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Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13                          27  38 Pirenne, A History of Europe. From the Invasions...
Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13                      28  60 Froom, The Prophetic Faith of Our Fathers, t. 2, p. ...
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  • Muito bom, mas gostaria de alguns palpites para o começo dos 1.260 dias/anos, quais são afinal o pensamento dos adeptos dessa boa teoria, afinal eu tb acredito que poderá ser dessa forma a interpretação.

    marcoscouto12@homail.com
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20 compreendendo os ''1260 dias'' em apoc. 11-13

  1. 1. COMPREENDENDO OS "1.260 DIAS" EM APOCALIPSE 11-13 João usa 3 símbolos de tempo ("dias", "meses", "tempos" ) emApocalipse 11-13 para designar o período quando seria pisada a cidadesanta, o tempo das duas testemunhas, da mulher no deserto, e do domínioda besta. Usa a frase "42 meses", "1.260 dias" e "um tempo, e tempos emetade de um tempo", como termos sinônimos que servem como elosvitais entre Apocalipse 11, 12 e 13. É útil fazer uma comparação de doisversículos paralelos de Apocalipse 12: APOCALIPSE 12:6 APOCALIPSE 12:14"A mulher, porém, fugiu para o "E foram dadas à mulher as duasdeserto, onde lhe havia Deus asas da grande águia, para quepreparado lugar para que nele a voasse até ao deserto, ao seu lugar,sustentem durante mil duzentos e aí onde é sustentada durante umsessenta dias". tempo, tempos e metade de um tempo". Apocalipse 12:6 e 14 descrevem ao que parece a mesma mulher e omesmo tempo de perseguição, com símbolos ligeiramente diferentes.Estas diferenças estilísticas são significativas, porque proporcionam aoportunidade de combinar uma gama mais ampla de modelos do AntigoTestamento, o que não só enriquece o significado teológico da igrejacristã, mas também proclama a continuidade da fidelidade de Deus a seupovo do novo pacto. Da mesma maneira que Jeová tinha "levado" aIsrael sobre "asas de águia" do Egito e os trouxe a ele (Êxo. 19:4), assimDeus dá à sua igreja "as duas asas da grande águia" para voar a um lugarseguro (Apoc. 12:14). O fato de que o símbolo de tempo de "1.260 dias"e seus equivalentes nos são dados 7 vezes (2 em Dan. e 5 no Apoc.)indica que é um período de importância crucial.
  2. 2. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 2 A pergunta é a seguinte: De onde vem este símbolo apocalíptico? Afrase "um tempo, e tempos e metade de um tempo" em Apocalipse 12:14é tomada diretamente de Daniel 7:25 e 12:7, como geralmente sereconhece. Mas poucos comentadores conectam Apocalipse 12 à sua raizprincipal em Daniel 7. Porém, aqui jaz a chave secreta para descobrir os3 ½ tempos proféticos em sua relação com o "chifre pequeno" da quartabesta de Daniel. O Erro de Separar o Símbolo de Tempo de seu Contexto Alguns expositores apelam à tradição judia que usa o termo "3 anose meio" como um modismo para um "longo tempo" indefinido ou para"muitos dias".1 O termo aparece ali para expressar "a metade de umseptênio" ou, como dizem outros, "a metade de uma década" semnenhuma outra precisão. As passagens do Lucas 4:25 e Tiago 5:17 sãointeressantes, porque neles a frase "três anos e meio" usa-se para o tempoda seca nos dias de Elias, enquanto que em 1 Reis 18:1 só declara quedurou "muitos dias" e que a seca terminaria "no terceiro ano". Esta designação de tempo pode significar um mínimo de 14 ou 18meses, segundo a tradição rabínica,2 ou possivelmente 3 anos. O fato deque tanto Jesus (Luc. 4:25) como Tiago (5:17) falam deste período como"três anos e meio" poderia ser uma adaptação do modismo popular emseu tempo. Entretanto, um documento rabínico dá a leitura de "três anose meio".3 Enquanto que se pode reconhecer a tensão dentro do conteúdodo Antigo Testamento e do Novo Testamento com respeito ao tempo deprova real da seca profetizada por Elias, tudo isto se distingue dadesignação do tempo nas profecias de Daniel e Apocalipse. Aqui oprincípio guiador não é o modismo, a não ser o contexto imediato e ocontexto remoto da profecia. O livro de Daniel proporciona a fonte e a localização dos "3 ½tempos" dentro da história das salvação. O falhar em situar os 3 ½
  3. 3. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 3tempos proféticos adequadamente dentro do tempo contínuo de Daniel 7,ignora a convocação ordenada deste período de tempo na história. ComoDaniel 7 aplica a quarta besta simbólica ao quarto império mundial, ouRoma Imperial, o "chifre pequeno" que cresceu desta besta não poderepresentar ao rei selêucida Antíoco IV que perseguiu os judeus eprofanou o templo desde dezembro do ano 167 a.C. até dezembro do 164a.C. (1 Macabeus 1:41-61; 2 Mac. 10:5). Induz a engano afirmar que otempo simbólico de Daniel de 3 ½ tempos "levantou-se durante aabominação do Antíoco Epifanes" conforme afirma Ezell,4 já que aprofanação do templo durou exatamente 3 anos (2 Mac. 10:5) e não"quase exatamente 3 ½ anos". Semelhantes conjeturas com respeito àfrase de tempo que Daniel emprega falham porque separam o símbolo dotempo de seu marco original dentro de Daniel 7. Aplicações Futuristas dos 1.260 dias G. Ch. Aalders, um erudito holandês do Antigo Testamento, estavaconvencido de que os 3 ½ tempos de Daniel 7 devem conectar-se com oreinado do anticristo, que ele viu levantar-se da quarta besta como oImpério Romano. Rechaçou os "esforços" de alguns que aplicavam adesignação de anticristo ao papado ou à lei romana (como formas decontinuação do Império Romano) como "cerâmica sem valor".5 Aalderstambém considerou intranscendente esperar algum "reaparecimentoreavivado" do Império Romano no tempo do fim. O anticristo, afirmouAalders, obterá um desdobramento espantoso de poder político nomundo cultural do futuro. Tratará de assumir a soberania do mundo daprópria mão de Deus ao mudar os "tempos e a lei" (Dan. 7:25; cf. 2:21).Isto significa que o anticristo tem o propósito de proscrever todos osfundamentos cristãos e "tirar todo elemento religioso" do mundocultural, "no espírito que motivou a Revolução Francesa" ou os governos
