patriarcas de Israel”. Seria isto justo? Moralmente falando, seriacorreto? Os que ensinam a indissolubilidade do casamento queexpliquem por que Deus não extirpou aquele adúltero da Terra,mas deu-lhe até a honra de ser o pai da Tribo da qual Jesus é oRei, e mediante a qual seria Rei do Universo.9.5 Jó 31:9-11 – Os maiores especialistas em Velho Testamentodizem que o Livro de Jó é o livro mais antigo da Bíblia. No textoindicado se diz que o adultério era um crime passível de sériapunição dos juízes.9.6 Então chegamos ao verso-chave que responde à pergunta: porque a parte inocente pode casar e a culpada não pode.
  21. 21. 219.6.1 “Mas se te desviaste, quando sob o domínio de teumarido, e te contaminaste, e algum homem, que não éteu marido, se deitou contigo. . . . O Senhor te ponhapor maldição . . . e esta água amaldiçoante penetre nastuas entranhas, para te fazer inchar o ventre, e te fazerdescair a coxa. Então a mulher dirá: Amém, amém! Ohomem será livre da iniqüidade, porém a mulherlevará sua iniqüidade”. (Números 5:20-31).9.6.2 Notamos que esta lei, sob o ponto de vista damoralidade, é desleal com as mulheres, pois, um homempodia ter quantas mulheres quisesse sem, no entanto, serconsiderado adúltero. Como, porém, diz Paulo, numaclara manifestação da cultura israelita que era fortementemachista, inclusive no Novo Testamento: “não permitoque a mulher ensine ou tenha domínio sobre o homem,mas que esteja em silêncio” (1º Timóteo 2:12).9.6.3 Depois, notamos que Deus não exigia que um homemque fosse uma só carne com sua esposa tivesse que ficarcasado com ela, em adultério, enquanto seu corpoinchava e apodrecia após a maldição realizada diante dosacerdote. Ele poderia casar-se de novo e ainda assim serconsiderado livre e inocente, mesmo que a esposa aindavivesse naquele corpo amaldiçoado por Deus. Isto é umfato incontestável.9.6.4 Em 1º Coríntios 5:9-11, Paulo diz que a Igreja nãodevia fazer algo: “não vos associeis com os impuros” e“com esse tal nem sequer comais”. E no verso 5 eledeclara enfaticamente: “seja entregue a Satanás paradestruição da carne”. Paulo está usando que base legalou doutrinária para exigir este tipo de atitude da Igreja?Não ensinou Cristo que deveríamos perdoar setentavezes sete? Por que tratar assim um adúltero?9.6.4.1 A base de Paulo é a moralidade/legislaçãodeuteronômica. Isto é claríssimo nele que é
  22. 22. 22israelita e foi criado nos seus princípios. Mas seuma adúltera ou adúltero não pode estar ligado àIgreja, teríamos que aceitar que deveria ficarligado ao cônjuge traído?9.6.4.2 As aparentes dificuldades de texto que parecemcontradizer o que ensinamos poderão ser desfeitasdos que nos lêem no tópico Como Entender osTextos Difíceis Sobre a Questão do Divórcio? –que apresentamos mais adiante.9.7 Antes de tudo, queremos dizer que não somos “arranjadores dedivórcios”, nem somos “favoráveis ao divórcio”. Cremos que sedeve fazer tudo que se puder para confirmar que o “que Deusjuntou não o separe o homem”. Mas, somos conscientes de quenem sempre este ideal pode ser real. E Deus fez provisão paraque se possa amenizar as suas conseqüências.10 Qual é o significado de “infidelidade” nas palavras de Jesus?10.2 Notai a explicação final de Jesus: “quem repudiar sua mulher,exceto em caso de infidelidade”.10.2.1 Ora, de onde os que pregam a indissolubilidade docasamento, tiraram a idéia de que em caso deinfidelidade a mulher não seria abandonada se ao tempode Jesus a mulher seria é apedrejada?10.2.2 O texto que diz que assim “quem repudiar suamulher, exceto em caso de adultério” – é um texto maltraduzido. É uma intervenção de tradutores querepresentavam os interesses de denominações católico-protestantes. Jesus nunca poderia ter dito que em caso deadultério a mulher seria repudiada, porque ela seria naverdade “apedrejada”. Ele estaria apresentando umadistorção da Lei de Moisés. E foi Ele mesmo Quem deua Lei para Moisés, como já vimos no estudo anterior. EmJoão 8:3-7, no caso de Maria Madalena, Jesus disse:“quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”.
