Dobras e falhas

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Dobras e falhas

  1. 1. Margarida Barbosa TeixeiraDEFORMAÇÃO DAS ROCHAS
  2. 2. O estado de tensão expressa-se segundo duascomponentestensão normal (perpendicular ao planoconsiderado); pode ser compressiva oudistensiva.tensão cisalhante ou de corte (paralela ao planoconsiderado)2TensãoTensão é a força aplicada por unidade de área.A tensão é tanto maior quando menor for a área considerada.Uma força ao atuar sobre um corpo faz com que este reaja gerando forçasinternas, de modo a adquirir a forma original – o corpo fica sob um estadode tensão.
  3. 3. 3As rochas quando submetidas a condições de pressão e temperaturadiferentes das que ocorreram na sua génese podem sofrer deformações.A mobilidade da litosfera+Peso das camadas suprajacentesTensão (força aplicada por unidade deárea)Deformação da rocha (alteração daforma e volume de uma rocha)dobra-se DobraA rochafratura-se FalhaTensão litostática ou confinante – tensão resultante do peso das camadassuprajacentes.Tensão não litostática ou dirigida – ocorre quando um corpo está sujeito aforças de intensidade diferente nas diferentes direcções.Comportamento dos materiais rochososface a tensões
  4. 4. 4Comportamento plásticoacima do limite de elasticidade, mesmo que cesse a tensão, a alteraçãode forma e/ou volume da rocha permanece – a deformação é contínua(ex. dobras).Comportamento dos materiais rochososface a tensõesComportamento elásticoquando cessa a tensão o materialrecupera a forma inicial – adeformação é reversível.acima do limite de elasticidade,quando a tensão continua a atuar,ocorre a ruptura – a deformação édescontínua (ex. falhas).
  5. 5. 5Comportamento dos materiais rochososface a tensõesAs rochas exibem diferentes tipos de comportamento,dependentes das condições em que ocorre a deformaçãoDeformação em regime:frágil rochas com comportamento elástico seguido de rutura falhadúctil rochas com comportamento plástico dobra
  6. 6. 6Comportamento dos materiais rochososface a tensõesDeformação emregime frágilOcorre em zonas:• pouco profundas (até cerca de 20 Km),• com temperatura e tensões pouco elevadas,permite que as rochas tenham um comportamentoelástico, seguido de rutura.FalhaDeformação emregime dúctilOcorre em zonas:• mais profundas,• onde as tensões e temperaturas são mais elevadas,permite que as rochas tenham um comportamentoplástico e consequentemente uma maior resistência àrutura.Dobra
  7. 7. 7Fatores que interferem na deformaçãodas rochasQuanto maior a temperatura maior éa deformação plástica (maior aductilidade) e consequentemente maisdifícil é a rutura.A deformação depende datemperatura
  8. 8. 8Para o mesmo valorde temperatura, atensão necessáriapara obter umadeterminadadeformação variacom o tipo dematerial.A deformaçãodepende domineral/rocha.Fatores que interferem na deformaçãodas rochas
  9. 9. 9A presença de água reduz a tensãonecessária para obter umadeterminada deformação (quantomais água maior é a ductilidade).A presença de água favorece adeformação em regime frágil(tendência para a rutura).A deformação depende da presençade fluidos, nomeadamente da água.Fatores que interferem na deformaçãodas rochas
  10. 10. 10Fatores que interferem na deformaçãodas rochas
  11. 11. 11Tipo e intensidade da tensão (maior tensão maior ductilidade)Temperatura (maior temperatura maior ductilidade)Conteúdo em fluidos (fluidos em regime frágil facilitam a fratura;fluidos em regime dúctil aumentam a ductilidade)Composição e estrutura da rocha.Tempo de atuação do agente deformador; a atuação das forças aolongo do tempo:permite que os materiais se ajustem maior ductilidade;elevada velocidade de deformação menor ductilidade.Fatores que interferem na deformaçãodas rochas
  12. 12. 12 Para cada tipo de tensão ocorre um tipo de deformaçãoComportamento dos materiais rochososface a tensões
  13. 13. 13Comportamento dos materiais rochososface a tensões
  14. 14. 14FalhaÉ uma deformação descontínua em que se verifica a fratura da rochaacompanhada de deslocamento dos blocos fraturados um em relação aooutro;Pode resultar da atuação de qualquer tipo de tensão em rochas emregime frágil.
  15. 15. 15 Elementos de uma falhaPlano de falha – superfície de fratura.Teto – bloco situado por cima do plano de falhaMuro – bloco situado por baixo do plano de falhaRejeto – a menor distância entre dois pontos que estavam juntos antesda fratura e do respetivo deslocamento.Falha
  16. 16. 16 Posição da falha no espaçoAtitude da falhaDireção - orientação da linha deinterseção do plano de falha com umplano horizontal.FalhaO valor da direção é dado pelo ânguloformado entre essa linha e a linha N-Sgeográfica.