  4. 4. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 4comunistas ateus. 6 Dessa maneira Aalders identificou o anticristo comalgum governante político ateu do futuro. Com respeito ao "tempo, e tempos e meio tempo" de Daniel 7:25,Aalders interpretou esta frase para dizer que a opressão dos crentescristãos ocorrerá em 3 etapas: (1) Primeiro um período de perseguiçãoem aumento; (2) depois, um período de opressão mais longo eintensificado; e (3) finalmente, um breve período de perseguição queserá abreviado abruptamente por Deus por causa de seus escolhidos(referindo-se ao Mat. 24:22). Projetou esses "tempos" do anticristo, quenão são exatos, ao futuro distante, atribuindo um intervalo surpreendentede tempo de mais de 1.500 anos (da queda de Roma até nossos dias) naera da igreja. Por outro lado, reconheceu que o futuro reino do anticristoestá ampliado adicionalmente por Paulo em 2 Tessalonicenses 2:4 etambém em Apocalipse 13:5 e 6.7 O erudito norte-americano do Antigo Testamento, Edward J.Young, explicou Daniel 7 em uma forma similar a de Aalders. Resumiudizendo: "Dessa forma, em um quadro notável, dá-se todo o curso dahistória da aparição do Império Romano histórico até o fim do governohumano".8 Interpretou os "10 chifres" da quarta besta de Daniel 7 comoos reinos (10 é "o número da totalidade") que "surgem historicamente doantigo Império Romano... A Europa moderna pode, em um sentido muitolegítimo, ter surgido de Roma".9 Mas Young projeta o anticristo (odécimo primeiro chifre) ao futuro indefinido, quando "tratará dedesgastar (consumir, afligir, humilhar) os santos do Altíssimo". "Essatirania durará um período definido, um tempo e tempos e a metade deum tempo".10 Young rechaça a crença dispensacionalista de que os 3 ½ anos ou1.260 dias devem equiparar-se com a última meia semana das 70semanas de Daniel, o período da grande tribulação. Declara que a frasede tempo do Daniel "é em si mesmo uma expressão cronológicaindefinida".11 Conclui dizendo: "Este período, um tempo, e tempos, e a
  5. 5. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 5metade de um tempo, aparentemente representa um período de prova ejuízo que será abreviado por causa dos escolhidos de Deus (cf. Mat.24:22)".12 Tanto Young como Aalders projetam o anticristoexclusivamente na fase final do futuro da era da igreja. É curioso observar que o reformador João Calvino em suaspopulares Conferencias sobre Daniel de 1561,13 sugeriu que essa frasede tempo do Daniel 7:25 indicava 3 fases: Primeiro, um período de umtempo "algo assim como 10 anos"; depois tempos, "algo semelhante a 50ou 100 anos", e finalmente "meio tempo", como uma indicação de queDeus coloca um limite repentino à grande aflição. Refere-se a Jesus, quehavia predito um encurtamento da tribulação em Mateus 24:22.Entretanto, Calvino aplicou todos os chifres da besta do Daniel 7 a váriosimperadores do Império Romano (como Júlio César, Nero e Trajano). Em seu Commentary on Daniel, o dispensacionalista Leão J. Wooddeclara que "o fato de que esta besta tinha 10 chifres significa que antesdesta indicação deve reconhecer-se a existência de um grande intervalode tempo".14 Wood apóia este intervalo de tempo tão tremendo sobre ahipótese errônea de que os 10 chifres ("10 reis contemporâneos") devemser parte de um Império Romano reavivado do futuro, "pode ser umaconfederação de estados europeus", com Roma como sua cidadeprincipal.15 Só então, diz Wood, o décimo primeiro chifre, como "afalsificação de Satanás do soberano mundial", começará a perseguir osjudeus (que são os santos de Deus) por 3 ½ anos literais,16 período detribulação que é idêntico à metade do período de 7 anos da tribulaçãofinal de Daniel 9:26 e 27. Esta opinião apenas repete a que aparece naNew Scofield Reference Bible [A Nova Bíblia de referência Scofield],páginas 909 e 1362. O ponto de vista dispensacionalista estádeterminado por um literalismo estrito de todos os símbolos de tempoproféticos a pesar do fato de que estes símbolos estão unidos a imagenssimbólicas (Dan. 7; Apoc. 11-13). Também, a teoria do intervalo do
  6. 6. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 6futurismo está em conflito com o contínuo-histórico descrito em Daniel2 e 7. Abrangem os 1.260 dias Toda a Era Cristã? Nas últimas décadas, ganhou apoio uma nova interpretação dos"1.260 dias". Afirma que por meio desta frase de tempo, João pretendeu"representar a experiência do deserto espiritual da igreja durante operíodo entre a ressurreição e a volta de Cristo".17 Este erudito batistasustenta que João escolheu dar uma forma nova à designação do tempode Daniel como 42 meses e 1.260 dias para simbolizar o tempo que osfilhos de Israel estiveram no deserto durante 42 anos. "Os novos filhos deIsrael experimentarão sua peregrinação como peregrinos por um períodopitorescamente simbolizado como 42 meses".18 Ele se refere aApocalipse 12:6 e 14. Mas o Antigo Testamento nunca menciona 42 anos para aexperiência de Israel no deserto; só fala de 40 anos. Lemos que desde osegundo mês de sua partida do Egito, "comeram os filhos de Israel manáquarenta anos, até que chegaram a terra habitada; maná comeram até quechegaram aos limites da terra de Canaã" (Êxo. 16:35; cf. Deut. 2:7;8:2-4; 29:5; Nee. 9:21; Sal. 95:10; At. 7:36). Em nenhum lugar da Bíbliase estiram estes 40 anos a 42. Além disso, Daniel e Apocalipse nãoconectam os 3 ½ tempos proféticos com a idade messiânica ou com a erada igreja como tal, e sim somente com o reinado de terror do anticristo(Dan. 7:24, 25; Apoc. 13:5-8), conexão exegética que foi reconhecidapelo expositor batista George R. Beasley-Murray. Raciocina que asfrases de tempo em Apocalipse 12 não devem ser separadas de seucontexto em Apocalipse 13, porque... "...faz violência à intenção de João. Os três anos e meio são o tempoda cólera do anticristo (13:5), e portanto da exposição da igreja a seus
  7. 7. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 7intentos de esmagar sua existência (11:1 e seguintes; 3-13). Isto nãocaracteriza o período da igreja- entre a ascensão e a parousia de Cristo".19 Como se mostrou antes, o apóstolo Paulo em 2 Tessalonicenses 2colocou o anticristo profetizado no futuro, de fato, depois dodesaparecimento do Império Romano (ver o cap. VII desta obra). Porconseguinte, os 3 ½ anos não podem aplicar-se às perseguições de algunsimperadores romanos como Nero, Domiciano, Décio e Diocleciano. Ostempos daniélicos de perseguição estão entrelaçados exclusivamentecom o reinado do anticristo (Dan. 7:24, 25). E enquanto que osperseguidores históricos do povo de Deus, como Nabucodonosor,Antíoco IV, Nero e outros, podem ser considerados como representantesdos tempos opressores dos gentios, podem considerar-se só comoprotótipos ou precursores do anticristo predito na profecia. O que se denomina "tempos dos gentios" (em Luc. 21:24) pode serconsiderado como se abrangesse todo o período da supremacia hostilsobre o povo do pacto de Deus que termina só com a libertação porocasião da segunda vinda de Cristo. Mas os 3 ½ anos do Daniel ou os1.260 dias de João constituem uma parte restringida desses tempos geraisde sujeição política, o período específico da supremacia do anticristobíblico sobre os santos de Deus. E porque o reinado do anticristo não seestende sobre toda a era cristã, de igual maneira os 1.260 dias nãocompreendem toda a era cristã. Os "3 ½ tempos" Dentro de seu Contexto de Daniel 7 Em Daniel 7 os 3 ½ tempos estão conectados exclusivamente ao"chifre pequeno", quer dizer, o décimo primeiro chifre que surgiugradualmente da quarta besta. O Apocalipse continua aplicando os 3 ½tempos proféticos e seus símbolos equivalentes de "42 meses" e "1.260dias" ao anticristo, representado como a besta que sobe do mar deApocalipse 13:1-8.
