Modelo GPT: Gestão da Produtividade Total

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Trabalho resultante de pesquisa acadêmica que trata do desenvolvimento do modelo GPT, com tem o propósito de analisar e melhorar contiuamente a produtividade de uma organização.

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Modelo GPT: Gestão da Produtividade Total

  1. 1. UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS CENTRO DE ENGENHARIA E COMPUTAÇÃO TECNOLOGIA EM GESTÃO DA PRODUÇÃO INDUSTRIAL GESTÃO DA PRODUTIVIDADE TOTAL Luciano Moreira da Silva Renato Peixoto da Costa Neto Petrópolis 2011
  2. 2. UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS CENTRO DE ENGENHARIA E COMPUTAÇÃO TECNOLOGIA EM GESTÃO DA PRODUÇÃO INDUSTRIAL GESTÃO DA PRODUTIVIDADE TOTAL Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado ao centro de engenharia e computação da Universidade Católica de Petrópolis – UCP como requisito para conclusão do Curso de Tecnologia em Gestão da Produção Industrial. Luciano Moreira da Silva Renato Peixoto da Costa Neto Professor Orientador Prof. Dr. Fabiano S. Gomes de Oliveira Petrópolis 2011
  3. 3. Alunos: Luciano Moreira da Silva Matrícula: 08200766 Renato Peixoto da Costa Neto Matrícula: 08100549 Gestão da Produtividade Total Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado ao Centro de Engenharia e Computação da Universidade Católica de Petrópolis – UCP como requisito para conclusão do Curso de Tecnologia em Gestão da Produção Industrial. AVALIAÇÃO GRAU FINAL: AVALIADO POR Prof. Dr. Fabiano S. Gomes de Oliveira Prof. Msc. Fabini Hoelz Bargas Alvarez Prof. Dr. José Luiz dos Santos Tepedino Petrópolis, 04 de Agosto de 2011. Prof. Dr. José Luiz dos Santos Tepedino Coordenador do Curso de Engenharia de Produção e Tecnólogo em Gestão da Produção Industrial
  4. 4. UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS Centro de Engenharia e Computação Tecnologia em Gestão da Produção Industrial GESTÃO DA PRODUTIVIDADE TOTAL Bacharelandos: Luciano Moreira da Silva Renato Peixoto da Costa Neto Orientador: Prof. Dr. Fabiano S. Gomes de Oliveira Petrópolis, 04 de Agosto de 2011. Banca Examinadora: Prof. Dr. Fabiano S. Gomes de Oliveira Prof. Msc. Fabini Hoelz Bargas Alvarez Prof. Dr. José Luiz dos Santos Tepedino
  5. 5. Dedicamos este trabalho àquele que agora não conhecemos totalmente e nem mesmo podemos vê-lo, mas que, apesar de sua grandeza, se manifesta a nós de maneira que podemos amá-lo como a um pai e ter a certeza de que existe e que também nos ama. A Deus, senhor e criador de todas as coisas, pai amoroso, nós agradecemos! À minha amada filha GABRIELA. Renato
  6. 6. Agradecemos este trabalho a todas as pessoas que colaboraram com o nosso desenvolvimento individual, profissional e acadêmico, especialmente aos nossos pais, avós e madrinhas. Aos nossos familiares aos quais se uniram a nós por um sentimento muito mais nobre que é a amizade. Ao Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Universidade Católica de Petrópolis – UCP, pela oportunidade que nos foi concedida a um estudo de alto nível. Ao Prof. Dr. FABIANO OLIVEIRA pela orientação despendida neste trabalho e ao Prof. Dr. JOSÉ LUIZ TEPEDINO pela orientação dada durante todo o curso. Aos Professores FABINI ALVAREZ e CANDIDO SILVA pela forma com que nos acolheram sempre nos motivando a ir em frente. Aos professores que nos ajudaram na construção de nosso conhecimento – ALDO, CARLOS ALBERTO (in memoriam), DEMERSON, DRUMMOND, EDUARDO, GANDOLPHO, GERSON, HENRIETE, HUMBERTO, JORGE ANTONIO, JOSÉ AUGUSTO, L.F. FONTANELLA, LEILA MOURA, LUIS ALEXANDRE, LULU, MANOEL, MARIA CRISTINA, RAIMUNDO, SHEREMETIEFF e TAVARES. Aos amigos e futuros engenheiros ITAMAR VIANNA e EDUARDO PRIORI pela colaboração no desenvolvimento deste Trabalho. Aos nossos amigos da primeira turma do curso de Tecnologia em Gestão da Produção Industrial – UCP, pela família que formamos nestes anos de curso – ANDERSON, AURÉLIO, BRUNINHA, CABRAL, CARLINHA, CAROL, FELIPE, GEDAUSON, GUI, JAQUE, JONATAN, LUMA, MARINA, PAULIM, PRI, REJANE, TATÁ e TIM. Ao Dr. Seppo Saari, devido a suas indispensáveis contribuições para a área do conhecimento abordada por este trabalho. Ao amigo ALEXANDRE FERNANDES pelo afeto com que nos tratou durante toda essa jornada.
  7. 7. "Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem à vida e muda todas as perguntas‖. Luis Fernando Veríssimo
  8. 8. Resumo na língua vernácula A produtividade é fator crucial no desenvolvimento real de qualquer unidade, seja um país, empresa ou unidade familiar, tendo importância no cenário internacional e precisa de melhor desenvolvimento no Brasil, país de origem da pesquisa. É de difícil análise e controle, pois se faz necessário pragmatismo, método e trabalho para que possa efetivamente ser monitorada. Este trabalho define produtividade de forma consensual baseando-se em conceitos utilizados anteriormente. Tendo desenvolvido o modelo GPT – Gestão da Produtividade Total, comparando-o aos modelos existentes. A pesquisa remeteu-se a documentos e literatura especializada para este fim, tanto de natureza prática e profissional como acadêmica. Foram utilizados importantes conceitos de desenvolvimento atribuído às áreas da economia, contabilidade, administração, qualidade e engenharia de produção, de diversos autores. O modelo GPT contempla metodologias de mensuração e análise de variações da produtividade de uma organização. É realizado estudo de caso para implantação do modelo, a apresentar excelentes resultados iniciais, estando apto a ser utilizado em qualquer organização. Palavras-Chave: Gestão; Produtividade; Produção; Qualidade; SMS.
  9. 9. Lista de Figuras Figura 1 – Gráfico de Gantt do PTCC......................................................................................33 Figura 2 – Modelo de Produtividade (Adaptado de Saari, 2000).............................................41 Figura 3 – As formas de produtividade ....................................................................................67 Figura 4 – Custos observados como função contínua ..............................................................70 Figura 5 – Custos observados com suas descontinuidades.......................................................71 Figura 6 – Estudo de caso - Análise dos Períodos 1 e 2...........................................................82 Figura 7 – Estudo de caso – Análise períodos 1 a 3.................................................................84 Figura 8 - Estudo de caso – Análise períodos 1 a 4..................................................................86 Figura 9 - Estudo de caso – Análise períodos 1 a 5..................................................................87 Figura 10 – Efeitos benéficos da qualidade (SLACK, et al., 1999) .........................................90 Figura 11 – Pirâmide de Maslow..............................................................................................96 Figura 12 – Ciclo PDCA ........................................................................................................114 Figura 13 – Interface de entrada do Lab. GPT .......................................................................119 Figura 14 – Fluxograma de Utilização do Lab. GPT .............................................................120 Figura 15 – Lab. GPT – Quantidade Contratada....................................................................121 Figura 16 – Lab. GPT – Cadastro de itens .............................................................................121 Figura 17 – Lab. GPT – Custo Total x Período......................................................................122 Figura 18 – Lab. GPT – Automatismo ...................................................................................123 Figura 19 – Lab. GPT – Variação de quantidades x período .................................................123 Figura 20 – Lab. GPT – Item direcionador ............................................................................124 Figura 21 – Lab. GPT – Análise Gráfica................................................................................125 Figura 22 – Sugestão de comparação entre períodos .............................................................126 Figura 23 –Lab. GPT – Visão geral........................................................................................126 Figura 24 – Lab. GPT - Análise da Produtividade Total........................................................127
  10. 10. Lista de Equações Equação 1 – Função de lucratividade.......................................................................................23 Equação 2 – Equação popular da produtividade ......................................................................36 Equação 3 – Lucratividade pelo modelo PPPR........................................................................37 Equação 4 – Lucratividade pelo modelo PPPV........................................................................38 Equação 5 – Exemplo 1 de indicador global ............................................................................52 Equação 6 – Exemplo 2 de indicador global ............................................................................53 Equação 7 – Exemplo 3 de indicador global ............................................................................53 Equação 8 – Exemplo 4 de indicador global ............................................................................53 Equação 9 – Exemplo 5 de indicador global ............................................................................54 Equação 10 – Exemplo 6 de indicador global .........................................................................55 Equação 11 – Exemplo 7 de indicador global ..........................................................................55 Equação 12 – Exemplo 1 de indicador específico....................................................................56 Equação 13 – Exemplo 2 de indicador específico....................................................................57 Equação 14 – Equação simplista da Produtividade..................................................................71 Equação 15 – Fórmula básica de variação de produtividade....................................................72
  11. 11. Lista de Tabelas Tabela 1 – Características dos modelos comparados ...............................................................39 Tabela 2 – Cálculos de modelo de Produção (Adaptado de Saari, 2006) ................................43 Tabela 3 – Indicadores de Qualidade x Indicadores de Desempenho ......................................49 Tabela 4 – Estudo da função de produtividade ........................................................................76 Tabela 5 – Relação de Sugestões de indicadores .....................................................................78 Tabela 6 – Exemplo modelo de produção (adaptado de Saari, 200) ........................................79 Tabela 7 – Estudo de caso – Período 1.....................................................................................81 Tabela 8 – Estudo de Caso – Período 2....................................................................................81 Tabela 9 – Estudo de caso – Períodos 1 a 3..............................................................................83 Tabela 10 – Estudo de caso – Períodos 1 a 4............................................................................85 Tabela 11 – Estudo de caso – Períodos 1 a 5............................................................................86 Tabela 12 – PDCA x MASP7.................................................................................................112 Tabela 13 – 6W2H1S .............................................................................................................115 Tabela 14 – Exemplo de diagrama de Ishikawa.....................................................................117
  12. 12. Lista de siglas e abreviaturas 6W2H1S Nome de uma ferramenta da qualidade 5S Conhecida ferramenta da qualidade ABPA Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes BSC Balanced Scorecard - Painel de controle CNI Confederação Nacional da Indústria DRE Demonstrativos de Resultado de Exercício ENGETEC Empresa fictícia do estudo de caso EPI Equipamento de Proteção Individual ERP Enterprise Resources Planning – Planejamento de Recursos da Corporação EVTE Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica FNQ Fundação Nacional da Qualidade GDP Gross Domestic Product – Produtividade Interna Bruta GPT Gestão da Produtividade Total IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ISO International Organization for Standardization – Organização Internacional para Padronização JUSE União dos Cientistas e Engenheiros do Japão LER Lesões por Esforços Repetitivos MASP Método de Análise de Solução de Problemas MASP7 Método de Análise de Solução de Problemas em 7 etapas NIOSH National Institute of Organizations Safety and Health, Instituto Nacional da Saúde e Segurança das Organizações NR Normas Regulamentadoras OECD Organization for Economic Development e Cooperation OHSW Occupational Health and Safety Assessment Series - Série de Avaliação da Segurança e Saúde no Trabalho
  13. 13. O.I.T. Organização Internacional do Trabalho. OMS Organização Mundial da Saúde PERT Program Evaluation and Review Technique - Técnica de avaliação e revisão de programas PDCA Ferramenta da qualidade PMBOK Project Management Body of Knowledge – Compendio de Conhecimento em Gestão de Projetos PPPR Profitability, Productivity, Price Recovery – Definição de uma das funções de lucratividade PPPV Profitability, Productivity, Price, Volume – Definição de uma das funções de lucratividade. PTCC Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso SMS Saúde, Meio Ambiente e Segurança SST Segurança e saúde no trabalho SWOT Strengths, Weakness, Opportunities, Treats – Matriz para avaliação de forças e fraquezas, ameaças e oportunidades de uma organização TCC Trabalho de Conclusão de Curso TI Tecnologia da Informação TPM Total Productive Maintenance – Manutenção Produtiva Total TQC Total Quality Control – Controle da Qualidade Total UCP Universidade Católica de Petrópolis Invest. Investimento Lab. Laboratório Matriz GUT Matriz com avaliação de Gravidade, Urgência, Tendência Matriz FI Matriz com avaliação em Facilidade e Investimento Qtd. Quantidade Und. Unidade
