SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 75
Baixar para ler offline
BIOLOGIA E GEOLOGIA
        2º PARTE – BIOLOGIA
        10º ANO
        2009/2010
Unidade 1 – Obtenção de Matéria
Obtenção de Matéria pelos Seres
Heterotróficos
Unicelularidade e pluricelularidade
   Todos os seres vivos são constituídos pelos mesmo
    elementos químicos, sendo os mais representativos:
       Carbono;
       Oxigénio;
       Hidrogénio;
       Azoto.

   Os seres vivos têm necessidade de obter matéria
    para a incorporar nos seus organismos ou a
    transformar em energia.

   Se por um lado os seres autotróficos são capazes de
    produzir os seus própios compostos orgânicos, os seres
    heterotróficos não têm essa capacidade.

   Assim, e para satisfazerem as suas necessidades
    nutritivas, os seres heterotróficos dependem, directa
    ou indirectamente dos seres autotróficos.
Unicelularidade e pluricelularidade
   Embora muito diversos, os seres
    heterotróficos, têm basicamente as
    mesmas necessidades ao nível dos
    nutrientes:
       Água;
       Minerais;
       Vitaminas;
       Glícidos;
       Lípidos;
       Proteínas.

   Estes, a nivel celular, são utilizados para
    a constituição das estruturas celulares e
    como fonte de energia.

       Desta forma é possível a renovação
        celular e a formação de novas células.
Unicelularidade e pluricelularidade
   A forma como estas substâncias são utilizadas nos
    seres   unicelulares    e     pluricelulalares são
    basicamente identicos e iniciam-se com a absorção.
Absorção
   Passagem de substâncias do                   meio
    externo para o meio interno.

       Nos seres unicelulares a absorção implica
        a passagem de substâncias pela
        membrana celular.

           As substâncias podem atravessar a
            membrana directamente ou incorporadas
            na célula no interior de vesículas sofrendo
            posteriormente digestão intracelular.

       Nos seres multicelulares pouco complexos
        a absorção pode também ser directa.

       No entanto, e na maior parte dos casos,
        os alimentos ingeridos são relativamente
        complexos pelo que têm de sofrer um
        processo    de     digestão    até     se
        transformarem em substâncias mais
        simples, podendo então ser absorvidos.
Absorção
   Em seres pluricelulares de baixa
    complexidade e com poucas células,
    os nutrientes passam directamente
    para as células.

   Em     seres    pluricelulares  mais
    complexos os nutrientes podem ser
    levados pelo sangue, ou outro fluído,
    até as células.

   Para compreender o mecanismos que
    permite a absorção é necessário
    conhecer as estruturas celulares
    responsáveis por tal.
Ultraestrutura da membrana plasmática
   Todas as células encontram-se envolvidas por uma estrutura membranar
    denominada de Membrana Plasmática.
       Esta delimita o espaço interior do espaço exterior.

       Constitui uma barreira selectiva, através da qual se processam trocas de
        substâncias e energia entre a célula e o meio exterior.

       Funciona como um sensor, permitindo a célula modificar-se de acordo com
        diferentes estímulos ambientais.
Ultraestrutura da membrana plasmática

   A membrana plasmática é muito fina, ao ponto de não
    se observar nitidamente ao Microscópio Óptico.
       No entanto a sua existência foi comprovada a partir de
        diferentes técnicas indirectas.
           Como por exemplo a variação de volume da célula de acordo
            com a concentração do meio em que se encontra, mostrando que
            a membrana é de certa forma plástica.

           A resitência da superfície celular a penetração de microagulhas.

           Derrame do citoplasma, quando a membrana plasmática era
            rompida.
Constituição da Membrana Plasmática
   A membrana plasmática é um organelo constituido por
    um complexo lipoproteico:

       60 a 70% (em massa) de proteínas;

       25 a 40% (em massa) de lípidos;

       10% (em massa) de glícidos;

   Embora os lípidos sejam aparentemente mais
    abundantes do que as proteínas, estas apresentam uma
    massa maior.
Constituição da Membrana Plasmática
        Proteínas membranares
   As proteínas possuem composição e funções muito
    diversas.

     Função   estrutural;

     Função   transportadora;

     Receptores    de estímulos externos à célula.
       Catalisam   reacções que ocorrem à superfície da célula.
Constituição da Membrana Plasmática
                 Lípidos membranares
   Os lípidos constituintes da membrana
    plasmática são maioritariamente:
       Fosfolípidos
           Macromoléculas anfipáticas que        se
            organizam em dupla membrana.

       Colesterol
           Macromoléculas hidrofóbica, localizam-se
            entre a bicamada fosfolípidica.
           Regulam a fluidez da membrana.

       Glicolípidos
           Glícidos que se encontram na parte
            exterior da membrana plasmática,
            ligando-se aos lípidos (glicolípidos).
           Julga-se que estejam envolvidos no
            reconhecimento entre as células e de
            substâncias por parte da célula.
Estrutura da Membrana Plasmática
   Desde o início do século XX que diferentes modelos
    têm tentado explicar a estrutura da membrana
    plasmática.

   Actualmente o modelo vigente é o…

               Modelo do Mosaico Fluído.
Modelo do Mosaico Fluído (Singer e Nicholson)

   Segundo este modelo:

       A membrana plasmática é constituída por
        uma bicamada fosfolípidica.

       A membrana não é sólida, pois nela
        proteínas e essencialmente os fosfolípidos
        apresentam movimentos:

           Laterais - na mesma camada, bastante
            comuns;

           Transversais – também conhecidos como
            movimento flip-flop, entre camadas, raros.

       Isto permite uma grande fluidez da
        membrana.
Modelo do Mosaico Fluído (Singer e Nicholson)

   Segundo este modelo, as proteínas
    membranares podem encontrar-se fixas,
    ou apresentar mobilidade.

   As proteínas membranares                   podem
    classificar-se em:

       Proteínas periféricas ou extrinsecas
           Encontram-se à superfícieda membrana,
            ligadas por ligações fracas às porções
            hidrofílicas dos lípidos ou a proteínas
            integradas.

       Proteínas integradas
           Encontram-se ligadas à parte hidrofóbica dos
            fosfolípidos. Por vezes atravessam a
            membrana de um lado ao outro, nesta
            situação     denominam-se    de    proteínas
            transmembranares.
Modelo do Mosaico Fluído (Singer e Nicholson)

   É normal na camada exterior,
    existirem glícidos associados a
    proteínas (glicoproteínas) ou a
    lípidos (glicolípidos).

   Os glicolípidos e glicoproteínas
    formam a chamada Glicocalix.
     Responsável pelo reconhecimento
      de substâncias por parte da
      célula.
Movimentos transmembranares
   A membrana plasmática representa a fronteira entre o meio
    externo e o meio interno permitindo a passagem de substâncias
    entre os dois meios.
       Logo diz-se que é permeavel.

   No entanto nem todas as substâncias conseguem atravessar a
    membrana e algumas só atravessam em circunstâncias especiais.
       Assim diz-se que a membrana apresenta uma permeabilidade
        selectiva.

   A passagem de substâncias através da membrana ocorre através
    de diferentes processos que dependem grandemente das suas
    características.
Movimentos transmembranares
                  Osmose
   Processo de difusão de
    moléculas de água
    entre    dois     meios
    separados por uma
    membrana permeavel
    à água e impermeavel
    ao soluto (ou pouco
    permeavel) no sentido
    do meio de menor
    concentração para o
    de maior concentração
    (a favor do grandiente
    de concentração).
Movimentos transmembranares
                 Osmose
   Este movimento faz-se sempre de meio hipotónicos
    (menor concentração/maior quantidade de água)
    para meios hipertónicos (maior concentração de
    soluto/menor quantidade de água).

   Quando os dois meios têm a mesma concentração
    dizem-se que são isotónicos.
     Nestes casos a entrada de água num meio e saída de
      outro processa-se a mesma velocidade.
Movimentos transmembranares
          Osmose
Movimentos transmembranares
                     Osmose
   O estudo da osmose
    também    se   pode
    realizar em células
    animais, como por
    exemplo em hemácias.

   Quando colocadas em
    meios muito hipotónicos,
    a água que entra no
    interior da célula é
    tanta que pode levar a
    que      esta    rompa,
    ocorrendo então o
    processo de lise celular.
Movimentos transmembranares
                    Osmose
   A velocidade de osmose é
    variável.

       Assim é tanto maior quanto
        maior for a diferença de
        concentrações entre os dois
        meios.

       E vai diminuindo até os
        meios se tornarem isotónicos.

       No entanto a osmose nunca
        cessa, pois mesmo em meios
        isotónicos continua a haver
        entrada e saída de água
        da      célula,   mas   com
        velocidades identicas, pelo
        que a célula não varia o seu
        volume.
Movimentos transmembranares
                   Difusão simples
   Muitas outras substâncias além da água, tais
    como iões e pequenas moléculas, atravessam
    a membrana plasmática de locais onde se
    encontram em maior concentração para locais
    de menor concentração, tal processo
    denomina-se de difusão simples.
       A favor do grandiente de concentração.

   Este processo ocorre até os dois meios
    encontrarem o equilíbrio, momento em que a
    velocidade a que uma determinada
    substância entre e sai da célula se iguala.

   Este processo, por ser a favor do grandiente
    de concentração, não necessita do gasto de
    energia, pelo que se considera transporte
    passivo.
Movimentos transmembranares
                 Difusão facilitada
   Tal como na difusão simples, também neste
    processo não há gastos de energia.

   Verifica-se no entanto que algumas
    moléculas, como aminoácidos, vitaminas e a
    glicose, atravessam a membrana a favor
    do grandiente mas a velocidades
    superiores às esperadas.