  23. 23. 23Ele nunca disse que a mulher adúltera deveria receberuma Carta de Divórcio. Em outras palavras, Ele estavaadmitindo que a mulher adúltera merecia realmente serapedrejada e não repudiada com Carta de Divórcio. Aquestão lá era que ninguém se achava habilitado paraatirar a primeira pedra, e Ele que poderia tê-lo feitoperdoou. Ele disse que a mulher repudiada poderia serrepudiada em casos de infidelidade.10.2.3 Fora da condição de infidelidade, a mulher não podiaser repudiada. E note-se que Jesus não dá à mulher odireito de fazer o mesmo com o marido. A condição damulher diante de Jesus é sempre a mesma--ela é “menor”do que o homem. Depois da entrada do pecado “o teudesejo será para teu marido e ele te dominará” (Gênesis3:16). Outra situação clara sobre este ponto que parecerámuito ruim para as feministas de nosso tempo é quePaulo apresenta uma condição realmente difícil para asmulheres, ou seja, os direitos delas na Igreja de Cristosão diferentes daqueles dos homens. Leia-se 1º Timóteo2:11-15 e veja-se como a mulher ficou “presa” napregação apostólica. O homem, na Igreja de Cristo, é “ocabeça da mulher” e ela deve ser “submissa a ele emtudo como ao Senhor” (Efésios 5:22-33), mas Deus dá-lhe agora o direito de não permanecer com um esposoinfiel (1º Coríntios 7:12-15). A mulher passa a ter certosdireitos que antes da pregação apostólica não possuía, eestes direitos estão em Efésios 5:22-33; 1º Pedro 3:7 e 1ºCoríntios 7:1-5.10.2.4 Jesus não disse que o homem não poderia repudiar suamulher nunca. Decididamente não disse isto! Eleestabeleceu uma condição única pela qual o homempoderia repudiá-la, e esta condição não era mais“qualquer motivo”. Era somente no caso de
  24. 24. 24infidelidade. Esta condição evidentemente foi estendidaà mulher diante do adúltero.10.2.5 Mas, a infidelidade aqui não significariaevidentemente a traição da mulher por razões sexuais?Não! Isto é como querem sempre interpretar os quedefendem seus pontos de vista baseados na deduçãoatual. No tempo de Jesus, adúltero era apedrejado! NaIgreja, o adúltero “seja entregue a Satanás para adestruição da carne” 1º Coríntios 5:5 (Leia-se ocontexto todo em 1º Coríntios 5:1-13).10.2.6 Então, qual era o tipo de infidelidade a que Jesus sereferia? Para isto teremos que considerar a vida decasados, o que ela significa e vale diante de Deus.10.3 Cremos piamente que o casamento é a união de corpo, alma,espírito e emoções. Se houver infidelidade em alguma destasdimensões, e se esta infidelidade é promovida eventualmente portraição e não por ignorância, é passível de divórcio, sim, e a partetraída poderá valer-se de seu direito de não ter que suportar oconvívio com o infiel.10.4 Retornando à questão da expressão “infidelidade”, temos aquiuma complicação de tradução séria que afeta a crença demilhões. Cremos que a melhor tradução realmente é a que usa apalavra “infidelidade” e não as expressões: “adultério” ou“relações sexuais ilícitas”. Estas expressões são tendenciosas efora de contexto. E demonstraremos por quê.10.5 Por que Jesus não disse “adultério” como sendo uma exceçãona questão de dar-se divórcio? Por que temos certeza de que Elefalou de “infidelidade” em sentido muito mais amplo do quesimplesmente adultério?10.5.1 Simplesmente porque o adultério era punido comapedrejamento público. Jesus não estava dizendo queuma mulher adúltera receberia uma Carta de Divórcio,porque Ele mesmo deu uma lei pela qual a adúltera eraexterminada dentre Israel. E não há a menor dúvida de
  25. 25. 25que Jesus viveu dentro da Lei de Moisés com a maisabsoluta precisão, cumprindo-a e honrando-a (cf. Mateus5:17-20; Gálatas 4:4).10.5.2 Em Israel havia pena de morte para os judeus quecometessem atos de fornicação, incesto, sodomia,violência sexual, e qualquer ato sexual proibido(Levítico 18 e 20:11-21). O adultério sexual era punidocom morte também.10.5.3 Ocorre, entretanto, que a palavra correta aquiempregada é “infidelidade”. E infidelidade é algo muitomais amplo do que simplesmente “adulterar”. Este é,provavelmente, o descuido mais sério que já se fez nesteassunto.10.5.4 Quando duas pessoas casam e se tornam uma só carne,a tradição teológica e religiosa pensa logo no ato sexual.A Igreja Católica chega a anular o casamento quando secomprova que as duas pessoas não tiveram relaçõessexuais. Tudo está subordinado à sexualidade como seela fosse a razão do casamento. Isto é um absurdo!10.5.5 Ora, no Jardim do Éden, a razão de Deus dar Eva aAdão não foi inicialmente a de que eles fizessem sexo etivessem filhos. O casamento não é uma oportunidadepara a sexomania. As palavras de Deus para motivar-Se aSi mesmo neste assunto foram: “Não é bom que ohomem esteja só, far-lhe-ei uma ajudadora que lhe sejaidônea” (Gênesis 2:18). Deus olhava ao homem comoalguém à Sua imagem e semelhança e julgou que,concernente à Sua própria natureza, não era bom ficarsolitário. Isto é muito mais amplo do que fazer sexo.10.5.6 Note-se aqui a profundidade das palavras de Deus. Elenão disse: farei uma “coisa para que o homem usesexualmente”. Deus não criou a mulher para ser objetosexual. Isto começou a acontecer “por causa da dureza”dos corações masculinos. Deus, na Criação, chama a
  26. 26. 26mulher de “ajudadora idônea”. O homem deve encontrarna esposa uma companheira “intelectual, emocional,física e espiritual” à altura de suas capacidades nestasáreas. E ela deve ser-lhe fiel em cada uma dessascapacidades (e vice-versa).10.5.7 A “infidelidade”, nas palavras de Jesus, significainfidelidade em qualquer uma destas áreas da vida, e nãoapenas na sexualidade. Não entender assim é limitar ocasamento a uma situação de “relações sexuais”, quando,na verdade, trata-se de “ser uma só carne”, ou “uma sópessoa em duas”.10.5.7.1 Paulo dá esta mesma orientação sobrecasamento quando diz que: “não vos negueis umao outro senão de comum acordo por algumtempo, a fim de vos aplicardes à oração” (1ºCoríntios 7:5) Ora, por que deixar de ter relaçõessexuais e dedicar-se à oração em conjunto? Éporque o casamento tem sua face espiritual desta“uma só carne”. Ele diz mais: “quem é casadocuida das coisas do mundo, em como há deagradar a sua mulher, e está dividido”. (1ºCoríntios 7:33, 34) Destarte, aqui vemos outrasdimensões da natureza do casamento, isto é,emoções, espiritualidade e intelectualidade, e nãosomente sexo. O que seriam estas coisas queagradam a mulher? Somente sexo? Isto seriaignorância! No Novo Testamento, a orientação é ade que o homem trate sua esposa como seu cabeça(Efésios 5:22-27) e este preceito diz que o objetivodo homem é o de apresentar sua mulher comoalguém que é “gloriosa, sem mácula, . . . massanta e irrepreensível”. E diz mais: “quem ama asua mulher, ama a si mesmo”.
