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LINHA DE CUIDADO MATERNO-
INFANTIL: PROPOSTA DE MODELO
ORIENTADOR DE SC
Débora Batista Rodrigues
Enfermeira e Coordenadora Rede Cegonha -
Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina
Qualificar a atenção às gestantes, puérperas e crianças no
sentido de prevenir a morbi-mortalidade materna e infantil é
uma prioridade nacional.
Adotar medidas destinadas a assegurar a melhoria do acesso,
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Portaria nº 1.459 de
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Institui no âmbito do
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Portaria de
Consolidação nº 3
Anexo II p. 27
Reduzir a mortalidade materna e infantil com ênfase no
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Organizar a Rede de Atenção à Saúde Materna e Infantil para
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Fomentar a implementação de um novo modelo de atenção à
saúde da mulher e à saúde da criança abrangendo o direito ao
planejamento reprodutivo, pré-natal, atenção ao parto, ao
nascimento, ao crescimento e ao desenvolvimento da criança de 0
a 24 meses.
Objetivos
1. Pré-natal;
2. Parto e nascimento;
3. Puerpério e atenção integral à saúde da criança;
4. Sistema logístico: transporte sanitário e regulação.
Componentes
A Linha de Cuidado é um conjunto de ações que se iniciam com a
captação precoce da gestante, o acompanhamento no pré-natal
com no mínimo 7 consultas, a realização dos exames
preconizados, a estratificação de risco das gestantes e das
crianças, o atendimento em ambulatório especializado para as
gestantes e crianças de risco, a garantia do parto por meio de um
sistema de vinculação ao hospital conforme o risco gestacional.
Nível de Atenção Ponto de Atenção Território Sanitário
Atenção Primária à
Saúde
Unidade de Saúde
Município
Área de
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Microárea
Núcleo Ampliado de Saúde da
Família e Comunidade
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Atenção Secundária
à Saúde
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Atenção Terciária à
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Ainda com o objetivo de reduzir a mortalidade materno-infantil
e ampliar o acesso com qualidade, é necessário que se
identifiquem os fatores de risco gestacional o mais
precocemente possível.
Dessa forma, o acolhimento com classificação de risco
pressupõe agilidade no atendimento e definição da necessidade
de cuidado e da densidade tecnológica que devem ser
ofertadas às usuárias em cada momento.
A CLASSIFICAÇÃO DE RISCO é um processo dinâmico de
identificação dos pacientes que necessitam de tratamento
imediato, de acordo com o potencial de risco, os agravos à saúde
ou o grau de sofrimento.
Atenção Primária à Saúde
• Busca ativa das gestantes e às crianças menores de dois
anos;
• Oferta de grupo de gestantes vinculado às consultas de pré-
natal para socialização de informações e dúvidas;
• Oferta de atenção à puericultura em grupo para socialização
de informações e dúvidas;
• Oferta de pré-natal em quantidade e qualidade necessárias;
• Vinculação das gestantes a serviços em que o parto ocorra
de modo seguro;
Atenção Primária à Saúde
• Encaminhamento da gestante de alto risco a outros níveis de
atenção;
• Oferta de atenção à criança até dois anos (puericultura);
• Oferta de atenção às demandas pontuais e de urgência para
gestantes e crianças durante todo o período de funcionamento
da UBS;
• Visita domiciliar aos RN e gestantes em até uma semana após o
parto;
• Avaliação do RN e puérpera na UBS de acordo com o calendário
de consultas de puericultura e nas intercorrências.