  14. 14. SUMÁRIO INTRODUÇÃO ......................................................................................................................19 DO TEMA ..................................................................................................................20 Delimitação do tema......................................................................................21 DA JUSTIFICATIVA.................................................................................................22 DOS PROBLEMAS E HIPÓTESES..........................................................................24 DOS OBJETIVOS GERAIS.......................................................................................24 Dos objetivos específicos..............................................................................24 Dos elementos de inovação...........................................................................25 DA DESCRIÇÃO DO OBJETO ................................................................................25 Definições de produtividade ao longo da história.........................................25 Modelos de Produtividade.............................................................................27 DA METODOLOGIA............................................................................................................29 POLÍTICAS................................................................................................................29 Das técnicas de coleta ...................................................................................29 Das fontes de informação..............................................................................29 Das técnicas de análise..................................................................................30 Do local .........................................................................................................30 Do contexto ...................................................................................................30
  15. 15. Do escopo inicial...........................................................................................30 Dos resultados esperados ..............................................................................34 APLICAÇÕES............................................................................................................35 Comparação entre modelos existentes ..........................................................35 Função de produção ......................................................................................36 Classificação de modelos existentes .............................................................37 Função de lucratividade ................................................................................37 Variáveis entre modelos................................................................................38 Características dos modelos comparados......................................................39 Apresentação do modelo selecionado para comparação...............................40 O valor adicional como indicador de sucesso ...............................................42 Modelo de cálculo das variáveis propostas...................................................43 DA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .......................................................................................44 MARCO TEÓRICO ...................................................................................................45 Conceptualização e marcos teóricos de modelagem em produtividade........45 INDICADORES .........................................................................................................47 A serventia dos indicadores...........................................................................48 Indicadores da qualidade, do desempenho e da produtividade.....................48 As diferenças básicas dos indicadores da qualidade e do desempenho ........49
  16. 16. Requisitos para geração dos indicadores.......................................................50 Os fatores que afetam a geração dos indicadores e metas.............................50 As fases necessárias para implantação de um sistema de indicadores..........51 A essência da gestão dos indicadores............................................................51 Exemplos e sugestões de indicadores............................................................52 PROBLEMAS E HIPÓTESES...................................................................................57 O preço como constante................................................................................57 A separação da organização em processos financeiros.................................58 Qualidade, segurança, meio ambiente e saúde..............................................59 Modelos fixos e ajustáveis ............................................................................59 ECONOMIA DE ESCALA........................................................................................59 Economias de escala: definições e fatores determinantes.............................60 Deseconomias de escala................................................................................62 DO DESENVOLVIMENTO..................................................................................................63 DEFINIÇÃO DE PRODUTIVIDADE – 7 CONSTATAÇÕES ................................63 1ª Constatação: Uma relação entre duas variáveis........................................63 2ª constatação: Um indicador de desempenho..............................................64 3ª constatação: Produtividade abordada multidimensionalmente.................64 4ª constatação: Compreensão das causas variações da produtividade .........64
  17. 17. 5ª constatação: A necessidade de avaliar interferências marginais...............64 6ª constatação: A importância desta vantagem .............................................65 7ª constatação: O significado de aumentos em produtividade ......................65 Definição de Produtividade...........................................................................66 GESTÃO DA PRODUTIVIDADE TOTAL – MODELO GPT ................................66 As formas de produtividade ..........................................................................67 A produtividade financeira............................................................................68 A produtividade operacional .........................................................................68 A necessidade da distinção............................................................................69 Custo versus Produtividade...........................................................................70 O método de cálculo – Fórmula da produtividade........................................71 A definição de variáveis................................................................................72 Introdução à análise da produtividade...........................................................73 Relação de indicadores..................................................................................77 UM CASO DE COMPARAÇÃO ENTRE MODELOS SAARI E GPT...................79 ASPECTOS MARGINAIS: QUALIDADE, SMS E ASPECTOS LEGAIS .............96 REQUISITOS PARA IMPLANTAÇÃO EM ORGANIZAÇÕES ............................88 Sugestões de requisitos para a implantação do sistema ................................88 Qualidade versus produtividade....................................................................89
  18. 18. A importância da qualidade...........................................................................90 A qualidade na atualidade .............................................................................91 Segurança, meio ambiente e saúde - SMS ....................................................91 Marcos históricos da segurança no trabalho .................................................92 Requisitos legais............................................................................................94 Qualidade de vida e produtividade................................................................94 RESULTADOS OBTIDOS....................................................................................................97 PRÓXIMOS PASSOS ................................................................................................97 Fenômeno de produtividade inversa .............................................................97 Aspectos de qualidade, SMS e requisitos legais ...........................................98 Produtividade de uma nação – a GDP...........................................................98 Seleção de projetos a partir de retorno sobre produtividade .........................98 Qualidade de vida e produtividade................................................................99 O crescimento real de uma empresa..............................................................99 Metas e produtividade...................................................................................99 CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................................................100 BIBLIOGRAFIA .........................................................................Erro! Indicador não definido. APÊNDICE A – FERRAMENTAS DE GESTÃO ............................................................107 PAINEL DE CONTROLE – BSC - BALANCED SCORECARD: ...........................107
  19. 19. MÉTODO DE ANÁLISE E SOLUÇÃO DE PROBLEMAS EM 7 ETAPAS ........110 6W2H1S....................................................................................................................115 "I keep six honest serving men ...".............................................................116 DIAGRAMA DE CAUSA E EFEITO .....................................................................116 ANÁLISE DE PARETO ..........................................................................................118 BRAINSTORM ........................................................................................................118 GRÁFICO DE GANTT............................................................................................118 APÊNDICE B – LABORATÓRIO: ANÁLISE DA PRODUTIVIDADE.......................119 ÍNDICE REMISSIVO..........................................................................................................128
  20. 20. 19 INTRODUÇÃO 1 A produtividade é fator crucial no desenvolvimento real de qualquer unidade, seja um país, empresa ou unidade familiar. É de difícil análise e controle, pois se faz necessário pragmatismo, método e trabalho para que possa efetivamente ser monitorada e trazer resultados a uma organização. É do espírito humano que se confie em intuição e experiência para alavancar qualquer desenvolvimento, entretanto é através do esforço e trabalho que atingimos resultados, logo é nossa produtividade o elemento capaz de determinar real crescimento e desenvolvimento. A história da produtividade se confunde com a trajetória da própria humanidade, o homem evoluiu e as suas atividades e necessidades tornaram-se cada vez mais complexas e variadas, atendidas a partir do desenvolvimento de ferramentas e métodos de produzir cada vez mais sofisticados. O termo produtividade foi utilizado pela primeira vez formalmente em um artigo do economista francês Quesnay em 1766. Passado mais de um século outro economista francês, Littre, usou o termo com o sentido de capacidade para produzir. Entretanto, somente no inicio do século XX o termo assume o significado da relação entre o produzido e os recursos empregados para produzi-lo. Henry Ford cria a linha de produção e este sistema de produção traz consigo princípios inovadores relacionados com a melhoria da produtividade por meio de novos conceitos e técnicas de gestão e de metodologias de medição da produtividade, com o ramo da engenharia de tempos e movimentos. 1 Elementos do Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso apresentado no dia 27 de novembro de 2010 ao professor Fabini Alvarez, coordenador da disciplina de PTCC da Universidade Católica de Petrópolis no período. Também apresentado a Fundação Celso Rocha Miranda como requisito para a obtenção de bolsa de pesquisa, utilizando-se dos critérios de análise e seleção de projetos do CNPq, tendo sido aprovado por duas vezes consecutivas, e no momento atual mantem-se como tema de pesquisa realizada pela UCP.
  21. 21. 20 Atualmente o conceito de produtividade está relacionado estreitamente a fatores como lucratividade, eficiência, qualidade, desempenho, crescimento econômico, necessidade e toda a gama de fatores que afetam o mercado coletivamente. É a produtividade que representa a capacidade de agregar valor e é fator crucial no desenvolvimento real de qualquer unidade, seja um país, empresa ou unidade familiar. Contudo, até o momento não houve estudos que propusessem a mensuração da produtividade a levar em consideração a realidade de variação em preços, custos e aspectos operacionais de uma empresa real utilizando não apenas uma abordagem financeira, mas também operacional. Isto não satisfaz as atuais exigências de um mercado globalizado, como também não permite análises distintas de todas as interferências à produtividade de uma organização. O modelo GPT aborda esta problemática, e proporciona a separação para análise entre produtividade financeira e produtividade operacional, garantindo assim, o correto acompanhamento dos índices da produtividade de toda a organização. A ser provada empiricamente a importância da Produtividade Total, este trabalho cria uma pequena revolução nos atuais modelos de gestão do micro ao macro modelo de nossa sociedade, que em longo prazo fará uma gigantesca diferença. DO TEMA O tema da pesquisa é o conceito de produtividade, sua importância e aplicabilidade, a partir do desenvolvimento de um modelo de gestão baseado em indicadores da produtividade e melhoria contínua, partindo de reformulações, críticas e apoio às teorias microeconômicas, em específico a teoria da produção e a discussão sobre produtividade, que atualmente ocupa importante lugar nos palcos de discussão internacionais. Esta pesquisa visa apresentar um caminho confiável a percorrer, que permita maior foco na resolução dos problemas e observância de comportamentos, evitando discussões, retrabalho e demais atividades, que por indução intrinsecamente humana, acaba por desviar-se de objetivos propostos. Esta pesquisa também inicia o estudo dos fatores apresentados, seus comportamentos em face de mudanças no sistema, e sua aplicabilidade como elemento vital dos tempos atuais, ou seja, transforma em aspectos práticos o comportamento da função de produtividade. O tema apresenta as especificidades da gestão da produtividade em suas variadas formas, como a consideração de aspectos marginais.
