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02 animais como símbolos proféticos

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02 animais como símbolos proféticos

  1. 1. ANIMAIS COMO SÍMBOLOS PROFÉTICOS NO LIVRO DE DANIEL seguem quatro linhas extensas desímbolos proféticos, desde os dias do profeta até o término da históriahumana. A terceira da série encontra-se no capítulo 8, com umaexplanação do elemento tempo que se estende ate o capítulo 9. Ossímbolos principais no capítulo 8 são um carneiro com dois chifres,interpretados pelo anjo como representando o reino da Medo-Pérsia, eum bode , com um grande chifre entre os olhos, representando o bode oreino da Grécia e o grande chifre o seu primeiro rei, Alexandre o Grande.Depois de o bode ter derrubado o carneiro, seu grande chifre foiquebrado; e em seu lugar surgiram quatro chifres, representando adivisão do império de Alexandre em quatro partes. De um dos chifressaiu um outro, pequeno a princípio, porém depois excepcionalmentegrande, fazendo coisas surpreendentes numa guerra de vida e mortecontra o santuário de Deus e Seu povo. Ao introduzir sua explicação sobre os vários símbolos, o anjoadvertiu a Daniel que a compreensão completa dar-se-ia muito tempodepois. "Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo dofim" (Dan. 8:17)" "Porque esta visão se refere ao tempo determinado dofim" (v. 19). No último capítulo o anjo declara novamente: "Tu, porém,Daniel encerra as palavras e sela o livro, até o tempo do fim" (Dn. 12:4). Das passagens mencionadas e de outras relacionadas com elasaprendemos um importante princípio na interpretação das profecias.Deus jamais pretendia que o próprio profeta ou o povo dos seus diasdevessem entender a última parte de uma longa linha de símbolosproféticos. Assim é parcialmente por causa da natureza das coisas, eparcialmente por causa do propósito divino a dar essas profecias. Cada uma das quatro linhas de símbolos de Daniel, predizendo oque então era a história do mundo ainda no futuro, começa com quadrosmuito simples, particularizados; todos entretanto, tornam-segeneralizados, mais amplos no escopo, e ao avançarem, mais abstratos
  2. 2. Animais Como Símbolos Proféticos 2no seu significado. A razão é que a obra de Deus nos dias do profeta erarestrita e apenas de extensão local, centralizada nos países ao redor daparte oriental do Mediterrâneo, atualmente conhecido por OrienteMédio. A oposição organizada à obra de Deus, simbolizadaprincipalmente por animais selvagens, rapinantes, também eraparticularizada. Porém à medida que a história se expandia, primeirocomo resultado do Pentecostes, e novamente em tempos modernos comoresultado da obra das missões modernas, e da circulação da Bíblia emcerca de mil línguas e em cada país e clima, a obra de Deus hoje é globalem sua extensão. Similarmente a oposição organizada do diabo à obra deDeus o é em escala mundial. Por esta razão, os símbolos proféticos,embora comecem com quadros objetivos, individualizados, comoquadros do jardim de infância, dados mormente para propósitos deidentificação, ou para dirigir o inquiridor no trilho certo, devem assumirnecessariamente um significado, mais generalizado em nossos dias.Devem tornar-se mais abstratos no significado, porque se tornaram maisglobais em caráter. Por estas razões apenas, e não outras, o povo dos diasde Daniel não podia esperar compreender as profecias com significadodistante. Foram apontadas pela Providência para benefício e guia dopovo que ha veria de viver no tempo do fim. O propósito principal de cada uma dessas profecias de tempo foiapontar em direção do mesmo fim. A profusão de afirmações na Bíbliaindicam que Deus planeja focalizar sobre a última geração dahumanidade uma confrontação universal sobre assuntos morais básicosentre o certo e o errado, sobre a questão de obediência ou desobediênciaao Criador. Este teste final de lealdade não será apenas global emextensão, mas também deve estar relacionado com princípios mais oumenos abstratos de direito e erro. Todas as longas linhas da profeciadevem concentrar-se necessariamen te na escolha vital entre a vida e amorte, que deverá ser feita por esta última geração. Por esta razão aúltima parte das quatro linhas proféticas de Daniel tomam mais espaçodo que o conjunto das partes anteriores. É também por esta mesma razão