• Porta aberta para as gestantes na atenção ao parto e às
intercorrências na gestação, puerpério e com o recém-nascido;
• Garantir a visita a maternidade pela equipe de atenção
primária e as gestantes e acompanhantes;
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nascido de acordo com as boas praticas do parto e nascimento;
• Realizar a contrarreferência de gestantes, puérperas e recém
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• Incentivar o aleitamento materno;
• Notificar os casos de sífilis adquirida e congênita e demais
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• Realizar teste rápido para sífilis em todas as parturientes e
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gestante e recém nascido;
• Garantir a referência para alta complexidade de acordo com a
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Atenção Secundária à Saúde
• Realizar o cuidado intensivo neonatal progressivo incluindo
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Intermediários Canguru;
• Garantir de acordo com o Plano Regional da Rede Cegonha o
atendimento das gestantes de alto risco em ambulatório
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Atenção Terciária à Saúde
Cálculo da estimativa de gestantes
no município
O cálculo pode auxiliar o município na organização do quantitativo de
serviços para Atenção ao pré-natal e organização da rede:
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Gestantes no Município
Gestantes SUS = Diminuir o percentual de cobertura de população com plano
de saúde (Site ANS)
Deste Total:
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BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Gestação de alto risco: manual técnico 5. ed. Brasília: DF, 2012
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Gestação de alto risco: manual técnico 5. ed. Brasília: DF, 2012
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Vários fatores estão associados a
uma gestação de alto risco,
sendo muitos detectados
anteriormente a gestação, como
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podem surgir durante o processo
gestacional.
Morte materna
AY, L. et al. Global causes of maternal death: a WHO systematic analysis. Lancet Global Health, v. 2, n. 6, p. 323-33, jun. 2014.
Causas de morte materna
Quase 75% do total de mortes consistiam em:
pré-eclâmpsia e eclâmpsia (conjunto de 14%)
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Redução da mortalidade materna
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (1990 - 2015)
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Brasil: 1990 e 2015 a redução na razão de mortalidade materna foi
de 143 para 62 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos, o que
representou uma diminuição de 56%.
Santa Catarina: 30,9 óbitos por 100 mil nascidos vivos em 2015.
Cuidados de saúde adequados e um pré-natal de qualidade são
fundamentais para a redução da mortalidade materna.
BRASIL. Ministério da Saúde investe na redução da mortalidade materna, 2018.
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Evolução da taxa de mortalidade materna
no Brasil e projeção de redução
média de 3,5% aa até 2030
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Recomendações da OMS sobre cuidados pré-natais. 2016.
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laboratório a coleta automática do coombs indireto se o RH for
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Rotina de exames complementares
SEGUNDO TRIMESTRE
• Exame comum de urina e urocultura;
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• Coombs indireto se o RH for negativo;
• Toxoplasmose (se o IgG não foi reagente anteriormente).
TERCEIRO TRIMESTRE
• Hemograma;
• Glicemia em jejum;
• Coombs indireto se o RH for negativo;
• Testes rápidos para HIV, Sífilis e Hepatite B (se foram negativos no primeiro
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  • 2. LINHA DE CUIDADO MATERNO- INFANTIL: PROPOSTA DE MODELO ORIENTADOR DE SC Débora Batista Rodrigues Enfermeira e Coordenadora Rede Cegonha - Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina
  • 3. Qualificar a atenção às gestantes, puérperas e crianças no sentido de prevenir a morbi-mortalidade materna e infantil é uma prioridade nacional. Adotar medidas destinadas a assegurar a melhoria do acesso, da cobertura, da qualidade do acompanhamento pré-natal, da assistência ao parto e puerpério e da assistência à criança.
  • 4. Portaria nº 1.459 de 24/06/2011 Institui no âmbito do SUS a Rede Cegonha Portaria de Consolidação nº 3 Anexo II p. 27
  • 5. Reduzir a mortalidade materna e infantil com ênfase no componente neonatal. Organizar a Rede de Atenção à Saúde Materna e Infantil para que esta garanta acesso, acolhimento e resolutividade. Fomentar a implementação de um novo modelo de atenção à saúde da mulher e à saúde da criança abrangendo o direito ao planejamento reprodutivo, pré-natal, atenção ao parto, ao nascimento, ao crescimento e ao desenvolvimento da criança de 0 a 24 meses. Objetivos
  • 6. 1. Pré-natal; 2. Parto e nascimento; 3. Puerpério e atenção integral à saúde da criança; 4. Sistema logístico: transporte sanitário e regulação. Componentes
  • 7.
