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Onychophora slides

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Apresentação para seminário sobre onicóforos (disciplina Zoologia II - UFMT)

Publicada em: Meio ambiente

Onychophora slides

  1. 1. FILO ONYCHOPHORA Peripathus capensis (Peripatidae)
  2. 2. PANARTHROPODA Compreende três filos considerados grupos irmãos, intimamente relacionados por análises morfológicas e moleculares: ● Onychophora ● Tardigrada ● Arthropoda
  3. 3. O CONTEXTO DO SURGIMENTO DOS ONYCHOPHORA: O PRÉ-CAMBRIANO Lansdown Guilding foi a priemiro a descrever um onicófora vivo, em 1826. Há 605 milhões de anos, surgia a fauna ediacariana: os Porífera e os primeiros Metazoa (cnidários, poliquetos, onicóforos, braquiópodes, equinodermos e primeiros artrópodes). Xenusion espina
  4. 4. DIVERSIFICAÇÃO: O CAMBRIANO (570 MAA) Primeiros fósseis de trilobitas. Primeiros crustáceos. Primeiros foraminifera. Primeiros peixes agnatos. Aysheaia pedunculata (Cambriano Médio, Canadá) Hallucigenia sparsa
  5. 5. IRRADIAÇÃO DE ONICÓFOROS NO CAMBRIANO
  6. 6. Siberion lenaicus
  7. 7. Anomalocaris sp.
  8. 8. FILOGENIA EXTERNA São considerados um dos “elos perdidos” entre os anelídeos e os artrópodes. CARACTERÍSTICAS EM COMUM COM ANELÍDEOS: ● Segmentação (porém sem septos intersegmentares); ● A natureza carnosa e não segmentada da cabeça; ● Estrutura das mandíbulas; ● Pernas lobópodes não articuladas (na forma de lobos simples); ● Cutícula não calcificada, fina, flexível, muito permeável e não dividida em placas articuladas; ● Sistema nervoso metamérico.
  9. 9. Parapódio de um poliqueto Pernas lobopodiais de um onicóforo
  10. 10. CARACTERÍSTICAS EM COMUM COM ARTRÓPODES ● Celoma reduzido às região das gônadas (hemocele); ● Hemocele dividida em seios, incluindo seio pericárdico dorsal; ● Sistema circulatório ligado ao Bauplan hemocelomático. ● Corpo coberto com fina camada quitinosa que sofre mudas (ecdise). Onicófora sem nome do Cambriano inferior
  11. 11. FILOGENIA INTERNA ATUAL Estão distribuídos atualmente em duas famílias: ● Peripatidae: distribuição circuntropical/equatorial (México Central, Mar do Caribe, ao norte até o Himalaia, África Central, Bornéo). Presença de órgãos coxais, glândulas crurais apenas nos machos; glândulas salivares com reservatório, gonóporo localizado entre o penúltimo par de pernas. ● Peripatopsidae: distribuição circum-austral (região temperada da América do Sul, sul da África, Austrália, Nova Zelândia, Nova Guiné). Presença de glândulas crurais, gonóporos no último par de pernas e ovário com óvulo exógeno.
  12. 12. Distribuição atual das 110 espécies do filo Onychophora em duas famílias : Peripatidae e Peripatopsidae
  13. 13. Macroperipatus ohausi, membro da família Peripatidae, encontrado em Nova Iguaçu – RJ Epiperipatus diadenoproctus, membro da família Peripatidae, encontrado em Minas Gerais
  14. 14. Opisthopatus roseus, membro da família Peripatopsidae, encontrado na África do Sul.
  15. 15. Euperipatoides rowelli, membro da família Peripatopsidae, encontrado na Austrália
  16. 16. MORFOLOGIA - Superfície corpórea coberta por tubérculos em forma de papilas, cada uma coberta com diminutas escamas; - 13 a 43 pares de pernas carnosas não articuladas, que são extensões curtas e ocas da parede do corpo (lobópodes); - São dióicos e o macho é geralmente menor do que a fêmea; - Um olho na base de cada antena, cada um com uma lente quitinosa e retina relativamente bem desenvolvida.
  17. 17. Mandíbulas de Peripatus capensis Mandíbula interna Mandíbula externa