   A razão deve-se ao facto de existirem
    proteínas      transportadoras     de
    determinadas substâncias na membrana
    plasmática.

   Essas  proteínas     denominam-se      de
    permeases.
Movimentos transmembranares
                 Difusão facilitada
   O processo dá-se em três
    etapas:

       Ligação da molécula à
        região    hidrofóbica da
        permease.

       Alteração da conformação
        da proteína, fazendo com
        que a substância atravesse
        a membrana plasmática.

       Regresso da permease a
        forma inicial.
Movimentos transmembranares
             Difusão facilitada
   A velocidade da difusão
    facilitada vai aumentando
    à      medida    que       a
    concentração do soluto
    aumenta      e   enquanto
    existirem permeases livres.

   Quando      todas      as
    permeases estão a ser
    utilizadasa    velocidade
    atinge o seu máximo e
    estabiliza.
Movimentos transmembranares
             Transporte activo
   Por vezes a célula tem que manter concentrações de substâncias
    muito diferentes das concentrações exteriores, isto é, não podem
    atingir a situação de isotónica.

   Ocasionalmente a quantidade de solutos no interior têm que ser
    superiores às do exterior pelo que em vez de libertarem soluto, têm
    que retirar de um meio já empobrecido desse soluto.

   Nestas situações o transporte tem que realizar um movimento contra
    o gradiente de concentração.

   Este processo requer o gasto de energia e como tal denomina-se de
    transporte activo.
Movimentos transmembranares
                 Transporte activo
   No transporte activo há também
    intervenção de proteínas de transporte,
    mas nesta situação a modificação de
    conformação deve-se ao gasto de
    energia resultante da hidrólise de ATP
    (Adenina Trifosfato).

   Estas proteínas, enzimáticas, denominam-
    se de ATPases.

   Uma das ATPases mais conhecidas são as
    Bombas de Na+/K+, que transportam
    Na+ e K+ contra o gradiente de
    concentrações.

   Só assim se consegue assegurar a
    diferença de concentração entre o meio
    externo e interno.
Transporte de Partículas
                Endocitose e Exocitose
   As células têm também
    forma de transportar
    macromoléculas para o seu
    interior ou exterior.

       Quando o transporte é
        para o interior temos a
        endocitose.

       Quando o transporte é
        para o exterior temos a
        exocitose.
Endocitose
   Neste tipo de transporte destaca-se:

     Fagocitose;



     Pinocitose;



     Endocitose    mediada por receptores.
Endocitose
   Fagocitose
       A membrana plasmática engloba partículas de grandes dimensões ou mesmo células
        inteiras.

       Muitas células emitem prolongamentos, pseudopodes, que englobam a partícula.

       Formam uma vesícula fagocítica ou fagossoma que é integrada no interior da célula.

       No interior da célula esta vesícula funde-se com lisossomas (vesículas com enzimas
        digestivas) dando origem a vacúolos digestivos.
Endocitose
   Pinocitose
       Muito      semelhante      à
        fagocitose no entanto as
        partículas estão dissolvidas
        ou fluídas, pelo que as
        vesículas formadas são
        mais pequenas.


       É um processo que ocorre
        por       exemplo        nas
        microvilosidades intestinais.
Endocitose
   Endocitose mediada por receptores
     Neste  processo as macromoléculas entram ligadas a
      receptores     membranares      específicos   para
      determinadas substâncias.

     Dado   que cada receptor é específico para uma
      substância, então só há entrada de uma substância.
Exocitose
   A exocitose é um processo inverso
    à endocitose no qual as células
    libertam para o meio exterior
    substâncias   armazenadas     em
    vesículas.

   Estas vesículas fundem-se com a
    membrana plasmática e libertam o
    seu conteúdo.

   Desta forma as células libertam:
       Resíduos;
       Enzimas;
       Hormonas…
Digestão intracelular
   A membrana plasmática não é a
    única estrutura membranar das
    células.

   Na    realidade     a   membrana
    plasmática encontra-se em contacto
    com um sistema de membranas:

       Invólucro Nuclear;

       Retículo Endoplasmático;

       Complexo de Golgi.
Digestão intracelular
   Este  sistema      denomina-se     de     sistema
    endomembranar.

   O sistema endomembranar está envolvido no
    processo de digestão intracelular que por sua vez
    leva a obtenção de energia e matéria.
Retículo Endoplasmático
   É o maior organelo do sistema membranar.

   Extende-se desde a membrana plasmática até ao invólucro nuclear.

   É constituido por um conjunto de cisternas achatadas, túbulos e
    vesículas, formando um sistema contínuo.

   Existem dois tipos de Retículo Endoplasmático:
       Rugoso (RER) – que possui ribossomas associados a face externa da
        membrana, responsável pela síntese proteíca.

       Liso (REL) – não possui ribossomas associados e está envolvido na síntese
        de fosfolípidos e na elaboração de membrana.
Retículo Endoplasmático
   Altamente dinâmico o RE está em constante
    mudança.

   Permite por exemplo a renovação da membrana
    plasmática.
Complexo de Golgi
   É constituido por todos os dictiossomas de cada
    célula.
       Cada dictiossoma por seu lado é constituido por um
        conjunto de sáculos ou cisternas e empilhadas de forma
        regular, na periferia das quais existe uma série de
        vesículas.

       Cada dictiossoma tem uma:
           Face convexa ou de formação – virada para o RE, de
            onde recebe proteínas, através de canalículos ou
            através da fusão de vesículas.

           Face côncava ou de maturação – virada para a
            membrana plasmática, onde se encontram as proteínas
            maturadas.

       Assim o Complexo de Golgi está envolvido no processo
        de maturação de diferentes substâncias como por
        exemplo: proteínas, glicoproteínas e lípidos.
           As proteínas por exemplo tornam-se funcionais ao
            passarem pelo Complexo de Golgi.
Lisossomas
   São pequenas vesículas, mais
    ou     menos,    esféricas e
    delimitadas por um membrana.

   Contem por exemplo enzimas.

   Os lisossomas formam-se na
    face     de   maturação      do
    Complexo      de      Golgi   e
    eventualmente fundem-se com
    vesículas endocíticas, formando
    uma vesícula digestivo.
Lisossomas
   Nas vesículas digestivas, e graças às enzimas digestivas, ocorrem
    processos digestivos de materiais captados por endocitose.
       Neste caso estamos perante heterofagia, pois as partículas digeridas
        são externas à célula.

   Ocasionalmente os lisossomas podem pode fundir-se com organelos
    da célula, digerindo-os.

       Neste caso estamos perante autofagia, e os vacúolos assim formados
        são vacúolos autofágicos.

       É um processo que permite a reutilização de materiais que constituem a
        célula.

       É normalmente um processo controlado, para que não ocorra destruição
        da célula.
Lisossomas
Obtenção de matéria pelos seres heterotróficos
multicelulares
   Em seres unicelulares todo o processo de
    obtenção de matéria, digestão e distribuição
    de nutrientes é realizado pela célula.

   Por outro lado nos seres heterotróficos
    multicelulares o processo é mais complexo
    passando pelas seguintes fases:
       Ingestão – entrada dos alimentos para o
        organismo;

       Digestão – conjunto de processos que levam a
        transformação de moléculas complexas em
        moléculas simples;

       Absorção – passagem dos              nutrientes
        resultantes da digestão para o meio interno.
Obtenção de matéria pelos seres heterotróficos
multicelulares
   Estes processos ocorrem em sistemas
    especializados, no caso, o sistema
    digestivo.

   O sistema digestivo consiste num
    conjunto de cavidades digestivas,
    especializadas em diferentes funções,
    que apesar de se encontrarem dentro
    do organismo, não são mais do que
    um prolongamento do meio exterior.

   Assim a este tipo de digestão dá-se o
    nome de Digestão Extracelular, pois
    na realidade ocorre fora das células
    e no meio exterior.
Obtenção de matéria pelos seres heterotróficos
    multicelulares

   A      digestão   extracelular
    representa uma vantagem
    evolutiva, pois os organismos
    podem ingerir quantidades
    significativas de alimento,
    armazenando e digerindo-o
    lentamente, pelo que não têm
    constantemente que se estar a
    alimentar.
Hidra (Digestão extracelular)
   A Hidra é um organismos heterotrófico multicelular muito
    simples.
       Apresenta apenas duas camadas de células;
       A parede corporal delimita uma cavidade interna denominada de
        Cavidade Gastrovascular;
       Tem apenas uma abertura, a Boca;
       Captura as suas presas através de tentáculos que rodeiam a boca.

   A ingestão ocorre quando os tentáculos capturam e levam até
    à boca o alimento;

   De seguida inicia-se a digestão com a libertação de enzimas
    produzidas por células glandulares da parede.

   De seguida, as partículas formadas pela digestão são
    fagocitadas pelas células da parede corporal.

   Pelo facto do sistema digestivo deste ser vivo ter apenas uma
    abertura denomina-se de Sistema Digestivo Incompleto.
Planária (Digestão extracelular)
   Tal como a Hidra, a Planária
    apresenta um sistema digestivo
    incompleto, pois apresenta
    apenas       uma    abertura:
    Citofaringe.

   No entanto o tubo digestivo já
    apresenta             alguma
    diferenciação.
       Apresenta ramificações que
        permitem uma maior absorção e
        também     distribuição    do
        alimento.
Tubo digestivo completo
   Muitos animais apresentam tubo digestivo
    completo, isto é, apresentam duas
    aberturas: boca e ânus.

