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Geologia Estrutural – 3º Período de Geologia
Exercício Avaliativo em Dupla – Valor: 1,0 Ponto
1. Diferencie as regiões estáveis e instáveis da crosta terrestre, do ponto de vista estrutural.
As regiões estáveis são aquelas onde não se registram atividades de deformação das rochas.
Nessas regiões, as rochas estão sujeitas apenas à pressão litostática. Ao contrário, as regiões
instáveis estão sujeitas às forças deformantes; isto é, além da pressão litostática, as rochas
são submetidas a esforços de origem tectônica, e por isso manifestam grande atividade
sísmica e vulcanismo.
2. Qual a relação entre stress e strain em geologia estrutural?
Stress, também chamado esforço ou tensão, é uma força que tem magnitude (comprimento)
e direção, que pode mudar a velocidade ou a forma dos objetos. Essa força atua em todas as
rochas em subsuperfície.
Strain, também chamado deformação, é resultado do stress. Sob o ponto de vista físico, o
conceito de deformação implica numa mudança da forma externa dos objetos deformados.
Por outro lado, existem duas transformações que não são acompanhadas de mudança da
forma do corpo rochoso: a translação rígida e a rotação rígida, que também são consideradas
como deformações pelos estruturalistas.
3. O elipsóide de deformação é uma representação teórica da deformação sofrida por uma
rocha após ser submetida à stress. Descreva os três eixos do elipsóide de deformação e
os seus domínios.
O elipsóide de deformação pode ser considerado como o resultado da transformação, pela
deformação de uma esfera de referência. O eixo X representa o estiramento máximo
(domínio do estiramento), o eixo Z representa o encurtamento máximo (domínio do
encurtamento) e o eixo Y representa a direção intermediária, a qual pode corresponder a
um encurtamento (menor ou igual ao encurtamento na direção de Z), a um estiramento
(menor ou igual ao estiramento na direção de X) ou ser neutra. No primeiro caso, a
deformação é dita em constrição, no segundo, em achatamento e no terceiro a deformação
é plana.
4. Nas observações de campo, quais são os indicadores mais comuns do strain sofrido
pelas rochas?
Nas observações de campo, os indicadores mais comuns do strain são as modificações de
forma, posição e atitude das rochas.
5. Entre as feições estruturais, as juntas são as mais amplamente representadas. Quais as
limitações e qual a importância das juntas na geologia estrutural?
O estudo das juntas, sobretudo quando estas não mostram evidência de movimento (as mais
comuns), fornecem informações relativamente limitadas para os estruturalistas interessados
em entender a evolução tectônica de determinada região. Isto se deve a vários fatores: é
geralmente difícil, quando não impossível, estabelecer uma cronologia dos fraturamentos
sucessivos quando eles não envolvem deslocamentos; a correlação com outras estruturas
sincrônicas é geralmente difícil ou aleatória; por serem planos de menor coesão, os planos
de fraturas geram uma anisotropia da rocha frequentemente reutilizada em mais de uma fase;
por fim, existe uma infinidade de mecanismos susceptíveis de provocar a ruptura das rochas,
gerando feições morfologicamente parecidas, dificultado assim a determinação da sua
origem.
Entretanto, o estudo das juntas é fundamental do ponto de vista geotécnico porque, por
serem planos de menor coesão, podem se transformar em planos de movimento; do ponto de
vista metalogenético as fraturas representam, nos vários níveis crustais, o caminho
preferencial das soluções mineralizadoras; do ponto de vista hidrogeológico, desempenham
um papel fundamental na dinâmica (e na eventual poluição) dos aqüíferos etc.
6. Veja a figura ao lado. Que tipo(s) de
deformação está(ão) presente(s): dúctil ou
rúptil? Explique.
A figura exibe uma dobra de arrasto sobre um
plano de falha de baixo ângulo. Portanto, estão
presentes dois tipos de deformação: dúctil, da
qual originou-se a dobra, e rúptil, assinalada pela falha.
7. Elabore um quadro resumo
colocando na: 1ª coluna os
tipos de força que deformam a
crosta; 2ª coluna o tipo de falha
que se relaciona a cada força;
3ª coluna o movimento de capa
e lapa; 4ª coluna o tipo de
rejeito de falha; 5ª coluna a
mudança provocada na crosta.
8. Elabore um desenho representativo de
uma falha normal e assinale os
diversos elementos da falha.
9. Você ouve duas notícias de acontecimentos atuais: um terremoto no sul do Piauí e outro
no Tibete. Com base nos conhecimentos adquiridos na disciplina Geologia Estrutural,
indique a origem desses terremotos, informando o tipo de falhamento associado,
explicando detalhadamente.
As duas regiões situam-se em ambiente estruturalmente distintos: o sul do Piauí encontra-se
em zona estável da placa sulamericana, onde a única força exercida sobre as rochas é a
pressão litostática, a qual atua no sentido da gravidade; por outro lado, o Tibete é um país da
situado na Cordilheira dos Himalaias, tectônicamente ativa pela colisão frontal da Placa
Indiana com a Placa Asiática, em regime compressional. Os terremotos, nas duas regiões
devem-se a falhamentos, sendo falha normal, por acomodação de blocos, no sul do Piauí, e
falha inversa no Tibete.