  22. 22. 21 O termo produtividade é visto e utilizado de muitas e variadas formas, entretanto verifica-se que não há consenso quanto a sua definição, sendo raramente definido ou conceituado formalmente, mesmo por quem o utiliza. E de igual forma, é muito comum haver confusões com as palavras desempenho e produção. São facilmente encontrados sistemas de desempenho formados a partir de indicadores da produtividade, sem contar com a necessária conceituação básica dos itens mensurados, assim como do entendimento que existe em torno destes mesmos conceitos. Um dos mais antigos registros de utilização da palavra Produtividade é de Quesnay (1766) no Journal de l’Agriculture a aproximadamente 250 anos. Desde então tem sido utilizada em grande escala por todos os vinculados ao ato de administrar, em especial a sistemas produtivos e financeiros. Ainda assim, é comum ver produtividade citada como uma das mais importantes variáveis de um sistema produtivo (Singh, et al., 2000). É fácil observar que, ainda que seja considerada e estimada como fator básico para vantagem competitiva, é constantemente negligenciada (Singh, et al., 2000), (Sink, et al., 1989). A principal causa encontrada para este tratamento deve-se a falta de conhecimento sobre o real significado do termo. É sugerido por Chew que, embora o conceito de produtividade seja utilizado a tempo suficiente, muitas pessoas que tomam decisões específicas para o aumento da produtividade possuem dificuldades em sua conceituação. É também observado que as pessoas que aplicam o termo raramente o definem. É sugerido ainda que decisões em aspectos de produtividade sejam tomadas baseadas em experiências e opiniões pessoais. (Chew, 1988) (Tangen, 2005) Delimitação do tema O trabalho objetiva-se a conceituar produtividade para que atenda a todos os fins, sejam institucionais ou individuais. Entretanto não é abordado de forma objetiva aspectos da produtividade de um indivíduo, ainda que a produtividade de uma organização seja o somatório da produtividade dos indivíduos que a compõem. Aspectos individuais incluem investimentos gerenciais significativos, devido à importância de manterem-se equipes motivadas em uma organização. São considerados aspectos psicológicos individuais, aspectos da cultura da organização, aspectos ergonômicos, de crescimento hierárquico, crescimento financeiro, de saúde dos indivíduos entre vários
  23. 23. 22 outros aspectos. Estes aspectos individuais são levados em consideração no desenvolvimento deste trabalho, mas não fazem parte do escopo inicial, optando-se por utilizar uma abordagem institucional aos casos. Estas questões serão abordadas em futuros trabalhos, assim como demais itens observados no decorrer do projeto, e apresentados na seção de próximos passos. Nomeadamente:  O fenômeno da produtividade inversa: Produtividade pela não ocorrência de eventos indesejados.  Seleção de projetos a partir de retornos sobre produtividade  Produtividade de uma Nação – a GDP  Aprofundamento nos efeitos de qualidade, SMS e legislação na produtividade de uma organização. Estes itens não serão direta ou detalhadamente abordados, mas fazem parte de uma gama de itens a serem abordados futuramente. Mais detalhes estão presentes no capítulo de resultados obtidos, seção de próximos passos. DA JUSTIFICATIVA É necessário o desenvolvimento do conceito de produtividade, admitindo ramificações que permitam de forma eficaz sua aplicação, a permitir um contínuo desenvolvimento socioeconômico, por meio de um crescimento econômico real gerado por ganhos de produtividade e aliado a uma justa distribuição de lucros entre toda a sociedade. Segundo a teoria econômica, a produtividade é variável da função de lucratividade, e ainda assim tem sido subvalorizada. Ela permite não só a observação do labor interno, mas também pode apresentar importantes sinais de mercado à distância razoável, além de verificar e evitar a sobrevalorização de uma empresa, por determinar seu crescimento por seu próprio desempenho. Embora tenha sua participação na definição da lucratividade, apenas passa a ganhar importância com as mudanças do final do século passado. Com a globalização, estabilidade das taxas de juros, grandes guerras de preços no cenário mundial, o desenvolvimento da qualidade e do planejamento estratégico, a busca por inovação, o desenvolvimento da tecnologia de informação e da automação, além do próprio conhecimento se tornar cada vez
  24. 24. 23 mais acessível faz com que pequenas diferenças se tornem as grandes diferenças, e por muito depender do fator humano esta passa a ser a mais importante variável da mais importante função de qualquer sistema em longo prazo. Certamente o tema justifica-se no decorrer do trabalho. A produtividade apresenta-se como o indicador capaz de abrir portas para capacidade de gerar valor a partir de processos que hoje parecem com pouca capacidade de comercialização, a importância econômica e social deste fato, e a vantagem competitiva que este aumento real da produtividade representa gera uma mudança de panorama nesta capacidade. A produtividade tem sido questão importantíssima nos palcos de discussão internacionais. Muitos modelos de medição da produtividade têm sido apresentados e geram uma contínua discussão. Um dos principais motivos desta discussão é que, de acordo com a teoria microeconômica, os modelos mais usuais apresentam a lucratividade da seguinte forma. ( ) Equação 1 – Função de lucratividade Encontra-se a produtividade e volume como variáveis da teoria da produção, e o preço como elemento que define a lucratividade atingida. A este modelo dá-se a sigla de PPPV (profitability, productivity, price, volume). Há ainda o modelo que determina a lucratividade como uma função da produtividade, e do valor recuperado, denominado PPPR (profitability, productivity, price recovery), também conhecido como Mark-up. Observando- se atentamente as variáveis apresentadas como função da lucratividade em ambos os modelos. Tem-se o volume, que só pode aumentar quando existe um mercado para o excedente, afinal todos os modelos de gestão de alto desempenho mostram que grandes estoques são prejudiciais a uma empresa. Este mercado têm sido cada vez mais difícil de conseguir devido a competitividade de países como a China. Exatamente as características de mercados que, a afetar uma parcela significativa da indústria, acabam por criar gigantescas guerras de preços e fazer com que muitos produtos atinjam níveis de maturidade muito cedo e se mantenham por menos tempo. Devido a este fator as margens de lucros caem juntamente com os preços.
  25. 25. 24 Tem-se então a única variável comum a ambos os modelos como elemento chave para o crescimento da empresa. Se a empresa observa que sua produtividade aumenta, então se pode esperar um crescimento real, como um crescimento de desempenho. DOS PROBLEMAS E HIPÓTESES Mas pouco é óbvio quando se fala de produtividade. Elementos culturais e movimentos sociais demonstram a necessidade da pesquisa sobre a relação entre produtividade e qualidade de vida e sobre como uma impulsiona a outra. Em virtude dos pontos apresentados torna-se clara a necessidade do desenvolvimento de modelos de gestão que abordem de forma principal a produtividade e a melhoria contínua, assim como sua integralização aos modelos e tecnologias atuais. Pode-se então determinar como objetivos gerais de pesquisa o desenvolvimento de um modelo de gestão fortemente baseado em indicadores da produtividade, inevitavelmente a partir da unificação das principais teorias de microeconomia e produção em vigência no meio acadêmico. Faz-se necessário que se dê mais um passo rumo ao desenvolvimento social como um todo. Após a já realizada padronização dos modelos de gestão, com um enfoque particular aos modelos de gestão voltados à qualidade, agora é necessário o desenvolvimento de um modelo de gestão que priorize outras variáveis, sendo a produtividade uma das mais promissoras, além de permitir também a inovação, garantia de comunicação entre o planejamento e a execução e o desenvolvimento sustentável. A criação de uma mentalidade voltada para produtividade afeta, inclusive, o atual ritmo de crescimento do estado e instituições privadas que, caso conte com profissionais mais motivados e capacitados, obterá de certo, um crescimento mais acelerado, mais sustentável e de encontro a seus verdadeiros objetivos. DOS OBJETIVOS GERAIS  Criar um modelo de gestão da produtividade, doravante denominado modelo GPT, integrando diversos tópicos apresentados no decorrer do trabalho.
  26. 26. 25 Dos objetivos específicos  Modelar o problema de forma a comparar o modelo desenvolvido a outros modelos de gestão.  Demonstrar a superioridade do modelo GPT em face de outros modelos utilizados. Dos elementos de inovação  Comprovar a produtividade como a mais importante e significativa variável na função de lucratividade.  Determinar a função de produtividade a partir do agrupamento das funções já conhecidas. DA DESCRIÇÃO DO OBJETO A existência de diversas definições de produtividade ao longo do tempo torna necessário uma análise criteriosa de cada uma destas possibilidades de definição, como primeiro passo para que sejam realizadas constatações sobre a mesma. Esta abordagem define formalmente o conceito de produtividade baseando-se unicamente nas definições anteriores, como tentativa de gerar consenso entre os pesquisadores do tema. Definições de produtividade ao longo da história É apresentados conjuntos de definições de produtividade datados a partir de 1789. Característica ou condição do que é produtivo (Silva, 1789). Produtividade é o que o homem realiza com material, capital e tecnologia. Produtividade é geralmente uma característica pessoal. Uma atitude que deve ser continuamente melhorada em nós mesmos e no que nos ronda (Japan Productivity Centre, 1958). Produtividade = unidades de saída / unidades de entrada - (Chew, 1988). Produtividade = Saída Atual / Recursos esperados a utilizar - (Sink, et al., 1989). Produtividade = Receita Total / (Custos + Meta de Lucro) - (Fischer, 1990).