  27. 27. 2710.5.7.2 Por esta questão vemos que infidelidadeabrange muito mais do que a simples prática doadultério sexual.E) Como Entender os Textos Difíceis Sobre a Questão do Divórcio?5 Alguns textos da Bíblia servem de base para se pretender ensinarque o casamento é indissolúvel. Pretende-se ensinar aindissolubilidade do casamento como regra para se caracterizar osque são adúlteros e os que não o são, quando há um divórcio e umsegundo casamento.5.2 Não podemos concordar com esta posição porque Jesus,que permitia o divórcio e o segundo casamento (e até maisdo que um segundo) no Velho Testamento, no NovoTestamento determinou que “em casos de infidelidade”,somente a parte inocente podia casar-se uma segunda vez,sem constrangimento e infidelidade. Isso significa algo quevai muito além do adultério sexual.6 Quais são os principais textos usados para se ensinardiferentemente do que temos exposto? Como entendê-los? Aseguir passaremos aos sete textos usados com grande freqüênciana defesa da indissolubilidade do casamento.7 O primeiro texto é o de 1º Coríntios 7:10-15, e diz o seguinte:“Todavia aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que amulher não se aparte do marido; se, porém, se apartar, que fiquesem casar ou se reconcilie com o marido; e que o marido nãodeixe a mulher. Mas aos outros digo eu, não o Senhor: se algumirmão tem mulher incrédula, e ela consente em habitar com ele,não se separe dela. E se alguma mulher tem marido incrédulo, eele consente em habitar com ela, não se separe dele. Porque omarido incrédulo é santificado pela mulher, e a mulher incrédulaé santificada pelo marido crente; de outro modo vossos filhos
  28. 28. 28seriam imundos; mas agora são santos. Mas, se o incrédulo seapartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou a irmã não estásujeito à servidão; pois Deus nos chamou em paz”.7.2 A interpretação equivocada que fazem deste texto é aseguinte:7.2.1 O cônjuge não pode se separar do outro enquantoestiver vivo;7.2.2 Se houver separação, então não pode casar-se;7.2.3 Deve passar toda a vida buscando a reconciliação;7.2.4 O fato de que um dos dois é incrédulo estabelece aobrigatoriedade de que o crente suporte osdesencontros que haverá;7.2.5 Somente o incrédulo pode se apartar livremente, eassim o crente sairia do sofrimento e viveria em paz,mas não poderia casar-se sob hipótese alguma, antes,viver em busca da reconciliação (mesmo que esteincrédulo fosse um adúltero).7.3 Conseqüências de se crer nisto e viver assim:7.3.1 O crente será traído pela parte incrédula toda a vida eestará condenado a viver solitário (mesmo que Deusna criação tenha dito que não é bom viver só);7.3.2 O crente viverá uma vida pior do que a de qualquerisraelita do Velho Testamento, pois, no VelhoTestamento (a velha aliança) era dado ao israelita odireito de se ver livre da adúltera. Agora, porém, ohomem deve viver tendo sua “outra metade”desonrando-o e mesmo assim tendo que engolir tudosem nenhuma reação.7.4 Nossa posição quanto a esta interpretação é a de que elasimplesmente representaria uma das coisas mais injustas,desonrosas (não santas) e imbecis que já ouvimos sobrevida cristã. E mostramos por quê.7.4.1 Paulo está dizendo claramente o seguinte:
  29. 29. 297.4.1.1 (verso 11) – “se, porém, se apartar” – entãohá a possibilidade de que se divorciassem sim;7.4.1.2 “que fique sem casar” – então há aautorização para se casar uma segunda vez sim,mas, como Paulo mesmo disse no verso 7:“contudo quereria que todos os homensfossem como eu mesmo; mas cada um tem deDeus o seu próprio dom".7.4.1.3 “ou se reconcilie com o marido” – aexpressão “ou se” é uma condição. Qual acondição que Paulo oferece? Ou não se casa,ou se reconcilia com o marido. Por que nãodisse: “não se separe nunca e fiqueagüentando tudo?” Porque era possível seseparar.7.4.1.4 Imaginar que a expressão de Paulo nãosignifica o que de fato ela representa, é errogrosseiro. Quando ele diz: “separar”, estádizendo, na cultura da época: “divorciar erepudiar”, “abandonar e deixar”, ou melhor“fim do casamento”. Não falamos ainda sobrea questão das razões, mas do fato em si. NasEscrituras, o divórcio separava o casaldefinitivamente. O fato de que a mulher (ouhomem) havia obtido o divórcio na ditaseparação está implícito na expressão de “nãose casar novamente”.7.4.1.5 Mas, por que motivo poderia um dos cônjugescasar novamente? Por causa de infidelidade!Isto é muito claro em Mateus 5:32 e 19:9.Havia, pelo menos, uma exceção à regra. Aforaisto, o divórcio poderia até ocorrer, mas diantedo Senhor não valeria nada e o ideal seria areconciliação.