  3. 3. Animais Como Símbolos Proféticos 3que o livro de Apocalipse pormenoriza as últimas partes das predições deDaniel, e porque tanto espaço no livro de Apocalipse é devotado a estacrise final. Por isto não se podia esperar que o povo da antiguidadeentendesse do que será a batalha final. Tal assunto não lhes causavapreocupação. Deus deu essas predições especialmente para a últimageração. Estas profecias se referem ao tempo determinado do fim".(Daniel 8:19). Alguém afirmou que a história é a profecia lida de traz para diante.Isto pode parecer uma maneira grotesca de expressar-se, porém ambascertamente são recíprocas, exatamente duas maneiras de dizer que a mãodivina está dirigindo todos os negócios da humanidade. Ademais, aprofecia simbólica contém muita poesia, porque ela retrata nações eorganizações eclesiásticas como são vistas pelo universo observador noscéus. O capítulo sete de Daniel apresenta quatro animais simbolicos – umleão, um urso, um leopardo e um animal temível, de aspecto ecomportamento horrorosos. Estes quatro símbolos têm como paralelos osquatro metais da imagem do capítulo dois – o ouro, a prata, o cobre e oferro. Estas duas linhas paralelas representam exatamente os impériossucessivos de Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Gibboncomentou: "As imagens de ouro, prata ou cobre que podem servir pararepresentarem nações e seus reis, foram sucessivamente quebradas pelamonarquia férrea de Roma". Entretanto devemos ir ao Novo Testamento para compreendermosplenamente como os poderes da terra são vistos por Deus e os habitantesdo céu. No capítulo 12 de Apocalipse é descrito um dragão monstruoso etemível, tentando destruir o infante Cristo tão logo tenha nascido, edepois perseguido com um ódio mortal a igreja de Cristo por 1260 anos.Num outro arroubo de perseguição assassina, o dragão persegueimplacavelmente nos últimos dias os seguidores da mulher, aqueles que"guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo".(Apoc. 12:17)
  4. 4. Animais Como Símbolos Proféticos 4 Católicos e protestantes geralmente concordam que este dragãovermelho significa Roma imperial, ou Roma dos Césares. A palavragrega "dragão" aqui traduzida, significa originalmente um grande réptil,como um crocodilo ou um monstro, mas eventualmente era usado emlinguagem mitológica, provavelmente como remanescente dos velhosdinossauros, alguns dos quais tinham o cumprimento de 33m. e o pesoequivalente a oito ou dez elefantes. Na profecia, a principal característicado dragão é o emprego da força e terror contra o povo de Deus, emcontraste com o engano e astúcia sedutivo dos animais mencionados nocapítulo 13. Em apocalipse 12:9 o dragão é identificado com Satanás. Dessaexplanação divina inferimos que os demais animais simbólicos dasprofecias de Daniel e do Apocalipse representam também as várias fasesda obra nefasta de Satanás, nas quais ele usa as nações como marionetes.O maligno não aparece pessoalmente na terra, porém emprega cadaorganização humana que possa obter, afim de opor-se à obra e ao povode Deus. Deus usa uma espécie diferente de animal como símbolo de Suaobra. Através dos tempos do Velho Testamento um cordeiro ou umaovelha foram quase que invariavelmente utilizados para representarem aobra e planos de Deus para com a raça humana. E no Novo Testamento,Jesus e Seu trabalho eram representados pelo cordeiro, cujascaracterísticas peculiares são perfeita inocência, ausência completa dedefesa e que não revidava as ofensas recebidas e as iminentes. Que outracriatura vivente é exemplo tão perfeito desses traços divinos? E quãocompleto é o contraste dos símbolos proféticos escolhidos pararetratarem a Satanás e sua obra! João Batista proclamou a Jesus como "o Cordeiro que tira ospecados do mundo". No apocalipse fala-se aproximadamente duas dúziasde vezes a respeito de Cristo que subiu ao céu e foi glorificado. Daí nãoexistir nenhuma dúvida a respeito da escolha divina deste animal comosímbolo. De acordo com o que foi dito deve entender-se que os outros
