O slideshow foi denunciado.
Utilizamos seu perfil e dados de atividades no LinkedIn para personalizar e exibir anúncios mais relevantes. Altere suas preferências de anúncios quando desejar.

1 biodiversidade (2017)

544 visualizações

Publicada em

Biodiversidade

Publicada em: Educação
  • Seja o primeiro a comentar

1 biodiversidade (2017)

  1. 1. Margarida Barbosa Teixeira BIODIVERSIDA DE
  2. 2. Noções Básicas - Fotossíntese  A Fotossíntese consiste na produção de alimento - compostos orgânicos, com intervenção da energia solar.  A energia solar é captada por pigmentos específicos – clorofilas.  A energia luminosa transforma-se em energia química (contida nos compostos orgânicos).  Os seres fotossintéticos consomem CO2 e H2O, para produzirem glicose (composto orgânico). Neste processo libertam O2. 2
  3. 3. Noções Básicas - Quimiossíntese  A quimiossíntese consiste na produção de alimento - compostos orgânicos, a partir da energia química dos compostos minerais (H2S, CO2, NH3…).  A energia química dos compostos minerais (compostos inorgânicos) é transferida para os compostos orgânicos – glicose.  Com este processo obtém-se pouca quantidade de compostos orgânicos (é um processo pouco rentável).  Só seres muito simples, com baixas necessidades energéticas, como as bactérias, é que realizam a quimiossíntese. 3
  4. 4. Noções Básicas - Quimiossíntese 4  No fundo dos oceanos, onde não chega a luz solar, podem encontrar- se populações muito variadas.  Como não há luz, os produtores não podem ser seres fotossintéticos, como as plantas ou as algas.
  5. 5. Noções Básicas - Quimiossíntese 5 As fontes hidrotermais dos fundos oceânicos emitem águas ricas em sulfureto de enxofre (H2S) Nestas zonas existem bactérias sulfurosas que utilizam a energia química do sulfureto de hidrogénio para produzirem compostos orgânicos. Estas bactérias sulfurosas, ao realizarem a quimiossíntese produzem o alimento, que permite a instalação de ecossistemas ricos e variados.
  6. 6. Noções Básicas - Respiração 6  Toda a atividade que ocorre na célula (atividade celular) consome energia.  A respiração consiste na degradação de compostos orgânicos – glicose - para obtenção de energia, necessária para a atividade celular.  Neste processo a célula consome O2 e liberta CO2 e H2O.
  7. 7. Noções Básicas –Tipos de Nutrição 7 Tipo de nutrição Autotrófico Heterotrófico Quimiossintético Fotossintético Por absorção (de micromoléculas – monómeros) Por ingestão (digestão intracorporal) Digestão intracelular (no interior da célula) Digestão extracelular (Em cavidade digestiva)
  8. 8. Posição ocupada pelos seres vivos no ecossistema  Os seres vivos podem ocupar diferentes posições no ecossistema: - produtores, - consumidores – microconsumidores ou macroconsumidores, - decompositores. 8
  9. 9. Seres vivos unicelulares / multicelulares  A célula é a unidade fundamental da vida.  As células podem surgir na natureza de forma isolada - seres unicelulares – ou associadas entre si – seres multicelulares (ou pluricelulares). 9
  10. 10. Seres procariontes / eucariontes  Os seres procariontes são formados por uma só célula muito simples, sem núcleo organizado – célula procariótica.  As bactérias são seres procariontes.  Os seres eucariontes apresentam células mais complexas, com núcleo organizado e delimitado por um invólucro – células eucarióticas.  Os seres que possuem células eucarióticas podem ser unicelulares ou pluricelulares. 10
  11. 11. Sistemas de classificação  Para facilitar a compreensão da atual diversidade, os biólogos utilizam sistemas de classificação para agrupar os seres vivos.  Um dos sistemas de classificação mais utilizado foi proposto por Whittaker (1979).  O sistema de Whittaker considera 5 Reinos:  Monera,  Protista,  Fungos,  Plantas,  Animal. 11
  12. 12. Sistemas de classificação  A classificação de Whittaker baseia-se nos seguintes critérios:  Nível de organização celular,  Tipo de nutrição,  Posição no ecossistema. 12 Nível de organização celular Procarionte Eucarionte Unicelular Multicelular Posição no ecossistema Produtor Consumidor Micro- consumidor Macro- consumidor
  13. 13. Sistemas de classificação  A classificação de Whittaker baseia-se nos seguintes critérios:  Nível de organização celular,  Tipo de nutrição,  Posição no ecossistema. 13 Tipo de nutrição Autotrófico Heterotrófico Quimiossintético Fotossintético Por absorção Por ingestão
  14. 14. Sistemas de classificação 14
  15. 15. Reino Monera  Formado por organismos: o procariontes o unicelulares, o autotróficos (fotossíntese ou quimiossíntese) ou heterotróficos (por absorção), o microconsumidores 15