  8. 8. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 8 Durante a idade apostólica, o anticristo não se desenvolveuplenamente como declarou o apóstolo Paulo em 2 Tessalonicenses 2. Atéo ancião apóstolo João declarou que o anticristo profetizado ainda estavano futuro (em 1 João 2:18). Por outro lado, advertiram a igreja a respeitoda certeza de sua vinda durante a era da igreja (At. 20:29, 30; 2 Tes.2:3-8; Apoc. 13). É notável que o pai da igreja, Tertuliano (por volta de200 d.C.) ensinou que o anticristo predito (de Daniel) não era o ImpérioRomano mas sim se levantaria depois do desaparecimento de Roma pagãe depois se sentaria na igreja. Tertuliano interpretou 2 Tessalonicenses 2afirmando que a existência presente do Império Romano retardava osurgimento do anticristo. Escreveu com respeito ao que "o freia" (2 Tes.2:7, 8, NBE): "Qual é o obstáculo aqui, a não ser o Estado romano, aqueda do qual, ao ser dividido no reino introduzirá ao anticristo sobre(ruínas próprias)?"20 Também o respeitado comentário de Daniel porJerônimo (347-420 D.C.) ratificou a posição corrente na igreja cristã, deque em Daniel 7 se descreve o anticristo como o décimo primeiro rei,que se levantará só quando o Império Romano seja destruído e 10 reinosse repartirem entre eles o mundo romano.21 Inclusive Agostinho no ano 413 recomendou o comentário "erudito"sobre Daniel de Jerônimo para a compreensão de Daniel 7.22 Tertulianoe Jerônimo chegaram a esta interpretação só porque foram a Daniel 7como a raiz principal de todas as profecias do anticristo. O métodofundamental de decifrar os símbolos apocalípticos do Apocalipse,rastreando sua origem nas profecias esboçadas no Daniel, deve sertambém respeitado para decifrar os símbolos de tempo de Apocalipse 11a 13. Se se consultar Daniel 7 como a raiz principal do Apocalipse,saberemos que o "chifre" anticristão surgiria para perseguir os santos deDeus por 3 ½ tempos só depois que os "10 chifres" dividissem o ImpérioRomano do Ocidente. Esta divisão histórica se levou a cabo durante 100anos, até que no ano 476 o último imperador do Império RomanoOcidental, Rômulo Augústulo, foi destronado. Pelo esboço apocalíptico
  9. 9. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 9de Paulo em 2 Tessalonicenses 2 sabemos que não deve dar-se porsentado nenhum intervalo interminável de tempo para que ocorresse olivre desenvolvimento do anticristo e seu reino (ver seu estudo no cap.VII desta obra, a seção "O momento histórico exato do anticristosegundo Paulo"). A besta simbólica que sobe do mar de Apocalipse 13 incorpora emsi mesmo as 4 bestas do Daniel 7. Além disso, os nomes de blasfêmiasobre suas cabeças (Apoc. 13:1) correspondem-se com as marcas dochifre pequeno de Daniel 7. Também os tempos de sua autoridade,"quarenta e dois meses" (Apoc. 13:5), correspondem-se com os 3 ½tempos do chifre pequeno de Daniel (Dan. 7:25), símbolo de tempoprofético que desta maneira está unido ao anticristo que se levantaria nocenário mundial quando Roma Imperial chegasse a seu fim no Ocidente,quer dizer, depois do ano 476 d.C. Entretanto, o anticristo aindarepresenta o Império Romano e seu espírito de perseguição. Ronald S.Wallace, um erudito bíblico em Escócia, reconheceu que, se a quartabesta de Daniel 7 representa o Império Romano, "o chifre pequeno serefere então a algum grande perseguidor anticristão da igreja verdadeiraque se levanta na era cristã e dentro da civilização criada pelo ImpérioRomano. Isto encaixaria primorosamente com a interpretação dada peloapóstolo Paulo e o livro do Apocalipse (cf. Apoc. 13)".23 O Surgimento da Igreja-Estado Durante o Império Romano Durante os primeiros 300 anos de cristianismo, os cristãos foramproscritos porque os imperadores romanos em seu ofício como PontifexMaximus (supremo pontífice) protegiam a religião do Estado por causada unidade civil na sociedade romana. "Calcula-se que três milhões decristãos pereceram durante os três primeiros séculos da era cristã".24 Essas perseguições chegaram em duas grandes etapas: sob Décio esob Diocleciano. Após terminar a última grande perseguição (303-312),repentinamente o imperador Constantino inverteu toda a situação com
  10. 10. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 10seu famoso Decreto Imperial do ano 313, que permitia que a religiãocristã existisse legalmente lado a lado com a religião tradicional. No ano321 impôs sobre todos os povos a observância civil do domingo como oDies Solis ("dia do Sol"). Como patrocinador da igreja (ele mesmo sechamou "o bispo dos bispos"), Constantino convocou o primeiro concílioecumênico na Nicéia no ano 325, e depois introduziu a prática deassinar-se os artigos de um credo escrito que estipulava castigos se não oaceitava. É a primeira ocorrência de um castigo da autoridade civil pelocargo de heresia. Este imperador romano elevou assim à hierarquiacatólica e sua ortodoxia exclusiva como a religião do Estado do impérioRomano. Todas as ofensas contra a igreja agora se consideravam comodelitos contra o Estado. O historiador Edward Gibbon declarou que Constantino "sentou acristandade sobre o trono do mundo romano".25 Do tempo deConstantino, a igreja chegou a ser a Igreja-Estado. Declarou-se Roma acorte suprema de justiça dentro da igreja para honrar a memória doapóstolo Pedro (cânon 4). O imperador também enriqueceu à igreja aodoar-lhe todos os templos pagãos e suas grandes propriedades, assimcomo as propriedades dos hereges. Em breve a igreja era proprietária deuma décima parte de todos os bens raízes no Império Romano. O resultado da aliança da Igreja e o Estado foi uma igreja cada vezmais secularizada e uma sociedade nominalmente cristã. Segundo ohistoriador eclesiástico Ph. Schaff, "isto produziu o conflito entre a luz eas trevas, a verdade e a falsidade, Cristo e o anticristo, no próprio seio dacristandade".26 O tempo de Constantino foi testemunha do começo daluta interminável na Europa entre a hierarquia da Igreja e o Estado, cadaum tratando de subjugar e dominar o outro. Esta rivalidade "seguiudurante todo o conflito medieval entre o imperador e o Papa, entre oepiscopado imperial e hierárquico, e se repete em forma modificada emcada igreja protestante estabelecida".27 Os imperadores "cristãos" romanos convocaram os concílios geraisda igreja, impuseram os novos credos por meio da lei sobre todos os