  5. 5. Animais Como Símbolos Proféticos 5animais usados na profecia devem contrastar-se claramente com osímbolo divinamente escolhido para representar a Cristo e sua obra emprol da raça humana: o Cordeiro. Três outros símbolos em forma de animal são encontrados nasegunda metade do Apocalipse: dois no capítulo 13 e o terceiro nocapítulo 17. Aqui eles são apenas mencionados; e em capítulossubsequentes lhes daremos consideração mais completa. O primeiro símbolo do capítulo 13 é um animal com sete cabeças edez chifres que emerge do mar. Ele é assim descrito: tem corpo deleopardo, os pés como de urso e boca de leão – aqui são mencionados ossímbolos de Daniel cap. 7 em ordem inversa. Daniel estavacontemplando os acontecimentos avançando para o futuro, porém Joãocontemplou-os estando eles já no passado. Os poderes representadospelo leopardo, urso e o leão já haviam passado para a história; e esteanimal bravio que surgiu do mar, parece corresponder ao quarto animalda visão de Daniel, a besta não descrita, com grandes dentes de ferro,cuja ferocidade e crueldade é além de qualquer descrição. Entretanto, ospormenores subsequentes no que se refere à besta de Apocalipse 13,indicam que corresponde mais precisamente ao chifre arrogante eblasfemo, que subiu no animal amorfo de Daniel. Ambos sombolizamRoma papal, e cada um é chamado de anticristo, termo que se temutilizado por conveniência em nossas referências a ela. Este animal semelhante ao leopardo, o anticristo, move uma guerrablasfema contra Deus por quarenta e dois meses, período que também échamado em profecias paralelas de os 1260 dias, estendendo-se de 538 a1798 AD., período cujas datas são tão bem estabelecidas em estudosproféticos, que não requerem discussão adicional aqui. No verso 3 é mencionado um ponto importante a res peito doanimal semelhante ao leopardo com sete cabeças e 10 chifres: "Então viuma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foicurada; e toda a terra se ma ravilhou, seguindo a besta". Os incidentesaqui mencionados requerem atenção especial. Posteriormente tentaremos
  6. 6. Animais Como Símbolos Proféticos 6provar que o período entre a inflição da ferida mortal e sua curacorresponde aos tempos modernos, e é o período chamado no livro deDaniel como o "tempo do fim". Desde que se menciona a ferida mortal esua cura na mesma frase, muitos concluíram que ambos os eventos sesucedem rapidamente. Em vez disto, um século e meio decorreram desdeque a ferida foi infligida, e não sabemos quanto tempo está envolvido,porque ela não está completamente curada. O segundo símbolo de Apocalipse 13 é uma besta de dois chifressurgida da terra, que aparece quando a besta precedente (semelhante aoleopardo) vai ao cativeiro ou recebe a ferida mortal. Esta besta de doischifres é de início meiga e gentil, porque possui dois chifres "parecendocordeiro". Porém ela tem uma mudança radical e finalmente "fala comodragão". No capítulo 20 ela é chamada "o falso profeta", termo usado emduas outras passagens, Apocalipse 16:13 e 19:20. É descrito comoagindo qual deputado ou parceiro da besta semelhante ao leopardo, apósa recuperação desta da ferida mortal, ou seja do abalo mortal.Finalmente, ambas são lançadas vivas no primeiro lago de fogo porocasião da segunda vinda de Cristo (Apoc. 19:20), prova de que ambasexistirão até o término da história humana. O segundo lago de fogo édescrito em Apoc. 20:10, e tem relação clara com o fim do milênio. (vejaSDABC, VII, pp. 875/6). Agora, um profeta, verdadeiro ou falso, é um oficial religioso, e nãocivil. No conflito entre o bem e o mal, o elemento religioso é geralmentemais importante do que o secular. Visto pretendermos estudar mais tardeeste assunto com mais pormenores, aqui é necessário compreendermosque a influência enganadora desse falso profeta será mundial, porqueuma advertência divina foi dada no capítulo 14, endereçada a "cadanação, e tribo, e língua e povo". Sua influência religiosa deve serdiferente do catolicismo romano, representado pela besta semelhante aoleopardo. Obviamente deve tratar-se de algum aspecto doprotestantismo. E desde que a influência é má e não boa, deve ser umaspecto apostatado do protestantismo. O que foi intitulado de