  17. 17. 17 Posição da falha no espaçoAtitude da falhaInclinação – ângulo formado entre o plano de falha e um planohorizontal que o intercepta.(o valor do ângulo varia entre 00 e 900).Falha
  18. 18. 18 Posição da falha no espaçoAtitude da falhaFalha
  19. 19. 19(De acordo com a inclinação do plano de falha e o movimento relativo dos dois blocos)Classificação das FalhasFalha normal ou distensiva Falha inversa ou compressivaO teto desce relativamente ao muro.O plano de falha prolonga-se por baixodo bloco descaído.Os 2 blocos formam entre si um ânguloobtuso.Forma-se geralmente sob a ação deforças distensivas.(ex. nas zonas de afastamento deplacas)O teto sobe relativamente ao muro.O bloco descaído situa-se por baixo doplano de falha.Os 2 blocos formam entre si um ânguloagudo.Forma-se geralmente sob a ação deforças compressivas.(ex. nas zonas de convergência deplacas).
  20. 20. 20(De acordo com a inclinação do plano de falha e o movimento relativo dos dois blocos)Classificação das FalhasFalha de desligamentoOs movimentos dos blocos são horizontais eparalelos à direção do plano de falha.Forma-se geralmente sob a ação de forças decisalhamento(ex. limites conservativos de placas e falhastransformantes dos riftes).
  21. 21. 21(De acordo com a inclinação do plano de falha e o movimento relativo dos dois blocos)Classificação das FalhasO teto desceForças distensivasFalhas normais
  22. 22. 22(De acordo com a inclinação do plano de falha e o movimento relativo dos dois blocos)Classificação das FalhasO teto sobeForças compressivasFalhas inversas
  23. 23. 23Associação de FalhasHorst – maciços tectónicoslimitados por falhas, de atitudessuperiores do que as áreascontíguas – os grabbens.As falhas podem surgir associadas formando grabens (fossas tectónicas)e horsts (maciços tectónicos).Grabben – fossa tectónica, quecorresponde a blocosrebaixados, geralmente comcomprimento superior à largurae limitados por falhas.
  24. 24. 24DobraÉ uma deformação contínua caracterizada pelo arqueamento das camadas.Tem origem em rochas:sujeitas a tensões de compressão,em regime dúctil.Rochas em regime dúctilTensões de compressão
  25. 25. 25DobraFlancos – vertentes da dobra;região situada de um e do outro lado da charneira.Charneira - zona de convergência das camadas de cada flanco;corresponde à zona de passagem de um flanco para o outro;zona que contém os pontos de máxima curvatura da dobra. Elementos de uma dobra
  26. 26. 26DobraEixo – linha imaginária na intersecção dos dois flancos da dobra.Plano axial – plano de simetria da dobra que a divide em dois flancos;plano imaginário que, contendo o eixo, atravessa as diversascamadas da dobra pela zona de charneira;Núcleo – zona mais interna da dobra. Elementos de uma dobra
  27. 27. 27DobraDireção – orientação da linha deinterseção da camada com um planohorizontal Posição das camadas da dobra no espaçoAtitude das camadasO valor da direção é dado pelo ânguloformado entre essa linha e a linha N-Sgeográfica.
  28. 28. 28DobraInclinação – ângulo formado entre a linha de maior declive da camadae um plano horizontal que a interceta .(o valor do ângulo varia entre 00 e 900). Posição das camadas da dobra no espaçoAtitude das camadas
  29. 29. 29Dobra Posição das camadas da dobra no espaçoAtitude das camadas
  30. 30. 30Dobra Posição das camadas da dobra no espaçoAtitude das camadas
  31. 31. 31Classificação das Dobras De acordo com a disposição espacial
  32. 32. 32Classificação das Dobras De acordo com a idade relativa da idade das rochas
  33. 33. 33Classificação das DobrasCritério declassificaçãoClassificação CaracterizaçãoDisposiçãoespacial da dobraAntiforma Concavidade voltada parabaixo.SinformaConcavidade voltada paracima.Dobra neutraConcavidade dispostalateralmente.Eixo da dobra vertical.Idade relativadas rochas dadobraAnticlinal Rochas mais antigas nonúcleo da antiforma.SinclinalRochas mais recentes nonúcleo da sinforma.
  34. 34. 34Classificação das DobrasAntiformaAntiforma Sinforma
  35. 35. 35Classificação das DobrasSequência de sinformas e antiformas
  36. 36. 36Anticlinal (representado na carta geológica por   )Inclinação da camada de arenito:no flanco W – 25no flanco E - 35Caraterização das Dobras
  37. 37. 37Contribui para a compreensão e interpretação do relevo.Contribui para a compreensão da história geológica e tectónica.Permite inferir paleoambientes.Caraterização das Dobras Importância geológica da caraterização das dobras

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