  11. 11. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 11cidadãos no império, protegeram a "ortodoxia" e castigaram a "heresia"com o braço do poder secular, o que foi considerado por alguns (comoEusébio de Cesaréia) como a restauração da teocracia davídica sobreterreno cristão. Mas outros, como o professor francês de direito, JacquesEllul, consideram a legislação e a imposição política da unidadedogmática da igreja pelos imperadores cristãos como o começo dasubversão do cristianismo e a forma principal de anticristianismo.28 Aimposição política das leis humanas para estabelecer a igreja ou o reinoespiritual de Cristo revela um espírito que está em conflito fundamentalcom o espírito de Cristo (ver João 18:36). O lado sombrio desta aliança histórica da Igreja e o Estado dos diasde Constantino foi constituído pela perseguição dos "hereges", porquesuas separações da fé da Igreja-Estado (o catolicismo trinitário) não seconsideravam simplesmente como enganos religiosos, mas sim comodelitos contra o Estado (cristão). Esses hereges foram castigados com odesterro, confisco de seus bens e, dos dias do imperador Teodósio (380),inclusive com a morte.29 Declara Schaff: "Por conseguinte, desdeTeodósio se pode datar a teoria da perseguição de hereges pela Igreja-Estado, e sua inclusão na legislação".30 Em 385 o imperador "cristão"Máximo ordenou a execução do bispo espanhol Prisciliano, e de 5crentes de sua seita parecida com a dos maniqueus, na cidade doTreveris.31 Até Agostinho chegou a convencer-se depois do ano 400 que oshereges que persistissem deviam ser castigados por seus enganosreligiosos. Inclusive apelou às palavras de Jesus em uma parábola quedizem: "Força-os a entrar" (Luc. 14:23). Em sua obra clássica, A cidadede Deus, Agostinho expõe o ideal católico de uma igreja universal, ousociedade dos fiéis, que domine a sociedade universal dos infiéis.Quando a cidade de Roma foi capturada e saqueada pelo rei godoAlarico em 410, sobreviveu a igreja como o corpo dos fiéis. Agostinhoafirmou que o milênio de Apocalipse 20 se estava cumprindo agora no
  12. 12. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 12reinado da igreja, cujos bispos devem julgar a outros, em nome de Cristo(20:9), o que proporcionou a base teórica para o Igreja-Estado do papadomedieval.32 A hierarquia da igreja chegou a ser cada vez mais romanadepois que Constantino transladou a capital de Roma a Constantinoplaem 330. "O bispo de Roma, no assento dos césares, era agora o homemde maior influencia no Ocidente, e logo se viu constrangido a chegar aser a cabeça tanto política como espiritual".33 Leão I ("o Grande"; 440-461) foi o primeiro papa que publicamentesustentou um papado universal. Estabeleceu sua primazia no direitodivino, o direito de estar na sede apostólica em Roma. Para ele, acristandade e o domínio universal da igreja romana eram coisasidênticas.34 Schaff o considera como "o primeiro papa no sentido próprioda palavra", isto é, com respeito a suas exigências de supremacia.35 Durante o concílio de Calcedônia, em 451, leu-se a carta dogmáticado papa Leão I, e os bispos (só estiveram presentes bispos da EuropaOriental) exclamaram: "Esta é a fé dos pais... e dos apóstolos! Destamaneira Pedro falou por meio de Leão!"36 Desta exclamação histórica, Leão I e outros papas posterioresderivaram um direito a sua autoridade dogmática sobre todos os cristãos.Mas os mesmos pais do concílio atribuíram ao patriarca deConstantinopla uma autoridade igual para exercer na parte oriental doimpério, como a que o papa possuía no Ocidente. "O papa Leão Iconfirmou a confissão doutrinal do concílio, mas protestou contra ocânon 28 que colocava o patriarca de Constantinopla em um pé deigualdade com ele".37 O papa Leão enfatizou cada vez mais que os papaseram os sucessores do apóstolo Pedro e dessa maneira possuíam a sedesapostólica (sede apostólica), para estabelecer sua supremacia eclesiásticasobre o patriarca de Constantinopla. Daí em diante, cada papa alegou sero vigário de Pedro e, portanto, ao mesmo tempo também o vigário deCristo para toda a igreja.
  13. 13. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 13 O papa Leão I foi o primeiro papa que pediu às autoridadesseculares que suprimissem pela força todas as igrejas cristãs heréticas nacidade de Roma. Embora toda a igreja sustentou a autoridade dos papas,este pedido só pôde levar-se a cabo em algumas partes da Itália. A igrejaoriental rechaçou a reclamação de Leão I à primazia na igreja, e aindahoje rechaça a primazia papal. Da queda do Império Ocidental em 476, os bispos de Roma seapropriaram da função do imperador do ocidente como PontifexMaximus, sacerdote e governante temporário, com os bispos comosenadores e dirigentes do exército. O renomado historiador eclesiásticoalemão, Adolfo von Harnack viu a igreja romana como "a continuaçãoreal" do Império Ocidental. Henri Pirenne, o eminente historiador belga,escreveu: "Em resumo, não foi porque era cristã, mas sim porque eraromana que a igreja adquiriu e manteve durante séculos seu domíniosobre a sociedade".38 O papa Gelásio I (492-496) desenvolveu o princípio papal um passoa mais ao declarar em 494 que o imperador estava sujeito ao papa e tinhaa obrigação de obedecer à disciplina da Igreja Católica. O bispo de Romaera a "autoridade suprema". Este papa começou a defender a política de"não interferência" entre a Igreja e o Estado. Seu propósito foi fazer dopapa um governante religioso-político independente, com direito amandar sobre os soberanos civis. O Reconhecimento da Primazia Papal por Parte de Justiniano A política do Justiniano I, imperador do Império Romano Oriental(527-565 ) procurou reviver um Império Romano cristão governado peloimperador de Bizâncio (Constantinopla). Como chefe verdadeiro daigreja cristã, Justiniano promulgou decretos com manifestos obrigatórios,inclusive em teologia. Seu principal problema doutrinal foi o conflitoentre o ponto de vista ortodoxo do concílio da Calcedônia (451), aopinião de que em Cristo coexistem a natureza humana e a divina, e o
  14. 14. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 14ensino monofisista que enfatizava a natureza divina de Cristo. Estaúltima opinião era a que preferia sua esposa, a imperatriz Teodora, queera muito popular no Oriente. Por outro lado, o arianismo que rechaçavaa deidade eterna de Cristo era a crença cristã comum entre os povosgermânicos (exceto entre os francos) que povoaram o Império Romanoocidental, incluindo o norte da África. Justiniano decidiu restaurar a unidade política e religiosa em todo oterritório do antigo Império Romano. Procurou a cooperação do papapara estabelecer a unidade religiosa no império bizantino. Primeiroescreveu sua carta famosa o papa João II, em 533, em que solicitava oapoio do papa para sua decisão imperial contra a heresia dos nestorianos.Em sua carta imperial o papa declarava o seguinte: "Portanto, esforçamo-nos para unir a todos os sacerdotes do Oriente esubmetê-los à sede de Sua Santidade... Porque não toleramos que nadaque se refira ao estado da Igreja... seja discutido sem que antes se traga aoconhecimento de Sua Santidade, porque vós sois a cabeça de todas assantas igrejas, e porque nos esforçaremos em tudo o que possamos... paraacrescentar a honra e a autoridade de vossa sede".39 Depois o imperador solicitou uma resposta do papa que condenasseaos nestorianos como ele o tinha decretado. Froom faz a seguinteavaliação deste pedido. Diz que "isto revela a compreensão plena quetinha o bispo de Roma do reconhecimento imperial da primazia da sedede Roma".40 A admissão da primazia dos papas se referia à suaautoridade e a que era "o corretor de hereges" (na carta do Justiniano aoarcebispo Epifânio, no ano 533). Entretanto, entranhava muito mais. Emsua carta imperial o papa João II, o imperador tinha reconhecidoformalmente a prioridade do bispo de Roma sobre o de Constantinopla, oque foi promulgado só 12 anos mais tarde, no ano 545, no Código Civildo Justiniano.41 Froom faz este resumo: "Desta maneira, não só codificou Justiniano as leis religiosas de seuspredecessores, mas também designou especificamente o bispo de Romacomo cabeça da igreja e corretor de hereges, e fez que a lei canônica da