  27. 27. 26 Produtividade = Valor adicional / Entrada de Fatores de Produção - (Aspèn, et al., 1991). Produtividade é definida como a razão entre o que é produzido e o que é necessário para produzir. Produtividade mede a relação entre a saída, como produtos e serviços produzidos, e entradas, que incluem trabalho, capital, materiais e outros recursos (Hill, 1993). Produtividade (saída por hora de trabalho) é o fator central que determina a qualidade de vida de uma população (Christopher, et al., 1993). Produtividade = a qualidade de gerar algo que traga grandes resultados renda abundantemente (Koss, et al., 1993). Produtividade significa quanto ou quão bens se produz com os recursos utilizados. Produz-se mais, ou melhor, produto com os mesmos recursos, aumenta-se a produtividade. Ou se produz os mesmos produtos com menos recursos, há também aumento em produtividade. Por recursos entendem-se quaisquer recursos físico ou humano, i.e., as pessoas que produzem os produtos ou fornecem os serviços, e os materiais com os quais as pessoas trabalham na fabricação destes produtos ou fornecimento destes serviços (Bernolak, 1997). Produtividade é a comparação entre as entradas físicas de uma indústria e as saídas físicas da mesma indústria (Kaplan, et al., 1988). Produtividade = eficácia * eficiência = Tempo de Valor Adicionado / Tempo Total (Jackson, et al., 1999). Produtividade = (saída / entrada) * qualidade = eficiência * utilização * qualidade (Al-Darrab, 2000). Produtividade é a habilidade de satisfazer as necessidades do mercado por produtos e serviços com o mínimo de consumo dos recursos totais (Moseng, et al.). Estas definições representam importantes marcos utilizados para as constatações apresentadas no decorrer do trabalho, tanto de importância histórica quanto prática, na definição formal de produtividade. O presente trabalho trata-se de uma metodologia que, quando corretamente aplicada, permite ganhos consistentes em produtividade, e não apenas das especificidades da produtividade.
  28. 28. 27 É de igual importância à análise das variáveis presentes neste modelo, assim como a capacidade de tomar decisões e realizar ações baseadas nas informações geradas pelo modelo GPT, de forma que, em última instância, ganhos de produtividade possam estar diretamente relacionados a objetivos sociais. Esta justifica a necessidade de apresentar o trabalho como gestão da produtividade. É também importante abordar aspectos que impactam a produtividade de uma organização, mas que costumeiramente são postos a parte destas análises, ainda que para discussões internas a distintas organizações. Apenas com estas discussões são possíveis incrementos reais de produtividade, pois são justamente estes pontos que apresentam riscos inerentes ao planejamento de uma ação, por não serem considerados diretamente influentes. Em terceiro, mas não menos importante, justifica-se a produtividade como total, não somente devido à abordagem anterior, mas também por necessidade da participação de toda a organização para o sucesso deste tipo de programa, a exemplo dos programas Total Productive Maintenance e 5S. Portanto, é de fundamental importância o comprometimento de todas as pessoas, de forma que os ganhos gerados pela implantação de um modelo voltado para o aumento da produtividade possam tornar-se ganhos duradouros e significantes. Modelos de Produtividade De acordo com Seppo Saari (2009), existe grande quantidade modelos de negócios que podem medir a produtividade, e a comparação matemática entre os modelos têm se mostrados complicada. É necessário um modelo de produção com características ajustáveis, onde seja possível averiguar tanto suas diferenças como suas similaridades. O ponto fulcral de cada um dos modelos é a forma com que este determina a função de produtividade da empresa. As características dos modelos podem diferir em, basicamente, seis formas diferentes:  Os termos utilizados em cada um dos modelos diferem entre si, onde um dos termos aponta para uma mesma característica e um termo aponta para características distintas.  As variáveis de cada um dos modelos diferem entre si. É de fundamental importância a unificação destas variáveis para que o modelo de gestão possa ser efetivamente funcional, entretanto o modelo GPT favorece o surgimento de novas variáveis, ou seja, variáveis importantes para o manter da organização que
  29. 29. 28 ainda não analisadas, assim como análises sobre seu comportamento, segundo uma ótica estratégica.  Os modelos apresentados variam sobre a ordem com que cada uma de suas variáveis é calculada. Segundo Saari, esta diferença não é significativa.  Capacidade de ajuste do modelo é apresentada de duas formas; fixa ou variável. Enquanto alguns modelos apresentam a capacidade de modificar as medidas das variáveis analisadas, outras necessitam que estas variáveis permaneçam constantes durante todo o período, o que pode trazer problemas sobre interpretação dos dados analisados. Esta abordagem sobre modelos de medição da produtividade têm como objetivo demonstrar a intrínseca necessidade de analisar e apresentar solução para o contínuo crescimento da produtividade. Inclusive esta é a atual importância da produtividade. Entretanto continua sendo uma variável coberta de mistérios, pois justamente por ser a base do crescimento real de uma empresa, é justamente o mais humano, e logo, imprevisível. É necessário que haja um esforço para a união das principais teorias da lucratividade, as quais compõem a teoria microeconômica, baseada no modelo de gestão que esta pesquisa desenvolve. Uma gestão para produtividade.
  30. 30. 29 DA METODOLOGIA A metodologia apresenta-se subdividida em duas seções. A primeira apresenta suas políticas e a segunda suas aplicações, determinando qual o modelo selecionado para comparação com o modelo GPT. POLÍTICAS A metodologia de pesquisa empregada utiliza como alicerces os campos de conhecimentos da economia, contabilidade, matemática e estatística e, fundamentalmente, da engenharia de produção. O desenvolvimento do projeto é baseado em análises de situações específicas que já tenham sido demonstradas empiricamente, que envolvam conceitos ligados ao projeto. Assim como modelos que permitam desenvolver soluções. Das técnicas de coleta A pesquisa utiliza pesquisa básica, qualitativa e quantitativa, e enfatiza a pesquisa exploratória, assim como utilização da prática de experimentos empíricos que comprovem o efetivo funcionamento do modelo de gestão. É possível o desenvolvimento ou adaptação de softwares que permitam a aplicabilidade, demonstração, ou quaisquer outras ações que vão de encontro ao objetivo do projeto. Das fontes de informação As fontes de informação passíveis de serem utilizadas serão todas as que tenham fonte claramente definida, assim como terá prioridade a utilização de conceitos de pesquisadores que tenham produtividade em pesquisa, renome internacional e, efetivamente, possuam conhecimentos empíricos ligados ao objetivo da pesquisa. Qualquer fonte que atenda a estas características poderá ser aceita, seguindo a ordem livros – artigos, periódicos e documentos – orientador – profissionais do ramo – sites confiáveis da internet, respectivamente dos favorecidos aos menos favorecidos. A análise de documentos, além da transformação do conhecimento tácito dos envolvidos a conhecimento codificado sempre que possível, serão as ferramentas mais
  31. 31. 30 utilizadas para a execução da pesquisa. Também é utilizada a observação de fatos atuais devidamente documentados para apresentação análoga aos objetivos da pesquisa. Das técnicas de análise São aplicados métodos estatísticos que determinem a eficiência do processo, a previsão de generalidades da pesquisa, assim como, a análise do contexto atual e referente comparação entre o alcançado e as linhas de base do projeto. É também utilizada pesquisa operacional sempre que frente à necessidade de mapeamento e gestão de processos previamente e justificadamente analisados. Utilizam-se com grande frequência as ferramentas citadas na revisão bibliográfica. Do local A pesquisa é realizada na cidade de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, utilizando sempre que possível e com o aval da mesma a Universidade Católica de Petrópolis para sua realização. Do contexto O atual contexto econômico demonstra a necessidade de desenvolvimento mais específico da gestão que se volte para o efetivo aumento da produtividade em todas as áreas. Atualmente os órgãos governamentais apresentam baixa produtividade. Num plano da produtividade total este comportamento não seria dado como uma onda, mas como uma reta ascendente de inclinação sempre ligeiramente positiva, a apresentar excelentes resultados a médio e longo prazo. Do escopo inicial Apresentamos todas as tarefas a serem executadas, assim como o gráfico de Gantt das mesmas. Apresenta-se também uma ligeira descrição de cada uma: As tarefas estão na respectiva ordem de apresentação no gráfico a seguir: 1. Apresentação da Proposta. 2. Leitura e Pesquisa bibliográfica: Fase para reiteração da bibliografia em prol dos objetivos do projeto, assim como possíveis alterações.
  32. 32. 31 3. Discussão da Bibliografia: Momento de discussão da bibliografia para reunião dos pontos pertinentes ao projeto, permitindo o desenvolvimento necessário para a próxima etapa. 4. Unificação da Bibliografia: Etapa crítica que permitirá a reunião de todo o conteúdo teórico em um documento contendo todos os pontos pertinentes aos objetivos do projeto. Já com a unificação dos modelos de mensuração da produtividade, e consequente análise dos pontos fortes e fracos de cada um. 5. Relatório 1: Desenvolvimento da primeira etapa do relatório, este contendo todo o conteúdo das teorias apresentadas. 6. Integração com planejamento estratégico: inicio real do desenvolvimento do modelo de gestão, a começar a tarefa por analisar as compatibilidades necessárias aos modelos de estratégia competitiva de Michael Porter, assim como demais modelos de gestão, como a ISO 9001, 14000; 28000; e a OHSW 18000. 7. Levantamento dos indicadores: Esta etapa crucial é destinada ao levantamento dos principais setores de uma empresa e referentes indicadores da produtividade que se possa adotar, assim como o surgimento de indicadores paralelos como os indicadores por funcionário, entre outros. 8. Relatório 2: Segunda etapa do relatório onde explana todos os pontos da segunda etapa. 9. Desenvolvimento do Modelo: Desenvolvimento do modelo em si após coleta e análise de todas as informações e pré-requisitos necessários para a correta determinação de todos os pontos do modelo. 10. Levantamento dos requisitos: Etapa que visa determinar os requisitos mínimos para as empresas que adotem este modelo de gestão. 11. Modelagem de situação: É sugerida uma situação para que se possa verificar o modelo em plena execução.
  33. 33. 32 12. Resultados Imediatos; Etapa para a verificação dos resultados imediatos obtidos após a modelagem, e compara-los com os resultados esperados2 . 13. Resultados Empíricos: Comparação dos resultados obtidos com as teorias já comprovadas sobre produtividade, assim como sua adequação a uma modelagem a nível nacional e para terceiro setor. 14. Relatório 3: Terceira etapa do relatório, para apresentação das informações anteriores. 15. Adequação a TI: Abordar os principais softwares de gestão de empresas integrados sob a ótica de adaptação para o modelo de gestão. 16. Experimentação Real: Aplicação a uma empresa real e verificação. 17. Entrega do relatório final. 18. Revisão e Relatório de Experimentação final. 2 O escopo apresentado refere-se ao projeto de pesquisa em desenvolvimento, não necessariamente todas as etapas encontram-se no presente TCC, por não haver ainda tempo hábil para execução.