       Esta modificação do sistema digestivo tem
        ganhos muito significativos para os seres
        vivos, pois permite uma digestão e
        absorção sequencial;

       A digestão ocorre sempre em um sentido,
        não havendo misturas de alimentos
        digeridos com alimentos por digerir;

       Logo isso significa uma digestão mais
        eficaz.
Minhoca (Digestão extracelular)
   As minhocas (Anelídeos) apresentam um
    tubo digestivo completo, com diferentes
    regiões especializadas.

       Por exemplo, a falta de aparelhos
        triturador é compensado pela existência de
        um papo.

       A absorção é aumentada graças a
        existência de uma prega dorsal no intestino,
        denominada de tiflosole.

       Partículas não absorvidas são eliminadas
        pelo ânus.
Vertebrados (Digestão extracelular)
   Nos vertebrados o sistema digestivo é também
    completo, mas mais complexo.

   No Homem existem todo um conjunto de órgão
    encarregues pela digestão, desempenhando cada uma
    sua função.

   Existem ainda diversas glândulas anexas             que
    produzem sucos que facilitam a digestão.

   A absorção dos nutrientes é levada ao extremo graças
    a existência de inúmeras pregas ao nível do intestino
    delgado: vilosidades intestinais.

   Por sua vez cada vilosidade intestinal é constituída por
    um número muito grande de microvilosidades que
    aumentam grandemente a superfície de contacto do
    intestino delgado e como tal aumentam a capacidade
    de absorção.
   Depois de absorvidos, os
    nutrientes são levados a todas
    as células do organismo através
    do sangue e/ou linfa.

   Desta forma embora a
    digestão ocorra fora do corpo,
    todas as células do organismo
    têm acesso aos nutrientes
    essenciais aos seus processos
    biológicos.
2 – Obtenção de matéria pelos
seres autotróficos
Seres Autotróficos
   Enquanto os seres heterotróficos necessitam
    de capturar o seu alimento, alguns
    organismos conseguiram resolver a situação
    de outra forma… produzindo o seu próprio
    alimento.

       Esses seres vivos, por produzirem o seu
        próprio     alimento  denominam-se   de
        Autotróficos.

       Para produzirem o seu próprio alimento
        necessitam de uma fonte de energia:
           Energia solar – Fotossíntese/Fotoautotróficos;
           Energia química (Oxidação-Redução) –
            Quimiossíntese/Quimioautotróficos.
Fotossíntese
                  O    processo     autotrófico             mais
                   conhecido é á fotossíntese.

                      Processo biológico através do qual,
                       plantas e outro seres vivos que
                       possuem pigmentos fotossintéticos,
                       sintetizam compostos orgânicos ricos
                       em energia.
                          A partir de:
                                Dióxido de Carbono;
                                Água;
                                Compostos     orgânicos   (Ribulose
                                 Difosfato).


                      Recorrendo a energia solar como
                       fonte de energia.
Fotossíntese
      6CO2+12H2O        C6H12O6 + 6O2 + 6H2O

   O dióxido de carbono, a água e a luz são obtidos
    a partir do meio ambiente.

   Os pigmentos fotossintéticos são os responsáveis
    por capturar a energia luminosa.
Pigmentos fotossintéticos
   A luz em contacto com os materiais pode ser reflectida, refractada
    ou absorvida

   Substâncias que absorvem a radiação luminosa visível são
    conhecidos como pigmentos.
       Diferentes pigmentos, absorve diferentes radiações luminosas.


   Os pigmentos que intervêm na fotossíntese são denominados de
    pigmentos fotossintéticos.

   O mais conhecido pigmento fotossintético é a clorofila.
       Clorofila a – Azul-esverdeada
       Clorofila b – Amarelo-esverdeada
            O principal pigmento fotossintético é a clorofila a, sendo a única que pode
             participar directamente nas reacções de luz, a clorofila b é um pigmento
             acessório que embora muito semelhante à clorofila a absorve radiação
             num comprimento de onda ligeiramente diferente, o que melhora
             significativamente o processo.


   No entanto existem outros pigmentos igualmente importantes.

       Carotenoides – Amarelo-alaranjado
            É também um pigmento fotossintético acessório.
A luz
   A luz é uma forma de energia conhecida como energia electromagnética ou radiante.

   Esta energia propaga-se sobre a forma de ondas, tal como as ondas de ondulação
    provocadas por uma pedra num charco.

   A distância entre duas cristas consecutivas é denominado de comprimento de onda ().

       O comprimento de onda pode ir de alguns nanometros (raios gama) até alguns quilómetros (ondas
        rádio).
A luz
   Os comprimentos de onda de principal
    importância para a Vida na Terra encontra-
    se entre os 380 e os 750 nm.

       Esta radiação é conhecida como luz visível,
        pois é a luz que os olhos humanos conseguem
        detectar.

   A unidade básica da luz são os fotões,
    partículas carregadas de energia e que se
    propagam sobre a forma de ondas.
       A energia carregada por um fotão é
        inversamente proporcional ao comprimento
        de onda desse fotão.

       Isto é, um fotão de luz violeta contém mais
        energia do que um fotão de luz vermelha.
A luz
   Quando um fotão atinge um átomo, um
    dos electrões salta para um nível de
    energia superior.
       Diz-se que esse electrão se encontra
        excitado.

   Quando os pigmentos fotossintéticos
    absorvem luz, os seus electrõs ficam
    excitados, se no entanto perderem
    essa energia, sobre a forma de luz ou
    calor, voltam ao seu estado inicial –
    estado fundamental.

   Em alternativa o pigmento pode ceder
    o electrão excitado a moléculas
    vizinhas denominadas de aceptores.
Reacções Oxidação-Redução
   Quando uma substância recebe um electrão diz-se
    que fica reduzido.

   Por seu lado a substância que perde o electrão
    diz-se que fica oxidada.

   A estas reacções de transferência de electrões,
    inicialmente provenientes de um fotão denominam-
    se de reacções fotoquímicas.
Fotossíntese

   Nas plantas, a fotossíntese
    ocorre     ao nível     dos
    cloroplastos;

       Mais      concretamente    na
        membrana        interna   dos
        cloroplastos.

   Por sua vez a clorofila e as
    moléculas          aceptoras
    encontram-se    organizados
    sobre      a   forma      de
    fotossistemas:
       Fotossistema I
       Fotossistema II
Fotossíntese
   Ao longo dos tempos muitas
    foram as dúvidas sobre o
    processo fotossíntetico:
       De onde retiram as plantas o
        nutriente?

       As plantas renovam o ar?

       De onde provem o oxigénio que
        as plantas expelem?
         Do Dióxido de Carbono?
         Da Água?
Fotossíntese
   Mais tarde esclareceu-se que o CO2 é
    necessário à formação de compostos
    orgânicos.

   No entanto a produção desses mesmo
    compostos não é dependente da luz.

   Assim a fotossíntese necessita da luz para
    iniciar, mas a incorporação do dióxido de
    carbono prolonga-se na obscuridade.

   Assim a fotossíntese compreende duas
    fases:
       Fase fotoquímica – fase dependente da
        luz
       Fase química – fase não dependente
        directamente da luz
Fase dependente da Luz
   Tal como o próprio nome indica esta fase ocorre apenas durante o fotoperíodo.

   Durante esta fase ocorre a produção de ATP e NADPH, essenciais para a fase “escura”.

   Ocorre basicamente o seguinte:
       Conversão da energia luminosa em química;
           Através da transferência de energia dos fotões para os compostos que vão ceder electrões.

       Fotólise da água;
           Desdobramento da água nos seus elementos (H+ e O2).


       Fosforilação de ADP em ATP;
           Através de uma ATPase que usa o gradiente de H .

       Redução do NADP+ em NADPH.
           Por acção do H+ libertado durante a fotólise da luz.
Fase dependente da Luz
                                                            Aceitador de electrões

                    Aceitador de electrões
Nível Energético




                                                                                     NADP++2H++
                                                                                     NADPH + H



                                               H2O          Fotossistema I

                   Fotossistema II      e-e-   ½ O2   2H+
ATPase
Fase não dependente da Luz
   Durante esta fase ocorre a
    fixação de Carbono em
    compostos orgânicos;

   Ocorre ainda regeneração do
    composto orgânico inicial a
    Ribulose difosfato (RuDP).

   Este processo é ciclico pois há
    regeneração do material
    inicial e denomina-se de Ciclo
    de Calvin.
Ciclo de Calvin
6 CO2                        6 Composto de 6
                           carbonos intermédio
                                                               12 ATP
                                                                  NADPH

                  6 RUBP                             12 PGA
                                                               12 ADP +
                                                               12 NADP
           Ribulose-1,5-bifosfato           Ácido fosfoglicérico



         6 ATP
                 10 PGAL
                                                  12 PGAL
         6 ADP
                                           Aldeido fosfoglicérico

        2 PGAL                      1Frutose-1,6-bifosfato


                                           Glicose
Ciclo de Calvin

                                                  PGA – Ácido Fosfoglicérico
                                                  PGAL – Aldeído Fosfoglicérico
                                       A partir do PGAL a célula pode sintetizar
                                       entre outras substâncias:
                                       • Glícidos, nomeadamente glicose;
     Composto de 6 carbonos instável
     Ribulose Difosfato (5 carbonos)   • Lípidos;
                                       • Prótidos.

      ATP NADPH     ATP     NADPH      Na fotossíntese o PGAL pode seguir dois
                                       caminhos:
                                       • Ou é utilizado para sintetizar glicose;

         PGAL
         PGA              PGA
                          PGAL         •    Ou é utilizado para regenerar o RuDP.