  16. 16. Reino Protista  Formado por organismos: - eucariontes, - unicelulares (exceto as algas, pluricelulares com baixo grau de diferenciação), - autotróficos (fotossíntese) ou heterotróficos (por absorção ou por ingestão). 16
  17. 17. Reino dos Fungos  Seres eucariontes, multicelulares (exceto as leveduras, unicelulares), heterotróficos (por absorção) e microconsumidores.  Absorvem as substâncias alimentares do meio (por vezes digeridas por digestão extracorporal).  Podem ser: - decompositores - parasitas - simbióticos (fungos+algas=líquenes) 17
  18. 18. Reino das Plantas  Seres eucariontes, pluricelulares, autotróficos (fotossíntese). 18
  19. 19. Reino dos Animais  Seres eucariontes, pluricelulares e heterotróficos (ingestão, com digestão intracorporal - intracelular e/ou extracelular). 19
  20. 20. Biodiversidade  Biodiversidade abarca várias dimensões: o diversidade genética - cada indivíduo no interior de uma espécie é geneticamente diferente dos outros variabilidade dentro da espécie. o diversidade ecológica - as associações de espécies existentes num determinado ecossistema são diferentes das de outro ecossistema. variabilidade no número e tipo de espécies em cada área o diversidade de espécies – variedade de espécies à escala local, regional ou global. 20
  21. 21. Biosfera  Sistema global que inclui: - todas as formas de vida existentes na Terra, - os respetivos ambientes, - todas as relações estabelecidas entre si. 21
  22. 22. Sistemas biológicos  Os sistemas biológicos estão organizados de uma forma hierárquica. 22
  23. 23. Organização hierárquica dos sistemas biológicos 23
  24. 24. Organização hierárquica dos sistemas biológicos (cont.) 24
  25. 25. Célula  A célula é a unidade fundamental da vida. 25
  26. 26. Organização biológica - da célula ao organismo  Nos seres multicelulares, as células, iguais ou diferentes, associam-se para realizar uma determinada função, formando um tecido.  Normalmente, diferentes grupos de tecidos associam-se para formar grandes estruturas designadas órgãos.  Estes órgãos podem formar sistemas de órgãos.  Os sistemas de órgãos cooperam na formação de organismos. 26
  27. 27. Espécie e população  São da mesma espécie os organismos idênticos, capazes de se cruzarem entre si e originarem descendentes férteis.  Os seres vivos da mesma espécie que habitam uma determinada área constituem uma população. 27
  28. 28. Comunidade  Indivíduos de espécies diferentes (diferentes populações) que habitam uma mesma área e estabelecem relações entre si formam uma comunidade biótica (ou biocenose). 28
  29. 29. Ecossistema  O conjunto da comunidade, do ambiente e as relações que se estabelecem entre si, formam um sistema ecológico ou ecossistema.  Todos os ecossistemas da Terra formam a biosfera.  Num ecossistema existem os componentes bióticos (seres vivos) e componentes abióticos (fatores ambientais). 29
  30. 30. Modos de nutrição Autotrófico Quimiossíntes e Fotossíntese Heterotrófico Absorção (de monómeros) Ingestão Digestão intracorporal Digestão intracelular Digestão extracelular 30
  31. 31. Cadeias alimentares  Os seres vivos de um ecossistema estabelecem relações tróficas (alimentares), que envolvem transferências de matéria e energia, quer entre os seres vivos, quer entre esses seres vivos e o meio.  Estas relações tróficas constituem as cadeias alimentares.  Uma cadeia alimentar pode ser definida como uma sequência de seres vivos que se inter-relacionam a nível alimentar. 31
  32. 32. Teias alimentares  As cadeias alimentares inter- relacionam-se, originando as teias alimentares ou redes tróficas. 32
  33. 33. Níveis tróficos  Nas cadeias alimentares, pode considerar-se a existência de três categorias de seres vivos: - produtores, - consumidores, - decompositores. 33
  34. 34. Produtores  Seres capazes de produzirem compostos orgânicos – seres autotróficos - a partir de compostos inorgânicos, através da quimiossíntese e da fotossíntese. 34
  35. 35. Consumidores  São seres vivos incapazes de produzir compostos orgânicos a partir de compostos inorgânicos – seres heterotróficos – e, por isso, alimentam-se direta ou indiretamente da matéria elaborada pelos produtores. 35
  36. 36. Decompositores  Transformam a matéria orgânica em matéria inorgânica (mineral), assegurando a devolução dos minerais (inicialmente incorporados pelos produtores) ao meio.  Seres vivos que obtêm a matéria orgânica a partir de outros seres vivos, decompondo: - detritos vegetais, - cadáveres, - excrementos de animais. 36