  34. 34. 33 Figura 1 – Gráfico de Gantt do PTCC Fonte: Do Autor
  35. 35. 34 Dos resultados esperados Espera-se desta pesquisa a modelagem de um sistema de gestão que sirva de garantia para a melhoria contínua da empresa, com ênfase na produtividade e adaptado aos atuais modelos pré-existentes, seguindo os moldes das principais certificações atuais, e que permita um incremento de valor em qualquer empresa que pretenda assumir sua responsabilidade com a forma mais eficiente e segura de tornar-se competitiva. A mesma também fomenta o meio administrativo brasileiro para a necessária preocupação com a produtividade, como garantia da qualidade e da inovação, redução de custos e melhoria da qualidade de vida de seus colaboradores. Também abre portas para mais aprofundados estudos sobre produtividade, e, ao atingir um de seus objetivos principais como sendo a união dos conceitos de produtividade em vigor no meio acadêmico, traz a possibilidade de maiores pesquisas que representem reais avanços nos campos envolvidos, pois o mesmo encontra-se inerte em face de questões conceituais. Os resultados esperados não são triviais, e poderão apresentar-se a médio e longo prazos, a medida em que mais pesquisas forem realizadas sobre o tema. Uma parcela dos resultados apresenta-se na forma de projeto a iniciar na fase de execução, e é posto em prática para o contínuo aprimoramento do assunto tratado, assim como para benefício de todas as partes envolvidas e interessadas. Dentre os resultados esperados, o mais importante é a criação do modelo GPT que, certamente bem sucedido, concede importância à pesquisa realizada, assim como permite o contínuo aprimoramento do tema em questão. O modelo GPT tem-se como resultado esperado certo. E como descrito na introdução, a ser provada empiricamente sua importância, este projeto cria uma pequena revolução nos atuais modelos de gestão do micro ao macro modelo de nossa sociedade, que em longo prazo fará uma gigantesca diferença.
  36. 36. 35 APLICAÇÕES Define-se basicamente o sistema de Gestão da Produtividade Total como o conjunto de pessoas, processos, métodos e ferramentas que conjuntamente geram, analisam, expõem, descrevem, avaliam e revisam dados e informações sobre as múltiplas dimensões do desempenho nos níveis individual, setorial, operacional e geral da organização, em seus diversos elementos constituintes. A metodologia de pesquisa empregada utiliza como alicerces os campos de conhecimentos da economia, contabilidade, matemática e estatística e, fundamentalmente, da engenharia de produção. Seu desenvolvimento está baseado em análises de situações específicas, e na comparação de estudos e modelos sugeridos por vários autores, como também um estudo de caso fictício para a comprovação da tese apresentada. Comparação entre modelos existentes A comparação entre modelos existentes permite observar os pontos fortes e fracos de cada um dos modelos, de forma que a gestão da produtividade total possa apresentar-se não apenas como o modelo que melhor alcança os objetivos compartilhados entre estes modelos, mas também possa integrar o conhecimento gerado nos últimos anos a respeito do tema. São abordados os seguintes modelos: Kurosawa, em An aggregate index for the analysis of productivity, 1975. Japão. Courbois & Temple, em La methode des ―Competes de surplus‖, 1975. França. Seppo Saari, em Productivity; Theory and Measurement in Business, 2000. Finlândia. Gollop, em Accounting for Intermediate Input, Estados Unidos da América. Esta comparação justifica-se pela necessidade de identificação das características de cada modelo e principalmente de suas métricas, possibilitando a compreensão de suas diferenças, bem como a verificação de sua adaptabilidade aos tempos atuais.
  37. 37. 36 Função de produção A função de produção é conhecida da microeconomia, e permite verificar o crescimento econômico em virtude do aumento da produtividade e aumento do volume de entrada de insumos em um processo de forma clara e objetiva, o crescimento econômico gira em torno deste ganho resultante do desempenho destas variáveis. Ao observar o gráfico é evidente que a produção é maior para o segundo período, representado pela reta p.2. Apresentado também está o ganho obtido em custo para o aumento do volume de entrada e efetivamente o aumento da produtividade devido ao aumento marginal de produção. A produtividade inicialmente apresentada é definida como: Equação 2 – Equação popular da produtividade Entretanto esta definição é pobre por não incorporar a qualidade do processo, uma vez que um sacrifício em qualidade pode aumentar a quantidade, sem que efetivamente a Volume de Entrada Volume de Saída T 1 T 2 P 2P 1 Crescimento por aumento de Produtividade Crescimento por aumento de volume Figura 2 – Função de Produção
  38. 38. 37 produtividade tenha aumentado. Além da qualidade, o SMS e requisitos legais têm a mesma influência. Tendo como metodologia para comparação entre métricas à identificação das características presentes e compreensão de suas diferenças, são analisados os modelos existentes com base em comparações anteriores. Dentre as possíveis metodologias para comparação entre os modelos existentes, optou-se pelo modelo introduzido por Seppo Saari em 2000, do livro Produtivity: Theory and measurement in Business. Entre os modelos existentes, levaram-se em consideração apenas os modelos que utilizam a função de produção para a mensuração da produtividade. Demais modelos não permitiriam a correta análise dos resultados obtidos, devido à disparidade de variáveis inseridas nos modelos, assim como os resultados obtidos. Classificação de modelos existentes Classificaram-se os modelos existentes em três: Os modelos que calculam apenas índices da produtividade, os modelos que utilizam a função de lucratividade para definição da produtividade utilizando o valor adicional como variável, e os que se utilizam do volume vezes preço. O primeiro grupo possui como única variável mensurada o índice da produtividade. Foram apresentados incialmente por Kendricks e Creamer em 1965, em Measuring Company Productivity, assim como Graig em 1973 e Sumanth em 1979, praticamente idênticos, e finalmente por Mundel em 1983. Estes modelos são incorporados pelos modelos apresentados e não serão abordados em profundidade. Função de lucratividade Para a correta classificação dos restantes dois grupos citados anteriormente, faz-se necessário compreender a definição da função de lucratividade. Esta função é abordada pela economia de duas formas distintas, majoritariamente: ( ) Equação 3 – Lucratividade pelo modelo PPPR
  39. 39. 38 Esta função é a que define os resultados obtidos pelos modelos americanos de Loggerenberg e Cucchiaro em 1982, assim como Pineda em 1990. Definem também os resultados obtidos por Brayton em 1983 e o novo modelo apresentado por Kendrick em 1984, assim como os modelos de Genesca e Griffel em 1992. Devido a esta função apresentar-se simplista e trabalhar apenas com variáveis contábeis, não serão abordadas pelo presente trabalho. Em especial por não abordarem diretamente o volume de produção, variável indispensável para o modelo apresentado pelos autores. A segunda forma da função de lucratividade, mais recente, é apresentada como: ( ) Equação 4 – Lucratividade pelo modelo PPPV Neste caso, a lucratividade é diretamente a demonstração de resultados de uma organização e é expressa pela produtividade, pelo volume e preços unitários de um sistema. A base lógica dos modelos apresentados é idêntica, e utilizam-se das mesmas variáveis para cálculo, ainda assim, segundo cada um dos critérios de entrada e saída do volume de produção, pode haver pequenas diferenças no resultado final. O modelo de produção apresentado por Kurosawa admite ambas as funções de lucratividade como input de variáveis para o modelo, entretanto para fins de comparação admite-se apenas a apresentada como elemento deste grupo de modelos. Variáveis entre modelos Entre os variados modelos apresentados, não é trivial a comparação entre os mesmos. Ao apresentarem diferenças em suas funções e formulas de cálculo básico, optou-se comparar os modelos que utilizam a função de lucratividade apresentada PPPV. Entre estes modelos as diferenças encontradas pertencem a seis tipos: 1- Conceitos idênticos possuem nomes diferentes em cada um dos modelos, assim como, por vezes, conceitos diferentes possuem o mesmo nome. 2- As variáveis do modelo podem ser diferentes, ou seja, a lógica apresentada como premissa para os resultados serem consistentes pode variar.
  40. 40. 39 3- A ordem de cálculo das variáveis diferencia-se. Na prática, como modelos admitem o impacto de uma variável é calculado admitindo-se todas as outras constantes, Ceteris Paribus, isto pode trazer conclusões diferentes. Contudo, a diferença entre as variáveis classificadas no mesmo grupo não é relevante. 4- A estrutura teórica do modelo pode variar segundo a teoria dos custos, onde quanto menor o custo maior a produtividade, ou a teoria de produção, onde quanto maior o volume, maior a produtividade. Embora para fins matemáticos ambos sejam idênticas, pois parte das mesmas funções, a ênfase dada a cada aspecto varia e permite diferentes interpretações de um mesmo resultado. 5- A técnica de contabilidade dos valores varia. Na prática existem três tipos; Relação contábil, que calcula as variáveis em termos de índice, a Forma contábil, que calcula com valores absolutos e a Variância Contábil, que dá ao usuário maior capacidade analítica. Todas as técnicas garantem os mesmos resultados, mas há diferenças na clareza e inteligibilidade dos mesmos. 6- Ajuste do modelo. O modelo pode ser desenvolvido para ajustar-se ou não a alteração em determinadas características, como mudança de preços, por exemplo. Os modelos podem ser fixos ou variáveis. Características dos modelos comparados Kurosawa C & T Saari Gollop Variáveis Utilizadas no Modelo Volume Distribuição Produtividade Volume Distribuição Produtividade Volume Distribuição Produtividade Volume Distribuição Produtividade Alternativas de teorias Função de Produção Função de Custos Função de Produção Função de Custos Ordem de Cálculo das variáveis Volume Produtividade Distribuição Volume Produtividade Distribuição Distribuição Produtividade Volume Volume Produtividade Distribuição Técnicas Contábeis Forma Contábil Forma Contábil Variância Contábil Distribuição: Variância Contábil Produtividade: Relação Contábil Volume: Forma Contábil Ajustabilidade Fixo Fixo Ajustável Fixo Tabela 1 – Características dos modelos comparados A partir da comparação verifica-se que, devido às metodologias de cálculo empregadas, os modelos C & T, assim como o de Kurosawa são baseados em metodologias de cálculo, em específico sobre os valores de prejuízo e lucro. Já o modelo de Gollop permite
  41. 41. 40 a utilização de diferentes técnicas de cálculo para cada etapa de mensuração, impróprio para uma análise direta. Devido à expertise apresentado por Saari, seu modelo é considerado o que oferece a melhor possibilidade de comparação com o modelo desenvolvido, ainda que em dissonância com a visão sistêmica implícita ao modelo GPT. Apresentação do modelo selecionado para comparação A partir da comparação anterior, escolheu-se o modelo apresentado por Seppo Saari para explanação de forma que permita o rompimento com os modelos existentes e a apresentação de um modelo adequado a Gestão da Produtividade Total. O modelo de Saari sugere a divisão dos processos de uma empresa em cinco, todos com uma lógica, objetivo, teoria e figuras-chaves específicas, sendo os quais:  Processo Real;  Processo de Distribuição de Renda;  Processo de Negócio;  Processo Monetário;  Processo de Valor de Mercado. A produtividade em si é identificada no Processo Real, e em conjunto com o Processo de Distribuição de Renda é composto o Processo de Negócio. O Processo de Negocio, o Processo Real e o Processo de Distribuição de Renda ocorrem simultaneamente e somente o Processo de Negócio é identificável utilizando as ferramentas contábeis atuais. Com uma nova etapa de cálculos é possível o calculo dos Processos de Distribuição de Renda e o do Processo Real.