                                       Assim por cada 6 CO2 que a planta
                                       captura sintetizam-se 12 PGAL, dos quais
                RuDP                   2 são utilizado para sintetizar 1 Glicose, e
                Glicose
                                       os restantes 10 servem para regenerar 6
                                       RuDP (sendo gastos mais 6 ATP para tal).
                                       Assim durante o Ciclo de Calvin são gastos, por cada 6 dióxidos
                                       de carbono: 12 NADPH e 18 ATP.
Ciclo ce Calvin
   Ciclo de Calvin
   O ciclo de Calvin é
    apenas mais uma das
    vias metabólicas dos
    seres vivos…

   Mas uma das principais
    pois o PGAL (aldeído
    fosfoglicérico)além de
    ser    convertido   em
    glícidos     pode   ser
    convertido em lípidos e
    prótidos…
Quimiossíntese
   Alguns tipos de bactérias têm a
    capacidade de obter energia
    através    da    oxidação    de
    substâncias inorgânicas, usando
    essa energia para fixar dióxido
    de carbono.

   Os       compostos     inorgânicos
    utilizados podem ser diversos:
     NH3 – Amoníaco;
     CO2 – Dióxido de Carbono;
     H2S – Sulfureto de Hidrogénio.
Quimiossíntese
   O processo é em tudo semelhante à fotossíntese:
     Uma   fase de produção de ATP e NADPH.
      A  diferença reside nesta fase, por oxidação de
       compostos minerais, estes organismos obtêm protões e
       electrões essenciais a produção do ATP e NADPH.

     Uma   fase em que ocorre o ciclo das pentoses, e
      que levam à produção de compostos orgânicos.
Quimiossíntese
   Entre os organismos que
    realizam este tipo de
    autotrofia destacam-se
    as bactérias ferrosas,
    sulfurosas e nitrificantes.

   Estas bacterias estão na
    base       de      muitos
    ecossistemas    privados
    de luz solar, tais como
    fontes termais dos riftes.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Distribuição de matéria
Distribuição de matériaDistribuição de matéria
Distribuição de matéria
Rita Pereira
 
(4) biologia e geologia 10º ano - diversidade na biosfera
(4) biologia e geologia   10º ano - diversidade na biosfera(4) biologia e geologia   10º ano - diversidade na biosfera
(4) biologia e geologia 10º ano - diversidade na biosfera
Hugo Martins
 
Fotossíntese e quimiossíntese
Fotossíntese e quimiossínteseFotossíntese e quimiossíntese
Fotossíntese e quimiossíntese
margaridabt
 
Obtenção de matéria seres autotróficos
Obtenção de matéria   seres autotróficosObtenção de matéria   seres autotróficos
Obtenção de matéria seres autotróficos
Isabel Lopes
 
Membrana PlasmáTica
Membrana PlasmáTicaMembrana PlasmáTica
Membrana PlasmáTica
Nuno Correia
 
Movimentos transmembranares
Movimentos transmembranaresMovimentos transmembranares
Movimentos transmembranares
margaridabt
 
8 fotossíntese e quimiossíntese
8   fotossíntese e quimiossíntese8   fotossíntese e quimiossíntese
8 fotossíntese e quimiossíntese
margaridabt
 
Biologia 11 unicelularidade e multicelularidade
Biologia 11   unicelularidade e multicelularidadeBiologia 11   unicelularidade e multicelularidade
Biologia 11 unicelularidade e multicelularidade
Nuno Correia
 
(9) biologia e geologia 10º ano - trocas gasosas em seres multicelulares
(9) biologia e geologia   10º ano - trocas gasosas em seres multicelulares(9) biologia e geologia   10º ano - trocas gasosas em seres multicelulares
(9) biologia e geologia 10º ano - trocas gasosas em seres multicelulares
Hugo Martins
 
Biologia 11 sistemas de classificação
Biologia 11   sistemas de classificaçãoBiologia 11   sistemas de classificação
Biologia 11 sistemas de classificação
Nuno Correia
 

Mais procurados (20)

Resumos Biologia e Geologia (Biologia) 10º Ano
Resumos Biologia e Geologia (Biologia) 10º AnoResumos Biologia e Geologia (Biologia) 10º Ano
Resumos Biologia e Geologia (Biologia) 10º Ano
 
Abertura e fecho dos estomas
Abertura e fecho dos estomasAbertura e fecho dos estomas
Abertura e fecho dos estomas
 
Distribuição de matéria
Distribuição de matériaDistribuição de matéria
Distribuição de matéria
 
(4) biologia e geologia 10º ano - diversidade na biosfera
(4) biologia e geologia   10º ano - diversidade na biosfera(4) biologia e geologia   10º ano - diversidade na biosfera
(4) biologia e geologia 10º ano - diversidade na biosfera
 
Fotossíntese e quimiossíntese
Fotossíntese e quimiossínteseFotossíntese e quimiossíntese
Fotossíntese e quimiossíntese
 
Ciclos de vida
Ciclos de vidaCiclos de vida
Ciclos de vida
 
Obtenção de matéria seres autotróficos
Obtenção de matéria   seres autotróficosObtenção de matéria   seres autotróficos
Obtenção de matéria seres autotróficos
 
Membrana PlasmáTica
Membrana PlasmáTicaMembrana PlasmáTica
Membrana PlasmáTica
 
Movimentos transmembranares
Movimentos transmembranaresMovimentos transmembranares
Movimentos transmembranares
 
Crescimento e Renovação Celular, Biologia // 11º ano
Crescimento e Renovação Celular, Biologia // 11º anoCrescimento e Renovação Celular, Biologia // 11º ano
Crescimento e Renovação Celular, Biologia // 11º ano
 
8 fotossíntese e quimiossíntese
8   fotossíntese e quimiossíntese8   fotossíntese e quimiossíntese
8 fotossíntese e quimiossíntese
 
Biologia 11 unicelularidade e multicelularidade
Biologia 11   unicelularidade e multicelularidadeBiologia 11   unicelularidade e multicelularidade
Biologia 11 unicelularidade e multicelularidade
 
Digestão
DigestãoDigestão
Digestão
 
(9) biologia e geologia 10º ano - trocas gasosas em seres multicelulares
(9) biologia e geologia   10º ano - trocas gasosas em seres multicelulares(9) biologia e geologia   10º ano - trocas gasosas em seres multicelulares
(9) biologia e geologia 10º ano - trocas gasosas em seres multicelulares
 
Digestão
DigestãoDigestão
Digestão
 
10ºano: A célula
10ºano: A célula10ºano: A célula
10ºano: A célula
 
Biologia 10 respiração celular
Biologia 10   respiração celularBiologia 10   respiração celular
Biologia 10 respiração celular
 
Resumos Biologia & Geologia (GEOLOGIA) 11º Ano
Resumos Biologia & Geologia (GEOLOGIA) 11º AnoResumos Biologia & Geologia (GEOLOGIA) 11º Ano
Resumos Biologia & Geologia (GEOLOGIA) 11º Ano
 
Biologia 11 sistemas de classificação
Biologia 11   sistemas de classificaçãoBiologia 11   sistemas de classificação
Biologia 11 sistemas de classificação
 
A terra e os seus subsistemas em interação
A terra e os seus subsistemas em interaçãoA terra e os seus subsistemas em interação
A terra e os seus subsistemas em interação
 

Semelhante a (5) biologia e geologia 10º ano - obtenção de matéria

Aula citologia 1ºanos erem
Aula citologia 1ºanos eremAula citologia 1ºanos erem
Aula citologia 1ºanos erem
Amelia Tavares
 
Envoltórios da célula
Envoltórios da célulaEnvoltórios da célula
Envoltórios da célula
Joao Victor
 
Memb. E Transporte
Memb. E TransporteMemb. E Transporte
Memb. E Transporte
ClaraVinhas
 
Memb. e Transporte
Memb. e TransporteMemb. e Transporte
Memb. e Transporte
ClaraVinhas
 
Membrana celular e digestão intracelular
Membrana celular e digestão intracelularMembrana celular e digestão intracelular
Membrana celular e digestão intracelular
Nathalia Fuga
 

Semelhante a (5) biologia e geologia 10º ano - obtenção de matéria (20)

Membrana celular
Membrana celularMembrana celular
Membrana celular
 
Aula Citologia
Aula CitologiaAula Citologia
Aula Citologia
 
Módulo a2.1 membrana.resumo
Módulo a2.1   membrana.resumoMódulo a2.1   membrana.resumo
Módulo a2.1 membrana.resumo
 
PPT13_Bio_D4_1_MembranaPlacccsmatica.pdf
PPT13_Bio_D4_1_MembranaPlacccsmatica.pdfPPT13_Bio_D4_1_MembranaPlacccsmatica.pdf
PPT13_Bio_D4_1_MembranaPlacccsmatica.pdf
 
FI1 AutotrofiaVSHeterotrofiaA2.pdf
FI1 AutotrofiaVSHeterotrofiaA2.pdfFI1 AutotrofiaVSHeterotrofiaA2.pdf
FI1 AutotrofiaVSHeterotrofiaA2.pdf
 
Aulacitologia 091108142823-phpapp02
Aulacitologia 091108142823-phpapp02Aulacitologia 091108142823-phpapp02
Aulacitologia 091108142823-phpapp02
 
Aulacitologia 091108142823-phpapp02
Aulacitologia 091108142823-phpapp02Aulacitologia 091108142823-phpapp02
Aulacitologia 091108142823-phpapp02
 
Aulacitologia 091108142823-phpapp02
Aulacitologia 091108142823-phpapp02Aulacitologia 091108142823-phpapp02
Aulacitologia 091108142823-phpapp02
 