  30. 30. 307.4.1.6 Aí entra Paulo com uma segunda exceção,nova ao texto escriturístico anterior, dizendo oseguinte: “mas, se o incrédulo se apartar,aparte-se; porque neste caso o irmão, ou airmã, não está sujeito à servidão; pois Deusnos chamou em paz”7.4.1.7 Ora, então se eu sou crente e minha mulher medeixa pela razão mencionada no verso anterior,ou seja, “qualquer motivo que ela queira”(pois não se diz por qual motivo ela poderiafazer isto), eu estou autorizado a “sair dasujeição”. Que sujeição é esta? O casamento.Por que é o casamento? Leia-se o verso 3, 4onde diz que o “homem não tem autoridadesobre o seu próprio corpo” (e vice-versa).7.4.1.8 Imaginemos esta situação: o marido é umpervertido sexual, incrédulo, faz sexo commuitas mulheres e é violento. A mulher crentedeverá viver com esta besta-fera? Se a respostafor sim, então que tipo de Deus é este em queos adeptos da indissolubilidade do casamentocrêem? Teria que o crente ser uma só carnecom um cônjuge adúltero ou infiel em outrossentidos? Ora, isto contraria o que determinouPaulo: “Tomarei, pois, os membros de Cristo,e os farei membros de uma meretriz? De modonenhum. Ou não sabeis que o que se une auma meretriz, faz-se um corpo com ela?Porque como foi dito, os dois serão uma sócarne” (Romanos 7:15, 16).7.4.1.9 E não disse Paulo que os crentes que são“abandonados” (evidentemente por qualquermotivo que necessariamente não é o sexual)
  31. 31. 31podem sair da “servidão” do casamento? Nãoadmitir isto é ser deturpador do texto.7.4.1.10 Eis o que argumentam alguns dos apologistasda indissolubilidade do casamento: “se o sairda servidão significa autorização para odivórcio, então há uma contradição com ostextos de Mateus 5:32 e 19:9 que só permitemos casos de adultério”.7.4.1.10.1 Mas, alegramo-nos de ver que nossacompreensão é correta exatamente nesteponto. Se a palavra correta fosse“adultério”, tudo bem, estaríamoserrados. Mas Paulo fala do abandono doincrédulo, e não de adultério. Por estarazão a palavra correta nos textos deMateus 5:32 e 19:9 é “infidelidade” emseu sentido mais abrangente.7.5 Quando o Novo Testamento foi escrito em grego e enviadoàs cidades do Império, a “Carta de Divórcio” erauniversalmente compreendida como tendo sentido dedissolução total do casamento. Era o “apartar-se”definitivamente. Historicamente este termo “biblionapostasion” era usado até em transações comerciais ejurídicas.7.5.1 Leia-se 1º Coríntios 7:27 e verifique-se o seguinte:“Estás ligado à mulher? Não procures separação.Estás livre de mulher? Não procures casar-te”. O queestá claro aqui neste verso? Que separação é ocontrário de casamento, ou seja: divórcio e repúdio.7.5.2 Note-se cuidadosamente este ponto: Os versos 10 e11 do capítulo 7 relacionam-se com um casal decrentes. Não se fala ali de um casal de descrentes, oumesmo de um crente e outro descrente. Todavia, nosversos 12, 13, 14 e 15 fala-se de um casal onde um é
  32. 32. 32crente e outro é descrente. São situações diversas, mashá os que juntam tudo e querem julgar as coisas poresta sua interpretação que não deixa de ser teológicatambém.7.5.3 Ora, em Deuteronômio 18:6-10, se um dos membrosda família de um israelita se tornasse “idólatra” eramorto. Se um crente casado com outro crente, sedesvia do Senhor e torna a vida do que segue a Cristouma desgraça, tem ele a obrigação de suportar essejugo? Segundo Paulo, sim! Mas, se o descrenteabandona “infielmente” o cônjuge crente, terá essecrente que ficar solteiro o resto da vida? Diz Paulo quenão no verso 15.7.5.4 Quantos fiéis de Deus têm que escolher entre umcônjuge incrédulo e Jesus? E quando o cônjugeincrédulo deseja por esta razão o divórcio, o quefazer? Segundo Paulo, não se deve resistir porque oscrentes são pessoas chamadas em paz.7.5.5 Diz o Professor Duty: “Não fica sujeito à servidão(ou dedoulotai). É um termo forte que indica que ocristianismo não tornou o casamento uma condiçãode escravidão para os crentes. Compare-se isto com„dedetai’ (está ligada–verso 39), um termo bem maisbrando. Está claro que o significado é: uma deserçãovoluntária por parte do cônjuge incrédulo libera ooutro. Tais casos não haviam sido afetados pelaspalavras de Cristo”.108 O segundo texto está em 1º Coríntios 7:39 e diz o seguinte:8.2 “A mulher está ligada ao marido enquanto o marido vive,mas se falecer o marido, fica livre para casar com quemquiser, contanto que seja no Senhor”.10“Divórcio e Novo Casamento”, pág. 94. Editora Betânia. Autor Guy Duty.
  33. 33. 338.3 É notório que Paulo aqui fala de pessoas crentes e não demundanos. Observe-se que ele diz que a mulher poderiacasar “no Senhor”. Isto cremos não ser aplicado àsexceções.9 O terceiro texto está em Romanos 7:1-3 e diz o seguinte:9.2 “Ou ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei),que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo queele vive? Porque a mulher casada está ligada pela lei a seumarido enquanto ele viver, mas, se ele morrer, ela estálivre da lei do marido. De sorte que, enquanto viver omarido, será chamada adúltera, se for de outro homem;mas, se ele morrer, ela está livre da lei, e assim não seráadúltera se for de outro marido”.9.3 Alguns entendem erroneamente que este texto apresenta aindissolubilidade do casamento, aconteça o que acontecer.Mas, para os que possuem perfeito entendimento, basta lereste texto em relação com Mateus 5:32 e 19:9, depoisDeuteronômio 24:1, 2 e verificar que Paulo evidentementeestá tratando da Lei de Moisés. Uma lei que dada por Deusconcedia ao homem o direito de divorciar-se e repudiar amulher quando quisesse, mas não dava à mulher direitoalgum.9.4 Por esta lei a mulher só poderia deixar o marido se ele lhedesse Carta de Divórcio. Sem tal Carta, se ela se casassecom outro homem, seria adúltera. Mas, lendoDeuteronômio 24:1, 2, vê-se que se ela tivesse a Carta nãoseria adúltera.9.5 Paulo usa este exemplo para demonstrar algo sobre a lei e agraça e não para falar de casamento. Portanto, falar dedoutrina do casamento com base neste texto é errogrosseiro de entendimento das Escrituras. As expressões aíapresentadas nada provam em favor da indissolubilidade docasamento. Precisaríamos desconhecer todas as coisas