  7. 7. Animais Como Símbolos Proféticos 7"americanização da religião, deve ser exatamente isto, e os EstadosUnidos são seu perfeito representante. Isto porém, é futuro. No seu estágio primitivo, dois chifressemelhantes aos do cordeiro indicam que a é meiga e inofensiva.Liberdade civil e religiosa, tão característicos na América, são muiapropriadamente representados pelos chifres do cordeiro dessa criatura.Estes certamente indicam que nesse estágio de sua carreira o animal dedois chifres é bom e não mau. Mas, como preconizou meu bom amigoFrank L. Chaney, a boa fase inicial, é aqui mencionada apenas compropósitos introdutórios, a fim de colocar-nos na trilha certa. Tudo o queem seguida é afirmado a respeito desse falso profeta, tem que ver comseu caráter posterior, quando ele engana o mundo inteiro e afinal falacomo dragão. As sete cabeças do leopardo representam as sete tentativas deSatanás, mais ou menos bem sucedidas para assumir o controle dogoverno deste mundo. Tais tentativas podem ser interpretadas comotendo início com o primeiro império babilônico do tempo de Ninrode,logo após o incidente da torre de babel e que junto com o segundoimpério babilônico do tempo de Nabucodonosor e de Daniel constituema primeira das sete cabeças. Seguiram-se-lhe a Medo-Pérsia, Grécia eRoma imperial, perfazendo quatro cabeças. Roma papal foi a quinta.Esses completam cinco cabeças que, de acordo com o anjo, haviam caídopor ocasião da inflição da ferida mortal, ou a era presente.Determinaremos que poder mundial é representado pela sexta cabaça,que de acordo com o anjo, existia então. Alguns crêem que a cabeça nº 7é a imagem da besta, que o povo é induzido a fazer, e que a de número 8é o papado rejuvenescido, sendo exatamente um dos sete, ou a quintacabeça ressurgida para continuar vivendo. Ou o número 8 significa oaparecimento de Satanás em pessoa, ponto de vista sustentado pormuitos. Esses pontos serão considerados posteriormente com maispormenores.
  8. 8. Animais Como Símbolos Proféticos 8 Um símbolo mais precisa ser incluído neste esboço: a combinaçãoespetacular da mulher embriagada e a besta escarlate, mencionada emApoc. 17. É muito estranho que este capítulo pareça ser o último a serclaramente compreendido, embora, quando corretamente interpretado,prove ser um dos mais importantes e que entre todas as outras profeciasseja o que ilumine melhor. Desde que todos, o dragão, a besta semelhante ao leopardo, e abesta escarlate tem as mesmas sete cabeças e dez chifres, parece razoávelque estejam em relação íntima quanto ao significado e que sejam mesmoidênticos de alguma maneira. Mas as especificações variadas a respeitodos chifres e cabeças tem alto valor informativo. E essas variaçõespoderão ser tomadas como indicativas de que as três bestas simbólicasrepresentam na sua essência os mesmos poderes da terra, anticristãos einspirados pelo diabo, porém em períodos diferentes da história domundo. O dragão tem as coroas sobre as cabeças; este é um símbologeneralizado, aplicável a toda a história da humanidade, porémrepresenta de maneira mais típica o terror e a força bruta da Romaimperial e pagã. O leopardo tem dez coroas sobre os chifres e significade maneira especial o longo período de 1260 anos, durante o qual muitasnações da Europa Ocidental estavam sob domínio do papado. Sobre osdez chifres da besta escarlate de Apoc. 17 não há coroas, o que parecesugerir que esta visão se aplica a um período posterior, após os dezchifres terem cessado de executar os reclamos do papado, conclusão aque nos leva a afirmação de que estes dez reis "ainda não receberamreino", ou o poder para oprimirem ou dominarem sobre a mente e a vidados homens; "mas recebem autoridade como reis, com a besta, duranteuma hora". (Apoc. 17:12) Em outras palavras, na época a opressão eperseguição haviam cessado, porém estas recrudesceriam junto com opoder da besta do poço do abismo. E como é acurada a descrição dosnossos dias quando o poder de perseguição tem sido inativo por cerca dedois séculos, ao mesmo tempo em que os sinais ominosos do