  42. 42. 41 O Processo Real é efetivamente o processo base da organização. Por padrão o que recebe os insumos, em diferentes quantidades e qualidade e os transforma em diferentes produtos de diferentes quantidades e qualidade, sejam produtos ou serviços prestados. Este é o processo que gera o custo para o consumidor e a organização, sua atividade fim. O resultado deste processo deve gerar o valor adicional à organização e é sua medida que determina os ganhos de produtividade. Mercado Processo Real Processo Monetário Processo de Valor de Processo de Distribuiçã o de Renda Processo de Distribuiç ão de Produtor es Consumidor es Mercado Figura 2 – Modelo de Produtividade (Adaptado de Saari, 2006)
  43. 43. 42 O Processo de Distribuição de Renda, ou simplesmente Processo de Distribuição é o processo que determina o índice de variação entre a distribuição do valor adicional gerado pelo processo às partes interessadas. O Processo de Negocio é o conjunto do Processo Real e o Processo de Distribuição. É pelo cálculo dos índices envolvidos neste processo que se pode verificar consistentemente a rentabilidade gerada por uma dada organização. O Processo Monetário refere-se a eventos de financiamento do negócio. O Processo de Valor de Mercado é o índice determinado pelos investidores e pelo mercado de valores imobiliários. Tanto o Processo Monetário quanto o Processo de Valor de Mercado não serão abordados em detalhe neste presente trabalho por serem fatores externos a organização e não necessariamente impactarem as análises de produtividade. O valor adicional como indicador de sucesso O sucesso que uma organização pode obter não é previsível, a quantidade de variáveis envolvidas é tanta que somente podem ser explicadas pela Teoria do Caos, a mesma que propõe que o bater de asas de uma borboleta no Brasil pode gerar um furacão no Japão. Ainda assim existe um critério que pode ser generalizado para mensuração que uma organização obtém, sendo esta sua rentabilidade. Quanto maior a rentabilidade de uma empresa, maior o sucesso atingido. Como critério para a mensuração de rentabilidade, o valor adicional é, sem dúvida, a melhor opção disponível. Ele é o resultado entre a diferença dos rendimentos atingidos e todos os custos envolvidos.
  44. 44. 43 Modelo de cálculo das variáveis propostas Modelo de Produção C D E F G H I Período 1 Q1 x P2 Período 2 Quantidade Preço Valor Quantidade Preço Valor 6 Produto 1 210,00 7,20 1512,00 1491,00 247,25 7,10 1755,48 7 Produto 2 200,00 7,00 1400,00 1430,00 195,03 7,15 1394,46 8 Output 2912,00 2921,00 3149,94 10 Trabalho 100,00 7,50 750,00 770,00 115,00 7,70 885,50 11 Materiais 80,00 8,60 688,00 680,00 79,20 8,50 673,20 12 Energia 400,00 1,50 600,00 620,00 428,00 1,55 663,40 13 Capital 160,00 3,80 608,00 624,00 164,80 3,90 642,72 14 Input 2646,00 2694,00 2864,82 Valor Adicional 16 Valor Adicional Absoluto; E8-E14; F8-F14; I8/I14 266,00 227,00 285,12 17 Valor Adicional Relativo; E8/E14; I8/I14 1,101 1,100 Processo de Distribuição 19 Mudança de Distribuição Abs.; F16- E16 -39,00 20 Índice de output; F8/E8 1,003 21 Índice de Input; F14/E14 1,018 22 Índice de Distribuição; F20/F21 0,985 Processo Real 25 Produtividade; F8/F14; I8/I14 1,084 1,100 26 Índice de Produtividade; I25/F25 1,014 27 Mudança de Produtividade em valor abs. ;(I26-1)*F8 41,119 28 Índice de Volume de Output; I8/F8 1,078 30 Índice de Volume de Input; I14/F14 1,063 31 Mudança de Input de Volume abs.;(I30-1)*(F16+I27) 17,001 Processo de Negócio 33 Mudança de Produtividade; I17/E17 0,999 34 Mudança de Retorno;I8/E8 1,082 35 Mudança de Custos; I14/E14 1,083 Tabela 2 – Cálculos de modelo de Produção (Adaptado de Saari, 2006)
  45. 45. 44 DA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA A teoria utilizada é apresentada por Davis, em Productivity Accounting, de 1955. Este foi o modelo introdutório de contabilidade para produtividade, onde peca apenas por não apresentar um modelo que apresente uma função de lucratividade. De vital importância inicial é o documento apresentado por Dr. Sepo Saari (Productivity: Teory and measurement in business, 2009). O projeto utiliza ferramentais de técnicas modernas de auxílio à modelagem de gestão:  Conceitos do PMBOK ( Project Management Body of Knowledge)  Modelagem 5W2H (what, when, who, where, why, how, how much)  Ciclo PDCA ( Plan – Do – Check – Action)  Modelagem TQC de Vicente Falconi  Desdobramento de diretrizes de Hoshin Kanri  Conceitos exportados de TPM (Total Productive Maintenance)  Análise de causa e efeito e matriz SWOT (Strengths, Weakness, Opportunities and Treats)  Ferramental das famílias ISO 9000, ISO 14000, OHSAS 18000.  Modelagem Estratégica de Michael Porter  Normas regulamentadoras Brasileiras  Integração a ERP’s (Enterprise Resource Planning) Entre outras ferramentas que sejam úteis no desenvolvimento da pesquisa. A referente bibliografia sobre todos os termos deve ainda ser levantada. A teoria aplicada alterna-se entre a teoria de custos, que calcula a produtividade sobre o volume de saída, e a teoria da produtividade, que calcula sobre o volume de entrada, ambas da microeconomia. Este ponto não é significativo para o modelo em sua aplicabilidade, pois se reitera a ajustabilidade do modelo de gestão em desenvolvimento. Parte-se do pressuposto que o leitor detém alguma familiaridade com economia, qualidade e engenharia de produção.
  46. 46. 45 MARCO TEÓRICO A produtividade têm sido apresentada e discutida a partir de raízes administrativas desde 1789, entretanto é a partir de 1955 que surge o primeiro trabalho sobre como mensurar produtividade. Conceptualização e marcos teóricos de modelagem em produtividade O inicio do desenvolvimento de metodologias de medição da produtividade teve seu inicio em 1955, com a obra de H.S. Davis, intitulada Productivity Accounting. Davis sugere que a métrica da produtividade deve ser desenvolvida para que indique aumentos ou reduções na produtividade da empresa e também a distribuição dos resultados da produção entre as partes interessadas. O conceito de produtividade está relacionado estreitamente a fatores como lucratividade, eficiência, qualidade, desempenho, crescimento econômico, necessidade e toda a gama de fatores que afetam o mercado tanto coletiva como individualmente. É a produtividade que representa a capacidade de agregar valor de uma organização. A produtividade está intrinsecamente presente em toda e qualquer atividade econômica. Segundo Saari, o objetivo principal subjacente à atividade econômica é satisfazer as necessidades humanas, sendo o bem estar um adequado grau de satisfação destas mesmas necessidades. Por sua vez, estas necessidades assumem-se como o experimentar a falta de algo, seja física, mental ou emocionalmente, consciente ou inconscientemente. Toda necessidade que vença a inercia de comportamento de um ser humano gera uma atividade alvo para suprir esta necessidade. Todo processo possui como objetivo a satisfação de uma necessidade, e o grau de satisfação atingido varia consoante o desempenho deste processo em seu propósito de utilização. É característica básica do comportamento econômico o interesse de satisfazer ao máximo as necessidades com o mínimo de sacrifício, sendo esta exatamente a origem do conceito básico de produtividade. A realização entre satisfação atingida e sacrifícios realizados denota a busca incessante por eficiência. Assim a eficiência entra em foco quando existe um ponto ótimo
  47. 47. 46 entre o sacrifício para a realização do processo e o grau de satisfação do consumidor envolvido. Ambas as variáveis de sacrifício envolvido e grau de satisfação citadas anteriormente são determinadas pela percepção do consumidor. Por exemplo, variando o individuo, o preço do produto só é um sacrifício se este for relativamente alto em função do que o mesmo pode pagar; caso contrário, um indivíduo pode pagar mais caro para evitar deslocamentos ou ter um prazo de entrega menor, tidos como maior grau de satisfação. Esta relação é comumente chamada de relação custo x benefício, normalmente definida pela visão de um consumidor sobre o processo. Por consumidor entende-se um indivíduo ou organização que utiliza os resultados de determinado processo, seja produto ou serviço. A concepção básica de eficiência de um processo é a garantia de que o valor produzido é a maior que os sacrifícios exigidos. A diferença entre o valor produzido e o sacrifício exigido é chamada de valor adicional, também conhecido como Mark-up. O desempenho de um processo depende do volume de saída de resultados, de entrada de recursos e da qualidade apresentada pelo processo. Toda atividade econômica esta relacionada à produção e consumo. A produção em si trata-se de um processo de conjugação de diversos itens, materiais ou não, que combina insumos e, utilizando-se de conhecimento específico, resulta em um produto ou serviço. O conhecimento do processo, segundo Graig, é denominado tecnologia. Conceitua-se tecnologia também, pela raiz etimológica da palavra, do grego tekhnología, 'tratado ou dissertação sobre uma arte, exposição das regras de uma arte', formado a partir do radical grego tekhno- (de tékhné 'arte, artesania, indústria, ciência') e do radical grego -logía (de lógos,ou 'linguagem, proposição'); ou seja, é a união do conhecer com o como fazer. A tecnologia pode proporcionar aumentos da produtividade de alta significância, para os casos em que não necessariamente altera o produto, mas pode alterar a forma com que um produto é fabricado, gerando melhor desempenho de um processo. A produtividade, em sua forma mais simples, apresenta-se como um indicador de desempenho.