  • 8. A Linha de Cuidado é um conjunto de ações que se iniciam com a captação precoce da gestante, o acompanhamento no pré-natal com no mínimo 7 consultas, a realização dos exames preconizados, a estratificação de risco das gestantes e das crianças, o atendimento em ambulatório especializado para as gestantes e crianças de risco, a garantia do parto por meio de um sistema de vinculação ao hospital conforme o risco gestacional.
  • 9.
  • 10. Nível de Atenção Ponto de Atenção Território Sanitário Atenção Primária à Saúde Unidade de Saúde Município Área de Abrangência Microárea Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Comunidade Domicílio/Escola/Comunidade Atenção Secundária à Saúde Ambulatório de alto risco Hospital Geral, Unidade de Pronto Atendimento Região de Saúde Município Atenção Terciária à Saúde Hospital e Maternidade de referência para alto risco Macrorregião Região de Saúde
  • 11.
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 15. Ainda com o objetivo de reduzir a mortalidade materno-infantil e ampliar o acesso com qualidade, é necessário que se identifiquem os fatores de risco gestacional o mais precocemente possível. Dessa forma, o acolhimento com classificação de risco pressupõe agilidade no atendimento e definição da necessidade de cuidado e da densidade tecnológica que devem ser ofertadas às usuárias em cada momento. A CLASSIFICAÇÃO DE RISCO é um processo dinâmico de identificação dos pacientes que necessitam de tratamento imediato, de acordo com o potencial de risco, os agravos à saúde ou o grau de sofrimento.
  • 16.
  • 17. Atenção Primária à Saúde • Busca ativa das gestantes e às crianças menores de dois anos; • Oferta de grupo de gestantes vinculado às consultas de pré- natal para socialização de informações e dúvidas; • Oferta de atenção à puericultura em grupo para socialização de informações e dúvidas; • Oferta de pré-natal em quantidade e qualidade necessárias; • Vinculação das gestantes a serviços em que o parto ocorra de modo seguro;
  • 18. Atenção Primária à Saúde • Encaminhamento da gestante de alto risco a outros níveis de atenção; • Oferta de atenção à criança até dois anos (puericultura); • Oferta de atenção às demandas pontuais e de urgência para gestantes e crianças durante todo o período de funcionamento da UBS; • Visita domiciliar aos RN e gestantes em até uma semana após o parto; • Avaliação do RN e puérpera na UBS de acordo com o calendário de consultas de puericultura e nas intercorrências.
  • 19. • Porta aberta para as gestantes na atenção ao parto e às intercorrências na gestação, puerpério e com o recém-nascido; • Garantir a visita a maternidade pela equipe de atenção primária e as gestantes e acompanhantes; • Garantir acompanhante de livre de escolha da mulher em todas as etapas do atendimento; • Garantir o atendimento a gestante, puérpera e recém nascido de acordo com as boas praticas do parto e nascimento; • Realizar a contrarreferência de gestantes, puérperas e recém nascidos ao município de residência; Atenção Secundária à Saúde
  • 20. • Incentivar o aleitamento materno; • Notificar os casos de sífilis adquirida e congênita e demais agravos de notificação compulsória; • Realizar teste rápido para sífilis em todas as parturientes e atuar de acordo com o protocolo clínico no tratamento da gestante e recém nascido; • Garantir a referência para alta complexidade de acordo com a necessidade de gestantes, puérperas e recém nascidos. Atenção Secundária à Saúde
  • 21. • Realizar o cuidado intensivo neonatal progressivo incluindo atenção na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais e Unidade de Cuidados Intermediários Canguru; • Garantir de acordo com o Plano Regional da Rede Cegonha o atendimento das gestantes de alto risco em ambulatório regulado pelo SISREG. Atenção Terciária à Saúde