Power point sobre a membrana e transportes
Power point sobre a membrana e transportesPower point sobre a membrana e transportes
Power point sobre a membrana e transportes
 
Revisão - Biologia celular
Revisão - Biologia celularRevisão - Biologia celular
Revisão - Biologia celular
 
Ae bg10 b_ppt_membrana
Ae bg10 b_ppt_membranaAe bg10 b_ppt_membrana
Ae bg10 b_ppt_membrana
 
Aula citologia 1ºanos erem
Aula citologia 1ºanos eremAula citologia 1ºanos erem
Aula citologia 1ºanos erem
 
Envoltórios da célula
Envoltórios da célulaEnvoltórios da célula
Envoltórios da célula
 
Membrana plasmática (plasmalema)
Membrana plasmática (plasmalema)Membrana plasmática (plasmalema)
Membrana plasmática (plasmalema)
 
10 biologia (2)
10 biologia (2)10 biologia (2)
10 biologia (2)
 
Citologia
CitologiaCitologia
Citologia
 
Memb. E Transporte
Memb. E TransporteMemb. E Transporte
Memb. E Transporte
 
Memb. e Transporte
Memb. e TransporteMemb. e Transporte
Memb. e Transporte
 
Membrana celular e digestão intracelular
Membrana celular e digestão intracelularMembrana celular e digestão intracelular
Membrana celular e digestão intracelular
 
biologia geral
biologia geral biologia geral
biologia geral
 

Mais de Hugo Martins

(2) património genético
(2) património genético(2) património genético
(2) património genético
Hugo Martins
 
(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade
(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade
(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade
Hugo Martins
 
Resumo 10º ano - ciclo das rochas
Resumo   10º ano - ciclo das rochasResumo   10º ano - ciclo das rochas
Resumo 10º ano - ciclo das rochas
Hugo Martins
 
Resumo 11º ano - rochas sedimentares
Resumo   11º ano - rochas sedimentaresResumo   11º ano - rochas sedimentares
Resumo 11º ano - rochas sedimentares
Hugo Martins
 
Resumo 11º ano - rochas metamórficas
Resumo   11º ano - rochas metamórficasResumo   11º ano - rochas metamórficas
Resumo 11º ano - rochas metamórficas
Hugo Martins
 
Resumo 11º ano - rochas magmáticas
Resumo   11º ano - rochas magmáticasResumo   11º ano - rochas magmáticas
Resumo 11º ano - rochas magmáticas
Hugo Martins
 
(7) 2008-2009 - 9º ano - sistema neuro-hormonal
(7)   2008-2009 - 9º ano - sistema neuro-hormonal(7)   2008-2009 - 9º ano - sistema neuro-hormonal
(7) 2008-2009 - 9º ano - sistema neuro-hormonal
Hugo Martins
 
(8) 2008 - 2009 - 9º ano - organismo em equilíbrio - sistema cardio-respira...
(8)   2008 - 2009 - 9º ano - organismo em equilíbrio - sistema cardio-respira...(8)   2008 - 2009 - 9º ano - organismo em equilíbrio - sistema cardio-respira...
(8) 2008 - 2009 - 9º ano - organismo em equilíbrio - sistema cardio-respira...
Hugo Martins
 
Apoio para os testes intermédios
Apoio para os testes intermédiosApoio para os testes intermédios
Apoio para os testes intermédios
Hugo Martins
 
(5) sistemática dos seres vivos
(5) sistemática dos seres vivos(5) sistemática dos seres vivos
(5) sistemática dos seres vivos
Hugo Martins
 
Diagramas fotossíntese
Diagramas   fotossínteseDiagramas   fotossíntese
Diagramas fotossíntese
Hugo Martins
 
Diagramas fotossíntese
Diagramas   fotossínteseDiagramas   fotossíntese
Diagramas fotossíntese
Hugo Martins
 
Diagramas fotossíntese
Diagramas   fotossínteseDiagramas   fotossíntese
Diagramas fotossíntese
Hugo Martins
 
Matriz de teste 11º - fevereiro
Matriz de teste   11º - fevereiroMatriz de teste   11º - fevereiro
Matriz de teste 11º - fevereiro
Hugo Martins
 
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
Hugo Martins
 
(5) sistemática dos seres vivos
(5) sistemática dos seres vivos(5) sistemática dos seres vivos
(5) sistemática dos seres vivos
Hugo Martins
 
(5) 2008-2009 - 9º ano - noções básicas de hereditariedade
(5)   2008-2009 - 9º ano - noções básicas de hereditariedade(5)   2008-2009 - 9º ano - noções básicas de hereditariedade
(5) 2008-2009 - 9º ano - noções básicas de hereditariedade
Hugo Martins
 
(6) 2008-2009 - 9º ano - genética & sociedade
(6)   2008-2009 - 9º ano - genética & sociedade(6)   2008-2009 - 9º ano - genética & sociedade
(6) 2008-2009 - 9º ano - genética & sociedade
Hugo Martins
 
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
Hugo Martins
 

Mais de Hugo Martins (20)

Resumo sismologia e estrutura interna da terra
Resumo   sismologia e estrutura interna da terraResumo   sismologia e estrutura interna da terra
Resumo sismologia e estrutura interna da terra
 
(2) património genético
(2) património genético(2) património genético
(2) património genético
 
(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade
(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade
(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade
 
Resumo 10º ano - ciclo das rochas
Resumo   10º ano - ciclo das rochasResumo   10º ano - ciclo das rochas
Resumo 10º ano - ciclo das rochas
 
Resumo 11º ano - rochas sedimentares
Resumo   11º ano - rochas sedimentaresResumo   11º ano - rochas sedimentares
Resumo 11º ano - rochas sedimentares
 
Resumo 11º ano - rochas metamórficas
Resumo   11º ano - rochas metamórficasResumo   11º ano - rochas metamórficas
Resumo 11º ano - rochas metamórficas
 
Resumo 11º ano - rochas magmáticas
Resumo   11º ano - rochas magmáticasResumo   11º ano - rochas magmáticas
Resumo 11º ano - rochas magmáticas
 
(7) 2008-2009 - 9º ano - sistema neuro-hormonal
(7)   2008-2009 - 9º ano - sistema neuro-hormonal(7)   2008-2009 - 9º ano - sistema neuro-hormonal
(7) 2008-2009 - 9º ano - sistema neuro-hormonal
 
(8) 2008 - 2009 - 9º ano - organismo em equilíbrio - sistema cardio-respira...
(8)   2008 - 2009 - 9º ano - organismo em equilíbrio - sistema cardio-respira...(8)   2008 - 2009 - 9º ano - organismo em equilíbrio - sistema cardio-respira...
(8) 2008 - 2009 - 9º ano - organismo em equilíbrio - sistema cardio-respira...
 
Apoio para os testes intermédios
Apoio para os testes intermédiosApoio para os testes intermédios
Apoio para os testes intermédios
 
(5) sistemática dos seres vivos
(5) sistemática dos seres vivos(5) sistemática dos seres vivos
(5) sistemática dos seres vivos
 
Diagramas fotossíntese
Diagramas   fotossínteseDiagramas   fotossíntese
Diagramas fotossíntese
 
Diagramas fotossíntese
Diagramas   fotossínteseDiagramas   fotossíntese
Diagramas fotossíntese
 
Diagramas fotossíntese
Diagramas   fotossínteseDiagramas   fotossíntese
Diagramas fotossíntese
 
Matriz de teste 11º - fevereiro
Matriz de teste   11º - fevereiroMatriz de teste   11º - fevereiro
Matriz de teste 11º - fevereiro
 
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
 
(5) sistemática dos seres vivos
(5) sistemática dos seres vivos(5) sistemática dos seres vivos
(5) sistemática dos seres vivos
 
(5) 2008-2009 - 9º ano - noções básicas de hereditariedade
(5)   2008-2009 - 9º ano - noções básicas de hereditariedade(5)   2008-2009 - 9º ano - noções básicas de hereditariedade
(5) 2008-2009 - 9º ano - noções básicas de hereditariedade
 
(6) 2008-2009 - 9º ano - genética & sociedade
(6)   2008-2009 - 9º ano - genética & sociedade(6)   2008-2009 - 9º ano - genética & sociedade
(6) 2008-2009 - 9º ano - genética & sociedade
 
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
 

Último

Apresentação Power Embedded - Descubra uma nova forma de compartilhar relatór...
Apresentação Power Embedded - Descubra uma nova forma de compartilhar relatór...Apresentação Power Embedded - Descubra uma nova forma de compartilhar relatór...
Apresentação Power Embedded - Descubra uma nova forma de compartilhar relatór...
Dirceu Resende
 

Último (6)

[ServiceNow] Upgrade de versão - 2ª edição (Revisada, atualizada e ampliada)
[ServiceNow] Upgrade de versão - 2ª edição (Revisada, atualizada e ampliada)[ServiceNow] Upgrade de versão - 2ª edição (Revisada, atualizada e ampliada)
[ServiceNow] Upgrade de versão - 2ª edição (Revisada, atualizada e ampliada)
 
Certificado - Data Analytics - CoderHouse.pdf
Certificado - Data Analytics - CoderHouse.pdfCertificado - Data Analytics - CoderHouse.pdf
Certificado - Data Analytics - CoderHouse.pdf
 
From_SEH_Overwrite_with_Egg_Hunter_to_Get_a_Shell_PT-BR.pdf
From_SEH_Overwrite_with_Egg_Hunter_to_Get_a_Shell_PT-BR.pdfFrom_SEH_Overwrite_with_Egg_Hunter_to_Get_a_Shell_PT-BR.pdf
From_SEH_Overwrite_with_Egg_Hunter_to_Get_a_Shell_PT-BR.pdf
 
EAD Curso - CIÊNCIA DE DADOS NA INDÚSTTRIA
EAD Curso - CIÊNCIA DE DADOS NA INDÚSTTRIAEAD Curso - CIÊNCIA DE DADOS NA INDÚSTTRIA
EAD Curso - CIÊNCIA DE DADOS NA INDÚSTTRIA
 
Apresentação Power Embedded - Descubra uma nova forma de compartilhar relatór...
Apresentação Power Embedded - Descubra uma nova forma de compartilhar relatór...Apresentação Power Embedded - Descubra uma nova forma de compartilhar relatór...
Apresentação Power Embedded - Descubra uma nova forma de compartilhar relatór...
 