  48. 48. 47 INDICADORES As transformações experimentadas pela sociedade ao longo das últimas décadas, principalmente em ciência e tecnologia, causadoras de grande impacto nas áreas sociais, econômicas, políticas e culturais, geradoras de um acelerado processo de mudanças comportamentais na sociedade e em consequência, na dinâmica das organizações, impõe às empresas a busca e o desenvolvimento de meios de propiciar o envolvimento e comprometimento das pessoas, a facilitar o alcance a seus objetivos estratégicos. A partir desta perspectiva, as teorias de gestão também evoluíram com o estudo das várias dimensões do mercado e a adequação de modelos a este novo comportamento, sendo capazes de contribuir para a melhoria da competitividade das empresas e de seus produtos. Uma destas dimensões é a qualidade. A aplicação de conhecimentos relacionados à qualidade, tem se mostrado uma importante arma na busca de vantagens competitivas nas empresas, pois a qualidade gera redução de custos de retrabalho, de refugos, de devoluções e, principalmente, busca a satisfação dos consumidores, afetando diretamente o desempenho da empresa frente aos seus concorrentes (SLACK, et al., 1999) A crescente importância à questão da medição de desempenho é o que podemos verificar nos trabalhos de vários autores e em diretrizes das organizações internacionais e nacionais de premiação da qualidade, com a utilização de grupos de ferramentas chamadas indicadores, que podem ser definidos como funções que permitem obter informações sobre as medidas relacionadas a um produto, um processo, um sistema ou uma grandeza ao longo do tempo. Um indicador é geralmente quantitativo usado para quantificar ou operacionalizar um conceito. Portanto, uma forma de medir e avaliar determinadas tendências, contextos, andamento de ações, e praticamente qualquer objeto mensurável. Construir bons indicadores está associado a todas as áreas em que seja necessária gestão: Produção, Qualidade, Sociologia, Economia, Demografia, Geografia etc. Sem dúvida não se resume a organização, mas a processos, pertencentes ou não a uma organização.
  49. 49. 48 O caminho para a construção de indicadores começa em um fato ou evento. Sobre esse fato são levantados dados que permitem definir o indicador e gerar análises, conclusões e tomadas de decisão. A serventia dos indicadores  Transmitir as necessidades e expectativas dos clientes;  Viabilizar o desdobramento das metas do negócio;  Dar suporte à análise crítica dos resultados do negócio, às tomadas de decisão e ao replanejamento;  Contribuir para a melhoria dos processos e produtos da organização. Indicadores da qualidade, do desempenho e da produtividade Segundo a ISO-8402/94, a qualidade é a totalidade de características de uma entidade, seja um produto, atividade, processo ou organização, que lhe confere a capacidade de satisfazer as necessidades explícitas e implícitas. Sendo a qualidade julgamento do cliente, através das características da qualidade do produto, então os indicadores da qualidade sempre deverão conter a percepção do cliente. Logo, têm-se as características de indicadores destes processos:  Característica da qualidade do produto ou requisitos de cliente: algo que distingue o produto do ponto de vista do cliente;  Característica de desempenho do produto ou requisitos de desempenho do produto: algo que distingue o produto para atender às necessidades e expectativas do cliente;  Característica de desempenho do processo, ou seja, algo que distingue o processo para atender às características de desempenho do produto. Portanto, a primeira mede o grau de satisfação dos clientes, a segunda mede o desempenho dos produtos, sejam bens ou serviços e a terceira mede o desempenho dos processos. Sendo que a terceira, além do desempenho global, tem em si incluída, entre outros, os indicadores de desempenho de gerencias de apoio, de fornecedores e parceiros, da comunidade e sociedade e de todos os subprodutos e subprocessos.
  50. 50. 49 De forma geral, os indicadores da qualidade dizem respeito à eficácia e os indicadores de desempenho, que são os da produtividade e os de capacidade dizem respeito à eficiência. Eficácia: Reflete a qualidade e adaptabilidade dos produtos e serviços, ou ainda quão bem as expectativas do cliente estão sendo atendidas frente aos seus requisitos. A eficácia pode ser medida por meio dos resultados alcançados pela organização frente ao que foi planejado. Eficiência: Reflete no desempenho interno da produtividade da organização e quão bem os recursos são utilizados. As diferenças básicas dos indicadores da qualidade e do desempenho Apresenta-se a comparação no quadro abaixo: Aspectos de comparação Indicador da qualidade Indicador do desempenho Relação entre processos Aquele que recebe o produto Aquele que entrega o produto Visão e julgamento Cliente Processador ou produtor Tipo de característica Característica da qualidade ou requisito do cliente Característica do desempenho ou requisito de desempenho Tipo de medição Subjetiva Objetiva Quem faz a medição Processador ou produtor Processador ou produtor Tabela 3 – Indicadores de Qualidade x Indicadores de Desempenho Os indicadores da qualidade estão relacionados com a satisfação dos clientes. Isto porque toda medição é oportunidade para enfocar e atender as necessidades dos clientes, haja vista que conquistar qualidade é satisfazer as necessidades do cliente e tomar decisões baseadas em fatos e dados (Falconi apud SEBRAE, 1995).
  51. 51. 50 Indicadores de qualidade são aqueles que medem diretamente os desempenhos relacionados às necessidades e satisfação dos clientes, através dos quais medimos os resultados de nosso trabalho na ótica dos usuários (SEBRAE, 1995). Para melhor caracterizar os possíveis indicadores, apresentam-se abaixo as oito dimensões da qualidade: 1. Desempenho – características operacionais básicas de um produto; 2. Característica – características secundárias que suplementam o funcionamento do produto; 3. Confiabilidade – bom ou mau funcionamento de um produto ou serviço; 4. Conformidade – grau com que um produto ou serviço está de acordo com os padrões preestabelecidos; 5. Durabilidade – tempo de vida útil de um produto ou serviço; 6. Atendimento – rapidez, cortesia e facilidade do reparo; 7. Estética – aparência de um produto, o que se sente com ele, qual seu som, sabor ou cheiro; 8. Qualidade percebida – avaliação que o consumidor faz do produto ou serviço. Requisitos para geração dos indicadores  Seletivo;  Importante;  Simples e claro;  Baixo custo de obtenção e de uso;  Representativo ou abrangente;  Estável e durável;  Rastreável e acessível;  Confiável e coerente;  Comparável; Os fatores que afetam a geração dos indicadores e metas  Avaliação do ambiente interno, as forças e fraquezas, e avaliação do ambiente externo, as ameaças e oportunidades, que estabelecem os objetivos e estratégias da organização;
  52. 52. 51  Avaliação do mercado, em específico as necessidades e expectativas dos clientes, que fornecem as principais necessidades da qualidade e do desempenho;  Atendimento das necessidades da organização de nível superior;  Avaliação dos referenciais de comparação;  Necessidade de acompanhamento de processos;  Atendimento a demanda de stakeholders As fases necessárias para implantação de um sistema de indicadores As fases e algumas ações são:  Preparação: Criar cultura e clima adequados; formar equipe; estabelecer os propósitos; planejar contatos com os clientes;  Identificação das características, indicadores e metas: realizar pesquisa; traduzir necessidades e expectativas; desenvolver e desdobrar os indicadores; selecionar os mais importantes;  Sistema de informação: Identificar fontes de dados; eliminar indicadores inviáveis; desenvolver metodologias; verificar consistência do sistema;  Medição e análise de dados e resultados: coletar e processar os dados e resultados; analisar os dados e resultados; procurar reduzir o ciclo;  Uso dos dados e resultados: Analisar criticamente; tomar decisões com base nas análises; utilizar no planejamento; medir o uso dos dados e resultados;  Avaliação e melhoria: Avaliar o uso dos indicadores; aprimorar o sistema de indicadores. A essência da gestão dos indicadores Está na satisfação das pessoas, através da medição de progressos em todas as áreas do negócio, além da aplicabilidade para as decisões baseadas em fatos e dados, procurando novos desafios, valores e oportunidades. Os indicadores se relacionam diretamente com a entrega de valor ao cliente e ao desempenho global da organização, harmonizando, alinhando e melhorando os propósitos de todas as pessoas afetadas pelo negócio, de forma a facilitar a tomada de decisão e proporcionar estes benefícios.