  37. 37. Fluxo de matéria  Os seres fotossintéticos produzem matéria orgânica a partir da energia solar, água, sais minerais e dióxido de carbono (CO2).  Os consumidores alimentam-se da matéria orgânica existente no corpo dos produtores ou em outros consumidores.  Os decompositores transformam a matéria orgânica em matéria mineral, permitindo que a matéria mineral regresse ao solo ou à água podendo novamente ser usada pelos produtores.  A matéria circula dos produtores para os consumidores e de ambos para os decompositores e destes novamente para os produtores. O fluxo da matéria é cíclico 37
  38. 38. Fluxo de energia  A energia luminosa é transformada em energia química pelas plantas e outros seres fotossintéticos.  Esta energia é utilizada pelos seres fotossintéticos para as suas atividades e alguma fica armazenada nas substâncias orgânicas que constituem o seu corpo.  Os herbívoros ao comerem as plantas vão obter energia a partir dos alimentos que ingerirem. Dos consumidores de 1.ª ordem a energia passa para os de 2.ª e assim sucessivamente.  Há um fluxo de energia que passa do Sol para os seres autotróficos e destes para os heterotróficos.  O fluxo de energia diminui à medida que o nível trófico aumenta. O fluxo de energia é unidirecional 38
  39. 39. Fluxo de energia  Nas reações químicas que ocorrem ao nível do metabolismo celular há perda de energia sob a forma de calor.  No ecossistema, de um nível trófico para o seguinte, há perda de energia.  Da base para o topo da pirâmide a quantidade de energia vai diminuindo. 39
  40. 40. Evolução e extinção 40
  41. 41. Evolução e extinção  Desde que a vida surgiu na Terra, até à atualidade: - seres unicelulares deram origem, por evolução, a uma enorme diversidade de organismos com diferentes graus de complexidade. - um elevado número de espécies terá surgido e outras tantas terão sido extintas. 41
  42. 42. Evolução e extinção No passado, as extinções em massa foram originadas por factores climáticos e geológicos, como por exemplo: –grandes variações de temperatura (aquecimento global/ glaciação), –variações do nível do mar (regressões /transgressões), - movimento dos continentes, - vulcanismo muito ativo, - impactos de meteoros, cometas e asteróides - ….. 42
  43. 43. Evolução e extinção Atualmente, o ritmo de extinção é 1000 a 10.000 vezes superior devido à ação direta ou indireta do Homem: - sobre-exploração/exploração excessiva dos recursos agrícolas, florestais, cinegéticos, piscícolas…, - introdução de predadores, doenças ou espécies exóticas, - alterações climáticas (chuvas ácidas e intensificação do efeito de estufa), - interrupções de relações de mutualismo, - destruição/fragmentação do habitat (poluição, turismo, urbanização, desflorestação, exploração agrícola), - redução do potencial genético derivado da consanguinidade, resultante do aumento de cruzamentos entre indivíduos geneticamente próximos, - ruptura das cadeias alimentares… 43
  44. 44. Evolução e extinção 44
  45. 45. Conservação 45 Áreas protegidas
  46. 46. Conservação  A necessidade da conservação tem levado à criação de áreas protegidas.  Uma área protegida é uma zona delimitada em que qualquer intervenção humana está condicionada e sujeita a regulamentos específicos tendo em vista a proteção ambiental e a conservação do património natural, não só para as gerações atuais como para as gerações futuras. 46
  47. 47. Conservação Estratégias de conservação e recuperação das espécies em risco 1ª Etapa: identificar quais as espécies que se encontram em vias de extinção. 2ªEtapa: identificar as causas do declínio para assim conhecer os factores que estão a provocar a extinção de uma espécie. 3ªEtapa: inverter a tendência do declínio promovendo a neutralização e /ou remoção dos agentes causadores de extinção. 47
  48. 48. Conservação - Medidas a adoptar  Criação de zonas protegidas (reservas, parques naturais).  Educar e informar a população, especialmente os jovens sobre a necessidade de proteger os habitats e as espécies.  Definir as utilizações dos habitats que possam dar maior benefício ao Homem sem os destruir, evitando as que possam degradá-los.  Recuperação de áreas degradadas.  Incentivar as investigações científica e tecnológica, no campo de práticas não poluentes.  Proteger espécies ameaçadas ou em risco de extinção, quer por parte dos governos quer por parte de grupos ecologistas.  Criar leis que assegurem o cumprimento dos aspectos anteriormente referidos. 48
  49. 49. Importância dos ecossistemas Do bom funcionamento dos ecossistemas depende: - a biodiversidade; - a manutenção da fertilidade dos solos; - a prevenção da erosão dos solos; - a reciclagem de produtos residuais; - a regulação do ciclo da água e da composição da atmosfera; - o controlo das pragas na agricultura… 49

×