  34. 34. 34referentes ao todo que já estudamos para sermosconvencidos por apenas este texto de toda uma doutrina.9.6 Repetindo: Leia-se 1º Coríntios 7:27 e verifique-se oseguinte: “Estás ligado a mulher? Não procuresseparação. Estás livre de mulher? Não procures casar-te”.O que está claro aqui neste verso?9.6.1 Que separação é o contrário de casamento, ou seja:divórcio e repúdio.9.7 Agora, o verso a seguir diz: “Mas, se te casares, nãopecaste” (1º Coríntios 7:28).9.7.1 Por que Paulo não disse para que o separado não secasasse?9.7.1.1 Por que Paulo sabia que se uma pessoaestivesse “livre de um cônjuge”, pelas razõesque já demonstramos justificar o divórcio,poderia optar por se casar ou não.9.7.1.2 E ele explica porque julga melhor queficassem solteiro: “Todavia estes padecerãotribulação na carne e eu quisera poupar-vos”.(1º Coríntios 7:28).9.7.1.3 Ora, Paulo diz que a razão para não se casar(não importa se fosse pela primeira vez ousegunda) era a “tribulação” que se passa navida de casado e para ele era melhor ficarsolteiro e servir somente ao Senhor, como elemesmo declara em 1º Coríntios 7:29-38.9.8 O Senhor Jesus falou exatamente disto em Mateus 19:9-12.Eis as Suas expressões:9.8.1 “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar suamulher, a não ser por causa de infidelidade, e casarcom outra, comete adultério; e o que casar com arepudiada, comete adultério. Disseram-lhe osdiscípulos: Se tal é a condição do homemrelativamente à mulher, não convêm casar. Ele,
  35. 35. 35porém, lhes disse: Nem todos podem aceitar estapalavra, mas somente aqueles a quem é dado. Porquehá eunucos que nasceram assim; e há eunucos quepelos homens foram feitos tais; e outros há que a simesmos se fizeram eunucos por causa do Reino dosCéus. Quem pode aceitar isso, aceite-o”.9.8.2 Está mais do que claro, comparando estas orientaçõesde Jesus com as de Paulo, que o homem que se tornaeunuco não é um homem casado, mas um homemsolteiro.9.8.3 Na orientação de Paulo, um homem que for solteiro,poderia sê-lo por naturalidade (nunca se casou) ou pordivórcio. Os israelitas entendem que a mulher estaráseparada do marido somente por duas razões: a morteou a Carta de Divórcio.9.8.4 Agora, porém, o Senhor diz que a Carta de Divórcionão poderá mais ser dada nas condições de Moisés,isto é, “por qualquer motivo”, mas somente nos casosde infidelidade.9.8.5 Os discípulos acham isto um mau negócio. EntãoJesus lhes dá uma opção, que é a mesma de Paulo:“fiquem como eunucos”. Já que não querem vivercom uma mulher fiel à vida de casada, exatamentecomo Deus criou o casamento, já que desejam ficartrocando de mulher como quem troca na sociedademoderna de carro (pois isto era possível em Israel),saibam que não será mais permitido. Só há estapermissão se houver “infidelidade”. E os discípulosacharam isto um mau negócio, pois o Senhor naverdade estava dando à mulher uma dignidade que elanunca havia possuído em nenhum momento daHistória depois do erro de Eva.
  36. 36. 3610 O quarto texto é o de Marcos 10:10 a 12: “Em casa os discípulosinterrogaram-no de novo sobre isso. Ao que lhes respondeu:qualquer que repudiar sua mulher e casar com outra, cometeadultério contra ela; e se ela repudiar seu marido e casar comoutro, comete adultério”.10.2 Eis aqui um texto que não poderá ser analisado sozinho.Os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas são chamadosde Sinóticos, exatamente porque devem sempre seranalisados em conjunto. Nunca se analisará este textoisolado de seu paralelo em Mateus, o que já temosapresentado amplamente. Ambos os textos são inspirados.Ambos os textos são uma benção. O enfoque de Marcos émais genérico e o de Mateus específico. Os leitores deMarcos são gentios e o seu texto original estava em gregokoiné. Já os leitores de Mateus são israelitas e o textooriginal está em hebraico. Lendo-se Marcos 10:1-12 emcomparação com Mateus 19:1-12, encontraremos emMateus as mesmas coisas que Marcos diz, só que tendoalguns acréscimos que este faz para maior entendimento doassunto.10.3 O argumento de que as expressões que indicam asexceções que existem nas Escrituras para as questões dedivórcio nas declarações foram forjadas são simplesmenteirrespondíveis. Se fôssemos acreditar nisto, seria melhorentão, jogar a Bíblia inteira na lata do lixo.10.3.1 Mas, graças a Deus, as coisas não são assim. Umcrente não está obrigado a viver com uma pessoamaníaca sexual, tarada, violenta, traidora, infiel ouadúltera. E ao deixar de estar ligada com este tipo depessoa que está carregada de infidelidade, está naverdade dando valor ao padrão de santidade que asEscrituras ensinam e que podemos conhecer emRomanos 12:1-3 e 1º Coríntios 6:15-20. Diz aEscritura que “não sois de vós mesmos”.
  37. 37. 3710.3.2 Diz o Professor Duty: “O texto de Hebreus 7:22 e8:6 afirma que Cristo deu à humanidade uma„aliança superior‟ à de Moisés; contudo Moisés,tendo uma aliança inferior, executava adúlteros ecriminosos sexuais, e libertava o cônjuge inocentepara casar-se de novo. Portanto, se a aliançasuperior exige que o inocente se torne „uma só carne‟com criminosos sexuais, então nos parece que Moisésofereceu ao cônjuge inocente uma situação maisjusta”.1111 Outro texto que alguns usam, mas não são felizes na explicação, éo que está na base da própria instituição do casamento:11.2 “Assim já não são mais dois, mas uma só carne. Portantoo que Deus ajuntou, não o separe o homem”. (Mateus19:6)11.3 Este texto é simplesmente maravilhoso! Não se contestarájamais o peso de suas expressões. É ele que justifica toda aforça do casamento como instituição.11.4 No entanto, ao passo que Deus/Jesus diz aos sereshumanos: “não matarás”; “não roubarás” e “nãoadulterarás”; a raça humana faz exatamente o que Ele dissepara não fazer.11.5 Toda regra tem exceções no planeta Terra. Embora oSenhor tenha dito--“não matarás”--Ele mesmo mandoumuitas vezes Israel matar nações inteiras. Embora Ele tenhadito que não se deveria roubar, autorizou “saques” àsnações que Israel atacava e destruía. Embora tenha ditopara que não se praticasse o adultério, Ele mesmodeterminou uma lei em Deuteronômio 24:1, 2 que dava odireito de existir em Israel a troca de casais sem que istofosse um crime e nem pecado.11“Divórcio e Novo Casamento”, pág. 69. Editora Betânia. Autor Guy Duty.