Apresentação Comercial VITAL DATA 2024.pdf
Apresentação Comercial VITAL DATA 2024.pdfApresentação Comercial VITAL DATA 2024.pdf
Apresentação Comercial VITAL DATA 2024.pdf
 

(5) biologia e geologia 10º ano - obtenção de matéria

  • 1. BIOLOGIA E GEOLOGIA 2º PARTE – BIOLOGIA 10º ANO 2009/2010 Unidade 1 – Obtenção de Matéria
  • 2. Obtenção de Matéria pelos Seres Heterotróficos
  • 3. Unicelularidade e pluricelularidade  Todos os seres vivos são constituídos pelos mesmo elementos químicos, sendo os mais representativos:  Carbono;  Oxigénio;  Hidrogénio;  Azoto.  Os seres vivos têm necessidade de obter matéria para a incorporar nos seus organismos ou a transformar em energia.  Se por um lado os seres autotróficos são capazes de produzir os seus própios compostos orgânicos, os seres heterotróficos não têm essa capacidade.  Assim, e para satisfazerem as suas necessidades nutritivas, os seres heterotróficos dependem, directa ou indirectamente dos seres autotróficos.
  • 4. Unicelularidade e pluricelularidade  Embora muito diversos, os seres heterotróficos, têm basicamente as mesmas necessidades ao nível dos nutrientes:  Água;  Minerais;  Vitaminas;  Glícidos;  Lípidos;  Proteínas.  Estes, a nivel celular, são utilizados para a constituição das estruturas celulares e como fonte de energia.  Desta forma é possível a renovação celular e a formação de novas células.
  • 5. Unicelularidade e pluricelularidade  A forma como estas substâncias são utilizadas nos seres unicelulares e pluricelulalares são basicamente identicos e iniciam-se com a absorção.
  • 6. Absorção  Passagem de substâncias do meio externo para o meio interno.  Nos seres unicelulares a absorção implica a passagem de substâncias pela membrana celular.  As substâncias podem atravessar a membrana directamente ou incorporadas na célula no interior de vesículas sofrendo posteriormente digestão intracelular.  Nos seres multicelulares pouco complexos a absorção pode também ser directa.  No entanto, e na maior parte dos casos, os alimentos ingeridos são relativamente complexos pelo que têm de sofrer um processo de digestão até se transformarem em substâncias mais simples, podendo então ser absorvidos.
  • 7. Absorção  Em seres pluricelulares de baixa complexidade e com poucas células, os nutrientes passam directamente para as células.  Em seres pluricelulares mais complexos os nutrientes podem ser levados pelo sangue, ou outro fluído, até as células.  Para compreender o mecanismos que permite a absorção é necessário conhecer as estruturas celulares responsáveis por tal.
  • 8. Ultraestrutura da membrana plasmática  Todas as células encontram-se envolvidas por uma estrutura membranar denominada de Membrana Plasmática.  Esta delimita o espaço interior do espaço exterior.  Constitui uma barreira selectiva, através da qual se processam trocas de substâncias e energia entre a célula e o meio exterior.  Funciona como um sensor, permitindo a célula modificar-se de acordo com diferentes estímulos ambientais.
  • 9. Ultraestrutura da membrana plasmática  A membrana plasmática é muito fina, ao ponto de não se observar nitidamente ao Microscópio Óptico.  No entanto a sua existência foi comprovada a partir de diferentes técnicas indirectas.  Como por exemplo a variação de volume da célula de acordo com a concentração do meio em que se encontra, mostrando que a membrana é de certa forma plástica.  A resitência da superfície celular a penetração de microagulhas.  Derrame do citoplasma, quando a membrana plasmática era rompida.
  • 10. Constituição da Membrana Plasmática  A membrana plasmática é um organelo constituido por um complexo lipoproteico:  60 a 70% (em massa) de proteínas;  25 a 40% (em massa) de lípidos;  10% (em massa) de glícidos;  Embora os lípidos sejam aparentemente mais abundantes do que as proteínas, estas apresentam uma massa maior.
  • 11. Constituição da Membrana Plasmática Proteínas membranares  As proteínas possuem composição e funções muito diversas.  Função estrutural;  Função transportadora;  Receptores de estímulos externos à célula.  Catalisam reacções que ocorrem à superfície da célula.
  • 12. Constituição da Membrana Plasmática Lípidos membranares  Os lípidos constituintes da membrana plasmática são maioritariamente:  Fosfolípidos  Macromoléculas anfipáticas que se organizam em dupla membrana.  Colesterol  Macromoléculas hidrofóbica, localizam-se entre a bicamada fosfolípidica.  Regulam a fluidez da membrana.  Glicolípidos  Glícidos que se encontram na parte exterior da membrana plasmática, ligando-se aos lípidos (glicolípidos).  Julga-se que estejam envolvidos no reconhecimento entre as células e de substâncias por parte da célula.
  • 13. Estrutura da Membrana Plasmática  Desde o início do século XX que diferentes modelos têm tentado explicar a estrutura da membrana plasmática.  Actualmente o modelo vigente é o… Modelo do Mosaico Fluído.
  • 14. Modelo do Mosaico Fluído (Singer e Nicholson)  Segundo este modelo:  A membrana plasmática é constituída por uma bicamada fosfolípidica.  A membrana não é sólida, pois nela proteínas e essencialmente os fosfolípidos apresentam movimentos:  Laterais - na mesma camada, bastante comuns;  Transversais – também conhecidos como movimento flip-flop, entre camadas, raros.  Isto permite uma grande fluidez da membrana.
  • 15. Modelo do Mosaico Fluído (Singer e Nicholson)  Segundo este modelo, as proteínas membranares podem encontrar-se fixas, ou apresentar mobilidade.  As proteínas membranares podem classificar-se em:  Proteínas periféricas ou extrinsecas  Encontram-se à superfícieda membrana, ligadas por ligações fracas às porções hidrofílicas dos lípidos ou a proteínas integradas.  Proteínas integradas  Encontram-se ligadas à parte hidrofóbica dos fosfolípidos. Por vezes atravessam a membrana de um lado ao outro, nesta situação denominam-se de proteínas transmembranares.
  • 16. Modelo do Mosaico Fluído (Singer e Nicholson)  É normal na camada exterior, existirem glícidos associados a proteínas (glicoproteínas) ou a lípidos (glicolípidos).  Os glicolípidos e glicoproteínas formam a chamada Glicocalix.  Responsável pelo reconhecimento de substâncias por parte da célula.
  • 17. Movimentos transmembranares  A membrana plasmática representa a fronteira entre o meio externo e o meio interno permitindo a passagem de substâncias entre os dois meios.  Logo diz-se que é permeavel.  No entanto nem todas as substâncias conseguem atravessar a membrana e algumas só atravessam em circunstâncias especiais.  Assim diz-se que a membrana apresenta uma permeabilidade selectiva.  A passagem de substâncias através da membrana ocorre através de diferentes processos que dependem grandemente das suas características.
  • 18. Movimentos transmembranares Osmose  Processo de difusão de moléculas de água entre dois meios separados por uma membrana permeavel à água e impermeavel ao soluto (ou pouco permeavel) no sentido do meio de menor concentração para o de maior concentração (a favor do grandiente de concentração).
  • 19. Movimentos transmembranares Osmose  Este movimento faz-se sempre de meio hipotónicos (menor concentração/maior quantidade de água) para meios hipertónicos (maior concentração de soluto/menor quantidade de água).  Quando os dois meios têm a mesma concentração dizem-se que são isotónicos.  Nestes casos a entrada de água num meio e saída de outro processa-se a mesma velocidade.
  • 21. Movimentos transmembranares Osmose  O estudo da osmose também se pode realizar em células animais, como por exemplo em hemácias.  Quando colocadas em meios muito hipotónicos, a água que entra no interior da célula é tanta que pode levar a que esta rompa, ocorrendo então o processo de lise celular.
  • 22. Movimentos transmembranares Osmose  A velocidade de osmose é variável.  Assim é tanto maior quanto maior for a diferença de concentrações entre os dois meios.  E vai diminuindo até os meios se tornarem isotónicos.  No entanto a osmose nunca cessa, pois mesmo em meios isotónicos continua a haver entrada e saída de água da célula, mas com velocidades identicas, pelo que a célula não varia o seu volume.
  • 23. Movimentos transmembranares Difusão simples  Muitas outras substâncias além da água, tais como iões e pequenas moléculas, atravessam a membrana plasmática de locais onde se encontram em maior concentração para locais de menor concentração, tal processo denomina-se de difusão simples.  A favor do grandiente de concentração.  Este processo ocorre até os dois meios encontrarem o equilíbrio, momento em que a velocidade a que uma determinada substância entre e sai da célula se iguala.  Este processo, por ser a favor do grandiente de concentração, não necessita do gasto de energia, pelo que se considera transporte passivo.
  • 24. Movimentos transmembranares Difusão facilitada  Tal como na difusão simples, também neste processo não há gastos de energia.  Verifica-se no entanto que algumas moléculas, como aminoácidos, vitaminas e a glicose, atravessam a membrana a favor do grandiente mas a velocidades superiores às esperadas.  A razão deve-se ao facto de existirem proteínas transportadoras de determinadas substâncias na membrana plasmática.  Essas proteínas denominam-se de permeases.