  9. 9. Animais Como Símbolos Proféticos 9restabelecimento da intolerância são visíveis a todos!! As diferenças comrespeito às coroas sugerem que os mesmos poderes, inspirados pelodiabo e anti-cristãos se exibem em diferentes fases da história. De muitas outras maneiras é indicado o fato de que a mulherembriagada sobre a besta escarlate significa o período da históriapróximo do fim. É um dos anjos com as sete últimas pragas que dá estavisão a João, e estas serão derramadas um pouco antes do segundoadvento. Por outro lado, o fato de a mulher e a besta serem distintas,leva-nos a concluir que o tempo aqui representado é aquele em que omundo em geral aprendeu a encarar a igreja e o poder civil separados umdo outro. Esta distinção intelectual e mesmo no sentido prático surgiuapenas em tempos modernos, ou seja, no tempo do fim. Ademais, é bemprovável que o fato de a mulher e a besta terem sido mostradas aoprofeta no deserto (v. 3) indica que ambas, a mulher e a besta estão tendouma experiência de "reclusão, durante o tempo da ferida mortal doleopardo. (Apoc. 13:3). Tal fato representa os tempos modernos, os doisúltimos séculos em que foi retirado de Roma o poder de queimar"heréticos". Quão constantes têm sido suas lamentações nostálgicas, deque ela está sendo impedida no seu direito divino de reger o mundo,como costumava fazer. Este é o seu período de viuvez (Apoc. 18:7), queela espera tenha logo passado. É sua experiência "no deserto". Sendo que este é apenas um esboço preliminar do que serápormenorizado em páginas subseqüentes, não farei agora umaexplanação completa dos símbolos do cap. 17. É claro todavia, o sentidogeral. A mulher embriagada, chamada "Babilônia, a Grande", quer dizermuito mais do que a Igreja Católica. Ela representa o estilo diabólico defalsa religião em todos os tempos, desde a primeira união de governocivil e religioso sob Ninrode, até o poder romano, ressurgido erestabelecido durante os últimos dias da história da humanidade. A bestaescarlate que lhe serve de montaria, simboliza o governo civilengendrado pelo diabo durante o mesmo espaço de tempo.
  10. 10. Animais Como Símbolos Proféticos 10 Entretanto, como afirmado linhas atrás, a época exata em que oapóstolo viu a besta e seu cavaleiro, é nosso tempo, o tempo do fim e nãoo dos imperadores romanos. Tal ponto de vista sobre o tempo, fornece-nos a chave para abrir oparadoxo, a contradição aparentemente total entre os vs. 8 e 10. Noprimeiro o anjo explica que a besta "era e não é e está para emergir doabismo", enquanto no segundo falou-se a João concernente às setecabeças ou reis, "dos quais cinco caíram, um existe e o outro ainda nãochegou" (v. 10). Em outras palavras, o nº 6 das sete cabeças, reina nomesmo tempo em que a besta "que não é" está fora de ação. A prova deque o ponto de vista acerca do tempo é o mesmo em ambos os versos,encontra-se no fato de que as duas explicações são dadas pelo mesmoanjo, no mesmo contexto e a respeito dos mesmos símbolos. Em ambosos versos são empregados todos os três tempos: passado, presente efuturo. Como veremos mais tarde porém, tal paradoxo é resolvido comfacilidade, quando localizamos a época correta da história da qual oapóstolo tem a visao. Encontramos ainda uma prova adicional na parte última dessecapítulo de que o tempo aqui referido é o final da história humana: osdez reis têm um só pensamento e concordam em dar à besta o seu poderreal. Ellen G. White o aplica à confederação das últimas horas do tempo,quando o dragão, a besta e o falso profeta se unirão contra o Rei dos reis,e Senhor dos senhores, por ocasião da crise final da história humana.(Ver Manuscrito, 24, 1891). Isto será explicado mais tarde. Temos assim uma interpretação consistente e bem razoável de todoo capítulo 17 de Apocalipse. Ele como um todo pertence exatamente aolugar onde o encontramos, em relação ao que antecede como ao quesucede. Seu cenário – o fim do fim, a última parte do tempo do fim. E oclímax do capítulo lida com o clímax da história da humanidade, quandotodos os poderes da terra invertem o estado de fragmentação e separação,de que fala a visão de Daniel 2, no qual foi predito que as divisões do
  11. 11. Animais Como Símbolos Proféticos 11império romano não se ligariam, da mesma maneira que o ferro não semistura com o barro. Porém, nas horas finais do tempo esse princípio de fragmentaçãoiniciado por Deus em Babel, com vistas à proteção ao seu povo e aobloqueio parcial dos planos de Satanás, é revertido; e por uma breve horaprofética "Removeu-se a restrição que estivera sobre os ímpios, eSatanás tem domínio completo sobre os que finalmente se encontramimpenitentes" (GC 614). Todos têm "um só pensamento", e concordamem unir-se contra Deus e seu povo. "Pelejarão eles contra o Cordeiro e ocordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos Senhores e o Rei dos Reis".Apoc. 17:14.

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