  38. 38. 3811.6 Uma coisa é o ideal, outra coisa é a realidade. A partir deCristo as coisas foram modificadas, mas ainda virá umaoutra modificação. O presente estado de coisas serámodificado. Ele deixou claro que esta distorção temporária,autorizada por Ele por razões que Ele conhece, serãomodificadas para sempre. Note-se esta explicação:11.6.1 “Então se aproximaram dele alguns dos saduceus,que dizem não haver ressurreição, e lhe perguntaram,dizendo: Mestre, Moisés nos deixou escrito que semorrer alguém, deixando mulher sem deixar filhos, oirmão dele se case com a mulher, e suscitedescendência ao irmão. Ora, havia sete irmãos; oprimeiro casou-se e morreu sem deixar descendência;o segundo casou-se com a viúva, e morreu nãodeixando descendência; e da mesma forma, oterceiro; e assim os sete, e não deixaramdescendência. Depois de todos, morreu também amulher. Na ressurreição, de qual deles será elaesposa, pois os sete por esposa a tiveram?Respondeu-lhes Jesus: Porventura não errais vós emrazão de não compreenderdes as Escrituras nem opoder de Deus? Porquanto, ao ressuscitarem dosmortos, nem se casam, nem se dão em casamento;pelo contrário, são como os anjos nos céus”. (Marcos12:18-25).11.6.2 Em breve, quando Jesus retornar, o casamento teráseu fim. Todos os discípulos serão como os anjos, nãose casarão. No paralelo sinótico de Lucas a explicaçãoé ampliada: “Os filhos deste mundo casam-se e se dãoem casamento; mas os que são julgados dignos dealcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dentreos mortos, nem se casam nem se dão em casamento;porque já não podem mais morrer; pois são iguais
  39. 39. 39aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos daressurreição”. (Lucas 20:34-36).11.6.3 Considere-se também a expressão idêntica emMateus 22:29-30. Aí se nota que o texto de Mateus,neste ponto não trás a abrangente explicação que setrouxe neste ponto em Lucas. É a questão da unidadedos textos sinóticos.11.7 Não somos a favor do divórcio. Cremos que se deve fazertudo que for justo e decente para preservar o casamento.Perdoar é a mais importante dádiva do céu. Mas se hámotivos justos para se divorciar, então não podemos nosopor ao mesmo, embora lamentemos como Deus o fez efaz.11.8 Qual a causa que permite o divórcio? A infidelidade de umdos cônjuges em qualquer nível ou área da vida, e nãosomente o adultério.12 Outro texto usado para pretender dizer que o casamento éindissolúvel em todas as circunstâncias é o de Malaquias 2:16 quediz: “Porque o Senhor Deus de Israel diz que odeia o divórcio”12.2 Este é outro texto que se usa sem consultar os demaistextos, pois o fato de Deus odiar o divórcio não significaque não o tenha aceitado e permitido. O texto deve seranalisado à luz de Deuter. 24:1, 2 onde o próprio Deusestabeleceu o divórcio como um mandamento, como jádemonstramos.12.3 Além do mais, devíamos analisar o contexto da passagemonde Deus diz que odeia o divórcio. Estas palavras quetranscrevemos mostram que Deus odeia todo tipo dedivórcio. Os que a usam para pretender uma doutrina,quebram toda a base de entendimento das Escrituras, ouseja, tomam um texto isolado e lhe dão total poder dedefinição em uma questão.12.4 Onde está a regra do contexto? Onde está a regra do texto?
  40. 40. 4012.4.1 Observemos o contexto e o texto: “Porque o Senhortem sido testemunha entre ti e a mulher de tuamocidade, para a qual procedeste deslealmente,sendo ela a tua companheira, e a mulher da tuaaliança. . . . Pois Eu detesto o divórcio (odeio), diz oSenhor Deus de Israel, e aquele que cobre deviolência o seu vestido; portanto cuidai de vósmesmos, diz o Senhor dos exércitos; e não sejaisinfiéis . . .”. (Malaquias 2:14, 16).12.4.2 Examinemos as Escrituras, mas erramos em nãofazê-lo corretamente. O divórcio é algo que Deusodeia, detesta, abomina, porque é fruto do quê?Deslealdade, infidelidade e imoralidade. Não é enunca foi o Plano de Deus que as pessoas que secasam se divorciassem. Mas em Deuteronômio 24:1, 2e Mateus 19:9 e 5:32 Ele concordou que seriapermitido e autorizou. Esta autorização, porém, nãosignifica que Ele estivesse contente e alegre. Deusnunca apoiou a deslealdade de israelitas que sedivorciavam de suas esposas “inocentes e honradas”.Não se está considerando o direito de todo israelitadivorciar-se por adultério da esposa ou infidelidadedela. Nunca nos esqueçamos que a mulher não tinhamuitos direitos na sociedade israelita: ela não podiarepudiar o marido, só ele poderia repudiá-la dandoCarta de Divórcio.13 Outro texto que de alguns se valem é o que está em Marcos 6:18e que diz:13.2 “Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão”13.3 Leia-se, por favor, Levítico 18:16 e 20:21 para verificar-seque em Israel não era realmente lícito que um irmãocasasse com a cunhada enquanto o irmão dele vivesse.