  • 25. Movimentos transmembranares Difusão facilitada  O processo dá-se em três etapas:  Ligação da molécula à região hidrofóbica da permease.  Alteração da conformação da proteína, fazendo com que a substância atravesse a membrana plasmática.  Regresso da permease a forma inicial.
  • 26. Movimentos transmembranares Difusão facilitada  A velocidade da difusão facilitada vai aumentando à medida que a concentração do soluto aumenta e enquanto existirem permeases livres.  Quando todas as permeases estão a ser utilizadasa velocidade atinge o seu máximo e estabiliza.
  • 27. Movimentos transmembranares Transporte activo  Por vezes a célula tem que manter concentrações de substâncias muito diferentes das concentrações exteriores, isto é, não podem atingir a situação de isotónica.  Ocasionalmente a quantidade de solutos no interior têm que ser superiores às do exterior pelo que em vez de libertarem soluto, têm que retirar de um meio já empobrecido desse soluto.  Nestas situações o transporte tem que realizar um movimento contra o gradiente de concentração.  Este processo requer o gasto de energia e como tal denomina-se de transporte activo.
  • 28. Movimentos transmembranares Transporte activo  No transporte activo há também intervenção de proteínas de transporte, mas nesta situação a modificação de conformação deve-se ao gasto de energia resultante da hidrólise de ATP (Adenina Trifosfato).  Estas proteínas, enzimáticas, denominam- se de ATPases.  Uma das ATPases mais conhecidas são as Bombas de Na+/K+, que transportam Na+ e K+ contra o gradiente de concentrações.  Só assim se consegue assegurar a diferença de concentração entre o meio externo e interno.
  • 29. Transporte de Partículas Endocitose e Exocitose  As células têm também forma de transportar macromoléculas para o seu interior ou exterior.  Quando o transporte é para o interior temos a endocitose.  Quando o transporte é para o exterior temos a exocitose.
  • 30. Endocitose  Neste tipo de transporte destaca-se:  Fagocitose;  Pinocitose;  Endocitose mediada por receptores.
  • 31. Endocitose  Fagocitose  A membrana plasmática engloba partículas de grandes dimensões ou mesmo células inteiras.  Muitas células emitem prolongamentos, pseudopodes, que englobam a partícula.  Formam uma vesícula fagocítica ou fagossoma que é integrada no interior da célula.  No interior da célula esta vesícula funde-se com lisossomas (vesículas com enzimas digestivas) dando origem a vacúolos digestivos.
  • 32. Endocitose  Pinocitose  Muito semelhante à fagocitose no entanto as partículas estão dissolvidas ou fluídas, pelo que as vesículas formadas são mais pequenas.  É um processo que ocorre por exemplo nas microvilosidades intestinais.
  • 33. Endocitose  Endocitose mediada por receptores  Neste processo as macromoléculas entram ligadas a receptores membranares específicos para determinadas substâncias.  Dado que cada receptor é específico para uma substância, então só há entrada de uma substância.
  • 34. Exocitose  A exocitose é um processo inverso à endocitose no qual as células libertam para o meio exterior substâncias armazenadas em vesículas.  Estas vesículas fundem-se com a membrana plasmática e libertam o seu conteúdo.  Desta forma as células libertam:  Resíduos;  Enzimas;  Hormonas…
  • 35. Digestão intracelular  A membrana plasmática não é a única estrutura membranar das células.  Na realidade a membrana plasmática encontra-se em contacto com um sistema de membranas:  Invólucro Nuclear;  Retículo Endoplasmático;  Complexo de Golgi.
  • 36. Digestão intracelular  Este sistema denomina-se de sistema endomembranar.  O sistema endomembranar está envolvido no processo de digestão intracelular que por sua vez leva a obtenção de energia e matéria.
  • 37. Retículo Endoplasmático  É o maior organelo do sistema membranar.  Extende-se desde a membrana plasmática até ao invólucro nuclear.  É constituido por um conjunto de cisternas achatadas, túbulos e vesículas, formando um sistema contínuo.  Existem dois tipos de Retículo Endoplasmático:  Rugoso (RER) – que possui ribossomas associados a face externa da membrana, responsável pela síntese proteíca.  Liso (REL) – não possui ribossomas associados e está envolvido na síntese de fosfolípidos e na elaboração de membrana.
  • 38. Retículo Endoplasmático  Altamente dinâmico o RE está em constante mudança.  Permite por exemplo a renovação da membrana plasmática.
  • 39. Complexo de Golgi  É constituido por todos os dictiossomas de cada célula.  Cada dictiossoma por seu lado é constituido por um conjunto de sáculos ou cisternas e empilhadas de forma regular, na periferia das quais existe uma série de vesículas.  Cada dictiossoma tem uma:  Face convexa ou de formação – virada para o RE, de onde recebe proteínas, através de canalículos ou através da fusão de vesículas.  Face côncava ou de maturação – virada para a membrana plasmática, onde se encontram as proteínas maturadas.  Assim o Complexo de Golgi está envolvido no processo de maturação de diferentes substâncias como por exemplo: proteínas, glicoproteínas e lípidos.  As proteínas por exemplo tornam-se funcionais ao passarem pelo Complexo de Golgi.
  • 40. Lisossomas  São pequenas vesículas, mais ou menos, esféricas e delimitadas por um membrana.  Contem por exemplo enzimas.  Os lisossomas formam-se na face de maturação do Complexo de Golgi e eventualmente fundem-se com vesículas endocíticas, formando uma vesícula digestivo.
  • 41. Lisossomas  Nas vesículas digestivas, e graças às enzimas digestivas, ocorrem processos digestivos de materiais captados por endocitose.  Neste caso estamos perante heterofagia, pois as partículas digeridas são externas à célula.  Ocasionalmente os lisossomas podem pode fundir-se com organelos da célula, digerindo-os.  Neste caso estamos perante autofagia, e os vacúolos assim formados são vacúolos autofágicos.  É um processo que permite a reutilização de materiais que constituem a célula.  É normalmente um processo controlado, para que não ocorra destruição da célula.
  • 43. Obtenção de matéria pelos seres heterotróficos multicelulares  Em seres unicelulares todo o processo de obtenção de matéria, digestão e distribuição de nutrientes é realizado pela célula.  Por outro lado nos seres heterotróficos multicelulares o processo é mais complexo passando pelas seguintes fases:  Ingestão – entrada dos alimentos para o organismo;  Digestão – conjunto de processos que levam a transformação de moléculas complexas em moléculas simples;  Absorção – passagem dos nutrientes resultantes da digestão para o meio interno.
  • 44. Obtenção de matéria pelos seres heterotróficos multicelulares  Estes processos ocorrem em sistemas especializados, no caso, o sistema digestivo.  O sistema digestivo consiste num conjunto de cavidades digestivas, especializadas em diferentes funções, que apesar de se encontrarem dentro do organismo, não são mais do que um prolongamento do meio exterior.  Assim a este tipo de digestão dá-se o nome de Digestão Extracelular, pois na realidade ocorre fora das células e no meio exterior.
  • 45. Obtenção de matéria pelos seres heterotróficos multicelulares  A digestão extracelular representa uma vantagem evolutiva, pois os organismos podem ingerir quantidades significativas de alimento, armazenando e digerindo-o lentamente, pelo que não têm constantemente que se estar a alimentar.
  • 46. Hidra (Digestão extracelular)  A Hidra é um organismos heterotrófico multicelular muito simples.  Apresenta apenas duas camadas de células;  A parede corporal delimita uma cavidade interna denominada de Cavidade Gastrovascular;  Tem apenas uma abertura, a Boca;  Captura as suas presas através de tentáculos que rodeiam a boca.  A ingestão ocorre quando os tentáculos capturam e levam até à boca o alimento;  De seguida inicia-se a digestão com a libertação de enzimas produzidas por células glandulares da parede.  De seguida, as partículas formadas pela digestão são fagocitadas pelas células da parede corporal.  Pelo facto do sistema digestivo deste ser vivo ter apenas uma abertura denomina-se de Sistema Digestivo Incompleto.
  • 47. Planária (Digestão extracelular)  Tal como a Hidra, a Planária apresenta um sistema digestivo incompleto, pois apresenta apenas uma abertura: Citofaringe.  No entanto o tubo digestivo já apresenta alguma diferenciação.  Apresenta ramificações que permitem uma maior absorção e também distribuição do alimento.
  • 48. Tubo digestivo completo  Muitos animais apresentam tubo digestivo completo, isto é, apresentam duas aberturas: boca e ânus.  Esta modificação do sistema digestivo tem ganhos muito significativos para os seres vivos, pois permite uma digestão e absorção sequencial;  A digestão ocorre sempre em um sentido, não havendo misturas de alimentos digeridos com alimentos por digerir;  Logo isso significa uma digestão mais eficaz.