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Geologia estrutural exercício avaliativo 2

  • 1. Geologia Estrutural – 3º Período de Geologia Exercício Avaliativo em Dupla – Valor: 1,0 Ponto 1. Diferencie as regiões estáveis e instáveis da crosta terrestre, do ponto de vista estrutural. As regiões estáveis são aquelas onde não se registram atividades de deformação das rochas. Nessas regiões, as rochas estão sujeitas apenas à pressão litostática. Ao contrário, as regiões instáveis estão sujeitas às forças deformantes; isto é, além da pressão litostática, as rochas são submetidas a esforços de origem tectônica, e por isso manifestam grande atividade sísmica e vulcanismo. 2. Qual a relação entre stress e strain em geologia estrutural? Stress, também chamado esforço ou tensão, é uma força que tem magnitude (comprimento) e direção, que pode mudar a velocidade ou a forma dos objetos. Essa força atua em todas as rochas em subsuperfície. Strain, também chamado deformação, é resultado do stress. Sob o ponto de vista físico, o conceito de deformação implica numa mudança da forma externa dos objetos deformados. Por outro lado, existem duas transformações que não são acompanhadas de mudança da forma do corpo rochoso: a translação rígida e a rotação rígida, que também são consideradas como deformações pelos estruturalistas. 3. O elipsóide de deformação é uma representação teórica da deformação sofrida por uma rocha após ser submetida à stress. Descreva os três eixos do elipsóide de deformação e os seus domínios. O elipsóide de deformação pode ser considerado como o resultado da transformação, pela deformação de uma esfera de referência. O eixo X representa o estiramento máximo (domínio do estiramento), o eixo Z representa o encurtamento máximo (domínio do encurtamento) e o eixo Y representa a direção intermediária, a qual pode corresponder a um encurtamento (menor ou igual ao encurtamento na direção de Z), a um estiramento (menor ou igual ao estiramento na direção de X) ou ser neutra. No primeiro caso, a deformação é dita em constrição, no segundo, em achatamento e no terceiro a deformação é plana. 4. Nas observações de campo, quais são os indicadores mais comuns do strain sofrido pelas rochas? Nas observações de campo, os indicadores mais comuns do strain são as modificações de forma, posição e atitude das rochas. 5. Entre as feições estruturais, as juntas são as mais amplamente representadas. Quais as limitações e qual a importância das juntas na geologia estrutural? O estudo das juntas, sobretudo quando estas não mostram evidência de movimento (as mais comuns), fornecem informações relativamente limitadas para os estruturalistas interessados em entender a evolução tectônica de determinada região. Isto se deve a vários fatores: é geralmente difícil, quando não impossível, estabelecer uma cronologia dos fraturamentos
  • 2. sucessivos quando eles não envolvem deslocamentos; a correlação com outras estruturas sincrônicas é geralmente difícil ou aleatória; por serem planos de menor coesão, os planos de fraturas geram uma anisotropia da rocha frequentemente reutilizada em mais de uma fase; por fim, existe uma infinidade de mecanismos susceptíveis de provocar a ruptura das rochas, gerando feições morfologicamente parecidas, dificultado assim a determinação da sua origem. Entretanto, o estudo das juntas é fundamental do ponto de vista geotécnico porque, por serem planos de menor coesão, podem se transformar em planos de movimento; do ponto de vista metalogenético as fraturas representam, nos vários níveis crustais, o caminho preferencial das soluções mineralizadoras; do ponto de vista hidrogeológico, desempenham um papel fundamental na dinâmica (e na eventual poluição) dos aqüíferos etc. 6. Veja a figura ao lado. Que tipo(s) de deformação está(ão) presente(s): dúctil ou rúptil? Explique. A figura exibe uma dobra de arrasto sobre um plano de falha de baixo ângulo. Portanto, estão presentes dois tipos de deformação: dúctil, da qual originou-se a dobra, e rúptil, assinalada pela falha. 7. Elabore um quadro resumo colocando na: 1ª coluna os tipos de força que deformam a crosta; 2ª coluna o tipo de falha que se relaciona a cada força; 3ª coluna o movimento de capa e lapa; 4ª coluna o tipo de rejeito de falha; 5ª coluna a mudança provocada na crosta. 8. Elabore um desenho representativo de uma falha normal e assinale os diversos elementos da falha.
  • 3. 9. Você ouve duas notícias de acontecimentos atuais: um terremoto no sul do Piauí e outro no Tibete. Com base nos conhecimentos adquiridos na disciplina Geologia Estrutural, indique a origem desses terremotos, informando o tipo de falhamento associado, explicando detalhadamente. As duas regiões situam-se em ambiente estruturalmente distintos: o sul do Piauí encontra-se em zona estável da placa sulamericana, onde a única força exercida sobre as rochas é a pressão litostática, a qual atua no sentido da gravidade; por outro lado, o Tibete é um país da situado na Cordilheira dos Himalaias, tectônicamente ativa pela colisão frontal da Placa Indiana com a Placa Asiática, em regime compressional. Os terremotos, nas duas regiões devem-se a falhamentos, sendo falha normal, por acomodação de blocos, no sul do Piauí, e falha inversa no Tibete.