  • 22. Cálculo da estimativa de gestantes no município O cálculo pode auxiliar o município na organização do quantitativo de serviços para Atenção ao pré-natal e organização da rede: Nº Nascidos Vivos no município no ano anterior (SINASC) + 10% = Nº de Gestantes no Município Gestantes SUS = Diminuir o percentual de cobertura de população com plano de saúde (Site ANS) Deste Total: 15% das Gestantes = Estimativa de Gestantes de Alto Risco Gestacional 85% das Gestantes = Estimativa de Gestantes de Baixo Risco Gestacional BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Gestação de alto risco: manual técnico 5. ed. Brasília: DF, 2012
  • 23. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Gestação de alto risco: manual técnico 5. ed. Brasília: DF, 2012 Gestação de alto risco Vários fatores estão associados a uma gestação de alto risco, sendo muitos detectados anteriormente a gestação, como a história reprodutiva anterior, as condições clínicas preexistentes e ainda outras complicações que podem surgir durante o processo gestacional. Morte materna
  • 24. AY, L. et al. Global causes of maternal death: a WHO systematic analysis. Lancet Global Health, v. 2, n. 6, p. 323-33, jun. 2014. Causas de morte materna Quase 75% do total de mortes consistiam em: pré-eclâmpsia e eclâmpsia (conjunto de 14%) hemorragia grave (27%) infecções (11%)
  • 25. Redução da mortalidade materna Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (1990 - 2015) Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (2016 - 2030) Brasil: 1990 e 2015 a redução na razão de mortalidade materna foi de 143 para 62 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos, o que representou uma diminuição de 56%. Santa Catarina: 30,9 óbitos por 100 mil nascidos vivos em 2015. Cuidados de saúde adequados e um pré-natal de qualidade são fundamentais para a redução da mortalidade materna. BRASIL. Ministério da Saúde investe na redução da mortalidade materna, 2018. SIM. Sistema de Mortalidade. Painel de Monitoramento da Mortalidade Materna, 2018
  • 26. Evolução da taxa de mortalidade materna no Brasil e projeção de redução média de 3,5% aa até 2030 ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Recomendações da OMS sobre cuidados pré-natais. 2016.
  • 27. Evolução da taxa de mortalidade neonatal e infantil no Brasil e projeção para alcance das metas até 2030
  • 28. Rotina de exames complementares PRIMEIRA CONSULTA: Devem ser solicitados os seguintes exames: • Hemograma; • Tipagem sanguínea e fator RH ; • Coombs indireto se o RH for negativo (convém planejar com o laboratório a coleta automática do coombs indireto se o RH for negativo, evitando nova coleta sanguínea); Se positivo, encaminhar ao pré-natal de alto risco; • Glicemia de jejum; • Teste Rápido para Sífilis, Hepatite B e HIV. • Toxoplasmose IgG e IgM; • Exame comum de urina e urocultura; • Ultrassonografia obstétrica; • Citopatológico do Câncer de colo (se indicação clínica); • Exame de secreção vaginal (se houver indicação clínica); • Parasitológico de fezes (se houver indicação clínica); • Eletroforese de hemoglobina.
  • 29. Rotina de exames complementares SEGUNDO TRIMESTRE • Exame comum de urina e urocultura; • Testes rápidos para HIV, Sífilis e Hepatite B; • Coombs indireto se o RH for negativo; • Toxoplasmose (se o IgG não foi reagente anteriormente). TERCEIRO TRIMESTRE • Hemograma; • Glicemia em jejum; • Coombs indireto se o RH for negativo; • Testes rápidos para HIV, Sífilis e Hepatite B (se foram negativos no primeiro trimestre); • Toxoplasmose (se o IgG não foi reagente anteriormente); • Bacterioscopia de secreção vaginal.
  • 30.