  15. 15. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 15igreja até o ano 451 formasse parte da lei civil do império, consumandoassim a união da Igreja e o Estado".42 O reconhecimento imperial da supremacia eclesiástica do papa,codificada no ano 545, foi posta em tela de juízo pelo patriarca deConstantinopla, que assumiu o título de "Bispo universal" em 587.Enquanto que o Código Civil do Justiniano, com suas novas leis ounovellae (534-545), pode tomar-se como o começo do poder legalizadodo papado sobre toda a igreja (como está em Novella 131), nunca ficouem vigência no Império Romano do Oriente. Houve uma vasta brechaentre a lei e a prática! A autoridade eclesiástica dos papas se limitou aoantigo Império Ocidental. Além disso, o Código Civil ainda reservava odomínio de toda a igreja não para o papa, e sim para o imperador!, quemera responsável pelo extermínio dos hereges (Novella 132) assim comoda manutenção da fé e disciplina de toda a igreja (Novella 6). Em 606, o imperador Focas resolveu a disputa por meio de seudecreto imperial no qual afirmava que o bispo de Roma era a cabeçaapostólica da cristandade. Mas mesmo assim, a supremacia eclesiásticado papado não se fez efetiva na igreja universal. O decreto de Focas foium intento infrutífero para pôr em vigor a lei de Justiniano (Novella131). A ineficácia prática do reconhecimento legal de Justiniano daprimazia papal na igreja cristã não se deveu fundamentalmente a algunsreis cristãos arianos, e sim ao próprio imperador Justiniano e a seugoverno autocrático. O historiador eclesiástico italiano Paolo Brezzidescreveu assim a obstrução imperial às exigências da primazia papal: "A subordinação do Papa a Bizâncio permaneceu como uma realidade,até depois de aceder ao cargo eclesiástico mais elevado, o que implicavaobrigações e laços que tinham o efeito de obstruir por completo a funçãopapal... É certo que quanto ao que se refere aos bizantinos, a cabeçaverdadeira e única da sociedade ainda era o imperador, de quem sebuscavam todas as soluções finais, incluídas as que tinham que ver com areligião".43
  16. 16. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 16 Só quando o rei dos francos, Pepino, doou Roma e partes da Itália à"sede sagrada do bem-aventurado Pedro" em 756, o papado ficouliberado do jugo do governo e controle bizantinos. Por conseguinte, ametade do século VIII assinala o começo da era do poder temporário dopapado. Daí em adiante o papado começou a lutar por conseguir arealização de outro princípio papal: o domínio do governo papal sobretodos os poderes do Estado. Este objetivo se realizaria só com o papaGregório VII (1073-1085) e seus sucessores. Depois começaram osséculos da Inquisição, de torturas violentas e perseguição para todos osdissidentes. Do lento desenvolvimento do papado é evidente que "o crescimentodo poder papal demonstra que este foi um processo gradual que abrangeumuitos séculos... e que continuou desde aproximadamente o ano 100 até756"." O Comentário bíblico adventista extrai esta conclusãosignificativa: "Fica pois em claro que não se podem dar datas queassinalem uma transição precisa entre a insignificância e a supremaciaou entre a supremacia e a relativa debilidade".45 Isto denota que só sepodem apresentar datas ou momentos cruciais aproximados para osurgimento e a decadência da primazia papal dentro da igreja e dasupremacia papal sobre o Estado. Os intérpretes historicistas escolheram diferentes anos comosinalizadores do surgimento do poder papal, tais como 396, 455, 533,538, 606 e 756.46 O Comentário bíblico adventista conclui dizendo:"Entretanto, pelo ano 538 o papado estava completamente formado, eoperava em todos seus aspectos essenciais, e em 1798 – 1.260 anos maistarde – tinha perdido virtualmente todo o poder que tinha acumuladodurante séculos".47 As Caracterizações Bíblicas dos 3 ½ Tempos
  17. 17. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 17 Para compreender a intenção divina deste período de temposimbólico em Daniel e no Apocalipse, devemos considerar todas asreferências bíblicas. É obvio, o símbolo de tempo profético deveinterpretar-se de acordo com o contexto bíblico. A frase relativa aotempo está conectado com a igreja perseguida e com o perseguidor dossantos. Ao determinar a qualidade teológica dos 1.260 dias ou 3 ½tempos, precisamos reconhecer que Daniel caracteriza este período comoo tempo de opressão ou de "quebrantamento" dos santos (Dan. 7:25;12:7). O Apocalipse de João explica adicionalmente a frase de tempo doDaniel. Será um tempo de pisar "a cidade santa quarenta e dois meses"(Apoc. 11:2), e adiciona que as testemunhas de Cristo perseverarão emtestificar por 1.260 dias (Apoc. 11:3). Apocalipse 12 menciona que ossantos receberão a proteção divina durante os 1.260 dias ou 3 ½ temposcheios de tensões (Apoc. 12:6, 14). Apocalipse 13 revela que o "dragão"perseguidor transferirá "seu poder e seu trono e grande autoridade" àbesta-anticristo que surge do mar (vs. 1, 2), o que dará como resultado avanglória da besta que pronunciará "blasfêmias" e atuará com umaatitude arrogante durante 42 meses (v. 5). E como foi dito do chifrepequeno em Daniel 7, assim Apocalipse 13 reitera da besta que sobe domar: "E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda tribo, e língua, e nação" (Apoc. 13:7). Se as perseguições da mulher por parte do dragão representa as doImpério Romano (Apoc. 12), então a besta-anticristo seguinte dominarácom o mesmo espírito despótico como o que teve Roma pagã sobre ossantos de Deus. Além disso, Apocalipse 13 anuncia que o anticristo receberá uma"ferida mortal" com uma espada, da qual se recuperará em formainesperada e todo mundo se maravilhará (vs. 3, 10-14). Asconseqüências desta recuperação por uma breve "hora" no tempo do fimse revelam em Apocalipse 17, o que requererá nossa atenção especial um