  18. 18. Os canais hemais são canais vasculares subcutâneos situados abaixo dos anéis que também podem ser importantes no funcionamento do esqueleto hidrostático. Cerdas sensoriais ou sensilas abastecem a superfície geral do corpo, especialmente os tubérculos maiores.
  19. 19. Reconstrução de Aysheaia pedunculata
  20. 20. Os muitos espiráculos estão localizados entre as faixas de tubérculos do corpo. Estas traquéias não são homólogas às dos outros artrópodes.
  21. 21. As pernas de alguns onicóforos apresentam vesículas eversíveis de parede fina que se abrem ao exterior perto dos nefridiopóros através de diminutos poros ou fendas, e que podem funcionar na tomada de umidade (como glândulas coxais de outros artrópodes), sendo evertidas pela pressão hemocelomática e puxada para dentro do corpo por músculos retratores. Anatomia generalizada de uma fêmea
  22. 22. Há um par de nefrídios em cada segmento do corpo que apresenta pernas (exceto abertura genital). Os nefridiopóros estão na base de cada perna.Internamente, os nefrídios estão conectados a um saco celomático de fundo cego (sáculo). Este conjunto é denominado “glândula segmentar”.
  23. 23. HISTÓRIA NATURAL ● Habitam lugares úmidos, debaixo de troncos ou pedregulhos, peneirando o folhiço; ● Durante a seca, abrigam-se tornam-se inativos; ● Vivem vários anos (6 em média) e realizam ecdise periodicamente (uma vez a cada duas semanas em algumas espécies); ● Quase todos são carnívoros e alimentam-se de pequenos invertebrados (caranguejos, vermes, cupins, besouros etc.); ● O jato de adesivo expelido das papilas orais e produzidas pelas glândulas de muco (consideradas nefrídios modificados) pode chegar até 30 cm). As mandíbulas são usadas para agarrar e despedaçar a presa. As secreções das glândulas salivares passam para o corpo da presa, digerindo-o parcialmente. Os tecidos da presa são engolidos semiliquefeitos.
  24. 24. “Milk shake de besouro”
  25. 25. ● Durante o acasalamento, o macho deposita espermatóforos ao acaso sobre a superfície do corpo da fêmea. Amebócitos especiais do sangue da fêmea decompõem o espermatóforo e os espermatozóides passam para o fluido hemocelomático e acabam alcançando os ovários onde ocorre a fertilização; ● Podem ser ovíparos, viviparos ou ovovivíparos; ● Todas as espécies vivíparas do Novo Mundo apresentam uma placenta que se liga à parede do oviduto (condição mais avançada); ● O desenvolvimento é sempre direto.
  26. 26. BIBLIOGRAFIA BRUSCA, R.C.; BRUSCA, G.J. Invertebrados. 2ª edição. Rio de Janeiro – RJ: Guanabara Koogan, 2007. CHAGAS-JÚNIOR, A. & COSTA, C. S. Macroperipatus ohausi: redescription and taxonomic notes on its status (Onychophora: Peripatidae) Rev. Biol. Trop. (Int. J. Trop. Biol. ISSN-0034-7744) Vol. 62 (3): 977-985, September 2014 DZIK, J. The xenusian-to-anomalocaridid transition within the lobopodians. Bollettino della Società Paleontologica Italiana, 50 (1), 2011, 65-74. Modena, 1 luglio 206115 OLIVEIRA I. S.; LACORTE, G. A.; FONSECA, C. G.; WIELOCH, A. H.; MAYER, G. (2011) Cryptic Speciation in Brazilian Epiperipatus (Onychophora: Peripatidae) Reveals an Underestimated Diversity among the Peripatid Velvet Worms. PLoS ONE 6(6): e19973. doi:10.1371/journal.pone.0019973
  27. 27. RUPPERT, E. BARNES, R.D. Zoologia de Invertebrados. 6ª edição. São Paulo: Editora Roca, 1996. STORER, T.I.; USINGER, R.L.; STEBBINS, R.C.; NYBAKKEN, J.W. Zoologia Geral, 6ª edição. São Paulo – SP: Companhia Editora Nacional, 2007. http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ album/2013/06/13/cientistas-pedem-protecao-de-animais- esquisitos.htm?mobile q

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