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Larissa Carvalho 
Gisvânia Santos 
Enfermagem 2ª etapa – Legislação e Ética – Prof. Polyanna Pelegrino
 Enfermeiros solicitam parecer sobre o 
procedimento de Punção da Veia 
Jugular.
 A cateterização intravascular venosa ou 
arterial tem como objetivo: 
 Infusão de soluções e/ou medicações; 
 Oferta de NPP; 
 Realização de hemodiálise; 
 Coleta de amostras hematológicas; 
 Monitorização hemodinâmica.
 Para a escolha da técnica e do vaso a 
ser puncionado e canulado, deve ser 
considerado a condição clínica do 
paciente e a indicação para cada 
caso, bem como experiência do 
executor.
 Devem ser levados em consideração 
fatores como a facilidade de inserção, as 
razões para a utilização e o menor risco de 
complicações. Onde ao esgotar-se as 
possibilidades de acesso através de vasos 
periféricos as vias de escolhas serão: 
1. Veia jugular interna, 
2. Veia subclávia 
3. Veia radial 
4. Veia jugular externa
 Punção arterial inadvertida 
(promovendo hematomas compressíveis); 
 Lesão do ducto torácico; 
 Infecção no local da punção. 
Segundo o Parecer do COREN-MG o procedimento 
pode oferecer fatores de risco como: 
1. Sangramentos; 
2. Lesão nervosa; 
3. Disfonia por lesão do nervo laríngeo; 
4. Hematomas, dentre outras complicações.
 A competência técnica e legal para o 
enfermeiro realizar a punção de veia 
jugular encontra-se amparada pelo 
Decreto 94.406/87, regulamentador da Lei 
n. 7.498/86 no seu artigo 8º. 
 Dispõe ainda a referida lei no artigo 11, 
inciso I, ser competência privativa do 
Enfermeiro cuidados de maior 
complexidade técnica que exijam 
conhecimentos de base científica e 
capacidade de tomar decisões imediatas.
Compete ao Enfermeiro a realização de punção de 
veia jugular, desde que o profissional seja dotado de 
habilidade, competência técnica e científica que 
sustentem as prerrogativas da legislação. 
Devido aos riscos não deve ser a punção de primeira 
escolha, sendo utilizado em situações de 
emergência e em consonância com o médico 
responsável pelo paciente. 
Quanto ao treinamento profissional para a punção 
de veia jugular, as instituições contratantes podem e 
devem, através de processos de educação 
continuada, promover o treinamento do profissional.
Punção de veia jugular por enfermeiro, parecer do COREN-SP - Conselho Regional de Enfermagem

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  • 1. Lucas Jardel Priscila Lima Jaqueline Marcelino Larissa Carvalho Gisvânia Santos Enfermagem 2ª etapa – Legislação e Ética – Prof. Polyanna Pelegrino
  • 2.  Enfermeiros solicitam parecer sobre o procedimento de Punção da Veia Jugular.
  • 3.  A cateterização intravascular venosa ou arterial tem como objetivo:  Infusão de soluções e/ou medicações;  Oferta de NPP;  Realização de hemodiálise;  Coleta de amostras hematológicas;  Monitorização hemodinâmica.
  • 4.
  • 5.  Para a escolha da técnica e do vaso a ser puncionado e canulado, deve ser considerado a condição clínica do paciente e a indicação para cada caso, bem como experiência do executor.
  • 6.  Devem ser levados em consideração fatores como a facilidade de inserção, as razões para a utilização e o menor risco de complicações. Onde ao esgotar-se as possibilidades de acesso através de vasos periféricos as vias de escolhas serão: 1. Veia jugular interna, 2. Veia subclávia 3. Veia radial 4. Veia jugular externa
  • 7.  Punção arterial inadvertida (promovendo hematomas compressíveis);  Lesão do ducto torácico;  Infecção no local da punção. Segundo o Parecer do COREN-MG o procedimento pode oferecer fatores de risco como: 1. Sangramentos; 2. Lesão nervosa; 3. Disfonia por lesão do nervo laríngeo; 4. Hematomas, dentre outras complicações.
  • 8.  A competência técnica e legal para o enfermeiro realizar a punção de veia jugular encontra-se amparada pelo Decreto 94.406/87, regulamentador da Lei n. 7.498/86 no seu artigo 8º.  Dispõe ainda a referida lei no artigo 11, inciso I, ser competência privativa do Enfermeiro cuidados de maior complexidade técnica que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas.
  • 9. Compete ao Enfermeiro a realização de punção de veia jugular, desde que o profissional seja dotado de habilidade, competência técnica e científica que sustentem as prerrogativas da legislação. Devido aos riscos não deve ser a punção de primeira escolha, sendo utilizado em situações de emergência e em consonância com o médico responsável pelo paciente. Quanto ao treinamento profissional para a punção de veia jugular, as instituições contratantes podem e devem, através de processos de educação continuada, promover o treinamento do profissional.