  18. 18. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 18pouco mais adiante. Nosso interesse atual é determinar o significadobíblico da "ferida mortal" do anticristo em Apocalipse 13. Este ato queincapacita a besta supõe claramente a conclusão dos 1.260 dias deopressão! Além disso, Apocalipse 13 apresenta tanto o começo como ofim do tempo daniélico da guerra do anticristo contra os santos. O tempode perseguição começa depois do transpasse da sede de poder eautoridade do Império Romano à cabeça da igreja católica romana, etermina com o castigo da ferida mortal com uma "espada" à Igreja-Estado medieval. (Para a aplicação histórica da "ferida mortal" à besta noApoc. 13, ver o cap. XXII desta obra.) A Natureza Simbólica dos 1.260 dias Enquanto que os intérpretes futuristas e preteristas tomam oelemento tempo em Daniel e no Apocalipse como tempo literal, osintérpretes historicistas da Reforma do século XVI estiveram de acordoem aceitar as referências ao tempo como símbolos de que um diaprofético representa um ano. Isto se conhece como o "principio dia-ano".Para nosso propósito atual, limitaremos aos 1.260 dias ou 3 ½ tempos. Observemos, em primeiro lugar, que estas referências de tempofuncionam como elementos constitutivos nas profecias de longo alcancedos dois livros apocalípticos. Indicam o progresso do tempo históricodurante a era da igreja, e dessa maneira valem, até certo ponto, paraidentificar a proximidade do segundo advento de Cristo. Como escreveuThomas R. Birks, um professor que viveu em Cambridge, Inglaterra, edefensor do princípio dia-ano: "Sem as profecias de tempo nos perguntaríamos se ao mundo nãoficam ainda por suportar um ou dois milênios cansativos antes que Cristoapareça para desterrar o pecado e a dor".48 As profecias de longo alcance de Daniel chegam até "o tempo dofim" (Dan. 8:14, 17, 19), e este período de tempo predeterminado
  19. 19. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 19designa um período particular no qual devem ter lugar uma quantidadede acontecimentos finais (ver Dan. 11:40-45; 12:1-4). Os períodos detempo proféticos dos 3 ½ tempos em Daniel 7 e o dos 2.300 dias emDaniel 8 não determinam o fim do tempo e sim o começo do "tempo dofim". Se os 3 ½ tempos não se separam de seu contexto, mas sim sevêem como formando parte de uma descrição simbólica, tambémpossuem uma natureza simbólica. Os 3 ½ tempos formam parte de umpersonagem simbólico chamado o "chifre pequeno". W. H. Shea oexplica assim: "Os 3 ½ tempos do Daniel 7:25 pertencem originalmente a um cornosimbólico, não a uma pessoa (ou pessoas) descrita primariamente como tal.Também se pode estabelecer o mesmo ponto a respeito dos contextossimbólicos dos períodos de tempo mencionados no Apocalipse. Estescontextos simbólicos extremamente complexos sugerem poderosamenteque também deveríamos tratar suas unidades de tempo como simbólicas".49 A natureza simbólica dos 3 ½ tempos já está sugerida pela formapouco comum de contar o tempo: "Um tempo, e tempos e metade de umtempo" (Dan. 7:25; 12:7; Apoc. 12:14). Além disso, se as bestassimbólicas de Daniel 7 representam impérios que duram muito tempo,cada um abrangendo séculos, "o mais natural é que os temposmencionados estão também apresentados em escala com uma unidadepequena de tempo representando um tempo mais extenso".50 Ampliação Adicional dos 3 ½ Tempos em Daniel e Apocalipse Os 3 ½ tempos do chifre pequeno de Daniel 7 são colocadosnovamente na história da salvação por parte do anjo interpretador deDaniel 11 e 12. Não se pode separar Daniel 12 de Daniel 7-11 porque o anjo docapítulo 12 esclarece além disso a perseguição dos santos descrita em
  20. 20. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 20Daniel 11:32-35 e 7:25. Conecta os 3 ½ tempos de perseguição emDaniel 12:7 com a perseguição dos santos em Daniel 11:32-35, o queproporciona a nova informação de que os 3 ½ tempos ocorrerão antes do"tempo do fim" (ver Dan. 11:32-35), e portanto não pertencem nem aopredeterminado tempo do fim nem depois do tempo do fim.51 TEMPOS CORRESPONDENTES DE PERSEGUIÇÃO Daniel 7:25 Daniel 11:32-35 Daniel 12:7-10"Proferirá palavras "Aos violadores da "Seria depois de umcontra o Altíssimo, aliança, ele, com tempo, dois tempos emagoará os santos do lisonjas, perverterá, mas metade de um tempo"Altíssimo e cuidará em o povo que conhece ao (v. 7).mudar os tempos e a lei; seu Deus se tornará "E, quando se acabar ae os santos lhe serão forte e ativo" (v. 32) destruição do poder doentregues nas mãos, por " Os sábios entre o povo povo santo, estas coisasum tempo, dois tempos ensinarão a muitos; todas se cumprirão" (v.e metade de um tempo" todavia, cairão pela 7). espada e pelo fogo, pelo "Muitos serão purifica- cativeiro e pelo roubo, dos, embranquecidos e por algum tempo" (v. provados; mas os 33). perversos procederão "Alguns dos sábios perversamente, e cairão para serem nenhum deles entenderá, provados, purificados e mas os sábios embranquecidos, até ao entenderão" (v. 10). tempo do fim, porque se "estas palavras estão dará ainda no tempo encerradas e seladas até determinado". (v. 35). ao tempo do fim" (v. 9). Os 3 ½ tempos do Daniel da perseguição dos santos (Dan. 7:25;12:7) João os aplica no Apocalipse à era cristã, depois da crucificação eexaltação de Cristo (ver Apoc. 12:13, 14). O Apocalipse então iguala os
  21. 21. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 21"3 ½ tempos" do Daniel com os "1.260 dias" (Apoc. 12:6), durante osquais a mulher simbólica deve esconder-se no deserto. Com respeito aisto, comentou Edward Heppenstall: "Como o Apocalipse tem o propósito de ser uma continuação dasvisões de Daniel, o cumprimento do chifre e o poder apóstata em Daniel, e odragão e a besta no Apocalipse, devem buscar-se na era cristã".52 Se reconhecermos as três fases principais da história da igreja emApocalipse 12 (vs. 1-5; vs. 6, 14; V. 17) reconheceremos que Apocalipse12:6 e 14 descrevem o segmento médio da história da igreja, que indica aIdade Média. Estamos completamente de acordo com a avaliação deShea a respeito de Apocalipse 12: "É clara a evidência de que esta narração apresenta um movimentohistórico contínuo durante a era cristã; portanto, é mais compatível em suaperspectiva com o ponto de vista historicista ou histórico contínuo".53 É geralmente aceito pelos expositores que os 1.260 dias proféticosrepresentam a essência da perseguição dos santos, o que levou a muitos aaplicar os 1.260 dias como uma expressão simbólica para toda a eracristã, durante a qual são perseguidos os santos verdadeiros. Até algunscomentadores adventistas começam a ver mais de um nível designificado dos 1.260 dias: um concernente à qualidade essencial dosdias e outro quanto à quantidade numérica dos dias. Roy Naden declaracom respeito aos 1.260 dias proféticos ou 3 ½ tempos : "De acordo com nossa hermenêutica, supomos que estas cifras têm emprimeiro lugar um significado qualitativo para interpretar a visão, e só emsegundo lugar uma aplicação quantitativa possível".54 A interpretação "qualitativa" dos 1.260 dias ou 42 meses sedetermina ao ter em conta a experiência da igreja no deserto como oantítipo da peregrinação de Israel pelo deserto durante 40 anos e os 42lugares diferentes onde acamparam (segundo Núm. 33). A igreja terá quesofrer penúrias no "deserto" do mundo durante a era da igreja, mastambém receberá o "sustento e o amparo de Deus durante toda sua