  53. 53. 52 Devido à competitividade nos dias atuais, as empresas viram-se forçadas a implantarem soluções a problemas até então desconhecidos ou não existentes, visando à melhoria contínua de seus processos e sistema de gestão. Uma dessas soluções foi o uso de indicadores de desempenho, com devida importância aos indicadores da qualidade, por refletir diretamente o grau de satisfação do cliente, ou seja, focar o atendimento a essas necessidades e possibilitando conhecer sua atuação e a identificação clara das forças e fraquezas da organização a partir de fatos. Exemplos e sugestões de indicadores Indicadores da produtividade medem o desempenho dos diferentes processos da empresa, o esforço em fazer coisas. (SEBRAE, 1995). Segundo Slack et al. (1997), não existe possibilidade de reduzir a complexidade do desempenho de um negócio a um único indicador, há necessidade real de aplicar diversos indicadores para atingir os mais variados aspectos nos quais a estratégia de negócio se realiza. É necessário também compreender que os indicadores devem interagir com o meio e entre si para que se constituam em instrumentos eficazes de gestão. Os líderes de organizações têm a sua disposição, uma série de indicadores que podem ser adaptáveis às peculiaridades de seu ramo de negócio, e assim, fornecer uma seleta porção de informações para se decidir quais caminhos deverão ser traçados para se alcançar os objetivos da organização. Um grupo de indicadores, aqui denominado como Indicadores Globais, são flexíveis a quase todo tipo de negócio, independentemente de se tratar de uma fábrica de produtos químicos, ou um escritório de contabilidade, o seu objetivo permanece o mesmo. A seguir alguns exemplos de indicadores globais: Exemplo 1. Equação 5 – Exemplo 1 de indicador global Este Indicador permite avaliar o tempo gasto para cada produto/serviço, proporcionando uma análise de desempenho na execução dos processos. Portanto trata-se de
  54. 54. 53 um indicador de eficiência. Serve ainda para estimar a capacidade produtiva em determinado espaço de tempo. Exemplo 2. Equação 6 – Exemplo 2 de indicador global Este é um indicador de qualidade, que pode ser utilizado tanto para produtos quanto para serviços, sua aplicação mostra o índice de produtos/serviços bem sucedidos, ou seja, quantos produtos/serviços são produzidos/realizados dentro dos padrões em relação à produção total. À medida que a organização passa a monitorar os processos através de indicadores de eficiência buscam-se metas com o objetivo contínuo de melhoria. Exemplo 3. Equação 7 – Exemplo 3 de indicador global Neste caso, tem-se um indicador de não qualidade, onde se identifica o índice de produtos/serviços que não atendem as especificações em relação à produção total. Quando se trata de um processo novo na organização, este índice costuma ser elevado, mas com o passar do tempo, e com o monitoramento dos indicadores de eficiência, este índice tende a reduzir. Vale ressaltar que a meta ideal para este tipo de indicador é zero, nenhuma saída errada, nenhum produto defeituoso, nenhum serviço realizado de forma inadequada. Exemplo 4. Equação 8 – Exemplo 4 de indicador global Desde que o índice desejado seja uma meta bem definida diante a realidade da organização, este indicador pode fornecer uma excelente análise de eficiência dos processos da organização, e se aplicado em ambiente externo, pode fornecer uma excelente análise de
  55. 55. 54 eficácia da organização. Este modelo de indicador pode ser usado em diversos setores da organização, do ponto mais específico e operacional até o resultado geral da empresa, desde o número de parafusos rosqueados por minuto, até o número de carros vendidos por ano. Exemplo 5. Equação 9 – Exemplo 5 de indicador global Em alguns casos este indicador é confundido com o indicador do exemplo 4, mas a sua aplicação tem um objetivo diferente, apesar de trabalharem em paralelo. Quando os gestores definem as metas da organização, estas passam a ser o Índice Desejado, porém algumas alterações no mercado, no sistema econômico, no sistema político, entre outras mudanças às quais as organizações estão sujeitas, podem deixar claro que o Índice Desejado não será alcançado, e então, passa-se a ter como referência o Índice Previsto. Este indicador proporciona uma análise do resultado obtido em relação ao resultado previsto, sendo que este pode ser ou não o resultado desejado. Com auxílio de funções matemáticas é possível traçar curvas de tendências, onde se observa o destino da organização segundo os resultados de alguns períodos. Caso este destino não seja o desejado, é preciso analisar criticamente o que tem levado a esses resultados, e assim, implementar mudanças para alcançar ou se aproximar do ponto desejado. Este conceito também é conhecido como Curva S, e permite o acompanhamento de processos. É importante frisar que o previsto não pode ser alterado ao longo do tempo, mantendo a linha de base, ou o indicador perde sua capacidade de comparação. Exemplo 6. ou
  56. 56. 55 Equação 10 – Exemplo 6 de indicador global Estes são exemplos clássicos de indicadores para análise de eficiência de processos. Tratam da utilização dos recursos para a geração de produtos ou serviços. Exemplo 7. Equação 11 – Exemplo 7 de indicador global Este indicador, assim como os demais apresentados anteriormente, se encaixa em todo tipo de negócio, e indica que a qualidade dos produtos e serviços está relacionada com o investimento em conhecimento e tecnologia. Algumas organizações, principalmente as de pequeno porte, vindas de pequenos negócios familiares, tendem a manter uma postura conservadora, com certa resistência à gestão do conhecimento, entendendo ser um gasto a mais para a organização. Mas este indicador aplica-se a demonstrar que, se os investimentos em conhecimento e tecnologia forem feitos de forma correta, o valor agregado pela qualidade dos produtos e serviços será superior ao investimento empregado. É de suma importância ressaltar que, além da qualidade, outro fator que responde positivamente aos investimentos científicos e tecnológicos, é a eficiência dos processos, o que resulta em maior produtividade, trazendo para organização uma grande economia de recursos ao longo do tempo. Sugere-se a apresentação de outro grupo de indicadores bastante utilizado pelas organizações, porém não aplicáveis a todos os tipos de negócios. Trata-se de indicadores desenvolvidos para atender a peculiaridades de cada organização. Seguem alguns exemplos de indicadores específicos: Exemplo 1.
  57. 57. 56 Equação 12 – Exemplo 1 de indicador específico Este indicador traz características específicas, que se aplicam em determinados tipos de negócios. Pode-se exemplificar com uma empresa que tem sua produção mais intensa durante os horários de picos de energia, e com isso paga um valor alto em energia. Pode-se efetuar um investimento em geradores de energia para substituírem a fonte de energia convencional nos horários de pico. Em longo prazo, o valor do gerador será dissolvido na redução dos custos com energia.
  58. 58. 57 Exemplo 2. Equação 13 – Exemplo 2 de indicador específico A falta de investimentos em Segurança no Trabalho resulta em grandes perdas para a organização. Estas perdas são evidenciadas com a ocorrência de acidentes, imensurável quando este afeta a vida de uma pessoa. Quando a organização tem em sua cultura os valores de Segurança, Meio Ambiente e Saúde, esta opta por fazer investimento para trazer segurança em seus processos. PROBLEMAS E HIPÓTESES O modelo de Gestão da Produtividade Total aborda proporciona a separação entre produtividade financeira e produtividade operacional, garantindo assim, o correto acompanhamento dos índices da produtividade de toda a organização. O modelo apresentado por Saari é atualmente a referência mais citada e utilizada para modelos de medição da produtividade e, sem dúvida, cumpre seu papel em mensurar a produtividade de uma empresa a partir de indicadores financeiros, sendo o trabalho de melhor desempenho observado. Ainda assim, observam-se os seguintes pontos: O preço como constante É evidente a necessidade de o valor do produto permanecer o mesmo ao longo do tempo, caso contrário os preços influenciariam os valores de entrada e saída, modificando os resultados obtidos a partir do modelo apresentado. O modelo apresentado por Saari já se apresenta inovador por permitir alterações de preço e quantidades para variados períodos. Mas o modelo Saari não aborda o problema, embora seja certo que os autores o reconhecem, pois Davis em 1955 que já havia proposto que os preços sofressem alterações de cinco em cinco anos, entretanto esta modificação não é prática, pois alteram os parâmetros de cálculo nos mesmos cinco anos, gerando a necessidade de uma análise muito mais cuidadosa,
  59. 59. 58 pois apresenta resultados diferentes das análises anteriores, com risco de análises equivocadas. É necessária a separação entre a produtividade financeira e a produtividade operacional de uma organização, de forma a garantir que análises sejam realizadas de acordo com os objetivos propostos, e não apenas a partir de parâmetros financeiros. É necessário que os preços possam ser apresentados como o último valor de venda e que os índices levem estas modificações em conta, permitindo assim um correto acompanhamento dos índices da produtividade obtidos. O modelo GPT aborda este problema e propõe soluções simples com as ferramentas de tecnologia utilizadas hoje em dia, tornando prática a solução de revista de preços. A separação da organização em processos financeiros O modelo de Saari separa a empresa em processos puramente financeiros, e não possui como objetivo medir a produtividade dos processos da empresa observando seus aspetos operacionais e atividades fim. Permitir este erro é pensar que uma empresa ganha dinheiro administrando dinheiro. É necessário um modelo prático que permita a mensuração da produtividade de uma empresa a partir dos resultados de seus processos fim, mas sem permitir que este processo volte ao pensamento taylorista de produtividade, ou seja, um modelo que não leva em consideração o aspecto pessoal dos colaboradores. Um modelo com esta preocupação garante a mensuração da produtividade em qualquer tipo de organização, mesmo do terceiro setor. É proposta a divisão da empresa em duas formas de produtividade, a produtividade financeira e a produtividade operacional. Além de permitir maior precisão nas medições realizadas, garante também que problemas como mensuração de estoques seja revista, uma vez que qualquer da empresa que tenha aumentado seus estoques em quantidade significante ter seu índice da produtividade afetado segundo os modelos atuais. Este tipo de análise acaba por não permitir que estes modelos tenham aplicação prática, ainda que a produtividade seja fator determinante para o sucesso em longo prazo de qualquer empresa.
  60. 60. 59 Qualidade, segurança, meio ambiente e saúde Ainda que citada por diversos autores sobre produtividade total, a qualidade é ignorada nos modelos de mensuração da produtividade enquanto equação. É necessário que sejam medidos índices de qualidade em conjunto a produtividade da empresa. Exatamente as mesmas justificativas apresentam-se para os aspectos de segurança, meio ambiente e saúde que também afetam diretamente a produtividade da empresa. Assim como os aspectos supracitados, encontram-se os aspectos legais, que possuem grande influência no processo produtivo de produtos específicos, nomeadamente quando este põem em risco a saúde e segurança do trabalhador, ou o meio ambiente. Modelos fixos e ajustáveis Entre os modelos existentes Saari apresenta o único capaz de calcular os índices da produtividade de forma variável, onde custos e produtos podem variar ao longo do tempo. Os demais modelos fixam a estrutura de cálculo e não permitem mudanças sem que as mesmas afetem os resultados futuros sem afetar os resultados anteriores. É necessário que todos os resultados obtidos tenham a mesma linha de base, para que possam ser corretamente comparadas. Com isso não é permitida qualquer mudança de escopo no desenvolvimento das metodologias de medição da produtividade. É este um problema esperado devido à rigidez com escopos e planejamento determinado durante o período de 1965 - 1985. Entretanto, é necessário que estes modelos adaptem-se aos tempos atuais, assim como a grande velocidade que as organizações bem sucedidas devem possuir em seus processos para tornarem-se verdadeiramente competitivas. ECONOMIA DE ESCALA Este item fundamentalmente é abordado para que sejam conhecidos aspectos básicos de fenômenos que alteram a produtividade de uma organização de forma independente às ações tomadas com este fim em específico. Há alguns anos a dinâmica dos mercados consumidores mudou, verifica-se uma crescente tendência à segmentação desses mercados, com clientes mais exigentes, grande volume de informações e a concorrência cada vez mais acirrada, proporcionando maior afastamento dos tradicionais mercados de produtos padronizados baseados na produção em massa.
  61. 61. 60 O impacto deste fenômeno consiste na grande dificuldade das empresas se organizarem nos moldes do Fordismo, com a exploração das economias de escala por meio de equipamentos rígidos de produção estandardizada e em grandes lotes, diluindo no custo unitário dos produtos o alto investimento realizado. Assim, as empresas que outrora produziam bens estandardizados por meio de equipamentos rígidos e dedicados se viram obrigadas a mudarem sua estratégia, reorganizando a produção, procurando produzir bens com variedade crescente e utilizando equipamentos flexíveis e com alta tecnologia agregada. Economias de escala: definições e fatores determinantes Diz-se que há economias de escala quando o aumento do volume da produção de um bem por período reduz os seus custos. Esta redução pode se dar pela possibilidade de utilização de métodos produtivos mais automatizados ou mais avançados, mas também pode estar relacionada a ganhos em propaganda, marketing, P&D, financiamento, enfim qualquer etapa da produção e comercialização. Até recentemente a ocorrência de economias de escala de grande porte era em geral associada à produção, por meio de processos contínuos, de insumos de uso generalizado, para os quais não cabe diferenciação de produto (Possas, 1993). As economias de escala subdividem se em duas categorias básicas:  Economias internas;  Economias externas. As economias internas são aquelas que são abertas a uma única fábrica ou única firma independentemente da ação de outras firmas. Resultam de um aumento na escala de produção da firma, e não podem ser obtidas a não ser que a produção aumente. Por outro lado, as economias externas são aquelas em que um número de firmas ou indústrias tomam parte quando a escala de produção em uma indústria ou grupo de indústrias aumenta. (Cairncross, 1973).  Economias externas: Economias de concentração; o Economias de informação; o Economias de desintegração;

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