  41. 41. 4113.4 Herodes, repreendido por João Batista, estava com amulher de seu irmão estando este ainda vivo! Isto eraclaríssimo adultério. Onde está escrito isto? Simples: use-sea regra da análise sinaítica e verificar-se-á esta verdade:“Pois Herodes havia prendido a João e, maniteando-o, oguardava no cárcere, por causa de Herodias, mulher deseu irmão Filipe; porque João lhe dizia: „Não te é lícitopossuí-la. E queria matá-lo, mas temia o povo; porque otinham como profeta”. (Mateus 14:3-5).13.5 Leia-se agora Marcos 12:18-22 em conformidade com suabase de referência em Deuteronômio 25:5-12. Note-se queum irmão tinha a obrigação de casar-se com a mulher deseu irmão e fazer um filho nela, caso este irmão antes demorrer não tivesse tido nenhum descendente. Ora, Herodescertamente poderia ter tido relações sexuais com Herodiasse este fosse o caso e o profeta João Batista não arriscaria asua cabeça denunciando uma coisa que era obrigação dequalquer israelita nas condições especiais que aquiapresentamos.13.6 Isto é suficiente para explicar o caso. E mesmo que o irmãode Herodes houvesse morrido, contudo tivesse algum “filhohomem” pelo qual fosse chamada a sua descendência,então ainda assim Herodes estaria errado, pois a lei só lhepermitia tocar na cunhada se o irmão fosse morto e semfilho homem.13.7 Este caso isolado não serve nem para referência!14 Outro texto que usam os adeptos da indissolubilidade docasamento na negativa de divórcio e novo casamento é este: “Énecessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo deuma só mulher”. (1º Timóteo 3:2)14.2 O texto não trata de adultério e nem de novo casamento. Éuma ordenança para os que desejam ser pastores. Oproblema aqui em questão é a bigamia. Não se permite
  42. 42. 42aqui, na vida dos pastores, um relacionamento com duasmulheres simultaneamente. Mas, evidentemente, se amulher foi adúltera e ele se divorciou dela, poderia casar-senovamente e seguir seu ministério em paz. Evidentemente,se a mulher morreu, o pastor poderia seguir seu ministériocom uma segunda esposa com quem se casasse após esteocorrido.14.3 Não há a menor dúvida que usar este texto para apoiar adoutrina da indissolubilidade do casamento é um erroprimário de quem não conhece a matéria!15 Outro texto com o qual se arrimam para criar complicações emanter muito seguidor de Cristo na infelicidade de uma vidasolitária é o seguinte: “Convertei-vos, ó filhos rebeldes, diz oSenhor, porque Eu sou vosso esposo” (Jeremias 3:14).15.2 Argumenta-se, sem a menor base escriturística que oDivórcio não significava “dissolução total do casamento”porque Deus mesmo tratava Israel como se fosse seuesposo, embora este fosse infiel.15.3 O erro está em entender que a proposta de Deus dereconciliação (convertei-vos) fosse promiscuidade. OSenhor não foi e não é adúltero. Quem deveria se converterera Israel, e não Deus.15.4 Além do mais, em Hebreus 8:9 está escrito: “pois eles nãocontinuaram na minha aliança, e eu não atentei paraeles”. O que prova que o Esposo Celestial deu chance àadúltera nação de se converter, mas o Seu amor aqui éusado por indissolubilistas matrimoniais como argumentopara que Deus ficasse casado com Israel, mesmo esta naçãose prostituindo com falsos deuses. Isto é erro grosseiro efalta de conhecimento das Escrituras como um todo.15.5 Leia-se, por favor, Romanos 9:27; Mateus 8:12; 2º Pedro2:17 e 1º Reis 9:1-9 (principalmente onde se diz comoDeus trata a infidelidade).
  43. 43. 4316 Um argumento que aparece no livro do Professor Guy Duty e queele ouviu algumas vezes é: “Se concordarmos com isso e abrirmosas portas haverá abuso desse direito a um novo casamento”.16.2 Não devemos examinar as Escrituras com base no que elaspermitem ou não? Como podem alguns tratar uma verdadecom base em especulação?16.3 Os casamentos irão naufragar porque estamos ensinando averdade sobre o divórcio e novo casamento? Não! Oscasamentos de hoje estão naufragando a despeito do ensinopopular (Católico Romano) da indissolubilidade docasamento e do ensino popular (Protestante) do divórciosomente em casos de adultério.16.4 Não é o ensino da verdade que causa as desgraças que hojese conhece, nem o ensino do erro sobre este assunto. O quecausa esta situação é a incredulidade do povo, a maldadedos corações, a dureza dos espíritos para viverem comhumildade e mansidão. Se os pastores não guiarem asovelhas nesta direção e não prevenirem as congregaçõescom relação à necessidade do cumprimento dos elevadosdeveres conjugais como expostos nas Escrituras, haverádivórcios justos e injustos. Nós ficaremos tristes comambos os casos de divórcio, mas não diremos que osdivórcios justos são errados.F) Como Se Define a Parte Inocente nos Casos de Divórcio?5 Não acreditaremos em todos que declaram sua inocência emquestões de divórcio. Seríamos tolos se o fizéssemos. Mas, quandonão há provas claras de inocência, temos que agir pelo Espírito deDeus.6 Em Números 5:12-31 a parte culpada levava seu pecado sozinha, ea punição era uma chaga miserável e horrenda. O próprio Deus,em questões de consciência resolverá a questão.