  22. 22. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 22peregrinação terrestre, assim como os 42 acampamentos do Israel, atéque entre na terra prometida".55 Embora esta interpretação "qualitativa" da experiência da igreja nodeserto seja enriquecedora e tenha algum poder de convicção, deixa semexplicar por que a cifra de 1.260 dias tem também um cumprimentoquantitativo na história da igreja. Para compreender esta aplicação,voltamos para estudo do princípio dia-ano. A Equação Dia-Ano A lei mosaica introduziu o princípio de que um dia pode representarum ano. O primeiro exemplo está em Levítico 25, que prescreve que osétimo dia, sábado, ia ser celebrado também como um "ano sabático"para a terra, quer dizer, cada sétimo ano: "Mas no sétimo ano a terra teráseu repouso sabático, um sábado para o Iahweh: não semearás o teucampo nem podarás a tua vinha... Será para a terra um ano de repouso"(Lev. 25:4, 5, BJ). Aqui a lei levítica estende a qualidade do sábadosemanal a um ano inteiro. Shea o resume assim: "Desta maneira, existe uma relação direta entre "dia" e "ano", dado quepara ambos se aplicou a mesma terminologia, e o ano sabático posterior foimodelado conforme o dia sabático anterior".56 A lei de Israel do ano sabático introduz assim o princípio dia-ano. Omesmo princípio está reforçado na lei do ano do jubileu: "Contarás setesemanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das setesemanas de anos te serão quarenta e nove anos" (Lev. 25:8). Esta leipressupõe que depois de sete semanas de anos sabáticos chegava o anodo jubileu. De novo o sábado semanal permanece como o modelo para um anointeiro de descanso e liberdade no ciclo do jubileu. Os anos sabáticos emseus ciclos de sete anos eram proféticos do ano do jubileu. Desta forma oprincípio de dia-ano chegou a ser uma predição prática da redenção nosrituais de adoração do Israel.
  23. 23. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 23 Na perspectiva profética de Israel se aplicou de formas diferentes oprincípio dia-ano. Lemos em Números 14:34: "Segundo o número dosdias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando umano, levareis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos e tereisexperiência do meu desagrado". Neste caso, dias que já tinham passado(40) usam-se para predizer outros tantos anos de castigo para um Israelrebelde. Em Ezequiel 4:6, 7 os anos de rebelião que já tinham acontecidoestão representados por 40 dias. Em ambos os casos se aplica o mesmoprincípio dia-ano, mas em maneiras diferentes. Entretanto, o testemunhoessencial do princípio dia-ano está no livro apocalíptico de Daniel. As"setenta semanas" proféticas em Daniel 9:24-27, pelo consenso unânimedos intérpretes judeus e cristãos, designam setenta semanas de anos (verDan. 9:24), ou 490 anos reais, o que é igual a 70 anos sabáticos (70 x 7anos) ou a 10 ciclos de jubileu (10 x 49 anos). Se com a frase "setentasemanas" Daniel pensou em semanas de anos sabáticos, então não senecessita a conversão dia por ano, porque 70 semanas de anos perfazem490 anos. Só se as "setenta semanas" do Daniel 9:24 se tomam comosetenta semanas literais (70 x 7 dias) necessitar-se-ia a aplicação daconversão de dia em ano para dar o resultado de 490 anos reais. Entretanto, o contexto em Daniel 9 assinala a que compreendamosanos sabáticos, porque o profeta estava refletindo sobre o significado dos70 anos do cativeiro do povo em Babilônia, como tinha sido profetizadopor Jeremias (ver Dan. 9:2). Esses 70 anos se entendiam como anos decastigo porque Israel tinha passado por cima os anos sabáticos para aterra (ver 2 Crôn. 36:21; Dan. 9:10-14). O anjo interpretador prediz umamultiplicação desses anos sabáticos (70 vezes) como o tempo que iapassar antes que o segundo templo fosse destruído. D. Ford fez oseguinte comentário sobre o Daniel 9:24: " Setenta semanas de anos estão determinados. Como isto é parte daexplicação literal de Daniel 8:1-14, não precisamos invocar o princípio dia-
  24. 24. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 24ano, embora seja verdade que os anos em hebraico estão melhorsubentendidos que declarados explicitamente".57 Freqüentemente é passado por alto o fato de que enquanto queDaniel 8 apresenta uma profecia simbólica, Daniel 9:24-27 nãorepresenta uma profecia simbólica e sim uma interpretação por parte doanjo dos símbolos de Daniel 8, sem voltar a usar os símbolos. Portanto,não devemos esperar que as "setenta semanas" sejam um símbolo massim uma referência clara a 70 semanas de anos (TA; BLH: "setenta anosvezes sete"). Jean Zurcher relacionou as "setenta semanas" de Daniel 9com seu contexto, e concluiu: "Tudo o que está no texto e no contexto se refere à mensagem dosanos sabáticos e de jubileu. A tradição judia, os talmudistas, o autor doSeder Olam, e os intérpretes judeus em geral, julgaram que as semanas naprofecia de Daniel podem ser só semanas de anos. Há evidência que mostraque os pais da igreja usaram a mesma base para interpretar as 70semanas".58 Precisamos recordar que o conceito de um "ano sabático" estáestabelecido em Levítico 25:1-7 e que já é o resultado de uma conversãode dia-ano. A esse respeito, W. H. Shea declara que "Levítico 25:1-7 é aprimeira passagem bíblica onde se aplica a equação dia-ano".59 Mas émais provável que as "setenta semanas" do Daniel 9:24 tenham suaorigem no conceito dos ciclos do jubileu de 49 anos cada um, porque umperíodo de jubileu também se media em termos de "semanas de anos"(Lev 25:8). Daniel reconheceu o princípio dia-ano ao fazer dos 490 anos reaisde Daniel 9 uma parte dos 2.300 dias de Daniel 8, ao declarar que as 70semanas estavam decretadas – ou, literalmente, "cortadas" – para a naçãode Israel e para a cidade santa! Esta correlação de Daniel 8 e 9 contém anecessidade lógica da equação de um dia por um ano para os 2.300 dias.Além disso, Daniel descreve a interpretação que o anjo lhe dá de Daniel8 em um detalhe muito maior em Daniel 11! Os "dias" de Daniel 8 sãointerpretados em termos de "anos" em Daniel 11:6, 8 e 13 como parte dotempo paralelo com o do capítulo 8.