  • 49. Minhoca (Digestão extracelular)  As minhocas (Anelídeos) apresentam um tubo digestivo completo, com diferentes regiões especializadas.  Por exemplo, a falta de aparelhos triturador é compensado pela existência de um papo.  A absorção é aumentada graças a existência de uma prega dorsal no intestino, denominada de tiflosole.  Partículas não absorvidas são eliminadas pelo ânus.
  • 50. Vertebrados (Digestão extracelular)  Nos vertebrados o sistema digestivo é também completo, mas mais complexo.  No Homem existem todo um conjunto de órgão encarregues pela digestão, desempenhando cada uma sua função.  Existem ainda diversas glândulas anexas que produzem sucos que facilitam a digestão.  A absorção dos nutrientes é levada ao extremo graças a existência de inúmeras pregas ao nível do intestino delgado: vilosidades intestinais.  Por sua vez cada vilosidade intestinal é constituída por um número muito grande de microvilosidades que aumentam grandemente a superfície de contacto do intestino delgado e como tal aumentam a capacidade de absorção.
  • 51. Depois de absorvidos, os nutrientes são levados a todas as células do organismo através do sangue e/ou linfa.  Desta forma embora a digestão ocorra fora do corpo, todas as células do organismo têm acesso aos nutrientes essenciais aos seus processos biológicos.
  • 52. 2 – Obtenção de matéria pelos seres autotróficos
  • 53. Seres Autotróficos  Enquanto os seres heterotróficos necessitam de capturar o seu alimento, alguns organismos conseguiram resolver a situação de outra forma… produzindo o seu próprio alimento.  Esses seres vivos, por produzirem o seu próprio alimento denominam-se de Autotróficos.  Para produzirem o seu próprio alimento necessitam de uma fonte de energia:  Energia solar – Fotossíntese/Fotoautotróficos;  Energia química (Oxidação-Redução) – Quimiossíntese/Quimioautotróficos.
  • 54. Fotossíntese  O processo autotrófico mais conhecido é á fotossíntese.  Processo biológico através do qual, plantas e outro seres vivos que possuem pigmentos fotossintéticos, sintetizam compostos orgânicos ricos em energia.  A partir de:  Dióxido de Carbono;  Água;  Compostos orgânicos (Ribulose Difosfato).  Recorrendo a energia solar como fonte de energia.
  • 55. Fotossíntese 6CO2+12H2O C6H12O6 + 6O2 + 6H2O  O dióxido de carbono, a água e a luz são obtidos a partir do meio ambiente.  Os pigmentos fotossintéticos são os responsáveis por capturar a energia luminosa.
  • 56. Pigmentos fotossintéticos  A luz em contacto com os materiais pode ser reflectida, refractada ou absorvida  Substâncias que absorvem a radiação luminosa visível são conhecidos como pigmentos.  Diferentes pigmentos, absorve diferentes radiações luminosas.  Os pigmentos que intervêm na fotossíntese são denominados de pigmentos fotossintéticos.  O mais conhecido pigmento fotossintético é a clorofila.  Clorofila a – Azul-esverdeada  Clorofila b – Amarelo-esverdeada  O principal pigmento fotossintético é a clorofila a, sendo a única que pode participar directamente nas reacções de luz, a clorofila b é um pigmento acessório que embora muito semelhante à clorofila a absorve radiação num comprimento de onda ligeiramente diferente, o que melhora significativamente o processo.  No entanto existem outros pigmentos igualmente importantes.  Carotenoides – Amarelo-alaranjado  É também um pigmento fotossintético acessório.
  • 57. A luz  A luz é uma forma de energia conhecida como energia electromagnética ou radiante.  Esta energia propaga-se sobre a forma de ondas, tal como as ondas de ondulação provocadas por uma pedra num charco.  A distância entre duas cristas consecutivas é denominado de comprimento de onda ().  O comprimento de onda pode ir de alguns nanometros (raios gama) até alguns quilómetros (ondas rádio).
  • 58. A luz  Os comprimentos de onda de principal importância para a Vida na Terra encontra- se entre os 380 e os 750 nm.  Esta radiação é conhecida como luz visível, pois é a luz que os olhos humanos conseguem detectar.  A unidade básica da luz são os fotões, partículas carregadas de energia e que se propagam sobre a forma de ondas.  A energia carregada por um fotão é inversamente proporcional ao comprimento de onda desse fotão.  Isto é, um fotão de luz violeta contém mais energia do que um fotão de luz vermelha.
  • 59. A luz  Quando um fotão atinge um átomo, um dos electrões salta para um nível de energia superior.  Diz-se que esse electrão se encontra excitado.  Quando os pigmentos fotossintéticos absorvem luz, os seus electrõs ficam excitados, se no entanto perderem essa energia, sobre a forma de luz ou calor, voltam ao seu estado inicial – estado fundamental.  Em alternativa o pigmento pode ceder o electrão excitado a moléculas vizinhas denominadas de aceptores.
  • 60. Reacções Oxidação-Redução  Quando uma substância recebe um electrão diz-se que fica reduzido.  Por seu lado a substância que perde o electrão diz-se que fica oxidada.  A estas reacções de transferência de electrões, inicialmente provenientes de um fotão denominam- se de reacções fotoquímicas.
  • 61. Fotossíntese  Nas plantas, a fotossíntese ocorre ao nível dos cloroplastos;  Mais concretamente na membrana interna dos cloroplastos.  Por sua vez a clorofila e as moléculas aceptoras encontram-se organizados sobre a forma de fotossistemas:  Fotossistema I  Fotossistema II
  • 62. Fotossíntese  Ao longo dos tempos muitas foram as dúvidas sobre o processo fotossíntetico:  De onde retiram as plantas o nutriente?  As plantas renovam o ar?  De onde provem o oxigénio que as plantas expelem?  Do Dióxido de Carbono?  Da Água?
  • 63. Fotossíntese  Mais tarde esclareceu-se que o CO2 é necessário à formação de compostos orgânicos.  No entanto a produção desses mesmo compostos não é dependente da luz.  Assim a fotossíntese necessita da luz para iniciar, mas a incorporação do dióxido de carbono prolonga-se na obscuridade.  Assim a fotossíntese compreende duas fases:  Fase fotoquímica – fase dependente da luz  Fase química – fase não dependente directamente da luz
  • 64. Fase dependente da Luz  Tal como o próprio nome indica esta fase ocorre apenas durante o fotoperíodo.  Durante esta fase ocorre a produção de ATP e NADPH, essenciais para a fase “escura”.  Ocorre basicamente o seguinte:  Conversão da energia luminosa em química;  Através da transferência de energia dos fotões para os compostos que vão ceder electrões.  Fotólise da água;  Desdobramento da água nos seus elementos (H+ e O2).  Fosforilação de ADP em ATP;  Através de uma ATPase que usa o gradiente de H .  Redução do NADP+ em NADPH.  Por acção do H+ libertado durante a fotólise da luz.
  • 65. Fase dependente da Luz Aceitador de electrões Aceitador de electrões Nível Energético NADP++2H++ NADPH + H H2O Fotossistema I Fotossistema II e-e- ½ O2 2H+
  • 67. Fase não dependente da Luz  Durante esta fase ocorre a fixação de Carbono em compostos orgânicos;  Ocorre ainda regeneração do composto orgânico inicial a Ribulose difosfato (RuDP).  Este processo é ciclico pois há regeneração do material inicial e denomina-se de Ciclo de Calvin.
  • 68. Ciclo de Calvin 6 CO2 6 Composto de 6 carbonos intermédio 12 ATP NADPH 6 RUBP 12 PGA 12 ADP + 12 NADP Ribulose-1,5-bifosfato Ácido fosfoglicérico 6 ATP 10 PGAL 12 PGAL 6 ADP Aldeido fosfoglicérico 2 PGAL 1Frutose-1,6-bifosfato Glicose
  • 69. Ciclo de Calvin PGA – Ácido Fosfoglicérico PGAL – Aldeído Fosfoglicérico A partir do PGAL a célula pode sintetizar entre outras substâncias: • Glícidos, nomeadamente glicose; Composto de 6 carbonos instável Ribulose Difosfato (5 carbonos) • Lípidos; • Prótidos. ATP NADPH ATP NADPH Na fotossíntese o PGAL pode seguir dois caminhos: • Ou é utilizado para sintetizar glicose; PGAL PGA PGA PGAL • Ou é utilizado para regenerar o RuDP. Assim por cada 6 CO2 que a planta captura sintetizam-se 12 PGAL, dos quais RuDP 2 são utilizado para sintetizar 1 Glicose, e Glicose os restantes 10 servem para regenerar 6 RuDP (sendo gastos mais 6 ATP para tal). Assim durante o Ciclo de Calvin são gastos, por cada 6 dióxidos de carbono: 12 NADPH e 18 ATP.
  • 71. Ciclo de Calvin
  • 72. O ciclo de Calvin é apenas mais uma das vias metabólicas dos seres vivos…  Mas uma das principais pois o PGAL (aldeído fosfoglicérico)além de ser convertido em glícidos pode ser convertido em lípidos e prótidos…
  • 73. Quimiossíntese  Alguns tipos de bactérias têm a capacidade de obter energia através da oxidação de substâncias inorgânicas, usando essa energia para fixar dióxido de carbono.  Os compostos inorgânicos utilizados podem ser diversos:  NH3 – Amoníaco;  CO2 – Dióxido de Carbono;  H2S – Sulfureto de Hidrogénio.
  • 74. Quimiossíntese  O processo é em tudo semelhante à fotossíntese:  Uma fase de produção de ATP e NADPH. A diferença reside nesta fase, por oxidação de compostos minerais, estes organismos obtêm protões e electrões essenciais a produção do ATP e NADPH.  Uma fase em que ocorre o ciclo das pentoses, e que levam à produção de compostos orgânicos.
  • 75. Quimiossíntese  Entre os organismos que realizam este tipo de autotrofia destacam-se as bactérias ferrosas, sulfurosas e nitrificantes.  Estas bacterias estão na base de muitos ecossistemas privados de luz solar, tais como fontes termais dos riftes.