  44. 44. 447 Não permitiremos nunca que uma pessoa que nos procura,interessada em ser discipulada no Reino de Deus, seja impedidaporque está divorciada e não temos como saber se ela foiculpada ou não.8 Insistimos muito nisto! Se uma pessoa for culpada e podemosprovar ou saber que é culpada, não aceitaremos discipulá-la seela está casada de novo. Isto é proibido claramente na Bíblia,tanto no Velho como no Novo Testamento. Não a receberemosem nossa comunhão a menos que se submeta a viver o resto desua vida solteira e sem adultérios (fornicação).9 Mas, se não há como provar a infidelidade daquele que nosprocura, se o caso é complicado e não há elementos que nospermitam conhecer a realidade das coisas, se a outra parte moramuito distante e é incrédula, se o divórcio ocorreu na época emque ambos os divorciados eram pagãos, enfim, se não há comodefinir a questão claramente exigiremos duas coisas:9.2 Uma confissão diante de (no mínimo) duas testemunhas dacomunidade em que o que se declara inocente dirá: “Diantede Deus, diante de minha consciência, conhecedor de queserei maldito perante o Senhor se estiver mentindo, confessoque fui realmente a parte inocente na questão de meudivórcio, e Deus é meu Juiz e me julgará de acordo com estaminha confissão”.9.3 O documento de Divórcio expedido por Juiz de Direito dosistema jurídico oficial deverá ser mostrado nessa ocasião.9.3.1 Uma palavra precisa ser dita sobre este ponto. Nós nãocriaremos nunca um problema quando uma pessoaapresenta uma Carta de Divórcio expedida por um Juiz,de acordo com a lei. Por que não criamos problemas?Por três razões:9.3.2 Primeira, que em Israel havia a Lei do Divórcio comouma Lei de Moisés (que Deus concedeu) e estáregistrada em Deuteronômio 24:1, 2 e ninguém se
  45. 45. 45atreveria a dizer que ela imoral ou semelhante, porquefoi uma autoridade representativa de Deus quem a deu.9.3.2.1 Segunda, que a Bíblia em Romanos 13:1-7ensina-nos que não devemos ir contra asautoridades pois “toda alma esteja sujeita àsautoridades superiores, porque não há autoridadeque não venha de Deus; e as que existem foramordenadas por Deus” (verso 1). Não se diga quedeveremos obedecer primeiramente a Deus edepois estas autoridades usando (Atos 4:19 e5:29), porque o divórcio é permitido por Deustanto no Velho como no Novo Testamento, comojá provamos exaustivamente. Portanto, criarproblemas com um documento oficial expedidopor um Juiz neste assunto é ir contra adeterminação do Senhor neste ponto.9.3.2.2 Terceira, que ao casar-se alguém no Brasil, porexemplo, as denominações religiosas exigem quese faça o registro diante de um Juiz devidamenteautorizado para expedir a certidão de casamento emuitas vezes exige-se que se case primeiro no“civil”, para somente depois disto se fazer ocasamento no “religioso”. Ora, por que aautoridade do Juiz vale na hora de se fazer ocasamento, mas não vale na hora de se fazer odivórcio? Nós somos coerentes com as coisas eneste ponto declaramos que as “autoridades deDeus” devem ser respeitadas. E os cristãos que jáviveram o trauma de uma separação sejamdeixados em paz.10 As conseqüências da confissão que o crente faz diante de irmãos, serãoentregues diante de Deus pelo Pastor presente na ocasião. O crentepoderá então viver sua vida sem o menor constrangimento pessoal. Enão se permitirá falar-se ou interferir-se na sua vida quanto a esta
  46. 46. 46questão passada. O Senhor é Deus! O pastor e os irmãos estarão livresdesta questão, pois se trata de algo de foro íntimo do crente queconfessou a questão em oração. Como disse Paulo: “Mas Deus julga osque estão de fora”. (1º Coríntios 5:13). Coisas que ocorrem ouocorreram fora de nossa comunidade antes do crente se tornar crente,Deus usa seus Juízes e nós não temos nenhuma declaração a fazer.11 Nos casos em que a crise conjugal se dá entre um casal crente, aorientação é a seguinte: “Não sabeis que havemos de julgar ospróprios anjos: quanto mais as coisas desta vida?” (1º Coríntios 6:3).Não aceitaremos nada inferior ao padrão de Deus para os casos em queo aconselhamento é terapêutico e que o pastorado, bem como airmandade, devem jejuar, orar e aconselhar os “brigões”. Se houverinfidelidade, então a questão será mais delicada, mas procuraremosrestabelecer o padrão do perdão, mas se a parte inocente não quisermais reatar com a outra parte, está livre para fazê-lo, desde que seposicione dentro da ética cristã e faça tudo legalmente com o Juizadoresponsável.7.1 Consideramos também aqui o princípio exposto emDeuteronômio 17:8-13, em que as questõesdifíceis devem ser julgadas e a decisão deve ser cumpridafielmente. Se isto não ocorrer (a obediência) a parte inocente seráexpulsa da comunidade dos irmãos. E neste caso, segue-se adeterminação de Paulo para os rebeldes: “Mas agora vos escrevoque não vos comuniqueis com aquele que se dizendo irmão fordevasso, avarento, idólatra, maldizente, beberrão, roubador; comesse tal nem sequer comais. . . . Tirai esse iníquo do meio de vós”.(1º Coríntios 5:11-13).O Ministério do Pastor Jean Alves Cabral é um Ministério independentede ligação com denominações religiosas. Sua exposição é sempreprofessoral quando se trata de assuntos de interesse doutrinário. Atuacomo Terapeuta Naturista, Escritor, Conferencista, Professor e Teólogo. Émembro da Associação Nacional dos Terapeutas Naturistas e do Corpo de
  47. 47. 47Psicólogos e Psiquiatras Cristãos. Sua proposta ministerial aos irmãos detoda parte é a de cooperar com a edificação da compreensão do quesignifica o Reino de Deus e em relação à edificação espiritual prevista emMateus 7:24-27; Marcos 8:34-37; Lucas 14:25-35; Efésios 4:1 à 5:21 eAtos 1:8-11. A Declaração de Doutrinas que formam a estrutura deorientações que este Ministro do Evangelho tem para compartilhar com osfiéis discípulos do Senhor, pode ser obtida junto ao E-Mail:jactn@zipmail.com.br. Contatos diretamente com o Pastor também nesteendereço. Agradecemos as sugestões, observações, perguntas, críticasanalíticas e construtivas sobre os temas abordados e nos colocamos àdisposição para troca de correspondências com vistas à edificação noEspírito do Senhor, bem como aprimoramento de nossa visão do Reino,pois somos cooperadores, não os senhores da verdade.

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