  25. 25. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 25 Resumo O livro de Daniel ensina o princípio dia-ano duas vezes: (1) Nacorrelação dos capítulos 8 e 9; e (2) na correlação paralela dos capítulos8 e 11. Esta conclusão nos leva a aplicar os 3 ½ tempos ou 1.260 dias deDaniel e Apocalipse a 1.260 anos reais, sem ser dogmáticos a respeito defixar datas precisas na história da igreja. Froom nos informa de um fatointeressante: "Na verdade, os protestantes historicistas diferiam grandemente quantoa quando começar e terminar o período dos 1.260 dias do anticristo, mastodos estavam de acordo na convicção de que lhe tinha atribuído um períodode 1.260 anos, e que esse período se aproximava de sua terminação".60 As profecias apocalípticas se cumprirão e gradualmente seentenderão à medida que avança a história. Um cumprimentoprogressivo permite uma interpretação progressiva. Referências Para a Bibliografia, ver nas páginas 326-330. 1 Ver Strack-Billerbeck, Kommentar zum Neuen Testament aus Talmud und Midrasch, t. 3, p. 761. 2 Ver Ibid., t. 3, p. 760. 3 Ibid., t. 3, p. 761. 4 Ezell, Revelations on REVELATION, p. 71. 5 Aalders, Commentary on the Old Testament, p. 165. 6 Ibid., pp. 164, 167. 7 Ibid., p. 163. 8 Young, The Prophecy of Daniel, p. 150. 9 Ibid., p. 149. 10 Ibid., p. 161. 11 Ibid. 12 Ibid., p. 162.
  26. 26. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 26 13 João Calvino, Corpus Reformatorum, ts. 40 e 41. 14 Wood, Commentary on Daniel, p. 94. 15 Ibid., p. 95. 16 Ibid., p. 98. 17 Ezell, Revelations on REVELATION, p. 70. 18 Ibid. 19 Beasley-Murray, Revelation, p. 201. 20 Tertuliano, On the Resurrection of the Flesh [Tratado sobre a ressurreição da carne], cap. 24, ANF 3, p. 563; citado em Froom, The Prophetic Faith of Our Fathers, t. 1, p. 258. 21 Comentário sobre Daniel realizado por Jerônimo, p. 77. 22 La ciudad de Dios, libro XX, cap. 23; citado en José Morán, ed., Obras de S. Agustín: La ciudad de Dios, t. XVI-XVII. Madrid: BAC, 1958, pp. 1508-1511. 23 Wallace, The Lord is King. The Message of Daniel, p. 129. 24 Smith, Las profecías de Daniel y el Apocalipsis. T. 1: Daniel, p. 106. 26 Gibbon, The History of the Decline and Fall of the Roman Empire, 2, p. 330. 26 Schaff, History of the Christian Church, t. 3, p. 126. 27 Schaff, t. 3, p. 134. 28 Ellul, The Subversion of Christianity, cap. 2. 29 Theodosian Code, 16.1.2. ver SDA Bible Students Source Book [O livro fonte dos estudantes adventistas da Bíblia], entrada 1202. 30 Schaff, History of the Christian Church, t. 3, P. 142. 31 Ibid. 32 San Agustín, La ciudad de Dios, libro XX, cap. IX.2, en Morán, Ibíd., pp. 1465- 1466. 33 Flick, The Rise of the Medieval Church, p. 169. 34 Schaff, History of the Christian Church, t. 3, P. 317. 35 Ibid., p. 319. 36 Ibid., p. 744. 37 Ibid., p. 747.
  27. 27. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 27 38 Pirenne, A History of Europe. From the Invasions to the XVI Century, p. 59. 39 Ver o documento em Froom, The Prophetic Faith of Our Fathers, t. 1, p. 931 (o itálico é meu) 40 Ibid., t, 1, p. 932. 41 Novella 131. ver Froom, The Prophetic Faith of Our Fathers, t. 1, pp. 513, 933. 42 Froom, The Prophetic Faith of Our Fathers, t. 1, p. 935. 43 Brezzi, The Papacy, Its Origins and Historical Evolution, pp. 65, 66. 44 4 CBA 864. 45 Ibid. 46 Ver Froom, The Prophetic Faith of Our Fathers, t. 2, pp. 531, 787; t. 3, pp. 252, 744; t. 4, pp. 390, 394, 395, 846, 847, 849, 850. 47 4 CBA 864. 48 Birks, First Elements of Sacred Prophecy, p. 416, citado em D. Ford, Daniel 8:14, p. A-125. 49 Shea, Estudios selectos..., pp. 62, 63. 50 D. Ford, Daniel 8:14. The Day of Atonement and the Investigative Judgment, p. A-121. 51 Para uma análise mais detalhada, incluindo os vínculos lingüísticos entre Daniel 11 e 12, ver Shea, "Time Prophecies...". 52 Heppenstall, "The Year-Day Principle in Prophecy", Ministry, outubro de 1981, p. 18. 53 Shea, "Time Prophecies of Daniel 12 and Revelation 12-13", p. 350. 54 Naden, The Lamb Among the Beasts. Finding Jesus in the Book of Revelation, p. 170. 55 Fredericks, A Sequential Study of Revelation 1-14 Emphasizing the Judgment Motif, p. 264. 56 Shea, Estudios selectos sobre interpretación profética, p. 72. 57 D. Ford, Daniel, p. 225. 58 Zurcher, "The Year-Day Principle", Adventist Review, 5 de fevereiro de 1981, p. 9. 59 Shea, Estudios selectos..., p. 87.
  28. 28. Compreendendo os 1260 dias em Apoc. 11-13 28 60 Froom, The Prophetic Faith of Our Fathers, t. 2, p. 794. FONTES BIBLIOGRÁFICAS PARA ENTENDER OS "1.260 DIAS" Livros Aalders, G. Ch. Daniel. Commentary on the Old Testament [Daniel. Comentário do Antigo Testamento]. Kampen: J. H. Kok, 1962. Beasley-Murray, George R. Revelation [O Apocalipse]. New Century Bible Commentary [Comentário da Bíblia do Novo Século]. Grand Rapids, MI: Wm. B. Eerdmans, 1983. Birks, Thomas R. First Elements of Sacred Prophecy [Primeiros Elementos de Profecia Sagrada]. Londres: W. Painter, 1843. . Brezzi, Paolo. The Papacy, Its Origins and Historical Evolution [O Papado. Suas Origens e sua Evolução Histórica]. Westminster, MD: The Newman Press, 1958. Browning R. Justinian and Theodora [Justiniano e Teodora]. Londres: Thames e Hudson Ltd., 1987, edição revisada. Calvino, J. Auslegung des propheten Daniel [Interpretação do profeta Daniel]. Traduzido da edição em latim de 1561 por E. Kochs. Neukirchen, Moers: O. Weber, 1938. De Rosa, P. Vicars of Christ. The Dark Side of the Papacy [Vigários de Cristo. O Lado Escuro do papado]. Nova York: Crown Publishers Inc., 1988. Deschner, Karlheinz H. Opus Diaboli [La obra del diablo]. Reineck bei Hamburg: Rowohlt Verlag, 1990.
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